Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.
Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

No post anterior falei sobre a Formação do Professor e alguns pontos importantes sobre a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Agora que foi dado o contexto vamos falar da diversidade humana, vamos fazer o recorte para o contexto em que vivem as escolas.

O Desafio

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

  •  Dispor de auxílio técnico para as formações: muitas escolas adotam a política de formação indoor, que é trazer profissionais experientes de uma determinada área, para falar de assuntos que são necessários e específicos daquela escola.
  • Favorecer a participação das famílias: os pais têm muito a contribuir e muitas vezes podem nos ajudar com as dificuldades em relação aos alunos. Traga as famílias para perto.
  • Fazer uma autorreflexão sobre sua atuação profissional; ter criatividade; não esperar respostas prontas; acreditar que é possível que todos possam aprender e entender a inclusão como um processo contínuo é um exercício diário. Pratique professor!

Não há caminho melhor para o trabalho com a diversidade do que o processo formativo constante e a troca de conhecimento. A eduqa.me busca contribuir neste aspecto, proporcionando a troca de conhecimento, partilha de atividades e reflexão coletiva dos professores através dos textos; além disso se preocupa e gosta de ouvir você professor. Inclusive este texto, assim como outros, foi inspirado no pedido de uma professora que acompanha as nossas publicações, e isso é formação.

Otimizar o tempo é um caminho. A Eduqa-me também ajuda o professor a organizar os seus registros para dedicar o seu tempo àquilo que realmente importa, como neste caso, ter mais tempo para a formação.

Através do nosso blog #Naescola você encontrará muito material não só para trabalhar em sala de aula, mas para serem discutidos nas reuniões de professores com um caráter mais formativo. Hoje em dia há muito conteúdo na internet, mas temos que tomar cuidado e conhecer sempre quem são as pessoas que produzem estes saberes.

http://naescola.eduqa.me/

 

A responsabilidade de formar profissionais é muito grande, assim como a de formar pessoas,  e a Eduqa.me tem um grande envolvimento e comprometimento com isso.

Ideias para capacitação:

Cursos rápidos e à distância são boas opções, já que depois estes conhecimentos podem ser partilhados com os colegas de trabalho e praticados em sala de aula.

  • Faça grupos de escuta: grupos de escuta são espaços criados dentro da escola, que podem ser mediados pelo coordenador pedagógico ou pelo psicopedagogo, a fim de dar voz às angústias e necessidades que aparecem a partir das relações dos professores com os alunos. Um espaço para falar, ouvir, respeitar, não julgar e partilhar sentimentos em busca de boas estratégias para o trabalho pedagógico.
  • Faça grupos de estudo de caso: estude os problemas que existem na  sua escola. Se há um aluno com uma síndrome que nunca ouviram falar, envolva a todos, pois hoje este aluno é seu e amanhã será meu. Permita-se pesquisar para além das atividades pedagógicas e assim, numa discussão e estudo coletivo, podem construir formas de trabalho interessantes e sentir-se leve, sem o peso da culpa por não conseguir fazer com que aquele aluno aprenda… não há culpados quando há partilha,  e ao dividir com o outro as nossas preocupações nos sentimos bem melhor e mais motivados.

Depois de tudo isso, não se pretende aqui que o professor saia com aquela sensação de que ele não tem conhecimento, muito pelo contrário. A ideia professor,  é que você valorize o seu saber SEMPRE e, assim, entenda esta auto valorização como uma estratégia que minimizará o seu próprio medo do novo, propiciando atitudes positivas no trato com a diversidade.

Quando se troca conhecimento e se estuda sobre as dificuldades, estas passam a se configurar de outra maneira, com um olhar prospectivo, de soluções, estratégias e caminhos.

Mas o que estudar? Que capacitação fazer?

O que for necessário! Depende de cada realidade! A única certeza que se tem é que se deve construir caminhos de aprendizagem não só para o aluno, mas também para o professor.

 

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Formação Do Professor
Carreira/Formação
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Formação Do Professor

Sabe aquele profissional que “ao se formar não está formado”? Aquele que estuda, estuda e nunca é suficiente?

Semelhança ou coincidência? Não sei, mas isto é a cara do professor!

Isso muito tem a ver com o tipo de trabalho que esse profissional desenvolve. O professor atua na capacitação de pessoas e com a aprendizagem, temas que nunca se esgotam e que se encontram em constante modificação, o que de certa forma faz com que o professor viva num ciclo renovável de informações e conhecimentos.  

Falar da formação do professor na atualidade é algo muito complexo se pensarmos no cenário que ele atua e nas competências que precisa ter, mas não vamos complicar tanto, vamos seguir a linha que gostamos que é a de proporcionar reflexões sobre si mesmo e sobre o mundo que nos cerca.

Piaget, Vigotski, Wallon, Freud, entre outros teóricos estudados nos cursos de formação de professores, oferecem um panorama geral sobre o desenvolvimento e a aprendizagem da criança que é o princípio, mas muitas vezes, sabemos que não é o suficiente para agir e interagir com a diversidade encontrada em sala de aula, seja pelas dificuldades dos alunos ou pelas formas peculiares em que o aprender se mostra.

A falta de conhecimento em lidar com demandas e realidades tão distintas podem se justificar pela má formação do professor. Temos hoje uma formação básica que dedica pouco tempo para falar e discutir questões que envolvam a diversidade de perfil dos alunos.

Há uma distância grande entre as teorias trabalhadas e o que realmente acontece em sala de aula. Muitos cursos têm se preocupado em diminuir esta lacuna e aproximar os futuros profissionais daquele cenário que é real, mas são poucos os que conseguem. Existe sempre um grande problema com o tempo, tantas disciplinas para estudar e pouca reflexão e diálogo sobre o conhecimento adquirido.

Vivemos a política da transmissão de conteúdos o que contribui para que os professores sejam cada vez menos qualificados para a prática pedagógica, gerando mais problemas sociais e mais dificuldades na relação professor-aluno.

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

A expectativa que se tem em relação a um professor com uma prática para a diversidade ou também chamada como prática inclusiva é que esse profissional possa enxergar a pessoa e não apenas a deficiência, doença ou dificuldade que às vezes ele não sabe lidar; pois ali existe um aluno que, antes de ter qualquer problema é um ser humano com necessidades como qualquer outro.

Veja alguns pontos importantes para driblarmos as dificuldades nesta perspectiva da diversidade:

  • Conhecer o diagnóstico do aluno com dificuldades para entender a deficiência e situações que podem colocar em risco sua saúde ou mesmo saber dos aspectos que potencializam a aprendizagem são pontos extremamente fundamentais.
  • Cuidado para não deixar de investir e trabalhar com a criança, acreditando que ela não vai aprender devido à dificuldade de aprendizagem ou pelo que é especificado no diagnóstico.
  • Não acreditar na falsa ideia da homogeneidade como base para o aprendizado em salas comuns, isso é uma grande mentira.
  • Não ache que o profissional da área da saúde, é superior a você professor. Na capacitação de professores, não basta conscientizá-los sobre as potencialidades dos alunos, mas também sobre suas próprias condições e potenciais para desenvolver o processo de ensino inclusivo… você é capaz, acredite nisso!
  • A inclusão depende de professores que entendem que o processo de conhecimento é tão importante quanto o seu produto final e que se deve respeitar o ritmo da aprendizagem que cada aluno tem.

Adotar uma nova forma de trabalho, não é abandonar tudo que se sabe e que se construiu ao longo de uma trajetória profissional, mas sim, mostrar a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Por exemplo, muitos professores tem dificuldade de fazer registros escolares. Isso porque dá trabalho e precisa de bastante tempo, mas na Eduqa.me seus registros se tornam práticos, rápidos e eficiente.

Gastando menos tempo com essas tarefas lhe sobrará mais tempo para um curso de aperfeiçoamento ou uma nova graduação.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, é possível fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

Se a formação que teve lhe deixa inseguro, como lidar com isso?

Como oferecer uma educação de melhor qualidade aos alunos e sanar a angústia que se tem ao não dar conta de fazer o seu melhor?

Parecem perguntas difíceis de responder? Então se acalme, para tudo há uma saída.

A primeira coisa que se deve pensar é se você gosta do que faz e se quer de fato ajudar a mudar pequenos mundos dentro da sua sala de aula.  Se a resposta for sim, ótimo, pense que muitos educadores, assim como você, não tiveram, em sua formação inicial, disciplinas ou conteúdos de educação especial, mas isso, ao contrário de se interpor como obstáculo, o desafia a ir à luta.

É interessante reconhecer que o exercício de olhar para dentro de si, de repensar-se enquanto profissional, expor seus sentimentos, fazer saber que às vezes se sente sozinho, literalmente perdido, revela a condição humana de eterno aprendiz, o que é lindo!

O interesse pela formação profissional é algo que deve ser intrínseco ao professor, pois em condição de aprendizes, sempre haverá a busca de algo para aperfeiçoar a prática docente. No entanto, essa prática dependerá da forma como o professor se vê: se ele se considera um mediador, que está sempre aprendendo através das relações e interação com o outro, ou se ele se considera como aquele que é o dono do saber.

Existem muitas formas de buscar conhecimento. No próximo post falarei sobre Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades educativas especiais?
Rotina pedagógica
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Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades educativas especiais?

Adaptar, adequar, diversificar, flexibilizar o currículo e as atividades são ações presentes no discurso educacional, e será discutido agora o que significam estes termos e como utilizá-los na prática. A aprendizagem e o currículo estão intimamente ligados, já que é no currículo que se encontra a seleção de conteúdos, objetivos, e toda orientação necessária aos professores sobre o que ensinar, para quê, quando e como avaliar.

Eis o princípio de tudo: o currículo.

O projeto político pedagógico também é importante e deve ser modificado para atender às necessidades dos alunos; entretanto, não será feito aqui, uma definição de currículo e de projeto político pedagógico, uma vez que estas concepções são bem complexas e estão ligadas a fatores filosóficos, políticos, sociais e culturais. Será feita apenas uma explanação da relevância destes documentos para a aprendizagem na perspectiva da educação inclusiva, com ênfase nas adaptações curriculares e conceitos adjacentes.

Uma escola que “deseja” ser para todos deve ter, como princípio, um currículo ativo, dinâmico “para que se permita ajustar o fazer pedagógico, às necessidades dos alunos” (BRASIL, 1998, p.31). O projeto político pedagógico necessita, como referência, da definição de uma prática que oriente a operacionalização do currículo como algo que proporcione o desenvolvimento e a aprendizagem de todos os alunos, considerando (BRASIL, 1998):

A diversificação e flexibilização do processo de ensino-aprendizagem

Identificar as necessidades dos alunos para a definição de recursos e meios favoráveis.•

Currículo heterogêneo aberto à diversidade; • Possibilidade de incluir profissionais especializados e serviços de apoio para favorecer o processo educacional. (BRASIL, 1998).

Esta concepção dinâmica coloca em evidência a adequação curricular como algo que viabiliza a educação inclusiva para assim “não se fixar no que de especial possa ter a educação dos alunos, mas flexibilizar a prática educacional para atender a todos e propiciar seu progresso em função de suas possibilidades e diferenças individuais” (BRASIL, 1998, p.32).

Pretende-se que os alunos com deficiência/dificuldades possam avançar em relação aos conteúdos e a escola é o espaço sistemático, formal e planejado para que isso aconteça.

Adaptação curricular

A adaptação curricular, com toda certeza, é a boa nova (que na verdade não é tão nova assim) para que a aprendizagem destes alunos se efetive. A adaptação curricular procura estabelecer uma relação harmônica entre as necessidades apresentadas pelos alunos e o currículo, aproximando-os, tornando o currículo dinâmico, ativo, flexível, ampliável e alterável; e não algo novo, apenas modificável, em transformação.

“As adaptações curriculares constituem pois, possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às particularidades dos alunos com necessidades educativas especiais” . (BRASIL, 1998, p.33)

As adaptações curriculares podem ser de grande porte e de pequeno porte (BRASIL, 1998). Adaptações de grande porte são de natureza política, administrativa, financeira. Por exemplo: a adaptação do ambiente físico; mobiliário específico; equipamentos e recursos materiais específicos; capacitação continuada dos professores e demais profissionais da Educação. As adaptações de pequeno porte, também conhecidas como adaptações não significativas, podem ser realizadas pelos professores, de forma que promovam o acesso dos alunos às atividades. E é desse tipo de adaptação que se evidenciou até então. Não depende da autorização ou da ação de instâncias superiores, nas áreas políticas, administrativas e/ou técnicas. Está ao alcance do professor. Elas podem ser (BRASIL, 1998):

 

ORGANIZATIVAS – tem caráter facilitador da aprendizagem: • Tipo de agrupamento para a realização de atividades; • Disposição física de mobiliários, materiais didáticos, espaços disponíveis para trabalhos diversos; • Organização de períodos – Tempo diversificado para o desenvolvimento dos diferentes elementos do currículo.

RELATIVAS AOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS •-Priorização de áreas e conteúdos que garantam aprendizagens posteriores; • Conteúdos levando em consideração o grau de complexidade (do menor para o maior); • Reforço da aprendizagem e a retomada de conteúdos; • Eliminação de conteúdos menos relevantes, secundários.

ADEQUAÇÕES AVALIATIVAS– Visam atender às peculiaridades dos alunos.

É através da adaptação de currículo que se planeja toda a trajetória pedagógica dos alunos com necessidades educativas especiais. O que o aluno deve aprender, como, quando, as estratégias para o aprendizado e as formas de avaliação. Tudo isso deve ser precedido por uma sondagem prévia, que objetiva o conhecimento sobre o aluno que necessita de tais adaptações.

Não se deve prever as adaptações associando-as às deficiências. É preciso conhecer o aluno, saber do que ele gosta e não gosta, como já foi dito; saber sobre a sua compreensão de leitura e escrita, suas habilidades e dificuldades, para aí sim, tendo como base o currículo regular traçar as adequações.

Não se pode ter como pressuposto a eliminação ou anulação de um conteúdo, por conta de uma dificuldade apresentada. A diversificação do currículo, que será tratada ainda neste capítulo, deve acontecer em casos extremos, onde existir esta exigência. A demanda deve vir por parte do aluno, e não das dificuldades enfrentadas pelo professor.

Uma criança com síndrome de down, que não sabe fazer cálculos mais complexos sobre juros, por exemplo, têm condições de aprender a calcular troco numa compra. (NOVA ESCOLA, CASAGRANDE, 2009, p.27). Isso é adaptar.

O desafio está em oferecer caminhos, acesso, dar meios para os estudantes fazerem parte, serem sujeitos da sua aprendizagem, para que assim as aulas tenha sentido.

Numa aula sobre o planisfério e mapa do Brasil, por exemplo, se os livros didáticos adotados pela série se tornam um pouco abstratos para a dificuldade apresentada por um determinado aluno, é possível tornar o conteúdo mais concreto e aproximá-lo através de um quebra-cabeça, ou mesmo de um quadro para montar e organizar os continentes.

As adaptações e as diversificações curriculares contam também com diferentes tipos de sistemas de apoio que viabilizam a sua eficácia. Estes sistemas de apoio podem se estabelecer como grandes recursos e estratégias para o desenvolvimento das pessoas com necessidades pedagógicas diferenciadas, assim como o aprimoramento da autonomia, produtividade, inclusão e a funcionalidade na escola (BRASIL, 1998).

Alguns elementos de apoio que merecem ser citados:

• As pessoas (familiares, o psicopedagogo, o professor titular, professor tutor e outros); • Recursos técnicos e tecnológicos; • Recursos físicos, materiais e ambientais. (BRASIL, 1998).

Procurar novas formas de ensinar um conteúdo, tentando acessar os estilos de aprendizagem, deve fazer parte do planejamento e das intenções do professor. Pensar no espaço, nos conteúdos, no tempo, e nos recursos torna-se primordial para o trabalho de adaptação. Teberosky (2003, p.184) sugere “algumas possíveis variações para uma mesma atividade”. Algumas delas são:

• Materiais: investir em diferentes tipos de materiais e recursos, como lápis, caneta, computador, lousa, papéis diferentes, texturas e etc.; •

Tipo de atividade linguístico-cognitiva: escutar, ler, escrever, ditar, copiar, gravar;

Modalidade: oral (apresentação clássica, teatro, musical, jogral) e escrito (cartaz, colagens, etc.); • Duração e frequência: atividade curta, longa, 1 vez por semana, 3 vezes por semana; • Alguma restrição explícita: sem erros, com pontuação, com letra “caprichada”, colorido, com desenhos. (TEBEROSKI, 2003).

Para adaptar o planejamento de um jeito ainda mais fácil e prático use a plataforma Eduqa.me.

Seus semanários, registros e relatórios ficarão online e prontos para ser compartilhado com professores da sua Escola ou de todo  Brasil.

Os registros das suas atividades de forma rica, com fotos e vídeo e com muito mais indícios para um relatório completíssimo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Estas são apenas algumas variações que podem ser pensadas e organizadas, conforme a realidade de cada grupo. Professor, leia todos os dias para seus alunos textos diferentes, de formas diferentes; procure novos instrumentos e distintas ferramentas de ensino.

Boa aula!

Leia mais em:

Duque, Luciana Fernandes      E agora? O que eu faço? Conversas sobre inclusão escolar. Lura Editorial. São Caetano do Sul: 2015. ISBN:  978-85-917779-2-1

  1. Inclusão Escolar  2. Adaptação de Currículo.  3. Aprendizagem. I. Título.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!
Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras/Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras
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E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!

E agora? O que fazer? Como ensinar?

Para responder a estas perguntas, antes de mais nada é indispensável, despir-se de toda e qualquer ideia que leve à crença de que existe uma receita pronta, um único método ou um único caminho. Isso não existe, justamente por se tratar de pessoas. “Um modelo ou uma prática que funcione em uma sala de aula não necessariamente servirá para uma outra” (STAINBACK, 2006, p.9), o que torna o professor um profissional ativo e dinâmico.

Nada está pronto ou acabado. Obviamente que ao se trilhar os caminhos para o ensino na diversidade, as experiências de sucesso e insucesso serão guias, mas não verdades absolutas. E é aí que está a riqueza e o passo à frente que precisa ser dado!

Ainda assim, novamente, professores ao ensinar alunos com deficiência/dificuldades, a conquista por habilidades como a leitura e a escrita, esquecem-se de que “[…] existe um foco maior que nos ajudará a dominar estas habilidades como meio de aprendizagem e não como fim” (STAINBACK, 2006, p.9).

Além dos professores, os pais também precisam entender a leitura e escrita como meios de aprendizagem, para os quais os professores se empenham além de compreenderem as necessidades enfrentadas pelos filhos, oferecendo apoio. Uma sugestão sobre como ensinar trazida por Glat et al (2007), está nas parcerias entre os alunos e na importância do professor como mediador dos processos de aprendizagem.

Poderia se estabelecer em atividades de leitura e escrita, por exemplo, situações em que o trabalho fosse realizado de forma que os alunos mais adiantados pudessem apoiar os alunos com dificuldades e não o realizar por eles; fazendo com que estes alunos também possam, em algum momento, tornarem-se mediadores na relação ensino-aprendizagem, o que é significativo e proveitoso para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.

Na educação inclusiva é imprescindível compreender que:

“Como professores estamos sendo chamados a mudar nosso estilo de ensino” (STAINBACK, 2006, p. 10),

Para justamente atender às necessidades particulares dos alunos e serem capazes de estabelecer relações de mediação entre todos, alunos e professores.

Contudo professor, como já foi dito, não desconsidere o seu saber, como se nada do que aprendeu e acumulou durante a sua constituição na profissão fosse importante, pois tudo que você sabe é valioso.

O que se deve fazer é CONHECER O SEU ALUNADO, para traçar um perfil sobre como ele é, do que gosta, as dificuldades, os potenciais, para posteriormente se fazer um plano de trabalho. Tudo começa com o planejamento, traçando metas e estratégias, para depois se pensar como deverá acontecer o ensino.

E para fazer esses planejamentos focando em seu aluno especial traçando as estratégias e buscando novas perspectivas para trabalhar a prática educativa e reflexiva nada melhor que a Eduqa.me.

Sim, nos temos muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso, nunca se esqueça de registrar como esse aluno tem se comportado em sala e durante as atividades.

É a partir dos registros que é possível compartilhar com pais e terapeutas o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais efetivo na próxima vez. As fotos e os vídeos também vão colaborar para entender como este aluno está progredindo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros

O ensinar precisa estar permeado de criatividade e muitas tentativas até o “acerto”. Conheça, vivencie, experimente o novo, somente desta forma saberá o que fazer e como ensinar!

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O que NÃO dizer/ escrever em um relatório de avaliação
Relatórios/Rotina pedagógica
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O que NÃO dizer/ escrever em um relatório de avaliação

O relatório é um item muito solicitado nas Escolas, principalmente para alunos com transtornos de aprendizagem, o relatório é um tipo de texto que deve informar, de modo ordenado, todos os acontecimentos dentro de um determinado período de tempo.

Sendo assim, o relatório é um documento, muito importante, que descreve um conjunto de informações e observações feitas sobre alguma coisa ou alguém de forma completa e com coerência. Geralmente, costuma ser organizado através da escrita, embora possa ser apresentado oralmente.


Nas escolas e também nas terapias de apoio às dificuldades de aprendizagem, a prática do desenvolvimento de relatórios é imprescindível, por isso, ficar atento a alguns detalhes e aprimorar ainda mais este documento é a proposta do nosso texto de hoje.

Relatórios são ótimos instrumentos para acompanharmos o desenvolvimento das crianças, além disso nos ajuda a planejar ações e intervenções para que cada um possa alcançar os objetivos propostos.

Falando em objetivos, você conhece a Taxonomia de Bloom?

Taxonomia de Bloom ou classificação hierárquica dos objetivos educacionais foi um estudo liderado pelo psicólogo estadunidense, Benjamin Bloom, que envolveu vários pesquisadores do país em 1956, com o propósito de mostrar que a aprendizagem pode estar dividida em três grandes domínios: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. O único domínio implementado e testado foi o domínio cognitivo.

Conheça agora o domínio cognitivo e veja o que se espera dos alunos em termos de aprendizagem e comportamento, organizados em níveis[1] por ordem crescente de complexidade.

Quase 40 anos depois, um grupo de especialistas encontrou-se em Nova York, para rever os pressupostos teóricos da Taxonomia de Bloom, considerando que por ser um trabalho tão utilizado merecia avanços e uma revisão pautada em novos conceitos, tecnologias, teorias, novas publicações sobre avanços psicopedagógicos e etc (SILVA e MARTINS, 2014).

Em 2001, este grupo de especialistas publicou o relatório dessa revisão. Veja a tabela[2] a seguir:

A taxonomia revisada de Bloom substitui os substantivos anteriores por verbos, e desta maneira exalta a proposta original que diz que “aprender é ação”.

Imagine o quão complexo é formalizar esta ação presente em nossas avaliações através de um registro escrito! Com isso, considere estes 3 pontos na hora de preparar o seu registro e descubra erros comuns que não podem mais aparecer nos seus relatórios de avaliação:

1- Linguagem escrita:

O relatório deve usar uma linguagem clara, objetiva e precisa. Termos técnicos podem e devem ser citados, mas lembre-se que este documento não é um artigo científico, e sim, algo que objetiva retratar informações, detalhar procedimentos, resultados de avaliações e principalmente ser acessível a quem o lê. Pense sempre no público-alvo do relatório que estará a fazer; será para os pais, para os arquivos da escola ou para um psicopedagogo, por exemplo? Isso pode mudar a forma de escrevê-lo. Outra questão ainda no item linguagem escrita é sobre a colocação das palavras. Às vezes escrevemos uma coisa com uma intenção, mas para quem lê quer dizer outra e estas são armadilhas da escrita; não estaremos lá para nos justificar ou explicar o que gostávamos de dizer, por isso, leia, releia, e preocupe-se com o seu leitor. O texto não pode estar claro só para quem escreve, mas especialmente para quem o lê.

2- Cuidado com as afirmações e com a quantidade de “nãos” do seu relatório:  

Um relatório jamais pode parecer algo estático, na verdade, o grande desafio é apresentar este documento como um processo ativo, dinâmico e mutável, da mesma forma que é o comportamento e desenvolvimento das crianças. Os relatórios ilustram o retrato de um momento, mas mesmo assim, não devem ser imóveis, por isso, palavras como:  demonstra, mostra, parece, manifesta ou indica, nos ajudam a dar este movimento que o nosso relatório precisa. Mesmo com o fato de algumas questões estarem claras para o profissional, não afirmar ou deixar de negativar o seu relatório não mostra falta de conhecimento ou insegurança, mas sim, ética e respeito por quem está a ser avaliado considerando o que já discutimos a respeito do desenvolvimento humano como algo dinâmico.

3- Responsabilidade do profissional que faz o relatório:

O professor ou o terapeuta quando faz um relatório tem uma grande responsabilidade, pois está a documentar informações relevantes sobre o seu aluno/paciente e que podem ser determinantes na procura por recursos ou mesmo para novas formas de intervenção com aquele sujeito. O profissional deve se preocupar com o impacto das informações para quem lê o relatório e no que isto pode interferir para o sujeito avaliado. Outra questão importante é informar o tempo de validade daquele relatório, sugere-se que a cada 6 meses, se possível,  seja feita  uma reavaliação das questões que lá estão expostas.

4- Use o tempo a seu favor:

Você pode e deve usar as anotações individuais coletadas durante todo o ano letivo para  utilizar nos relatórios. As falas, os registros e as imagens serão materiais que enriquecerão seu relatório. A eduqa.me te ajuda a criar portfólios com design incrível, além disso, facilita o compartilhamento dessas informações com os pais, terapeutas educacionais e  até entre os próprios profissionais da escola.

E sem falar na fluidez da comunicação e o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Gere relatórios com mais rapidez.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

[1] [1] http://www.biblioteconomiadigital.com.br/2012/08/a-taxonomia-de-bloom-verbos-e-os.html

[2] SILVA, Vailton Afonso da  e  MARTINS, Maria Inês.ANÁLISE DE QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM PELA TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)[online]. 2014, vol.16, n.3, pp.189-202. ISSN 1415-2150.  http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172014160309. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172014000300189&lng=pt&nrm=iso

Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
Carreira/Formação/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Transtorno de Aprendizagem  x Dificuldade de aprendizagem
Relatórios/Rotina pedagógica
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Transtorno de Aprendizagem x Dificuldade de aprendizagem

Muitos professores possuem dúvidas quando se trata em identificar transtornos de aprendizagem. E nada mais natural, não é mesmo? Geralmente a sala de aula está lotada e sempre tem tanta coisa acontecendo que parar e observar uma criança pode parecer uma tarefa simples, a priori, mas que no contexto da sala de aula se torna praticamente impossível lançar e fixar os olhos apenas sobre uma criança.

E diante disso é muito natural que os professores se confundam entre dois conceitos: Transtorno de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem.

Então  que tal aprendermos a diferenciar estes conceitos?

O Transtorno de Aprendizagem é…

uma inabilidade específica que vai afetar crianças que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento.

Vale grifar que: isso não significa que a criança seja incapaz!

A criança com transtorno de aprendizado vai aprender também, todavia para aprendizagem acontecer de maneira significativa é preciso que o diagnóstico correto seja feito e, a partir disso, a aplicação de métodos diferenciados de ensino adequados à singularidade de cada caso.

O transtorno de aprendizagem pode ser específico para uma determinada competência. Seja ela a competência leitora, escrita ou matemática ou pode ser ainda para todas as competências. Nesse caso, estamos falando de um transtorno global de aprendizagem.

A importância do registro escolar

Se observarmos o registro escolar da criança vamos notar que ela sempre esteve em defasagem na aprendizagem de uma ou mais áreas do conhecimento. Inicialmente não há uma causa evidente que justifica e essa defasagem pode ser aprender como uma deficiência intelectual ou sensorial.

A maioria dos transtornos de aprendizagem são identificados quando a criança ingressa na escola, isso porque a criança entra em contato com todas as competências de maneira sistémica e também está interagindo com outras crianças da mesma idade.

A escrita é uma excelente forma de observação, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda para diagnosticar esses casos de transtornos da aprendizagem.

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança e levar esse relatório para um psicopedagogo, por exemplo!

Algumas perguntas mais específicas vai acelerar o diagnóstico e também Na sua semana, mês ou bimestre você consegue mensurar qual área de conhecimento está estimulando mais? Ou melhor… Qual quantidade de tempo você está dedicando para seu projeto? Sabemos que planejar o projeto e depois registrar leva realmente muito trabalho, por isso a Eduqa.me foi construída! Para ajudar a organizar todo esse processo, por exemplo tornando os registros organizados em uma linha do tem em que você consegue visualizar se está estimulando mais matemática, linguagem ou até mesmo o seu projeto, veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

A dificuldade de aprendizagem é…

nada mais que o resultado da influência de eventos transitórios na vida da criança. Esses eventos, que antes não existiam, estão interferindo negativamente no ato de aprender.

Esses eventos podem ser de diversas naturezas: mudança de escola, troca de professor, nascimento de um irmão, separação dos pais, perda de uma familiar, falta de sono, problemas de saúde, entre outros.

 

Quer saber mais sobre o assunto?

Acesse Instituto ABCD e aprenda mais sobre o curso de formação “Todos Aprendem”. O curso é para professores e é promovido pelo Instituto ABCD, em parceria como a Seduc – Secretaria de Estado de Educação, por meio do Pacto pela Educação. No curso os professores aprendem a identificar e lidar com alunos que apresentam transtornos de aprendizagem, em especial a dislexia.

Referências:

http://www.institutoabcd.org.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Transtornos_de_aprendizagem

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças
Registros/Desenvolvimento cognitivo
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4 Estratégias para despertar a curiosidade nas crianças

No post anterior falei sobre o papel da curiosidade na aprendizagem e como essa palavrinha é um “material escolar” imprescindível na Escola.
Toda curiosidade brota de uma boa pergunta, não é verdade? Uma boa pergunta se transforma em uma ferramenta mega poderosa que é capaz de transformar e ativar processos de raciocínio no ser humano.
Por este motivo é  super importante que o professor saiba formular, com intenção, perguntas que norteiam um pensamento eficiente. A boa pergunta deve direcionar a observação, provocar a análise, incentivar a comparação e propor uma elucidação a fim de que o curioso possa chegar, por si só, a uma ou mais conclusões.

1 – Faça as perguntas certas

Segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a curiosidade prepara o cérebro para o aprendizado.
Ao provocar a curiosidade deixamos o cérebro aquecido para o novo. É como se toda nossa cachola ficasse em estado de alerta a fim de entender o porquês das coisas. Automaticamente fazemos conexões com coisas que aconteceram e as perguntas vão surgindo buscando novas respostas e brotando novas perguntas, legal, não é?

Por isso, minha sugestão é que você comece o jogo do curioso fazendo perguntas provocadoras, tais quais:

  • O que é isso?
  • Para que serve isso?
  • Por que se faz isso?
  • Quem inventou isso?

Essas são perguntas básicas que podem ser feitas pelo professor cada vez que surgir algo novo. Provocar as crianças com  essas perguntas é uma maneira inteligente de provocar conexões e os olhares e, pode apostar, que as respostas começarão a aparecer.

2 – Saiba ouvir

Professor, é preciso estar atento à resposta dada pela criança para saber reconhecer se deve ser feita outra pergunta para direcionar essa criança ou se a resposta já se encontra ali, logo adiante do caminho da aprendizagem. Pode ser também que a resposta surja no contexto criado pela sala ou que nem apareça naquele dia ou ano.

Sugiro que você controle a respiração e a ansiedade para ouvir todos os questionamentos das crianças e para que elas tenham a chance de desenvolver o pensamento crítico e reflexivo.

Escutamos muitas respostas inusitadas, criativas e surpreendentes não é mesmo? As respostas ou perguntas das crianças são muito relevantes e nos servem também como material para refletir nossa prática pedagógica.

Além de saber ouvir precisamos anotar o que quer que entendamos que tenha sido relevante para aquela criança! Mas como fazer anotações em meio 25 alunos, no parquinho da escola em um momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de aventuras e aprendizados?

Quando faço as anotações crio um monte de papel, rascunhos e escrevo tão rápido que acabo nem entendendo depois, ou não lembro o contexto e por aí vai…

Por conta disso comecei a usar a Eduqa.me e fazer registro ficou uma tarefa super tranquila. Desde então nunca mais deixei escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança e a Eduqa.me passou a me ajudar no planejamento, nos registros e a preservar esses momentos únicos em sala de aula.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, consigo fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

3 – Não entregue tudo pronto

Por muito tempo o professor foi detentor do conhecimento. Lembra que era de praxe o professor chegar em sala despejando seu conhecimento como uma verdade acabada e sólida?
Pois é, mas hoje, no mundo beta em que vivemos, o que sabemos é que nada sabemos e que tudo é mutável e que mais importante que as respostas são  as interrogações para que a curiosidade seja brotada na cabecinha da criançada.

Aprendemos que a nossa sala de aula é uma grande laboratório e como tal deve ser um espaço para desbravar novos conhecimentos nos objetos; nas rodas de leituras; nas pessoas; na natureza; nas revistas e no nosso melhor amigo google.

4 – Além dos muros da Escola

Curioso que é curioso leva a curiosidade pra onde vai. Tanto da casa para a escola, quanto da escola para a casa e isso vai desde valores a conceitos.

Pais e Escolas devem ser parceria e não devem deixar a criança sem respostas. Pior coisa para um curioso é não ter onde buscar seus questionamentos. É preciso ajudar essa criança a fazer assimilações e pontes para o aprendizado.

E o professor curioso? Ah, esse entra na Eduqa.me para começar a fazer seus semanários na plataforma. Seja curioso, acessa e tenha mais facilidade na hora do planejamento.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

O papel da curiosidade na aprendizagem
Rotina pedagógica/Identidade e autonomia
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O papel da curiosidade na aprendizagem

Ei, psiu!

Aqui, prof, aqui!

Aqui ó, vem cá deixa eu te contar um segredo…
Aposto que você ficou curioso, né?
Entendo bastante o comichão que você sentiu aí. Também sou curiosa, na verdade sou mega curiosa.
O segredo que eu queria te contar é que a curiosidade tem um  papel fundamental na aprendizagem.
Isso mesmo.
E para explicar o porque fui atrás do significado de curioso e olha só que legal:
É interessante, né?
Quando ficamos curiosos a respeito de algo buscamos aquietar o desejo de saber sobre essa coisa.
E essa inquietação é que faz a gente ir atrás de algo, de formular perguntas, de assimilar conceitos e ideias. É a partir daí que surgem as ideias e também a partir daí que começamos a elaborar uma teoria e criar algo que antes não existia. Enfim, é a partir daí que o aprendizado acontece.
Aprendemos muito quando formulamos hipóteses, quando temos essa inquietação e esse desejo de saber, isto é, aprendemos muito quando somos curiosos!
Da curiosidade à criatividade.
Esta é a forma mais prazerosa de aprender \0/
Alunos curiosos não se contentam em apenas fazer perguntas, eles estão tão curiosos que decidem ir atrás das suas próprias respostas e, consequentemente, desenvolvem o protagonismo.
A curiosidade na sala de aula é tão importante quanto a inteligência. Ora, no mundo contemporâneo em que vivemos, conteúdo e repertório não é o problema, pois estes temos aos montes, certo?

Não são as respostas que movem o mundo e sim as perguntas!

https://www.youtube.com/watch?v=EVmejcPkkjI

Criação da F/NAZCA para o Canal Futura

Até hoje os cientistas e estudiosos de todas as partes do mundo discutem como a vida começou. E até hoje não temos certeza de onde viemos.

Sócrates, por sua vez,  dizia que se conhece um homem inteligente pelos questionamentos que ele faz. O quê? Como? Por quê? Onde? Quando?

Há quem diga que a curiosidade matou o gato.

Bom, se a curiosidade matou o gato eu não sei, o que eu sei é que a curiosidade é um “material escolar fundamental” que todo aprendiz deve ter – professor ou aluno.
Depois de todo esse papo eu fiquei curiosa com uma coisa:

Como você, professor, brota a curiosidade nos seus alunos?

Olha aí como eu brotei a curiosidade em vocês! =)

Vou deixar o comichão aí e espero que vocês busquem a reposta.
Enquanto isso você pode usar essa curiosidade para outro fim, que tal?
Você está convidado a iniciar uma jornada pela plataforma Eduqa.me e aprender um jeito diferente de fazer seus semanários, atividades e portfólios.
Por onde você vá, qual seja a aula que for planejar e a Escola que for lecionar haverá uma oportunidade incrível e inovadora de transformar a maneira de fazer os registros escolares.
Vem com a gente nessa porque você vai se apaixonar!

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Superar, inovar, transformar! O que nós temos que fazer é minimizar o tempo do professor de cuidar de atividades que são gestão de sala de aula

Claudia Costin

Registros/Rotina pedagógica
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Superar, inovar, transformar! O que nós temos que fazer é minimizar o tempo do professor de cuidar de atividades que são gestão de sala de aula

Inclusão de competências não cognitivas no currículo brasileiro

Nos dias 16 e 17 de março de 2017, a União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo (UNDIME-SP) promoveu o 27° Fórum Estadual com o tema: “UNDIME+30: Superar, inovar, transformar!”.

Ao todo, mais de 433 pessoas entre dirigentes, técnicos e parceiros de 275 cidades do Estado participaram do evento.

 

Dentre os participantes conversamos com a Cláudia Costin que participou da mesa PRIMEIRA INFÂNCIA: “CUMPRINDO AS METAS DO PLANO NACIONAL (PNE) E DO PLANO MUNICIPAL (PME)”

A gestora explanou sobre os desafios de trabalhar  a Educação Infantil  no Brasil e apresentou razões sobre essas afirmativas nesse contexto.

“A pobreza afeta negativamente tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento da criança. A educação infantil é um direito da criança e condição para o exercício de outros direitos. A criança pobre é a que tem menos acesso à creche e pré-escola e a que mais poderia beneficiar-se. Por meio da Educação Infantil as famílias podem ter acesso organizado a outros serviços que beneficiam a Primeira Infância”

Claudia também ressaltou que dentre os 25% mais pobres, apenas 22,4% de crianças estão em creches. Já na faixa dos 25% mais ricos são 51,2% de crianças com acesso à Educação infantil. “Esse número revela a profunda desigualdade de acesso”, completou.

Nos, da Eduqa.me, estivemos presentes e fomos entrevistar a Cláudia para entender um pouquinho mais sobre os desafios da primeira infância dentro do contexto socioemocional.

Eduqa.me: Claudia, em 2011 o Banco Mundial fez um levantamento em 3 estados brasileiros e mostrou o tempo gasto  em sala de aula com atividades não pedagógicas. Diante desse exposto, você acredita que existe um tempo ideal para ser gasto com atividades socioemocionais?

Claudia: O professor tem que trabalhar as competências socioemocionais no seu processo de aula. Quando um professor acredita que todo mundo pode aprender, ele está passando uma mensagem muito importante pros seus alunos – que vale a pena ter persistência. Quando um aluno erra e o professor ao invés de humilhar o aluno por conta desse erro ele, simplesmente,  transforma o erro em uma oportunidade de aprendizagem, o professor, está trabalhando a  resiliência. E isso é trabalhar  competências socioemocionais. O professor não tem que dar aula de competências socioemocionais, mas sim, no seu processo normal de aula, trabalhar diferentes competências socioemocionais.

Existem competências socioemocionais que também se conectam com as competências cognitivas. Como por exemplo: criatividade e solução de problemas. Assim como essas citadas, existem outras mais e elas devem ser inseridas no processo de ensinar o tema da aula em questão.

O que nós temos que fazer é minimizar o tempo do professor de cuidar de atividades que são gestão de sala de aula – Chamar a atenção do aluno, fazer uma chamada longa, ir até a diretoria porque o Diretor chamou enquanto ele estava dando aula, preencher formulários ou ainda limpar o quadro são  ações que não contribuem em nada no processo pedagógico.

O professor se vira de costas e as crianças perdem a concentração, quer dizer, nós precisamos ter uma forma de ensinar em que o menino, a criança é chamada a participar muito mais e possa ter a sua participação na forma de fala em cima do objeto de aprendizagem. Hoje existem inúmeras técnicas que dá pra acelerar isso e esse tempo gasto com essas tarefas administrativas deve ser revertido em tarefas pedagógicas.

Eduqa.me: Na Educação Infantil, como você acredita que o professor gasta seu tempo com essas tarefas não pedagógicas?

O professor da Educação o infantil deve ser um profissional muito bem preparado para o socioemocional. Isso porque a criança tem um tempo de atenção limitado. Imagina que é a primeira vez que está deixando seu lar por tanto tempo e indo para escola para dividir o tempo e atenção com outras crianças e, naturalmente, ainda não tem  prática para trabalhar em grupo.
Será o professor que fará o papel importantíssimo de introduzindo o hábito de trabalhar em grupo com essa crianças.  Algumas técnicas podem facilitar esse trabalho e  precisam ser dominadas pelos professores. Como por exemplo: ficar sentado a altura do olhar da criança para que haja uma conexão rápida.

Mesmo ao trabalhar as competências linguísticas e cognitivas, que fazem parte do programa de uma educação infantil de qualidade, o socioemocional é embutindo. É preciso que o professor trabalhe competência socioemocionais de autocontrole, empatia com os colegas, trabalho em grupo e respeito para que cada vez mais essa interação social seja efetiva.

Eduqa.me: E para os gestores, o que pode ser feito para que haja uma rede bem organizada e coerente com a proposta pedagógica?

Claudia: Numa rede bem organizada a creche e a pré-escola tendem a estar no mesmo prédio. Essa simples ação garante que a criança já tenha visitado algumas vezes a sala, conhecido o novo professor e os espaços da Escola. Mais tarde, quando chegado a hora, será muito natural o processo de alfabetização que será trabalhado em conjunto entre as equipes da pré-escola e as equipes dos 3 primeiros anos do ensino fundamental.

Porque embora a pré-escola não alfabetize de uma forma mais estruturada, uma série de trabalhos desenvolvidos de consciência da fala, do sons e até do próprio enriquecimento do vocabulário da criança vão influenciar o quanto essa criança vai se desenvolver bem no processo de afabetização. Para que isso acontece cada vez mais e melhor o professor precisa receber uma formação especifica de educação infantil. Ele deve também participar das formações sobre o processo de afabetização e entender como a criança aprende. Ele tendo noção sobre o como o processo de alfabetização e introdução da matemática no ensino fundamental acontece ele se apropria disso e trabalha melhor com o campus de experiência na educação infantil.

Tem uma série de conceitos matemáticos que se aprende  na educação infantil, conceito de grande e pequeno, de como eu conto os objetos e como isso vai se associar a uma certa expressão escrita do número, as formas rudimentares de adição e etc…

Essa série de conceitos, mais tarde, será desenvolvido de uma forma mais aprofundada. Lembrando que na Educação Infantil a aprendizagem é feita sempre por meio do lúdico.

Eu insisto muito na intencionalidade. O brincar com a intencionalidade. ..porquê isso vai orientar a compra de brinquedos pedagógicos, a organização do espaço da sala para que a criança seja exposta a materiais adequados para que essas experiências aconteça.

Claudia Costin é gestora pública e também professora universitária da Fundação Getúlio Vargas (FGV),ex secretária municipal de Educação do RJ, ex diretora do banco mundial.

UNDIME que tem como objetivo Articular, mobilizar e integrar os dirigentes municipais de educação para construir e defender a educação pública com qualidade social.

Acreditamos também que professor deve gastar seu tempo com tarefas cada vez mais pedagógicas, pois é a partir dessa perspectiva que a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. E é por isso que gastar tempo com registros no papel já não faz mais sentido.

Aqui na Eduqa.me e possível fazer o planejamento, os registros e portfólios digitais, além de criar e consumir atividades feita por professores de todo Brasil. Já imaginou quanto tempo você vai economizar durante todo o ano?

Tudo que é bom deve ser compartilhado.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.