Ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos

Fonte: Dica de mãe

Materiais para Download/Rotina pedagógica
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Ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos

A tecnologia pode ser sua aliada na hora de guardar, organizar e acessar suas fotos – e, sim, nós sabemos que são muitas. Mas elas também são registros essenciais para avaliar o aprendizado das crianças e, portanto, devem ser mantidas com cuidado.

Quer conhecer duas alternativas para colocar suas centenas de fotos em um lugar seguro, sem desperdiçar seu tempo? Nós reunimos dicas no novo ebook: Como organizar centenas de fotos em poucos minutos!

TESTE 18

Nele, você confere:

  • Por que usar fotos na Educação Infantil?

Entenda qual a importância desses registros para a avaliação de aprendizado das crianças.

  • As dificuldades de organização – sim, tudo pode virar uma bagunça!

Mas nós ajudamos a organizar seu material de forma simples e em pouco tempo.

  • Ferramentas online

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Quais são as habilidades do século 21 ? Como ensiná-las na Educação Infantil?

Ajude a turma a praticar a escuta e a empatia, para que possa trabalhar em conjunto (foto: It Starts Here)

Carreira/Práticas inovadoras/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Relatórios
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Quais são as habilidades do século 21 ? Como ensiná-las na Educação Infantil?

O papel da escola está em discussão, e não é de hoje. Pelo menos desde a década de 90 os termos “educação integral” e “habilidades para o século 21” estão por aí, nas bocas de especialistas, professores e pesquisadores. Entretanto, na prática, pouca coisa mudou e a maioria das escolas ainda tem dificuldade em identificar quais seriam essas competências tão relevantes para o futuro das crianças. Acima de tudo, como o professor pode ajudar seus alunos a desenvolvê-las?

Já se sabe, por uma série de pesquisas, que a inteligência sócio-emocional está tão ligada ao sucesso quanto o conhecimento cognitivo. Traços como organização, motivação e colaboração facilitam o aprendizado de disciplinas tradicionais: crianças com essas características aprendem cerca de um terço a mais que suas colegas, em um ano letivo, tanto em matemática quanto em língua portuguesa.

A boa notícia é que essas habilidades não são inatas – elas podem ser ensinadas e estimuladas desde cedo. Esse trabalho deve começar na primeira infância, tanto em casa quanto em sala de aula. Na Educação Infantil, o professor precisa tomar cuidado ao adaptar as atividades para essa faixa etária, sem manter uma cabeça focada em divisão de matérias e avaliações, típicas das séries mais avançadas. Exercícios práticos e lúdicos são fundamentais!

Mas, afinal, quais são essas habilidades para o século 21 e como o professor pode cultivá-las na prática? Elas estão divididas em três grupos:

Competências cognitivas

Muito além de memorizar: as crianças devem aprender a utilizar seus conhecimentos de forma prática, na vida real (foto: Effort Christian Schools)

Muito além de memorizar: as crianças devem aprender a utilizar seus conhecimentos de forma prática, na vida real (foto: Effort Christian Schools)

Essas são as competências tradicionalmente estimuladas na escola: o aprendizado formal, a memória e o pensamento crítico. A diferença é que, cada vez mais, é importante que o professor fuja da decoreba e mostre às crianças como entender, interpretar, filtrar e selecionar informações – afinal, basta um clique no Google para que elas sejam inundadas de conteúdo, nem sempre de qualidade.

Outra necessidade é transferir o conhecimento da sala de aula para situações reais e usá-lo na solução de problemas. Não adianta nada decorar fórmulas se elas não têm uma aplicação na vida dos estudantes – isso torna o ensino irrelevante, distante e chato.

O lado positivo é que a Educação Infantil já costuma realizar esse trabalho, constantemente conectando o conteúdo curricular com a rotina das crianças. Por outro lado, em muitas escolas, essa abordagem vai se perdendo conforme os alunos caminham para o Ensino Fundamental e Médio.

Como aplicar:

  • Sempre faça uso de exemplos práticos, conhecidos pelas crianças. Cite diversos casos e permita que a turma também faça sugestões;
  • Encoraje perguntas e não tenha medo de aprofundar o tema quando a classe se mostrar interessada. Preserve um ambiente em que os alunos se sintam confortáveis para expor seu conhecimento;
  • Reconheça os vários tipos de aprendizado e trabalhe para acolher todos eles. Use imagens, música, movimento de acordo com a necessidade das crianças;
  • Lance desafios: por que não tentar um mutirão de limpeza na escola ao estudar sobre a reciclagem? Ou propor a construção de uma ponte com peças de Lego? Quem sabe um sarau sobre o último livro lido com a turma? Essas situações são uma ótima oportunidade para transferir a teoria para a prática!

Competências interpessoais

Ajude a turma a praticar a escuta e a empatia, para que possa trabalhar em conjunto (foto: It Starts Here)

Ajude a turma a praticar a escuta e a empatia, para que as crianças possam trabalhar em conjunto (foto: It Starts Here)

Nessa categoria estão as capacidades de sentir empatia, compreender os outros (sejam eles colegas, familiares ou professores), relacionar-se e trabalhar em grupo. A colaboração e a solução de problemas em conjunto, compartilhando ideias, é uma exigência do século 21.

A gestão de conflitos também entra aqui. Desde a Educação Infantil, as crianças devem aprender a estabelecer diálogos para resolver seus problemas, ouvindo as opiniões externas e sabendo explicar pontos de vista. Parece complexo para sua turminha de 3 ou 4 anos? Calma – essas habilidades serão aperfeiçoadas ao longo de toda a vida. Mas há maneiras de começar já.

Como aplicar:

  • Proponha atividades em grupo ou dupla, sejam elas jogos, tarefas de casa ou projetos que possibilitem às crianças criar algo em conjunto, discutindo ideias sobre um mesmo assunto;
  • Organize tutorias, em que alunos que se saem melhor em um determinado tema ajudem os colegas (depois, procure valorizar aqueles com dificuldade pedindo que eles também ensinem algo em que são bons);
  • Faça rodas de conversa e pratique ouvir e compreender as falas dos colegas, criando momentos em que as crianças possam elogiar ou sugerir soluções umas às outras;
  • Procure não interferir em pequenos conflitos – enquanto for possível, apenas observe e deixe que os pequenos resolvam suas divergências entre si;
  • Abrace projetos: por que não pedir às crianças que escrevam cartinhas ou façam desenhos para outra classe (ou ainda uma turma de outra escola)?

Competências intrapessoais

Dar às crianças ferramentas para lidar com as próprias emoções é um aprendizado valioso para futuros desafios (foto: Meditate in West Lake)

Dar às crianças ferramentas para lidar com as próprias emoções é um aprendizado valioso para futuros desafios (foto: Meditate in West Lake)

Trata-se de ensinar as crianças a entender e controlar as próprias emoções, lidando com elas de maneira calma e sábia. Com isso, elas saberão se manter motivadas, reconhecerão o valor do esforço para atingir seus objetivos e não terão medo do fracasso, vendo-o como uma parte natural do aprendizado. Além disso, implica na habilidade de autoavaliação, em que os alunos percebem seus pontos fortes e fracos e encontram formas de trabalhá-los a seu favor.

Deu para perceber que são competências importantes? Com certeza. No restante da jornada acadêmica, assim como em toda a vida adulta, ter competências emocionais bem desenvolvidas vai ajudar a superar desafios tranquilamente. Também é fundamental para uma vida saudável, com menos estresse e frustrações.

Como aplicar:

  • Dê oportunidade às crianças para lidar com sua raiva e frustrações, mostrando caminhos não violentos;
  • Estimule um ambiente de livre expressão, em que a turma se sinta confortável e acolhida, sem medo de errar;
  • Valorize tentativas, esforço e dedicação em vez de apenas talento;
  • Ajude a classe a definir metas pessoais – o que querem aprender e como farão isso;
  • Discuta o aprendizado adquirido pedindo que as crianças falem sobre suas experiências, como aprenderam, o que acharam fácil ou difícil na atividade.

Competências da Nova Escola

No vídeo abaixo, feito pelo Instituto Ayrton Senna, educadores conversam sobre as tendências para a escola do século 21. São apenas dois minutinhos!

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Porque construir brinquedos de sucata NÃO ensina sustentabilidade

Deixar que a criança use a criatividade para criar algo único também valoriza o trabalho manual ao invés da produção em massa (foto: Guia dos Curiosos)

Atividades/Música e artes/Natureza e Sociedade/Registros
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Porque construir brinquedos de sucata NÃO ensina sustentabilidade

Muitas escolas, preocupadas em passar valores como a importância da reciclagem, incluíram em seus currículos a construção de brinquedos com sucata. A intenção até é boa, porém, tenho minhas dúvidas sobre se esse tipo de trabalho tem sido realmente efetivo.

Construir brinquedos de sucata está longe de abordar o problema da sustentabilidade com profundidade (foto: Edu-Infantil Criativa)

Apenas construir brinquedos de sucata sem repensar o consumo está longe de abordar o problema da sustentabilidade com profundidade (foto: Edu-Infantil Criativa)

O que é ser sustentável?

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Pra começar, sucata é, em uma breve definição, lixo produzido por uma sociedade consumista. Então, antes de introduzir o tema, seria interessante trabalhar o consumo consciente e como o processo de produção desses materiais afeta o meio ambiente – utilizando em grandes quantidades recursos naturais cada vez mais escassos, como a água, por exemplo. Feito isso, poderíamos prestar atenção no próprio contexto escolar para descobrirmos se aplicamos esse conceito no dia-a-dia: Há muito desperdício durante as refeições? Os lanches que as crianças e os funcionários levam ou compram na cantina são, em sua maioria, industrializados? Qual a quantidade de embalagens que sobra a cada momento desses? Como essas embalagens são descartadas?

A partir daí, com ações simples, poderíamos implementar algumas mudanças, como a utilização de canecas, separação dos materiais recicláveis, incentivo à uma alimentação mais saudável com redução do consumo de produtos industrializados, etc.. Enfim, caberia a cada escola escolher, de acordo com as faixas etárias, a melhor forma de trazer à tona essas questões.

Parece bobagem ou exagero, mas já vi muitas instituições ensinando aos alunos como aproveitar materiais recicláveis para fazer brinquedos, enquanto as lixeiras das salas de aula estavam transbordando de copos e garrafinhas descartáveis, misturados a papéis e restos orgânicos – ou seja, “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Aí, não dá, né?! Se o próprio meio escolar não está disposto a mudar, melhor nem abordar o tema.

Após feita a conscientização sobre a importância de evitar o consumo desses produtos (ou, caso não seja possível evitar tudo, ao menos priorizar as embalagens retornáveis, que podem ser reutilizadas), agora sim posso partir para a reciclagem.

Apresentar formas de consumo mais saudáveis (como comprar alimentos que não possuem embalagens) é uma lição mais real de sustentabilidade (foto: One Green Planet)

Apresentar formas de consumo mais saudáveis (como comprar alimentos que não possuem embalagens) é uma lição mais real de sustentabilidade (foto: One Green Planet)

A reciclagem em sala de aula

Começamos com a separação do material a ser utilizado. Aqui, gostaria de acrescentar parênteses: Sem querer magoar ninguém e compreendendo que muitas vezes as atividades são sugestões do método apostilado, adotado pela instituição de ensino, tenho que confessar que acabo vendo muita inadequação por aí.  Na maioria das vezes, o brinquedo que será feito já está preestabelecido, o que significa que todas as crianças farão o mesmo! Então, o professor, bem intencionado, envia um bilhete para a família, solicitando o material. Agora vamos por parte.

Primeiro: acho muito limitador, em termos de criatividade e imaginação, pedir que as crianças criem o mesmo brinquedo. Além disso, haverá uma preocupação estética com o produto final e, por isso, muitas crianças serão auxiliadas no processo de construção, o que acarretará no baixo investimento afetivo voltado para esse novo objeto. Sendo assim, também não há a vontade de brincar com ele. O desfecho, nesse caso, pode ser o contrário do que planejávamos – o brinquedo será descartado como lixo e, não necessariamente, da maneira correta.

Segundo: solicitar um material específico à família é um tanto delicado. Às vezes, as pessoas não têm em casa exatamente aquilo que foi pedido. O que fazem então? Compram o produto que nem iriam consumir para enviá-lo à escola. Novamente, o contrário do objetivo traçado. Em nenhum momento foi priorizado o desenvolvimento da criança e ensinado sustentabilidade.

Deixar que a criança use a criatividade para criar algo único também valoriza o trabalho manual ao invés da produção em massa (foto: Guia dos Curiosos)

Deixar que a criança use a criatividade para criar algo único também valoriza o trabalho manual ao invés da produção em massa (foto: Guia dos Curiosos)

Quais seriam as possíveis soluções?

Separar os materiais descartados na própria escola ou solicitar os materiais que as pessoas têm em casa e que iriam descartar. Limpá-los adequadamente, separá-los e deixá-los à disposição dos alunos para a realização das atividades.

Se a quantidade de materiais coletados ultrapassar o esperado, a escola poderia utilizar esse dado para reunir alunos, funcionários e familiares para discutir sobre o tema, sugerindo ações que realmente seriam eficazes e mobilizariam a comunidade. Por exemplo, conhecer como funciona a reciclagem e encaminhar o lixo reciclável à alguma cooperativa, onde diversas pessoas seriam beneficiadas; ou ainda refletir se há meios de comprar produtos similares mais saudáveis, a granel ou de produtores locais.

Quanto às atividades, é mais indicado deixar a criança criar livremente, utilizando todo seu repertório interno e de habilidades próprias. Já vi muitas produções interessantes como uma “máquina” de fazer bebês dormirem, com um quadro que conta histórias. Produções possíveis porque o adulto permitiu à criança compartilhar o seu mundinho. Os ganhos para ambos são imensuráveis!

Também podemos abordar o valor do trabalho artesanal e a diferença dele em relação à produção em escala industrial. Um brinquedo feito por um artesão será sempre único, enquanto um desenvolvido em uma indústria trará sempre o mesmo padrão estético e incentivará o consumo. Outra alternativa é a construção de brinquedos coletivos que farão parte do acervo disponível para brincadeiras na escola: como vai e vem, pés de lata, telefone de lata, instrumentos, bilboquê, etc..

Há um grupo que trabalha essas questões de maneira bem bacana. Chama-se Semeando Encanto. Vale a pena conhecer o grupo e o CD. Sugiro também o curta Ilha das Flores, que mostra como populações inteiras vivem e disputam os lixos produzidos nas nossas residências:

A construção de brinquedos coletivos e qualquer outra atividade faz muito mais sentido quando há uma reflexão em conjunto e individual. Dessa maneira é imprescindível fazer os registros da sala e individuais. Eles serão norteadores para o processo ensino aprendizagem e vai ajudar você e seu aluno na construção de uma relação professor aluno.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Fonte: Brincando por Aí

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5 dicas para criar uma linha do tempo na sua turma de Educação Infantil

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

Registros/Rotina pedagógica
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5 dicas para criar uma linha do tempo na sua turma de Educação Infantil

Criar uma linha do tempo com as atividades produzidas pelas crianças ao longo do ano (ou de um período mais breve, como um trimestre ou semestre), serve a várias utilidades.

  • Para começar, é um ótimo artifício em reuniões entre pais e professores, em que o educador consegue mostrar com linearidade a evolução da turma.
  • Também pode ser uma oportunidade de os próprios alunos reconhecerem seu aprendizado, caso a opção seja fazer a linha do tempo manualmente, em um cartaz ou varal.
  • Por fim, possibilita que o professor avalie plenamente o desenvolvimento de cada criança, considerando todas as etapas do seu crescimento.

Trabalho manual

Caso opte por fabricar uma linha do tempo à moda antiga, é interessante pedir que as crianças participem do processo – tanto para visualizarem sua evolução durante aquele período quanto para aliviar a carga de trabalho do professor. A linha do tempo pode ser feita ao longo do semestre: basta reservar uma parede da sala para a atividade. Cubra-a com cartolina ou papel pardo e desenhe, de antemão, uma linha que vá de ponta à ponta, além de divisões (linhas verticais) para separar dias ou semanas.

Faça um acordo com as crianças sobre como será feita a atualização da linha do tempo. Por exemplo, a cada semana, uma delas pode ser responsável por colar algo no cartaz, enquanto o professor ajuda a escrever o acontecimento. No vídeo abaixo, o professor de jardim de infância americano Steve Brostowitz dá algumas sugestões para a linha do tempo feita em sala de aula. O vídeo está em inglês, mas é possível colocar legendas:

O projeto também pode ser feito ao final do ano ou semestre. Nesse caso, organize as fotos ou produções das crianças previamente, na ordem em que ocorreram. Oriente-as a colar as imagens em folhas de papel individuais e a decorar seus cartazes como quiserem. Dessa maneira, elas próprias poderão selecionar os trabalhos que acharam mais importantes e que receberão destaque em suas linhas do tempo – refletindo sobre a construção do aprendizado.

Essas são algumas alternativas para expor a linha do tempo em sala de aula:

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

(foto: Cantinho da Educação Infantil)

(foto: Pinterest)

(foto: Pinterest)

Linha do tempo online

O professor que irá montar a linha do tempo sozinho fará melhor uso de um site para ajudá-lo. Há várias opções que podem ser usadas gratuitamente, embora algumas só estejam disponíveis em inglês (ainda assim, escolhemos plataformas bastante autoexplicativas!).

Timetoast

O Timetoast pode ser acessado gratuitamente através de email ou mesmo com sua conta do Facebook. Ele permite a criação e o compartilhamento de linhas do tempo sobre qualquer tema, além de permitir o upload de fotos, vídeos e documentos do seu computador.

Observe o exemplo de linha do tempo do filme Up – Altas Aventuras:

(foto: Timetoast)

(foto: Timetoast)

Ao clicar em um dos acontecimentos registrados, você consegue ler o texto completo e visualizar a imagem em tamanho maior:

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(foto: Timetoast)

Dipity

O Dipity é uma plataforma semelhante, mas pensada com foco em educação! Alunos mais velhos, do Ensino Fundamental ou Médio, podem usá-la em trabalho escolares e apresentações para a classe – mas, no caso da Educação Infantil, permanece útil para o professor documentar as atividades realizadas.

Além da barra cronológica, os fatos também podem ser organizados em livro digital, lista ou mapa (e ele identifica sua localização através do Google Maps – ideal para passeios e excursões escolares!).

Essa é uma linha do tempo do canal Disney Channel no Dipity:

(foto: Dipity)

(foto: Dipity)

Eduqa.me

Se você acompanha o blog, já conhece um pouco da Eduqa.me. A plataforma é exclusiva para professores de Educação Infantil, e conta com áreas de registro de atividades, perfil de turma e criança, avaliação e relatório de aprendizado. Ela é indicada pela praticidade: o professor não precisa editar a linha do tempo, apenas preencher o campo de data junto com a descrição do exercício. Com isso, a atividade será colocada automaticamente em uma linha do tempo, que pode ser visualizada na página da classe e de todas as crianças participantes.

O educador ainda pode acrescentar fotos, vídeos e documentos às atividades. Elas não aparecem na linha do tempo principal, mas são acessadas ao clicar em um dos quadros.

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

Essa é a linha do tempo no perfil de um aluno. Ela apresenta todas as atividades das quais ele participou:

(foto: Eduqa.me)

(foto: Eduqa.me)

Essas atividades são enviadas semanalmente ao email do professor, em um documento com fotos. Ele pode ser compartilhado com a coordenação da escola ou mesmo com os pais das crianças que tenham interesse em acompanhar a rotina da classe!

Você já organizou uma linha do tempo de sua turma? Como foi a experiência? Conte para a gente nos comentários.

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Estilos de aprendizagem: qual é o seu?

Fonte: Happy Code

Atividades/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
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Estilos de aprendizagem: qual é o seu?

Você com certeza já ouviu, ao menos uma vez, que, para aprendermos algo com êxito, é necessário que o processo de aprendizagem seja significativo e prazeroso. O significado colocado naquilo que se aprende e o prazer sentido nesta conquista fazem com que as experiências vividas sejam gravadas para além da memória – o que permite, então, que determinado conhecimento faça sentido e seja acionado com maior facilidade.

Contudo, aprender requer esforço, estudo, desconforto, desequilíbrio cognitivo, entre outras tarefas árduas. E aí, pergunto: como isso pode ser prazeroso?

Se soubermos como a criança aprende, ou seja, qual é a via de acesso utilizada para entrar em contato com o conhecimento, podemos, sim, transformar essas duras tarefas para aprender em suaves caminhos em busca do saber, com significado e satisfação.

Você conhece os estilos de aprendizagem? Eles podem facilitar este caminho. Qual dos estilos abaixo se assemelha mais ao seu jeito de aprender?

Uma mesma atividade precisa ativar vários sentidos - assim, crianças que aprendem de formas diferentes serão igualmente estimuladas (foto: Health Ideas)

Uma mesma atividade precisa ativar vários sentidos – assim, crianças que aprendem de formas diferentes serão igualmente estimuladas (foto: Health Ideas)

Cinestésico

Como aprendem:

  • Contato físico, movimento, gestos enquanto falam.
  • Aprendem mais facilmente tocando, construindo algo manualmente ou gesticulando enquanto leem (manipulação).
  • Não ficam muito quietos na carteira.

O que fazer:

  • Pense em aulas dinâmicas, altere várias vezes o tom de voz, faça gestos, ande em sala de aula; enfim, movimente-se.
  • Permita a vivência, ou seja, experiências práticas sobre o assunto estudado.

Métodos e autores importantes:

  • Piaget, Vigotski, Wallon: Interacionistas.
  • Abordagem sociocultural: Educador e educando são sujeitos de um processo que constroem juntos. (FREIRE, 2000).
  • Método Gestual (GÓMEZ e TERÁN, 2006, p.366): combinado com a representação espacial e a simbolização gestual.

Visual

Como aprendem:

  • Dificuldades com aulas expositivas. Trabalhar com estímulos visuais é necessário (cartazes, lousa, figuras, textos impressos, etc.).
  • Observadores: fale sempre olhando para os alunos.
  • Costumam fazer leitura da linguagem corporal.
  • Gostam de fazer anotações o tempo todo.
  • Possuem facilidade com mapas.
  • Ficam atentos aos detalhes (concentração).
  • Possuem bom dicionário mental.
  • São metódicos.
  • Visualizam as palavras antes de escrever (boa ortografia).

O que fazer:

  • Ofereça recursos visuais sobre a aula estudada (exemplo vídeo-aula)
  • Aproveite esquemas e gráficos.

Métodos e autores importantes:

  • Leitura com imagens.
  • Método Integral: cores – estrutura da escrita – construído a partir das necessidades dos alunos (OÑIATIVIA, 2000).
  • Emilia Ferreiro (2004), Teberosky e Ferreiro (1991) – construção da escrita (figura – palavra- diagnóstico da escrita).

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Auditivo

Como aprendem:

  • Aprendem facilmente ouvindo.
  • Gostam de diferentes estímulos sonoros (música, rádio, televisão, etc).
  • Preferem instruções orais (verbais).
  • Falam e explicam para o outro o que aprenderam, pois a fala organiza o pensamento.
  • Expressam verbalmente emoções.
  • Costumam fazer muitas perguntas e ter falhas ortográficas (escrevem como ouvem).
  • Distraem-se facilmente com sons.

O que fazer:

  • Procure gravar as aulas e peça que o aluno escute as gravações periodicamente.
  • Oriente o aluno para que grave a sua própria voz ao estudar.
  • Leia textos em voz alta e proporcione discussões e conversas em grupo.

Métodos e autores importantes:

  • Método Fônico (CAPOVILLA e CAPOVILLA, 2004). Consciência fonológica – a consciência com relação aos sons que ouvimos e falamos.
  • Método Fônico Computadorizado (CAPOVILLA e CAPOVILLA, 2005).
  • Método Tradicional (Centrado na fala, discurso).

Teórico

Como aprendem:

  • São bastante criativos, organizados e planejam suas tarefas.
  • Seguem instruções e perguntam bastante.
  • Atraem-se por exercícios que trabalhem com memorização, reflexão, atenção, concentração.

O que fazer:

  • Oriente que os alunos façam registros através de anotações.
  • Trabalhe com a repetição, memorização e planejamento dos estudos.

Métodos e autores importantes:

  • Construtivismo – reflexão sobre o erro (WADSWORTH, 1997).
  • Método Tradicional – transmissão de conhecimento, decorar, copiar, repetir (LIBÂNEO, 1990).
  • Cognitivista – organização do conhecimento, processamento de informação, planejamento (Piaget).
  • Cartilhas, apostilas.

Em sala de aula, seria importante que pudéssemos trabalhar com o estilo de aprendizagem de cada um de nossos alunos. Contudo, sei que deve estar pensando que isto é impossível, certo?

Esse desafio pode ser encarado com a diversificação da prática pedagógica.

Lembre-se que o melhor método nem sempre é aquele adotado pela escola, ou mesmo aquele que o professor mais gosta de trabalhar. O melhor método é aquele que funciona para o aluno, seja ele qual for. Para isso, utilize em sua prática pedagógica uma diversidade de materiais e estratégias que possam contemplar os estilos de aprendizagem. É como se, todos os dias, você abrisse uma mochila cheia de métodos e recursos distintos.

Inove suas aulas com pequenas modificações, pensando em diferentes variações para uma mesma atividade. Por exemplo: pense em vários materiais, texturas, cartazes; atividades para ler, ouvir copiar, gravar, encenar; envolva uma música, filme, teatro; pense na frequência dos exercícios; sugira maquetes, vivências, etc.. Faça uso de muitos jogos e materiais concretos.

Confira algumas sugestões de materiais para cada estilo de aprendizagem

Estilo cinestésico – Jogo: Encontrando a quantidade

(foto: The Imagination Tree)

(foto: The Imagination Tree)

Você vai precisar de: 1 tabuleiro com tampas numeradas até 10(você também pode usar copos ou pequenos potes), 55 moedas ou pedrinhas coloridas.

O jogador deve distribuir as moedas pelo tabuleiro fazendo a correspondência entre o número e a quantidade de moedas em cada tampa.

Estilo visual – Jogo: Cadê a letra?

(foto: Oopsey Daisy)

(foto: Oopsey Daisy)

Você vai precisar de: 1 Tabuleiro com o alfabeto , 26 peças com letras móveis do alfabeto e 3 marcadores.

Esse jogo se assemelha ao Lince, mas, no lugar das figuras, temos as letras do alfabeto. O alfabeto móvel deve ficar virado para baixo. Se for jogado individualmente, o jogador deve colocar a letra sorteada sobre a letra igual no tabuleiro até acabarem as peças. Se for jogado por mais pessoas, quem encontrar primeiro a letra sorteada deve colocar o marcador sobre ela, e ficar com esta letra. Ganha o jogo quem tiver mais letras.

Estilo auditivo – Jogo: Rolinho sonoro

(foto: Thrive 360 Living)

(foto: Thrive 360 Living)

Você vai precisar de: 5 rolinhos com sons diferentes para se trabalhar os numerais. Cada um deve conter a respectiva quantidade de peças. Material bem aproveitado por crianças com autismo e transtornos globais do desenvolvimento.

Estilo teórico: Jogo: Treinando a escrita

(foto: Teaching.Au)

(foto: Teaching.Au)

Você vai precisar de: placas plastificadas com  o alfabeto, vogais, o nome da criança e canetas para quadro branco com apagador.

O objetivo é treinar a escrita contornando as letras claras. Isso substitui o pontilhado, que muitas vezes pode ser um problema, principalmente para crianças com Síndrome de Down.

Valorize sempre as diferenças em sala de aula, pois cada um tem o seu talento – só precisamos encontrar formas para que eles apareçam! Comece por descobrir como você mesmo aprende, professor, pois talvez isso te ajude a ensinar ainda melhor!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

 

Habilidades sociais na Educação Infantil importam mais que notas altas, diz pesquisa

Crianças que demonstram empatia e generosidade tendem a ser adultos bem sucedidos (foto: Linkedin)

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Habilidades sociais na Educação Infantil importam mais que notas altas, diz pesquisa

Pesquisadores estudaram o comportamento de crianças pré-escolares e as procuraram 19 anos depois. Aqui está o que eles descobriram.

Todo pai quer ver seus filhos tirando boas notas na escola – mas, agora, nós sabemos que o sucesso social é tão importante quanto elas. Desde cedo, somos levados a acreditar que os resultados de nossas provas são a chave para tudo: ir para a faculdade, conseguir um emprego e encontrar aquele caminho de felicidade e prosperidade para toda a vida.

Esse conceito pode causar muito estresse.

Contudo, um novo estudo (leia a pesquisa completa aqui, em inglês) mostra que, quando crianças aprendem a interagir efetivamente com seus pares e controlar suas emoções, isso tem um impacto enorme em suas vidas adultas. E, ainda segundo a pesquisa, os alunos deveriam gastar mais tempo desenvolvendo essas habilidades na escola.

Pesquisadores mediram as habilidades sociais de 800 crianças em idade pré-escolar em 1991. Duas décadas depois, eles as procuraram para verificar como elas tinham se saído.

Os professores desses alunos os avaliaram com a chamada Escala de Competência Social (ou Social Competence Scale), classificando sentenças como “A criança é boa em entender os sentimentos alheios” com as alternativas “Nem um pouco/Um pouco/Moderadamente bem/Bem/Muito bem”.

A equipe usou essas respostas para atribuir a cada criança uma nota em competência social, e, então, guardaram esses resultados por cerca de 19 anos – ou até cada uma das crianças completar 25 anos. À essa altura, eles já haviam reunido uma série de informações básicas e criado estatísticas para analisar se a desenvoltura social na primeira infância possuía mesmo algum valor que poderia ser previsto.

O que eles descobriram:

Boas notas são relevantes - mas como a criança atingiu a nota (esforço, estudo, concentração) é mais importante (foto: Huffpost)

Boas notas são relevantes – mas como a criança atingiu a nota (esforço, estudo, concentração) é mais importante (foto: Huffpost)

Boas notas em provas? Elas importam, mas não pelas razões em que acreditamos.

A crença tradicional afirma que, se uma criança conquista boas notas em avaliações, ela deve ser muito inteligente. Certo? Afinal, há uma relação comprovada entre ter notas altas no Ensino Médio e receber um salário maior como profissional.

Porém, o que o resultado da prova não explicita é o quanto a criança trabalhou por ele: quantas vezes estudou com um colega para solucionar um problema, quantas vezes foi ao professor para pedir ajuda ou resistiu à vontade de assistir TV para se preparar para a escola. Os pesquisadores por trás do estudo afirmaram que “sucesso na escola envolve ambas as inteligências emocional e cognitiva, porque as interações, a atenção e a força de vontade afetam a disposição para aprender”.

Em outras palavras, enquanto algumas poucas crianças talvez sejam simplesmente brilhantes, a maioria necessita de mais do que apenas inteligência para alcançar o sucesso. Talvez a escola deva se preocupar mais em desenvolver os aspectos sociais do aprendizado.

Crianças que demonstram empatia e generosidade tendem a ser adultos bem sucedidos (foto: Linkedin)

Crianças que demonstram empatia e generosidade tendem a ser adultos bem sucedidos (foto: Linkedin)

Habilidades como dividir e cooperar são vantajosas na vida adulta.

Nós sabemos que é preciso olhar além de notas em provas obrigatórias para compreender quais crianças estão no caminho certo. Por esse motivo, a equipe se voltou completamente para aquela Escala de Competência Social. As conclusões não foram tão surpreendentes: crianças que se relacionavam bem com os colegas, lidavam melhor com emoções e eram capazes de resolver problemas com facilidade apresentaram mais sucesso no futuro.

Realmente inesperada foi a força dessa correlação: o aumento de um único ponto na avaliação de Competência Social mostrou que a criança teria 54% mais chance de conquistar um diploma de Ensino Médio. Ela também teria duas vezes mais probabilidade de se formar na faculdade e 46% mais chance de possuir um emprego estável aos 25 anos.

Crianças que estavam constantemente quebrando e roubando brinquedos ou tendo crises de raiva mostraram maior predisposição a desrespeitar leis e se envolver com substâncias ilícitas. Ainda assim, o estudo não pôde atestar com certeza se habilidades sociais mais ou menos apuradas podem causar diretamente qualquer desses problemas.

Comportamentos podem ser aprendidos ou superados – o que significa que nunca é tarde para mudar.

Os pesquisadores denominaram comportamentos como a cooperação e a generosidade “maleáveis”, ou mutáveis. Embora haja diferenças físicas em nossos cérebros (que tornam o aprendizado mais fácil para algumas pessoas do que outras) qualquer criança ou adulto pode praticar como resolver impasses com seus pares.

Além disso, para muitos alunos, esses comportamentos são herdados dos pais e outros adultos relevantes com quem eles convivam. Quanto mais você for capaz de demonstrar traços positivos como acolhimento e empatia, melhor seus filhos vão se desenvolver – e isso inclui atitudes simples, como parar de gritar no trânsito, por exemplo.

É possível ensinar crianças e adultos a lidar tranquilamente com suas emoções - essas habilidades são maleáveis (foto: Mind Shift)

É possível ensinar crianças e adultos a lidar tranquilamente com suas emoções – essas habilidades são maleáveis (foto: Mind Shift)

Mas o que isso significa?

Os próprios pesquisadores admitem que o estudo tem suas falhas: ainda que eles tenha se esforçado para controlar fatores externos, sua base se apoia no julgamento dos professores pré-escolares, e em como eles analisaram o desempenho social de sua turma.

Ainda assim, a pesquisa de 19 anos mostra claramente que o comportamento social importa desde a infância. Como essas habilidades podem ser aprendidas, devem ser trabalhadas como forma de prevenção e intervenção.

A conclusão é que a escola precisa fazer mais do que apenas despejar conteúdo sobre as crianças – mas sim investir em ensiná-las a se relacionar umas com as outras e a lidar com seus sentimentos. Ignorar habilidades sociais pode ter implicações graves por toda a vida.

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Esse artigo é uma tradução de “Researchers studied kindergartener’s behavior and followed up 19 years later. Here are the findings” do Upworthy. Leia o original aqui.

Como guardar (e organizar) centenas de fotos com facilidade

Existem soluções simples para organizar as fotos - e qualquer outro material - do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Registros/Rotina pedagógica
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Como guardar (e organizar) centenas de fotos com facilidade

Esta semana, encontrei o depoimento de uma professora de Educação Infantil em que ela se queixava da dificuldade em organizar seus registros – segundo ela, ela reunia mais de cem fotos da turma por mês. Ao final de um ano letivo, ela teria superado o número de mil fotografias! E, é claro, todas elas são registros valiosos, especialmente lidando com uma faixa etária que ainda não escreve ou realiza provas como método de avaliação.

Por outro lado, os inconvenientes são muitos: desde ocupar exaustivamente a memória do seu computador até organizar pastas para encontrar facilmente o que procura. Isso sem falar em mobilidade – raramente os professores trabalham com um único aparelho; o mais usual é que o computador de casa e da escola sejam utilizados, assim como tablets ou celulares. Aí, haja paciência para transferir arquivos de um para o outro sem se perder na bagunça.

Soa familiar?

Organizar suas fotos online pode ser a solução de seus problemas, além de ser bem mais simples do que a maioria dos educadores espera. Confira as vantagens de guardar seus registros em duas plataformas simples que vão transformar sua rotina.

Existem soluções simples para organizar as fotos - e qualquer outro material - do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Existem soluções simples para organizar as fotos – e qualquer outro material – do professor de Educação Infantil (foto: Puyallup)

Gostou?

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Dropbox

O Dropbox é um site de armazenamento que vem sendo amplamente usado por professores de vários países, inclusive como forma de receber trabalhos dos alunos. Ainda que esse não seja o caso para a Educação Infantil, há várias possibilidades de organização e compartilhamento.

A primeira coisa que você precisa saber é: você pode usar a plataforma online, com apenas email e senha para acessar sua conta gratuitamente, ou fazer o download do Dropbox em todos os seus dispositivos. Assim, você pode:

Subir arquivos e criar pastas

Ao invés de ocupar espaço na memória do seu computador, transfira seus documentos para o Dropbox e divida-os em pastas e subpastas de acordo com mês e área de conhecimento. Por exemplo:

JULHO > MÚSICA E ARTES > INSTRUMENTOS COM MATERIAL RECICLÁVEL

Dessa forma, encontrar conteúdos semanas após a atividade continua fácil e intuitivo. Além disso, salvar os registros na rede previne que o professor perca tudo caso tenha qualquer problema técnico ou estrague seu computador.

Na versão online, o professor pode organizar suas fotos em pastas e subpastas (foto: Dropbox)

Na versão online, o professor pode organizar suas fotos em pastas e subpastas (foto: Dropbox)

Compartilhar material

Outra funcionalidade útil para educadores é a possibilidade de compartilhar. Basta clicar no arquivo que você quer mostrar para sua equipe e clicar em “compartilhar”. Ao incluir o email de seus colegas, eles terão acesso apenas àquele conteúdo e podem fazer alterações ou deixar comentários.

Essa é inclusive uma alternativa para entrar em contato com os pais de seus alunos sem precisar dedicar tempo extra a impressões e envelopes – por que não enviar para eles um resumo da semana (que você provavelmente já fez, de qualquer forma, para a coordenação) através do Dropbox? Ou mesmo dividir fotos e vídeos de momentos especiais em sala de aula?

Não se preocupe: ao compartilhar uma foto ou texto, os outros documentos permanecem particulares.

Ter mobilidade

Como professor de Educação Infantil, você provavelmente precisa imprimir atividades ao menos algumas vezes por semana. Isso exige ou um pendrive ou a chateação de enviar a si mesmo os exercícios por email, até encontrar uma impressora na escola.

Nesse ponto, fazer o download do Dropbox é ainda mais indicado. A pasta Dropbox ficará em seu computador assim como qualquer outra (Meus Documentos ou Minhas fotos, por exemplo), com a diferença de que o que for colocado ali aparecerá em todos os seus dispositivos. Ou seja, ao invés de salvar um plano de aula na Área de Trabalho, você realiza os mesmos passos para salvá-lo na pasta Dropbox – e, apenas com essa pequena mudança de coordenadas, pode acessar o arquivo em seu celular, tablet, laptop ou computador da escola.

Fazendo o download, o Dropbox aparece como qualquer pasta em sua Área de Trabalho (foto: Tech So Easy)

Fazendo o download, o Dropbox aparece como qualquer pasta em sua Área de Trabalho (foto: Tech So Easy)

Eduqa.me

A Eduqa.me tem o diferencial de ser uma plataforma pensada exclusivamente para o professor de Educação Infantil. Portanto, além de armazenar fotos e arquivos, ela os organiza automaticamente para que o professor visualize o desenvolvimento de cada turma. A plataforma permite que o professor:

Separe fotos por área de conhecimento

Ao cadastrar cada atividade, o professor seleciona quais áreas de conhecimento estava desenvolvendo. É possível ainda marcar mais de uma área quando a dinâmica estimular diferentes aprendizados para as crianças. Por exemplo:

FAZENDO CONTAS COM CAIXINHAS DE FÓSFORO > MATEMÁTICA e MOTRICIDADE

Nessa mesma tela, há espaço para descrever a atividade e fazer o upload de fotos ou vídeos. Assim, sempre que o professor quiser conferir o que foi feito com a classe apenas em matemática, basta selecionar essa área de conhecimento na lista e todos os exercícios relacionados vão aparecer imediatamente. No caso do exemplo acima, a atividade “Fazendo contas com caixinhas de fósforos” apareceria tanto na seção “Matemática” quanto na “Motricidade”.

O professor seleciona as fotos correspondentes ao cadastrar a atividade (foto: Eduqa.me)

O professor seleciona as fotos correspondentes ao cadastrar a atividade (foto: Eduqa.me)

Crie linhas do tempo

Outra facilidade ao usar a Eduqa.me é ver seus registros organizados em ordem cronológica. Ao adicionar uma atividade e inserir a data, ela aparece automaticamente na página da turma e de todas as crianças que participaram dela.

Esta é uma outra forma de organização: por data. Escolhendo um período, o professor vê tudo o que foi realizado nesse espaço de tempo – e, clicando em uma das atividades, acessa as fotos e vídeos respectivos.

A linha o tempo exibe todas as últimas atividades realizadas em ordem cronológico - basta clicar em uma para acessar fotos e vídeos anexados (foto: Eduqa.me)

A linha o tempo exibe todas as últimas atividades realizadas em ordem cronológico – basta clicar em uma para acessar fotos e vídeos anexados (foto: Eduqa.me)

Gere relatórios

As fotos lançadas na plataforma são reunidas ao fim de cada semana em um relatório automático que o professor recebe por email. Como um semanário online, esse documento é enviado para o professor e pode ser salvo em seu computador ou compartilhado com coordenadores e pais, melhorando a comunicação da equipe.

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Assim como o Dropbox, a Eduqa.me dá mobilidade ao professor. O que está guardado na plataforma pode ser acessado de qualquer computador, tablet ou celular, com apenas o login e senha. Isso garante a segurança dos documentos, além de agilizar o trabalho – afinal, tudo está reunido em um só lugar.

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A diferença entre professor e educador

Fonte: Google

Carreira/Semanários
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A diferença entre professor e educador

Há muito romantismo na definição de educador. Se você já leu Conversas com quem gosta de ensinar, de Rubem Alves, sabe do que estou falando. Nele, o autor diferencia professores e educadores da mesma forma que eucaliptos (plantados, enfileirados, comerciais e descartáveis) e jequitibás (belos e raros, que crescem espontaneamente).

Ou seja: professor seria “apenas” uma profissão, algo que se pode aprender a ser com uma série de cursos e treinamentos. Educador, por outro lado, é aquele com vocação, apaixonado pelo que faz.

A opinião não é exclusiva de Rubem Alves. Vários outros autores e pedagogos escreveram sobre o tema para enfatizar essas divergências. O professor despeja informações, enquanto o educador constrói o conhecimento em conjunto com a turma. O professor repete a mesma rotina incansavelmente, já o educador se adapta para acessar cada criança. A função do professor é acadêmica e profissionalizante, o educador, porém, ensina para a vida em sociedade e se preocupa com o desenvolvimento integral do indivíduo.

(foto: Parent Dish)

(foto: Parent Dish)

Grande parte dos professores acredita ser – ou ambiciona ser – um educador, com toda a idolatria acerca do título. Atingir esse objetivo esbarra em contratempos desde o número alto de alunos por classe (como dar foco ao crescimento pessoal de cada criança, quando mal se consegue terminar o conteúdo dentro do prazo?) até falta de estrutura ou suporte de outros agentes: pais, coordenadores e comunidade desinteressados no trabalho escolar são queixa frequente.

Claro, sempre há exceções. Sempre existem exemplos daquele professor que superou todas as adversidades e conseguiu erguer uma aula incrível a partir de pouquíssimos recursos. Seriam apenas esses os verdadeiros educadores?

Assim como nós defendemos a necessidade de um ambiente positivo e estimulante durante a infância, para que as crianças atinjam plenamente seu potencial, a proposta é a mesma para profissionais de educação. Quem é classificado como “somente” professor, por não exibir um envolvimento profundo com os alunos, normalmente reconhece que suas aulas poderiam melhorar – e quer dar aulas melhores, embora não encontre os meios para fazê-lo. Porém, não é justo exigir que a equipe abra mão de todo o resto, vida pessoal no pacote, para se dedicar à escola com exclusividade. Levar tarefas para casa e passar finais de semana trabalhando não são exemplo de dedicação, e sim de mau funcionamento (além de resultarem em problemas graves de saúde).

É preciso um espaço fértil para que cada um se torne o melhor educador que pode ser – afinal, alcançar o topo da pirâmide sem uma base sólida é uma tarefa bastante improvável. E a base é composta justamente pelas necessidades primárias para sobrevivência, pelas condições mínimas de trabalho e remuneração, pelo acesso ao material da aula (sejam livros didáticos, blocos de Lego ou anilina para um experimento na aula de ciências) e, principalmente, por uma rede de apoio ativa.

Um jequitibá sozinho não salva a educação de uma escola, que dirá de um país. Mas, dentro de cada professor frustrado, há a semente de um educador que precisa ser cultivada para crescer.

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3 gerações respondem: Qual era sua brincadeira preferida na infância?

A natureza sempre fez parte da infância - e isso precisa continuar (foto: reprodução/Nature Valley)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Relatórios
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3 gerações respondem: Qual era sua brincadeira preferida na infância?

O que é melhor: brincar do lado de fora, em contato com a natureza, ou dentro de casa, com um tablet ou computador? A resposta varia de acordo com a idade do entrevistado. Apesar de a tecnologia ser uma ferramenta que oferece, comprovadamente, diversas possibilidades de aprendizado (entre elas, o raciocínio lógico e a motricidade fina), quem convive com crianças pode observar claramente uma falta de limites no uso desses aparelhos.

Para incentivar o redescobrimento da natureza, uma campanha lançada no Canadá entrevistou pessoas de três gerações diferentes com a pergunta: o que você fazia para se divertir na infância? As respostas dos primeiros grupos são um contraste chocante com as do último, quando as crianças conversam sobre longas horas gastas em frente a telas.

O vídeo da empresa Nature Valley (e traduzido pela Eduqa.me) faz parte da campanha #RediscoverNature. Ele levanta um debate sobre o que a geração atual realmente ganhou e perdeu com o advento da tecnologia. Ao mesmo tempo, é um convite para que pais, familiares e educadores desenvolvam mais atividades prazerosas do lado de fora e cultivem nos pequenos o contato com o meio ambiente.

A natureza sempre fez parte da infância - e isso precisa continuar (foto: reprodução/Nature Valley)

A natureza sempre fez parte da infância – e isso precisa continuar (foto: reprodução/Nature Valley)

Na campanha, adultos e idosos contam o que faziam para se divertir quando pequenos - e temem que as novas gerações nunca experimentem aquelas brincadeiras (foto: reprodução/Nature Valley)

Na campanha, adultos e idosos contam o que faziam para se divertir quando pequenos – e temem que as novas gerações nunca experimentem aquelas brincadeiras (foto: reprodução/Nature Valley)

Para entender melhor as vantagens e cuidados necessários no uso de aparelhos eletrônicos na infância, confira Computadores, tablets e celulares – eles têm vez na sala de aula?, em que uma consultora em tecnologia educacional explica formas positivas de se trabalhar com os alunos no mundo virtual.

Entender qual a brincadeira preferida e perceber como a criança se comporta diante dessa e de outras brincadeiras vai te ajudar a fazer os registros mais específicos do seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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3 atividades para discutir famílias (de todas as formas) na Educação Infantil

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Semanários
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3 atividades para discutir famílias (de todas as formas) na Educação Infantil

Comemorações de dia dos pais, dia das mães.. e aí bugou?!

Com as novas atualizações de família como que a Escola fica? Está cada dia mais comum os alunos venham de diversas situações além do tradicional pai-e-mãe-casados.

Com certeza turmas de Educação Infantil em toda parte passaram as últimas semanas colorindo cartões, carimbando mãos e pés com tinta guache e assinando seus nomes em letrinhas tortas para homenageá-los ou homenageá-las.

Não que os presentes não sejam válidos – mas por que não aproveitar a data para trazer conteúdo às crianças, discutindo os vários modelos familiares existentes?

Como o número de divórcios no país já ultrapassa os 243 mil por ano (IBGE, 2010), e, dentre eles, 43% envolve filhos menores de idade, é de se esperar que sua classe seja composta por crianças que vivem apenas com um dos pais – ou em novos núcleos familiares, como pai e madrasta ou mãe e padrasto (sem contar os meios-irmãos de casamentos anteriores!). Casais homoafetivos, por sua vez, conquistaram direitos nos últimos anos, inclusive (ainda que com alguns obstáculos por superar) o da adoção. Isso resulta em cerca de 60 mil casais gays em união estável; destes, 20% declararam ter filhos no último censo.

E agora?

Lidar com essas mudanças em sala de aula é desafiador, mas extremamente necessário. Engana-se quem pensa que o assunto é complexo demais para os pequenos: a primeira infância é, justamente, quando os conceitos de certo e errado estão se formando e, portanto, a idade perfeita para apresentar estilos de vida distintos com uma conotação respeitosa e positiva. Iluminar realidades sem estranhamento, como mais uma alternativa, é um passo importante para criar crianças livres de preconceito, já que elas tendem a aceitar bem as diferenças.

Faça uso de atividades em grupo e que incentivem o diálogo tanto em casa quanto entre colegas para abordar o tema. A Eduqa.me reuniu uma série de atividades sugeridas pelo MEC para trabalhar organizações familiares.

A árvore da família

A partir dos 3 anos: Pedir que as crianças tragam fotografias de seus familiares mais próximos dá início à discussão coletiva. Peça que cada um converse com seus pais ou responsáveis e saiba contar, em sala, algo sobre os membros da famílias (os adultos podem escrever a história ou curiosidade no verso da imagem, como apoio – dessa forma, o professor saberá quais perguntas fazer para estimular a fala dos alunos).

Enquanto a classe se apresenta, explique que cada um tem sua família e que cada família tem particularidades. Aponte como alguns moram com os avós, só com a mãe ou com dois pais, sempre com naturalidade. Incentive mesmo aqueles que não tenham trazido o material a falar, citando quem compõe sua família, com quem moram, se têm irmãos.

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

(foto: Triquiteiros de S. João)

(foto: Triquiteiros de S. João)

A partir dos 4 anos: Ao terminar a roda de conversa, as crianças vão criar sua árvore genealógica, que pode ser montada com fotos ou desenhos. É recomendável levar sua própria árvore genealógica pronta ou montá-la diante deles – com um molde já completo, compreenderão a tarefa mais facilmente.

Veja essa atividade no Baú de Atividades Eduqa.me

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Rodas de leitura

Entre 0 e 3 anos: O Livro da Família, de Todd Parr, traz ilustrações coloridas e frases curtas para introduzir as diferenças entre famílias. Elas vão desde “algumas famílias gostam de se lavar… Outras de se sujar”, mostrando um grupo de porquinhos na lama, até outras, mais explícitas, como a que diz “Algumas famílias têm duas mães ou dois pais… Algumas, têm só pai ou só mãe”. A história é uma graça e estabelece desde cedo que o que importa é o carinho entre as pessoas.

(foto: Editora Saraiva)

(foto: Editora Saraiva)

Até os 6 anos: Outra opção é O Grande e Maravilhoso Livro das Famílias, de Mary Hoffman e Ros Asquith que, inclusive, faz parte dos livros destinados ao PNAIC (Programa Nacional para a Alfabetização na Idade Certa). O livro pode ser lido para as crianças mais novas (afinal, também é composto, no geral, por sentenças breves), ou lido pelas que estão em fase de alfabetização, pois apresenta letras grandes e muitas imagens explicativas.

Dos 4 aos 6 anos: De Miriam Leitão, Flávia e o Bolo de Chocolate é uma opção lúdica e sensível de introduzir a ideia de adoção entre os pequenos. O livro – como indicado pelo título – trabalha questões raciais com muita leveza ao mostrar uma menina sempre questionada por ter a pele tão diferente da de sua mãe. Aliás, no Portal da Adoção há uma lista imensa de livros para abordar a temática, todo com conteúdo específico para essa faixa etária. Vale a pena conferir!

(foto: Editora Rocco)

(foto: Editora Rocco)

Liste algumas questões a serem lançadas após o momento de leitura. Quem tem família que mora longe? Quem mora com muita gente da família? Quem tem muitos irmãos e irmãs? Quem é filho único? As pessoas em sua casa são todas parecidas com você? Em quais aspectos? Pergunte se eles observaram famílias parecidas ou opostas à sua entre os colegas. Por quê? O que elas têm em comum e o que é diferente? Destaque que nenhuma delas é melhor ou pior.

Música

Entre 5 e 6 anos: Reúna as crianças para ouvir a canção “Eu”, do grupo Palavra Cantada. A letra narra como os bisavós do personagem se conheceram e, a partir daí, conta a história de toda a família – sempre lembrando, no refrão, que, sem aqueles acontecimentos, “eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó…” e assim por diante.

Pergunte o que acharam da música e qual foi a história que acabaram de ouvir. Ressalte como cada membro da família veio de uma cidade diferente e tinha trabalhos e costumes distintos, mas, ainda assim, formaram uma família.

Mas atenção – antes de pedir que cada criança interrogue os pais sobre como se conheceram, garanta que não haja situações complicadas que possam constrangê-las (como casos fora do casamento, por exemplo). Uma alternativa mais segura é que a turma pergunte aos pais ou responsáveis de onde seus antepassados vieram e, de preferência, identifique esses locais no mapa. Também podem reparar em costumes que ainda tenham por causa dessa história: como beber chimarrão ou comer determinados doces, celebrar festas diferentes, etc.. Na aula seguinte, eles podem mostrar para a classe suas descobertas.

Acima de tudo, respeite a privacidade das crianças. Caso alguma delas já tenha experimentado uma situação de preconceito, como deboche dos colegas, xingamentos ou isolamento, ela tenderá a ficar calada e dividir pouco com a turma. Procure campos mais neutros para estimular a conversa diante a classe e aguarde para se aprofundar no assunto a sós.

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