Rotina pedagógica
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QUE TIPO DE EDUCAÇÃO VOCÊ QUER DAR PARA AS CRIANÇAS, PROFESSOR?

Esta pergunta é intrigante e pode suscitar a priori duas interpretações:

Pensar nos métodos e estratégias que vou oferecer aos meus alunos para
educa-los de forma que aprendam os conteúdos formais, ou, ir além disso e
pensar também em que tipo de pessoas quero formar. Quando imaginamos uma sala de aula, muitos cenários vêm à tona, principalmente a diversidade que a compõe. Para muitos, a palavra diversidade parece estar ligada a algo que é visível no outro, ora por aquilo que falta ora pelo que sobra em alguém, mas, neste texto, vamos falar de um assunto que nem sempre é tão explícito pelo que falta ou pelo que sobra, mas pelo que as vezes passa desapercebido pelos olhos do professor.

Vamos falar da inclusão socioeconômica e do contraste social encontrado nas escolas.

Por mais que saibamos que esta realidade existe, quando as diferenças
não estão estampadas de forma evidente no rosto das pessoas, parece que
elas são ignoradas. Está é uma falsa ilusão e a falsa ideia da homogeneidade que muitos professores ainda insistem em defender.
Somos todos diferentes e únicos, isto por si só derrota a ideia de
homogeneidade humana. Aprendemos de formas diferentes, pensamos e
gostamos de coisas diferentes e temos também condições socioeconômicas
muito distintas.
Estas condições econômicas, em alguns casos, definem e implicam
diretamente nos objetivos e propósitos pelos quais a criança frequenta uma escola.
Sabemos que muitas crianças precisam comer, por isso vão a escola;
outras ainda quando muito pequeninas, frequentam a escola, pois os pais
necessitam trabalhar; e há também aquelas que vão a determinadas escolas para sustentar certos “status” dos grupos sociais do qual os pais fazem parte.
Mas há também pais que escolheram as escolas devido aos métodos
pedagógicos e pela filosofia do trabalho educacional que oferecem.

imagem do google

Independente do que seja, se desconhecermos os motivos pelo qual cada aluno frequenta a escola, teremos problemas na relação direta com eles e
principalmente com suas famílias. Alguns comportamentos dos pais, por mais que sejam estranhos, passam a ser “melhor compreendidos”, uma vez que se conhece os interesses das famílias. Com isso, não quero dizer que a escola deve assumir o papel dos pais, muito pelo contrário, deve partilhar com a família a responsabilidade de educar, mas perceber os limites que envolvem estas relações entre família-escola.
Por conta das desigualdades sociais existentes, há um consenso entre
as pessoas ao achar que nas escolas públicas estão os alunos menos
favorecidos e nas escolas particulares estão os mais favorecidos
financeiramente.
No caso do Brasil, isso tem uma certa verdade pela forma cultural e
econômica em que o ensino está organizado, mas na europa por exemplo, não é bem assim que funciona; as escolas públicas europeias têm grande prestígio e muitas famílias privilegiadas economicamente optam por matricularem os seus filhos nestas instituições.
É bastante curioso e interessante observar esta diversidade
socioeconômica dentro de um único espaço. A mãe empregada de mesa e um pai empresário debatendo, nas reuniões de pais, melhorias para a escola dos seus filhos. Existem problemas causados pelas condições econômicas? Sim, como em todo lugar, mas como o objetivo é zelar pela educação de qualidade para os filhos, essas diferenças não são um problema.
O preconceito é algo ensinado pelo adulto. As crianças são ensinadas a
selecionar seus amigos pela ótica do adulto.
As escolas particulares no Brasil, nem sempre ilustram este cenário
separatista que está na mentalidade das pessoas. Muitos pais fazem grandes
sacrifícios para dar o melhor para os filhos; e para eles, o melhor, é uma
educação de qualidade que supostamente acham que vão encontrar nas
escolas particulares.
Digo supostamente, pois classificar se uma escola é boa ou ruim devido
ela ser pública ou privada é mais um erro. Há boas escolas públicas e há boas escolas particulares, assim como também há más escolas independente de serem públicas ou particulares.

Isto parece ser óbvio e até redundante, mas você já parou para se
perguntar o que é uma boa escola? ou o que faz de uma escola ser boa ou
não?
Podemos construir um ótimo livro só com as respostas para estas
perguntas, mas a reflexão que se quer aqui vai mais além do que a escola
deve ter ou fazer para ser boa, mas sim da sua essência. Por isso, o título
deste texto começou por questionar: que tipo de educação você quer dar para as crianças, professor?

Podemos brincar com esta pergunta e criar tantas outras… que tipo de
cidadão você quer formar? que tipo de pessoa você quer ajudar a constituir? Não se tem aqui a pretensão de dar respostas, mas pensar em alguns caminhos a partir da diversidade socioeconômica encontrada nas escolas.
Esta diversidade aumenta o desafio do professor em sala de aula, pois
os conteúdos não podem ser mais a preocupação exclusiva; valores como
respeito ao outro e às diferenças passam a ser tão importantes quanto o
aprender formal, aliás, estes são aspectos que propiciam uma melhor
interação, comunicação e por fim um melhor aprendizado.
Infelizmente, ouve-se nos corredores das escolas crianças discutindo:
“meu pai tem dois helicópteros e o seu não tem nenhum”; “você é pobre, por que estuda nesta escola?”. Estas atitudes incentivam e aumentam a prática do builyng e de outros maus comportamentos que não colaboram com a construção de uma boa escola e também da aprendizagem das crianças.
As desigualdades sociais encontram-se em níveis variados dentro das
escolas, por exemplo: a criança rica e a muito rica, a criança pobre e a
extremamente pobre, e outros espaços onde se tem um pouco de tudo. Não é somente pensar nos extremos, mas nestas variações dentro de cada classe social. Estes problemas trazidos pelas dificuldades em lidar com a diversidade socioeconômica dá a oportunidade ao professor de falar e ajudar as crianças na construção da sua identidade e autonomia.
Trazer para dentro da classe as diferenças existentes entre os alunos e potencializa-las para o conhecimento é uma boa estratégia. Uma criança que vende doces no farol, tem com certeza, muita experiência com a matemática e isso pode ser levado para a sala de aula, para a criança ressignificar e protagonizar a sua aprendizagem.

Desta mesma forma, a criança dos helicópteros tem uma vivência a ser
partilhada que vai além do ter mais ou menos um bem material, e isso, com
criatividade, pode virar uma rica experiência para todos.
Cada vez mais, as crianças mostram dificuldades em superar o seu
egocentrismo inicial, pois são ensinadas a serem egoístas, quando desprezam e julgam uma condição social diferente da sua.
A escola é o espaço mais rico para que estas realidades se cruzem e
coloquem a criança numa posição de conflito frente aos seus valores,
conhecimentos e personalidade, que a priori é constituída pela família. Isso é saudável para o seu desenvolvimento psíquico, mas se não for bem assistida pode ser um risco para as relações sociais e para o desenvolvimento pessoal das próprias crianças.
A escola precisa se importar com as diferenças sociais e e entender que
este problema também é seu. A escola representa a população e se julgamos
que a sociedade está ruim é porque de alguma forma a escola contribui com
isso, quando finge, por exemplo, que não é um problema seu, as crianças se
desrespeitarem.
O que quero dizer com isso é que o aluno que está em nossas classes
hoje, poderá ser o médico que cuidará de nós amanhã, ou o professor que dará aulas para o nosso filho no futuro, enfim, está em nossas mãos transformar os problemas da desigualdade em oportunidades de construir uma sociedade melhor.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pelo canal no YouTube LUDUKE

Prêmio reconhece práticas inovadoras de professores brasileiros
Rotina pedagógica/Práticas inovadoras
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Prêmio reconhece práticas inovadoras de professores brasileiros

Iniciativa da rede Base2Edu, em parceria com a Bett Educar, irá valorizar boas práticas em escolas públicas e privadas de todo o país.

As propostas submetidas receberão parecer pedagógico de especialistas de educação, curadores e embaixadores.

Professor Josias Silva anunciando o prêmio na Bett Educar

O prêmio surge com a proposta de reconhecer, valorizar e divulgar boas práticas desenvolvidas por professores que estão transformando as salas de aula em ambientes criativos. Um dos diferenciais da premiação é que todos os projetos submetidos receberão parecer pedagógico da equipe de pedagogos da rede Base2Edu.

“Esperamos que o compartilhamento de ricas práticas educacionais e o aprendizado em rede ajude a catalisar uma transformação grande e sustentável na educação brasileira”, destaca a Claudia Valério, diretora de conteúdo da Bett Educar.

Podem concorrer ao prêmio, professores transformadores de todo o país, atuantes em escolas públicas e privadas nas seguintes categorias: educação infantil, ensino fundamental 1, ensino fundamental 2 e ensino médio.

Segundo Prof. Alexandre Merofa, co-fundador da rede Base2Edu, que reúne educadores transformadores, o Prêmio Professor Transformador reconhece, inspira e conecta profissionais de todo país, contribuindo para a inovação da educação e o desenvolvimento de uma sociedade mais participativa e criativa.

“É importante que, desde cedo, todos tenham oportunidades de criar, de se expressar e de testar suas ideias. Acreditamos que a escola é um espaço ideal para estes exercícios, e o professor o mais completo facilitador destes experimentos”, afirma.

Para Merofa, o papel do professor hoje em dia mudou bastante, deixando de ser apenas disseminador para facilitador do conhecimento. “Não podemos aceitar que alunos passem o dia imersos em conceitos puramente abstratos, ou seja, a escuta passiva do professor em sala de aula. O mundo já não funciona assim! Fora das escolas, o universo pulsa e reclama de nós educadores, alunos críticos, criativos e prontos para um mundo imperfeito e complexo”, acrescentou.

Embaixadores e curadores de peso

O Prêmio Professor Transformador conta com um Conselho de Curadores de Conteúdo formado por especialistas em educação atuantes em empresas, universidades e órgãos públicos. Entre eles, Valesca Toledo, Subsecretária de Educação do Estado de São Paulo, e Dr. Marcos Garcia Neira, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Além dos curadores, o prêmio conta com o crivo inspirador de ‘Embaixadores’ como o prof. Jayse Ferreira, de Pernambuco, reconhecido como um dos melhores professores do mundo segundo o Top 50, da Teacher Prize 2019, e a profa. Lília Melo, do Pará, escolhida como a melhor professora do Brasil na categoria Ensino Médio, pelo Ministério da Educação (MEC), em 2018.

Prêmio Professor Transformador

Rede Base2Edu e a Bett Educar 2019
Inscrições gratuitas pelo site www.base2edu.com/premiobett
Central de suporte ao candidato: (11) 4210-1031

Informações à imprensa:

Flávia Domingues
EFEMAIS Comunicação para Negócios Transformadores
(21) 98449-4041 // 96596-2029 // flavia@efemais.com

5 pesquisas científicas que apoiam suas práticas em sala de aula
Atividades/Carreira/Rotina pedagógica
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5 pesquisas científicas que apoiam suas práticas em sala de aula

Ao longo de sua carreira, o professor constantemente se depara com o seguinte desafio: “como apoiar minhas práticas de sala de aula com referenciais teóricos de qualidade?”. Existem alguns caminhos para tanto. O mais indicado é a pesquisa em plataformas de artigos acadêmicos: o Google Acadêmico reúne bases de todo o mundo e Brasil, mas você também pode buscar em instituições reconhecidas, como a USP, PUC ou Unicamp.

Rotina pedagógica
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Água Potável e Saneamento – Saúde e Bem Estar

Olá,

Hoje vamos fazer um projeto INTERCONECTADO para começar a estimular este pensamento tão necessário às nossas crianças que serão responsáveis por transformar o nosso futuro.

Vamos lá?

Hoje, ao invés de ter como base um vídeo da Unesco. INTERCONECTAREMOS os temas de dois vídeos:

# ODS: Água Potável e Saneamento

# ODS: Saúde e Bem Estar

                                  

Estes temas são bem legais porque dão vazão a um trabalho de pesquisa.

Vamos iniciar focando nas perguntas finais do vídeo sobre o ODS: Água Potável e Saneamento.

# Quais são as formas de contaminação e de purificação das águas?

# Como sua comunidade pode ajudar a melhorar o uso da água?

Foto: artapartofculture.net/2014/02/15/nuovi-mondi/

Com relação à primeira pergunta, é possível sugerir um trabalho de pesquisa sobre as formas de contaminação e as possíveis formas de purificação da água.

As crianças, hoje, são super conectadas ao computador. Assim, uma busca ao Google sobre este tema, certamente, vai despertar o interesse das mesmas, desde que o trabalho não esteja focado somente em pesquisar, copiar e colar.

Mas como é possível fazer isto?

Sim, eu sei, é bem difícil! Mas uma forma de despertar o interesse das mesmas pode ser sugerindo que elas montem uma página no Facebook sobre o tema e que sejam responsáveis por alimentá-la. Assim, todas são responsáveis pelo mesmo trabalho de pesquisa e não fica “pesado” para nenhuma delas, pelo contrário, o engajamento é bem maior.

                                                                            

Quando elas pesquisarem sobre uma possível solução de purificação das águas, elas já postam lá na página do Face. Assim como, sobre uma forma de contaminação da água, elas também, já postam lá. E isso pode incluir uma infinidade de formatos de artigos. Não precisa ser, necessariamente, um artigo que fale sobre uma forma de contaminação ou sobre uma forma de purificação, mas, de repente, uma notícia que envolva estes assuntos.

Ou ainda melhor, sobre algum outro assunto mas que, indiretamente, acabe ocasionando a poluição das águas.

E, deste modo, vamos trabalhando a interconexão dos temas e a partir desta percepção de interconexão do todo, vamos “plantando” nas crianças o entendimento da necessidade de se ter responsabilidade sobre este todo.

Como podemos fazer isso?

DE FORMA SEMELHANTE AO QUE VOU FAZER, AQUI, AO “LINKAR” OS TEMAS DOS DOIS VÍDEOS.

Então, como seria?

# A partir desta atividade, puxamos o “gancho” para falar sobre SANEAMENTO BÁSICO e sua relação com nossa SAÚDE E BEM ESTAR. O que seria fantástico, porque assim, elas vão acompanhando e “linkando” os assuntos e a interconexão entre eles, como já dito. E, para isso, vocês, também, podem se utilizar de elementos já citados no artigo que escrevi sobre EDUCAÇÃO DE QUALIDADE (mais um “link”!), especialmente, no item ESPAÇOS, quando eu falo sobre as epidemias que podem ser causadas pelo mau uso dos mesmos.

É deste modo, que vamos criando nas crianças uma forma de visão ampliada para enxergar e analisar os assuntos. E auxiliamos “de quebra”, na construção de um pensamento ponderado que consegue analisar, também, sobre diferentes ângulos. Algo, totalmente, necessário para enfrentar (e respeitar!) diferentes opiniões. Não é maravilhoso?

Além de tudo isso, a atividade de construção da página do Facebook já responde às demais perguntas destacadas ao final dos dois vídeos: “Como sua comunidade pode ajudar a melhorar o uso da água?”, “O que é Saneamento Básico? Como ele é feito na sua cidade e quais efeitos pode ter na saúde das pessoas? E o que podemos fazer para acabar com as epidemias na nossa região?”.

Já que esta página do Face, servirá como um veículo de disseminação de informações e de troca de conhecimentos. Uma ação conjunta e que pode ser aberta à participação de todos da comunidade.

O que acharam da ideia?

Espero que tenham gostado das dicas! Compartilhem conosco os depoimentos e as atividades realizadas e não deixem de registrá-las.

E, claro, me acompanhem, também, no site da Sustentável é Ser Humano. www.sustentaveleserhumano.com.br. Lá, vocês também podem conferir artigos sobre as formas de contaminação e de purificação da água. Mas, o ideal é que as crianças deem um Google e busquem todas as informações possíveis em diferentes fontes.

Um grande abraço!

Gostou dos comentários?

Com estes materiais aliados à sua parte criativa, você verá que há infinitas possibilidades de atividades a serem realizadas.

Não deixe de registrá-las.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar!

Juliana Monteiro para a Eduqa.me. Juliana é educadora, nutricionista e fundadora da Sustentável é Ser Humano. Saiba mais em:www.sustentaveleserhumano.com.br

A Matemática na Educação Infantil
Atividades/Matemática/Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Materiais para Download/Relatórios
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Registros/Rotina pedagógica/Práticas inovadoras
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Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

O que você vai aprender com esse caso?

Se você é professora, coordenadora ou diretor em alguma escola de educação infantil e fundamental, recomendo muito que preste atenção neste artigo. Vamos mostrar como um de nossos clientes, o Centro Educacional Jardim Encantado, trabalhou junto com a Eduqa.me para resolver os problemas na árdua tarefa de organizar e gerenciar os semanários, registros e relatórios escolares, bem como construir um acervo de atividades acessíveis promovendo troca e colaboração entre os professores. Também vamos mostrar como a escola se tornou ágil na comunicação entre coordenadores pedagógicos e professores.

A Escola

O Jardim encantado é uma Escola de Educação Infantil e Berçário que fica no Paraná em uma cidade chamada Meridianeira. A Escola adotou a Eduqa.me no começo do ano e no primeiro mês, teste,  foi um processo de adaptação e reconhecimento dos professores. Como os professores usaram e acharam fácil, o Diretor assinou a Eduqa.me e começou o trabalho. Primeiramente a implementação foi feita com professores e em seguida foi expandindo para a família. Hoje os professores fazem todos os seus semanários na Eduqa.me e também os registros de atividades de cada classe e das crianças, assim a família também faz acompanhamento das atividades que seus filhos fazem na escola. Desde fotos, questionários e anotações pertinentes a cada criança. Como o Jardim Encantado é uma escola aberta às devolutivas, a plataforma também tem contribuído muito nesse aspecto, pois a família chega hoje na Escola desejando obter informações dos seus filhos e o Diretor acessa o sistema e já tem uma resposta pronta, sem ter que chamar o professor na sua sala de aula.

#Na Prática

Os professores acessam a Eduqa.me e criam uma rotina de atividade para desenvolver as crianças semanalmente, isto é, o semanário. Assim a coordenação e a direção ficam cientes do semanário imediatamente. Além desse compartilhamento, tanto o professor, quanto o coordenador, podem fazer comentários nas atividades do semanário, com isso agilizam a troca de informação e esclarecimento de dúvidas. Uma vez que existe essa transparência a responsabilidade passa a ser de todos os atores da Escola. Desta maneira a direção passa a ser responsável e a ter mais propriedade para dialogar direto com a família sem ter que chamar o professor na sua sala de aula. 

“Não tem a necessidade de fazer a pergunta: – vou perguntar para o professor para saber o que está acontecendo, eu simplesmente acesso e pronto. A resposta está ali, pronta. É legal porque ajudando os professores nesse processo as coisas ficam mais fáceis para todos e a Escola tem mais fluidez.”

Alexandre – Diretor do Centro Educacional Jardim Encantado

Hoje a Escola conta com 47 crianças cadastradas na plataforma, 4 professores docentes, 1 coordenador pedagógico e 1 Diretor. A escola usa a Eduqa.me há 4 meses e já tem catalogado em seu baú de atividades mais de 900 atividades mapeadas em 14 áreas do conhecimento.

Números do colégio Jardim Encantado

Números do colégio Jardim Encantado

 

Toda essa informação gerada pela escola antes era perdida pois não havia a possibilidade de resgatá-las para discutir e reorientar as práticas pedagógicas. Além disso, muitas anotações importantes sobre as crianças não eram feitas pois caiam no esquecimento. Agora coordenador e diretor podem fazer diversas buscas sobre uma série de informações pedagógicas na plataforma. Como por exemplo buscar as atividades de linguagem feitas nos últimos 3 meses, visualizar de maneira clara as atividades com os registros em fotos e vídeos, resgatar essas atividades para possíveis relatórios, replicar, co-criar, repensar e decidir o que muda ou não para os próximos meses. Agora o colégio também conta com um acervo de todas as suas atividades feitas. Todas com fácil acesso e salvas em  um local seguro prontas para serem reaproveitadas com apenas um clique.

O Desafio

O principal desafio do Jardim Encantado era:

Organizar e gerenciar a documentação pedagógica.

Como resolver esses dois problemas sem tomar mais tempo da coordenação e dos professores, em um dia a dia tão corrido como o escolar? Com a documentação em ordem seria possível balizar qual área do conhecimento estava defasada e a partir dessa constatação gerar um plano de ação para as atividades certas para o  desenvolvimento infantil de cada classe. 

Apesar da Escola já fazer a documentação usual com planilhas, cadernos e documentos impressos, os semanários eram sempre o grande ponto de atenção, pois na maioria das vezes a rotina da Educação Infantil era puxada e a rotina consumia a maior parte do tempo dos professores.

A Solução

Obviamente que a  qualidade do ensino depende de muitos fatores, em graus diferentes, mas a solução que a Eduqa.me propõe é fazer toda a documentação pedagógica com uma única ferramenta que é acessível do celular, tablet ou computador.

Semanário:

Para o semanário o professor planeja e a coordenação acompanha em tempo real o planejamento de todas as turmas. Sem envio de e-mails e vários outros documentos. Hoje as devolutivas são feitas no própria plataforma, facilitando o diálogo, a busca e a organização.

Registros:

A escola optou por registrar por texto, foto e vídeo. Desta maneira os registros ficam mais completos e ricos e é possível saber o universo das atividades lecionadas, qual área do conhecimento está sendo mais estimulada e quais são os pontos de atenção das demais áreas e, principalmente, das crianças.

Escrever sobre a prática faz pensar e refletir cada decisão tomada, permitindo aprimorar o trabalho diário da sala de aula e adequá-lo com frequência às necessidades dos alunos e trocar os aprendizados com outros professores passa a ser consequência. A Eduqa.me permite que essa tarefa seja feita de forma simples.

Anotações individuais:

Um dos recursos mais importantes da Eduqa.me, aqui na mesma hora que o professor faz um registro para toda a classe ele consegue fazer anotações individuais de cada criança, ou seja, o professor pode anotar uma fala, um comportamento e essa anotação vai direto para o perfil da criança ajudando a compor seu portfólio online.

O Baú de Atividades:

Outro recurso de muito destaque é o Baú de atividades, nele ficam armazenadas todas as atividades que o professor planeja. O Baú também permite que o professor compartilhe suas atividades planejadas com professores de todo o Brasil ou busque novidades de outros professores para a aula da semana. O professor pode criar, pesquisar, co-criar e compartilhar suas atividades. Agora o Jardim Encantado conta com um báu de fácil acesso com mais de 550 atividades até o momento, essas atividades podem ser usadas na própria escola e, até mesmo, se compartilhadas no baú público, podem ser copiadas por qualquer professor do Brasil.

Afinal de contas educação sem troca, não é educação.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
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5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

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Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

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Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.