E o que é ser criança hoje?
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E o que é ser criança hoje?

É senso comum ouvirmos dizer que as crianças de hoje são muito diferentes do crianças do passado.
Por que será que ouvimos e falamos tanto essa frase? O que será que mudou tanto o nosso conceito sobre a infância e a escola? Bom, não sei apontar exatamente o que mudou mais com toda certeza está tudo bem diferente.

Você concorda?

Nos dias de hoje, faz parte do “sentimento de infância”, ou seja, das peculiaridades dessa etapa do desenvolvimento, a busca pelo novo, pela exploração, pelo lúdico, pela alegria, pelo afeto e pela investigação.
Entendemos que todas essas são características do universo da infância nos dias de hoje. Mas, vale ressaltar ainda a importância de considerar que diferentes contextos sócio-culturais terão forte impacto na maneira como tais peculiaridades se apresentarão.
Por exemplo, o modo de ser de uma criança moradora de uma grande cidade como São Paulo ou Recife será diferente de uma criança que nasceu e cresceu em um vilarejo no interior de Pernambuco.

A concepção sócio-histórica de desenvolvimento

Isso acontece porque as relações que ela estabelecerá, os aparatos culturais que farão parte da sua vida, os valores de sua comunidade, dentre outras coisas, serão diferentes e é na relação com tais aspectos que se dará o desenvolvimento da criança, de seus hábitos, crenças, valores e visão de mundo. É o que chamamos de concepção sócio-histórica de desenvolvimento.
Ou seja, a criança, ao mesmo tempo apresenta características comuns a outras crianças (o sentimento de infância falado acima), mas também se constitui como um ser único.
Quando vemos a criança como um ser único, somos convidados a olhar também para as muitas infâncias que temos hoje e, assim, saímos da busca da uniformidade e homogeneização e passamos a considerar e valorizar as singularidades, diversidades e heterogeneidade.
Outra característica importante da criança de hoje é o seu caráter de protagonismo. Já não são vistas como seres passivos. Pelo contrário, são concebidas como atores sociais, protagonistas de seus processos de desenvolvimento e socialização.
Portanto, conhecer a criança implica em escutá-la, enxergá-la em suas particularidades, desenvolver um olhar atento e sensível tanto para o que ela pode estar dizendo com sua voz e suas ações,como também para o seu contexto sociocultural, alem de concebê-la como produto da sua cultura mas também como produtora dessa mesma cultura.
Ainda considerando algumas características importantes da criança de hoje, destacamos ser esta um “sujeito de direitos”. E o que significa isso?

Sujeitos de Direitos

Conceber as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos significa entendê-las como seres especiais por estarem em desenvolvimento e, para garantir um desenvolvimento saudável, precisam ter alguns direitos garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Nessa direção, destacamos o
art. 227, da Constituição Federal que diz:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Nesse sentido, cabe ao Estado construir e promover políticas públicas que possam contribuir para garantir um desenvolvimento infantil pleno e saudável. Cabe ao Estado, à sociedade e à família promover os direitos garantidos constitucionalmente e, em decorrência, a proteção integral concebida como prioridade. Assim, nas últimas décadas, essa passou também a ser uma importante característica da criança de hoje, são sujeitos de direitos.

Considerando agora o universo escolar, de modo compatível com essa concepção, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”.

Sendo assim, um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na Educação Infantil consiste em lidar com as crianças considerando suas particularidades e realidades sócio-culturais, considerando o jeito particular da criança de ser e de estar no mundo.

A expectativa

Ao questionarmos a maioria das pessoas (sejam profissionais ou não) sobre a primeira infância, ainda é possível notar que são priorizados aspectos que giram em torno do que esta criança vai “vir a ser” no futuro. Por mais que se pretenda pensar na criança como um sujeito ativo e produtor de culturas, grande prioridade é dada ao preparo do que se almeja dela para o futuro.
Tal anseio é natural, mas não deve prejudicar o reconhecimento das demandas e necessidades da criança no presente. Inclusive, com base nas pesquisas das Neurociências, hoje sabemos que muito desse “futuro” será determinado por um bom desenvolvimento dessa criança no presente.
No entanto, ainda é muito comum a preocupação dos pais para que a criança aprenda logo a ler, que fale logo mais de um idioma, que tenha bom desempenho em esportes, etc pois isso “garantirá” um bom futuro.
Isso não é verdade. Tantos estímulos podem, inclusive, ser um estressor e atrapalhar o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo que também pode fazer com que a criança pule etapas do desenvolvimento necessárias para uma aquisição posterior.
Disto é que surgem as problematizações sobre a concepção da infância na atualidade: a criança já é no presente ou será somente no futuro?
Deve ser considerada no presente ou deve ser vista somente como virá a ser no futuro?
Já sabemos essa resposta, não é? É apenas se desenvolvendo bem no presente que a criança poderá vir a ter um bom futuro.
Ou seja, ao valorizar de forma enviesada o que ela virá a ser no futuro, corremos o risco de deixar de investir na criança do presente, atribuindo a ela funções pouco adequadas a sua fase do desenvolvimento, Isto ocorre quando são priorizadas múltiplas formações acadêmicas que são supervalorizadas como maneiras de prepará-la para o futuro na sociedade. Priorizar atividades inadequadas pode, em muitos casos, gerar uma supercarga de atribuições à criança e ser pouco eficaz para sua fase do desenvolvimento.
Além disto, tais medidas acabam substituindo atividades essenciais para este período e em algumas circunstâncias, reduzem drasticamente o prazer da infância e o tempo para o brincar.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais. Dessa maneira fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro e de fácil acesso.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Mas, afinal, o que é a infância?
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Mas, afinal, o que é a infância?

Esta e outras perguntas relacionadas à infância normalmente promovem uma grande e profunda reflexão em nós, profissionais que lidamos com crianças, nos levando às mais variadas respostas.

O que é infância?

A infância é uma área de estudo multi disciplinar e extremamente abrangente. Diversas perspectivas podem ser adotadas para compreender este vasto universo. Portanto, é necessário recorrermos a fontes cuidadosas, baseada em estudos científicos, que nos auxiliarão a percorrer este fascinante mundo da primeira infância.

Durante muitas décadas, o conhecimento sobre o desenvolvimento infantil foi limitado, gerando uma visão restrita e/ou, enviesada da criança.

Adultos em miniatura

Por exemplo, na antiguidade, os gregos utilizavam palavras ambíguas para classificar qualquer pessoa que estivesse em um estágio entre a infância e a velhice, não havendo, portanto, uma diferenciação nas etapas do desenvolvimento infantil. Ainda, na idade média, as crianças eram consideradas “adultos em miniatura”.

Muitos teóricos acreditavam que crianças eram como uma “tábula rasa”, comparando-as a uma folha de papel em branco, que nasce sem “nada escrito” e que é “preenchida” (ou determinada) somente pelas suas experiências pós-nascimento. Essa concepção de desenvolvimento é chamada de “ambientalista”.

Há também a chamada concepção “inatista” que, ao contrário, vai defender que tudo As diferentes concepções do que é ser criança ao longo do tempo e de como o sujeito será é determinado por fatores genéticos e que, ao nascer, todas as potencialidades da criança já estão pré-determinadas. Há ainda uma terceira concepção de desenvolvimento, que hoje tende a ser mais aceita, que é a concepção interacionista ou sócio-interacionista, que considera as influencias (ambientais, sociais e biológicas) na constituição do sujeito e em seu desenvolvimento.

Assim, consideramos importantes as tendências genéticas e as características biológicas do bebê ao nascer, mas as experiências que ele viverá e as relações sociais e afetivas que estabelecerá terá um papel fundamental no curso do seu desenvolvimento, em todas as suas dimensões (cognitiva, afetiva, social e física). De acordo com os estudos da Psicologia do Desenvolvimento, a infância é um período de mudanças bio-psico-sociais que vai desde o nascimento até o ingresso na puberdade, por volta dos doze anos de idade.

É um período de profundas transformações que serão fortemente influenciadas pelas experiências que as crianças irão viver ao longo desse período. Esta mesma definição é adotada por autoridades no assunto, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1989, e também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A criança de ontem e o que é ser criança hoje?

As características da infância mudam com o tempo em função das diferenças sócio-culturais, econômicas e geográficas de um dado contexto histórico.

 

Portanto, a criança de hoje não é exatamente igual à do passado, nem será igual à que virá nos próximos séculos, uma vez que os contextos sócio-histórico e culturais também serão modificados.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Desenvolvimento da identidade, autonomia e autoconfiança na infância
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros/Relatórios/Identidade e autonomia
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Desenvolvimento da identidade, autonomia e autoconfiança na infância

As conquistas na primeira infância

A infância é um importante período no qual a criança conhece e explora o mundo. Logo nos primeiros anos de vida, ainda na primeira infância, ela obtém importantes conquistas, que refletem os primeiros marcos de sua independência: aprende a andar sozinha, adquire linguagem, desenvolve habilidades motoras e se torna um ser sociável.  

Tudo é novidade para os pequenos e muitas vezes, isso é encarado como um grande desafio a ser enfrentado. Nesta fase, é essencial a presença e o suporte de um adulto em quem a criança confia, para permitir que ela desenvolva a sua autoconfiança e, assim, conquiste cada vez mais a sua autonomia. A maneira como o adulto reage aos comportamentos da criança tem relação direta com a construção da sua autoconfiança.

Desenvolvendo a autoconfiança

A autoconfiança é um aprendizado que se desenvolve ao longo da nossa vida, à medida que percebemos que podemos conseguir aquilo que queremos, a partir dos nossos próprios atos e esforços e, também, à medida que vamos sendo valorizados ou encorajados, por outras pessoas (e por nós mesmos), em nossas realizações. 

No processo do desenvolvimento infantil, as relações têm um papel essencial e, assim, o afeto é um ingrediente indispensável! Desta forma, é importante que a criança se sinta amada e protegida, da mesma forma que aprenda a lidar com limites e frustrações. Como já dissemos, a criança se depara com muitas novidades, e o adulto irá auxiliá-la, demonstrando o que é esperado dela, fornecendo orientações do que deve fazer e como fazer, além daquilo que não é esperado ou permitido.

Fonte: Ce Projetar

 

A criança pode ou não pode fazer sozinha?

É importante conhecer o desenvolvimento infantil e permitir que a criança faça algumas coisas sozinha, levando em conta o nível de desempenho de cada faixa etária. Além disso, o adulto precisa perceber que nem sempre poderá evitar todos os perigos e frustrações. A criança não só pode, como deve aprender através das experiências e nós como importantes mediadores, temos um papel central neste processo.

Muitas Escolas criam  Projetos de Identidade e Autonomia e essa é uma maneira bem interessante de trazer esse tema para que as crianças exercitem a identidade e a autonomia.

Fonte: Colégio Beka

Na faixa de 0 a 3 anos, explorar o eixo identidade e autonomia envolve ajudar os pequenos a desenvolver o reconhecimento da própria imagem, essas oportunidades de exploração vão ajudá-los a manter o contato com a própria imagem e a identificar a figura do outro. Além disso, você pode trabalhar características diversas como por exemplo:

  • partes do corpo;
  • desenvolver a coordenação motora;
  • identificar limites;
  • identificar potencialidades;
  • fortalecer identidade;
  • respeitar o outro;
  • estimular linguagem oral;
  • estimular cuidado com o corpo.

Aqui na Eduqa.me já falamos sobre a atividade Mesa dos Sentidos  que trabalha o conhecimento de si e de seus próprios corpos e também na atividade Varal das regrasIndependente da atividade, fica a cargo do professor encaixá-la como um exercício de fonte de inspiração para Identidade e Autonomia. Você pode ver essas atividade no Baú de Atividade Eduqa.me.

Analisando a identidade, automonia e autoconfiança

É muito importante desenvolver a atividade com as crianças e perceber como cada pequeno interagiu com a proposta, aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento se possível faça registros individuais, pois como analisar o desenvolvimento das crianças e provar que você fez um bom trabalho se não tem evidências do que aconteceu na sala de aula?

As análises do desenvolvimento são feitas com base na observação e reflexão das suas práticas, mas se não documentar não terá o que analisar! Por isso atente-se e registre o comportamento e desenvolvimento das crianças.

Os registros podem ser feitos com textos, fotos e vídeos que são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante mas principalmente sua reorientação da prática pedagógica através da análise!

Para analisar identidade e autonomia é muito importante que você separe e organize suas atividades por área de conhecimento, você precisa saber quais áreas ou eixos está estimulando em meio aos seus registros. Faça isso com fichas ou folhas de fichário e organize em pastas. A ficha é uma boa ideia pois é pequena e fácil de carregar, você pode colar post it, ou adesivos coloridos para marcar qual área de conhecimento cada ficha pertence. Uma outra boa alternativa é ter um caderno de matérias e organizar onde cada matéria é dedicada a uma área de conhecimento, com isso seus registros em textos passam a ficar mais organizados.

As observações individuais

Se estamos falando de identidade, autonomia e autoconfiança cada comportamento individual revela muita coisa e os avanços e dificuldades ficam claros e podem te ajudar ainda mais na intervenção com aquela criança. Por isso em seus registros e anotações lembre-se de escrever uma fala, um comentário ou um comportamento individual dizendo quem foi a criança que o fez. Com a plataforma Eduqa.me essa tarefa é muito simples, as atividades já estão organizadas por área de conhecimento automaticamente, logo você consegue e buscar com poucos cliques quais atividades fez essa semana ou no mês passado que estimulam identidade e autonomia.

Para os registros em texto a facilidade é ainda maior, você pode escrever o que aconteceu com toda a turma e além de ter a opção de fazer anotações individuais na mesma  hora! Essas anotações individuais vão para uma área específica só daquele aluno, então você já consegue imaginar o quão fácil será fazer os relatórios individuais não é? lembre-se muitas vezes a autonomia se confunde com a atitude de deixar a criança sozinha, mas na realidade ela se constrói na capacidade da criança de aprender a modular a necessidade da presença do adulto. Quando se trata de identidade e autonomia os dizeres das crianças mostram muito sobre suas experiências então, passe a  salvá-los em um local seguro de maneira simples, acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.  

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Quer saber mais sobre esse tema? Siga nossos posts, e em breve daremos algumas dicas de como auxiliar na aquisição da autonomia e autoconfiança das crianças.

Juliana Camila do Nascimento Ferreira-Psicóloga, Neuropsicologa,colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Personalização do Ensino na Educação Infantil
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Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

O papel da curiosidade na aprendizagem
Rotina pedagógica/Identidade e autonomia
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O papel da curiosidade na aprendizagem

Ei, psiu!

Aqui, prof, aqui!

Aqui ó, vem cá deixa eu te contar um segredo…
Aposto que você ficou curioso, né?
Entendo bastante o comichão que você sentiu aí. Também sou curiosa, na verdade sou mega curiosa.
O segredo que eu queria te contar é que a curiosidade tem um  papel fundamental na aprendizagem.
Isso mesmo.
E para explicar o porque fui atrás do significado de curioso e olha só que legal:
É interessante, né?
Quando ficamos curiosos a respeito de algo buscamos aquietar o desejo de saber sobre essa coisa.
E essa inquietação é que faz a gente ir atrás de algo, de formular perguntas, de assimilar conceitos e ideias. É a partir daí que surgem as ideias e também a partir daí que começamos a elaborar uma teoria e criar algo que antes não existia. Enfim, é a partir daí que o aprendizado acontece.
Aprendemos muito quando formulamos hipóteses, quando temos essa inquietação e esse desejo de saber, isto é, aprendemos muito quando somos curiosos!
Da curiosidade à criatividade.
Esta é a forma mais prazerosa de aprender \0/
Alunos curiosos não se contentam em apenas fazer perguntas, eles estão tão curiosos que decidem ir atrás das suas próprias respostas e, consequentemente, desenvolvem o protagonismo.
A curiosidade na sala de aula é tão importante quanto a inteligência. Ora, no mundo contemporâneo em que vivemos, conteúdo e repertório não é o problema, pois estes temos aos montes, certo?

Não são as respostas que movem o mundo e sim as perguntas!

https://www.youtube.com/watch?v=EVmejcPkkjI

Criação da F/NAZCA para o Canal Futura

Até hoje os cientistas e estudiosos de todas as partes do mundo discutem como a vida começou. E até hoje não temos certeza de onde viemos.

Sócrates, por sua vez,  dizia que se conhece um homem inteligente pelos questionamentos que ele faz. O quê? Como? Por quê? Onde? Quando?

Há quem diga que a curiosidade matou o gato.

Bom, se a curiosidade matou o gato eu não sei, o que eu sei é que a curiosidade é um “material escolar fundamental” que todo aprendiz deve ter – professor ou aluno.
Depois de todo esse papo eu fiquei curiosa com uma coisa:

Como você, professor, brota a curiosidade nos seus alunos?

Olha aí como eu brotei a curiosidade em vocês! =)

Vou deixar o comichão aí e espero que vocês busquem a reposta.
Enquanto isso você pode usar essa curiosidade para outro fim, que tal?
Você está convidado a iniciar uma jornada pela plataforma Eduqa.me e aprender um jeito diferente de fazer seus semanários, atividades e portfólios.
Por onde você vá, qual seja a aula que for planejar e a Escola que for lecionar haverá uma oportunidade incrível e inovadora de transformar a maneira de fazer os registros escolares.
Vem com a gente nessa porque você vai se apaixonar!

Experimente a Eduqa.me e perceba como a fazer essas atividades administrativas se torna simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Chega de preconceito: o empoderamento da criança negra
Registros/Identidade e autonomia/Natureza e Sociedade
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Chega de preconceito: o empoderamento da criança negra

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Angélica Dass criou o Humanae, projeto que cria reflexões sobre a cor da pele das pessoas a partir dos códigos que essa cor pode representar.

No post de hoje, elaborei uma lista de materiais que falam sobre o preconceito racial e, também,  vou falar sobre a polêmica gerada pelo tom de pele e compartilhar uma experiência do seio da minha família.

As vezes é preciso levantar alguns temas e refletir sobre eles de maneira crítica. Dia da consciência negra chegando e a pergunta ainda paira no ar é:

Por que ainda existe tanto preconceito em nossa sociedade?

A resposta eu ainda não sei, mas ando tentando desvendá-la.

Decidi abrir essa história com vocês porque acredito que o diálogo é o primeiro passo. Como de costume, liguei para minha irmã e durante um papo corriqueiro ela me contou que minha sobrinha estava sofrendo preconceito na Escola.

Além do carácter de desabafo e vínculo afetivo, falamos da importância do empoderamento e buscamos maneiras de como poderíamos incentivá-la e prepará-la para lidar com isso. Juntas pensamos em projetos, ações e maneiras de abordar esse tema com a Escola e, posteriormente, pensei e repensei sobre o tema e as Escolas que já lecionei e visitei e pude perceber como esse tema ainda é minimamente explorado nas salas de aula.

Não posso negar que algumas escolas preparam projetos sobre diversidade e teatros com temas que trabalham o preconceito racial e as implicações que ele tem na vida das pessoas, mas na maioria dos casos esse é assunto que é visitado apenas em novembro, no dia dia consciência negra.

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Será que é suficiente?

Trazer a tona esse assunto tão delicado que é o racismo e compartilhar uma história pessoal é meu jeito de dizer que, não, ainda não está tudo bem, mas a Educação é o caminho para isso.

Minha sobrinha contou que na escola alguns coleguinhas estavam falando que ser marrom é feio, que cabelo ¨peludo¨ é feio, e que pessoas negras parecem que tem a pele suja.

Naturalmente ela começou a se questionar sobre seu tom de pele e trouxe a insatisfação em formato de diálogo.

“Mamãe, eu queria tanto ser rosa claro como você!”

“Querida, por que você está falando isso? Sua cor é tão linda!”

“Ah mamãe, ouvi os colegas dizendo que ser marrom claro e marrom escuro é feio. É cor de sujeira.”

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“Filha, ser marrom, rosa claro, rosa escuro, branco e amarelo ou qualquer outra cor do lápis de cor não significava ser feio e que a beleza está justamente em enxergar como essas pessoas se sentem e respeitar as outras pessoas a sua volta”

Em seguida começamos a pensar sobre projetos, livros, músicas e  dicas de conteúdos infantis que trabalhassem o tema racismo.

Fizemos uma curadoria e em uma reunião com a Escola, minha irmã compartilhou todo o ocorrido e sugestões de como trabalhar o tema. Em seguida escreveu um email que compartilho aqui com vocês alguns trechos.

Oi Diretora! Tudo bem?

….

E obrigada por me ajudar, junto com a coordenadora da escola, na difícil, porém gratificante tarefa de educar meus filhos.

Sempre que levo uma questão, vocês trabalham de imediato em cima do assunto e logo vejo os resultados, super positivos, diga-se de passagem, se refletindo em casa.

Como no caso do…

Tenho algumas observações para acrescentar à nossa conversa de ontem:

1 – Outras mães de coleguinhas da minha filha, uma da mesma turma e outro da turma de outra professora, me disseram que seus filhos também já sofreram preconceito racial em sala de aula.

Como te disse ontem, achei meio cedo para essas crianças terem atitudes racistas e discriminatórias, mas é a realidade e nós, pais em conjunto com a escola, devemos  ensiná-las a respeitar as diferenças.

2 – Achei excelente a ideia de trabalhar  o tema Diversidade em sala de aula, mas acho que deve ser levado para casa também. O que você pensa sobre isso?

As vezes fazer uma atividade e convidar os pais, por exemplo: uma peça teatral; palestra só para os pais ensinando como lidar com o tema em casa;

Tarefas de casa abordando o assunto para ser realizada com os pais;

Montar um mural com fotos de diferentes povos pelo mundo destacando as diferenças, principalmente de cor,  entre eles, e outro mural com as cores dos brasileiros – tudo  com a ajuda dos pequenos, claro… etc.)

Não sou pedagoga nem quero interferir muito no projeto de vocês, mas queria te passar algumas ideias que tive com a minha irmã, e que, se você julgar interessante pode ser útil compartilhar e usar na Escola.

3 – Também te disse ontem que pesquisei sobre o assunto e achei vários livros interessantes para a faixa etária deles. Separei alguns, segue a lista:

Tem bastante obras sobre o tema de discriminação racial, mas também sobre outros tipos de preconceitos.

Alguns eu já achei na internet (download) outros vou comprando em sites.

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Enfim, espero que possamos trabalhar juntas contra esse grande mal que é  o preconceito.

Conte comigo sempre que precisar.

Abraços,

Família e Escola juntas trabalhando a consciência negra e desenvolvendo a inquietação e o olhar crítico que se faz necessário dentro do nosso lar, na escola, nas ruas e nossos corações.

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A discussões sobre questões relativas à identidade, representação e a relação entre o que somos e como somos e o que vemos, e como nos vemos e somos vistos. Por isso, faço menção a um recorte particular, aposto que cada um aqui, negro ou não já vivenciou situação parecida.

Ampliar essa reflexão e valorizar a importância de respeitar a diversidade é papel da Escola, dos pais e de qualquer cidadão de bem, negro ou não.

Chega de racismo!

Mais Referências:

A beleza da pele humana em todas as cores TED

Manifesto crespo

Livros infantis para estimular a boa consciência negra18 livros infantis com meninas negras como protagonistas

Cansada de ler sobre garotos, menina reúne 4.000 livros com garotas negras
Racismo: as marcas da exclusão
INCLUSÃO: AFIRMANDO A IDENTIDADE DA CRIANÇA NEGRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Conte para gente como você trabalha esse tema na sua Escola.

Boa reflexão!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

 

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Ser ou não ser, eis a questão
Carreira/Semanários/Identidade e autonomia
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Ser ou não ser, eis a questão

Ser ou não ser?

Ser ou não ser, eis a questão: até onde vai a autonomia do professor?

Quem nunca ouviu esta frase brilhante de W. Shakespeare, que ainda nos dias de hoje se faz tão presente?

Ser ou não ser é uma pergunta que podemos responder durante a vida toda. Em cada fase da nossa vida, seja pessoal ou profissional, encontramos dilemas que nos obrigam a pensar e filosofar muitas coisas.

Por que as pessoas são felizes?

Por que as pessoas sofrem?

Será que o ambiente em que vivemos pode influenciar o nosso ser?

Estas e mais outras perguntas constituem sempre uma dúvida ou uma indecisão, e baseado nisso, que tal refletirmos sobre o ser ou não ser na escola?

criança indecisa

São muitas coisas para pensar, não é professor? O planejamento, o método da escola, a aprendizagem dos alunos, os registros, enfim, com tantas tarefas a cumprir e a se preocupar, como exercer a autonomia em sala de aula?

Parece difícil!

Será que é possível ter autonomia na escola ou ser autônomo é apenas uma falsa ilusão do professor? Você já parou para pensar nisso?

O ser exige autoconhecimento, ideologia e equilíbrio.  

Quando um professor ensina algo para os seus alunos pode ultrapassar o conteúdo dos livros ou do currículo; e mergulhar nisso é ser autônomo! É Ser!

A possibilidade de fazer das aulas uma mistura do que o professor gosta e o que é necessário para o aluno se sair bem socialmente e pedagogicamente, conforme os currículos é o exercício da autonomia em sala de aula.

Não permita que o livro didático determine como deve ser a sua aula, pois você professor, é o principal e melhor autor do livro didático da sua área.

Outro aspecto ligado à autonomia do professor é o método. Muitas escolas pré-determinam, de acordo com a missão e valores de cada instituição, qual ou quais serão os métodos utilizados. Isso deve, obviamente, ser respeitado, entretanto professor, não deposite toda a sua expectativa em qualquer método de ensino. Não existe um único método que seja eficaz para a turma toda e, muito menos, que atenda totalmente às suas necessidades práticas em sala de aula. O professor será o articulador de todos os recursos e métodos, por isso, ele é tão importante, assim como a autonomia que exerce.

Ter autonomia traz felicidade e quando estamos felizes realizamos as nossas tarefas com mais satisfação e criatividade.

E então? Você consegue lembrar de outros pontos que o permitem ser autônomo em sala de aula? Compartilhe com a gente!!

Ser ou não ser, eis a questão!!!!

ninguém é sujeito da autonomia de ninguém

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

5 Dicas para Desenvolver a Autoconfiança
Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Socioemocional
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5 Dicas para Desenvolver a Autoconfiança

AUTOCONFIANÇA

A autoconfiança é a crença que uma pessoa tem em si mesma de ser capaz de realizar alguma coisa. Isto reflete na forma como nos vemos, ou seja, a nossa autoestima. Reflete também na convicção que temos para realizar pequenos ou grandes objetivos, como estudar, trabalhar, sonhar e ter amigos.

A autoconfiança é muito importante na vida de uma pessoa, pois quem acredita em si mesmo e tem fé naquilo que faz, tem mais chances de alcançar o sucesso.

Pessoas autoconfiantes são reconhecidas por serem decididas, sem serem agressivas. Essas pessoas se apresentam de maneira segura e tem facilidade de expressar suas opiniões.

Muito importante ter autoconfiança, né?

E, para a nossa surpresa, ou não…

O desenvolvimento da autoconfiança e as primeiras experiências com ela, começam ainda quando somos pequenos, na primeira infância. Pais que permitem que as crianças expressem suas próprias opiniões e desejos estimulam o desenvolvimento da capacidade de decidir com confiança.

Uma educação muito autoritária ou muito superprotetora por parte dos pais, pode resultar em crianças inseguras, despreparadas para a vida e sem compromisso com responsabilidades. O professor que não possibilita que as crianças expressem seus desejos e opiniões, não contribui com o crescimento da confiança dos alunos em si mesmos.

Frases como “acredite em si mesmo e você vai conseguir”; “seja autoconfiante e tudo vai dar certo”, são exemplos de incentivo que costumamos usar quando queremos motivar ou encorajar alguém a superar desafios.

Você sabia que a convivência entre professores e alunos, à medida em que o tempo passa, faz com que as relações de vínculo e confiança entre eles se estreitem e evolua? Pois é, isso acontece porque é a partir da interação, que aprendemos a ter confiança uns nos outros.

Como confiar em si mesmo?

Como fazer para tornar os nossos pequeninos em adultos seguros, determinados e confiantes?

pai e filho

#NaEscola

Ajudar a criança a superar e vencer seus medos e fragilidades e acreditar que ela é capaz de aprender e de resolver problemas, é uma das funções do professor no apoio a consolidação da autoconfiança do seu aluno.

Experiências com a rejeição, derrotas, perdas, erros, brigas e outros conflitos, são suscetíveis a qualquer pessoa. Estes acontecimentos são inimigos da confiança, por isso, acolher a criança nestes momentos é dizer implicitamente que ela é capaz de ultrapassar estes desencontros da vida. O adulto tem um papel fundamental nesse acolhimento.

A confiança é a base para a conquista da aprendizagem. Ajuda a criança ser mais decidida, segura para enfrentar desafios e expressar suas opiniões.

creche

Abaixo, vamos falar sobre 5 estratégias que ajudam muito na construção da autoconfiança dos nossos alunos.

#1 Construir coisas:

Seja a partir do lúdico ou com sucatas, quando imaginamos algo, colocamos para fora o melhor da nossa criatividade, e temos a oportunidade de testar uma situação irreal.

Isso permite à criança acertar, errar, gostar, não gostar, ou seja, refletir, mesmo que de forma mais simples sobre as suas atitudes e as consequências das mesmas. Além disso, permite também que se descubra o que o outro pensa sobre as suas ideias e o impacto disso para a criança.

#2  Brincar em grupo: 

Em casa é interessante que os pais convidem amigos para passarem algum momento junto da criança. Mesmo para aqueles que têm irmãos é importante a partilha de ideias e sentimentos com alguém que não é do seio familiar. Na escola o professor pode proporcionar brincadeiras onde as crianças tenham que confiar umas nas outras. Aquele jogo de fazer duplas e vendar os olhos de uma das crianças onde a outra é a espécie de uma guia é uma boa opção, depois invertem-se os papeis.

#3 Tarefas de responsabilidades:

As crianças necessitam de responsabilidades, sentirem-se úteis e capazes de gerir alguma situação. O “cargo de ajudante do dia”, por exemplo, é uma excelente estratégia.

#4 Atividades lúdicas:

Ter liberdade de expressão para manifestar suas ideias e sentimentos através da pintura, arte, teatro ou dança, enriquece as experiências com a autoconfiança, pois é uma forma de interação entre o EU do sujeito e as relações com o mundo.

#5 Desafios podem ser superados:

É muito importante pensar sobre isso. De nada adianta dificultar ao extremo o próximo passo a ser dado e achar que isso será uma mais valia para a criança, pois assim, o desafio passa a ser um abismo e não um pequeno salto. Sem contar que deveremos estar lá para segura-los dos tropeços e quedas que possam vir a ter ao enfrentarem a vida e as relações com a aprendizagem.

E claro, capriche na organização!
Registre as evidências e falas relevantes em sala. Perceba em que momento a criança se sente incapaz e a incentive. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil
Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Semanários
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5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil

A independência do Brasil é comemorada no dia 7 de setembro. Neste dia, no ano de 1822, Pedro I declarou a separação política do país, que até então era uma colônia, de Portugal, gritando às margens do rio Ipiranga “independência ou morte!”.

Essa história já é um marco muito importante para o nosso país e em tempos políticos como vivemos agora torna-se ainda mais importante comemorar e resignificar a independência do nosso País com os atores da Escola e, principalmente, com as crianças.

As escolas, nas épocas de datas comemorativas, vivem o desafio de estabelecer o compromisso com o conhecimento e com a criatividade ao desenvolver tais temáticas. Por isso, este texto quer ajudar você professor, a pensar de maneira diferente, como abordar estes assuntos.

O tema bandeira do Brasil pode ser bastante aproveitado, embora a data do dia da bandeira seja em novembro, muitas escolas trabalham o assunto paralelo ao dia da independência.

As crianças tem muitas informações prévias sobre a bandeira do nosso país, ainda mais que acabamos de sediar os jogos olímpicos, a imagem visual da bandeira esteve muito presente; por isso, preocupe-se em trazer informação nova e formas distintas de explorar o assunto.

As dicas abaixo pretendem te ajudar justamente a pensar de forma criativa. Vamos lá?

# 1 Selecione o tema

Quais são os conteúdos que podem ser trabalhados paralelamente a bandeira do Brasil?

CONTEÚDOS: formas geométricas, cores, coordenação motora, atenção e concentração, diferentes tipos de associação e pareamento.

ALGUNS OBJETIVO(S) DE APRENDIZAGEM:  nomear formas geométricas e construir a bandeira do Brasil; relacionar cores; construir e montar um quebra-cabeça; associar a cor a forma; contar a história da bandeira e mostrar as diferentes bandeiras que existiram até chegarmos no modelo que temos hoje; explicar o porque das estrelas.

#2 Recorte as figuras geométricas e monte a bandeira do Brasil

Observação: esta atividade funciona muito bem para crianças com deficiência intelectual e desenvolvimental.

bandeira do brasil

  band

quadrado

círculo

amarela

#3 Ligue a imagem a cor 

Observação: para crianças com deficiências ou dificuldades de aprendizagem você pode inserir o desenho da bandeira ao lado da atividade para que a criança possa consultar as cores de cada parte da bandeira.

atividades cores

#4 Quadrinhos

A coleção “saiba mais com a Turma da Mônica” é bem interessante para abordar o tema da Independência do Brasil e da bandeira.

turma da mônica

#5 Jogos no celular ou tablet

Utilize também o computador ou tablet como recurso e baixe este jogo feito exclusivamente pra você!

BANDEIRA DO BRASIL

Boa aula!

Aproveite  a data comemorativa para resgatar valores cívicos e incentivar o respeito aos símbolos do Brasil. Recorrer ao mundo da fantasia é sempre uma ideia bem-vinda.

No próximo post falarei sobre o Jogo dramático: “independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar.

E claro, registre as evidências e falas relevantes em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Relatórios/Desenvolvimento cognitivo/Identidade e autonomia/Socioemocional
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Os cinco sentidos ou os dois sentidos?

cinco sentidos, paladar

As crianças possuem uma natureza singular e genuína que as caracteriza como seres que sentem, pensam e experimentam o mundo de um jeito próprio. Vamos refletir um pouquinho sobre esse jeito de ver o mundo?

Mas antes vou contar uma história para vocês: a história sobre a escola dos animais.

“Era uma vez uma escola para animais. Os professores tinham certeza que possuíam um programa de estudos inclusivos, mas, por algum motivo, todos os animais estavam indo mal. O pato era a estrela da classe de natação, porém, não conseguia subir em árvores. O macaco era excelente subindo em árvores, mas era reprovado na natação. […] os coelhos eram sensacionais nas corridas, mas precisavam de aulas particulares de natação. O mais triste de tudo era ver as tartarugas, que, depois de vários exames e testes foram diagnosticadas como tendo «atraso de desenvolvimento». De fato, foram enviadas para uma classe de educação especial numa distante toca de esquilos.[…]”.

(GÓMEZ, Ana Maria Salgado; TERÁN, Nora Espinosa. Dificuldades de aprendizagem. Brasil: Grupo Cultural, 2006. Página 81.).

Fazendo uma analogia com as crianças, fica claro nesta história como cada sujeito é único; possui habilidades e também dificuldades.

Temos diferentes talentos e formas distintas de aprender. Para que os alunos se apropriem dos objetos de conhecimento é importante que os professores não só valorizem estes aspectos, mas também possibilitem situações em classe para que os diferentes estilos de aprendizagem sejam acessados.

Muitas vezes, os professores não se dão conta de que os métodos ou estratégias utilizadas por eles, não estão ao alcance de todas as crianças. “Os professores tinham certeza que possuíam um programa inclusivo, mas ainda assim, os animais não conseguiam aprender”.

Este ponto da história remete uma atitude muito conhecida nas relações de aprendizagem: achar um culpado ou algo que justifique a dificuldade de aprendizagem dos alunos, o que na maioria das vezes não está associado ao professor ou aos métodos por ele e pela escola adotados.

pintura

A mudança deste esteriótipo começa quando se passa a refletir sobre: o que mais podemos fazer enquanto professores, para estimular as crianças além da visão e da audição para o benefício da sua aprendizagem?

Muitas coisas! Uma delas é desconstruir a ideia de que temos apenas dois sentidos (visão e audição). A escola sem perceber, acaba por superestimular a capacidade de ver e ouvir deixando de explorar tantos outros pontos de extrema necessidade.

Explorar os sentidos na criança é de grande valia para a aprendizagem e para o processo de desenvolvimento como um todo.

Como já vimos em textos anteriores, o corpo é o nosso veículo de aprendizagem, é o gravador que registra tudo do começo ao fim.

Assim, através do sistema sensorial, a criança percebe o seu corpo e tudo que está a sua volta. As experiências sensoriais fazem bem ao desenvolvimento do cérebro e permitem que a criança use o seu corpo de forma mais eficiente no meio em que vive.

Quando trabalhamos com a visão, a audição, o paladar, o tato e o olfato, a cinestesia também é estimulada e as sensações proprioceptivas (percepção dos movimentos de cada parte do corpo, equilíbrio e atenção) são aprimoradas para ajudar as crianças a realizarem as suas tarefas e atividades de vida diária. Além disso, futuramente são grandes alicerces para a aquisição da escrita, aperfeiçoamento do desenho e da pintura.

Envolver os sentidos e a cinestesia¹ nas atividades de sala de aula pode ser um forte aliado para o controle da indisciplina das crianças. Quando se estimula o tato e o olfato por exemplo, o nível de atenção da criança eleva, ela se concentra e automaticamente se acalma, envolvendo-se mais com a tarefa proposta.

Além disso, estimulam também a inteligência, ajudam na criatividade e permitem que os alunos aprendam mais e melhor. Tudo isso acontece, pois o cérebro tem a oportunidade de acionar diferentes canais para a entrada de conhecimento, contemplando todos os estilos de aprendizagem.

atividades sensoriais

Imaginem dar esta oportunidade às crianças com deficiências? Elas seriam muito mais beneficiadas com a estimulação e presença dos sentidos e da cenestesia em suas atividades pedagógicas.

O professor só deve tomar cuidado com a quantidade de estímulos trabalhados. Muita informação sensorial ao mesmo tempo pode desorganizar a aprendizagem da criança.

Outro ponto importante é não “forçar” a criança a realizar uma atividade que ela demonstre medo ou alguma reação incomum. Existem algumas síndromes ou certos tipos de deficiências que provocam uma hipersensibilidade na criança em relação a alguns sons, como  se aplica às crianças com autismo. Não podemos transformar um recurso positivo em um problema nas nossas aulas.

Permitir a escolha e oferecer opções sensoriais diferentes deixa o aluno mais seguro para fazer as atividades e construir um ambiente bastante acolhedor. Além de ser uma forma diferente de conhecer o mundo e aprender, desenvolver as sensações auxilia todas as crianças a se tornarem sujeitos mais sensíveis nas suas relações com o mundo e principalmente com as pessoas.

Nos tempos atuais, precisamos de pessoas menos calculistas, que possam olhar para o outro com cuidado, respeito e solidariedade. Ter a capacidade de praticar a empatia e reinventar as relações sociais é um desafio para a humanidade. 

Vale a pena observar e registrar o que a criança mais gosta ou tem mais habilidade de fazer em termos sensoriais. Você pode registrar o que aconteceu em suas atividades de maneira rica com fotos, vídeos e suas anotações:

Registros de atividades na Eduqa.me

Registros de atividades na Eduqa.me

Não acabou por aí! Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Cinestesia¹: diz respeito à senso-percepção dos movimentos corporais e em relação ao ambiente. Está ligado a manipulação dos objetos para aprender. Seja pelo toque, o contato, o movimento, o cheiro, o sabor.

 Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.