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Dois jogos que não podem faltar na Educação Infantil

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Você já ouviu a frase: “aprender brincando é muito mais significativo para a criança?!”

Pois é!

Brincar é tão importante para criança como dormir, comer e ter direito a saúde e educação. Mas ainda assim, não é só isso.

Tem muito mais por trás de uma brincadeira, de um jogo, de uma atividade. Estimular o brincar é essencial para que a criança possa se desenvolver melhor.

Brincar é lei, conforme nos diz o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI, 1998).

Para o RCNEI (1998), o brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo tipo de material ou dos recursos utilizados. O brincar pode ser dividido em três modalidades básicas: brincar de faz-de-conta ou com papéis; brincar com materiais de construção e brincar com regras, os jogos.

O quebra-cabeça (puzzle) e o jogo da memória constituem o acervo dos jogos educativos mais populares das escolas e também os mais procurados na hora de presentear uma criança. E sabe por que?

Porque são excelentes recursos para ampliar o conhecimento e desenvolver habilidades necessárias para a aprendizagem da criança.

Em 1760, um cartógrafo inglês chamado John Spilsbury recortou um mapa sobre uma superfície de madeira e ao montar e desmontar cada “país”, deu origem ao quebra-cabeça. Só em 1932 o jogo passou a ser produzido em papel cartão, o que o popularizou devido a diminuição do seu custo final.

A princípio, o quebra-cabeça era utilizado como material de apoio ao ensino da geografia, depois, tornou-se um recurso para todas as áreas e é produzido em diferentes materiais como por exemplo o 3D.

Já o jogo da memória tem sua origem incerta. Há quem diga que foram os chineses os seus inventores, há quem diga que foram os antigos povos egípcios; contudo, o que se sabe é que este é um excelente jogo para se trabalhar a memorização e o raciocínio.

Nos consultórios psicopedagógicos, estes dois jogos não podem faltar, pois são recursos auxiliares no processo de diagnóstico e intervenção.

Ao trabalhar com estes jogos em sala de aula, fique atento as informações abaixo:

– Nível de dificuldade.

– Faixa etária.

– Tamanho e quantidade de peças.

– Tema explorado pelo jogo.

Se estes pontos não forem ajustados às necessidades e possibilidades das crianças, corre-se o risco de não aproveitar a riqueza dos materiais.

Por que brincar com o quebra-cabeça?

– Para ampliar conhecimentos (faz pensar sobre um assunto);

– Aprimorar a coordenação visomotora (preparação para a leitura e escrita);

– Desenvolver coordenação motora fina (escrita), criatividade, imaginação e paciência;

– Propiciar a socialização e trabalhar com a atenção, concentração, noção espacial, raciocínio lógico;

– Ajudar na organização**.

**Curiosidade: não é uma regra, mas crianças com problemas emocionais podem ter mais dificuldade em montar um quebra-cabeça, pois isso é capaz de representar simbolicamente a organização da própria vida (montar/desmontar –  organizar/desorganizar/reorganizar).

criança montando quebra cabeça

Por que brincar com o jogo da memória?

– Para desenvolver a escolha, confiança, autonomia, criatividade, atenção e concentração;

– Aprimorar a observação e a memorização;

– Treinar o pareamento e a relação de imagens;

– Perceber o posicionamento das peças no ato da organização do jogo (lateralidade);

memory game

– Trabalhar com regras**.

**Curiosidade: há um certo receio por parte de alguns professores da educação infantil em trabalhar com jogos de regra. Para eles isso não faz sentido, já que na educação infantil há como premissa a essência do brincar, a livre expressão da criança para criar e transformar qualquer coisa no que quiserem e imaginarem.

E você o que acha disso?

Contudo, os jogos de regras auxiliam na socialização, a lidar com a frustração, em ter mais naturalidade nas relações com o perder e o ganhar, além do que, possibilita a cooperação e a superação do egocentrismo, requisitos fundamentais para viver em sociedade.

E então, experimente em sala os dois e faça suas anotações sobre qual fez mais sentido.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

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