Como a Neurociência pode ajudar a entender como as crianças de 0 a 6 anos aprendem?
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Como a Neurociência pode ajudar a entender como as crianças de 0 a 6 anos aprendem?

Nos últimos anos muito se tem lido e ouvido a respeito da importância das Neurociências a favor da Educação. Mas, afinal, você sabe o que significa este famoso termo?

Neurociências

Fonte: Google

As Neurociências estudam como o nosso cérebro molda e regula os mais diversos comportamentos que expressamos no nosso dia-a-dia. Por muitos anos, a atividade humana, a estrutura e a função dos processos psicológicos, como a percepção e a memória, a atividade intelectual, a fala, o movimento e a ação, foram descritas por diversas teorias psicológicas.  No caso da infância, principalmente pelas teorias de Piaget, Vygotsky e Luria, entre outros.  No entanto, uma dúvida importante permanecia:

Qual o papel do cérebro em cada uma destas funções?

Nos últimos 10 anos, as pesquisas sobre o cérebro oferecem contribuições de grande relevância para o refinamento dos modelos de desenvolvimento e das teorias de aprendizagem. Com o aprimoramento de recursos tecnológicos, como por exemplo, exames de neuroimagem cerebral, foi possível conhecermos mais sobre o cérebro humano e, a partir daí, aprimorar ainda mais os conhecimentos trazidos durante décadas por importantes teóricos do desenvolvimento, compreendendo como as conexões cerebrais interferem na manifestação e aprimoramento dos comportamentos humanos, especialmente a aprendizagem.

Com isto, as práticas pedagógicas, puderam avançar ainda mais, a partir das pesquisas científicas baseadas nas Neurociências.

Uma das principais funções da Educação Infantil consiste em favorecer um desenvolvimento saudável da criança durante a primeira infância.  

Diante disso, entendemos que conhecer os processos de desenvolvimento (inclusive cerebral) poderá contribuir para uma maior compreensão acerca do processo de aprendizagem das crianças, e consequentemente uma melhor atuação do profissional que lida com esse grupo de crianças.

Reconhecer suas áreas de maior habilidade, bem como compensar e reduzir o impacto de áreas de maior dificuldade é de extrema importância. Desde os seus primeiros anos, podemos observar como o bebê interage, se apresenta interesse pelo outro, se manifesta intenção de comunicação, etc. Estas observações nos ajudam a compreender melhor sobre o amadurecimento de suas habilidades sociais, sua linguagem e permitem observarmos diferentes aspectos do seu desenvolvimento. Por exemplo, quando estamos diante de uma criança com algum problema de desenvolvimento, como no caso de uma criança com a Síndrome de Down, as Neurociências nos ajudam a melhor entender o perfil do aluno com aquela condição. Por mais que a síndrome tenha características próprias, sabemos que cada indivíduo se desenvolve de uma maneira.

Portanto, conhecer os pontos de fragilidade do perfil de aprendizagem, bem como os aspectos do desenvolvimento que se constituem como pontos fortes daquela criança, poderá contribuir tanto para conhecer qual o impacto dos déficits naquela criança, bem como ao propormos estratégias que podem ser mais efetivas para a sua aprendizagem. E o mais fascinante é que com este raciocínio, favorecemos não só a quem tem demandas específicas, mas sim a todos.  Com isto, agimos precocemente para minimizar ou compensar aspectos que merecem maior atenção e prevenimos o aumento de tais dificuldades.

Por essas e outras razões é que as Neurociências na Educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente às outras áreas do saber, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Daniele Souza, Psicóloga, Psicopedagoga, Orientadora Educacional e Tutora Instituto ABCD. colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

DANÇOTERAPIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Fonte: A crítica

Atividades/Movimento/Semanários/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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DANÇOTERAPIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Se tem uma coisa que aprendi a observar nos últimos anos é a maneira como as pessoas se movem. E isso aconteceu a partir da minha evolução nos estudos de psicologia, educação, pedagogia, literatura e todas as demais leituras sobre autoconhecimento.

O que acontece é simples: o nosso corpo reage às nossas emoções e pensamentos!

Isso mesmo. A nossa mente produz todos os dias cerca de milhares de pensamentos diferentes e esses pensamentos estão carregados de emoções e sensações.

Agora vamos pensar sobre isso na Educação Infantil. Bom, é na Educação Infantil que as crianças estão aprendendo a se movimentar e a sentir, certo? Então imagina como entender essa combinação pode ser potente na hora de ajudar a criança a entender e expressar suas emoções.

Mas peraí, agora fiquei na dúvida…emoções ou sentimentos?

Qual a diferença entre emoção e sentimento?

Fonte: Google

Para tudo!

Escrevendo esse texto realmente fiquei na dúvida sobre qual palavra escolher. Então abri uma aba rapidinho e googlei as palavras. A diferença tá aqui ó:

Emoção é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação. A palavra deriva do latim emovere, onde o e- (variante de ex-) significa ‘fora’ e movere significa ‘movimento’.

Sentimento e a ação de sentir, de perceber através dos sentidos, de ser sensível. Capacidade de se deixar impressionar, de se comover; emoção. Expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração.

Trocando em miúdos a emoção, geralmente, é desencadeada por algum pensamento, já o sentimento é o resultado do entendimento que fazemos dessa emoção.

Durante os últimos anos a Educação tem passado por um processo de transformação e um dos temas que todas as Escolas, pais e professores tem colocado bastante ênfase é a Educação emocional. Ora, educando as emoções e os sentimentos das crianças é muito provável que essas crianças terão êxito nas suas vidas pessoais e consequentemente oportunidades e sucesso em suas vidas profissionais.

Você ja ouviu falar de dançoterapia?

Agora vem aquela perguntinha clássica: como ajudar meu aluno a lidar com as suas emoções e sentimentos?

Fiquei intrigada com o assunto e fui entender sobre o que as Escolas tem feito para explorar corpo e mente. E foi então que descobri a Dançoterapia.

Dançaterapia é uma disciplina pedagógico-terapêutica relacionada ao movimento corporal da dança. É uma técnica que une dois campos: a dança e a psicologia.

Dançarino, coreógrafo, considerado como o maior teórico da dança do século XX e como o “pai da dança-teatro”

Nessa área destaca-se Rudolf Laban, um coreográfo que nasceu em 79 em Bratislava Hungria, e morreu em 1958.

Laban desenvolveu uma forma de Dança expressiva, tendo por principal objectivo a expressão das emoções. Ele foi um grande impulsionador do chamado movimento criativo em que o ser pode expressar na dança o que quiser sem nenhuma regra pré- estabelecida.

Sistema de análise, categorização  e notação de movimento

O sistema permite o acesso a uma linguagem  que é descrita pelos movimentos das pessoas. Esse sistema de análise e notação de movimentos baseado em quatro fatores: espaço, peso, tempo e fluxo  e também observa quais são as partes do corpo do indivíduo que move e se pergunta:

Quando se move?

Onde se move?

Como se move?

A metodologia e o seu estudos sobre o corpo tem nos ajudado a nos perceber e perceber o outro através do movimento nos mais variados setores das nossas vidas: artes, educação, psicologia, etc.

Para Laban, existe uma relação muito próxima entre corpo e mente e a forma como nos movimentamos reflete a nossa personalidade.

4 Elementos fundamentais

Fonte: Google

Para que possamos ter uma imagem visual do movimento:

Corpo: como este se organiza, suas conexões e isolamentos ou fragmentações, seus esquemas motores, seus gestos e posturas.
Esforço: enfatiza as qualidades do movimento, o ritmo dinâmico, a motivação interna/externa que aparece na escolha do movimento. Nesta categoria experimenta-se e reflete-se sobre “como” o indivíduo se move em relação a 4 fatores básicos: fluxo, peso, tempo e espaço, isoladamente e em suas múltiplas combinações.
Forma: refere-se ao corpo em suas dimensões plásticas: suas mudanças de volume, o contínuo processo de aparecimento e desaparecimento de novas formas e como este se adapta às suas necessidades internas e externas.
Espaço: situa a pessoa no mundo relacional. Esta categoria inclui explorações da esfera pessoal de movimento, explorações das tensões dimensionais, planares, diagonais ou transversas e das formas cristalinas representativas dessas articulações espaciais.

Estamos ensinando dança ou ensinando pessoas?


Esse vídeo é uma parte do Documentário sobre Rudolf Laban. O Documentário foi realizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação — FDE.

Para Laban,  o papel da educação é ensinar pessoas , é ajudar o ser humano, por meio da dança, a achar uma relação corporal com a totalidade da existência.

O professor deve encontrar sua própria maneira de estimular os movimentos e, posteriormente, a dança (Laban 1990)

O corpo descreve como e que aspectos do corpo (como por exemplo que partes do corpo são usadas e trabalham em conjunto ou separadamente) são usadas para executar as acções, as posturas, os gestos, ou a sequência de movimentos. Podemos observar e concluir que a gente se movimenta para satisfazer alguma necessidade, retirar prazer e satisfação de algum desejo ou algo que tenha representatividade para gente. O corpo quando dança fala sem usar palavras.

A Dança na escola contempla uma nova proposta de ensino que explora o O papel do corpo e do movimento na Educação Infantil. Diferentemente das técnicas tradicionais e passos marcados e firmes e moldados esteticamente a dança proporcionar ao aluno um contato mais íntimo e efetivo com seus sentimentos, mais ainda… a possibilidade de se expressar criativamente através do movimento.

Essa proposta se resume na busca de uma prática pedagógica mais coerente com a realidade escolar e da personalização do ensino.

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Referências:

LABAN, R. Dança Educativa Moderna São Paulo: Ícone, 1990.

LABAN, Rudolf. “Domínio do Movimento.” São Paulo: Summus Editorial, 1978.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Fonte: Revista pais e filhos

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros/Movimento
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O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Quando pensamos em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.
Vocês sabiam que todo o desenvolvimento motor passa por duas posturas fundamentais, das quais depende todo o processo?

Primeira postura fundamental:

Barriga para baixo – Decúbito Ventral

Segunda postura fundamental:

Barriga para cima – Decúbito Dorsal

Esse desenvolvimento também acontece nas seguintes direções:

Da cabeça para os pés – Céfalo Caudal                Do meio para as laterais -Próximo Distal

Qual a importância do profissional da educação infantil saber disso?

Vamos entender melhor o que isso significa?

O desenvolvimento começa pelo controle da cabeça, depois controle do pescoço, depois controle do tronco, quadril, pernas e pés. Paralelamente, surge o controle dos ombros, cotovelo, mãos e dedos.

Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos inter-relacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele irá realizar. A interação destes aspectos influencia na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.

Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão. Em outras palavras, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação (física e cerebral), enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais. Porém, mesmo sendo, de certa forma, previsível, existem fatores que podem colocar em risco o desenvolvimento motor.

Por exemplo: o baixo peso ao nascer; a presença de distúrbios cardiovasculares, respiratórios e neurológicos; as infecções neonatais; a desnutrição; as baixas condições socioeconômicas e a baixa escolaridade dos pais são apontadas como elementos que podem atrapalhar esse curso do desenvolvimento.

Em função disso, as crianças que apresentam tais fatores de risco devem ser acompanhadas mais de perto, com o objetivo de identificação precoce das dificuldades que venha a ocorrer para, assim, ser realizada uma intervenção adequada tão logo seja possível.

Por volta das 40 semanas de gestação, muitas transformações já aconteceram, para preparar o bebê para chegar a um mundo diferente daquele onde ele vive. Estas transformações vão desde as físicas até as emocionais e muito do que ocorre durante a gestação e o parto podem influenciar o desenvolvimento motor futuro.

Você pode ler também sobre 4 atividades simples para estimular a motricidade na Educação Infantil.

E se quiser mais atividades pode acessar o nosso Baú de Atividades Eduqa.me como mostra o exemplo abaixo:

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Importante lembrar:

Fonte: Clia Psicologia

Embora o desenvolvimento motor siga uma sequência dita universal, por exemplo, ninguém anda antes de conseguir equilibrar-se em pé ou sentar-se.

O ritmo de cada conquista do desenvolvimento será em muito influenciado pelo tipo de experiências que o bebê tiver ao longo da sua infância.

Pais e responsáveis que estimulam e valorizam as conquistas das crianças tendem a contribuir para o seu desenvolvimento. Ressaltamos também que pequenos atrasos na conquista dessas habilidades motoras não implicam, necessariamente, na presença de dificuldades ou problemas no desenvolvimento. No entanto, tais marcos tem um papel importante para uma observação cuidadosa de como está o desenvolvimento de cada bebê.

FUNÇÃO MOTORA é um movimento físico prescrito pela cognição, o qual envolve a tradução do pensamento em atos concretos. Mais especificamente, refere-se à habilidade de usar e controlar os músculos em uma ação involuntária ou voluntária e direcionada a uma meta.

RESPOSTAS REFLEXAS, ex. retirar a mão de um objeto quente.

MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS APRENDIDOS, ex. pentear o cabelo.

PADRÕES MOTORES RÍTMICOS, ex. andar.

MATURAÇÃO: sequência universal de eventos biológicos que ocorrem no corpo e no cérebro.

REFLEXOS: são involuntários, próprios da espécie, com fins de proteção e sobrevivência.

Acompanhe nos próximos posts algumas explicações sobre as respostas reflexas que o bebê apresenta e a importância disto para o educador.

Maria Cristina de A. C. Rodrigues Oliveira – Terapeuta Ocupacional, Especialista no Método Neuro Evolutivo Bobath e  Sociopsicomotricidade Ramain Thiers, colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

Inteligência Emocional na Escola

Fonte: Escola da inteligencia

Semanários/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Inteligência Emocional na Escola

Não sei você, mas sempre que vejo uma situação caótica em sala de aula me pergunto o que ocasionou esse momento de ebulição.

Por que alguns alunos são mais compreensivos que outros? Por que alguns professores tem maior domínio da classe que outros? Por que o diálogo com o Diretor as vezes é tão difícil? Por que é tão divertido fazer planejamento com a professora do Maternal II?

Inteligência Emocional

Fonte: Google

A inteligência emocional é um conceito da psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. O modo como nós, professores e adultos, gerenciamos as emoções, tanto as nossas como as dos pequenos é o que vai predeterminar como nos comunicamos e como definimos o sucesso e qualidade de vida dentro e fora da sala de aula.

“Todo aprendizado tem uma base emocional”. Platão.

Platão com suas sábias palavras nos faz refletir que o modo como interagimos com as nossas emoções e os nosso pensamentos vai influenciar diretamente no processo ensino-aprendizagem e como trabalhamos o como trabalhar o afeto na educação infantil.
Isso mesmo! Platão, Paulo Freire e vários outros tantos pensadores pregam o incansável culto a inteligência emocional e não é nada a toa. Afinal de contas são as emoções movem o mundo.
Já parou pra pensar que não existe um só momento em nosso dia que deixamos de sentir?
Claro que as vezes, muitas vezes,  fica difícil identificar qual é o sentimento que tá ali pulsando naquele momento, mas sabemos que ele existe e está ali e, e o mais importante de tudo: nos faz SENTIR!

Identificando as emoções

Fonte: Google

Quando pergunto para algum professor como ele se sente as respostas geralmente são vagas ou apenas indicam que estão bem ou estão mal.
E aí eu fico pensando com meus botões, meus botões de carne e osso… “Há tantos sentimentos por aí, não é verdade? Por que não exploramos outros?”
Parece algo muito simples, mas precisa ser praticado para fazer sentido.
Veja os 4 passos:
#1 Identifique o sentimento.
Pergunte: Como estou me sentindo?Alegre? Frustrado? Confuso? Ansioso?
#2 Reconheça o sentimento e se permita sentir.
#3 Identifique o que provocou esse sentimento. “De onde essa necessidade surgiu?#4 Aprenda a lidar com suas as emoções.

O Atlas das Emoções

O Atlas das Emoções é um projeto encomendado pelo líder budista, Dalai lama ao psicólogo americano Ekman.  Baseado em várias pesquisas, Ekman concluiu que existe cinco amplas categorias de emoções – raiva, medo, nojo, tristeza e alegria e que cada um dessas categorias tem subdivisões e são disparadas por alguns gatilhos.

Mapa das Emoções - Divulgação

Mapa das Emoções (Divulgação).

Clique na Imagem para ver o mapa. Caso queira traduzir do inglês para o português você pode clicar no botão Traduzir no canto superior da página no seu navegador Google ou Digitar Atlas das emoções no Google e quando aparecer na busca clique em Traduzir antes de direcionar para a página.

Refletir para Educar

No mundo cada vez mais tecnológico, as habilidades socioemocionais tornam-se cada vez mais imprescindíveis nas nossas vidas e nas Escolas.
No vídeo abaixo há o resumo do livro Inteligência Emocional do autor Daniel Goleman.

Desenvolver as habilidades socioemocionais em nossas salas de aula permite que as crianças reconheçam suas próprias emoções e a maneira mais adequada de lidar com elas.
Consequentemente a criança se concentra mais no aprendizado, se interessa mais pelas brincadeiras e interage melhor com seus colegas em classe e com as pessoas que circundam sua vida.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas
Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros
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Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas

Você lembra das aulas de biologia?

Dentro da Escola quando recebemos algum pequenino com necessidades especiais é importante lembrarmos de alguns conceitos para saber como lidar e quais são as limitações biológicas, cognitivas e afetivas dessa criança. O nosso papo de hoje é justamente sobre isso.

Neste post vamos explicar um pouco sobre a diferença entre doenças genética, metabólicas hereditárias e congênita.

Explicar sobre cada item é importante para que compreendam que doença genética não é sinônimo de hereditariedade.  Estas dúvidas ocorrem porque associamos que todas as doenças genéticas são hereditárias e isso não é verdade.

Mas afinal o que significa Hereditariedade?

É a transmissão de informações genéticas dos pais para os filhos. Quando dizemos que um indivíduo tem uma doença hereditária, não quer dizer, necessariamente, que ele tem o pai ou a mãe com a mesma doença, mas que o seu pai e/ou a sua mãe transmitiram um gene para tal doença e que este gene estava no óvulo e/ou no espermatozoide que deu origem ao filho.

Doenças Genéticas

Quando falamos em doença genética podemos dizer que estas são desenvolvidas a partir de um erro no material genético, nos genes, que pode ocorrer por diversos fatores durante a gestações, como por exemplo: radiação excessiva, infecções, ingestão de substâncias químicas, dentre outras. Podem também surgir pela primeira vez na família como é o caso da Síndrome de Down.

Fonte: Litera tortura
Criança com Síndrome de Down

Diferentemente da síndrome de Down, existem algumas síndromes que são mais difíceis de serem identificadas geneticamente, por meio de exames específicos. Dizemos que uma síndrome é genética quando podemos identificar, com clareza, a sua origem nos genes. E que é malformativa quando não há esta clareza, quando o que vemos é apenas uma série de anomalias ocorrendo juntas, mas sem uma origem identificável por meio dos exames laboratoriais de que dispomos.

 

 

 

Um exemplo de uma síndrome malformativa muito frequente é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) causada pela exposição do feto ao álcool durante a gestação.

 

 

 

Doenças metabólicas hereditárias

Já as doenças metabólicas hereditárias são causadas por Erros Inatos do Metabolismo (EIM). O termo metabolismo significa o conjunto de transformações que as substâncias que chegam ao organismo sofrem para possibilitar um funcionamento adequado. É o processo que determina quais são as substâncias nutricionais e quais são as substancias tóxicas. Já o termo inato diz respeito ao que nasce com o indivíduo.

Quando uma pessoa apresenta um Erro Inato do Metabolismo, significa que ela nasceu com um defeito no seu sistema metabólico, ou seja, no seu organismo, falta a atividade de uma enzima específica ou há um defeito no transporte de proteínas,  funções que são essenciais para a síntese, a degradação, o armazenamento ou o transporte de determinada substância. Como consequência, há o acúmulo ou a falta desta substância no organismo, provocando, assim, sintomas dos mais variados, dependendo da função afetada e da substância em desequilíbrio.

O metabolismo é um processo extremamente complexo e são inúmeras as possibilidades de erros no seu sistema. Os tipos de doenças, atualmente mais de 500 dessas já identificadas, decorrentes dos erros inatos do metabolismo são denominadas de Doenças Metabólicas Hereditárias (DMH).

Cada doença afeta órgãos e sistemas determinados e, em alguns casos, os sintomas são permanentes e progressivos. Uma Doença Metabólica Hereditária muito comum é a Fenilcetonúria, por isso é importante que os educadores e os cuidadores infantis conheçam esta patologia, devido à sua incidência no Brasil.

Ainda falando de doenças metabólicas, temos as doenças endocrinológicas que são associadas a um mau funcionamento das glândulas endócrinas, como a tireoide, o pâncreas ou a suprarrenal e o  Hipotireoidismo Congênito que ocorre quando a glândula tireoide do recém-nascido não é capaz de produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos (o T3 e o T4), o que resulta em uma redução generalizada dos processos metabólicos, além de eventualmente prejudicar o crescimento físico e o desenvolvimento do cérebro da criança.

Doenças Congênitas

Já as doenças congênitas estão associadas a um evento que aconteceu durante a gestação, que, em geral, é detectável ao nascimento. O agente causador de um traço congênito pode ser uma alteração cromossômica, uma mutação genética (alteração espontânea e permanente na constituição do DNA do feto, que pode ou não ser herdado de geração anterior) ou um fato não genético (causas ambientais que interferiu na formação do feto).

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

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Quer saber mais sobre este e outros temas relacionados ao desenvolvimento na primeira infância?

Veja nosso post sobre como Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades especiais.

 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância.

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Desenvolvimento da identidade, autonomia e autoconfiança na infância
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros/Relatórios/Identidade e autonomia
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Desenvolvimento da identidade, autonomia e autoconfiança na infância

As conquistas na primeira infância

A infância é um importante período no qual a criança conhece e explora o mundo. Logo nos primeiros anos de vida, ainda na primeira infância, ela obtém importantes conquistas, que refletem os primeiros marcos de sua independência: aprende a andar sozinha, adquire linguagem, desenvolve habilidades motoras e se torna um ser sociável.  

Tudo é novidade para os pequenos e muitas vezes, isso é encarado como um grande desafio a ser enfrentado. Nesta fase, é essencial a presença e o suporte de um adulto em quem a criança confia, para permitir que ela desenvolva a sua autoconfiança e, assim, conquiste cada vez mais a sua autonomia. A maneira como o adulto reage aos comportamentos da criança tem relação direta com a construção da sua autoconfiança.

Desenvolvendo a autoconfiança

A autoconfiança é um aprendizado que se desenvolve ao longo da nossa vida, à medida que percebemos que podemos conseguir aquilo que queremos, a partir dos nossos próprios atos e esforços e, também, à medida que vamos sendo valorizados ou encorajados, por outras pessoas (e por nós mesmos), em nossas realizações. 

No processo do desenvolvimento infantil, as relações têm um papel essencial e, assim, o afeto é um ingrediente indispensável! Desta forma, é importante que a criança se sinta amada e protegida, da mesma forma que aprenda a lidar com limites e frustrações. Como já dissemos, a criança se depara com muitas novidades, e o adulto irá auxiliá-la, demonstrando o que é esperado dela, fornecendo orientações do que deve fazer e como fazer, além daquilo que não é esperado ou permitido.

Fonte: Ce Projetar

 

A criança pode ou não pode fazer sozinha?

É importante conhecer o desenvolvimento infantil e permitir que a criança faça algumas coisas sozinha, levando em conta o nível de desempenho de cada faixa etária. Além disso, o adulto precisa perceber que nem sempre poderá evitar todos os perigos e frustrações. A criança não só pode, como deve aprender através das experiências e nós como importantes mediadores, temos um papel central neste processo.

Muitas Escolas criam  Projetos de Identidade e Autonomia e essa é uma maneira bem interessante de trazer esse tema para que as crianças exercitem a identidade e a autonomia.

Fonte: Colégio Beka

Na faixa de 0 a 3 anos, explorar o eixo identidade e autonomia envolve ajudar os pequenos a desenvolver o reconhecimento da própria imagem, essas oportunidades de exploração vão ajudá-los a manter o contato com a própria imagem e a identificar a figura do outro. Além disso, você pode trabalhar características diversas como por exemplo:

  • partes do corpo;
  • desenvolver a coordenação motora;
  • identificar limites;
  • identificar potencialidades;
  • fortalecer identidade;
  • respeitar o outro;
  • estimular linguagem oral;
  • estimular cuidado com o corpo.

Aqui na Eduqa.me já falamos sobre a atividade Mesa dos Sentidos  que trabalha o conhecimento de si e de seus próprios corpos e também na atividade Varal das regrasIndependente da atividade, fica a cargo do professor encaixá-la como um exercício de fonte de inspiração para Identidade e Autonomia. Você pode ver essas atividade no Baú de Atividade Eduqa.me.

Analisando a identidade, automonia e autoconfiança

É muito importante desenvolver a atividade com as crianças e perceber como cada pequeno interagiu com a proposta, aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento se possível faça registros individuais, pois como analisar o desenvolvimento das crianças e provar que você fez um bom trabalho se não tem evidências do que aconteceu na sala de aula?

As análises do desenvolvimento são feitas com base na observação e reflexão das suas práticas, mas se não documentar não terá o que analisar! Por isso atente-se e registre o comportamento e desenvolvimento das crianças.

Os registros podem ser feitos com textos, fotos e vídeos que são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante mas principalmente sua reorientação da prática pedagógica através da análise!

Para analisar identidade e autonomia é muito importante que você separe e organize suas atividades por área de conhecimento, você precisa saber quais áreas ou eixos está estimulando em meio aos seus registros. Faça isso com fichas ou folhas de fichário e organize em pastas. A ficha é uma boa ideia pois é pequena e fácil de carregar, você pode colar post it, ou adesivos coloridos para marcar qual área de conhecimento cada ficha pertence. Uma outra boa alternativa é ter um caderno de matérias e organizar onde cada matéria é dedicada a uma área de conhecimento, com isso seus registros em textos passam a ficar mais organizados.

As observações individuais

Se estamos falando de identidade, autonomia e autoconfiança cada comportamento individual revela muita coisa e os avanços e dificuldades ficam claros e podem te ajudar ainda mais na intervenção com aquela criança. Por isso em seus registros e anotações lembre-se de escrever uma fala, um comentário ou um comportamento individual dizendo quem foi a criança que o fez. Com a plataforma Eduqa.me essa tarefa é muito simples, as atividades já estão organizadas por área de conhecimento automaticamente, logo você consegue e buscar com poucos cliques quais atividades fez essa semana ou no mês passado que estimulam identidade e autonomia.

Para os registros em texto a facilidade é ainda maior, você pode escrever o que aconteceu com toda a turma e além de ter a opção de fazer anotações individuais na mesma  hora! Essas anotações individuais vão para uma área específica só daquele aluno, então você já consegue imaginar o quão fácil será fazer os relatórios individuais não é? lembre-se muitas vezes a autonomia se confunde com a atitude de deixar a criança sozinha, mas na realidade ela se constrói na capacidade da criança de aprender a modular a necessidade da presença do adulto. Quando se trata de identidade e autonomia os dizeres das crianças mostram muito sobre suas experiências então, passe a  salvá-los em um local seguro de maneira simples, acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.  

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Quer saber mais sobre esse tema? Siga nossos posts, e em breve daremos algumas dicas de como auxiliar na aquisição da autonomia e autoconfiança das crianças.

Juliana Camila do Nascimento Ferreira-Psicóloga, Neuropsicologa,colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Personalização do Ensino na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica/Identidade e autonomia/Socioemocional
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Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

COMO SILENCIAR UMA SALA DE AULA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?
Atividades/Registros/Rotina pedagógica
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COMO SILENCIAR UMA SALA DE AULA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

Administrar o comportamento dos alunos em sala de aula deixa qualquer professor de educação infantil sugado. Haja energia para atender aos chamados e a excitação dos pequenos. Nesse momento muitos professores que amam a profissão desejam do fundo dos seus corações largar tudo e ir embora, não é verdade?

Essa história é conhecida e o discurso cristalizado que alguns professores recorrem para obter silêncio sem sucesso também.

Eu não quero ouvir um pio!

Shiiiiii, silêncio! Quando um burro fala o outro abaixa a orelha.

Cala a boca, gente!

Pessoal, assim eu não consigo falar!

Hey, prestem atenção!

E por aí vai… há quem bate no quadro; há quem apaga a luz; há quem puxa um por um e tenta organiza a fila ou a aula; há aqueles que gritam loucamente e se descabelam e, claro, há aqueles que já tentaram todas essas alternativas e chegaram a conclusão de que a resposta certa é nenhuma das alternativas anteriores. Mas, há também aqueles professores que erraram bastante e com as tentativas diárias acabaram desenvolvendo algumas técnicas para silenciar a sala de aula.

No post anterior falamos sobre a Habilidade de atenção e porque seu aluno não presta atenção. Hoje vamos conversar sobre como lidar com com esses alunos na prática.

Como prender a atenção das crianças sem gritar?

Bom, conversando com alguns professores eles me contaram algumas dicas para prender a atenção das crianças durante a aula e vou contar para vocês.

Vale lembrar que o professor deve levar em consideração que cada sala é uma sala e que algumas crianças são mais ativas que outras e comparar as salas e as crianças pode não ser uma boa alternativa, uma vez que dar “atenção a mais” para uma criança do que a outra, não quer dizer torná-la o alvo das atenções e sim conseguir acalma-la utilizando técnicas que são simples e que valorizam a conexão entre os alunos e os professores.

Dica #1:Use e abuse da comunicação não verbal.

Fonte: Secretaria Municipal de Educação/ Prefeitura de São Paulo Educação.

No momento em que a sala parecer o caos não adianta falar alto ou gritar para sobressair ao barulho da sala.  Implorar a atenção dos alunos só vai te colocar no lugar de alguém que não tem domínio da situação- definitivamente essa não é a melhor estratégia. O professor saindo do controle vai deixar as crianças ainda mais excitadas e o ambiente vai borbulhar estresse.

Minha dica é que nesse momento você respire fundo, e lide com seus sentimentos sem elevar o tom de voz. Seja o exemplo, se queres o silêncio dê o exemplo.

A comunicação não verbal e a comunicação não violenta pode te ajudar bastante nessa tarefa.

Dica #2: Estabeleça conexão e explique a brincadeira de forma rápida e prática.

Afeto e empatia nessa hora é fundamental. Sabemos que o tempo de foco nosso e das crianças está cada vez mais curto. Podemos identificar as crianças que estão um pouco dispersas para repetir uma frase que falamos, ou fazerem buscar a atenção dela questionando sobre o que ela acha que ira acontecer em determinada situação da aula.

Falar olhando para ela durante algum tempo – isso demonstra atenção e conexão. Com essa técnica, a criança tende a seguir o gesto e prestar mais atenção no professor.

Fonte: Blog Ricardo Banana.
Esse é o aluno Pedro Henrique Pereira de Lima, de 5 anos e que estuda no CMEI Hildete Lustosa.

Se a turma já for conhecida e você já tiver tido a chance de identificar alguns alunos que são ponto focal a grande dica e trazer essa criança para participar ativamente do processo. Convida-las para desempenhar o papel de ajudantes do dia normalmente costuma funcionar.

Dica #3: O jogo do silêncio

Faça duas plaquinhas. Uma placa de um ouvido e uma placa de uma boca e dê a eles no início da aula.

Espere que a sala acalme e quando tiver silêncio explique a regra dos jogo.

Os alunos deverão ficar em silêncio pelo máximo de tempo possível até que você termine de dar as regras do jogo. Se quiser, faça uma introdução falando que você também terá as plaquinhas e que quando desejar falar vai levantar a plaquinha da boca e então todos os outros alunos deverão levantar a plaquinha do ouvido.

Diga que você gostaria que eles ficassem em silêncio pois em alguns momentos na sala de aula será necessário ordem e cooperação e adicione algum pequeno prêmio/ recompensa para estimular a gamificação.

Valendo….

Dica #4: Torne a sala uma unidade.

Cada sala de aula é um mundo e nesse mundo há crianças de todos os tipos e energias distintas. Como todo e qualquer grupo é preciso tentar conectar essas crianças que estão em energias e momentos diferentes a se sentirem pertencentes a um grupo, uma unidade.

Algumas escolas usam a ciranda, outras a yoga, a música e por aí vai.

O site Música plena tem algumas atividades de música que vai te ajudar com essa tarefa.

Veja abaixo:

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Fonte: Música Plena

O Educador pergunta para as crianças: Quais os sons que podemos produzir com o corpo?

É normal que muitas crianças se sintam bloqueadas mentalmente, pois nunca tiveram esta experiência. Então diante de uma situação dessa, o educador pode estimular, por exemplo: Quais sons podemos produzir com as mãos? ou Quais sons podemos produzir com a boca? Etc…

É importante dar muita ênfase a tudo que as crianças porventura venha a se manifestar, pois esta atitude incentiva os outros a se soltar para a atividade.

Anote cada som que as crianças produziram por elas mesmas.

Depois deste primeiro momento, o educador irá apresentar diversas possibilidades sonoras produzidas pelo corpo, onde as crianças irão imitar todos eles. Isto fará com que elas se abram cada vez mais para mais possibilidades.

a) SONS COM AS MÃOS:

  • Golpear uma mão com a outra em forma de concha, que produzirá um som mais grave;
  • Agora com as mãos planas e os dedos esticados, que produzirá um som mais agudo;
  • Outros: mãos na barriga, mãos no peito, mãos nas coxas, mãos no rosto, mãos na boca.

b) SONS COM OS DEDOS:

  • Estalar os dedos. (Algumas crianças não conseguirão fazer este exercício, mais é importante mostrar)
  • Dedos contra dedos. (por exemplo: junte dois dedos de uma mão contra dois da outra mão)

c) SONS DA BOCA:

  • Estalar a língua;
  • Barulho do beijo;
  • Imitar o som do vento;
  • Imitar o som da chuva;
  • Bater os dentes;

d) SONS COM OS PÉS:

  • Pé com pé;
  • Pés no chão;

Essas são algumas das técnicas selecionei para você e se souber de mais alguma pode comentar!Segredos do adsense

Além dessas técnicas, acreditamos também que professor deve gastar seu tempo com tarefas cada vez mais pedagógicas, pois é a partir dessa perspectiva que a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. E é por isso que gastar tempo com registros no papel já não faz mais sentido.

Aqui na Eduqa.me e possível fazer o planejamento, os registros e portfólios digitais, além de criar e consumir atividades feita por professores de todo Brasil. Já imaginou quanto tempo você vai economizar durante todo o ano?

Tudo que é bom deve ser compartilhado.

Experimente a Eduqa.me e perceba como a fazer essas atividades administrativas se torna simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola e tenha acesso ao JOGO DO SILÊNCIO.

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

MEU ALUNO NÃO PRESTA ATENÇÃO!!!!
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Semanários
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MEU ALUNO NÃO PRESTA ATENÇÃO!!!!

Hey!

Como está sua atenção? Será que para ler o texto abaixo é necessário ter só a habilidade de leitura bem desenvolvida ou a atenção também é importante?

Vamos ver como você está usando sua atenção ao ler o texto que introduz algumas explicações sobre a Habilidade de Atenção.

Afinal o que podemos entender sobre a habilidade de prestar atenção? Podemos dizer que sem essa habilidade desenvolvida, o mundo a nossa volta seria um aglomerado de imagens, sons, odores. Tudo muito confuso.

Fonte: Guia Infantil

A habilidade da atenção é complexa e exige que a percepção seja direcionada a uma fonte particular de informação. Consequentemente devemos selecionar essa informação que será processada por um tempo determinado. Parece fácil, mas prestar atenção exige esforço cognitivo. Por quê?

A atenção interfere na forma como a criança, e todos nós, respondemos ao meio. Está diretamente relacionada a capacidade de selecionar as informações relevantes do meio ambiente que nosso cérebro irá processar, o que exige boa capacidade de ignorar outros estímulos.

Quando em um ambiente com muitos estímulos, por exemplo a sala de aula, o professor usa de forma comum “Pedrinho, presta atenção” – o aluno tem que ignorar seus colegas, vários outros estímulos (todos, possivelmente mais interessantes) e prestar atenção ao estímulo principal, que neste caso é o professor.

Ah, mas então a criança não está motivada e por isso não presta atenção? Sim e não, pois a motivação é importante para manter a nossa atenção, mas em muitos contextos, fazemos coisas que não são tão legais e precisamos prestar atenção, certo?

O que é a atenção?

A Atenção é uma habilidade cognitiva e precisa ser desenvolvida. A atenção não se refere a uma capacidade única, é uma habilidade que envolve diferentes aspectos, por isso, diante das queixas em sala de aula de que o aluno não presta atenção, devemos considerar todos os aspectos envolvidos para esta habilidade.

De forma simples, além de selecionar a fonte de informação RELEVANTE, é necessário MANTER esse foco por longos períodos de tempo. Tempo de sustentação da atenção da criança varia de acordo com o seu desenvolvimento, e a qualidade da atenção é suscetível a diversas interferências – internas ou externas. O declínio da atenção tem impacto importante no que estamos fazendo.

Os processos atencionais desempenham papeis importantes no dia a dia das pessoas, pois estão relacionados aos processos de aprendizagem, memória e outros aspectos da cognição. A experiência de atenção é única a cada indivíduo.

E você, o que me diz?

Bom, como foi focar a atenção no texto e ignorar todos os outros estímulos ao seu redor?

Esperamos que esta introdução a atenção tenha sido uma leitura gostosa. Você quer conhecer mais sobre esse assunto e refletir sobre como pode estimular as habilidades de atenção na primeira infância? Acompanhe nossos posts.

Gastando menos tempo pedindo atenção e tentando chamar os alunos para a atividade lhe sobrará mais tempo para um curso de aperfeiçoamento ou uma nova graduação.

No exemplo abaixo há uma foto de uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, é possível fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Aqui é possível anotar quando a criança em questão se sente mais focada ou menos e a partir daí você pode perceber quais são as estratégias e como explorar mais e melhor a habilidade de atenção dessa criança.

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

Nelma Assis

Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais
Atividades/Projeto/Registros
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Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais

Fonte: Google

O grande desafio que os professores enfrentam

Em todas as etapas da escolarização, é um desafio para os professores agir em relação às dificuldades e facilidades identificadas em relação a cada um dos estudantes. Nas turmas de Educação Infantil, por exemplo há grande variedade de estratégias que podem ser utilizadas, mas, na maioria das vezes, o conteúdo principal é trabalhado com todo o grupo, como se todos aprendessem da mesma forma, ou no mesmo ritmo. Para vencer esse desafio, a educadora Anne Baldisseri, em sua vivência na direção de escolas internacionais, deu início a uma experiência denominada Flag Time – Hora do Desafio®. Durante a proposta, “as crianças trabalham em uma tarefa escolhida pelo professor de acordo com suas necessidades acadêmicas, pontos fortes e interesses. Uma pequena bandeira (origem do nome Flag Time) com o nome da criança indica a atividade ou qual será o seu desafio do dia.”, conta Anne.

A educadora explica que o Flag Time fornece aos professores e alunos uma oportunidade diária de ensino-aprendizagem especializado. Trata-se de um curto e rico momento, quando cada criança trabalhará em uma tarefa meticulosamente planejada pelo professor. Agrupamentos de aprendizagem são cuidadosamente determinados a partir da avaliação formativa, levando-se em conta todos os aspectos da aprendizagem, como cognitivo, emocional, social, etc.

Esses grupos variam a cada aula em sua composição à medida da necessidade educacional dos alunos. Flag Time também gera uma oportunidade estruturada para que professores avaliem seus alunos, coletando dados e interferindo a partir deles.

Para o Flag Time você precisa de 6 etapas:

1. Avaliação: identificando os interesses dos estudantes, seus pontos fortes e suas necessidades acadêmicas.

2. Direcionamento e agrupamento: organizando atividades que estejam adequadas às necessidades individuais dos estudantes, utilizando uma pequena bandeira com o nome ou a fotografia do aluno, dependendo da faixa etária, para que este possa identificar a atividade produzida e escolhida especificamente para ele. Agrupá-los estrategicamente, de modo que todos sejam devidamente desafiados, mas ao ponto de serem capazes de executar e finalizar a atividade com sucesso.

3. Instruções e Comandos: descrevendo as atividades de cada um dos agrupamentos de aprendizagem  e explicando em relação à gestão do tempo.

4. Aprendizagem por meio de Flag Time: encorajando os alunos a identificarem suas bandeiras e iniciarem as atividades, sendo acompanhados, sempre que necessário, pelo professor. É essencial que o professor registre os resultados em uma planilha, para que possa personalizar a e oferecer novas oportunidades em aulas seguintes.

5. Monitoramento e Reflexão diários: ao término, sistematizar e retomar os aspectos importantes relativos à rotina da atividade executada durante o Flag Time. Cada aluno deve explicar suas reflexões para o professor ou para um colega.

6. Potfólio de aprendizagem individual semanal: convidar os alunos a escolherem uma das atividades concluídas na semana, por exemplo, a que mais gostaram, a mais interessante, etc. Pedir que escrevam um pequeno comentário sobre ela. Colar uma foto referente a atividade seguida do comentário do aluno, dependendo da faixa etária, pode ser interessante.

Competências específicas, Plano de tarefa, interesses e pontos fortes dos alunos

Anne reforça que essa abordagem difere de outros modos de instrução diferenciada em três aspectos significativos. Primeiramente, centra-se nas competências específicas que precisam ser corrigidas ou ampliadas, ao invés de versões mais fáceis ou mais difíceis de uma mesma tarefa. Em segundo lugar, o plano de cada tarefa possibilita que o aluno exercite a autonomia e a auto-regulação, ao realizar a auto-avaliação ao término do processo. O terceiro aspecto é que os interesses e os pontos fortes dos alunos são projetados para a tarefa de aprendizagem, favorecendo um maior engajamento.

Quando pensamos no uso de recursos digitais, em um modelo como o Flag Time é possível identificar momentos em que as tecnologias digitais podem ser inseridas no processo. Ao registrar as necessidades e as facilidades dos estudantes, podem ser propostas atividades utilizando-se recursos digitais que estejam mais adequados àquele momento do processo.

Para a seleção dos recursos digitais, é essencial pensarmos no papel de curadoria do professor. Não é qualquer recurso digital que vai atender aos objetivos de aprendizagem de cada aluno porém, ao exercitar a curadoria, o educador vai elaborando um acervo de recursos que podem ser utilizados sempre que necessário. Outra questão importante: alguns alunos podem ter uma proposta digital enquanto outros têm atividades que não envolvem tecnologias digitais, estimulando momentos de interação com os pares e colaboração na resolução de problemas, por exemplo. As aproximações do modelo Flag Time com a abordagem do Ensino Híbrido são inúmeras, além de ser considerado uma proposta que motiva os estudantes das séries iniciais.

Lilian Bacich é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP) e Mestre em Educação pela PUC/SP. Atuou por mais de 20 anos na Educação Básica e, atualmente, é Consultora de Metodologias Ativas pela Tríade Educacional, além de estar envolvida com as ações relacionadas ao projeto Ensino Híbrido. Co-organizadora do livro e Coordenadora do Curso online “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação”. Contato: bacichlilian@gmail.com

A escrita dessa coluna foi feita em parceria com:

Anne Taffin d’Heursel Baldisseri, doutora em zoologia, atualmente faz parte de um grupo de pesquisas na UNIFESP, onde pretende completar seu Pós-doutorado sobre bilinguismo, leitura e motivação. Anne foi diretora da Educação Infantil na St. Paul’s School e hoje é ‘Head of Primary Division’ na Avenues: The World School. Anne ministra cursos sobre instrução diferenciada e avaliação formativa, bem como sobre como construir uma cultura sustentável de alta performance com pais e professores. Contato: annebaldisseri@gmail.com.


Faça os registros dos pontos fortes e das necessidades de criança!

Esses registros serão fundamentais para a preparação da atividade do dia seguinte! Fazer anotações em meio a 25 alunos, na sala de aula naquele momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de desafios e aprendizados?  Muitos professores anotam no caderno, mas mesmo fazendo as notações no papel fica bem difícil fazer a gestão e organização dessas notas e ainda lembrar o contexto em outro momento e por aí vai…

Na Eduqa.me além de resolver esse problema você nunca mais deixará escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança pois a Eduqa.me te ajudará a preservar cada momentinho de um jeito bem simples, bonito e organizado.

Veja o exemplo abaixo:

A atividade Flag Time encontra-se no Baú de Atividade Eduqa.me!

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