6 Passos para a autoavaliação do professor

Fonte: Scuolaazoo

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6 Passos para a autoavaliação do professor

Antes de guardar os cadernos, fechar os armários e correr para a praia, há uma última tarefa que o professor precisa cumprir para garantir a qualidade do seu trabalho: a autoavaliação. Nesse momento, vale fazer um balanço geral dos meses que se passaram, entender o que teve bons resultados, o que falhou e em que pontos melhorar.

A autoavaliação não caminha sozinha: muitas escolas combinam questionários da gestão, dos professores, dos pais e mesmo dos alunos (prática mais comum quando se tratam de crianças maiores) para abranger um cenário mais amplo do que ocorreu no ano letivo. Essa relação entre diferentes opiniões explicita problemas de relacionamento, comunicação, ensino, organização ou administração que, de outra forma, passariam despercebidos e abrem espaço para o diálogo entre setores: como um pode contribuir com o outro?

Porém, ainda que essa não seja uma prática comum na instituição em que você trabalha, é interessante reservar alguns minutos para fazer o exercício por conta própria. Essa é a melhor maneira de reorientar suas práticas pedagógicas com intencionalidade no futuro. Mas cuidado – essa não é uma atividade que deva ser feita às pressas, de qualquer jeito. Separamos 6 dicas para tornar o trabalho mais fácil:

Divida a autoavaliação por áreas

A autoavaliação deve ser feita com tempo e concentração - e, de preferência, por escrito (foto: The New Daily)

A autoavaliação deve ser feita com tempo e concentração – e, de preferência, por escrito (foto: The New Daily)

Educadores sugerem que a autoavaliação seja realizada por áreas, ao invés de se criar uma única pesquisa com dezenas de perguntas. Questionários muito longos são exaustivos e há grandes chances de que, ao chegar na última questão, o professor já esteja cansado demais para responder com calma e profundidade.

Cada profissional pode definir tópicos de acordo com sua rotina e ambiente. Podem estar entre eles:

  • Planejamento de atividades e projetos;
  • Organização de materiais e da sala de aula;
  • Postura em sala de aula;
  • Relacionamento com outros funcionários;
  • Iniciativa, criatividade e originalidade;
  • Relação com as famílias das crianças;
  • Materiais produzidos, avaliações e devolutivas e como elas foram úteis ao aprendizado da turma;
  • Resolução de conflitos.

#1  Escolha um modelo de avaliação

Para ser capaz de olhar atentamente para os resultados do ano que passou, o mais indicado é que a autoavaliação seja feita por escrito. Você pode elaborar perguntas cujas respostas sejam “sempre”, “às vezes” ou “nunca”; “bom”, “regular” ou “ruim”; ou ainda que usem escalas numéricas (1, para péssimo, até 10, para excelente). Por exemplo:

1. Este ano eu soube lidar com brigas e conflitos entre as crianças com calma e fui justa nas minhas reações: (  ) Sempre  (  ) Na maioria das vezes  (  ) Raramente  (  ) Nunca.

Uma alternativa é a produção textual, que permite uma reflexão mais profunda e a descrição de momentos específicos que ilustrem os pontos ressaltados.

#2 Liste projetos, atividades e momentos marcantes do ano

Lembre-se dos momentos mais significativos do ano e pergunte-se: o que aprendi com eles? (foto: Hickman Mills)

Lembre-se dos momentos mais significativos do ano e pergunte-se: o que aprendi com eles? (foto: Hickman Mills)

É mais fácil analisar determinadas cenas, que exprimem exatamente os acertos e erros que o professor pretende destacar, do que tentar resumir o ano inteiro, o que pode resultar em uma avaliação genérica, vaga demais. Liste momentos importantes do ano letivo, sejam eles: excursões da turma, brincadeiras que acabaram em bagunça, apresentações em datas comemorativas, uma atividade de sucesso inesperado, uma reunião de pais em que houve falha de comunicação. Eles não precisam necessariamente ter sido grandes eventos, apenas esclarecer um aprendizado.

#3 Reflita sobre os resultados

Essa é a etapa mais importante de todo o processo. Hora de dividir as práticas do ano anterior entre as que funcionaram, as que exigem melhorias e as que devem ser completamente repensadas. Seja honesto, afinal, o objetivo da autoavaliação não é punir ninguém – pelo contrário, é contribuir com sua experiência profissional.

Pergunte a si mesmo:

  • Em quais momentos você acertou e em quais errou?
  • O que faria diferente?
  • O que gostaria de repetir?
  • Houve comportamentos inapropriados, preguiça, má vontade, falta de iniciativa? Quando?
  • Houve empolgação demais, mas falta de organização e planejamento? Quando?
  • Suas estratégias foram de encontro com as necessidades das crianças?
  • Como você acompanhou o aprendizado delas? O desenvolvimento da turma ficou claro para você?

Caso você trabalhe com mais de uma turma, é melhor fazer esse processo duas vezes, uma para cada grupo. Comparar resultados também pode abrir seus olhos para atitudes e didáticas usadas com cada uma e como influenciaram no desenvolvimento das crianças. Quando houver diferenças marcantes entre as turmas, procure pelos motivos.

#4 Peça opiniões

Gestores, professores e funcionários podem enriquecer a reflexão e sugerir outras formas de melhorar (foto: Understood)

Gestores, professores e funcionários podem enriquecer a reflexão e sugerir outras formas de melhorar (foto: Understood)

Quem trabalha com você diariamente pode contribuir muito para sua reflexão. Convide colegas, sejam eles diretores, professores ou outros funcionários, a fazer críticas construtivas quanto à sua atuação durante o ano letivo. Compartilhar sua autoavaliação pode, inclusive, inspirar a equipe a fazer o mesmo – o que ocasionará mudanças mais significativas na escola.

Procure profissionais que admira para tirar dúvidas, sejam eles educadores ou não. Peça dicas para lidar com situações que ainda lhe causam desconforto, para criar um esquema de organização para suas pastas e cadernos, para se inspirar e trazer novas ideias de atividades à sala de aula. Não tenha vergonha de pedir ajuda.

#5 Trace um plano para o próximo ano

Agora que você identificou sucessos, fracassos e pontos de melhoria, sente-se e escreva suas metas para o ano seguinte. Um por um, enfrente cada problema e estabeleça uma solução. Identifique quais são as mudanças prioritárias, que merecem mais atenção – você pode até mesmo colocar prazos e objetivos para acompanhar seu aprendizado, como faz com as crianças.

Pode acontecer de os problemas apontados dependerem não apenas do professor; a decisão de levar as crianças para mais estudos de campo em parques, museus ou teatros, por exemplo, precisa do aval da coordenação pedagógica. Nessa situação, leve sua autoavaliação para a escola e discuta-a com seus superiores, explicando as necessidades que você observou.

Aproveite a reflexão para pensar ainda em seu trajeto profissional: está na hora de buscar novos cursos e capacitações? Você está investindo o suficiente em sua carreira? Liste suas necessidades e limitações (preços, horários, local) e pesquise novos projetos para o ano seguinte.

#6 Acompanhe seu progresso

A autoavaliação não precisa ser reservada para o final do ano. Nos próximos meses, retorne às metas que definiu e acompanhe seu progresso. Que tal ter um diário em que, a cada semana, você registra o que aprendeu?

Quanto mais frequente for sua reflexão, mais rápida e eficiente será a reorientação e melhores os resultados!

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Como o professor pode ajudar crianças tímidas?

Fonte: Baby center

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Como o professor pode ajudar crianças tímidas?

Toda sala de aula conta com um punhado de crianças agitadas, algumas desobedientes, que apresentam relutância em seguir as regras. Toda sala contém, também, outras crianças, essas pertencentes a um segundo grupo, o dos “quietinhos”. Os quietinhos falam menos e em voz mais baixa, obedecem sem pestanejar e costumam ser elogiados nas reuniões com os pais.

Muito bom, certo? Dentre eles, porém, é possível que haja crianças com sérios problemas relacionados à timidez e que podem acabar negligenciadas. Afinal, quem demanda mais atenção do professor? Normalmente, os bagunceiros recebem intervenções frequentes, em detrimento daqueles que “não dão trabalho”.

O que é a timidez – e como identificá-la?

Rear view of a child wearing a hooded top, sitting on his own in a playground.

A timidez é um traço de personalidade, não uma doença – ela só requer atenção extra quando é fonte de sofrimento para a criança (foto: Huffpost)

A timidez é um traço de personalidade como qualquer outro e, em doses moderadas, não prejudica o desenvolvimento da criança nem é considerada doença. É o caso de crianças que possuem amigos e conseguem se adaptar ao ambiente escolar (ou festas infantis, eventos familiares, etc.), mesmo sendo discretas, retraídas.

Já quando a introspecção traz sofrimento para a criança, é necessário observar e intervir. Esses são sinais aos quais se deve ficar atento:

  • Ela evita passeios, excursões e outras situações de interação social que deveriam ser prazerosas?
  • Procura se manter isolada e brinca sozinha constantemente?
  • Sai correndo ou esconde-se diante de estranhos ou grandes grupos de pessoas?
  • Tem baixo rendimento escolar por não conseguir interagir com colegas ou professores (realizar atividades em grupo, participar de rodas de conversa)?

Crianças tímidas têm baixa autoestima e acreditam que estão sendo avaliadas o tempo todo. Seu medo é de não atingir as expectativas dos colegas, por isso, elas se preocupam excessivamente com o que dizer, como agir, o que vestir, como se comportar.

Quando se sentem expostas, essas crianças apresentam alguns sintomas:

  • Suor;
  • Palmas das mãos geladas;
  • Frio na barriga ou enjoo;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Gagueira ou inabilidade de falar;
  • Angústia e nervosismo.

O que causa (ou agrava) a timidez?

Pais superprotetores são um dos fatores que causam a timidez excessiva e a insegurança (foto: Baby Center)

Pais superprotetores são um dos fatores que causam a timidez excessiva e a insegurança (foto: Baby Center)

A princípio, a timidez, assim como a extroversão, é um traço genético – mas o ambiente tem um papel relevante em apaziguá-la ou estimulá-la. O meio familiar influencia muito no comportamento da criança: pais tímidos, que evitam situações sociais ou são pouco comunicativos, transmitem essa inibição para os filhos (além de proporcionarem menos oportunidades para que eles a superem, afinal, também querem evitar grandes grupos).

O mesmo acontece quando a família age de forma superprotetora, privando a criança de experiências e relacionamentos externos. Adultos que agem como se o mundo fosse um perigo constante para a criança acabam deixando-a insegura e retraída.

Ambientes agressivos ou instáveis também pode ocasionar uma timidez excessiva.

Como o professor pode ajudar?

Descubra quais os interesses da criança tímida e tente inseri-los em sala de aula, para que ela queira participar (foto: Baby State Parent)

Descubra quais os interesses da criança tímida e tente inseri-los em sala de aula para que ela queira participar (foto: Baby State Parent)

Em primeiro lugar, é importante que o professor não exponha a criança a situações que causem constrangimento para ela. Obrigar uma criança tímida a escrever no quadro-negro ou ler um texto, sozinha, diante dos colegas, pode ser traumático.

O acompanhamento deve ser feito gradualmente, inserindo-a em contextos amigáveis em que ela se sinta segura para colaborar.

  • #1 Fortaleça o laço entre o professor e a criança tímida:

Converse com ela em particular para descobrir seus interesses e incentivar o diálogo. Ela precisa de ajuda para aprender a se expressar, portanto, demonstre interesse, elogie e faça perguntas. Em sala de aula, o aluno inibido pode se sentar perto do professor, para que consiga falar sem precisar gritar ou se levantar (e, consequentemente, sem atrair muita atenção para si).

  • #2 Ensine sobre convivência e interação social 

Projetos que trabalhem o respeito, a colaboração e o diálogo vão criar um ambiente seguro na escola. Comece do básico, praticando pequenos gestos que gostaria de inserir na rotina – olhar nos olhos do outro ao falar, sorrir, pedir “por favor” e “com licença”, agradecer, oferecer ajuda aos colegas e professores.

  • #3 Crie situações de trabalho em pequenos grupos

Organize a turma em duplas ou trios para criar situações de interação entre as crianças. O mais indicado é que o professor defina os grupos com antecedência, assim, não há risco de uma criança não ser escolhida pelos seus pares.

Colocar duas crianças tímidas juntas pode ser uma forma não ameaçadora de começar, afinal, nenhuma das duas terá todo o protagonismo durante a atividade. Contudo, uma criança tímida e outra, extrovertida, com certeza também vão se beneficiar muito do relacionamento (nesse caso, procure pensar em assuntos que interessam ao tímido, para que ele sinta que pode contribuir com a equipe).

  • #4 Descubra os interesses da criança tímida e explore-os em sala 

Ela gosta de insetos? Aviões? Construir castelos com blocos de montar? Pintura com tinta guache? Falar sobre dinossauros? Encontre tópicos que sejam do interesse da criança tímida para que ela tenha um incentivo a mais para participar da aula.

  • #5 Faça combinados

Quando a criança não quiser participar de uma atividade, tente chegar a um meio termo. Talvez ela não esteja preparada para cantar no palco em uma apresentação, mas será que não gostaria de tocar um pandeiro para acompanhar a canção? Ler para os colegas, em pé, em frente à classe, não pode ser substituído por ler apenas algumas linhas sem se levantar?

  • #6 Oriente a família da criança

Se for o caso, marque reuniões com os pais e ajude-os a traçar um plano para superar a timidez. Encoraje-os a participar de eventos da escola (como festa junina ou apresentação de Natal) e sugira que convidem alguns coleguinhas do filho para brincar nos finais de semana.

Os primeiros encontros podem ser breves, de apenas algumas horas – assistir a um desenho animado, cozinhar algo gostoso, passar a tarde na piscina, ir ao parque – e uma só criança pode ser convidada. Mais adiante, eles podem experimentar visitas mais longas, como dormir na casa do amigo ou viajar por alguns dias.

Outras atividades, como teatro, coral, dança e esportes em equipe também são excelentes para fortalecer os vínculos entre as crianças e cultivar a autoestima da criança tímida.

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Dá para adaptar a abordagem Reggio Emilia na sua sala de aula?

Fonte: che-fare

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Dá para adaptar a abordagem Reggio Emilia na sua sala de aula?

Imagine só: oito crianças entram em uma sala de artes recheada de todo tipo de material artístico. Elas escolhem seus lugares nas mesas designadas e, felizes, ajudam uma à outra a vestir o avental. Não encostam em nada. Um aluno repara em um espelho sobre a mesa e deduz – “ah, vamos fazer autorretratos, hoje?”. Então, cada um se senta e trabalha com canetas marca texto e tinta acrílica sem sujar as roupas.

É o sonho de todo professor, certo?

Bem, na verdade, eu presenciei exatamente essa cena alguns meses atrás. Contudo, talvez você não acredite quanto contar aonde ela aconteceu. Não foi em uma classe de Ensino Médio, nem mesmo de Fundamental. A aula ocorreu em uma pré-escola.

Dizer que me senti surpresa é um eufemismo. Fiquei boquiaberta. Chocada!

Como você com certeza pode deduzir, esta não era uma pré-escola convencional ou uma aula de artes comum. Estava observando um programa chamado Preschool of Arts, localizado em Madison, Wisconsin (Estados Unidos) e inspirado na metodologia Reggio Emilia. O que aprendi pode ajudar qualquer professor a atingir um pouco mais de harmonia em sua sala de artes – por isso, gostaria de dividir algumas observações e lições práticas que podem ser usadas no ensino de bebês a adolescentes.

A escola: espaço de criatividade e empoderamento

Reserve um espaço para conversas e atividades em equipe (foto: The Art of Ed)

Reserve um espaço para conversas e atividades em equipe (foto: The Art of Ed)

Caso não esteja familiarizado com o método Reggio de educação, eu indico que você pesquise mais a respeito. Em suma, as crianças são vistas como participantes capazes em seu próprio aprendizado. Elas são encorajadas a se expressar através de diversas linguagens, incluindo a arte, ao longo do dia.

Embora apenas escolas italianas possam ser escolas Reggio, fica claro que outras instituições se inspiram em seus ensinamentos. Desde cartazes e placas criados pelos estudantes até quadros e esculturas adornando as paredes, toda essa sala de aula parece gritar: “crianças e criatividade são valorizadas aqui!”.

O estúdio de arte e o “terceiro professor”

As crianças têm muitas oportunidades para criar em suas salas de aula regulares, entretanto, o estúdio de artes baseado no Reggio Emilia é um espaço especial que elas visitam uma vez por semana. Em uma escola Reggio, a organização da sala de aula é conhecida como “o terceiro professor”. O termo significa que os materiais e objetos dispostos lá estão organizados intencionalmente. Com frequência, espelhos são incorporados ao local para refletir a luz e estantes de livros são colocadas perto das portas, criando um ambiente confortável.

Espelhos no teto e nas paredes refletem a luz pela sala (foto: The Art of Ed)

Espelhos no teto e nas paredes refletem a luz pela sala (foto: The Art of Ed)

Outras provocações são inseridas a cada dia para estimular a exploração: durante a minha experiência lá, assisti três turmas diferentes usarem o espaço, cada uma com arranjos próprios para trabalhar. Uma delas recebeu os itens abaixo:

Um objeto encoberto estimula a curiosidade e imaginação das crianças (foto: The Art of Ed)

Um objeto encoberto estimula a curiosidade e imaginação das crianças (foto: The Art of Ed)

Achei interessante o fato de um dos objetos sobre a mesa estar coberto. Certamente, as crianças ficaram curiosas para descobrir o que havia embaixo! Repare também nas tintas coloridas prontas para serem usadas.

Adapte sua sala:

  • Pendure um espelho para refletir a luz (ou, como sugeriu uma das crianças, para produzir autorretratos!);
  • Prepare pelo menos um ambiente para trabalhos em equipe;
  • Arrume materiais bonitos, atrativos;
  • Crie uma estante para livros ou desenhos;
  • Pinte uma das paredes de uma cor tranquila.

Materiais: inspiradores, permanentes e de qualidade

Conforme mencionei, um componente chave da metodologia Reggio é a noção de que as crianças são capazes.  Enquanto, para mim, ver uma criança de três anos usar tinta acrílica foi motivo de choque, para a professora, era completamente normal. A turma aprende qual a maneira correta de se manusear cada utensílio e começa a praticar com eles quando todos ainda são muito novos.

Perguntei à Kristin Sobol, uma das especialistas em arte da escola, se algum pai já havia reclamado por causa de roupas manchadas ou estragadas. Ela pensou por alguns segundos e respondeu: “Não. Isso nunca aconteceu comigo!”. Incrível, não?

Como o método foca na construção de uma comunidade, a família é uma parte essencial na educação das crianças. Portanto, os professores preparam os pais para entender essas experiências artísticas como momentos valiosos – assim, a maioria manda uma troca de roupas para os filhos nos dias de estúdio. Tudo depende da comunicação.

Kristin também me disse que, além dos marca textos e da tinta acrílica, os alunos dela geralmente aproveitam outros materiais de alta qualidade como lápis de cor da marca Prismacolor (uma marca de materiais de pintura profissionais). A ideia é que materiais de alta qualidade são mais fáceis de ser utilizados. Se você parar para pensar no assunto, é verdade! Você não preferiria usar tintas cremosas e pincéis macios do que um que arranha o papel ou produz marcas falhas?

Materiais tradicionais misturados a elementos da natureza dão origem a novas descobertas e experiências (foto: The Art of Ed)

Materiais tradicionais misturados a elementos da natureza dão origem a novas descobertas e experiências (foto: The Art of Ed)

Outro aspecto importante é incorporar a natureza ao aprendizado. Esse conceito é levado para a sala de artes, onde há uma variedade de elementos naturais com os quais o grupo pode trabalhar. Perguntei como a professora fazia para que as crianças deixassem os materiais em paz na hora da atividade. “Bem, eles são parte constante do ambiente, então, ninguém presta muita atenção”. Genial.

Este é um exemplo de como a natureza é introduzida à sala de aula. Recentemente, alunos de dois anos criaram seus primeiros autorretratos. Primeiro, eles praticaram desenhar um círculo. Então, adicionaram pedrinhas para representar os olhos. Aqueles prontos para avançar em seus projetos adicionaram ainda cabelos, narizes e bocas.

Adapte sua sala:

  • Introduza materiais permanentes às crianças;
  • Misture elementos naturais com outros, tradicionais, na sala de artes;
  • Promova suas atividades para que a família entenda (e aprove) a bagunça;
  • Invista em pelo menos um material de alta qualidade.
Exemplo de autorretrato feito por crianças de dois anos, utilizando canetinhas e pedras (foto: The Art of Ed)

Exemplo de autorretrato feito por crianças de dois anos, utilizando canetinhas e pedras (foto: The Art of Ed)

O processo: documentar e exibir

A documentação é uma parte imprescindível do método Reggio Emilia. Ao longo da aula de artes, pude observar Kristin tirando fotos e fazendo anotações. Diariamente, elas são compiladas e enviadas aos pais. Imagens e roteiros de discussão também são expostos nos corredores e espaços coletivos – em alturas diferentes para que crianças e adultos possam apreciar o trabalho dos colegas.

Para complementar, as obras são escolhidas para mostrar a evolução. De acordo com a professora, “é comum que as crianças queiram destruir ou encobrir partes da atividade que fizeram no começo do projeto”. Professores Reggio devem pensar sobre quais materiais vão prevenir essa tendência para que seja possível acompanhar o progresso de cada criança. Combinar materiais opacos e transparentes, por exemplo, pode surtir efeito. Que tal alternar tinta óleo com canetinhas coloridas e aquarela, permitindo que professores e estudantes observem o desenvolvimento da atividade?

Outro truque de Kristin é usar transparências sobre o desenho original. Dessa forma, as crianças podem pintar sobre a imagem e, quando a tinta secar, retirar a segunda camada para comparar com a primeira tentativa. Se há caixas de antigas transparências juntando poeira na sua escola, experimente colocá-las em uso nesse projeto.

Trabalhar com transparências permite analisar as várias etapas do projeto e o desenvolvimento da criança (foto: The Art of Ed)

Trabalhar com transparências permite analisar as várias etapas do projeto e o desenvolvimento da criança (foto: The Art of Ed)

Adapte sua sala:

  • Use materiais opacos e transparentes em uma mesma atividade;
  • Faça perguntas às crianças e grave suas respostas;
  • Anote os comentários dos artistas ao lado de suas produções;
  • Pendure obras de arte das crianças dentro da sala de aula;
  • Crie uma página no Facebook, Instagram ou Twitter para a comunidade escolar.

Eu agradeço muito a oportunidade de observar um dia no estúdio de artes – consegui entender como pequenas mudanças em uma escola tradicional podem trazer imensos benefícios.

Agora, tente escolher uma dica desse artigo e colocá-la em prática com sua classe e aproveite para fazer isso coma  Eduqa.me!

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Esse artigo é uma tradução do texto “A surprising in depth look at the Reggio Approach”, do The Art of Ed. Para ler o original, clique aqui.

Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica
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Como preparar sequências didáticas na Educação Infantil

Escolas diferentes seguem currículos diferentes: enquanto algumas enfatizam o ensino de idiomas e conhecimentos cognitivos, outras optam por desenvolver competências sociais; umas empregam atividades lúdicas, outras prezam pelo contato com a natureza e criam consciência ecológica ou apostam na tecnologia. Qualquer que seja o método aplicado, há espaço para sequências didáticas no planejamento.

Sequências didáticas são um conjunto de aulas pensadas para ensinar um conteúdo de forma acumulativa. Ao longo dos dias (ou mesmo semanas, para projetos mais extensos), as crianças vão construindo o conhecimento, sempre passando de desafios mais simples para mais complexos.

Como escolher o tema da minha sequência didática?

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Introduzir o tema através de imagens, vídeos ou brinquedos ajuda o professor a identificar os conhecimentos prévios das crianças (foto: A Star Kids)

Qualquer assunto pode dar origem a uma sequência didática. Para começar, é bom se perguntar o que você pretende que as crianças aprendam sobre determinado tema. Qual o propósito desse conteúdo? É fazer com que a turma aprenda a ler? Que se familiarize com a cultura e tradições da região? Que entenda a importância da alimentação saudável? Que desenvolva certos movimentos?

Deixe dois pontos bem claros – qual o conteúdo e qual o objetivo da sequência. O conteúdo é aquilo que será ensinado, o objetivo, o que você espera que a classe aprenda.

O próximo passo é observar o que as crianças já sabem sobre esse tema, qual o repertório que trazem de outras vivências. Essa sondagem pode ser realizada de várias maneiras (como simplesmente perguntar a elas sobre o assunto), mas a mais esclarecedora é, com certeza, colocá-las em contato com o tema na prática. Se a sequência didática for abordar insetos, por exemplo, livros, revistas, bichinhos de plástico ou quebra-cabeças podem ser distribuídos, enquanto o professor caminha pela sala e repara em como as crianças interagem com eles ou sobre o que conversam entre si.

A partir desses questionamentos, o professor será capaz de traçar uma sequência de atividades. As atividades são como ferramentas escolhidas cuidadosamente para proporcionar experiências significativas à turma, nas quais ela vai adquirir as habilidades e aprendizados necessários – ou seja, a escolha está longe de ser aleatória!

Cada atividade, cada experimento, jogo ou brincadeira deve acrescentar algo ao desenvolvimento das crianças, para que elas consigam evoluir. É como criar um passo a passo – de quais conhecimentos elas precisam para passar de uma atividade para a seguinte?

Trabalhe a interdisciplinaridade

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Um tema inicial pode levar a vários caminhos, de acordo com os interesses das crianças. Trabalhar com interdisciplinaridade gera aprendizados mais amplos (foto: Fair Bank Museum)

Sequências didáticas são uma oportunidade para se trabalhar um mesmo conteúdo sob diversos olhares. Ainda usando o exemplo do tema “insetos”, imagine que a turma está abordando um tema de Natureza e Sociedade, mas também irá desenvolver novo vocabulário, quando aprender nomes de animais, suas partes, o que comem, etc.; motricidade, ao desenhá-los, procurar por insetos no pátio, construir um inseto com massa de modelar ou argila, criar um formigueiro em um aquário; matemática, identificando o número de pernas, asas, antenas; e assim por diante.

Busque não dividir as aulas por disciplina, fragmentando o conteúdo (não anuncie, por exemplo, “agora, vamos aprender matemática”). Apenas relacione os aprendizados como partes de um todo. Isso leva as crianças a perceberem o assunto mais amplamente, através de múltiplas linguagens.

Outra vantagem é valorizar os potenciais de cada aluno, já que a sequência permite que eles sejam expostos a diferentes formas de trabalho em que podem se sobressair.

Na Educação Infantil, algumas etapas devem estar presentes na sequência didática:

  • #Dica 1 Explorar as habilidades socioemocionais:

São atividades que permitem que as crianças identifiquem sentimentos, emoções e organizações sociais. O foco é o autoconhecimento e a socialização e interação com os colegas.

  • #Dica 2 Explorar os sentidos:

Nessas atividades, o foco é a descoberta da visão, audição, tato, olfato e paladar.

  • #Dica 3 Explorar linguagens:

Aqui, entram as atividades em que a turma trabalha a linguagem oral e escrita, a música, o desenho e outras mídias (como vídeos, jogos online, etc.).

  • #Dica 4 Explorar conceitos matemáticos:

Ocorre quando são apresentadas noções de maior e menor, perto ou longe, formas geométricas, números, somas ou subtrações.

  • #Dica 5 Explorar conteúdos específicos:

Finalmente, há espaço para o aprendizado de temas específicos como natureza, literatura ou arte, entre outros.

Durante a sequência, garanta que haja um equilíbrio entre atividades individuais, em duplas e coletivas. Cada uma delas vai gerar interações e aprendizado distintos. Enquanto um exercício individual foca nos conhecimentos adquiridos por cada criança e exige mais concentração, duplas são excelentes para que cada um exponha pontos de vista e, juntas, elas discutam hipóteses. Já grandes grupos proporcionam trabalho em equipe, respeito às regras e troca de aprendizados.

Quanto tempo reservar para uma sequência didática?

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Caso as crianças apresentem outros interesses, procure explorá-los. Se tiverem dificuldade, permita que tenham tempo de se desenvolver. Ou seja: prepare-se para mudar ao longo do projeto! (foto: Understood.Org)

Essa resposta depende não do número de atividades, mas da complexidade do que você espera que as crianças aprendam. Enquanto algumas brincadeiras e dinâmicas podem ser concluídas em poucos minutos, outras levarão aulas inteiras para serem completas. Alternar atividades longas com outras, mais breves, é uma boa forma de garantir o interesse.

Além disso, leve em consideração como cada criança aprende e o tempo que costumam levar para finalizar cada tipo de exercício. Pense ainda em como serão feitas as avaliações e o acompanhamento do aprendizado durante a sequência didática: em quais circunstâncias os alunos mostrarão o que sabem? Eles vão montar um portfólio, fazer uma prova, apresentar algo para os colegas, participar de uma gincana?

Por fim, reserve sempre algumas aulas livres ao fim da sequência, para o caso de atrasos ou mudanças de percurso. Afinal, é comum que algumas das hipóteses do professor não se confirmem em sala de aula e as crianças apresentem mais interesse em um assunto que não estava previsto ou mais dificuldade em uma etapa que você julgou que seria fácil. Sinta-se livre para ir adaptando o projeto ao longo do caminho, adotando estratégias diferentes para que a turma atinja os resultados desejados.

Se uma atividade não está funcionando, substitua-a por outra! Se uma curiosidade veio à tona, explore-a. Porém, mantenha sempre em mente aqueles objetivos traçados no início da sequência didática.

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Explorando sons com água na Educação Infantil

Fonte: Midiorama

Atividades/Música e artes/Registros
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Explorando sons com água na Educação Infantil

A música ajuda a desenvolver habilidades de linguagem e raciocínio. Que tal produzir estímulos musicais com água em um dia de verão? (foto: Little Pandas Preschool)

A música ajuda a desenvolver habilidades de linguagem e raciocínio. Que tal produzir estímulos musicais com água em um dia de verão? (foto: Little Pandas Preschool)

Estímulos musicais na primeira infância são chave para estimular a linguagem, o ritmo, a capacidade de concentração e o raciocínio. Crianças com uma iniciação musical tendem, inclusive, a apresentar um aprendizado maior em outras áreas, como a matemática – afinal, os exercícios ativam partes do cérebro que não são desenvolvidas por outras formas de comunicação, como a oral ou escrita.

Acompanhar os sons com movimentos, pulando e dançando, ou criá-los com variados instrumentos, também são caminhos para se explorar a motricidade, a expressão e a criatividade.

Atividades Musicais

Agora, imagine unir uma atividade de música com brincadeiras na água. A combinação é garantia de interesse por parte das crianças e ideal para dias de calor.

Com uma bacia cheia d’água no pátio, a turma pode explorar os diferentes barulhos produzidos pelos materiais – secos, submersos, contendo diferentes quantidades de água. A meta não é necessariamente fazer uma canção ou apresentação, mas, sim, descobrir as várias formas de se criar sons. Usando somente objetos comuns, ainda é possível identificar:

  • Ritmo;
  • Padrões;
  • Tempos;
  • Afinação;
  • Timbre.

Material

Quase tudo pode ser encaixado na atividade, mas estes são alguns dos materiais que geram sons interessantes:

(foto: Child's Music Play)

(foto: Child’s Play Music)

  • Tigelas de aço inoxidável e de alumínio de diversos tamanhos;
  • Tampas de panelas de diversos tamanhos;
  • Colheres de pau ou plástico, chopsticks (palitos de comida japonesa), e outros instrumentos que sirvam para a percussão;
  • Um pedaço curto de mangueira (para que as crianças possam soprar), canudinhos;
  • Garrafas plásticas ;
  • Canos de PVC de diversos tamanhos;
  • Baldes e pequenos recipientes de plástico (potes e fôrmas usados na praia, por exemplo);
  • Uma garrafa spray.

Não introduza todos os objetos ao mesmo tempo – pelo contrário, deixe que elas explorem um por vez e pelo tempo que quiserem. Com a lista acima, o professor pode organizar mais de uma sessão de música com água, dependendo do interesse das crianças.

Hora de explorar

No vídeo abaixo, o professor australiano Alec Duncan mostra como cada peça pode ser trabalhada. Apesar de as legendas não estarem disponíveis, a gravação é fácil de compreender apenas observando os movimentos.

Contudo, essas são orientações para os professores e as crianças não precisam decorar todos os passos. Aliás, o mais interessante é que os adultos apenas ofereçam os materiais, a princípio, e deem espaço para que elas os explorem da forma como quiserem – ou seja, com o mínimo de orientação possível. As crianças aprendem mais e melhor com a mão na massa, brincando livremente.

Portanto, prepare o ambiente, introduza diferentes objetos e afaste-se, supervisionando a atividade. Faça perguntas como “de que outro jeito nós podemos usar as tampas de panela para fazer barulho?” e “o que será que acontece quando assopramos a água pelo canudo?” para incentivar a curiosidade natural da turma.

Conforme as crianças forem fazendo novas descobertas, narre o que está acontecendo: “vejam, a tigela produz um som mais grave quando colocamos água dentro dela”! Além disso, esteja preparado para responder perguntas sobre o porquê de os barulhos mudarem.

Mas por que os sons mudam na água?

Ao perceberem que o som muda com a água, as crianças podem perguntar os motivos da diferença. Esteja pronto para explicar o que causa esses efeitos sonoros (foto: Nature Explore)

Ao perceberem que o som muda com a água, as crianças podem perguntar os motivos da diferença. Esteja pronto para explicar o que causa esses efeitos sonoros (foto: Nature Explore)

  • Por que o som fica mais grave quando mergulhamos tampas ou tigelas na água? Porque a água é bem mais densa que o ar – e, portanto, mais difícil de mover. Assim, a água é mais resistente às vibrações que criam o som. Quanto mais rápidas as vibrações, mais agudo é o som; quando mais lentas as vibrações, mais grave é o som.
  • Por que consigo sons diferentes soprando pelo gargalo de uma garrafa com diferentes quantidades de água? Novamente, depende da quantidade de ar disponível dentro da garrafa. Aonde há mais ar (e menos água), o som sairá mais grave.
  • Por que minha voz muda quando eu canto através do canudo ou da mangueira dentro da água? Primeiro, porque o som da voz é sobreposto pelas bolhas. Outro motivo é que a água funciona como um filtro que remove as frequências mais altas da voz, tornando o som abafado. Como as bolhas não são uniformes, todas do mesmo tamanho, esse filtro muda o tempo todo – fazendo com que o tom da canção também oscile.
  • Por que eu produzo música quando bato um cano de PVC contra a água? Isso ocorre quando um dos lados do cano é fechado pela água, enviando uma onda de choque pelas paredes do cano. Essa onda faz o ar vibrar, produzindo música.

Sugira experimentos

Após o tempo livre de experimentação, prepare atividades guiadas para potencializar o aprendizado (foto: Little Pandas Preschool)

Após o tempo livre de experimentação, prepare atividades guiadas para potencializar o aprendizado (foto: Little Pandas Preschool)

Nesse momento, o professor vai apresentar às crianças possibilidades que elas não consideraram durante suas brincadeiras ou coordenar os sons que elas já geraram para criar padrões que possam ser repetidos. O essencial é levar em conta o interesse natural da turma e partir daí, em vez de anular a curiosidade para seguir uma atividade planejada.

Para crianças com menos de três anos, alguns materiais, como canos e canudos, podem ser difíceis de manusear; para elas, prefira gastar mais tempo com tigelas e tampas de panela, que exigem apenas a percussão. A partir dos quatro anos, instrumentos de sopro serão aprendidos (mas ainda requerem bastante prática). Essas são algumas atividades que o professor pode propor:

  • Repetir padrões, como “tigela grande, tigela média, tigela pequena”;
  • Introduzir conceitos como “rápido e devagar”, “grave e agudo”, “alto e baixo”;
  • Usar um mesmo instrumento para produzir sons diferentes;
  • Descrever os movimentos e sons para aumentar o vocabulário e convidar as crianças a fazer o mesmo;
  • Fazer perguntas para promover o debate e a reflexão sobre a música e os sons.

 

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Fonte:

Child’s Play Music

Déficit de atenção: estratégias de apoio à aprendizagem
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
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Déficit de atenção: estratégias de apoio à aprendizagem

O déficit de atenção é um distúrbio neurobiológico que afeta o funcionamento do cérebro em áreas que comandam, por exemplo, a capacidade de planejamento de tarefas e a memória de trabalho, causando sintomas como desatenção, agitação (hiperatividade) e impulsividade.

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma condição de saúde que afeta em maior prevalência crianças em idade escolar menores de 12 anos de idade e se manifesta em taxas mais altas entre meninos. Entretanto, hoje, falaremos apenas dos sintomas que se referem ao déficit de atenção.

Os problemas de aprendizagem têm sido combatidos de forma muito errônea em algumas situações, alimentando os seguintes comportamentos:

  • Medicalização exagerada como “resolução” dos problemas que envolvem o aprender;
  • Diagnósticos sem fundamento: crianças com rótulos de doenças e distúrbios que não possuem;
  • Bullying: criação de papéis indevidos  (“o lerdinho, o bobo, no mundo da lua”, entre outros).

Através de conhecimento e atitudes responsáveis é possível minimizar essas ocorrências que, por consequência, prejudicam a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Assim, é preciso entender como os sintomas de déficit de atenção se manifestam.

Crianças COM diagnóstico de déficit de atenção apresentam os comportamentos abaixo:

Caso a criança apresente mais de seis sintomas da lista - como deixar tarefas incompletas, esquecer seus pertences com muita frequência ou se distrair com facilidade - é indicado encaminhá-la a um psicopedagogo (foto: The Guardian)

Caso a criança apresente mais de seis sintomas da lista – como deixar tarefas incompletas, esquecer seus pertences com muita frequência ou se distrair com facilidade – é indicado encaminhá-la a um psicopedagogo (foto: The Guardian)

  • Freqüentemente deixam de prestar atenção a detalhes;
  • Cometem erros por descuido;
  • Dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
  • Parecem não escutar quando lhe dirigem a palavra;
  • Não seguem instruções;
  • Não fazem tarefas escolares ou tarefas domésticas;
  • Apresentam desorganização e tarefas incompletas;
  • Interrompem conversas e brincadeiras;
  • Não se envolvem em tarefas de esforço mental;
  • Distraem-se por estímulos externos à tarefa ( ruídos, conversas…);
  • Esquecem trabalhos e/ou objetos pessoais;
  • Perdem coisas (livros, lápis e etc).

Ou seja: a criança possui fatores neurobiológicos que interferem no funcionamento da aprendizagem, o que se caracteriza por déficit de atenção.

Contudo, é curioso pensar em onde traçar a linha que separa crianças diagnosticadas com o déficit de atenção e crianças sem o diagnóstico, mas que possuem sintomas muito semelhantes. Veja alguns fatores que podem produzir dificuldades na atenção sem que isso signifique um transtorno de aprendizado:

Fatores sociais e afetivos que interferem na aprendizagem:

Fatores externos, como conflitos familiares ou agendas sobrecarregadas, podem atrapalhar a atenção da criança - mesmo que ela não tenha déficit de atenção (foto: Randox)

Fatores externos, como conflitos familiares ou agendas sobrecarregadas, podem atrapalhar a atenção da criança – mesmo que ela não tenha déficit de atenção (foto: Randox)

  • Crianças com agendas de “executivos” vivem cansadas, desatentas, sonolentas e sem vontade de aprender;
  • Famílias em conflito, em separação ou passando por mudanças profundas, como o nascimento de um irmão, podem ocasionar na criança a dificuldade em manter a atenção, em escutar o que lhe dizem ou mesmo fazer com que cometa erros por descuido;
  • Morte na família pode “desligar” a criança do mundo real;
  • Crianças que não dormem direito, seja por dificuldades particulares, seja por falta de rotina, podem esquecer trabalhos escolares, objetos pessoais e não se envolver em atividades de esforço mental (já que estão cansadas);
  • Crianças que trabalham ou não se alimentam de forma adequada possivelmente terão a atenção e a concentração comprometidas;
  • Salas de aula e materiais escolares com muito estímulo visual podem atrapalhar a atenção. Exemplos: lápis de escrever com ponteira de bichinho ou personagem de preferência da criança, borracha com formato de um desenho preferido. Vale lembrar que este item está ligado aos exageros e em como cada criança poderá reagir a eles;
  • A criança quer expressar seus sentimentos, mas não sabe como, então, deixa de fazer os trabalhos escolares, esquece ou perde coisas propositalmente;
  • Interrompem conversas e brincadeiras, pois querem ser ouvidos ou chamar a atenção de alguém.

Nesse caso, a criança exibe sintomas de desatenção sem alteração biológica.

Quando encaminhar uma criança com suspeita déficit de atenção para um psicopedagogo?

É preciso atuar em parceria com a família: a criança demonstra esses sintomas em outros ambientes ou apenas na escola? (foto: Host Madison)

É preciso atuar em parceria com a família: a criança demonstra esses sintomas em outros ambientes ou apenas na escola? (foto: Host Madison)

Se a criança demonstrar seis ou mais dos sintomas listados, o professor deve formalizar um encaminhamento para um psicopedagogo, para que este atue em parceria com outros profissionais (incluindo o próprio professor) na busca pelo diagnóstico preciso. O psicopedagogo ainda pode realizar intervenções para minimizar os sintomas da desatenção e melhorar a aprendizagem da criança. Além disso, os sintomas devem ser observáveis em mais de um contexto (casa, escola, parques, etc).

As dificuldades de uma criança com este distúrbio já aparecem antes mesmo do ingresso à escola, mas ficam, de fato, evidentes quando as crianças experimentam o espaço escolar, devido às exigências cognitivas e atividades dirigidas que lhes são propostas.

Qualquer criança pode apresentar sintomas de desatenção ainda que não tenha o distúrbio. O próprio comportamento dos adultos cultiva certas atitudes infantis: como as pessoas estão cada vez mais apressadas, sem tempo, ansiosas, isso se reflete de alguma forma nas crianças. Por isso, lembre-se que é importante:

Conhecer cada aluno – Fazer parcerias com as famílias – Ter conhecimento sobre problemas que envolvem a aprendizagem.

O diagnóstico de déficit de atenção é feito por um profissional da área médica, com conhecimentos pediátricos de avaliação psicossocial e saúde mental, como, por exemplo, um médico neurologista ou psiquiatra. O professor também é uma figura primordial desde o momento inicial de investigação, até o processo de confirmação do diagnóstico de déficit de atenção, já que um professor com um olhar atento apoia o diagnóstico precoce, contribuindo com o desenvolvimento da criança, extinguindo ou reduzindo incidências de bullying e diagnóstico sem fundamento.

Como facilitar a aprendizagem de crianças com déficit de atenção?

Evite apelidos pejorativos e reações irritadas ("anda logo", "fica quieto", etc.). Ao invés disso, motive (foto: Preschool Matters)

Evite apelidos pejorativos e reações irritadas (“anda logo”, “fica quieto”, etc.). Ao invés disso, motive (foto: Preschool Matters)

Se o seu aluno apresenta déficit de atenção ou mesmo características do distúrbio devido a questões socioafetivas, anote algumas estratégias que lhe poderão ser muito úteis:

1. Crianças com déficit de atenção necessitam da repetição de exercícios, de instruções e também de um tempo maior para reter e processar uma nova informação. Assim, é possível melhorar a capacidade de trabalho da memória.

2. Outra sugestão para aumentar o tempo de atenção e concentração é estruturar uma gama de atividades diferentes com um mesmo objetivo para serem exploradas durante o período escolar. Exemplo: iniciar uma atividade de escrita sobre um determinado conteúdo, depois, utilizar o material concreto sobre o mesmo assunto, ler um livro, introduzir um jogo e atividades no computador ou tablet. Com esta estratégia, a criança em questão é chamada para reiniciar de forma constante o seu processo de atenção e concentração, podendo colaborar para o exercício, estruturação e aprimoramento de tais funções.

3. Dê uma ocupação ou função à criança: ajudar a distribuir uma tarefa para a turma, recolher materiais, buscar um brinquedo que será usado em aula, entre outros.

4. Modifique seus métodos e materiais de trabalho, introduzindo novidades e objetos concretos para melhorar a atenção.

5. Reorganize o ambiente: modifique as carteiras de lugar, faça novos agrupamentos entres os alunos e até sugira grupos de estudos.

6. Tempo para as tarefas: como já foi dito, pode ser dado um tempo maior do que aos demais colegas para a execução das tarefas, ou ainda um tempo menor, mas com variedade de tarefas. É preciso conhecer como cada criança reage melhor e definir o tempo que se adequa às necessidades dela.

7. O mesmo vale para avaliações: elas podem ser feitas de forma oral ou escrita, considerando um tempo maior ou menor para a sua execução, dependendo de cada caso. A quantidade de atividades (muitas atividades curtas ou poucas atividades longas) também deve ser estabelecida de acordo com cada caso específico.

8. Crie rotinas para avisar sobre o limite de tempo. Por exemplo, bata um sino ou apite, quando faltar 5 minutos para o término da atividade. Sinalize sempre o que está acontecendo.

9. Dê pequenos intervalos de descanso a cada 40 minutos de trabalho em que as crianças possam ir ao banheiro, tomar água, movimentar-se.

Cartões com palavras, frases, perguntas e imagens ajudam a criança a organizar os pensamentos (foto: Hollywood Learning Center)

Cartões com palavras, frases, perguntas e imagens ajudam a criança a organizar os pensamentos (foto: Hollywood Learning Center)

10. Use estímulos visuais associados aos auditivos (músicas, vídeos, gravar a voz da criança). Computadores e retroprojetores são bons recursos, use-os quando estiverem disponíveis. Desenhe bastante, use figuras e gráficos.

11. Use calendários em classe e estimule a utilização das agendas pessoais. Avise, quando possível, sobre mudanças na rotina.

12. Use um pouco de arte dramática. Utilize gestos, demonstre o que explicar, ande pela sala, cubra um objeto para, depois, revelá-lo, faça surpresas.

13. Seja sempre que possível motivador. Não utilize frases como: “o tempo está acabando; vai logo!; ande rápido!; ainda não terminou?”.

14. Ao introduzir uma pergunta, use cartões com respostas prontas para que o aluno possa organizar o pensamento. Isso vale também para organização de textos já conhecidos.

15. Prepare atividades com palavras-chave ou banco de palavras para completar um conceito, deixando lacunas no texto para serem preenchidas.

16. Jogos como o Lince são excelentes para aprimorar a atenção. Construa outros tipos de Lince com os temas que lhe forem úteis.

Conheça aplicativos que podem motivar crianças com déficit de atenção

Alguns apps servem como ferramenta para motivarmos e estimularmos as crianças com déficit de atenção em seus estudos. Veja alguns deles:

  • MatrixMatch 2: O objetivo é ordenar e relacionar, numa grande matriz, as formas e linhas que, unidas, dão origem a novas figuras (gratuito);
  • Match it up 3: trabalha a relação entre determinados pares de objetos, animais, ferramentas, meios de transporte e muito mais (gratuito);
  • Series 1: ensina a criança a organizar os objetos por forma, cor, tamanho e quantidade. O jogo desenvolve conceitos matemáticos primários como tamanho e quantidade, habilidades de percepção visual (gratuito);
  • My Mosaic: um jogo que ajuda no desenvolvimento de habilidades nas áreas da percepção visual e coordenação de olho e mão (gratuito).
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Tudo o que você precisa saber sobre tecnologia em sala de aula

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Relatórios/Práticas inovadoras
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Tudo o que você precisa saber sobre tecnologia em sala de aula

Crianças e jovens nascidos a partir do fim da década de 90 e início dos anos 2000 são considerados “nativos digitais”. Eles já vieram ao mundo com acesso à internet – e isso influencia seu aprendizado, sua linguagem e seu comportamento de formas que ainda estão sendo estudadas. O nome de nativos é dado em oposição a todos aqueles que nasceram antes da disseminação de computadores, tablets e smartphones: quem foi criado com a tecnologia analógica e precisou aprender e se adaptar às novas formas de trabalho. Estes são os “imigrantes digitais”.

A ruptura em sala de aula acontece, em parte, porque a grande maioria dos professores é um imigrante, enquanto os alunos são nativos. É como se fossem de países diferentes e falassem em idiomas diferentes, um sendo obrigado a se ajustar às expectativas do outro. Quando um professor impede que as crianças usem celulares para pesquisa, insistindo em pesadas enciclopédias para a realização da tarefa, está ignorando o contexto em que esses estudantes foram criados: para eles, os livros técnicos não fazem sentido quando sabem que a informação está a dois cliques (ou um comando de voz) de distância.

O professor será substituído pela tecnologia?

O professor não é a única fonte de conhecimento, é claro, mas é quem deve mediar e orientar os interesses das crianças e apresentar novas ferramentas de aprendizado (foto: Missouri Edu)

O professor não é a única fonte de conhecimento, é claro, mas é quem deve mediar e orientar os interesses das crianças e apresentar novas ferramentas de aprendizado (foto: Missouri Edu)

CLARO QUE NÃO. Assim mesmo, em maiúsculas. Como disse o professor Paulo Blikstein, da escola de educação da Universidade Stanford, em uma entrevista à Revista Educação, isso seria equivalente a “querer substituir o médico na sala de cirurgia”. Afinal, o professor possui, sim, um conhecimento científico maior que as crianças e, em vários momentos, faz sentido que ele exponha informações.

Contudo, é preciso alternar essa prática com diferentes dinâmicas, espaços colaborativos, pesquisa, debate e projetos interdisciplinares, que deem voz a todos os indivíduos em sala. As consideradas “aulas tradicionais” não precisam ser extintas, mas sim ocupar momentos pertinentes.

Qual o papel do professor nesse cenário?

Cada vez mais pesquisadores apontam o professor como um orientador e mediador que observa, identifica as necessidades das crianças e oferece ferramentas para o aprendizado de cada uma. Ele ajuda a construir aprendizados diversos e, conforme as crianças crescem e desenvolvem autonomia, vai permitindo que elas ajam com mais independência dentro da escola: selecionando temas, sugerindo projetos ou formas de pesquisa, organizando suas equipes de trabalho.

A atuação desse educador pode ser dividida em quatro frentes:

  • Orientar os processos intelectuais (conhecimento cognitivo) – ajudar as crianças a selecionar informações relevantes e confiáveis, transformá-las em mensagens significativas e relacionadas à realidade dos alunos, elaborar questões que levem à interpretação e compreensão dos temas, incentivar a autoavaliação.
  • Orientar o desenvolvimento emocional e social – proporcionar um equilíbrio entre trabalhos individuais e de equipe, criar situações de interação entre as crianças, mediar conflitos apresentando formas saudáveis de resolver problemas, estimular canais de expressão (que incluem a tecnologia digital e analógica), cultivar a empatia e motivar a turma.
  • Orientar o senso ético – assumir e vivenciar valores construtivos, individual e socialmente, transmitir noções de colaboração, integração, liberdade.

Como e quando inserir a tecnologia digital na escola?

Sempre faça a pergunta: por que a tecnologia é essencial nesse aprendizado? Se não houver resposta, pode ser que ela só sirva de enfeite, não para potencializar sua aula (foto: Wikimedia)

Sempre faça a pergunta: por que a tecnologia é essencial nesse aprendizado? Se não houver resposta, pode ser que ela só sirva de enfeite, não para potencializar sua aula (foto: Wikimedia)

A pergunta deve ser sempre: qual a melhor maneira de se transmitir esse ensinamento? Não necessariamente uma tela de computador será a melhor saída – e transferir um livro didático para uma apresentação de PowerPoint não representa inovação alguma. O suporte não é o importante, mas sim o conteúdo. É responsabilidade do educador refletir sobre o currículo e identificar em quais situações a tecnologia vai realmente influenciar o aprendizado das crianças.

Beth Almeida, especialista em Novas Tecnologias na Educação, disse à Revista Educar para Crescer: “Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade – qual foi a sua contribuição? O que não poderia ser feito sem tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo”.

Esses são os pontos fortes de se trabalhar com tecnologia em sala de aula:

  • Trabalhos colaborativos – várias plataformas permitem que os estudantes construam projetos em conjunto ou criem espaços para discussão de ideias;
  • Conexão com o “mundo real” – a internet permite que uma tarefa escolar se transforme em um projeto real, que pode ser colocado em prática e atingir a comunidade;
  • Comunicação – da mesma forma, a internet é uma ferramenta incrível para conectar jovens com outras pessoas que possam acrescentar ao seu conhecimento: pesquisadores, professores, profissionais do mercado de trabalho, crianças e adolescentes de outras partes do mundo, etc., sempre com a supervisão de um adulto;
  • Interdisciplinaridade – ao invés de isolar a tecnologia em uma aula de informática, ela deve ser usada como instrumento de aprendizado em todas as disciplinas;
  • Protagonismo – um mesmo ponto de partida pode levar crianças com olhares distintos por caminhos e projetos completamente diferentes. Trabalhar com o apoio da internet permite essa diversidade.

A inserção da tecnologia na escola deve ajudar a equipe pedagógica, as famílias e os alunos a atuar em conjunto, gerando um ambiente mais democrático e integrado.

Por que a tecnologia não funciona na minha escola?

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Laboratórios de ciências, robótica ou maker são tendências que incentivam a participação e criação tecnológica dentro da escola (foto: Transmitter)

Está achando a teoria maravilhosa, mas nunca observou esses resultados na sua rotina? Você não é o único. Apesar de estarmos vivendo um boom de tecnologia educacional (com games educativos, plataformas adaptativas e ensino à distância), o maior desafio para que esses modelos funcionem é a formação dos professores. Em segundo lugar, vem a infraestrutura inadequada das escolas, embora o primeiro fator seja o mais grave: professores capacitados conseguem superar um ambiente despreparado e sugerir soluções inovadoras; já a melhor estrutura possível não vai fazer a menor diferença se não for bem utilizada.

Para Paulo Blikstein, para cada R$1 gasto em equipamento, seriam necessários R$9 em formação. Com esse aprendizado, os professores seriam capazes de potencializar suas ações – não seriam substituídos, mas, sim, teriam recursos para impactar mais crianças de maneira mais eficaz. Isso já começa a ser feito através de:

  • Tecnologias maker, ou “mão na massa”, que funcionam como laboratórios de informática que estimulam a experimentação dos alunos;
  • Softwares de simulação e games educativos;
  • Ferramentas de pesquisa online e mapeamento de informações;
  • Robótica e programação;
  • Laboratórios de ciências computadorizados.

Onde buscar essas capacitações?

As próprias escolas, os diretores e coordenadores pedagógicos, deveriam incentivar a equipe a procurar qualificação em tecnologias educacionais. Mesmo que esse não seja o caso, há muito que o professor pode buscar por conta própria para enriquecer sua prática e compreender o universo das crianças.

Cursos de tecnologia educacional

  • Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação é um curso desenvolvido pela Fundação Lemann e o Instituto Península com a proposta de apresentar aos educadores formas de integrar as tecnologias digitais ao seu currículo escolar. Há várias possibilidades de acessar o conteúdo: como curso aberto, online e gratuito, como curso online com certificação (mais longo que o gratuito) ou em conjunto com outros módulos de extensão. Saiba mais aqui.
  • Novas tecnologias para a aprendizagem: Ensino Médio e Fundamental é um curso online desenvolvido pelo Instituto Phorte em parceria com a Unesco. Os módulos são: aspectos filosóficos, didática aplicada, novas plataformas e políticas educacionais. Saiba mais aqui.
  • Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado) é oferecido pelo MEC para professores e gestores da rede pública. O educador pode escolher diversos cursos que têm entre 40 e 60h de duração. Saiba mais aqui.
  • Escola Digital, criada pelo Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, disponibiliza um curso online e gratuito em três módulos: Tecnologia Digital, Plataforma Escola Digital e Planejando com o uso de objetos digitais de aprendizado e ferramentas. A plataforma também oferece matéria gratuito para ser usado em sala de aula – são mais de 4 mil vídeos, animações, jogos, infográficos e planos de aula digitais. Saiba mais aqui.
O professor pode - e deve - buscar capacitações que o aproximem da linguagem dos alunos para aumentar seu impacto em sala de aula (foto: Wikimedia)

O professor pode – e deve – buscar capacitações que o aproximem da linguagem dos alunos para aumentar seu impacto em sala de aula (foto: Wikimedia)

Livros sobre tecnologia na educação (recomendados pelo Portal do Professor)

  • Educação e Novas Tecnologias Glaucia da Silva Brito, Ivonélia da Purificação – Editora Ibpex – Brasil – 2008 – 2ª edição.
  • Multimídia Digital na Escola Elenice Larroza Andersen (Org.) – Editora Paulinas – Brasil – 2013 – 1ª edição.
  • Novas tecnologias e mediação pedagógica José Manuel Moran et al – Editora Papirus – Brasil – 2013 – 21ª edição.
  • Eles Sabem (Quase) TudoBetina Von Staa – Editora Melo – Brasil – 2011 – 1ª edição
  • Computadores em Sala de AulaCarme Barba, Sebastià Capella (Org.) – Editora Penso – Brasil – 2012 – 1ª edição
  • Educação com Tecnologia – Texto, Hipertexto e Leitura Mary Rangel – Editora Wak – Brasil – 2012 – 1ª edição

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Leia mais:

Revista Educação

Educar para Crescer

Portal Brasil

Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso

Desafios da Educação

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos
Atividades/Matemática/Relatórios
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5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos

Na Educação Infantil, as crianças estão começando a desenvolver seu pensamento abstrato – apenas entre os seis ou sete anos de idade é que a maioria compreende não apenas objetos concretos, mas começa a fazer sentido de símbolos ou ideias. Portanto, o ensino da matemática nessa fase precisa ser palpável, visível para as crianças.

Atividades com peças para agrupar, formas geométricas, blocos que se encaixam são ideais para trabalhar noções de espaço, tamanho e quantidade. Acima de tudo, esses exercícios são essenciais para que a turma desenvolva as habilidades necessárias para, no futuro, realizar operações mais complexas, como cálculos e equações.

É importante deixar que os pequenos repitam essas atividades quantas vezes acharem preciso. É o desinteresse deles que vai mostrar ao professor que aquela brincadeira já está fácil demais e que a criança pode passar para um próximo aprendizado. Enquanto ela volta para o mesmo jogo de novo e de novo, ele ainda representa um desafio – dê o tempo para que seja superado!

Figuras com blocos

(foto: Soldaeira)

(foto: Soldaeira)

Os únicos materiais que essa atividade pede são blocos de madeira (ou peças de Lego) e cartões com figuras aonde encaixá-los. Os cartões podem ser feitos em uma cartolina, mas você também pode fazer o download de modelos prontos aqui. Caso opte por fazer os desenhos você mesma, lembre-se de usar as peças como medida para garantir que elas se encaixem! Use várias combinações possíveis, mais simples e mais elaboradas, para tornar o jogo interessante.

Além de exercitar noções de tamanho e espaço, posicionar os blocos dentro das linhas corretas ajuda o desenvolvimento da motricidade fina, a destreza com as pontas dos dedos.

Com crianças mais velhas, entre 4 e 6 anos, também é possível trazer novo vocabulário e comparar as figuras planas (quadrado, triângulo, círculo, etc.) com os sólidos geométricos (cubo, pirâmide, esfera, etc.). Para enfatizar as diferenças entre as formas, passe o dedo por cada um dos lados da peça, contando cada um deles: “um, dois, três, quatro lados… É um? Quadrado. E todos os lados são quadrados, olhe só! Então, isso aqui é um cubo”. Incentive a turma a fazer o mesmo por conta própria durante a atividade.

Quebra-cabeça de palitos de picolé

(foto: Powerfull Mothering)

(foto: Powerfull Mothering)

Perfeita para crianças que ainda estão aprendendo a contar e a relacionar a quantidade ao símbolo numérico. A primeira parte da atividade consiste em dar um jogo de dez palitos a cada criança para que elas façam seus desenhos – cole os palitos no topo e na base com fita adesiva para que eles fiquem imóveis durante a pintura, e também para ter aonde escrever os número quando a tinta secar.

Na aula seguinte, remova a fita adesiva e escreva os números de um a dez, em ordem crescente, na base ou no topo de todos os palitos e separe-os. Cada criança terá seu quebra-cabeça para colocar em ordem.

É importante que elas comecem com seus próprios desenhos, porque já uma familiaridade com a imagem (mesmo não se lembrando de todos os números, elas tendem a reconhecer a ordem correta). Quando essa etapa perder a graça, proponha que elas troquem seus jogos entre si.

Mostre a elas como jogar: escolhendo um palito por vez, identificando o número e contando o número de peças. Ao terminar, conte os palitos um por um e confira se a ordem falada está de acordo com os números escritos. Ajude as crianças a repetir o processo por conta própria na hora de jogar.

Números de massinha

(foto: Life Over Cs)

(foto: Life Over Cs)

Mais uma vez, só o que é preciso é imprimir (ou desenhar) os cartões com a imagem de uma árvore e o número a ser preenchido. Na foto acima, também há uma tabela no fim da página, em que as crianças poderiam contar novamente o número de bolinhas utilizadas – mas essa é uma escolha do professor, assim como escrever os números por extenso, caso as crianças estejam em fase de alfabetização.

A árvore pode ser substituída por um ninho (com o número de ovos correspondente), o miolo de uma flor (com o número de pétalas), uma nuvem (com o número de gotas de chuva), uma joaninha (com o número de pintinhas pretas) e assim por diante. É recomendável proteger os cartões com papel contact transparente para que eles possam ser reaproveitados em várias brincadeiras.

Ao jogar, mostre aos pequenos uma ordem a seguir: encontrar o número impresso, falar o número em voz alta, contar o número de bolinhas feitas com massa de modelas, repetir os números novamente ao colocar cada bolinha na árvore. A repetição é essencial nessa idade. Após a demonstração, peça para que eles continuem seguindo esses passos por conta própria.

Trilha de números

(foto: PBS)

(foto: PBS)

Com uma fita adesiva, marque linhas retas no chão, uma mais longa do que a outra. A primeira linha, a mais curta de todas, irá só até o número 1. A segunda, com duas marcas, até o número 2. A terceira, com três marcas, até o 3 e assim por diante. Tente deixar as marcas a uma mesma distância uma da outra (você pode pedir para uma das crianças dar passos e medir o espaço de cada passada. Assim, será mais fácil para elas contarem os números até o final). Ao fim de cada linha, coloque um prato descartável (ou um pedaço de papel) com o número correspondente escrito.

No chão, diante das linhas, distribua cartões com números escritos ou quantidades representadas – vale até mesmo usar cartas de baralho! Deixe todas elas viradas para baixo. O objetivo é que cada criança escolha uma carta, veja o número ou quantidade anotado e escolha a linha correspondente. Então, ela vai contar seus passos até chegar ao fim da trilha: o número de passos deve ser o mesmo que o número da sua carta. Quando chegar ao fim, a carta vai ser colocada no prato descartável.

Para que a brincadeira continue, use várias cartas com cada número.

Amarelinha das formas

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(foto: Housing a Forest)

Essa brincadeira pode ser um pouco mais trabalhosa, mas é diversão garantida. Recorte cinco ou seis formas diferentes em cartolinas coloridas: círculos verdes, quadrados roxos, estrelas amarelas e assim por diante. Use fita adesiva para colá-las no chão da sala de aula ou do pátio, criando um grande tapete de formas.

Peça para que todas as crianças fiquem do mesmo lado do tapete. O jogo consiste em atravessá-lo pisando em apenas uma cor ou forma geométrica. Outros desafios possíveis são: pedir para uma criança guiar outra, dizendo cores e formas para que a colega consiga chegar ao outro lado; trabalhar conceitos de esquerda ou direita dando orientações como “pule na estrela à direita”; fazer um jogo de Twist, em que as crianças precisam colocar pés e mãos na forma sorteada sem cair (o bumbum não pode tocar o chão!); lançar desafios como “você precisa atravessar pisando em quatro círculos” ou “encontre uma figura de três lados”.

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Fim do ano letivo: hora de preparar as crianças para mudança

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Fim do ano letivo: hora de preparar as crianças para mudança

Com dezembro chegando, a maioria das creches e pré-escolas passa por uma experiência semelhante (além do fato de estarem todas elaborando lindas lembrancinhas para o Natal, é claro): é hora de preparar as crianças para o período de férias e, depois, a mudança de turma ou mesmo de escola. Tanto a professora quanto a família devem apoiar os pequenos nessa transição.

Mudança de turma na mesma escola

Ainda que alguns colegas sejam os mesmos, prepare as crianças para acolher novos amigos para ajudá-las na socialização (foto: Feed Indiana)

Ainda que alguns colegas sejam os mesmos, prepare as crianças para acolher novos amigos para ajudá-las na socialização (foto: Feed Indiana)

Mesmo quando as crianças permanecem na mesma escola, o fato de ter uma nova professora e novos colegas pode gerar ansiedade e insegurança. A primeira coisa a fazer é explicar com clareza o que vai acontecer: o tempo que passarão afastados da instituição, durante as férias, e seu retorno, no ano seguinte.

Não adianta esconder ou adiar o assunto, mas sim ser honesto com as crianças sobre os colegas que ela vai encontrar. Normalmente, as turmas não são completamente desfeitas, mas é recomendado trocar alguns alunos de sala e acolher novas crianças, justamente para que todas aprendam a acolher novos relacionamentos e fortifiquem seu processo de socialização. Portanto, não apenas tranquilize os pequenos dizendo que seus antigos amigos continuarão lá, mas, sim, que eles conhecerão outras pessoas e farão novos amigos. Enfatize a mudança como algo positivo, não assustador.

Aproveite os eventos de fim de ano da escola para introduzir outros professores e funcionários à sua turma com naturalidade. A socialização com toda a equipe, não apenas com uma professora, facilita a transição dentro de uma mesma escola. Quando as crianças se sentem confortáveis naquele espaço e desenvolvem sua autonomia ao longo do ano (indo ao banheiro sozinhas ou guardando seus materiais, por exemplo), também se sentem mais preparadas e confiantes em seu retorno.

Além disso, organize momentos para que a classe converse sobre o fim deste ano e início do próximo. Deixe que as crianças façam perguntas ou troquem experiências e garanta a elas que todas estão crescendo e, por isso, prontas para a nova etapa. Elas ficarão orgulhosas por serem vistas como “grandes”, aumentando a sensação de segurança. Também as lembre de que todos os funcionários e suas famílias sempre estarão a disposição quando elas experimentarem qualquer problema ou desconforto e incentive o diálogo.

Mudança de escola

Assim que a família avisar definitivamente sobre a mudança, oriente-a a levar a criança para conhecer a nova escola (se possível, mais de uma vez, para que ela comece a se habituar com o novo ambiente e as pessoas que farão parte de sua rotina no ano seguinte).

Em sala, nunca condene a decisão dos pais. Fale da nova escola sob uma luz positiva e transmita confiança na escolha da família, para tranquilizar o aluno. Enumere as coisas boas que ele vai experimentar: novos amigos, uma sala de aula bonita, uma professora querida, etc. – contudo, prepare o terreno para inseguranças. É importante que a criança não se sinta culpada por sentir medo ou tristeza, então, garanta que esses sentimentos são normais e que ela pode conversar sobre eles sempre que quiser.

Por fim, deixe bem claro que ela não vai perder seus antigos amigos e tente programar, em parceria com a família, encontros entre os colegas fora do horário da escola.

Começo do Fundamental

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Mostrar para as crianças como elas cresceram, o que aprenderam e como estão prontas para a mudança vai torná-las mais confiantes (foto: Adat Shalom Preschool)

Ao fim da Educação Infantil, as crianças já são um pouco mais velhas e mais preparadas para lidar com mudanças. O conselho inicial permanece: mostrar a elas como estão crescendo e, com essa idade, vão poder aprender mais e ter experiências que os pequenos ainda não podem. Não assuste a turma falando constantemente de provas e regras (“vocês não vão mais poder ficar brincando o tempo todo”), o que pode levá-las a temer a transição. Ao invés disso, apresente as novidades de maneira positiva – muitas ficarão animadas, por exemplo, com a ideia de ler e escrever por conta própria!

Os horários serão diferentes no Ensino Fundamental e as crianças devem ser avisadas sobre isso. Explique que haverá o momento de estudar e de brincar, que elas terão mais liberdade na hora do recreio e que poderão conhecer crianças mais velhas. Se a escola aplicar provas desde o primeiro ano (hoje, muitas adiam essas avaliações formais para o segundo ou mesmo terceiro ano do Fundamental), evite termos como notas ou reprovação. Prefira se referir à prova como apenas outra atividade.

Caso o próximo nível seja na mesma escola, programe visitas da turma às salas ou ao pátio dos mais velhos. Essas excursões podem acontecer uma vez por semana até o encerramento das aulas, para que as crianças conheçam os futuros professores e funcionários, se acostumem com o espaço e tenham os primeiros contatos com os alunos maiores.

Os pais devem ajudar

Nas reuniões com a família, explique a importância de os pais estarem seguros com essa nova fase. Peça que eles não criem grandes expectativas ou dúvidas para as crianças, dizendo que o próximo ano será mais difícil ou cansativo, que ela será avaliada ou que certos comportamentos “de criancinha” ou “de bebê” não devem continuar.

Também deixe claro que comparações com outros alunos são prejudiciais. Cada criança vai se desenvolver de acordo com o próprio ritmo, portanto, não adianta que a família entre em pânico caso o filho ou a filha demore um pouco mais que os colegas para ler, escrever ou fazer operações matemáticas. Prepare-os para essa realidade e enfatize que, apesar de as crianças estarem em alfabetização, elas não vão começar a escrever redações só porque foram matriculadas no Ensino Fundamental.

A família ainda pode ajudar a preparar a criança emocionalmente organizando hábitos saudáveis em casa – ainda na Educação Infantil, ela pode ser responsável por cuidar e guardar seus materiais escolares, lembrar do dever de casa e fazê-lo sem ninguém mandar (embora os pais devam sempre conferir as tarefas no fim do dia).

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