Atividade: Acerte o Pompom

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

Atividades/Movimento/Registros
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Atividade: Acerte o Pompom

Procurando por novas ideias de atividades para os pequenos, hoje, encontrei uma chamada “Pom Pom Drop” para desenvolver a motricidade fina e a distinção de cores. No blog em que foi postada originalmente, a brincadeira é feita em casa, apenas para os filhos da escritora – mas, com algumas alterações, será adequada e muito divertida em sala de aula, com grupos maiores de crianças. Para ver o texto original (em inglês), clique aqui.

Esse tipo de exercício, que exige maior controle das mãos e pontas dos dedos, serve como preparo para que os alunos consigam, mais adiante, segurar lápis e canetas e escrever dentro das linhas. Use instrumentos variados para tornar a tarefa sempre mais desafiadora: eles podem segurar as bolinhas com as mãos, depois com pinças e, então, com chopsticks. Isso garante que eles permanecerão interessados e ampliem suas habilidades de movimento.

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

Área de conhecimento

Motricidade.

Faixa etária

A partir dos 2 anos de idade.

Material

  • Rolos de papel higiênico, papel toalha, papel alumínio,
  • Tinta guache,
  • Uma cartolina grande,
  • Bolinhas de plástico, borracha ou pelúcia (pequenas o suficiente para passar pelos tubos),
  • Pinças de plástico, chopsticks ou pegadores de salada,
  • Uma tigela ou bacia para colocar as bolinhas.

Preparação

Com tinta guache, pinte cada um dos rolos de papel de uma cor distinta (use as cores primárias e secundárias: amarelo, vermelho, azul, verde, laranja e roxo). Cole os tubos, já coloridos, em uma cartolina para que fiquem na vertical. Então, prenda a cartolina em uma parede ou outra superfície disponível na sala de aula, a uma altura que as crianças consigam alcançar sem dificuldade.

Na tigela, espalhe as bolas que serão usadas na atividade. Elas devem ser das mesmas cores escolhidas para os rolos de papel, para que a turma as combine com o rolo de cor equivalente. Distribua, em torno do recipiente, os utensílios que as crianças podem utilizar para apanhar as bolinhas: chopsticks, pegadores e pinças de plástico.

Reúna a classe ao redor da atividade e mostre, com animação, o conteúdo da tigela. Quais cores eles conseguem identificar? Chame vários alunos para repetir as cores que veem ali e, em seguida, volte sua atenção para os tubos. Quais as cores dos tubos? Coloque uma bolinha dentro do rolo correto (a bolinha azul no tubo azul, por exemplo), para que todos compreendam a tarefa a ser executada.

(Você pode tapar o fundo do rolo com papel, se quiser que as bolas fiquem lá dentro, ou deixá-lo aberto e permitir que as bolinhas caiam novamente na tigela, prolongando a atividade).

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

Atividade

Oriente as crianças para que elas escolham uma bolinha e a coloquem dentro do rolo de mesma cor. Comecem usando as mãos e, caso a atividade esteja muito fácil, sugira outros instrumentos. Não esqueça de supervisioná-las, para a segurança do exercício!

Mostre como segurar a pinça entre o indicador e o polegar, depois, permita que a criança manuseie a ferramenta sozinha, ainda que incorretamente. Elas podem demorar o tempo que quiserem – se tiver tempo à disposição, deixe que brinquem até dominarem as habilidades.

Trabalhe o vocabulário: reforce os nomes das cores e os adjetivos para se referir aos materiais – os rolos são longos ou curtos, estreitos ou largos? Se houver bolinhas de tamanhos diferentes, repare em como algumas irão passar mais facilmente pelo tubo, enquanto outras podem ficar entaladas. Por que isso acontece? Ajude a classe a perceber a lógica (um objeto grande não consegue passar por uma abertura menor).

Para avaliar

  • A turma conhece as cores, consegue identificá-las e nomeá-las corretamente?
  • Soube citar outras cores além das utilizadas na atividade?
  • Como foi o desenvolvimento da coordenação motora? As crianças mostraram destreza lidando com as bolinhas com as mãos? E com os pegadores de salada? E com as pinças?
  • Quais foram as dificuldades motoras? Elas utilizam o polegar opositor para ter firmeza e força? Usam os dedos ou a mão inteira? Conseguem sustentar o movimento por bastante tempo (levar a bolinha desde a tigela até o tubo – ou ela cai no meio do caminho)?
  • Perceberam as diferenças de tamanho e largura entre os rolos? E entre as bolinhas?
  • Fizeram a conexão entre o tamanho da bolinha e a possibilidade de ela passar pelo tubo?

Registre!

Fotografe as crianças de perto, para poder observar suas mãos durante o exercício. Observe as imagens após a aula, com mais atenção, para poder refletir sobre a evolução de cada uma.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse pela atividade, as cores e a tarefa a ser realizada?
  • Eram capazes – pela idade e pelo conhecimento prévio – de executar o que foi pedido?
  • Você explicou a atividade de forma clara, com exemplos e vocabulário adequado? Houve dúvidas?
  • Elas sugeriram novas cores, variações da atividade ou fizeram perguntas? Essas curiosidades não podem ser aproveitadas em uma próxima aula?
  • Houve dificuldades motoras? Quais foram? Qual o exercício mais recomendado para corrigi-las?
  • Houve comportamentos marcantes, tanto positivo quanto negativo? Como você lidou com isso e o que poderia ser feito de outra forma?
  • As crianças trabalharam bem em conjunto, dividindo espaço e materiais?
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Natureza e sociedade: pescando com ímãs

Antes de começar a atividade, certifique-se de que as crianças têm maturidade para não engolir imãs ou objetos menores (foto: Google)

Atividades/Natureza e Sociedade
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Natureza e sociedade: pescando com ímãs

Ímãs são brinquedos abertos à imaginação – eles possibilitam que a criança invente diversos jogos, experimente e desenvolva atividades conforme seu interesse. Consequentemente, podem desenvolver desde a motricidade até a linguagem ou a cooperação em equipe.

O trabalho com ímãs deve alimentar o interesse pela ciência e pelo funcionamento da natureza. Além de descobrir o efeito magnético em diferentes materiais, a turma é naturalmente introduzida a um método de pensar científico: que presume levantar hipóteses com base em seus conhecimentos anteriores e tentar respondê-las através da experimentação. Essa é uma ferramenta útil na construção de qualquer aprendizado futuro.

Antes de começar a atividade, certifique-se de que as crianças têm maturidade para não engolir imãs ou objetos menores (foto: Google)

Antes de começar a atividade, certifique-se de que as crianças têm maturidade para não engolir imãs ou objetos menores (foto: Google)

Área de conhecimento

Natureza e sociedade (ainda que trabalhe várias áreas relacionadas: motricidade, linguagem, etc.).

Faixa etária

A partir dos 3 anos.

Material

  • Um ímã para cada criança (encontrei, em sites americanos, as Magnetic Wands, ou “varinhas magnéticas”, especialmente para atividades com pré-escolares),
  • Objetos metálicos, que serão atraídos pelo ímã,
  • Objetos não-metálicos, que não serão atraídos pelo ímã,
  • Tigelas ou bacias (uma por mesa),
  • Areia, feijões ou outro conteúdo (não magnético) para preencher a tigela,
  • Atividade impressa (abaixo).
Você pode fazer o download dessa atividade no site Sparkle Box (foto: Sparkle Box)

Você pode fazer o download dessa atividade no site Sparkle Box (foto: Sparkle Box)

Preparação

Em cada uma das mesas da Educação Infantil, disponha uma tigela cheia de feijões e, dentro dela, espalhe alguns objetos magnéticos e não magnéticos. Distribua um imã para cada criança e também uma folha de atividade e lápis de cor ou canetinhas para que elas marquem as respostas.

Pergunte a opinião delas: quais daqueles objetos elas acham que serão atraídos pelo ímã? Por quê? Deixe que elas concordem, discordem e argumentem, afirmando que é normal que cientistas tenham ideias diferentes, e que a forma de solucionar o caso é através do experimento!

Nesse ponto, não é necessário se estender demais sobre as propriedades do ímã ou do magnetismo – apenas deixe que elas descubram seus efeitos através da “pescaria”. Caso elas demonstrem curiosidade, explique simplesmente que os ímãs atraem metais. Eles também podem observar que dois ímãs colocados lado a lado vão se repelir ou atrair dependendo da posição (isso ocorre porque possuem dois pólos, norte e sul. Norte e sul se atraem, já norte e norte ou sul e sul se repelem. Você pode ler mais sobre os imãs aqui).

Atividade

Agora, começa a parte mais divertida: convide a turma à pescar os objetos de dentro da tigela usando somente o ímã. Eles devem passar o ímã por entre os feijões até que ele atraia os outros materiais. Sempre que capturarem algum objeto, elas devem marcar em sua folha de atividade que ele é magnético, colorindo a carinha feliz!

Quando todos os materiais magnéticos forem pescados, sugira que elas procurem as peças restantes com suas próprias mãos. Explique que essas não foram atraídas porque não são magnéticas, ou seja, o ímã não funciona sobre elas. Ajude-as a marcar os resultados na folha de atividade, colorindo as carinhas tristes.

Durante a brincadeira, trabalhe o vocabulário da aula: “magnético”, “não-magnético”, “metal”, “plástico”, “ímã” e assim por diante.

Se optar por não imprimir a atividade, a alternativa é disponibilizar dois recipientes para que as crianças separem o que é ou não magnético (foto: Google)

Se optar por não imprimir a atividade, a alternativa é disponibilizar dois recipientes para que as crianças separem o que é ou não magnético (foto: Google)

Variação

  • Natureza e sociedade (brincando do lado de fora): se houver espaço aberto disponível, substitua as tigelas com feijões por bacias com água e transforme a experiência em uma brincadeira ao ar livre. Isso trabalha ainda mais a ideia de pescaria, e torna o aprendizado mais envolvente para as crianças menores.
  • Natureza e sociedade (brincando do lado de dentro): convide a turma a explorar a escola ou a sala de aula, levando seus ímãs consigo. Deixe que descubram quais outros objetos ou móveis próximos a elas são atraídos pelo ímã, grudando-o nas cadeiras, clipes de papel ou quadro de avisos, por exemplo. Depois, organize um círculo no chão para que elas dividam suas descobertas. 
A tigela de areia ou feijões pode ser substituída por água para uma brincadeira de verão (foto: Google)

A tigela de areia ou feijões pode ser substituída por água para uma brincadeira de verão (foto: Google)

Para avaliar

  • As crianças mostraram interesse pela atividade, dando palpites sobre quais materiais seriam magnéticos e tentando solucionar a questão?
  • Conseguiram discernir quais objetos eram e não eram atraídos pelo ímã?
  • Marcaram as respostas, colorindo corretamente a folha de atividade?
  • Descobriram outros materiais pela sala de aula ou pela escola que também podem ser atraídos pelo ímã?
  • Aprenderam novo vocabulário referente à aula?

Registre!

Se optar por usar a folha de atividade, guarde-a como parte do portfólio produzido pelas crianças. Você também pode filmar o momento da experimentação da classe, pedindo que elas contem o que estão fazendo e o que descobriram, para avaliar seu aprendizado sobre o tema e desenvoltura nas ações e na fala.

Em seu registro, reflita:

  • A classe estava interessada, fazendo perguntas e participando ativamente da atividade proposta? Elaborou hipóteses e exibiu conhecimento prévio, discutindo o assunto?
  • Todos conseguiram manusear os materiais necessários para a brincadeira (ímã, lápis e papel, pequenos objetos da pescaria)? Houve alguma dificuldade motora?
  • E quanto à linguagem? Houve aprendizado de novo vocabulário? As crianças souberam se expressar oralmente, dando suas opiniões e usando corretamente os termos da aula?
  • Elas se divertiram, buscaram outros objetos magnéticos? Tiveram a chance de trabalhar em equipe ou ajudar colegas?
  • Houve comportamentos marcantes, positiva ou negativamente? Como você lidou com a situação e o que poderia resolver de outra maneira?
  • Você incentivou o aprendizado, fazendo perguntas para orientar as descobertas e elogiando as conquistas, sem realizar o trabalho pela turma? Corrigiu erros de forma construtiva? O que poderia melhorar para a próxima aula?
  • A classe atingiu o objetivo estabelecido pela atividade (todos compreenderam o funcionamento dos ímãs)?

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Matemática: operações na caixa de fósforos

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Atividades/Matemática/Registros
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Matemática: operações na caixa de fósforos

A matemática é provavelmente a disciplina mais estigmatizada como sendo difícil, e uma das grandes causadoras de reprovação durante o período escolar. Contudo, uma boa base e um ensino participativo durante a infância podem mudar o viés pelo qual a criança encara as operações e os números.

Durante a Educação Infantil, a turma está desenvolvendo sua habilidade de concentração e solução de problemas – e, é claro, ainda não consegue realizar pensamentos completamente abstratos. Por isso, deve-se escolher atividades lúdicas e com movimento para abordar a matemática. Além de atrair mais atenção e interesse por parte das crianças, as brincadeiras criam um ambiente mais leve em que o erro é permitido (e, consequentemente, as tentativas são mais frequentes e elas se sentem convidadas a participar e se apropriar do conhecimento).

A atividade Operações na Caixa de Fósforo é um ótimo exemplo de como transformar uma lição tradicional, expositiva, em um jogo que tenha apelo para os pequenos. Ela pode ser realizada a partir dos 4-5 anos, ou quando a criança mostrar habilidade para resolver contas simples de adição e subtração.

Área de Conhecimento

Matemática.

Faixa etária

A partir dos 4-5 anos.

Material

  • Caixinhas de fósforos,
  • Fósforos,
  • Papel e canetinhas coloridas.

Preparação

Em aulas anteriores, realize exercícios de adição e subtração com objetos maiores (bolas, cubos, brinquedos), relacionando as quantidades com os símbolos numéricos. Por ser uma atividade com fósforos, ela requer certa destreza dos alunos, então, certifique-se de que a coordenação motora fina deles já foi bem desenvolvida antes de propô-la.

Com antecedência, forre as caixinhas de fósforo com papel branco ou colorido, escrevendo operações matemáticas de adição ou subtração na frente. Separe o número de fósforos equivalente ao resultado da conta e coloque-os lá dentro. Use quantas caixinhas quiser!

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Atividade

Sente-se com os alunos em círculo, no chão, e coloque as caixas de fósforo no centro. Explique a eles que eles irão “adivinhar” quantos fósforos há dentro delas através da dica (a operação) escrita na capa. Pegue uma para exemplificar:

  • Primeiro, deixe um punhado de fósforos disponíveis, à mão, para realizar a conta diante da turma. Também separe folhas em branco e canetas coloridas.
  • Escolha uma caixinha e leia a operação em voz alta. Ao ler os número, separe os fósforos correspondentes. Use os fósforos sobressalentes, não abra a caixa. (Ex.: 3+2 – leia o três, coloque três fósforos no chão, bem visíveis para as crianças; leia o dois, coloque dois fósforos no chão, abaixo, para que não se misturem imediatamente).
  • Então, conte em voz alta o número total de fósforos que você conseguiu como resultado (Ex.: 1, 2, 3, 4, 5… Temos cinco fósforos! Vamos ver se acertamos a conta?).
  • Diga às crianças que vocês irão abrir a caixinha para verificar se solucionaram a pista. Conte o número de fósforos lá dentro e pergunte a elas se ele é o mesmo a que chegaram? Sim? Acertaram!

Realize mais um exemplo, dessa vez, fazendo traços de canetinha em uma folha para representar os números – é assim que elas irão tentar resolver as operações. Siga a mesma ordem: não abra a caixa antes de ter um resultado.

Depois disso, anuncie que é a vez delas! Distribua uma folha de papel e duas cores de caneta para cada um e deixe que os alunos escolham uma caixa de fósforos. Se a turma for muito grande, você pode convidar um por um para ir ao centro e ajudá-los a solucionar a conta. Oriente-os a fazer traços (ou flores, ou corações, ou raios, etc.) representando os números escritos na frente da caixa, a contá-los e a concluir quantos fósforos irão encontrar.

Variações

  • Matemática: Crianças menores podem realizar a atividade apenas com números, sem operações. Apenas deixe as caixas espalhadas no centro do círculo e convide-as a apanhá-las, ver o número e dizer seu nome, e, por fim, abri-las e identificar as quantidades.
  • Portfólio: Se houver um número suficiente de caixinhas, uma alternativa de portfólio seria guiar uma atividade em que os alunos colem os fósforos em sua folha de papel, escrevendo o numeral abaixo e, assim, montando as operações.

Para avaliar

  • As crianças identificam os números (não os confundem com letras ou desenhos)?
  • Relacionam os numerais com as quantidades equivalentes?
  • Conseguem realizar operações matemáticas de adição? E de subtração?
  • Contam objetos? Acrescentam ou retiram objetos para chegar a um resultado?
  • E quanto à motricidade? Elas conseguiram manusear as caixas de fósforos com destreza?

Registre!

Se optar por fazer o portfólio de produção, guarde o material feito pelas crianças e, assim que possível, acesse-o fora da sala de aula, com tempo e tranquilidade para refletir e fazer anotações sobre o desenvolvimento de cada uma delas. Se não, observe, durante a atividade:

  • A turma desenvolveu suas habilidades de atenção e concentração?
  • Sentiram-se confortáveis para tentar resolver as operações, sem medo de errar? O que você poderia fazer para tornar o ambiente mais amigável?
  • Tomaram a iniciativa para escolher caixas e contar os fósforos, sem ajuda (ou com pouca ajuda) do professor?
  • Compreenderam as noções matemáticas trabalhadas na atividade? Alguém demonstrou mais dificuldade? Isso ocorreu porque a criança ainda precisa desenvolver raciocínio lógico-matemático, por questões de motricidade ou por medo e timidez? Quais atividades podem ser realizadas nas aulas seguintes para estimulá-la?
  • Elas conseguiram repetir todo o ritual de resolução mostrado pelo professor (ler a operação, escrever no papel, contar, conferir o resultado)?
  • Houve comportamentos marcantes, positivos ou negativos? Como você lidou com a situação e o que poderia ser feito diferente?

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Lidando com a Agressividade na Educação Infantil

Fonte: Gazeta do povo

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Lidando com a Agressividade na Educação Infantil

Qualquer bebê nasce com impulsos agressivos, tanto quanto com impulsos amorosos. Durante a primeira infância, esses comportamentos vão sendo estimulados ou inibidos de acordo com os relacionamentos entre a criança e os adultos em torno dela, do ambiente que a rodeia e da educação que ela recebe.

Não é incomum que professores experimentem comportamentos violentos por parte de alunos pequenos – por ser uma etapa de adaptação, as crianças em idade pré-escolar ainda estão aprendendo como se organizar socialmente e como lidar com a divisão de atenção (já que, em casa, ela costuma ser o foco dos cuidados e, na escola, passa a compartilhá-lo com todos os colegas). Essa mudança pode ser o gatilho para tapas, mordidas, atitudes de egoísmo ou pequenos furtos.

O uso da força para enfrentar um problema pode ser a única forma de expressão dominada pela criança - por isso a importância de introduzir novas atividades de comunicação e controle de raiva (foto: Google)

O uso da força para enfrentar um problema pode ser a única forma de expressão dominada pela criança – por isso a importância de introduzir novas atividades de comunicação e controle de raiva (foto: Google)

Por que meu aluno está agressivo?

Antes de tomar uma atitude perante o problema, reserve algum tempo para analisar a história e os relacionamentos da criança que está demonstrando agressividade. Geralmente, as crianças repetem comportamentos que foram expostos a elas – o aprendizado nem sempre é positivo, e ela irá absorver igualmente os atos de gentileza ou de violência que presenciar.

Procure descobrir se a criança está atravessando momentos difíceis em casa. A família passou por alguma dificuldade ou frustração, que pode estar afetando os filhos? É possível observar agressividade nos pais ou responsáveis, ou identificá-la através dos relatos da criança? Se este for o caso, converse com a coordenação da escola e, juntos, convoquem a família para discutir soluções.

Há, é claro, outras particularidades que podem estar ocasionando o problema: a falta de limites ou a inconsistência na hora de disciplinar, por exemplo, fazem com que a criança teste seu poder ao máximo. Afinal, ela começa a perceber que não será punida e quer descobrir até onde vai sua autonomia.

A mudança de cidade, escola ou classe, ou uma mudança na estrutura familiar (como a chegada de um irmãozinho) também podem ser o motivo das brigas. A agressividade é uma forma de expressão; embora não seja a mais correta, pode ser a única que o aluno domina naquele momento. Neste caso, cabe aos educadores e aos pais apresentar novas formas de lidar com as dores e frustrações.

Não ameace ou invada o espaço da criança: abaixe-se para que seus olhos fiquem no mesmo nível e guie o diálogo para que ela entenda as consequências de seus atos (foto: Google)

Não ameace ou invada o espaço da criança: abaixe-se para que seus olhos fiquem no mesmo nível e guie o diálogo para que ela entenda as consequências de seus atos (foto: Google)

Como ajudar a criança?

  • Formas de expressar a raiva:

É importante introduzir maneiras alternativas através das quais a criança pode extravasar. Converse com ela em particular, sem causar constrangimentos diante da turma, e proponha atividades que facilitem sua expressão. Elas podem ser: desenhar o que a deixa brava, praticar um esporte que demande muita energia, escrever (se ela já for alfabetizada), ou mesmo chutar uma almofada ou travesseiro até se sentir melhor. O foco é que ela compreenda que pode dar vazão ao seus sentimentos sem prejudicar outros colegas, e que não há vergonha em se sentir zangada.

 

  • A necessidade das regras:

Explique que, por vocês conviverem em grupo, certas regras são exigidas em sala de aula. Ao invés de impô-las, tente fazer com que a criança entenda por si mesma os motivos de cada uma, e as causas e consequências de suas atitudes. Por que você acha que determinada regra existe? O que acontece se nós a seguirmos ou não? Como seria se a classe decidisse solucionar cada impasse com socos e tapas? Quais ações poderiam resolver melhor esse problema? Faça um cartaz com o que é permitido e o que não é dentro da escola (confira o post Autonomia: Nossas regras).

  • Não rotule:

Evite ao máximo usar frases negativas ao se referir à criança que está se comportando mal. Enfatize que sua atitude foi ruim e que ela poderia ter resolvido suas questões por outro caminho, mas não dirija suas críticas à ela especificamente (com sentenças como “você é mau” ou “você não se importa com os outros”). A infância é uma época de descoberta da própria personalidade e, às vezes, de muita insegurança. Por isso, as crianças podem se agarrar a rótulos negativos apenas pelo conforto de ter uma definição de si mesmas – e, portanto, passam a reproduzir aquele mesmo comportamento, com a validação dos adultos de que “elas são assim mesmo”.

  • Punições:

Não há nada de errado em um castigo, caso a criança volte a descumprir o combinado. Certifique-se de que ele seja proporcional à infração e de que o aluno compreenda o porquê de ter sido chamado. É importante que toda a equipe pedagógica tenha uma mesma postura e combine, com antecedência, como lidar com a indisciplina – assim, a lição fica clara, e não há a desculpa de “esse professor não gosta de mim” ou “o outro professor deixa”. As regras devem valer igualmente para todos. Ainda é essencial que não se façam ameaças vazias. Não diga que vai colocar a criança de castigo repetidas vezes se não pretende fazê-lo, pois isso explicita que o educador está blefando e que o comportamento agressivo pode continuar, já que não há consequências. Além disso, não grite, não se descontrole nem humilhe qualquer aluno. Lembre-se de sempre se abaixar ou ajoelhar para conversar com ele do seu nível de visão – uma postura não ameaçadora.

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Leia mais:

Guia Prático de Educação Infantil

Educar para Crescer

Mundinho da Criança

Infográfico: quais as informações essenciais no meu registro pedagógico?
Materiais para Download/Registros/Rotina pedagógica
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Infográfico: quais as informações essenciais no meu registro pedagógico?

O QUE ESCREVER EM UM REGISTRO PEDAGÓGICOComo já mostramos aqui no Na Escola, os registros pedagógicos podem ter diferentes focos – e, logicamente, cada um deles demanda diferentes informações sobre a sala de aula, as crianças ou o trabalho do professor. É a partir desses relatos-chave que o educador será capaz de realizar sua função mais importante: acompanhar e refletir sobre o aprendizado das crianças, definindo suas práticas futuras de acordo com o desenvolvimento da turma.

A Eduqa.me preparou um infográfico para facilitar essa prática! Siga as dicas e garanta um conteúdo de qualidade que vai ajudá-lo a compreender cada vez melhor seus alunos e seu papel dentro da sala de aula (além do mais, ele ficou lindo – por que não imprimir e colocar uma cópia na sala dos professores, como guia para sua equipe?).

Acesse o material gratuitamente clicando aqui: AFINAL, O QUE ESCREVER EM UM REGISTRO PEDAGÓGICO?

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Linguagem: letras na areia

Vários materiais e texturas podem ser usados para explorar o alfabeto. Use cores diferentes para tornar a atividade mais prazerosa (foto: Google).

Atividades/Linguagem/Registros
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Linguagem: letras na areia

No Brasil, o usual é que as crianças comecem o processo de alfabetização entre os 5 e 7 anos – quando, porém, um aluno demonstrar interesse mais cedo, isso deve ser incentivado (ainda que não acompanhe o ritmo da classe) com atividades extras e desafios que mantenham sua vontade de aprender. Mesmo com 3 anos, algumas crianças gostam de recitar ou cantar o alfabeto, por exemplo. A partir daí, já é possível introduzir as letras e começar a associar os símbolos aos sons.

A atividade de contornar as letras em diversas superfícies vem do método Montessori. Nele, a turma trabalha com o alfabeto áspero (em que as letras são recortadas de papel rígido, como uma lixa) e, então, repetem o traçado em uma bandeja com sal ou areia. É ideal para trabalhar com crianças que ainda não têm o habilidade motora fina necessária para escrever, mas já estão desenvolvendo o princípio da linguagem escrita. Além disso, realizar os movimentos para desenhar as letras é um preparo para que elas atinjam a mobilidade para segurar lápis ou canetas futuramente!

Saiba mais sobre o método Montessori aqui.

Vários materiais e texturas podem ser usados para explorar o alfabeto. Use cores diferentes para tornar a atividade mais prazerosa (foto: Google).

Vários materiais e texturas podem ser usados para explorar o alfabeto. Use cores diferentes para tornar a atividade mais prazerosa (foto: Google).

Área de conhecimento

Linguagem oral e escrita.

Faixa etária

Quando a criança demonstrar inclinação ao aprendizado da palavra escrita, mas nunca antes dos 3 anos.

Material

  • Cartões com as letras do alfabeto em papel áspero (também é possível usar outras texturas marcantes, como camurça),
  • Bandejas,
  • Sal ou areia.

Preparação

Em cada aula, apresente um grupo de quatro ou cinco letras novas para as crianças. Peça a elas que repitam depois de você, uma a uma, na mesma ordem em que foram introduzidas. Então, embaralhe-as no chão e pergunte “Que letra é essa?” aleatoriamente, ou peça que elas lhe apontem determinada letra.

Depois disso, escolha um dos cartões e chame uma das crianças à frente, para perto de você. De modo bem claro, use seus dedos para traçar o símbolo e diga o nome da letra, enquanto ela observa – ela irá imitar a performance, contornando e repetindo a letra. Faça isso com todas as letras da aula para cada criança (se possível – se houver grande número de alunos ou pouco tempo para a atividade, chame algumas crianças para tocar em cada cartão).

Não ensine o alfabeto inteiro em um só dia! Garanta que a turma consegue identificar facilmente as primeiras letras antes de passar para as próximas.

Atividade

Organize a classe em pequenos grupos nas próprias mesas da sala de aula. Você pode usar bandejas pequenas, individuais, ou maiores, no centro da mesa, para que o grupo utilize em conjunto. Diante das crianças, coloque um dos cartões com uma letra. Mostre a elas como sentir, com as pontas dos dedos, primeiro a letra áspera no cartão, e depois tentar reproduzir o desenho na areia (se não houver letras o suficiente para todos, elas farão um rodízio: após contornarem aquela letra corretamente, podem entregá-la ao colega ao lado). O objetivo é que cada uma das crianças consiga contornar todas as letras daquela aula.

Se a turma já estiver craque no alfabeto em caixa alta ou letra de imprensa, introduza a cursiva da mesma forma (foto: Google)

Se a turma já estiver craque no alfabeto em caixa alta ou letra de imprensa, introduza a cursiva da mesma forma (foto: Google)

Variações

Linguagem: utilize outros materiais para desenhar as letras. Por exemplo, imprima o alfabeto em tamanho grande e peça para as crianças usarem massinha de modelar para seguir as linhas e formar as letras sobre o papel, sempre enfatizando o nome da letra enquanto a produz. Algumas opções de texturas para trabalhar o alfabeto: pelúcia, camurça, massa de pão, serragem, argila, EVA.

Para avaliar

  • As crianças conseguem recitar algumas letras do alfabeto? Associam o nome da letra ao símbolo?
  • Identificam o som de algumas das letras dentro da palavra?
  • Como está o desenvolvimento motor? Elas traçam o letra feita de lixa sem problemas, com as pontas dos dedos, ou ainda usam a mão inteira? Precisam de ajuda para seguir as linhas ou o fazem naturalmente?
  • E na hora de desenhar na areia? Apresentam controle sobre o movimento da mão e dos dedos? Conseguem reproduzir o símbolo que sentiram no cartão, na bandeja?
  • Tomaram iniciativa e escreveram outras letras que conhecem (as letras de seus nomes, etc.) na areia?
  • Se elas realizarem a escrita incorretamente, basta chacoalhar a bandeja para misturar a areia e tentar novamente! Evite segurar as mãos ou dedos das crianças e contornar por elas. Apenas oriente-as para que tentem novamente, desde o princípio (do cartão para a bandeja).

Registre!

Essa não é uma atividade que será feita em uma única aula. Por isso, é útil registrar principalmente os primeiros e últimos dias, ou com certa regularidade (uma vez por semana ou a cada duas semanas), para capturar a evolução de cada aluno. Se tiver a oportunidade, grave-os contornando as letras, e use as filmagens para refletir sobre as dificuldades que cada um apresentou e definir os rumos das próximas atividades: eles precisam focar no reconhecimento das letras ou na coordenação motora? Já estão prontos para escrever com lápis ou outros utensílios? Tudo isso ficará mais claro se puder ser assistido mais tarde, fora do ambiente da sala de aula.

Em seu registro, considere:

  • A turma está familiarizada com as letras do alfabeto? Sabe recitá-las? Faz a relação entre som e letra? Entre letra e símbolo?
  • Compreendeu a atividade e soube imitar as ações da professora? Como foi sua explicação (clara, com exemplos, com movimentos corporais para facilitar o entendimento)?
  • As crianças apresentaram algum problema: de linguagem oral? De linguagem escrita? De motricidade? Esse problema é corriqueiro, apenas consequência da sua idade ou há outras causas? Como estimular essa área nas próximas atividades?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Quais os motivos de as crianças agirem dessa forma? Como você lidou com a situação e o que poderia ter sido feito de outra forma?
  • Elas se mostraram curiosas, interessadas e tentaram desenhar outras letras ou dividir algum conhecimento relacionado durante a aula? Você acha que incentivou essas demonstrações ou as inibiu?
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Atividade: Germes de Purpurina

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Atividades/Identidade e autonomia/Natureza e Sociedade/Registros
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Atividade: Germes de Purpurina

A partir dos 3 anos de idade, as crianças começam a demandar mais responsabilidade sobre seus próprios corpos: seja ao tentar se vestir por conta própria ou segurando a própria escova de dentes. A autonomia deve ser estimulada (sem que os adultos em torno se esqueçam, porém, de que elas ainda não são hábeis o suficiente para realizar essas tarefas sem supervisão alguma).

Cuidar de si mesmas e de sua higiene é um processo de desenvolvimento de autoestima e autoconhecimento. Contudo, nessa faixa etária ainda não está claro para elas a necessidade da limpeza – por que, afinal, elas devem lavar as mãos antes de comer ou se limpar após usar o banheiro? É preciso que pais e educadores criem situações para ensinar e promover essa rotina saudável.

Para ver outras sugestões de atividades sobre higiene, clique aqui.

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Área de conhecimento

Identidade e autonomia.

Faixa etária

A partir dos 3 anos até o fim da Educação Infantil.

Material

  • Purpurina,
  • Hidratante,
  • Guardanapos,
  • Água e sabonete,
  • Uma lona, toalha ou plástico para proteger a superfície de trabalho (sua escola vai agradecer!).

Preparação

Escolha uma área adequada para a atividade: uma mesa baixa, em torno da qual todas as crianças possam sentar, ou, se possível, o pátio ou outro espaço aberto. Antes da aula começar, cubra o local com uma lona ou toalha, para que ele não fique coberto de purpurina até o final do dia.

Então, despeje toda a purpurina em uma bandeja ou bacia – ou em várias, se a turma for grande e precisar ser dividida.

Já com as crianças, explique o que são os germes e qual a importância da limpeza. Diga que, apesar de elas não poderem vê-los, porque os germes são muito pequenininhos, eles podem ficar em seus corpos e causar doenças – por isso, é essencial que elas sempre lavem as mãos e tomem banho ao fim do dia: assim, vão se livrar das sujeirinhas que acumularam durante a brincadeira e ficar saudáveis.

Cite algumas situações em que as crianças precisam lavar as mãos, seja antes ou depois: após usar o banheiro, após fazer carinho em animais, após brincar no chão, antes das refeições ou antes de tocar os olhos e a boca. Peça sugestões a elas e converse sobre suas opiniões.

Atividade

Finalmente, anuncie que vai mostrar as elas como eliminar os germes. Distribua algumas gotas de hidratante para cada uma e ajude-as a espalhá-lo nas mãos. As crianças vão colocá-las na bandeja com purpurina e observar como o pó gruda em seus dedos e até nos braços.

Enfatize que os germes são como a purpurina, só que menor ainda – podem ser pequenos, mas se espalham por toda parte e são difíceis de remover. Peça para que elas batam as mãos ou espanem. Funcionou? Não muito bem. Quem sabe com um guardanapo? Também não.

A melhor solução é lavar as mãos com água e sabonete! Guie a turma até a pia ou um balde com água e ajude-as na limpeza. Oriente-as: é preciso esfregar bem entre os dedos e por baixo das unhas. Quando elas terminarem, faça uma caça aos germes que restaram, encontrando a purpurina que grudou na roupa, no rosto ou nos braços. Por isso, é fundamental que elas tomem também um ótimo banho, quando chegarem em casa! 

Variações

  • Autonomia (produção da turma): Após a atividade acima, por que não criar um cartaz com o que foi aprendido sobre higiene? Imprima e recorte imagens de alguns materiais usados para a limpeza pessoal, como sabonete, esponja, escova e pasta de dentes, toalha, guardanapos, etc.. Cada criança pode escrever seu nome ou trazer uma foto de casa para criar o mural da higiene. Assim, sempre que as crianças realizarem uma das tarefas representadas, elas podem colocar um adesivo no cartaz. Use o pôster algumas vezes por dia na sala de aula, após a hora do lanche e o recreio, por exemplo, e confira o resultado ao final de cada dia de aula.

Dica: use fita banana (fita dupla-face de esponja), pois, com ela, é mais fácil descolar os pontos das crianças ao fim de cada semana. Assim, não é necessário fazer um novo pôster a cada poucos dias.

Em casa ou na escola, as atividades de higiene devem ser prazerosas, em lugares iluminados e com água morna (foto: Google)

Em casa ou na escola, as atividades de higiene devem ser prazerosas, em lugares iluminados e com água morna (foto: Google)

Para avaliar

  • As crianças entenderam que devem lavar as mãos e ter práticas de higiene com frequência?
  • Compreenderam o motivo dessa rotina de limpeza e sua importância?
  • Mostraram interesse em realizar as tarefas por conta própria?
  • Já conseguem, de fato, cumprir alguns hábitos de higiene sem auxílio, apenas com a supervisão do professor?
  • Lembram-se, sozinhas, de lavar as mãos ou escovar os dentes?
  • Lembram e ajudam outros colegas com suas práticas de limpeza?

Registre!

Use o mural da higiene para acompanhar o desenvolvimento das crianças. O quanto elas ainda precisam ser lembradas e orientadas para realizar essas tarefas básicas de higiene? Parabenize constantemente os hábitos saudáveis e elogie os alunos sempre que eles tomarem a iniciativa, aproveitando para reforçar para toda a classe a relevância dessas atividades.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse e quiseram participar da atividade?
  • Compreenderam a intenção do exercício, relacionando a purpurina com os germes e bactérias?
  • Entenderam os rituais de limpeza e higiene demonstrados na aula e tentaram reproduzi-los por conta própria?
  • Com quanta autonomia elas já conseguem cuidar de sua saúde? Quais tarefas realizam sozinhas?
  • Tomam iniciativa para realizar outras tarefas sem ajuda (lavar os cabelos, amarrar sapatos, etc.)? Como você pode incentivar esse comportamento e lhes dar mais responsabilidade, com supervisão?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Quais os motivos para isso e de que forma você lidou com a situação? O que poderia ser feito de outra forma?
  • Através do diálogo com as crianças, os hábitos de saúde e higiene da família estão adequados? É preciso acompanhar mais de perto algum aluno específico? Como educar também estes pais ou responsáveis quanto aos cuidados com a saúde?

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Matemática: o cartaz das formas
Atividades/Matemática
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Matemática: o cartaz das formas

Além de estimular as noções matemáticas, aprender as formas geométricas é um exercício de lógica para as crianças – e a lógica será uma habilidade útil não só para lidar com os números, como também para as artes e linguagem.

Aprender a separar objetos de acordo com seus formatos exige que elas se perguntem o porquê de um ser diferente do outro. Pelas cores? Pelo tamanho? Pelo número de lados? Portanto, as crianças desenvolvem a capacidade de classificar seu universo.

Área de conhecimento

Matemática e raciocínio lógico.

Faixa etária

A partir dos 3 anos, apenas com umas poucas formas comuns (círculo, quadrado e triângulo) e mais orientação do professor, dos 4 em diante com a introdução de formas menos usuais (retângulo, ovo e losango). 

Material

  • Uma folha de cartolina grande, em cor clara (para que seja fácil fazer a leitura),
  • Formas geométricas planas recortadas de cartolinas coloridas (você precisa apenas de um recorte de cada forma: um quadrado, um retângulo, etc.),
  • Cola em bastão,
  • Canetinhas coloridas.

Preparação

Antes da aula em questão, recorte as formas geométricas de cartolina ou papel cartão (mais firme). A sugestão é usar a mesma cor para todas as formas com o mesmo número de lados, para que a identificação seja imediata – por exemplo, círculo e ovo cor-de-rosa, triângulo laranja, retângulo, quadrado e losango verdes.

Cole a cartolina, ainda em branco, em uma parede da sala de aula – lembre-se de pendurá-la em uma altura que as crianças consigam alcançar, pois são elas quem vão colocar as formas, mais adiante. Organize a turma sentada em um semicírculo, para que todos possam ver o cartaz, e sente-se próximo a ela, com as formas geométricas já preparadas.

Ao invés de trazer objetos de casa, a variação também pode ser feita com recortes de revistas, gibis e jornais (foto: Google)

Ao invés de trazer objetos de casa, a variação também pode ser feita com recortes de revistas, gibis e jornais (foto: Google)

Atividade

Introduza as formas mostrando-as, uma a uma, para a classe: diga seu nome e, juntos, contem o número de lados. Repita o processo várias vezes, pedindo que diferentes crianças segurem a forma e contem seus lados, até que todas tenham participado. Faça isso com todos os recortes.

Então, espalhe-os no centro do semicírculo e desafie algumas crianças a apanhar a forma correta (ex: Ana, você pode pegar o retângulo? Quantos lados ele tem? Um, dois, três, quatro! Qual o nome dele? Retângulo). Use esse exercício para que elas memorizem os nomes corretos de cada forma.

Após todas terem participado, diga que elas vão criar um cartaz com as formas que conhecem. Dessa vez, peça para que um aluno pegue uma forma com determinado número de lados, ao invés de dizer-lhes o nome imediatamente (ex: Pedro, você pode trazer aqui uma forma que tenha 3 lados? Será que ele acertou, turma? Vamos contar… Um, dois, três. E como ela se chama? Triângulo). Sempre que uma das crianças trouxer a forma solicitada, repita todo o processo e, enfim, peça para ela colar a forma no cartaz. Continue brincando até que todas as formas tenham sido coladas, em ordem, de acordo com o número de lados – primeiro as que não possuem lados, depois as que têm dois lados, três lados e assim por diante.

Por fim, convide as crianças a desenhar no cartaz, abaixo das formas geométricas, algo que represente o número de lados de cada uma. Elas podem desenhar três corações embaixo do triângulo ou quatro estrelas embaixo do retângulo.

Variação

  • Noções matemáticas: com antecedência, peça às crianças que tragam material reciclável de casa para ser utilizado em sala. Elas podem trazer caixinhas de remédio, tampas de garrafa, caixas de cereal ou biscoito, rolos de papel higiênico, etc.. Leve, você também, alguns materiais com formas mais inusitadas: chapeuzinhos de festa infantil ou pratos de papelão, por exemplo, podem demonstrar o triângulo e o círculo. Então, quando a atividade acima estiver completa, oriente a turma a colar também seus objetos abaixo de cada forma, de acordo com o formato que eles possuem.

Para avaliar

  • As crianças perceberam a diferença entre as formas geométricas planas?
  • Souberam classificá-las de acordo com as cores? E de acordo com o número de lados?
  • Aprenderam os nomes corretos das formas, de acordo com o número de lados?
  • Relacionaram as formas dos recortes com o formato de outros objetos (variação)?

Registre

Deixe o cartaz exposto para outros alunos e professores, e também para pais que visitem a sala de aula. É importante para as crianças ver seu aprendizado sendo reconhecido e celebrado.

Na hora de escrever o registro, reflita:

  • As crianças mostraram curiosidade, querendo segurar as formas geométricas e contando junto com a professora?
  • Mostraram-se hábeis na hora de classificar as formas? Fizeram a classificação conscientes do número de lados e nome de cada forma, ou instintivamente, segundo as cores e a semelhança visual? No primeiro caso, a noção lógica-matemática está mais desenvolvida (deve acontecer com as crianças mais velhas).
  • Elas foram capazes de acompanhar a atividade? Alguém apresentou maiores dificuldades em comparação ao resto da turma? Quais os motivos dessa performance e o que pode ser feito para melhorá-la?
  • Houve comportamentos que se destacaram positiva ou negativamente? Quais foram eles e por quais razões as crianças podem estar agindo assim? Como você resolveu o conflito e o que poderia fazer diferente da próxima vez?
  • Todas as crianças fizeram a ponte entre o conteúdo aprendido e sua rotina, comparando as formas com objetos de seu universo?

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