A importância da autoria de pensamento para o aprender da criança

A importância da autoria de pensamento para o aprender da criança

Fonte: Pinterest
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A maioria das crianças que são sinalizadas para a consulta psicopedagógica apresenta dificuldades para reconhecerem-se como autores de seus pensamentos e de sua própria aprendizagem.

É muito comum verificar nestas crianças e também naquelas consideradas como bons alunos, um deficit lúdico, pobreza de contato com os objetos de conhecimento (coisas e pessoas) e também com a sua própria subjetividade.

Por que isso acontece?

Isso pode acontecer devido aos problemas que ocorrem nas relações de ensino-aprendizagem. Infelizmente, alguns contextos educativos pouco ou nada contribuem para que as crianças sejam sujeitos criativos e autores, mas sim, copistas e máquinas de decorar; por isso, quero convidá-los a refletir sobre o “ser ensinante”.

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A Psicopedagogia usa este termo “ensinante” não para se referir diretamente ao professor ou aos pais, mas sim, ao lugar que eles ocupam no desenvolvimento da aprendizagem da criança, ou seja, um modo subjetivo de situar-se, numa relação transferencial, que se define a partir destes lugares subjetivos e de um processo identificatório.

Os pais costumam criar expectativas e desejar muitas coisas para os seus filhos, como por exemplo, que sejam bem-sucedidos, que não cometam os mesmos erros que eles cometeram, e etc. Leia mais em agenda superlotada.

Os professores, por sua vez, também desejam muitas coisas aos seus alunos: que sejam disciplinados, estudiosos, entre outros adjetivos. Mas ambos, pais e professores, as vezes esquecem-se de desejar algo muito importante: que as crianças sejam confiantes.

Para ser confiante é preciso saber o que é confiar, e isso só se torna possível se for vivido e experimentado nesta relação transferencial entre ensinantes e aprendentes.

Com confiança as crianças; futuros adultos; terão muitas oportunidades para lutarem pelos seus sonhos e serem felizes. Também, acreditarão na sua capacidade de aprender, pensar e modificar positivamente a sua realidade.

Assim, nossa missão como ensinantes passa a não ser mais a simples transmissão de conhecimentos, mas, chamar nossos alunos para a autoria e para o desejo de conhecer/aprender. Acreditar e confiar que a criança pode aprender é o primeiro passo para que ela conquiste a sua autonomia e por consequência a sua autoria de pensamento.

Identidade e autonomia

Quando o professor pede para que a criança faça o desenho de uma flor, por exemplo, e permite que ela crie, invente, brinque e resgate através daquele papel, toda a sua experiência com flores; ele possibilita a criança a autoria de pensar e criar, ser autor de si mesmo.

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Não há certo e nem errado num desenho.

Como poderia haver?

No mundo existem tantas flores, por que a flor do meu aluno tem que ser exatamente igual a minha? Por que a resposta para aquela pergunta, que sempre aparece nas sondagens tem que ter a mesma resposta por parte dos alunos?

Os desenhos são tão diversos como os rostos de cada criança, de cada ser humano. Quando se possibilita e se convida a criança a cocriar agregamos valor e inovação ao aprendizado dela e ao nosso, benefícios ímpares de sua contribuição e colaboração. Ao cocriar, a criança se torna mais efetiva na forma de explorar e utilizar o conhecimento que aprendeu, sendo consequentemente mais crítica.

Ser autor dos seus pensamentos é reconhecer-se como alguém que pode aprender mais, ser capaz de desenvolver e aprimorar a sua criatividade, interagir melhor com os objetos de conhecimento, ser crítico, confiante e ter “desejo” em aprender sempre mais.

Isso tudo nos permite pensar que para aprender é necessário FAZER, apropriar-se de algo a partir de elaborações objetivas/subjetivas.

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O FAZER permite registrar as experiências de aprendizagem num campo muito mais significativo e instiga o criar – recriar, fazer – refazer, construir – reconstruir, de uma maneira onde é possível perceber uma das melhores sensações de um aprendente:

“Que o aprender é quase tão lindo quanto o brincar” Alícia Fernández

Desejo que todos nós como pais ou educadores possamos provocar os nossos filhos e alunos a conhecerem a fantástica sensação de serem autores dos seus pensamentos, autores de sua própria história.

Conto: Flor vermelha do caule verde

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

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