O papel da curiosidade na aprendizagem
Rotina pedagógica/Identidade e autonomia
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O papel da curiosidade na aprendizagem

Ei, psiu!

Aqui, prof, aqui!

Aqui ó, vem cá deixa eu te contar um segredo…
Aposto que você ficou curioso, né?
Entendo bastante o comichão que você sentiu aí. Também sou curiosa, na verdade sou mega curiosa.
O segredo que eu queria te contar é que a curiosidade tem um  papel fundamental na aprendizagem.
Isso mesmo.
E para explicar o porque fui atrás do significado de curioso e olha só que legal:
É interessante, né?
Quando ficamos curiosos a respeito de algo buscamos aquietar o desejo de saber sobre essa coisa.
E essa inquietação é que faz a gente ir atrás de algo, de formular perguntas, de assimilar conceitos e ideias. É a partir daí que surgem as ideias e também a partir daí que começamos a elaborar uma teoria e criar algo que antes não existia. Enfim, é a partir daí que o aprendizado acontece.
Aprendemos muito quando formulamos hipóteses, quando temos essa inquietação e esse desejo de saber, isto é, aprendemos muito quando somos curiosos!
Da curiosidade à criatividade.
Esta é a forma mais prazerosa de aprender \0/
Alunos curiosos não se contentam em apenas fazer perguntas, eles estão tão curiosos que decidem ir atrás das suas próprias respostas e, consequentemente, desenvolvem o protagonismo.
A curiosidade na sala de aula é tão importante quanto a inteligência. Ora, no mundo contemporâneo em que vivemos, conteúdo e repertório não é o problema, pois estes temos aos montes, certo?

Não são as respostas que movem o mundo e sim as perguntas!

https://www.youtube.com/watch?v=EVmejcPkkjI

Criação da F/NAZCA para o Canal Futura

Até hoje os cientistas e estudiosos de todas as partes do mundo discutem como a vida começou. E até hoje não temos certeza de onde viemos.

Sócrates, por sua vez,  dizia que se conhece um homem inteligente pelos questionamentos que ele faz. O quê? Como? Por quê? Onde? Quando?

Há quem diga que a curiosidade matou o gato.

Bom, se a curiosidade matou o gato eu não sei, o que eu sei é que a curiosidade é um “material escolar fundamental” que todo aprendiz deve ter – professor ou aluno.
Depois de todo esse papo eu fiquei curiosa com uma coisa:

Como você, professor, brota a curiosidade nos seus alunos?

Olha aí como eu brotei a curiosidade em vocês! =)

Vou deixar o comichão aí e espero que vocês busquem a reposta.
Enquanto isso você pode usar essa curiosidade para outro fim, que tal?
Você está convidado a iniciar uma jornada pela plataforma Eduqa.me e aprender um jeito diferente de fazer seus semanários, atividades e portfólios.
Por onde você vá, qual seja a aula que for planejar e a Escola que for lecionar haverá uma oportunidade incrível e inovadora de transformar a maneira de fazer os registros escolares.
Vem com a gente nessa porque você vai se apaixonar!

Experimente a Eduqa.me e perceba como a fazer essas atividades administrativas se torna simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Superar, inovar, transformar! O que nós temos que fazer é minimizar o tempo do professor de cuidar de atividades que são gestão de sala de aula

Claudia Costin

Registros/Rotina pedagógica
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Superar, inovar, transformar! O que nós temos que fazer é minimizar o tempo do professor de cuidar de atividades que são gestão de sala de aula

Inclusão de competências não cognitivas no currículo brasileiro

Nos dias 16 e 17 de março de 2017, a União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo (UNDIME-SP) promoveu o 27° Fórum Estadual com o tema: “UNDIME+30: Superar, inovar, transformar!”.

Ao todo, mais de 433 pessoas entre dirigentes, técnicos e parceiros de 275 cidades do Estado participaram do evento.

 

Dentre os participantes conversamos com a Cláudia Costin que participou da mesa PRIMEIRA INFÂNCIA: “CUMPRINDO AS METAS DO PLANO NACIONAL (PNE) E DO PLANO MUNICIPAL (PME)”

A gestora explanou sobre os desafios de trabalhar  a Educação Infantil  no Brasil e apresentou razões sobre essas afirmativas nesse contexto.

“A pobreza afeta negativamente tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento da criança. A educação infantil é um direito da criança e condição para o exercício de outros direitos. A criança pobre é a que tem menos acesso à creche e pré-escola e a que mais poderia beneficiar-se. Por meio da Educação Infantil as famílias podem ter acesso organizado a outros serviços que beneficiam a Primeira Infância”

Claudia também ressaltou que dentre os 25% mais pobres, apenas 22,4% de crianças estão em creches. Já na faixa dos 25% mais ricos são 51,2% de crianças com acesso à Educação infantil. “Esse número revela a profunda desigualdade de acesso”, completou.

Nos, da Eduqa.me, estivemos presentes e fomos entrevistar a Cláudia para entender um pouquinho mais sobre os desafios da primeira infância dentro do contexto socioemocional.

Eduqa.me: Claudia, em 2011 o Banco Mundial fez um levantamento em 3 estados brasileiros e mostrou o tempo gasto  em sala de aula com atividades não pedagógicas. Diante desse exposto, você acredita que existe um tempo ideal para ser gasto com atividades socioemocionais?

Claudia: O professor tem que trabalhar as competências socioemocionais no seu processo de aula. Quando um professor acredita que todo mundo pode aprender, ele está passando uma mensagem muito importante pros seus alunos – que vale a pena ter persistência. Quando um aluno erra e o professor ao invés de humilhar o aluno por conta desse erro ele, simplesmente,  transforma o erro em uma oportunidade de aprendizagem, o professor, está trabalhando a  resiliência. E isso é trabalhar  competências socioemocionais. O professor não tem que dar aula de competências socioemocionais, mas sim, no seu processo normal de aula, trabalhar diferentes competências socioemocionais.

Existem competências socioemocionais que também se conectam com as competências cognitivas. Como por exemplo: criatividade e solução de problemas. Assim como essas citadas, existem outras mais e elas devem ser inseridas no processo de ensinar o tema da aula em questão.

O que nós temos que fazer é minimizar o tempo do professor de cuidar de atividades que são gestão de sala de aula – Chamar a atenção do aluno, fazer uma chamada longa, ir até a diretoria porque o Diretor chamou enquanto ele estava dando aula, preencher formulários ou ainda limpar o quadro são  ações que não contribuem em nada no processo pedagógico.

O professor se vira de costas e as crianças perdem a concentração, quer dizer, nós precisamos ter uma forma de ensinar em que o menino, a criança é chamada a participar muito mais e possa ter a sua participação na forma de fala em cima do objeto de aprendizagem. Hoje existem inúmeras técnicas que dá pra acelerar isso e esse tempo gasto com essas tarefas administrativas deve ser revertido em tarefas pedagógicas.

Eduqa.me: Na Educação Infantil, como você acredita que o professor gasta seu tempo com essas tarefas não pedagógicas?

O professor da Educação o infantil deve ser um profissional muito bem preparado para o socioemocional. Isso porque a criança tem um tempo de atenção limitado. Imagina que é a primeira vez que está deixando seu lar por tanto tempo e indo para escola para dividir o tempo e atenção com outras crianças e, naturalmente, ainda não tem  prática para trabalhar em grupo.
Será o professor que fará o papel importantíssimo de introduzindo o hábito de trabalhar em grupo com essa crianças.  Algumas técnicas podem facilitar esse trabalho e  precisam ser dominadas pelos professores. Como por exemplo: ficar sentado a altura do olhar da criança para que haja uma conexão rápida.

Mesmo ao trabalhar as competências linguísticas e cognitivas, que fazem parte do programa de uma educação infantil de qualidade, o socioemocional é embutindo. É preciso que o professor trabalhe competência socioemocionais de autocontrole, empatia com os colegas, trabalho em grupo e respeito para que cada vez mais essa interação social seja efetiva.

Eduqa.me: E para os gestores, o que pode ser feito para que haja uma rede bem organizada e coerente com a proposta pedagógica?

Claudia: Numa rede bem organizada a creche e a pré-escola tendem a estar no mesmo prédio. Essa simples ação garante que a criança já tenha visitado algumas vezes a sala, conhecido o novo professor e os espaços da Escola. Mais tarde, quando chegado a hora, será muito natural o processo de alfabetização que será trabalhado em conjunto entre as equipes da pré-escola e as equipes dos 3 primeiros anos do ensino fundamental.

Porque embora a pré-escola não alfabetize de uma forma mais estruturada, uma série de trabalhos desenvolvidos de consciência da fala, do sons e até do próprio enriquecimento do vocabulário da criança vão influenciar o quanto essa criança vai se desenvolver bem no processo de afabetização. Para que isso acontece cada vez mais e melhor o professor precisa receber uma formação especifica de educação infantil. Ele deve também participar das formações sobre o processo de afabetização e entender como a criança aprende. Ele tendo noção sobre o como o processo de alfabetização e introdução da matemática no ensino fundamental acontece ele se apropria disso e trabalha melhor com o campus de experiência na educação infantil.

Tem uma série de conceitos matemáticos que se aprende  na educação infantil, conceito de grande e pequeno, de como eu conto os objetos e como isso vai se associar a uma certa expressão escrita do número, as formas rudimentares de adição e etc…

Essa série de conceitos, mais tarde, será desenvolvido de uma forma mais aprofundada. Lembrando que na Educação Infantil a aprendizagem é feita sempre por meio do lúdico.

Eu insisto muito na intencionalidade. O brincar com a intencionalidade. ..porquê isso vai orientar a compra de brinquedos pedagógicos, a organização do espaço da sala para que a criança seja exposta a materiais adequados para que essas experiências aconteça.

Claudia Costin é gestora pública e também professora universitária da Fundação Getúlio Vargas (FGV),ex secretária municipal de Educação do RJ, ex diretora do banco mundial.

UNDIME que tem como objetivo Articular, mobilizar e integrar os dirigentes municipais de educação para construir e defender a educação pública com qualidade social.

Acreditamos também que professor deve gastar seu tempo com tarefas cada vez mais pedagógicas, pois é a partir dessa perspectiva que a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. E é por isso que gastar tempo com registros no papel já não faz mais sentido.

Aqui na Eduqa.me e possível fazer o planejamento, os registros e portfólios digitais, além de criar e consumir atividades feita por professores de todo Brasil. Já imaginou quanto tempo você vai economizar durante todo o ano?

Tudo que é bom deve ser compartilhado.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Materiais escolares: dificuldade e estratégias

Engrossador multi uso

Desenvolvimento Infantil/Semanários/Movimento
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Materiais escolares: dificuldade e estratégias

Manipular os materiais básicos do cotidiano da escola é primordial para o aluno. Isso possibilita que ele consiga buscar conhecimento e aprender.

Será que o material escolar está adequado à necessidade do meu aluno?

Essa pergunta parece simples…

Mas você já parou para pensar sobre isso?

Que mal à aprendizagem um simples lápis ou uma simples tesoura pode causar ao meu aluno?

Aparentemente, os materiais escolares são inofensivos e servem apenas como instrumento para os alunos realizarem as atividades, certo? Mas, quando eles não estão ajustados às necessidades dos pequenos isso pode ser uma grande barreira entre o aprendizado e a criança.

Ora, se a autonomia é tão importante para o desempenho da criança nas tarefas, o fato de um aluno não conseguir segurar um lápis ou uma tesoura, compromete todo este processo.

As possíveis dificuldades com os materiais não são uma demanda exclusiva de crianças com necessidades educativas especiais (NEE). Essa é uma possível necessidade de qualquer aluno, visto que, na educação infantil as crianças estão em constante aprimoramento de suas habilidades finas, o que é natural.

Vejamos agora algumas ideias que podem ajudar muito a criança e o seu trabalho em sala de aula, para a adequação de materiais básicos como o lápis, a tesoura, giz de cera entre outros:

Lápis de escrever, giz de cera, lápis de cor, canetinhas, pincel:

Algumas crianças por ainda estarem em fase de aprimoramento e desenvolvimento da sua coordenação motora fina, não conseguem ter a “pega”[1] correta destes materiais, por isso, alguns truques simples podem auxiliar.  

Para o lápis de escrever, lápis de cor e giz de cera existem versões já comercializadas com o formato triangular e o formato Jumbo, que facilitam a pega para pintar, desenhar ou escrever. Temos também os engrossadores que se encaixam facilmente em várias marcas de lápis, canetinhas e encontram-se em diversas cores.

Adaptador jumbo comercializado

Lembram-se daquelas pulseirinhas de elástico que foram uma “febre” entre as crianças e adolescente? Então, elas podem ser usadas como engrossadores.

Se tudo isso não for suficiente e tivermos que engrossar ainda mais o lápis ou o pincel, por exemplo, teremos que analisar o tipo de dificuldade da criança e a maneira em que ela faz a preensão dos objetos para selecionarmos os materiais adequados para realizar a adaptação. Podemos utilizar espuma, EVA, fita adesiva, objetos recicláveis como potes de iogurte, de remédio, ou ainda bolas de plástico ou isopor.

Adaptador feito com bola de espuma. Uma outra ideia bem similar é usar a bomba de tirar leite materno.

Existe também o receptor de lápis, que é um tipo de tecnologia assistiva disponível em 3 tamanhos e feito para auxiliar a preensão da criança. Outros equipamentos podem ser sugeridos através da ajuda de um Terapeuta Ocupacional.

Receptor de lápis, pincel ou caneta, bilateral, projetada em tubo de silicone e carbono especial flexível, pré-moldado e ajustável para apoiar pequenas áreas, minimizar o contato com a pele e preservar áreas sensitivas. Promove a facilitação da escrita, favorecendo preensão digital ou interdigital. Tamanhos: P / M / G – Existe no mercado por menos de R$ 40,00.

Tesoura:

A adequação da tesoura torna-se necessária para alunos com problemas de coordenação motora fina, dificuldades de preensão ou no controle da força e lateralidade.

Existem modelos já adaptados e comercializados como as tesouras com molas, que ensinam a criança a fazer o movimento de fechar e abrir os dedos.

Tesoura com molas

Existem modelos elaborados e os mais comuns – uma que permite um movimento mais refinado e outra com um movimento mais amplo. A “tesoura para crianças”, encontrada com este nome, possui um único encaixe para o dedo e é boa para a inicialização do recorte, pois exigem uma coordenação mais robusta para o treino do controle da força e lateralidade.

E ainda temos opções criativas que podem ser feitas por pais e professores, exemplo:

Adicione na parte de encaixar os dedos na tesoura, duas argolas de chaveiro ou dois rolos de fita adesiva para fazer os movimentos do recorte junto da criança.

Borracha:

Para a borracha podemos usar os modelos convencionais como o lápis borracha e a caneta borracha e adaptá-los com as dicas já sugeridas acima.

O borrachão também é interessante por ser grande e pesado. As borrachas que podem ser utilizadas como ponteiras são boas opções, pois além do formato arredondado, tem também formatos com a ponta mais fina.

Borracha Ponteira para lápis

Cola:

Para a cola sugiro o uso do engrossador como a espuma ou que seja colocada num recipiente para a criança aplica-la com o uso do pincel adaptado se for o caso.

Espero que aproveitem as dicas! Bom trabalho!

[1] Curiosidade: “pega” é um termo comumente utilizado para se referir a forma com que a criança segura o lápis. Antes da preensão madura (tripé dinâmica, com o uso de 3 dedos e com o cotovelo apoiado na mesa), ocorrem a preensão primitiva (preensão palmar: criança segura o lápis com a palma da mão e com a movimentação de todo o braço para realizar o traçado) e a preensão de transição (com 4 dedos e traçado realizado por movimentação de punho e dedos).  

Leia mais em nossa página #NaEscola http://naescola.eduqa.me/atividades/como-preparar-a-crianca-para-escrever/

Você pode e deve registrar como esses materiais adaptados melhoraram o desempenho do seu aluno em sala. A eduqa.me vai te ajudar a criar portfólios incríveis, além disso, vai possibilitar o compartilhamento dessas informações com os pais, terapeutas educacionais e  até entre os próprios profissionais da escola.

E sem falar na fluidez da comunicação e o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Legal, né?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Como Elaborar Projetos na Educação Infantil
Projeto/Formação/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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Como Elaborar Projetos na Educação Infantil

Se você precisa montar um projeto na sua Escola e não sabe por onde começar, chega junto!

No post anterior eu falei sobre o que O que é um Projeto na Educação Infantil. Nesse vou te ensinar a colocar a mão na massa. Isso mesmo, agora que você já sabe o que é um projeto já podemos trabalhar em cima de COMO fazê-lo.

A partir de agora, relatarei cada um dos itens que são precisos no decorrer da tarefa.

1- Tema do Projeto – Permita que as crianças escolham o tema.

É natural que o professor queira sugerir algum tema para o projeto, mas a minha sugestão é que esse tema surja da necessidade da criança e não do professor.

Ah, Deborah, mas COMO eu faço isso?

Bom, tenho uma sugestão por aqui e acho que você vai gostar. Se fizer sentido use-a sem moderação, se não, aposto que a partir dessa sugestão você vai criar outra que vai se adaptar direitinho à sua realidade e à realidade da sua Escola.

Sugestão:

Árvore da curiosidade – Peça para que as crianças recortem, desenhem ou falem o que elas tem curiosidade, o que elas gostariam de aprender. Feito isso, cada criança vai colar sua curiosidade na árvore.

A partir daí a professora pode mediar uma roda de conversa para escolher juntos com os alunos o tema do projeto.

COMO escolher o tema do projeto?

Tema do Projeto definido pelos alunos. Explore a questão; Entenda de onde vem essa curiosidade e defina os problemas; Soluções.

2-Trabalho Co-criado – O todo pela parte e a parte pelo todo.

A cocriação é enriquecedora, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo.

co·-cri·ar Conjugar
(co- + criar)
verbo transitivo
Criar juntamente com outrem.

O intuito é criar uma rede de acordo com o interesse de cada criança, trocando idéias, discussões e criando um processo de construção e de cooperação.

Vamos supor que a partir da árvore da curiosidade o tema escolhido tenha sido os Dinossauros, pode ser?

COMO fazer um projeto?

Trabalhar em grupos enriquece o trabalho. Ainda mais quando os grupos são compostos por perfis diferentes. Trabalhar a Escuta;  Troca de idéias e discussões.

3- Projeto- Criar o recorte do Projeto com Nome e Título

Antes de criar qualquer nome do projeto preciso me perguntar tantas outras coisas, assim como uma redação, o nome surge no final. Pois o papel dele é informar de um jeito bem simples e direto o que significa aquele projeto.

Aqui seguem 7 perguntas que precisam ser respondidas para que seu projeto tenha muito sucesso.

• Nome do projeto:
• Justificativa (por que?):
• Objetivos (necessidades a alcançar):
• Atividades (o que fazer?):
• Estratégias (como fazer?):
• Acompanhamento (direcionamento):
• Avaliação (estímulo):

As perguntas respondidas levando em consideração a escolha do tema Dinossauro ficariam assim:

Exemplo:

• Nome do projeto: A História dos Dinossauros
• Justificativa (por que?): Esses animais despertam muita curiosidade no imaginário infantil e também sobre o seu surgimento e desaparecimento. Com os dinossauros,  as crianças vão se abrir para um mundo de descobertas e aprendizagens que interligará todas as áreas do conhecimento.
• Objetivos (necessidades a alcançar):

– Reconhecer os diversos tipos de dinossauros existentes;

– Ampliar o vocabulário;

– Conhecer as características dos dinossauros;

– Contextualizar o período de existência dos dinossauros;

– Compreender as características dos répteis;

– Comparar as características dos dinossauros com a dos répteis;

– Explorar os cinco passos de uma investigação científica: observação, registro, questionamento, experimentação e conclusão;
• Atividades (o que fazer?):

Atividade 1: Quem são os Dinossauros? Que época eles viviam? Como se alimentavam?

Atividade 2: Quais as características dos Dinossauros? Entender sobre as diferentes espécies de Dinossauros

 Atividade 3: Será que existe algum animal parecido com os Dinossauros?
• Estratégias (como fazer?):

Aqui a criatividade vai rolar solta e os recursos são infinitos. Para fazer essa busca você pode usar o Pinterest, o Google, as Livrarias, Youtube, Portal do Professor Mec e, se quiser economizar tempo e já garantir um portfólio lindão eu sugiro que use o Baú de atividades da Eduqa.me.

Roda de leitura para apresentação do tema na Atividade 1.

Pesquisa  e roda de conversa para a Atividade 2.

Representação e produção de artes para a Atividade 3.


• Acompanhamento (direcionamento): 

O projeto deve ser acompanhado pelos professores e em média tem duração de 5 dias a 7 dias.
Avaliação (estímulo):

Essa avaliação deve ser o processo, o caminho que cada criança fez para despertar seu aprender. Por este motivo, a avaliação deve ser realizada ao longo de todo o processo e deverá ser considerado os seguintes pontos: o interesse do aluno pelo assunto trabalhado, sua participação e envolvimento nas diferentes situações propostas; a interação e reflexão em grupo, a compreensão da temática, por meio da expressão de suas ideias, sentimentos, observações, conclusões.

Sugestão: Organize uma oficina sobre os Dinossauros. Oriente os alunos a exporem seus trabalhos para os demais colegas da Escola, e assim, cada aluno vai escolher e elaborar a melhor maneira de explicar os conceitos aprendidos nesse projeto.

Sugestões de livros

Fonte: Editora Zastras

BARRET, Paul.Dinossauros. Editora: WMF Martins Fontes.

BELLI, Roberto. Os Fantásticos Dinossauros. Editora: Todolivro

CIRANDA CULTURAL. Espiando os Dinossauros.

CONDON, Bill. Fato ou Ficção – Dinossauros. Editora: Girassol.

PRAP, Lila. Você sabe tudo sobre Dinossauros? Editora: Biruta.

REASONER, Charles. Dinossauros. Editora: Ciranda Cultural.

ROLLAND, Claudine. Os Dinossauros. Editora: Salamandra.

Fontes envolvidas nessa pesquisa: 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarAulas.html

www.google.com

www.pinterest.com

Vale lembrar que o projeto é um caminho em construção, onde inúmeras etapas são seguidas para que futuramente se consiga o resultado daquilo que se esperava. Na educação, o projeto pode ser o alicerce do conhecimento, pois é por meio dele que há a troca de idéias, de experiências e de conquistas. Quando isso acontece o resultado final só pode ser um: a aprendizagem.

Nesta perspectiva a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso o registro é extremamente importante.

É também é a partir dos registros que é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local?

Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Depois dos registros sabemos que é hora de analisar o que foi feito com um relatório por exemplo! Mas além do relatório que é uma tarefa necessária para organização da escola, revisitar o projeto que foi feito pode ser muito interessante para melhorar sua prática. Na sua semana, mês ou bimestre você consegue mensurar qual área de conhecimento está estimulando mais? Ou melhor… Qual quantidade de tempo você está dedicando para seu projeto? Sabemos que planejar o projeto e depois registrar leva realmente muito trabalho, por isso a Eduqa.me foi construída! Para ajudar a organizar todo esse processo, por exemplo tornando os registros organizados em uma linha do tem em que você consegue visualizar se está estimulando mais matemática, linguagem ou até mesmo o seu projeto, veja:

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

A Matemática na Educação Infantil
Atividades/Matemática/Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Materiais para Download/Relatórios
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

O que são projetos na educação infantil e 4 elementos que NÃO podem faltar no seu projeto
Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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O que são projetos na educação infantil e 4 elementos que NÃO podem faltar no seu projeto

No cotidiano escolar muito se fala em aprendizagem baseado em projetos.

A proposta com trabalhos baseados em projetos nada mais é do que criar uma sequência didática sobre um determinado tema e trazer desafios criativos que serão desenvolvidos e resolvidos pelas crianças.

As características básicas de um projeto na Educação Infantil é apresentar intencionalidade, originalidade e flexibilidade de trabalho visando e respeitando os estágios do desenvolvimento da criança. A grande intenção é motivá-la à participação ativa.

O projeto oferece à criança a oportunidade de vivenciar e provar aspectos inovadores da sociedade em que ela está inserida, além de prepará-la para a convivência e melhor adaptação social.

Na definição do dicionário:

projeto
substantivo masculino
  1. desejo, intenção de fazer ou realizar (algo) no futuro; plano.
    “O projeto de Edução Bucal para os pequenos será um sucesso”
  2.  
    descrição escrita e detalhada de um empreendimento a ser realizado; plano, delineamento, esquema.
    “p. de pesquisa”

O projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma jeito de trabalhar com o tema para dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente.

Significa que o professor deve ter um olhar crítico sobre o conteúdo a ser definido, o objetivo a ser alcançado e as tarefas que serão desenvolvidas e valorizadas pelos aluninhos. Para não deixar passar nada desapercebido a etapa de coleta de evidências das atividades é muito importante! Recomendo o nosso Ebook: Tudo Que Você Precisa Saber Para Avaliar Registros Pedagógicos Na Educação Infantil, aqui você terá um panorama sobre como olhar, analisar e extrair o que tem de melhor nas suas atividades.

 4 Elementos que NÃO podem faltar em um projeto

  1. O Desafio
  2. O Professor Planejador
  3. Alunos protagonistas
  4. O produto final

Abaixo apresento um exemplo de projeto que explora os 4 elementos.

 Projeto Horta na Escola

Nome do Projeto: Horta na Escola

Desafio:  Promover hábitos alimentares saudáveis e apresentar o conceito de sustentabilidade para crianças.

Objetivo(s): Fortalecer os valores alimentares compatíveis com a preservação da alimentação diária e da cultura do país. Sensibilizar e conscientizar as crianças de que a vida depende do ambiente e o ambiente depende de cada cidadão deste planeta.

Duração da Atividade: A horta é uma atividade continuada, portanto não tem tempo de duração, ocorre durante todo o ano.
Professor planejador: o professor deve planejar cada atividade que o projeto deseja abordar e, de antemão, planejar uma sequência didática com objetivos claro.

Professora explica aos alunos que é preciso preparar a terra para plantar as mudinhas.

Alunos protagonistas: as crianças vão pensar em como enfrentar esse desafio e em seguida colocar a mão na massa;

Crianças plantam suas sementes e regam diariamente acompanhando o crescimento.

O produto: apresentação final da produção feita pelos alunos.

Por enfim, explicam o que aprenderam durante o processo e em seguida preparam uma deliciosa e nutritiva salada para a refeição!

Atenção: É preciso estar atento para o que as crianças já sabem e o que elas desejam aprender no momento do projeto.

A metodologia da aprendizagem baseada em projetos é um eixo fundamental para Escolas que desejam fornecer uma Educação atual às crianças.

O projeto é algo que acompanha o indivíduo por toda a sua vida e iniciar-se na primeira infância é oferecer para essa criança um primeiro olhar para as coisas do mundo.

A partir de então as perguntas surgem, a curiosidade o motiva e o ver mais e melhor é uma constante na vida desse indivíduo que já não espera mais as respostas prontas. Pois está disposto a buscar sempre por respostas e se propor a enfrentar as mudanças significativas do mundo em que vivemos.

Ora, se o mercado de trabalho busca pessoas inovadoras e que saibam lidar com projetos, por que não criarmos nossas crianças para enfrentar o mundo em constante mutação?

Para alguns professores registrar é diversão, para outros é dever, mas pra gente da Eduqa.me é a única maneira de lidar com os erros e acertos e ter a chance de resignificar o aprendizado.

A partir dos registros é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local? Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Para criar planejamentos, semanários, projetos e portfólios ainda mais legais, é preciso adicionar dois condimentos especiais: a criatividade e a tecnologia. 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

Reflita e Registre!

  •  As crianças praticam o respeito?
  • Quanto ao vídeo, achou que ajudou? Qual parte mais gostou?
  • A igualdade de gênero na sua sala de aula é algo que acontece?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar!

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Estudar nas férias? Sim, não, talvez!
Rotina pedagógica
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Estudar nas férias? Sim, não, talvez!

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As crianças contam os dias para chegar as férias. Brincadeiras, diversão, sair da rotina é o que eles mais querem, gostam e merecem.

Entretanto, para os pais, as férias escolares nem sempre são um tempo para curtir em família, alguns pais se preocupam ao pensar: será que devo fazer o meu filho estudar nas férias?

Algumas escolas já orientam os pais a não forçarem a criança a estudar, já que ela precisa de brincar e recarregar as energias para o novo ano escolar ou para a continuidade do mesmo.

Um fato curioso e muito importante levantado num jornal francês para educadores há muitos anos atrás, num artigo de grande sucesso, falava da necessidade que todos temos de saber descansar (quando e como). As férias existem para isso, não é?

Antes de mais nada, quero substituir este termo “estudar nas férias”, por “aprender nas férias”, afinal, aprender num momento descontraído é tão bom quanto o brincar. Aprendemos todos os dias e em todos os momentos algo novo, não necessariamente para aprender, temos que estudar, contudo, sugiro a troca dos termos estudar por aprender, para ressignificar a forma de fazermos isso nas férias.

Para afastar qualquer mal-estar dos pais, tratamos de trazer neste texto, 3 respostas que poderão ajudar nesta decisão: Aprender nas férias? sim, não e talvez.

Veja em qual delas o seu filho se identifica mais:

SIM: se o seu filho tem uma dificuldade de aprendizagem permanente ou alguma deficiência, a resposta é sim! As crianças com mais dificuldade precisam sempre de estímulos.

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Se nas férias não houver a estimulação da atenção, da leitura e do registro, quando as aulas recomeçam, estas crianças, na maioria dos casos (sem generalizar) parecem também recomeçar, mas não de onde pararam e sim tudo outra vez.

A falta de estímulo, mesmo que seja por um período curto de tempo pode ser prejudicial, por isso, a dica é para que vá com seu filho as livrarias, bibliotecas, explore, registre e desenhe com a criança o que fizeram e/ou o que vão fazer na viagem de férias. Escreva palavras sobre a viagem no álbum de fotos da família, enfim, invente formas divertidas de brincar.

Mas ATENÇÃO! Já substituímos o  termo estudar nas férias por aprender nas férias, porque não estou dizendo que se deve reproduzir os conteúdos escolares!!! A criança precisa ler as palavras ou figuras (se já está nesta fase), assim como fazer listas, escrever/desenhar bilhetes ou pequenas cartas, ter responsabilidades como ajudar nas compras, calcular o quanto vai gastar, entre outras tarefas que envolvem a leitura, escrita e a matemática no dia a dia.

Jogos pedagógicos também são um excelente recurso. Aproveite estes momentos junto do seu filho para brincarem com jogos da memória, quebra-cabeça, dominó, lince, etc.

Nada de castigos, como por exemplo, fazer as crianças estudarem os conteúdos, realizarem cópias ou outras atividades inapropriadas ao contexto das férias, ou ainda propostas que mecanizam o processo de aprendizagem… tomem muito cuidado com o “significado do aprender nas férias” que estamos propondo aqui, ok!!? A ideia é ler, escrever e contar de forma lúdica, divertida e principalmente, diferente do que é feito na escola.

TALVEZ: se o seu filho teve um semestre escolar razoável onde era esperado mais dele, ou seja, ele poderia ter se saído melhor já que tem muito potencial, a resposta é talvez.

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Seja maleável e alterne entre as brincadeiras, um momento para construírem algo juntos; o importante é motivá-lo e fazer com que ele se sinta capaz e confiante para produzir mais e melhor. Jogos pedagógicos e atividades de educação artística são boas ideias.

NÃO: se o seu filho teve ótimos resultados e tudo está a correr bem na escola, a resposta é não. Deixe ele livre para brincar e voltar para as aulas descansado e animado.

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Independente da necessidade de aprender nas férias, o incentivo a leitura deve existir sempre em todas as idades, cada qual com os recursos e linguagem adequada.

Aproveitem bem as férias e  façam dela um momento de alegria, prazer e muita partilha.

Quer acompanhar dados da sua Escola?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como nasce ou morre um sujeito transformador?
Práticas inovadoras/Práticas inovadoras
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Como nasce ou morre um sujeito transformador?

Ser otimista não é uma tarefa fácil em meio ao que vemos diariamente nas nossas Escolas e Salas de Aula como um todo.

A reclamação é sempre uma constante na vida de quem é professor. Seja pela desorganização em sala de aula, pelas brigas constantes entre alunos ou pelos ruídos na comunicação com a Direção pedagógica, pais e até mesmo colegas de profissão.

Teoricamente todos sabem; vivemos um momento de cólera na Educação e precisamos encontrar uma direção para caminhar reformulando a maneira como aprendemos e ensinamos nesse mundo doido e de constantes mudanças. É, parece mesmo que o futuro não é mais como antes.

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O que nós, professores,  queremos e podemos fazer para garantir um futuro melhor para nossos crianças?

Educar nossas crianças significa que se adequem ao mundo futuro ou a este mundo presente? Como podemos fazer isso se não sabemos o que esperar do amanhã?

Por que padronizamos nossas crianças se, mais tarde, no mercado de trabalho, procuramos pessoas que tenham um diferencial?

Essas são perguntas que devemos fazer todos os dias antes de propor alguma atividade e até mesmo quando acordamos e nos preparamos para entrar em sala de aula.

Cada dia é uma oportunidade para refletir, adaptar, criar e agir de maneira diferente com nossas crianças.

Podemos contribuir para desenhar um futuro desejado, cheio de cores, diversidade e pessoas que se conectam com seu verdadeiro elemento chave, isto é, ajudar no nascimento de um grande sujeito transformador. Ou, também, podemos ceifar a criatividade de nossas crianças colocando-as em caixas e perfis padronizados para que a aula corra como o planejado e as nossas Instituições tenham dados para apresentar e indicadores para seguir, não é mesmo?

Dessa maneira, aquela criança, que em potencial poderia mudar o mundo, passa a ser mais uma criança educada com notas e comportamentos padrões que sonha em entrar em uma Universidade pública para tentar uma carreira de sucesso e cair no mercado de trabalho em busca de, mais uma vez, uma oportunidade para fazer a diferença no mundo.

O curta-metragem “Alike”  explora de maneira super delicada essa questão: Para que educamos nossas crianças?

Como podemos nos comportar mediante um futuro tão incerto sem deixar nos influenciar pelo mundo dos prazos curtos e produções infinitas?

Ainda não temos todas essas respostas de maneira exata, mas o fato de nos questionarmos e nos incomodarmos como as coisas estão, indica que podemos sim fazer uma revolução.

“Alike” é um curta-metragem de animação dirigido por Daniel Martinez Lara & Rafa Cano Mendez

Sinopse: Em uma vida agitada, Copi é um pai tentando ensinar seu filho, Colar, um caminho certo para ter sucesso na vida. Mas … O que é certo?

Sugestão:

Esse curta pode ser usado na reunião pedagógica afim de fomentar discussões sobre qual educação queremos e pensar em algumas estratégias para desenvolver currículos e avaliações que buscam essa compreensão das necessidades e desafios que todos nós temos no mundo de hoje e ajudam a pensar sobre possíveis soluções inovadoras.

Registre!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.