Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.
Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

No post anterior falei sobre a Formação do Professor e alguns pontos importantes sobre a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Agora que foi dado o contexto vamos falar da diversidade humana, vamos fazer o recorte para o contexto em que vivem as escolas.

O Desafio

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

  •  Dispor de auxílio técnico para as formações: muitas escolas adotam a política de formação indoor, que é trazer profissionais experientes de uma determinada área, para falar de assuntos que são necessários e específicos daquela escola.
  • Favorecer a participação das famílias: os pais têm muito a contribuir e muitas vezes podem nos ajudar com as dificuldades em relação aos alunos. Traga as famílias para perto.
  • Fazer uma autorreflexão sobre sua atuação profissional; ter criatividade; não esperar respostas prontas; acreditar que é possível que todos possam aprender e entender a inclusão como um processo contínuo é um exercício diário. Pratique professor!

Não há caminho melhor para o trabalho com a diversidade do que o processo formativo constante e a troca de conhecimento. A eduqa.me busca contribuir neste aspecto, proporcionando a troca de conhecimento, partilha de atividades e reflexão coletiva dos professores através dos textos; além disso se preocupa e gosta de ouvir você professor. Inclusive este texto, assim como outros, foi inspirado no pedido de uma professora que acompanha as nossas publicações, e isso é formação.

Otimizar o tempo é um caminho. A Eduqa-me também ajuda o professor a organizar os seus registros para dedicar o seu tempo àquilo que realmente importa, como neste caso, ter mais tempo para a formação.

Através do nosso blog #Naescola você encontrará muito material não só para trabalhar em sala de aula, mas para serem discutidos nas reuniões de professores com um caráter mais formativo. Hoje em dia há muito conteúdo na internet, mas temos que tomar cuidado e conhecer sempre quem são as pessoas que produzem estes saberes.

http://naescola.eduqa.me/

 

A responsabilidade de formar profissionais é muito grande, assim como a de formar pessoas,  e a Eduqa.me tem um grande envolvimento e comprometimento com isso.

Ideias para capacitação:

Cursos rápidos e à distância são boas opções, já que depois estes conhecimentos podem ser partilhados com os colegas de trabalho e praticados em sala de aula.

  • Faça grupos de escuta: grupos de escuta são espaços criados dentro da escola, que podem ser mediados pelo coordenador pedagógico ou pelo psicopedagogo, a fim de dar voz às angústias e necessidades que aparecem a partir das relações dos professores com os alunos. Um espaço para falar, ouvir, respeitar, não julgar e partilhar sentimentos em busca de boas estratégias para o trabalho pedagógico.
  • Faça grupos de estudo de caso: estude os problemas que existem na  sua escola. Se há um aluno com uma síndrome que nunca ouviram falar, envolva a todos, pois hoje este aluno é seu e amanhã será meu. Permita-se pesquisar para além das atividades pedagógicas e assim, numa discussão e estudo coletivo, podem construir formas de trabalho interessantes e sentir-se leve, sem o peso da culpa por não conseguir fazer com que aquele aluno aprenda… não há culpados quando há partilha,  e ao dividir com o outro as nossas preocupações nos sentimos bem melhor e mais motivados.

Depois de tudo isso, não se pretende aqui que o professor saia com aquela sensação de que ele não tem conhecimento, muito pelo contrário. A ideia professor,  é que você valorize o seu saber SEMPRE e, assim, entenda esta auto valorização como uma estratégia que minimizará o seu próprio medo do novo, propiciando atitudes positivas no trato com a diversidade.

Quando se troca conhecimento e se estuda sobre as dificuldades, estas passam a se configurar de outra maneira, com um olhar prospectivo, de soluções, estratégias e caminhos.

Mas o que estudar? Que capacitação fazer?

O que for necessário! Depende de cada realidade! A única certeza que se tem é que se deve construir caminhos de aprendizagem não só para o aluno, mas também para o professor.

 

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Formação Do Professor
Carreira/Formação
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Formação Do Professor

Sabe aquele profissional que “ao se formar não está formado”? Aquele que estuda, estuda e nunca é suficiente?

Semelhança ou coincidência? Não sei, mas isto é a cara do professor!

Isso muito tem a ver com o tipo de trabalho que esse profissional desenvolve. O professor atua na capacitação de pessoas e com a aprendizagem, temas que nunca se esgotam e que se encontram em constante modificação, o que de certa forma faz com que o professor viva num ciclo renovável de informações e conhecimentos.  

Falar da formação do professor na atualidade é algo muito complexo se pensarmos no cenário que ele atua e nas competências que precisa ter, mas não vamos complicar tanto, vamos seguir a linha que gostamos que é a de proporcionar reflexões sobre si mesmo e sobre o mundo que nos cerca.

Piaget, Vigotski, Wallon, Freud, entre outros teóricos estudados nos cursos de formação de professores, oferecem um panorama geral sobre o desenvolvimento e a aprendizagem da criança que é o princípio, mas muitas vezes, sabemos que não é o suficiente para agir e interagir com a diversidade encontrada em sala de aula, seja pelas dificuldades dos alunos ou pelas formas peculiares em que o aprender se mostra.

A falta de conhecimento em lidar com demandas e realidades tão distintas podem se justificar pela má formação do professor. Temos hoje uma formação básica que dedica pouco tempo para falar e discutir questões que envolvam a diversidade de perfil dos alunos.

Há uma distância grande entre as teorias trabalhadas e o que realmente acontece em sala de aula. Muitos cursos têm se preocupado em diminuir esta lacuna e aproximar os futuros profissionais daquele cenário que é real, mas são poucos os que conseguem. Existe sempre um grande problema com o tempo, tantas disciplinas para estudar e pouca reflexão e diálogo sobre o conhecimento adquirido.

Vivemos a política da transmissão de conteúdos o que contribui para que os professores sejam cada vez menos qualificados para a prática pedagógica, gerando mais problemas sociais e mais dificuldades na relação professor-aluno.

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

A expectativa que se tem em relação a um professor com uma prática para a diversidade ou também chamada como prática inclusiva é que esse profissional possa enxergar a pessoa e não apenas a deficiência, doença ou dificuldade que às vezes ele não sabe lidar; pois ali existe um aluno que, antes de ter qualquer problema é um ser humano com necessidades como qualquer outro.

Veja alguns pontos importantes para driblarmos as dificuldades nesta perspectiva da diversidade:

  • Conhecer o diagnóstico do aluno com dificuldades para entender a deficiência e situações que podem colocar em risco sua saúde ou mesmo saber dos aspectos que potencializam a aprendizagem são pontos extremamente fundamentais.
  • Cuidado para não deixar de investir e trabalhar com a criança, acreditando que ela não vai aprender devido à dificuldade de aprendizagem ou pelo que é especificado no diagnóstico.
  • Não acreditar na falsa ideia da homogeneidade como base para o aprendizado em salas comuns, isso é uma grande mentira.
  • Não ache que o profissional da área da saúde, é superior a você professor. Na capacitação de professores, não basta conscientizá-los sobre as potencialidades dos alunos, mas também sobre suas próprias condições e potenciais para desenvolver o processo de ensino inclusivo… você é capaz, acredite nisso!
  • A inclusão depende de professores que entendem que o processo de conhecimento é tão importante quanto o seu produto final e que se deve respeitar o ritmo da aprendizagem que cada aluno tem.

Adotar uma nova forma de trabalho, não é abandonar tudo que se sabe e que se construiu ao longo de uma trajetória profissional, mas sim, mostrar a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Por exemplo, muitos professores tem dificuldade de fazer registros escolares. Isso porque dá trabalho e precisa de bastante tempo, mas na Eduqa.me seus registros se tornam práticos, rápidos e eficiente.

Gastando menos tempo com essas tarefas lhe sobrará mais tempo para um curso de aperfeiçoamento ou uma nova graduação.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, é possível fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

Se a formação que teve lhe deixa inseguro, como lidar com isso?

Como oferecer uma educação de melhor qualidade aos alunos e sanar a angústia que se tem ao não dar conta de fazer o seu melhor?

Parecem perguntas difíceis de responder? Então se acalme, para tudo há uma saída.

A primeira coisa que se deve pensar é se você gosta do que faz e se quer de fato ajudar a mudar pequenos mundos dentro da sua sala de aula.  Se a resposta for sim, ótimo, pense que muitos educadores, assim como você, não tiveram, em sua formação inicial, disciplinas ou conteúdos de educação especial, mas isso, ao contrário de se interpor como obstáculo, o desafia a ir à luta.

É interessante reconhecer que o exercício de olhar para dentro de si, de repensar-se enquanto profissional, expor seus sentimentos, fazer saber que às vezes se sente sozinho, literalmente perdido, revela a condição humana de eterno aprendiz, o que é lindo!

O interesse pela formação profissional é algo que deve ser intrínseco ao professor, pois em condição de aprendizes, sempre haverá a busca de algo para aperfeiçoar a prática docente. No entanto, essa prática dependerá da forma como o professor se vê: se ele se considera um mediador, que está sempre aprendendo através das relações e interação com o outro, ou se ele se considera como aquele que é o dono do saber.

Existem muitas formas de buscar conhecimento. No próximo post falarei sobre Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades educativas especiais?
Rotina pedagógica
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Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades educativas especiais?

Adaptar, adequar, diversificar, flexibilizar o currículo e as atividades são ações presentes no discurso educacional, e será discutido agora o que significam estes termos e como utilizá-los na prática. A aprendizagem e o currículo estão intimamente ligados, já que é no currículo que se encontra a seleção de conteúdos, objetivos, e toda orientação necessária aos professores sobre o que ensinar, para quê, quando e como avaliar.

Eis o princípio de tudo: o currículo.

O projeto político pedagógico também é importante e deve ser modificado para atender às necessidades dos alunos; entretanto, não será feito aqui, uma definição de currículo e de projeto político pedagógico, uma vez que estas concepções são bem complexas e estão ligadas a fatores filosóficos, políticos, sociais e culturais. Será feita apenas uma explanação da relevância destes documentos para a aprendizagem na perspectiva da educação inclusiva, com ênfase nas adaptações curriculares e conceitos adjacentes.

Uma escola que “deseja” ser para todos deve ter, como princípio, um currículo ativo, dinâmico “para que se permita ajustar o fazer pedagógico, às necessidades dos alunos” (BRASIL, 1998, p.31). O projeto político pedagógico necessita, como referência, da definição de uma prática que oriente a operacionalização do currículo como algo que proporcione o desenvolvimento e a aprendizagem de todos os alunos, considerando (BRASIL, 1998):

A diversificação e flexibilização do processo de ensino-aprendizagem

Identificar as necessidades dos alunos para a definição de recursos e meios favoráveis.•

Currículo heterogêneo aberto à diversidade; • Possibilidade de incluir profissionais especializados e serviços de apoio para favorecer o processo educacional. (BRASIL, 1998).

Esta concepção dinâmica coloca em evidência a adequação curricular como algo que viabiliza a educação inclusiva para assim “não se fixar no que de especial possa ter a educação dos alunos, mas flexibilizar a prática educacional para atender a todos e propiciar seu progresso em função de suas possibilidades e diferenças individuais” (BRASIL, 1998, p.32).

Pretende-se que os alunos com deficiência/dificuldades possam avançar em relação aos conteúdos e a escola é o espaço sistemático, formal e planejado para que isso aconteça.

Adaptação curricular

A adaptação curricular, com toda certeza, é a boa nova (que na verdade não é tão nova assim) para que a aprendizagem destes alunos se efetive. A adaptação curricular procura estabelecer uma relação harmônica entre as necessidades apresentadas pelos alunos e o currículo, aproximando-os, tornando o currículo dinâmico, ativo, flexível, ampliável e alterável; e não algo novo, apenas modificável, em transformação.

“As adaptações curriculares constituem pois, possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às particularidades dos alunos com necessidades educativas especiais” . (BRASIL, 1998, p.33)

As adaptações curriculares podem ser de grande porte e de pequeno porte (BRASIL, 1998). Adaptações de grande porte são de natureza política, administrativa, financeira. Por exemplo: a adaptação do ambiente físico; mobiliário específico; equipamentos e recursos materiais específicos; capacitação continuada dos professores e demais profissionais da Educação. As adaptações de pequeno porte, também conhecidas como adaptações não significativas, podem ser realizadas pelos professores, de forma que promovam o acesso dos alunos às atividades. E é desse tipo de adaptação que se evidenciou até então. Não depende da autorização ou da ação de instâncias superiores, nas áreas políticas, administrativas e/ou técnicas. Está ao alcance do professor. Elas podem ser (BRASIL, 1998):

 

ORGANIZATIVAS – tem caráter facilitador da aprendizagem: • Tipo de agrupamento para a realização de atividades; • Disposição física de mobiliários, materiais didáticos, espaços disponíveis para trabalhos diversos; • Organização de períodos – Tempo diversificado para o desenvolvimento dos diferentes elementos do currículo.

RELATIVAS AOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS •-Priorização de áreas e conteúdos que garantam aprendizagens posteriores; • Conteúdos levando em consideração o grau de complexidade (do menor para o maior); • Reforço da aprendizagem e a retomada de conteúdos; • Eliminação de conteúdos menos relevantes, secundários.

ADEQUAÇÕES AVALIATIVAS– Visam atender às peculiaridades dos alunos.

É através da adaptação de currículo que se planeja toda a trajetória pedagógica dos alunos com necessidades educativas especiais. O que o aluno deve aprender, como, quando, as estratégias para o aprendizado e as formas de avaliação. Tudo isso deve ser precedido por uma sondagem prévia, que objetiva o conhecimento sobre o aluno que necessita de tais adaptações.

Não se deve prever as adaptações associando-as às deficiências. É preciso conhecer o aluno, saber do que ele gosta e não gosta, como já foi dito; saber sobre a sua compreensão de leitura e escrita, suas habilidades e dificuldades, para aí sim, tendo como base o currículo regular traçar as adequações.

Não se pode ter como pressuposto a eliminação ou anulação de um conteúdo, por conta de uma dificuldade apresentada. A diversificação do currículo, que será tratada ainda neste capítulo, deve acontecer em casos extremos, onde existir esta exigência. A demanda deve vir por parte do aluno, e não das dificuldades enfrentadas pelo professor.

Uma criança com síndrome de down, que não sabe fazer cálculos mais complexos sobre juros, por exemplo, têm condições de aprender a calcular troco numa compra. (NOVA ESCOLA, CASAGRANDE, 2009, p.27). Isso é adaptar.

O desafio está em oferecer caminhos, acesso, dar meios para os estudantes fazerem parte, serem sujeitos da sua aprendizagem, para que assim as aulas tenha sentido.

Numa aula sobre o planisfério e mapa do Brasil, por exemplo, se os livros didáticos adotados pela série se tornam um pouco abstratos para a dificuldade apresentada por um determinado aluno, é possível tornar o conteúdo mais concreto e aproximá-lo através de um quebra-cabeça, ou mesmo de um quadro para montar e organizar os continentes.

As adaptações e as diversificações curriculares contam também com diferentes tipos de sistemas de apoio que viabilizam a sua eficácia. Estes sistemas de apoio podem se estabelecer como grandes recursos e estratégias para o desenvolvimento das pessoas com necessidades pedagógicas diferenciadas, assim como o aprimoramento da autonomia, produtividade, inclusão e a funcionalidade na escola (BRASIL, 1998).

Alguns elementos de apoio que merecem ser citados:

• As pessoas (familiares, o psicopedagogo, o professor titular, professor tutor e outros); • Recursos técnicos e tecnológicos; • Recursos físicos, materiais e ambientais. (BRASIL, 1998).

Procurar novas formas de ensinar um conteúdo, tentando acessar os estilos de aprendizagem, deve fazer parte do planejamento e das intenções do professor. Pensar no espaço, nos conteúdos, no tempo, e nos recursos torna-se primordial para o trabalho de adaptação. Teberosky (2003, p.184) sugere “algumas possíveis variações para uma mesma atividade”. Algumas delas são:

• Materiais: investir em diferentes tipos de materiais e recursos, como lápis, caneta, computador, lousa, papéis diferentes, texturas e etc.; •

Tipo de atividade linguístico-cognitiva: escutar, ler, escrever, ditar, copiar, gravar;

Modalidade: oral (apresentação clássica, teatro, musical, jogral) e escrito (cartaz, colagens, etc.); • Duração e frequência: atividade curta, longa, 1 vez por semana, 3 vezes por semana; • Alguma restrição explícita: sem erros, com pontuação, com letra “caprichada”, colorido, com desenhos. (TEBEROSKI, 2003).

Para adaptar o planejamento de um jeito ainda mais fácil e prático use a plataforma Eduqa.me.

Seus semanários, registros e relatórios ficarão online e prontos para ser compartilhado com professores da sua Escola ou de todo  Brasil.

Os registros das suas atividades de forma rica, com fotos e vídeo e com muito mais indícios para um relatório completíssimo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Estas são apenas algumas variações que podem ser pensadas e organizadas, conforme a realidade de cada grupo. Professor, leia todos os dias para seus alunos textos diferentes, de formas diferentes; procure novos instrumentos e distintas ferramentas de ensino.

Boa aula!

Leia mais em:

Duque, Luciana Fernandes      E agora? O que eu faço? Conversas sobre inclusão escolar. Lura Editorial. São Caetano do Sul: 2015. ISBN:  978-85-917779-2-1

  1. Inclusão Escolar  2. Adaptação de Currículo.  3. Aprendizagem. I. Título.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!
Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras/Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras
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E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!

E agora? O que fazer? Como ensinar?

Para responder a estas perguntas, antes de mais nada é indispensável, despir-se de toda e qualquer ideia que leve à crença de que existe uma receita pronta, um único método ou um único caminho. Isso não existe, justamente por se tratar de pessoas. “Um modelo ou uma prática que funcione em uma sala de aula não necessariamente servirá para uma outra” (STAINBACK, 2006, p.9), o que torna o professor um profissional ativo e dinâmico.

Nada está pronto ou acabado. Obviamente que ao se trilhar os caminhos para o ensino na diversidade, as experiências de sucesso e insucesso serão guias, mas não verdades absolutas. E é aí que está a riqueza e o passo à frente que precisa ser dado!

Ainda assim, novamente, professores ao ensinar alunos com deficiência/dificuldades, a conquista por habilidades como a leitura e a escrita, esquecem-se de que “[…] existe um foco maior que nos ajudará a dominar estas habilidades como meio de aprendizagem e não como fim” (STAINBACK, 2006, p.9).

Além dos professores, os pais também precisam entender a leitura e escrita como meios de aprendizagem, para os quais os professores se empenham além de compreenderem as necessidades enfrentadas pelos filhos, oferecendo apoio. Uma sugestão sobre como ensinar trazida por Glat et al (2007), está nas parcerias entre os alunos e na importância do professor como mediador dos processos de aprendizagem.

Poderia se estabelecer em atividades de leitura e escrita, por exemplo, situações em que o trabalho fosse realizado de forma que os alunos mais adiantados pudessem apoiar os alunos com dificuldades e não o realizar por eles; fazendo com que estes alunos também possam, em algum momento, tornarem-se mediadores na relação ensino-aprendizagem, o que é significativo e proveitoso para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.

Na educação inclusiva é imprescindível compreender que:

“Como professores estamos sendo chamados a mudar nosso estilo de ensino” (STAINBACK, 2006, p. 10),

Para justamente atender às necessidades particulares dos alunos e serem capazes de estabelecer relações de mediação entre todos, alunos e professores.

Contudo professor, como já foi dito, não desconsidere o seu saber, como se nada do que aprendeu e acumulou durante a sua constituição na profissão fosse importante, pois tudo que você sabe é valioso.

O que se deve fazer é CONHECER O SEU ALUNADO, para traçar um perfil sobre como ele é, do que gosta, as dificuldades, os potenciais, para posteriormente se fazer um plano de trabalho. Tudo começa com o planejamento, traçando metas e estratégias, para depois se pensar como deverá acontecer o ensino.

E para fazer esses planejamentos focando em seu aluno especial traçando as estratégias e buscando novas perspectivas para trabalhar a prática educativa e reflexiva nada melhor que a Eduqa.me.

Sim, nos temos muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso, nunca se esqueça de registrar como esse aluno tem se comportado em sala e durante as atividades.

É a partir dos registros que é possível compartilhar com pais e terapeutas o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais efetivo na próxima vez. As fotos e os vídeos também vão colaborar para entender como este aluno está progredindo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros

O ensinar precisa estar permeado de criatividade e muitas tentativas até o “acerto”. Conheça, vivencie, experimente o novo, somente desta forma saberá o que fazer e como ensinar!

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O que NÃO dizer/ escrever em um relatório de avaliação
Relatórios/Rotina pedagógica
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O que NÃO dizer/ escrever em um relatório de avaliação

O relatório é um item muito solicitado nas Escolas, principalmente para alunos com transtornos de aprendizagem, o relatório é um tipo de texto que deve informar, de modo ordenado, todos os acontecimentos dentro de um determinado período de tempo.

Sendo assim, o relatório é um documento, muito importante, que descreve um conjunto de informações e observações feitas sobre alguma coisa ou alguém de forma completa e com coerência. Geralmente, costuma ser organizado através da escrita, embora possa ser apresentado oralmente.


Nas escolas e também nas terapias de apoio às dificuldades de aprendizagem, a prática do desenvolvimento de relatórios é imprescindível, por isso, ficar atento a alguns detalhes e aprimorar ainda mais este documento é a proposta do nosso texto de hoje.

Relatórios são ótimos instrumentos para acompanharmos o desenvolvimento das crianças, além disso nos ajuda a planejar ações e intervenções para que cada um possa alcançar os objetivos propostos.

Falando em objetivos, você conhece a Taxonomia de Bloom?

Taxonomia de Bloom ou classificação hierárquica dos objetivos educacionais foi um estudo liderado pelo psicólogo estadunidense, Benjamin Bloom, que envolveu vários pesquisadores do país em 1956, com o propósito de mostrar que a aprendizagem pode estar dividida em três grandes domínios: o cognitivo, o afetivo e o psicomotor. O único domínio implementado e testado foi o domínio cognitivo.

Conheça agora o domínio cognitivo e veja o que se espera dos alunos em termos de aprendizagem e comportamento, organizados em níveis[1] por ordem crescente de complexidade.

Quase 40 anos depois, um grupo de especialistas encontrou-se em Nova York, para rever os pressupostos teóricos da Taxonomia de Bloom, considerando que por ser um trabalho tão utilizado merecia avanços e uma revisão pautada em novos conceitos, tecnologias, teorias, novas publicações sobre avanços psicopedagógicos e etc (SILVA e MARTINS, 2014).

Em 2001, este grupo de especialistas publicou o relatório dessa revisão. Veja a tabela[2] a seguir:

A taxonomia revisada de Bloom substitui os substantivos anteriores por verbos, e desta maneira exalta a proposta original que diz que “aprender é ação”.

Imagine o quão complexo é formalizar esta ação presente em nossas avaliações através de um registro escrito! Com isso, considere estes 3 pontos na hora de preparar o seu registro e descubra erros comuns que não podem mais aparecer nos seus relatórios de avaliação:

1- Linguagem escrita:

O relatório deve usar uma linguagem clara, objetiva e precisa. Termos técnicos podem e devem ser citados, mas lembre-se que este documento não é um artigo científico, e sim, algo que objetiva retratar informações, detalhar procedimentos, resultados de avaliações e principalmente ser acessível a quem o lê. Pense sempre no público-alvo do relatório que estará a fazer; será para os pais, para os arquivos da escola ou para um psicopedagogo, por exemplo? Isso pode mudar a forma de escrevê-lo. Outra questão ainda no item linguagem escrita é sobre a colocação das palavras. Às vezes escrevemos uma coisa com uma intenção, mas para quem lê quer dizer outra e estas são armadilhas da escrita; não estaremos lá para nos justificar ou explicar o que gostávamos de dizer, por isso, leia, releia, e preocupe-se com o seu leitor. O texto não pode estar claro só para quem escreve, mas especialmente para quem o lê.

2- Cuidado com as afirmações e com a quantidade de “nãos” do seu relatório:  

Um relatório jamais pode parecer algo estático, na verdade, o grande desafio é apresentar este documento como um processo ativo, dinâmico e mutável, da mesma forma que é o comportamento e desenvolvimento das crianças. Os relatórios ilustram o retrato de um momento, mas mesmo assim, não devem ser imóveis, por isso, palavras como:  demonstra, mostra, parece, manifesta ou indica, nos ajudam a dar este movimento que o nosso relatório precisa. Mesmo com o fato de algumas questões estarem claras para o profissional, não afirmar ou deixar de negativar o seu relatório não mostra falta de conhecimento ou insegurança, mas sim, ética e respeito por quem está a ser avaliado considerando o que já discutimos a respeito do desenvolvimento humano como algo dinâmico.

3- Responsabilidade do profissional que faz o relatório:

O professor ou o terapeuta quando faz um relatório tem uma grande responsabilidade, pois está a documentar informações relevantes sobre o seu aluno/paciente e que podem ser determinantes na procura por recursos ou mesmo para novas formas de intervenção com aquele sujeito. O profissional deve se preocupar com o impacto das informações para quem lê o relatório e no que isto pode interferir para o sujeito avaliado. Outra questão importante é informar o tempo de validade daquele relatório, sugere-se que a cada 6 meses, se possível,  seja feita  uma reavaliação das questões que lá estão expostas.

4- Use o tempo a seu favor:

Você pode e deve usar as anotações individuais coletadas durante todo o ano letivo para  utilizar nos relatórios. As falas, os registros e as imagens serão materiais que enriquecerão seu relatório. A eduqa.me te ajuda a criar portfólios com design incrível, além disso, facilita o compartilhamento dessas informações com os pais, terapeutas educacionais e  até entre os próprios profissionais da escola.

E sem falar na fluidez da comunicação e o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Gere relatórios com mais rapidez.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

[1] [1] http://www.biblioteconomiadigital.com.br/2012/08/a-taxonomia-de-bloom-verbos-e-os.html

[2] SILVA, Vailton Afonso da  e  MARTINS, Maria Inês.ANÁLISE DE QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM PELA TAXONOMIA DE BLOOM REVISADA. Ens. Pesqui. Educ. Ciênc. (Belo Horizonte)[online]. 2014, vol.16, n.3, pp.189-202. ISSN 1415-2150.  http://dx.doi.org/10.1590/1983-21172014160309. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-21172014000300189&lng=pt&nrm=iso