Tudo sobre a alimentação de 0 a 3 anos

Fonte: saúde e vitalidade

Desenvolvimento Infantil/Registros
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Tudo sobre a alimentação de 0 a 3 anos

O momento da alimentação, para além dos aspectos nutricionais, é uma vivência importante para o estabelecimento da comunicação e de vínculos afetivos entre a criança e seus pais ou cuidadores.

Alimentação com afeto

Estudos revelam as fortes influências da má nutrição sobre o desenvolvimento da criança.
Há uma correlação entre os níveis baixos de inteligência e a subnutrição no útero materno, e a continuidade disto durante a primeira infância. Por outro lado, os efeitos de uma boa nutrição e o desenvolvimento inicial do cérebro acabam levando os pais a pressionarem a criança na hora das refeições. Este comportamento pode desencadear uma fadiga emocional importante na criança, pois para comer é necessário ter fome e prazer. Devido à pressão a que a criança é submetida, ela pode acabar perdendo o prazer de comer, começando a sua resistência para se alimentar.

Os benefícios da boa alimentação

Ao tratarmos da alimentação, é fundamental destacar os seus indiscutíveis benefícios, tanto para a mãe quanto para a criança. Além de contribuir com a melhoria do sistema imunológico do bebê e do desenvolvimento de seus músculos faciais (fundamental para o posterior desenvolvimento da fala), a amamentação é um momento de intimidade, do estreitamento de laços entre mãe e filho e gera uma série e outros benefícios para ambos.

Você sabia que a distância de 30 cm (aproximadamente a distância entre os olhos do bebê e os da mãe durante a amamentação) é a distância em que o bebê melhor enxerga no início da vida? Assim, o primeiro todo organizado e com foco que um bebê enxerga tende a ser o rosto da mãe durante o momento de amamentação.

As crianças devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno nos seus seis primeiros meses de vida. Neste período, o bebê não precisa de nada além disso, nem mesmo de água. No entanto, se isso não for possível, obviamente outras estratégias podem ser pensadas junto com o médico sem, necessariamente, trazer prejuízo para a construção do vínculo mãe-bebê.

A partir do sexto mês, os pediatras orientam a introdução gradual de frutas, sucos e papinhas, o que normalmente é bem aceito pelas crianças – embora algumas delas apresentem resistência a determinados sabores. Então começa o grande desafio! Com a recusa a sabores específicos, a criança começa a brincar com o alimento ao invés de comê-lo.

Não desista:Insista!

Nesta ocasião é importante insistir para que a criança experimente várias vezes os novos sabores que ela está descobrindo – os pais e cuidadores devem ser orientados a não desistir de introduzir novos alimentos na dieta da criança após as primeiras recusas.

É importante ressaltar que as papinhas não devem ser temperadas com sal ou com açúcar.

Cada alimento tem o seu sabor, que a criança irá, gradativamente, descobrindo. Os alimentos devem ser introduzidos de acordo com a sua complexidade alimentar. Primeiro os vegetais, frutas, legumes e as verduras que, basicamente, oferecem vitaminas e fibras e, depois, gradativamente, serão introduzidos os cereais, as leguminosas (ervilha, feijão, etc.) e a carne.

Algumas orientações

Durante todo este período o aleitamento materno deverá ser mantido sempre que houver disponibilidade da mãe. Mesmo porque, como sempre é importante lembrar, a Organização Mundial de Saúde preconiza o aleitamento materno até aos dois anos de idade.

A partir de um ano, a criança começa a se alimentar de forma mais semelhante à dos adultos. Não é mais necessário deixar tudo bem cozido e molinho, pois ela precisa aprender a mastigar, exercitando assim os músculos da face. Nesta fase é comum a criança ter a redução do apetite, pois estava acostumada à papinha, ao leite e sucos, e agora a comida ficou mais sólida.

A criança dos 2 aos 3 anos começa a tornar-se mais independente e a construir a sua autoimagem. Algumas querem experimentar tudo o que lhes é apresentado e ainda têm as suas próprias escolhas, mas outras já são mais resistentes. Cabe ao adulto apoiar as atitudes positivas, incentivando-as a cada vez mais a saborear novos alimentos.

A idade pré-escolar é muito importante para o processo de maturação biológica e para o desenvolvimento psicomotor. Nesta fase, a criança começa a ter mais autonomia para criar os seus hábitos alimentares. Em casa começa a experimentar o que antes recusava e a recusar o que antes aceitava, momento que gera muitos conflitos com os pais e os cuidadores.

#Na Escola

Na escola, ela começa a ter contato com os alimentos das outras crianças, alguns dos quais, muitas vezes, ela nunca viu ou experimentou. Então é fundamental que ela seja orientada para experimentar novos alimentos quando ver a oportunidade, levando sempre em consideração a necessidade do estabelecimento de hábitos alimentares saudáveis, que incluam toda a gama de nutrientes necessários para o desenvolvimento global adequado.

A este respeito, por exemplo, podemos destacar alguns estudos recentes, feitos pela Universidade de Oxford, que relacionaram o baixo desempenho escolar com o baixo consumo da gordura ômega 3. Segundo o pediatra e nutrólogo Mário Cícero Falcão, da USP, o DHA (ácido docosahexaenoico) é um nutrientes importante tanto para o desenvolvimento do sistema nervoso, quanto para a retina.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Os marcos do desenvolvimento 0 a 3 anos

Fonte: Ludovica

Desenvolvimento Infantil/Semanários
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Os marcos do desenvolvimento 0 a 3 anos

O processo de desenvolvimento humano é contínuo e a capacidade maturacional (de amadurecer) é individual. Mas, a despeito das particularidades de cada indivíduo, podemos estabelecer alguns marcos gerais (e comuns a todas as pessoas) importantes neste processo, principalmente na primeira fase do desenvolvimento, que vai de 0 aos 3 anos de vida (36 meses).

O desenvolvimento do bebê tem duas importantes leis de progressão a partir do eixo central do corpo:

Fonte: apostila PPI

Entendendo que o desenvolvimento segue esta progressão, devemos ter cuidado ao exigir da criança ações que a sua maturação cerebral ainda não permite, como, por exemplo, oferecer-lhe brinquedos para manipular antes dela ter sustentado o pescoço ou colocá-la em pé antes dela ter controle dos quadris.

Com a expectativa de gerar um desenvolvimento mais rápido nas crianças, muitas vezes seus cuidadores desenvolvem ações que pulam etapas e não respeitam o desenvolvimento natural e essas leis de progressão; exigindo da musculatura infantil uma adequação imprópria para a fase da vida em que a criança se encontra.

Para que isso não ocorra, é importante observar e perceber que o bebê já nasce com alguns reflexos – que são reações involuntárias em resposta a um es mulo externo e consistem nas primeiras formas do movimento humano. Os reflexos servem como fonte primária de informações que se armazenam no córtex (porção do cérebro) em desenvolvimento.

Fonte: PPI

Esses reflexos, por si só, vão nos apresentando os caminhos do desenvolvimento. Vejamos quais são e como ocorrem alguns desses reflexos no desenvolvimento do bebê:

Reflexos primitivos:

São aqueles relacionados à sobrevivência, com funções de busca de ali- mentação e de proteção.

Reflexos primitivos posturais:

São os precursores (iniciadores) dos movimentos voluntários. Alguns destes reflexos, como o da sucção, da preensão palmar, plantar e o da marcha, serão substituídos por atividades voluntárias. Outros, como o de Moro, simplesmente desaparecerão. Os reflexos serão apresentados quando formos estudar sobre “desenvolvimento motor”.

“Nos primeiros meses de vida, a presença, a intensidade e a simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do cérebro. A presença deles indica que o cérebro está se desenvolvendo e trabalhando corretamente, e também ajuda a detectar anormalidades como as alterações músculo-esqueléticas congênitas ou as lesões no cérebro. Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos, no segundo semestre de vida, também indica anormalidades no desenvolvimento.”

Fisioterapeu co.blogspot.com.br/2010/05/ reflexos-primi vos.html

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O que é brincadeira?

Fonte: Genialmente louco

Registros
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O que é brincadeira?

O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira.

Friedrich Nietzsche

Li essa frase outro dia e fiquei refletindo por bastante tempo. Pensei sobre qual a motivação do Nietzsche fazer essa afirmação e fiquei me perguntando:

Por que ele estava defendendo a brincadeira? Uau! Como Nietzsche é incrível! Por que fui conhecê-lo apenas na faculdade?  Caramba! Essa discussão é antiga e desde do século passado falamos sobre a importância da brincadeira no desenvolvimento infantil. Será que muita coisa mudou? Em pleno século 21, com diversas pesquisas e informação a disposição, ainda discutimos sobre a importância do brincar.

Até falamos sobre uma matéria aqui no blog: sobre a diferença de brincar e ter brinquedos. 

Depois dessa reflexão decidi compartilhar com vocês um pouquinho mais sobre esse carinha e as ideias malucas que passaram pela minha cacholinha.

Quem foi Friedrich Nietzsche?

Friedrich Nietzsche era um crítico cultural e um estudioso curioso nato. Filósofo, escritor, poeta, filólogo e músico alemão, tinha um gosto aguçado pela metáfora e ironia. Na infância foi  considerado pelos seus professores como aluno brilhante e mais tarde se transformou em um notável professor da Universidade da Basileia- maior cidade da Suíça.

Em vários textos e escritos Nietzsche se posicionava com uma leitura cortante e com uma crítica contra o sistema educacional da época. Ele acreditava que o sistema escolar era um grande reforço da moral de rebanho. Desde aquela época defendia a personalização do ensino, claro que ainda não tinha esse nome, mas era absurdo como ele lutava contra a massificação e a uniformização do conhecimento seus e de seus próprios alunos.

Para ele o aprimoramento individual era a chave para o sucesso e por isso acreditava que era preciso enfrentar a Escola  e criar uma maneira diferente de  responder às exigências externas do mercado e do Estado.

Como vocês podem perceber a posição politico educacional desse pensador é bem similar a nossa, Eduqa.me. Ou seria nós que temos uma posição parecida com a dela? rs

Brincadeiras a parte, ou não, depois dessa afirmação! Sugiro que você deslize sua tela no topo do texto e releia a frase do moço em questão.

O que é brincadeira?

Segundo dicionário, brincadeira é um substantivo feminino e tem como significado a ação de brincar. Pode ser um passatempo, um gracejo, um jogo ou um divertimento. A brincadeira é o ato de entreter, de distrair.

Segundo o wikipédia, brincadeira pode ser ações rotineiras, mas com aspecto divertido e criativo, em vez de ser uma ação realizada em prol da sobrevivência ou da necessidade.

Segundo Jean Piaget, ela é o tema central da sua teoria sobre o desenvolvimento humano. Ele defende que para a criança a brincadeira é uma maneira de exercitar a imaginação, se relacionando de acordo com seu interesse e suas necessidades junto a realidade de um mundo que ela, a criança, está imersa. Já Pieaget acreditava que através da brincadeiras a criança reflete, organiza, constrói, destrói, e reconstrói seu universo.

Para Vygotsky, a brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema.

Não importa qual a definição. Todos nos sabemos que a  brincadeira contribui, e muito, para o desenvolvimento infantil. Na escola o professor de educação infantil perceber que através dela o diálogo fica muito mais completo e é por meio dela, a brincadeira, que a criança se sente confiante e estimulada a desenvolver sua identidade e autonomia.

Bem, depois de tantas definições fiquei com vontade de fazer a minha.

Para Deborah Calácia, a brincadeira é qualquer prática que desvia a realidade de maneira intencional e que tem como intuito estimular a imaginação e a diversão no contexto social e para o contexto social.

Pro Nietzsche a gente já viu que é algo mega, master, duper sério, não é mesmo? Mas é pra você, o que é brincadeira?

Esse é o seu dever de casa!

Espero seu email com uma resposta feita do seu jeito. Se gostou desse post e quer me contar qual o seu conceito de brincadeira só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Aproveita a sua definição e cria um monte de brincadeira lá na Eduqa.me!

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Quer ler e aprender mais sobre Nietzsche?

Assista ao vídeo do Café Filosófico e leia alguns links que separei para você!

https://www.youtube.com/watch?v=wszgKT2zS-c

O filósofo alemão Nietzsche viveu de 1844 a 1900. Mesmo assim foi capaz de antecipar algumas questões que marcaram a vida e o pensamento dos séculos XX e XXI. Hoje, Nietzsche ainda desperta um grande interesse, tanto no meio acadêmico como fora dele. Mas por que as idéias deste filósofo continuam tão atuais? Para responder esta questão, a filósofa Viviane Mose apresenta alguns dos principais temas da filosofia de Nietzsche e nos mostram os aspectos da vida e da obra deste filósofo que são fundamentais para entendermos o fascínio que ele exerce na atualidade.

Referência

https://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche

https://educacao.uol.com.br/biografias/friedrich-wilhelm-nietzsche.jhtm

http://genialmentelouco.blogspot.com.br/2015/05/10-curiosidades-sobre-nietzsche.html

“O que é Brincadeira?”, Gilles Brougére

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Fonte: Disney Babel

Rotina pedagógica
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OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A principal prática do professor em sala é registrar. Mas para que ele faça essa prática há um trabalho imenso por trás.

Previa da sala de aula

Anteriormente é preciso que ele faça o planejamento. Crie ou se inspire em atividades com objetivos e estratégias para desenvolver as ações educativas dentro da Escola.

A documentação pedagógica, neste contexto, configura-se a estratégia de investigação que dá voz à infância. Possibilita a visualização dos processos de construção da aprendizagem, das experiências individuais e de grupo, por meio da observação e registros constantes da prática em sala de aula.

A atividade de documentar as ações educativas dá suporte e organiza a prática, de modo a suprir as necessidades do professor de tornar possível o diálogo entre a teoria e a prática, humanizar a aprendizagem, compreender melhor a cultura da infância, tornando o conhecimento significativo para os alunos.

A documentação pedagógica é elaborada das informações registradas com intuito de instigar e provocar o educador. Fotos, filmes, gravações, desenhos… Conteúdos que tornam evidente a aprendizagem.

Mas, como pensar esse documento?

 

Como comunicar? Para quem comunicar? Como estabelecer o diálogo entre a teoria e a prática? Como pode favorecer a aprendizagem da criança e a organização do ensino?

Essas e outras perguntas você deve se fazer antes de anotar por anotar.

Tudo que for escrito, registrado, catalogado, deve ter um porque.

Para te ajudar nessa tarefa a Eduqa.me criou ou área de planejamento que te pergunta passo a passo as informações da sua aula.

Veja na imagem abaixo:

Ao preencher essas informações você já está planejando e organizando seu pensamento.

Depois de criar a aula é hora de ir para a sala de aula e observar.

Veja como fica sua atividade na linha do tempo e como e como, com apenas um clique, você adiciona o registro:

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Promovendo o desenvolvimento ideal da criança de 0 a 3 anos

Fonte: Mãe me quer

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
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Promovendo o desenvolvimento ideal da criança de 0 a 3 anos

No post anterior falamos sobre o desenvolvimento do 0 aos 3 anos, sobre a arquitetura do cérebro e qual o impacto das experiências vividas nessa idade. Hoje vamos apresentar o que pode ser feito para promover o desenvolvimento ideal dessa criança.

Para que o cérebro da criança se desenvolva com qualidade, ela precisa de três tipos de experiências ou vivências básicas e integradas: as sensoriais, as emocionais e as motoras. São esses tipos de experiências que darão os “insumos” que o cérebro precisa para se adaptar ao ambiente. Além disto, para a promoção desse desenvolvimento, uma boa qualidade de sono e uma alimentação adequada também são essenciais (falaremos sobre isto mais adiante).

O cérebro precisa dos estiímulos sensoriais, porque tudo chega a ele através dos sentidos. Portanto, para desenvolver o cérebro é fundamental estimular os sentidos (tato, olfato, audição, paladar e visão) através do componente emocional. Isso porque o vínculo afetivo é essencial tanto para motivar a criança em sua adaptação ao novo ambiente, quanto para promover a sua estruturação e a organização neurológica.

Sabemos, por exemplo, que a criança que não forma um vínculo emocional, ou uma relação de apego segura com a sua mãe, ou com o seu cuidador principal, na primeira infância, posteriormente pode encontrar muitas dificuldades para se adaptar aos ambientes e condições desafiadoras que lhe forem apresentadas. O afeto do seu cuidador é a primeira condição para que a criança se desenvolva bem. A falta de afeto nos primeiros anos deixa marcas definitivas no desenvolvimento humano.

Leia mais em: Como trabalhar afeto na Educação Infantil.

Além desses componentes sensório-emocionais (e a eles integrado), a criança precisa do movimento, não só para aprender a utilizar o corpo, mas também para ativar e desenvolver regiões neurológicas especializadas.

Quais são os fatores que podem vir a prejudicar este desenvolvimento?

Fonte: PPI

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Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

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Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

Fonte: Toda criança pode aprender

Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
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Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

O desenvolvimento infantil, em específico, significa todo o processo de mudanças que leva a criança a alcançar uma maior complexidade nos seus movimentos, pensamentos, emoções e relações com o mundo e com as outras pessoas. É, portanto, o ponto de par da para nosso desenvolvimento como seres humanos.

A primeira infância, em especial os 3 primeiros anos de vida (chamados de primeiríssima infância), são o período em que a arquitetura do cérebro começa a se formar. As experiências vividas pela criança nesse período têm um impacto importante e duradouro no seu desenvolvimento, podendo formar uma base cerebral forte ou frágil para a aprendizagem, o comportamento e a saúde, ao longo da vida.

Os fatores genéticos contribuem no caminho do desenvolvimento, mas as experiências (principalmente as experiências do 0 aos 3 anos de vida) podem moldar a expressão dos genes.

As nossas experiências podem modificar alguns traços comportamentais herdados geneticamente e, vale ressaltar que, desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe, já estamos passando por experiências. Neste período intrauterino, tudo o que a nossa mãe consome, sente ou vive, chega até nós, e pode vir a promover modificações no nosso processo de desenvolvimento cerebral.

Até mesmo no momento do nascimento, a facilidade ou a dificuldade com que nascemos ou começamos a respirar, ou mesmo a e ciência ou não do nosso serviço de saúde, também podem afetar significativamente o processo de desenvolvimento do nosso cérebro.

Apesar da arquitetura do cérebro de cada um de nós continuar sofrendo modificações durante toda a vida, em função das nossas vivências, é na primeiríssima infância que acontecem as experiências mais marcantes que podem ou não dificultar o desenvolvimento do cérebro. Na medida em que ficamos mais velhos é mais difícil modifificar a arquitetura do cérebro.

Portanto, o que acontece na infância deixa, efetivamente, marcas para toda a vida.

Assim sendo, vivenciar experiências positivas na primeira infância influencia na formação de uma estrutura e de uma arquitetura cerebral mais apta para nos fazer superar dificuldades. Essas experiências positivas e a consequente melhor estruturação cerebral, preparam a criança para ter maior sucesso na alfabetização, para desenvolver mais habilidades ao longo da vida, para ser mais saudável e mais madura emocionalmente, etc.

Por isso a necessidade de termos um olhar mais cuidadoso e especial sobre esta fase da vida.

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Eduqa.me + Colégio OPET

Fonte: Eduqa.me

Quem Somos/Registros/Práticas inovadoras
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Eduqa.me + Colégio OPET

Buscando um método que valorize mais o aprendizado no ritmo de cada estudante, o professor Azeitona foi visitar a Feira de Educação Bett Brasil 2017.

Foi conhecendo banca por banca que observou que ainda não tinha encontrado o que procurava. Cansado de tanto andar, decidiu sentar na praça de alimentação para descansar um pouco e foi aí, nesse intervalo, exatamente nesse momento que o Felipe estava na arena apresentando a Eduqa.me.

“Andei a feira inteira e só vi material educacional e sistemas de ensino. Vim pra entender mais sobre a aprendizagem e como posso auxiliar meus professores a entender o que é preciso fazer para garantir que cada vez mais estamos dando o conteúdo certo para a criança certa. “

A Coordenadora Santina, que também conheceu a Eduqa.me  na feira, ficou encantada com o fato de receber e enviar semanários em um único local!

“É sério que dá pra fazer isso? Nosso, só de pensar que não preciso mais fazer aquelas mil trocas de e-mail, anexos, recados, documentos no word e excel já sinto que as minhas reuniões serão muito mais pedagógicas”.

Foi com essa lembrança e com esse discurso que o professor Azeitona apresentou a Eduqa.me para os professores do Colégio OPET em Curitiba.

Ouvir o professor Azeitona falar assim e observar que em cada frase nascia a curiosidade nos rostos dos professores foi suficiente para perceber que tinha valido a a pena ter feito aquela viagem. Lentamente fui me lembrando do dia da Feira, da empolgação daquele encontro e sobre como as decisões foram tomadas com o Coordenação pedagógica e como tudo tem se desenrolado desde então.

A negociação

O professor Azeitona, responsável pela gestão da aprendizagem de todo o colégio, e a diretora Edna concluíram que a plataforma seria uma ótima aquisição, mas antes de fecharmos negócio era preciso conversar com a coordenação Pedagógica.

Na semana seguinte, apresentamos a plataforma via Skype à coordenadora Edna que, rapidamente, entendeu a proposta e achou bem pertinente.

“Adorei, quero a Eduqa.me agora na minha escola, mas faço uma gestão participativa, não posso levar nada para escola sem aprovar com a coordenação. Vamos agendar uma reunião com todos.”

Mais uma vez percebemos como a Escola tem mudado e como a opinião de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem é importante.

Para qualquer startup isso poderia ser um empecilho, mas como fazemos algo de professor para professor já sabíamos a resposta. SIM!

O Treinamento

Preparamos uma treinamento especial para o dia da implantação e foi com a cabeça cheia de ideias que saímos de São Paulo com destino a Curitiba.

Verificamos a agenda, o espaço do treinamento, os professores que estariam presentes, os cadastros e a apresentação.

Nosso pensamento estava em aproveitar cada segundo com os professores e aprender sobre como podemos cada vez mais entregar uma Eduqa.me que faz sentido. Por isso, pedimos para que o treinamento fosse feito em um laboratório com internet wi-fi, pois queríamos muito que essa fosse uma verdadeira simulação do que o professor vai incorporar na sua rotina.

A agenda

A agenda foi amplamente discutida e co-criada. Queríamos um momento leve, gostoso e informativo.

Para nós, mais importante que aprender a usar a plataforma era perceber qual valor estamos entregando. Foi nesse sentido que criamos algo assim:

  • 13h00: Papo quebra gelo,
  • 14h00: Dinâmica pedagógica
  • 15h00: Intervalo
  • 16h00: Atividade mão na massa na plataforma Eduqa.me
  • 18h00: Papo reflexivo

Navegando nesses horários e na internet que desenrolamos aquela sexta cheia de aprendizado e ideias de melhoria para o nossa plataforma. Durante a atividade mão na massa cada professor tinha levado seu planejamento no papel e a atividade era bem simples:

Usar o planejamento offline e transformá-lo em online.  Foi inserindo atividade na Eduqa.me que pudemos proporcionar uma experiência na prática.

Os professores foram entendendo e achando utilizar uma plataforma digital que é fácil pesquisar e editar uma atividade. Que inserir as fotos, os vídeos e o textos era uma tarefa simples e economizava o tempo de produção dos portfólios.

Percebemos como estamos no caminho certo e com apresentar o conteúdo a todos os professores faz a diferença. Assim, em se falando em documentação pedagógica, não temos receio algum de dizer que somos especialistas. Estamos aqui para ajudar todos os professores a tirar dúvidas e realizar atividades para compreensão dos alunos.

Dessa forma, a criança pode aprender em seu próprio ritmo, com atenção mais individualizada do professor.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Domínios do Desenvolvimento

Fonte: Vix

Rotina pedagógica
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Domínios do Desenvolvimento

No post anterior falamos sobre o desenvolvimento humano e Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano.

Hoje vamos dar exemplos práticos.

Quando o bebê está ainda no útero, na barriga de sua mãe, vive em um ambiente escuro e protegido onde não há cores, os ruídos são abafados, não existe força da gravidade e praticamente nenhuma ameaça ou desafio.

Nesse período, só desenvolvemos aquelas mudanças que estão programadas biologicamente para ocorrer (exceto se fatores externos interferirem nesta fase da vida, afetando o desenvolvimento, como falaremos posteriormente), necessárias para sustentar o nosso desenvolvimento pós-natal (como as primeiras estruturas do cérebro e do corpo, os órgãos vitais e alguns reflexos), assim como a capacidade de aprendizado (porque nosso cérebro já vem programado geneticamente para aprender) e rústicas habilidades sensoriais como a audição e a sensibilidade ao toque e à luz.

Ao longo da vida intrauterina, não desenvolvemos capacidades mais refinadas como a visão de profundidade, o raciocínio ou os movimentos voluntários –, porque não há necessidade de desenvolver tais funções para nos adaptarmos àquele ambiente onde estamos, e nem existem estímulos suficientes para que isso aconteça.

Depois que nascemos, a nossa vida extrauterina começa a nos apresentar uma série de novos estímulos, exigindo capacidades de adaptação cada vez mais complexas – ao que o nosso cérebro e nosso corpo respondem se aperfeiçoando e desenvolvendo cada vez mais habilidades, de acordo com os estímulos oferecidos e o estágio de maturidade biológica em que nos encontramos.

É assim que, gradualmente, vamos desenvolvendo mudanças que podem ser separadas em 3 categorias, denominadas de domínios do desenvolvimento. São eles os domínios físico, cognitivo e socioemocional.

3 categorias do desenvolvimento

Fonte: Apostila PPI

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Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano?

Fonte: apostila PPI

Desenvolvimento Infantil/Registros
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Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano?

O que é crescimento?

O crescimento são as mudanças de tamanho, forma e características do corpo, as quais acontecem desde o momento que começamos a nos formar na barriga da nossa mãe.

Ao chegarmos ao final da adolescência ou a meados da segunda década de vida, percebemos certo estabelecimento nas modificações corporais (como no nosso tamanho, por exemplo). Contudo, vale salientar que, por sermos seres em constante mudança, nossas características fisiológicas mudam ao longo de todo o ciclo vital.

As mudanças no processo de crescimento humano podem ser observadas, medidas e qualificadas e, por isto, são chamadas de mudanças quantitativas.

O que é Desenvolvimento?

Já quando nos referimos ao desenvolvimento humano, incluímos tanto as mudanças quantitativas quanto as qualitativas (não mensuráveis), as quais estão relacionadas às várias etapas pelas quais passamos ao longo de todo o nosso ciclo de vida.

Se as mudanças quantitativas se referem aos aspectos físicos do crescimento, as qualitativas dizem respeito às mudanças cognitivas (relativas às nossas capacidades mentais) e socioemocionais (nossos relacionamentos com nós mesmos e com os outros), desde o momento em que a pessoa se forma na barriga da sua mãe até a sua morte. Essas mudanças acontecem de maneira ordenada, são comuns à maioria das pessoas, e servem para nos tornar competentes para responder às nossas necessidades e às do nosso meio. É a isto que chamamos de desenvolvimento humano!

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A comunicação da criança autista

Fonte: e.Mix

Desenvolvimento Infantil/Registros/Linguagem
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A comunicação da criança autista

Sabe aquela angústia que sentimos quando estamos tentando explicar uma coisa para alguém e essa pessoa não consegue entender nada, nadica do que falamos?

E mais ou menos a mesma sensação de quando vamos viajar e o inglês não é tão bom quanto imaginávamos e aí você percebe que não entende nada que o outro fala.

Esses dois exemplos coloca em xeque a comunicação eficaz e nos faz lembrar como é importante saber ouvir e saber expressar.
Quando ocorre um ruído no esquema da comunicação nos sentimos mal, ficamos envergonhados ou até mesmo irritados com situações assim. E sabe por que?

O Poder da Comunicação

Porque a comunicação sempre teve e sempre terá um papel muito importante na vida das pessoas, pois através dela, partilhamos sentimentos, conhecimentos, informações e interagimos.
O  ato de se comunicar é uma atividade vital para o convívio  em sociedade e necessita de alguém que transmita uma informação e, outra que a receba, interpretando-a.

Fonte: Google

Um conjunto de gestos, sons, sinais e sentimentos estão envolvidos entre aqueles que se
comunicam e, muitas vezes, a forma com que as pessoas interpretam estes códigos, pode fazer da comunicação uma sucessão de mal-entendidos.
A professora diz uma coisa e o aluno percebe outra; a mãe pede uma coisa ao filho e este, interpreta de uma maneira diferente, ou seja, nos processos de comunicação entre as pessoas é natural que isto aconteça, contudo, no caso de crianças com autismo, isso pode ser ainda mais complicado, devido a inabilidade que elas possuem para se comunicarem.

A comunicação da criança autista

No lugar de dizer não quero, a criança com autismo pode ser agressiva pelo fato de ter
dificuldade em falar, manifestar ou dar a conhecer aquilo que sente e pensa.
Desta forma, é possível refletir que no autismo, a comunicação e o comportamento podem estar interligados, por isso, a importância de estarmos atentos à forma com que esta  comunicação ocorre com o nosso aluno no processo de aprendizagem.

Um exemplo inquietante é sobre o vocabulário que utilizamos ao solicitar que as crianças façam algum exercício ou atividade.

Pedimos ao aluno para grifar, circular/rodear, desenhar, escrever, enumerar, enfim, será que ele sabe o que significa circular ou rodear uma palavra? E aí pode estar um dos mal-entendidos mais comuns, pensarmos que o aluno não aprende, sendo que não verdade ele não percebe o significado daquilo que o professor pede.
Em situações como a descrita acima, é provável que a criança se desorganize ou dispense um tempo muito  maior para a realização daquela tarefa, devido a este “possível desconhecimento” sobre o enunciado da atividade, gerando assim, uma dificuldade na comunicação entre professor e aluno e até problemas no comportamento desta criança.
Existe uma ansiedade que é boa e natural, por parte dos pais e dos professores, em saber o método mais adequado para alfabetizar as crianças com autismo, sugestões de estratégias, recursos e etc.

Entretanto, há algo que necessita anteceder esta preocupação, que é compreender o comportamento deste aluno.

Observar e conhecer seu alunado

Por que o meu aluno é agressivo?

Em que situação esta agressividade ocorre?

Em que lugar?

Tempo?

Quais são as pessoas envolvidas?

Como posso entender o comportamento de oposição?

Por que ele não faz esta atividade?

Como ele se comunica?

Do que ele gosta ou não gosta?

Quais são os seus brinquedos preferidos? 

Estas e outras dezenas de perguntas podem ajudar o professor a construir um mapa  das
características deste aluno para  traçar diretrizes que o permita organizar e planejar o trabalho pedagógico, sempre com a colaboração da família e dos terapeutas envolvidos.

Registre o comportamento

O que pode aproximar o diálogo entre esta tríade; família – escola – terapeutas e também  facilitar muito na comunicação entre todos, são os registros dessa criança.  Isso mesmo! Registrar o comportamento dessa criança, relatando experiências, sugestões, compartilhando algo de sucesso ou também para pedir ajuda!

Você pode fazer isso na Eduqa.me em registros individuais.

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Atuar na perspectiva da inclusão, necessita que muitas barreiras sejam quebradas!
A barreira  do medo, para podermos interagir e nos aproximar com segurança da criança com autismo quando ela apresenta algum comportamento agressivo.
A barreira da insegurança, quando achamos que somos incapazes de trabalhar com estes alunos.
A barreira da comunicação, ou ausência dela, quando não conseguimos perceber aquilo que o nosso aluno quer nos dizer. A barreira da descrença, quando não acreditamos que é possível ensinar em contextos
difíceis e tão diversificados.
Entre tantas outras barreiras que poderemos encontrar, a principal a se vencer é a da
descrença, pois ACREDITAR é a palavra-chave desta discussão.
Será a nossa crença que nos mobilizará a conhecer mais, estudar e aprender mais, buscar ajuda, confiar em nós mesmos e ir em frente!
Que todos tenham ótimos desafios!

Leia mais em: A inclusão do aluno com autismo

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.