Explorar texturas é uma atividade bastante recorrente nos primeiros anos de Educação Infantil – e com motivos: é através do tato e do movimento que a criança vai começar a descobrir o mundo e identificar espaços.

Mas não é preciso gastar muito nem perder tempo demais com preparativos. Por que não levar as crianças para fora da sala de aula, para que explorem e encontrem diferentes texturas presentes na natureza?

Prepare o ambiente para que as crianças encontrem diferentes texturas com facilidade (foto: Google)

Prepare o ambiente para que as crianças encontrem diferentes texturas com facilidade (foto: Google)

Área de conhecimento

Natureza e sociedade.

Faixa etária

A partir dos 2 anos.

Material

  • Uma cesta para recolher suas descobertas (ou baldinhos de praia individuais).

Preparação

Garanta que o espaço escolhido (pátio da escola, parque próximo, jardim zoológico, horta, etc.) esteja previamente preparado para a presença de crianças pequenas. Ele deve ser seguro pois, assim, é permitido que elas passeiem e explorem por conta própria, com o mínimo de auxílio possível por parte do professor.

Opte por um local com grande variedade de solos e plantas, ou leve consigo alguns materiais diferentes para complementar o ambiente: grãos, como feijão ou milho, areia e barro, folhas verdes e secas, casca de árvores diversas, palha ou serragem, água, brita – tudo deve estar à disposição para ser facilmente encontrado.

Durante a exploração, vá citando os nomes das texturas encontradas e pedindo que as crianças repitam, aumentando seu vocabulário (foto: Google)

Durante a exploração, vá citando os nomes das texturas encontradas e pedindo que as crianças repitam, aumentando seu vocabulário (foto: Google)

Atividade

Antes de sair da sala de aula, reúna as crianças e oriente-as, explicando quais serão as regras do passeio (por exemplo, permanecer sempre na área delimitada ou não empurrar os colegas). Peça para que elas repitam as instruções até que todos sejam capazes de se lembrar delas.

Conte que vocês irão explorar a natureza e encontrar texturas diferentes. Esse é um bom momento para introduzir a palavra e explicar seu significado – leve dois materiais para usar como exemplo, como uma bolinha de algodão e uma lixa, ou mesmo folhas verdes e secas. Mostre a elas como esfregar os dedos sobre a superfície do material e deixe que a turma toque e sinta a diferença, enfatizando como uma é macia e a outra, áspera. Será que eles conseguem citar outras coisas que são macias? E outras coisas que são ásperas? Quando os conceitos forem compreendidos, hora de explorar!

Quando estiverem lá fora, guie os alunos, facilitando suas descobertas, e incentive-os a colocar o que encontraram na cesta ou baldinho para, depois, mostrar à classe. Vá introduzindo novas palavras para definir as texturas que eles encontrarem: duro, mole, macio, áspero, seco, molhado, gosmento, pastoso, felpudo.

Enfim, reúna as crianças e deixe que elas apresentem a todos os materiais que acharam. Cada uma pode retirar algo da cesta e dizer o que é ou qual a textura que sentiram – então, devem dividi-lo com os colegas, para que todos possam sentir, também.

Variações

  • Natureza e sociedade (trabalho manual): que tal ajudar as crianças a construir um tapete de texturas com o que elas recolheram? Basta um rolo de papel pardo ou alguns quadrados de cartolina – e muita cola! Crie uma trilha (você pode desenhar quadros como se fizesse um jogo de amarelinha) e preencha-a com as folhas, areia, galhos que trouxeram. Você também pode acrescentar outros materiais, como tecidos, EVA, algodão. Por fim, organize os pequenos em fila e faça com que caminhem sobre a trilha de texturas para experimentar as sensações. Use uma venda para tornar a atividade ainda mais divertida, pedindo que as crianças adivinhem sobre o que estão andando.
O tapete de texturas pode ser fabricado com ajuda das crianças - e se torna uma boa alternativa para se trabalhar em espaços fechados (foto: Google)

O tapete de texturas pode ser fabricado com ajuda das crianças – e se torna uma boa alternativa para se trabalhar em espaços fechados (foto: Google)

Para avaliar

  • As crianças conseguem diferenciar texturas distintas?
  • Reconhecem os nomes dados a cada tipo de textura, quando o escutam?
  • Sabem nomear uma textura quando a sentem, ou seja, aumentaram seu vocabulário?
  • Foram autônomas e se mostraram dispostas a explorar o ambiente, tomando iniciativa e tentando realizar a atividade sem (ou com pouco) auxílio dos adultos?
  • A motricidade está bem desenvolvida para a faixa etária? Elas foram capazes de se locomover no espaço, recolher e manusear os materiais?

Registre!

Ao fotografar a atividade, dê foco principal às mãos e pés das crianças contra as texturas, e às suas expressões faciais ao descobrir uma nova sensação.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças foram capazes de realizar a atividade com base em seu conhecimento prévio? Como estão as habilidades de linguagem e motricidade?
  • Entenderam o objetivo da atividade e cumpriram a proposta?
  • Estavam interessadas e se envolveram ativamente na brincadeira? Trouxeram descobertas e fizeram perguntas relacionadas à aula?
  • Identificaram a existência de diferentes texturas na natureza?
  • Aprenderam os nomes das texturas trabalhadas?
  • Conseguiram dar exemplos de materiais com cada textura, quando perguntados pelo professor?
  • Trabalharam mais em grupo ou individualmente? Como foi o relacionamento entre a turma?
  • Gostou?Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

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