A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

Crianças da Escola Municipal São José dos Índios, durante atividades de educação em saúde do programa ‘Visa nas Escolas’. Foto: Julyane Galvão

Projeto/Desenvolvimento cognitivo
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A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

No nosso país, infelizmente, ainda é tímido o movimento de políticas públicas em prol de melhorias na área da educação. Observa-se, também, que faltam propostas de novas ações com sólida e reconhecida base científica, as quais possam ser mensuradas e replicadas para as diferentes populações país afora, promovendo melhorias para um número maior de alunos

PPI – Projeto Pela Primeira Infância

O Projeto Pela Infância tem por objetivo integrar os conhecimentos das neurociências com os da educação, para que a troca de experiências possa contribuir para o desenvolvimento de práticas para a primeira infância, além de disseminar esses conhecimentos para beneficiar o maior número possível de crianças.

Visando esta integração de conhecimentos, o projeto tem como base um modelo de intervenção precoce. Os modelos internacionais de intervenção precoce na primeira infância têm demonstrado que há uma melhor eficácia nos contextos nos quais têm sido implementados. A Resposta à Intervenção (do inglês “Response to Intervention”), também conhecida pela sigla RTI, é um modelo amplamente conhecido atualmente na educação em diversos países e, ainda que de forma muito restrita, vem sendo também testado no Brasil.

Que modelo é esse?

O modelo do RTI visa prevenir e remediar as dificuldades de aprendizagem, baseado na implementação de um sistema integrado de detecção precoce e de níveis progressivos de apoio à criança.

A intervenção precoce, portanto, visa prevenir ou mitigar a ocorrência de problemas escolares, usando um modelo de intervenções empiricamente validadas que permitem:

  • A identificação precoce de crianças que apresentam problemas acadêmicos e comportamentais;
  • O monitoramento do progresso de crianças em risco para desenvolver dificuldades nessas áreas;
  • A oferta de intervenções cada vez mais intensivas na própria escola, baseadas no progresso da resposta, a qual é monitorada constantemente.

O modelo para a educação infantil, tem sido denominado de K-RTI, e específica as necessidades desta faixa etária. Desta maneira, as adaptações e a implementação do modelo RTI para a educação infantil deve considerar:

O RTI reforça os resultados e não os déficits dos alunos.

  • A visão holística do desenvolvimento da criança (cognitivo, comunicativo, sócioemocional, motor e de linguagem);
  • A importância da intervenção precoce para aumentar as oportunidades da criança, principalmente as carentes de experiências ambientais;
  • A importância de fornecer suporte em um ambiente natural;
  • A necessidade de monitoramento numa perspectiva multidimensional da criança, que possa ao mesmo tempo identificar as potencialidades e as necessidades.

Qual é a proposta do Projeto Pela Primeira Infância?

Em 2012, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) lançaram um Edital para Chamada de Propostas para selecionar pesquisas na área do desenvolvimento infantil, em particular na primeira infância.

Entre os projetos aprovados nessa chamada, estava este, implementado  pela Universidade Federal de São Paulo, na época intulado “Desenvolvimento de um Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo, com base nas Neurociências, para Profissionais da Educação Infantil na Cidade de São Paulo”, utilizando o modelo da Resposta à Intervenção (RTI) como fundamentação teórica e prática.

Fonte: Apostila PPI

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

4 MITOS SOBRE O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO

Fonte: Revista ISTMO

Desenvolvimento cognitivo/Desenvolvimento cognitivo
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4 MITOS SOBRE O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO

O que é um neuromito?

Os neuromitos são ideias equivocadas sobre o funcionamento cerebral.

Como sabemos, nos dias atuais muito se tem falado sobre o cérebro, seu funcionamento e importância em nossas vidas. No entanto, nem sempre tais conhecimentos, amplamente difundidos pelos meios de comunicação, tem embasamento científico, mas terminam se espalhando e sendo dos como verdades. Estamos chamando esses conhecimentos de “neuromitos”.

A seguir, apresentaremos alguns deles, com o objetivo de esclarecer alguns aspectos que julgamos relevantes.

Como em qualquer área do saber, devemos ser críticos com relação às informações que buscamos, para evitar concepções enviesadas ou errôneas.

#MITO 1

É preciso estimular a criança ao máximo até aos 3 anos de idade, que é quando o cérebro humano está no auge da quantidade de conexões sinápticas e de neurônios.

Fonte: mãe me quer

Não há nenhuma comprovação científica que ateste a eficácia de submeter uma criança pequena a uma quantidade muito elevada de estímulos e á informações complexas demais para a sua faixa etária. Além disto, a queda da quantidade de sinapses já é vista pelos neurocientistas como uma forma natural de eliminar gastos desnecessários de energia do corpo e de lapidar as funções cerebrais.

#MITO 2

Usamos somente 10% da capacidade do nosso cérebro.

Fonte: Biosom

As diversas técnicas de medição da atividade cerebral empregadas pela neurociência, como, por exemplo, a tomografia e a ressonância magnética, mostram que não existem áreas inativas no cérebro.

#MITO 3

Há períodos críticos para a aprendizagem.

Fonte: jbcnews.net

As pesquisas mostram que NÃO existem períodos específicos para a aprendizagem, de forma que se algo não for aprendido até certa idade, poderá ser absorvido posteriormente. O que existem, na verdade, são períodos sensíveis para os processos que precisamos aprender, que ocorrem devido à plasticidade cerebral.

#MITO 4

As crianças poderiam aprender melhor se fossem ensinadas de acordo com o seu es lo de aprendizagem preferido.

Fonte: muathuoctot.com

Esta concepção está baseada no fato de que as informações sinestésicas, visuais e auditivas, são processadas em áreas diferentes do cérebro. Contudo, estas estão conectadas entre si e transferem informações através das modalidades sensoriais.

É incorreto afirmar que apenas uma habilidade sensorial está envolvida no processamento das informações. As pesquisas mostram que a criança não processa as informações de maneira mais e ciente quando é ensinada por intermédio do estilo de aprendizagem preferido.

Por essas e outras razões é que as neurociências da educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente as outras áreas do saber como a psicologia do desenvolvimento e a educação, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

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