E o que é ser criança hoje?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Identidade e autonomia
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E o que é ser criança hoje?

É senso comum ouvirmos dizer que as crianças de hoje são muito diferentes do crianças do passado.
Por que será que ouvimos e falamos tanto essa frase? O que será que mudou tanto o nosso conceito sobre a infância e a escola? Bom, não sei apontar exatamente o que mudou mais com toda certeza está tudo bem diferente.

Você concorda?

Nos dias de hoje, faz parte do “sentimento de infância”, ou seja, das peculiaridades dessa etapa do desenvolvimento, a busca pelo novo, pela exploração, pelo lúdico, pela alegria, pelo afeto e pela investigação.
Entendemos que todas essas são características do universo da infância nos dias de hoje. Mas, vale ressaltar ainda a importância de considerar que diferentes contextos sócio-culturais terão forte impacto na maneira como tais peculiaridades se apresentarão.
Por exemplo, o modo de ser de uma criança moradora de uma grande cidade como São Paulo ou Recife será diferente de uma criança que nasceu e cresceu em um vilarejo no interior de Pernambuco.

A concepção sócio-histórica de desenvolvimento

Isso acontece porque as relações que ela estabelecerá, os aparatos culturais que farão parte da sua vida, os valores de sua comunidade, dentre outras coisas, serão diferentes e é na relação com tais aspectos que se dará o desenvolvimento da criança, de seus hábitos, crenças, valores e visão de mundo. É o que chamamos de concepção sócio-histórica de desenvolvimento.
Ou seja, a criança, ao mesmo tempo apresenta características comuns a outras crianças (o sentimento de infância falado acima), mas também se constitui como um ser único.
Quando vemos a criança como um ser único, somos convidados a olhar também para as muitas infâncias que temos hoje e, assim, saímos da busca da uniformidade e homogeneização e passamos a considerar e valorizar as singularidades, diversidades e heterogeneidade.
Outra característica importante da criança de hoje é o seu caráter de protagonismo. Já não são vistas como seres passivos. Pelo contrário, são concebidas como atores sociais, protagonistas de seus processos de desenvolvimento e socialização.
Portanto, conhecer a criança implica em escutá-la, enxergá-la em suas particularidades, desenvolver um olhar atento e sensível tanto para o que ela pode estar dizendo com sua voz e suas ações,como também para o seu contexto sociocultural, alem de concebê-la como produto da sua cultura mas também como produtora dessa mesma cultura.
Ainda considerando algumas características importantes da criança de hoje, destacamos ser esta um “sujeito de direitos”. E o que significa isso?

Sujeitos de Direitos

Conceber as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos significa entendê-las como seres especiais por estarem em desenvolvimento e, para garantir um desenvolvimento saudável, precisam ter alguns direitos garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Nessa direção, destacamos o
art. 227, da Constituição Federal que diz:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Nesse sentido, cabe ao Estado construir e promover políticas públicas que possam contribuir para garantir um desenvolvimento infantil pleno e saudável. Cabe ao Estado, à sociedade e à família promover os direitos garantidos constitucionalmente e, em decorrência, a proteção integral concebida como prioridade. Assim, nas últimas décadas, essa passou também a ser uma importante característica da criança de hoje, são sujeitos de direitos.

Considerando agora o universo escolar, de modo compatível com essa concepção, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”.

Sendo assim, um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na Educação Infantil consiste em lidar com as crianças considerando suas particularidades e realidades sócio-culturais, considerando o jeito particular da criança de ser e de estar no mundo.

A expectativa

Ao questionarmos a maioria das pessoas (sejam profissionais ou não) sobre a primeira infância, ainda é possível notar que são priorizados aspectos que giram em torno do que esta criança vai “vir a ser” no futuro. Por mais que se pretenda pensar na criança como um sujeito ativo e produtor de culturas, grande prioridade é dada ao preparo do que se almeja dela para o futuro.
Tal anseio é natural, mas não deve prejudicar o reconhecimento das demandas e necessidades da criança no presente. Inclusive, com base nas pesquisas das Neurociências, hoje sabemos que muito desse “futuro” será determinado por um bom desenvolvimento dessa criança no presente.
No entanto, ainda é muito comum a preocupação dos pais para que a criança aprenda logo a ler, que fale logo mais de um idioma, que tenha bom desempenho em esportes, etc pois isso “garantirá” um bom futuro.
Isso não é verdade. Tantos estímulos podem, inclusive, ser um estressor e atrapalhar o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo que também pode fazer com que a criança pule etapas do desenvolvimento necessárias para uma aquisição posterior.
Disto é que surgem as problematizações sobre a concepção da infância na atualidade: a criança já é no presente ou será somente no futuro?
Deve ser considerada no presente ou deve ser vista somente como virá a ser no futuro?
Já sabemos essa resposta, não é? É apenas se desenvolvendo bem no presente que a criança poderá vir a ter um bom futuro.
Ou seja, ao valorizar de forma enviesada o que ela virá a ser no futuro, corremos o risco de deixar de investir na criança do presente, atribuindo a ela funções pouco adequadas a sua fase do desenvolvimento, Isto ocorre quando são priorizadas múltiplas formações acadêmicas que são supervalorizadas como maneiras de prepará-la para o futuro na sociedade. Priorizar atividades inadequadas pode, em muitos casos, gerar uma supercarga de atribuições à criança e ser pouco eficaz para sua fase do desenvolvimento.
Além disto, tais medidas acabam substituindo atividades essenciais para este período e em algumas circunstâncias, reduzem drasticamente o prazer da infância e o tempo para o brincar.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino aprendizagem.

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Refletir para Educar
Registros/Rotina pedagógica
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Refletir para Educar

O que Paulo Freire diria sobre a Educação nos dias de hoje?

Quando paro para pensar sobre as mudanças do mundo e sobre pessoas que admiro e que algum dia na vida gostaria de entrevistar, penso como seria um bate papo com o Paulo Freire.

O que eu diria a ele?

“Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante” Paulo Freire

 

Foi a partir desse exercício mental que eu refleti e escrevi sobre a educação:

O Educador e a Escola no século XXI

Uma geração conectada, interativa e que pede agilidade exige do professor além de profundo conhecimento dos conteúdos programáticos um novo jeito de apresentá-los.

Não quero que em nenhum momento nos afastemos da nossa missão como educador, que, acima de qualquer coisa, é saber lidar com o humano, mas hoje é o professor que tem de se questionar sobre os seus valores enquanto profissional e sobre como a educação pode criar oportunidades para suprir essas lacunas na vida do Educador.

Precisamos nos enxergar como catalizador de mudanças.

Em qualquer momento da vida, a educação sempre estará relacionada aos nossos quereres mais viscerais que, por vezes, encontram-se distantes do que realmente acreditamos: nossos valores – o que nos faz pensar sobre o porquê de esse tema ser tão apaixonante e desafiador.

A escola, enquanto construção social, deve enxergar que uma nova era e que uma nova maneira de ensinar está em evidência.

É natural, que a cada aula,  os alunos trazerem à tona temas recentes, curiosidades e a improvisação, o que por ora já é o bastante para desbancar as práticas atuais, tornando muita coisa obsoleta.

Não há como resistir às mudanças e ao impacto das transformações do mundo moderno. Devemos cada vez mais  trabalhar procurando trazer para dentro da sala de aula as novidades e assimilar tudo isso em uma participação mais ativa entre todos os membros da escola.

O envolvimento e atualização constante é o que vai transformar a Escola em um espaço atraente, divertido e que a imaginação e o conhecimento não tem fim.

Hoje, Paulo Freire,  busco meu aprendizado em coisas pequenas, lembrancas, situações marcantes.
Mas o que encontro por aí em boa parte das escolas são aulas agitadas e materias enfadonhos. Será que conseguimos atrair a atenção de crianças com fichas e com giz?

Será que nossa saliva é suficiente? A ritalina e as demais drogas irão trazer o aluno para a construção de uma escola diferente e atual?
Eu penso que a resposta está em cada clique, em cada curtida e em cada compartilhamento.

E vocês, o que diriam ao Paulo Freire?

Que tal aproveitar para pensar em uma nova maneira de fazer seu planejamento e registros ? Isso vai te ajudar  a pensar mais e melhor no processo ensino-aprendizagem do seus alunos.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

A criança de ontem
Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
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A criança de ontem

Será que a criança de hoje e igual a criança de ontem?

Fazendo um exercício bem rápido… a sua criança se parece com a criança que sua mamãe foi?

É, parece que as infâncias estão cada vez mais distintas e essa é uma discussão que dá pano pra manga e mexe fundo com as nossas emoções, não é verdade?

Leia: Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui

O Ser Criança

De acordo com uma importante autora da área da infância, Clarice Cohn, para que possamos nos aprofundar nesta discussão, precisamos nos desvencilhar de antigos conceitos (como a ideia da “tabula rasa”, da inocência fundante da criança, de que elas são “o futuro” e não o presente, tornando-as “pequenos adultos”) e abordar o universo da infância, compreendendo o que é ser criança e como podemos contribuir de modo a favorecer e potencializar o seu desenvolvimento nesses primeiros anos de vida.

A mudança de paradigma se dá, uma vez que passamos a invés nos anos iniciais, evitando esperar pelo que ela virá a ser. Sabemos que os primeiros anos de vida se constituem como um período de grande relevância, sendo concebidos como “janelas de oportunidade” para o desenvolvimento de todas as áreas (cognitiva, física, afetiva e socioemocional).

As experiências vividas pela criança, nesse período, marcarão para sempre a sua vida. Por tudo isto, resolvemos discutir melhor alguns aspectos relevantes sobre o “ser criança”.

Na Idade Média, a criança era vista como diferente do adulto apenas por atributos físicos, como pelo seu tamanho e/ou força, sendo concebidas como ”adultos em miniatura”.

Tão logo terminavam de mamar e começavam a andar de modo mais independente, as crianças eram inseridas no universo adulto sem qualquer distinção. Participavam do cotidiano dos adultos, de seus assuntos e, muitas vezes, de suas responsabilidades. Até suas roupas assemelhavam-se às dos adultos. Nessa época, não havia o que os autores chamam de “sentimento de infância”, caracterizado pela consciência das particularidades dessa etapa do desenvolvimento, com diferentes modos de pensar e sentir e com diferentes necessidades, que se distinguem essencialmente do universo adulto.

Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. Produzida em Paris no ano de 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952

Nesse momento sócio-histórico, a criança era vista como um contraponto do adulto, considerando o seu papel na sociedade, suas ocupações, participações e responsabilidades que eram pautadas nas responsabilidades da vida adulta.

A partir do século XVIII, com as reformas religiosas, o “sentimento de infância” começa a ser desenvolvido. A afetividade no contexto familiar ganha um maior destaque. A criança passa a ser concebida como um ser social e assume uma participação maior nas relações familiares e na sociedade, passando a ser vista como um indivíduo com características e necessidades próprias, diferenciadas do adulto.

É reconhecida como inocente, ingênua e graciosa, e ao mesmo tempo como imperfeita e incompleta. O trabalho foi gradativamente substituído pela educação escolar, que também assume um importante papel, o de “formar para o futuro”. Assim, a criança passa também a ser concebida como “um investimento futuro”, de maneira que, mais uma vez não é valorizada em suas características e necessidades atuais.

A partir de então, surgem, cada vez mais, estudiosos preocupados em compreender diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, considerando ações pedagógicas, de saúde, privilegiando aspectos emocionais, da dinâmica familiar, bem como seu papel na sociedade.

Leia também: Mas, afinal, o que é infância?

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Gestão Escolar x Gestão pedagógica

Gestão Pedagógica

Registros/Relatórios/Rotina pedagógica/Semanários
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Gestão Escolar x Gestão pedagógica

“A tecnologia que já muda a maneira de ensinar e aprender está ganhando espaço na gestão à medida que fica cada vez mais complexo lidar com a enorme quantidade de informações no dia a dia de uma escola. O mercado de plataformas digitais está em evolução e uma amostra desse fenômeno pode ser percebida pela ampla presença de empresas voltadas a atender esse setor das instituições de ensino na Bett Educar.”

Esse é um trecho retirado do Porvir– O site sobre inovação em educação visitou alguns stands na feira Bett, a maior feira internacional de educação da America Latina, e viu alguns produtos que propõe como solução usar dados para apoiar tomadas de decisão sobre gestão administrativa da Escola.

Como nós ficamos de fora da matéria decidimos explicar para nossos leitores sobre um conceito que muita gente confunde.

Qual a diferença da GESTÃO ESCOLAR para a GESTÃO PEDAGÓGICA?

Muita gente confunde a Gestão Escolar, que é uma gestão administrativa, com a gestão pedagógica. Nesse post vamos explicar e explorar o contexto de cada uma delas.

Vamos lá?

GESTÃO ESCOLAR

A gestão escolar são práticas administrativas que se encontram na lógica da organização da Instituição. Isto é, ela e bem parecida com o funcionamento de uma padaria, de uma multinacional ou de qualquer empresa que precisa olhar para seu funcionamento com um olhar bem crítico e rigoroso com carácter puramente prático e pragmático.

Sabemos que apesar da Educação não ser um produto a Escola precisa e deve funcionar como uma empresa e para isso é preciso de dados e racionalidade sobre a administração pura e crua.

Nesse sentido, percebemos que vivemos em um País capitalista e como qualquer organização busca conseguir mais números com os mesmos esforços. Assim como essas organizações as Escolas são empresas e precisam ter lucro, produtividade e eficiência. E esse combo pode e devem coexistir, simultaneamente, dentro e fora da sala de aula.

GESTÃO PEDAGÓGICA

Agora que sabemos que gerir uma Escola depende de dados sobre os salários dos professores, o aluguel do espaço, a compra dos materiais, a quantidade de papel, programas e outros tantos gastos a pergunta que fica é: E o pedagógico? Como mensurar o valor da abordagem do meu professor? Como apresentar que esse método é melhor que aquele por esse ou aquela motivo?

E aí, Coordenadores e Diretores, o que eu respondo é simples.

O pedagógico vem como o grande objetivo de existência da escola é a única a razão dessa Empresa Escola existir e muito provavelmente um dos maiores motivos que fez com que as famílias se encantassem pela sua Escola e não pela Escola vizinha. O Pedagógico é a atividade fim do setor educacional, gerir essa área está relacionada com a organização e planejamento do sistema educacional e a elaboração e execução de projetos pedagógicos. Também deve estabelecer metas com foco em melhorar as práticas educacionais nas instituições de ensino e descobrir outras maneiras de ensinar mais e melhor. Para garantir que toda essa didática funcione, é essencial a atuação dos coordenadores, diretores e orientadores educacionais.

O pedagógico nos indica que as ações de articulação que acontecem dentro da Escola são orientadas por um propósito maior que as cifras, tão necessárias, ao final do mês. O Pedagógico vai te permitir pensar e agir de maneira cirúrgica e ambiciosa fazendo as mudanças necessárias para sua Escola.

Coordenadores Pedagógicos e Diretores são responsáveis por ações de extrema importância para o desenvolvimento da instituição, como:

  • Articular estratégias, métodos e conteúdos no ambiente educacional;
  • Definir metas para otimização dos processos pedagógicos;
  • Avaliar o trabalho pedagógico exercido por professores e praticados na instituição;
  • Estabelecer formas de envolver mais os docentes na criação dos métodos pedagógicos;
  • É importante também que o diretor escolar esteja em contato aberto com os educadores para estabelecer o foco da aprendizagem e promover a educação como um todo, dando atenção ao currículo escolar e metodologia de ensino em vigor e sugerindo eventuais mudanças.

Uma boa avaliação da gestão pedagógica na educação básica é realizada com o olhar sobre as atividades, os espaços e os tempos dedicados a elas, os materiais, as instruções, as modalidades organizativas, áreas de conhecimento ou estímulos e a formação de professores

Por isso é fundamental usar os dados pedagógicos ao seu favor e não só deixar que o cotidiano burocrático te engula mês a mês.

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. Com a plataforma é possível acompanhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva na hora. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos sobre espaços utilizados, áreas de conhecimento, registros ricos em tempo real e muito mais.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Mas, afinal, o que é a infância?
Registros/Identidade e autonomia
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Mas, afinal, o que é a infância?

Esta e outras perguntas relacionadas à infância normalmente promovem uma grande e profunda reflexão em nós, profissionais que lidamos com crianças, nos levando às mais variadas respostas.

O que é infância?

A infância é uma área de estudo multi disciplinar e extremamente abrangente. Diversas perspectivas podem ser adotadas para compreender este vasto universo. Portanto, é necessário recorrermos a fontes cuidadosas, baseada em estudos científicos, que nos auxiliarão a percorrer este fascinante mundo da primeira infância.

Durante muitas décadas, o conhecimento sobre o desenvolvimento infantil foi limitado, gerando uma visão restrita e/ou, enviesada da criança.

Adultos em miniatura

Por exemplo, na antiguidade, os gregos utilizavam palavras ambíguas para classificar qualquer pessoa que estivesse em um estágio entre a infância e a velhice, não havendo, portanto, uma diferenciação nas etapas do desenvolvimento infantil. Ainda, na idade média, as crianças eram consideradas “adultos em miniatura”.

Muitos teóricos acreditavam que crianças eram como uma “tábula rasa”, comparando-as a uma folha de papel em branco, que nasce sem “nada escrito” e que é “preenchida” (ou determinada) somente pelas suas experiências pós-nascimento. Essa concepção de desenvolvimento é chamada de “ambientalista”.

Há também a chamada concepção “inatista” que, ao contrário, vai defender que tudo As diferentes concepções do que é ser criança ao longo do tempo e de como o sujeito será é determinado por fatores genéticos e que, ao nascer, todas as potencialidades da criança já estão pré-determinadas. Há ainda uma terceira concepção de desenvolvimento, que hoje tende a ser mais aceita, que é a concepção interacionista ou sócio-interacionista, que considera as influencias (ambientais, sociais e biológicas) na constituição do sujeito e em seu desenvolvimento.

Assim, consideramos importantes as tendências genéticas e as características biológicas do bebê ao nascer, mas as experiências que ele viverá e as relações sociais e afetivas que estabelecerá terá um papel fundamental no curso do seu desenvolvimento, em todas as suas dimensões (cognitiva, afetiva, social e física). De acordo com os estudos da Psicologia do Desenvolvimento, a infância é um período de mudanças bio-psico-sociais que vai desde o nascimento até o ingresso na puberdade, por volta dos doze anos de idade.

É um período de profundas transformações que serão fortemente influenciadas pelas experiências que as crianças irão viver ao longo desse período. Esta mesma definição é adotada por autoridades no assunto, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1989, e também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A criança de ontem e o que é ser criança hoje?

As características da infância mudam com o tempo em função das diferenças sócio-culturais, econômicas e geográficas de um dado contexto histórico.

 

Portanto, a criança de hoje não é exatamente igual à do passado, nem será igual à que virá nos próximos séculos, uma vez que os contextos sócio-histórico e culturais também serão modificados.

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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS
Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Registros/Rotina pedagógica
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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS

Trabalhar com pessoas é uma das tarefas mais difíceis para um gestor. Imagina quando se fala em trabalhar com gestão dentro da Escola? Aí é que a coisa fica ainda mais complicada- há muitas variáveis de pessoas, segmentos, faixas etárias e abordagens pedagógicas.

Além disso, estamos aprendendo a lidar com dados na Educação e mensurar o aprendizado para obter informações quantitativas ou qualitativas não parece ser uma tarefa como apagar o quadro, não é verdade?

O coordenador pedagógico fica com o papel de oferecer condições apropriadas para que os professores que estão em sala consigam aprofundar o conhecimento nas suas áreas e aplicar abordagens, métodos e técnicas pertinentes a proposta da instituição e ao currículo. Além de apoiar nas possíveis dúvidas e conflitos que possam surgir.

Leia mais em:

Gestão baseada em dados na Escola

Para vencer os desafios de uma boa gestão pedagógica, separamos 6 dicas para que você se torne um coordenador mais produtivo.

Confira!

1. Aprenda a dar devolutivas

A devolutiva e uma ferramenta fundamental para a gestão pedagógica, portanto é importantíssimo que você nunca se esqueça de faze-la. Converse com os professores a respeito dos seus planejamentos e registros e diga a eles o que pensa e como e onde poderiam melhorar. Se por ventura esteja insatisfeito, seja sincero, aponte para o que não está bom e ajude a enxergar o que deseja como entregável e auxilie a melhorar o desempenho.  Afinal de contas ninguém nasce pronto e nada como um bom papo para alinhar expectativas e a realidade.

2. Diga sim à inovação

A Escola vive um grande momento de transformação e enxergar que é preciso inovar é o primeiro passo para fomentar essa nova escola. Por isso, estimule seu time de professores a buscar novas fontes de aula, de conteúdo, de metodologias.

Há muitos experimentos sendo feito nas salas de aula e viver em um mundo beta nos implica lidar com constantes mudanças. Acompanhe de perto os professores que ousam inovar e ouça suas ideias. Recompense aqueles que tiveram ideias criativas e compartilhe com o time trazendo reconhecimento e incentivando outros a fazerem o mesmo.

3. Influencie positivamente

Ninguém merece participar de reuniões apenas com puxão de orelhas. Gestor que so reclama e e fala mal cria um clima super pesado e desagradável. Imagina que tipo de estímulo um corpo pedagógico tem ao trabalhar todos os dias com críticas?

Assumir uma postura positiva sobre a situação vai te colocar como alguém que acredita na competência do time. Seja honesto e saiba elogiar e promover bons momentos para os professores.

4. Seja um gestor presente

Converse diariamente com seus professores e apareça nas salas de aula para acompanhar de perto quais são as competências e habilidades que seus professores estão desenvolvendo com as crianças.

Também perceba como a turminha se refere ao professor e procure saber quais são as metas e interesses dos professores. Isso te ajudará a compreender de forma como auxiliar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento pessoal.

5.Pratique a CNV

Saber se comunicar é crucial para um bom líder, portanto, tenha uma comunicação clara e objetiva.

A CNV – A Comunicação não violenta pode e ajudar a resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo.

O mais importante da sua comunicação é que ela cumpra o papel de informar e também lhe permita praticar a empática e encontrar um jeito para que todos os professores falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. Pratique a comunicação não violenta e evite de ser mal interpretado. Erros de comunicação podem ocasionar prejuízos no seu corpo pedagógico e influenciar negativamente seu trabalho.

6.Use a Eduqa.me

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Gestão baseada em dados na Escola
Registros/Rotina pedagógica
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Gestão baseada em dados na Escola

Há gestores para todos os gostos.

Gestores de Escolas públicas, privadas, mulheres, homens, jovens, seniores, do Sul, do Norte, os perfeccionistas, os sonhadores, os mediadores; tem gestor que se preocupa bastante com o orçamento e tarefas administrativas, outros focam no cumprimento da agenda e outros optam por cuidar do pedagógico.

Há ainda aqueles que focam na infraestrutura da Escola, na merenda e na inovação e por aí vai..

Não importar quais são suas prioridades, o que importa mesmo é que independente delas você tem uma das tarefas mais difíceis que um gestor de Escola poderia ter: lidar com dados na Educação.

Com toda certeza você já sentiu na pele essa dificuldade, não é mesmo?

Além de cuidar das pessoas da sua Escola, ainda é necessário que você gerencie os dados pedagógicos garantindo aos pais que ali, naquela Escola, mora o melhor lugar para a criançada aprender. A Escola é uma dimensão que construímos de acordo com o desenho do nosso cenário de aprendizagem. Por isso é extremamente importante que o ambiente seja agradável e que além do ambiente acolhedor, a Escola consiga proporcionar uma experiência inesquecível e um espaço de disponibilidade da quantidade de informações e das medidas necessárias para que haja troca de aprendizagem coletiva e tempo disponível para análise dos dados baseado na prática das crianças.

Entretanto não é isso que acontece, certo?

O que posso fazer em minha Escola?

Você já se perguntou QUANTAS atividades seus professores fazem anualmente?  E, por exemplo, no SEMANÁRIO da semana passada as atividades aplicadas foram sobre matemática, português, coordenação motora ou artes? E desses SEMANÁRIOS, quantos foram entregues na DATA prevista? Quantos foram revisados e aprovados pelos coordenadores? E, as áreas do conhecimento…Nesse bimestre, quais ÁREAS DO CONHECIMENTO sua Escola está estimulando mais? Você saberia me dizer, AGORA, o que o seu aluno do maternal fez no dia 10 de Março? E se OS PAIS DE UM ALUNO perguntar como está o comportamento daquela criança?

Você, gestor de escola,  é capaz de tomar decisões satisfatórias e baseadas em dados todos os dias?

Responder todas essas perguntas demanda tempo e é bem complicado, não é mesmo?

A compreensão dessa realidade parece muito simples para uma empresa como por exemplo a Coca-Cola, mas para uma Escola muitas vezes é considerada ilusória, pois não temos um produto final e sim pessoas.  Uma Escola é um lugar de gente que lida com gente e essa combinação é algo mágico, porém no dia a dia o sonho de trabalhar com dados parece impossível.

Para responder a todos esses questionamentos, muito provavelmente, você teria que convocar uma reunião e deslocar alguns professores da sala de aula, além de criar planilhas e mais planilhas explorando os cenários e as classes e explorar a papelada dos coordenadores e professores.

Entretanto, a combinação destes fatores é algo bastante difícil e moroso. Muitas vezes, quando se obtém a informação, não se tem tempo para analisá-la, pois ela precisa ser tomada no ato.

 

Fonte: TBO

Gestão baseada em dados

Há situações em que o gestor não tem a informação adequada, em qualidade e quantidade. Neste caso conta muito o achometro, ou seja, a experiência que o gestor acumulou nas Escolas anteriores, baseada em fatos passados.

O gestor deve ser o mais objetivo e sensato possível.  Nesse contexto, as decisões dos gestores, por melhores que sejam suas intenções, são consideradas apenas satisfatórias, pois não são pautadas em dados.

Absorver todas as informações que os professores geram diariamente e ter  esses dados disponíveis para levar em conta em um processo decisório é um grande sonho, não é mesmo?

E se eu te dissesse que é possível responder a todas aquelas perguntas sem perder tempo e de um jeito diferente.

Sim, isso mesmo! Estou querendo te dizer que é possível poupar pelo menos 80% do seu tempo e ter todas essas informações na palma da sua mão ou na tela do seu computador.

Legal, não é mesmo?

É exatamente isso que a Eduqa.me faz!

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Na Eduqa.me você consegue ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos. 

Aprovar ou não… e também dar devolutivas para seus professores possibilitando a qualificação de um processo decisório, reduzindo-se as incertezas e os riscos.

Uma vez tendo-se definição e compreensão real dos fatos, haverá maior probabilidade de sucesso nas matrículas da sua Instituição e também nas reuniões com os pais.

Afinal,  dados são reais e ele podem ser comparados medidos, analisados, discutidos; enfim, é algo possível para pautar ou definir o que fazer na sua Escola.

Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula
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5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

Atualmente os professores reclamam muito do comportamento das crianças na escola. Parei para refletir sobre isso e me lembrei de quantas vezes ouvi Escolas e professores trazendo essa problemática à tona.

A insatisfação é clara: nunca vimos alunos tão indisciplinados como nos dias de hoje!

Mas antes de seguirmos com o papo, que tal fazermos uma pausa para olhar mais de pertinho o problema?

Fonte: Vivo mais saudável

 

O que é indisciplina?

A indisciplina significa ausência de disciplina; descumprimento de toda e qualquer regra; desobediência; confusão; insubordinação ou negação da ordem.  Olhando com cuidado seu antônimo, temos a palavra disciplina. E o que é essa palavra se não o sonho de consumo de todo professor?

Aluno disciplinado é aquele que segue as normas, que respeita as relações que foram definidas e que tem uma excelente conduta em sala de aula, não é mesmo?

Mas peraí, professores, os alunos que são disciplinados, geralmente, são criativos? Esses alunos desenvolvem com tanta propriedade a argumentação e o protagonismo? Será que essas crianças agem dessa maneira porque sofrem de perturbações afetivas? A família dessa criança é bem estruturada? Os pais dessa criança tem dificuldade para lidar com limites? Essa criança passa mais tempo com seus cuidadores do que com os pais? Por que será que a indisciplina está cada vez mais frequente?

Devemos fazer todas essas perguntas antes mesmo de definir a  indisciplina apenas como a incongruência entre as expectativas criadas pelos professores e a atitude das crianças. É  preciso pensar a indisciplina no contexto do desenvolvimento cognitivo e emocional de cada criança, pois assim abrimos um leque de possibilidades e passamos a compreender mais e melhor o porque essa criança grita, briga se mostra agressiva.  A partir daí, dessa reflexão, exercemos além da escuta ativa a importância de personalizar o ensino e determinar limites à criança e, claro, a valorização do nosso trabalho de professor na Educação Infantil.

 

A indisciplina escolar não é um fenômeno estático que tem mantido as mesmas características ao longo das últimas décadas. Ao contrário, está “evoluindo” nas escolas. Sob diversos aspectos, a indisciplina escolar, hoje, se diferencia daquela observada em décadas anteriores. As expressões e o caráter da indisciplina, por exemplo, apresentam mudanças (AQUINO, 1996b)

Para lidar com a indisciplina em sala de aula também é preciso mudanças. Estudar estratégias e maneiras de mapear, identificar e criar um plano de ação para prevenir essa questão tão latente na Escola torna o professor como agente de mudança.

Por isso é tão importante estabelecer uma relação de respeito entre professor e a criança. Uma vez que esse laço é estreitado é possível criar vínculo de confiança e afeto minimizando a indisciplina e mantendo a ordem e a harmonia com sua turma.

Dito isso, vamos para alguns encaminhamentos preventivos para que você experimente em sala de aula.

Confira!

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

#1Estabeleça regras claras

Faça disso um jogo. Todo jogo tem suas regras e é fundamental que você explique as regras que regem sua sala de aula. Explique de maneira bem clara e objetiva e justifique o motivo de elas existirem e por que devem ser respeitadas.

2#Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno

É importante conversar olho no olho da criança. Assim fica mais fácil identificar as questões emocionais que as afligem. É muito importante está atento para que a criança não se sinta rejeitada.

Leia mais sobre Comunicação não violenta.

3#Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os

Não se trata de bloquear os sentimentos ou valorizá-los, mas sim identificá-los. A partir do momento que conseguimos identificar nossas emoções e aprendemos a lidar com elas de um jeito criativo passamos a nos respeitar e exercer o respeito para com o outro.

Leia mais sobre Inteligencia Emocional

4#Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões

Mais importante que respostas corretas e prontas é uma a forma como a criança conseguiu assimiliar a mensagem, o caminho da aprendizagem que ela percorreu é só dela e se apropriar de uma causa e se sentir parte dela é fundamental para a disciplina.

5#Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas

Seja um professor otimista é de atitudes seguras. Transforme problemas em soluções. Sabe aquele aluno que está causando a maior bagunça em sala de aula? Que tal convocá-lo para o ajudante do dia?  Acredite que aos problemas humanos e sociais sempre são passíveis de soluções criativas.

As escolas precisam estar atentas para lidar de forma preventiva com a indisciplina. Algumas escolas apostam nos programas de formação continuada de professores e em serviços específicos voltada para a indisciplina.

O que percebemos é que a Escola deve ser verdadeiramente humana, isto é, a Escola precisa construir um espaço muito saudável para o afeto e a prática do diálogo. Pois será esse clima caloroso e afetuoso que, na prática, acontecerá a mudança.

Essas estratégias tem como única finalidade instrumentalizar os professores para tratar dessas questão de um jeito interessante e acolhedor.

Que tal experimentar a Eduqa.me para fazer esses registros?

Na Eduqa.me é muito fácil fazer registros individuais e compartilhar as anotações com o corpo pedagógico e com os pais.

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Não se trata apenas de focalizar no comportamento dos alunos, mas de considerar todos os aspectos do seu desenvolvimento psicossocial, principalmente a família, que é o exemplo central das crianças.

Veja 7 Estratégias para promover a aproximação da Família com a Escola.

 

Referências:

 

 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

6 Coisas que só quem é professor de Educação Infantil entende
Carreira/Registros
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6 Coisas que só quem é professor de Educação Infantil entende

A imagem que a maioria das pessoas tem dos professores de Educação Infantil, provavelmente é bem diferente da realidade.

Nem todo mundo é  a professora Helena. Nós, professores, também erramos, somos feitos de carne e osso e muitas vezes nos irritamos com o barulho ensurdecedor das dezenas de crianças gritando e falando ao mesmo tempo e da rotina estressante, daquela bagunça da sala de aula e também podemos não nos identificar o coordenador pedagógico ou diretor da escola.

Enfim, somos humanos, mas.. acima de tudo isso nos divertimos, muito, durante o trabalho e passamos semanas planejando uma atividade e dando amor, afeto e muitos abraços nos pequenos. Independente de dias bons ou ruins o importante é que NUNCA desistimos.

Somos todos iguais!

Mesmo com diferentes tipos de professoras e professores, idades e estilos há algumas coisas que nunca mudam e para mostrar que TODO professor de Educação Infantil é igual, separei uma listinha com situações que só quem tem uma sala de aula entende.

É impossível não se identificar!

 #1- A escola não termina quando toca o sino

Isso mesmo. Segundo pesquisa do Banco Mundial gastamos, praticamente, dois meses com tarefas administrativas.

#2- Domingo é dia útil

Ora, mas é claro.. como estamos em sala de segunda a sexta, o planejamento e o semanário sempre ficam para o Domingo.

Que tal aproveitar o seu domingo para curtir com sua família? Tenho uma dica incrível para você economizar tempo. Na Eduqa.me é possível fazer um planejamento de forma bem simples e fácil. Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil.

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#3-Férias duas vezes ao ano

E quando a gente acha que a sanidade mental está correndo risco… ufa! Férias \0/ Oxigenamos a nossa cabeça, relaxamos e curtimos a família.

#4- Vivemos gliterizados e purpurinados mesmo quando não é carnaval

Mais que gliter e pupurina…vivemos fantasiados de índio, bruxas, coelhinhos, vovós, mamães e até de árvore se for preciso. E que nunca nos falte cola, tesoura e cartolina.

#5- Amamos papelaria

Como não amar?! Essa paixão é antiga e vem desde o papel de cartas.

Quem lembra?

#6- Falamos pausadamente e cantarolando “O Feliiiiiipeeeeeee, eu  já falei com você…não pedi para sentar?”

Quem nunca? Parece que quando mudamos o tom de voz e fazemos a canção a criançada escuta. Será que é impressão minha?

Esses foram alguns dos itens que consegui me lembrar, mas há muitos outros sobre nossa classe, não é verdade?

Que tal compartilhar os seus?

Referências:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/06/professores-perdem-equivalente-2-meses-de-aulas-com-tarefas-administrativas.html

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.