A Matemática na Educação Infantil
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos
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5 atividades de matemática para fazer em poucos minutos

Na Educação Infantil, as crianças estão começando a desenvolver seu pensamento abstrato – apenas entre os seis ou sete anos de idade é que a maioria compreende não apenas objetos concretos, mas começa a fazer sentido de símbolos ou ideias. Portanto, o ensino da matemática nessa fase precisa ser palpável, visível para as crianças.

Atividades com peças para agrupar, formas geométricas, blocos que se encaixam são ideais para trabalhar noções de espaço, tamanho e quantidade. Acima de tudo, esses exercícios são essenciais para que a turma desenvolva as habilidades necessárias para, no futuro, realizar operações mais complexas, como cálculos e equações.

É importante deixar que os pequenos repitam essas atividades quantas vezes acharem preciso. É o desinteresse deles que vai mostrar ao professor que aquela brincadeira já está fácil demais e que a criança pode passar para um próximo aprendizado. Enquanto ela volta para o mesmo jogo de novo e de novo, ele ainda representa um desafio – dê o tempo para que seja superado!

Figuras com blocos

(foto: Soldaeira)

(foto: Soldaeira)

Os únicos materiais que essa atividade pede são blocos de madeira (ou peças de Lego) e cartões com figuras aonde encaixá-los. Os cartões podem ser feitos em uma cartolina, mas você também pode fazer o download de modelos prontos aqui. Caso opte por fazer os desenhos você mesma, lembre-se de usar as peças como medida para garantir que elas se encaixem! Use várias combinações possíveis, mais simples e mais elaboradas, para tornar o jogo interessante.

Além de exercitar noções de tamanho e espaço, posicionar os blocos dentro das linhas corretas ajuda o desenvolvimento da motricidade fina, a destreza com as pontas dos dedos.

Com crianças mais velhas, entre 4 e 6 anos, também é possível trazer novo vocabulário e comparar as figuras planas (quadrado, triângulo, círculo, etc.) com os sólidos geométricos (cubo, pirâmide, esfera, etc.). Para enfatizar as diferenças entre as formas, passe o dedo por cada um dos lados da peça, contando cada um deles: “um, dois, três, quatro lados… É um? Quadrado. E todos os lados são quadrados, olhe só! Então, isso aqui é um cubo”. Incentive a turma a fazer o mesmo por conta própria durante a atividade.

Quebra-cabeça de palitos de picolé

(foto: Powerfull Mothering)

(foto: Powerfull Mothering)

Perfeita para crianças que ainda estão aprendendo a contar e a relacionar a quantidade ao símbolo numérico. A primeira parte da atividade consiste em dar um jogo de dez palitos a cada criança para que elas façam seus desenhos – cole os palitos no topo e na base com fita adesiva para que eles fiquem imóveis durante a pintura, e também para ter aonde escrever os número quando a tinta secar.

Na aula seguinte, remova a fita adesiva e escreva os números de um a dez, em ordem crescente, na base ou no topo de todos os palitos e separe-os. Cada criança terá seu quebra-cabeça para colocar em ordem.

É importante que elas comecem com seus próprios desenhos, porque já uma familiaridade com a imagem (mesmo não se lembrando de todos os números, elas tendem a reconhecer a ordem correta). Quando essa etapa perder a graça, proponha que elas troquem seus jogos entre si.

Mostre a elas como jogar: escolhendo um palito por vez, identificando o número e contando o número de peças. Ao terminar, conte os palitos um por um e confira se a ordem falada está de acordo com os números escritos. Ajude as crianças a repetir o processo por conta própria na hora de jogar.

Números de massinha

(foto: Life Over Cs)

(foto: Life Over Cs)

Mais uma vez, só o que é preciso é imprimir (ou desenhar) os cartões com a imagem de uma árvore e o número a ser preenchido. Na foto acima, também há uma tabela no fim da página, em que as crianças poderiam contar novamente o número de bolinhas utilizadas – mas essa é uma escolha do professor, assim como escrever os números por extenso, caso as crianças estejam em fase de alfabetização.

A árvore pode ser substituída por um ninho (com o número de ovos correspondente), o miolo de uma flor (com o número de pétalas), uma nuvem (com o número de gotas de chuva), uma joaninha (com o número de pintinhas pretas) e assim por diante. É recomendável proteger os cartões com papel contact transparente para que eles possam ser reaproveitados em várias brincadeiras.

Ao jogar, mostre aos pequenos uma ordem a seguir: encontrar o número impresso, falar o número em voz alta, contar o número de bolinhas feitas com massa de modelas, repetir os números novamente ao colocar cada bolinha na árvore. A repetição é essencial nessa idade. Após a demonstração, peça para que eles continuem seguindo esses passos por conta própria.

Trilha de números

(foto: PBS)

(foto: PBS)

Com uma fita adesiva, marque linhas retas no chão, uma mais longa do que a outra. A primeira linha, a mais curta de todas, irá só até o número 1. A segunda, com duas marcas, até o número 2. A terceira, com três marcas, até o 3 e assim por diante. Tente deixar as marcas a uma mesma distância uma da outra (você pode pedir para uma das crianças dar passos e medir o espaço de cada passada. Assim, será mais fácil para elas contarem os números até o final). Ao fim de cada linha, coloque um prato descartável (ou um pedaço de papel) com o número correspondente escrito.

No chão, diante das linhas, distribua cartões com números escritos ou quantidades representadas – vale até mesmo usar cartas de baralho! Deixe todas elas viradas para baixo. O objetivo é que cada criança escolha uma carta, veja o número ou quantidade anotado e escolha a linha correspondente. Então, ela vai contar seus passos até chegar ao fim da trilha: o número de passos deve ser o mesmo que o número da sua carta. Quando chegar ao fim, a carta vai ser colocada no prato descartável.

Para que a brincadeira continue, use várias cartas com cada número.

Amarelinha das formas

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(foto: Housing a Forest)

Essa brincadeira pode ser um pouco mais trabalhosa, mas é diversão garantida. Recorte cinco ou seis formas diferentes em cartolinas coloridas: círculos verdes, quadrados roxos, estrelas amarelas e assim por diante. Use fita adesiva para colá-las no chão da sala de aula ou do pátio, criando um grande tapete de formas.

Peça para que todas as crianças fiquem do mesmo lado do tapete. O jogo consiste em atravessá-lo pisando em apenas uma cor ou forma geométrica. Outros desafios possíveis são: pedir para uma criança guiar outra, dizendo cores e formas para que a colega consiga chegar ao outro lado; trabalhar conceitos de esquerda ou direita dando orientações como “pule na estrela à direita”; fazer um jogo de Twist, em que as crianças precisam colocar pés e mãos na forma sorteada sem cair (o bumbum não pode tocar o chão!); lançar desafios como “você precisa atravessar pisando em quatro círculos” ou “encontre uma figura de três lados”.

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INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades
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INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades

TESTE 20

O tempo do professor é curto e, sem tempo para pesquisar e se renovar, muitos reclamam de repetir sempre as mesmas atividades. Mas a falta de tempo não precisa ser um problema. Não sabe aonde procurar? A Eduqa.me selecionou 7 sites com um acervo riquíssimo de atividades, planos de aula, inspirações, vídeos e jogos para todas as idades – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Salve esses endereços nos seus Favoritos e encontre rapidamente uma nova ideia para cada aula!

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Matemática: operações na caixa de fósforos

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Atividades/Matemática/Registros
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Matemática: operações na caixa de fósforos

A matemática é provavelmente a disciplina mais estigmatizada como sendo difícil, e uma das grandes causadoras de reprovação durante o período escolar. Contudo, uma boa base e um ensino participativo durante a infância podem mudar o viés pelo qual a criança encara as operações e os números.

Durante a Educação Infantil, a turma está desenvolvendo sua habilidade de concentração e solução de problemas – e, é claro, ainda não consegue realizar pensamentos completamente abstratos. Por isso, deve-se escolher atividades lúdicas e com movimento para abordar a matemática. Além de atrair mais atenção e interesse por parte das crianças, as brincadeiras criam um ambiente mais leve em que o erro é permitido (e, consequentemente, as tentativas são mais frequentes e elas se sentem convidadas a participar e se apropriar do conhecimento).

A atividade Operações na Caixa de Fósforo é um ótimo exemplo de como transformar uma lição tradicional, expositiva, em um jogo que tenha apelo para os pequenos. Ela pode ser realizada a partir dos 4-5 anos, ou quando a criança mostrar habilidade para resolver contas simples de adição e subtração.

Área de Conhecimento

Matemática.

Faixa etária

A partir dos 4-5 anos.

Material

  • Caixinhas de fósforos,
  • Fósforos,
  • Papel e canetinhas coloridas.

Preparação

Em aulas anteriores, realize exercícios de adição e subtração com objetos maiores (bolas, cubos, brinquedos), relacionando as quantidades com os símbolos numéricos. Por ser uma atividade com fósforos, ela requer certa destreza dos alunos, então, certifique-se de que a coordenação motora fina deles já foi bem desenvolvida antes de propô-la.

Com antecedência, forre as caixinhas de fósforo com papel branco ou colorido, escrevendo operações matemáticas de adição ou subtração na frente. Separe o número de fósforos equivalente ao resultado da conta e coloque-os lá dentro. Use quantas caixinhas quiser!

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Atividade

Sente-se com os alunos em círculo, no chão, e coloque as caixas de fósforo no centro. Explique a eles que eles irão “adivinhar” quantos fósforos há dentro delas através da dica (a operação) escrita na capa. Pegue uma para exemplificar:

  • Primeiro, deixe um punhado de fósforos disponíveis, à mão, para realizar a conta diante da turma. Também separe folhas em branco e canetas coloridas.
  • Escolha uma caixinha e leia a operação em voz alta. Ao ler os número, separe os fósforos correspondentes. Use os fósforos sobressalentes, não abra a caixa. (Ex.: 3+2 – leia o três, coloque três fósforos no chão, bem visíveis para as crianças; leia o dois, coloque dois fósforos no chão, abaixo, para que não se misturem imediatamente).
  • Então, conte em voz alta o número total de fósforos que você conseguiu como resultado (Ex.: 1, 2, 3, 4, 5… Temos cinco fósforos! Vamos ver se acertamos a conta?).
  • Diga às crianças que vocês irão abrir a caixinha para verificar se solucionaram a pista. Conte o número de fósforos lá dentro e pergunte a elas se ele é o mesmo a que chegaram? Sim? Acertaram!

Realize mais um exemplo, dessa vez, fazendo traços de canetinha em uma folha para representar os números – é assim que elas irão tentar resolver as operações. Siga a mesma ordem: não abra a caixa antes de ter um resultado.

Depois disso, anuncie que é a vez delas! Distribua uma folha de papel e duas cores de caneta para cada um e deixe que os alunos escolham uma caixa de fósforos. Se a turma for muito grande, você pode convidar um por um para ir ao centro e ajudá-los a solucionar a conta. Oriente-os a fazer traços (ou flores, ou corações, ou raios, etc.) representando os números escritos na frente da caixa, a contá-los e a concluir quantos fósforos irão encontrar.

Variações

  • Matemática: Crianças menores podem realizar a atividade apenas com números, sem operações. Apenas deixe as caixas espalhadas no centro do círculo e convide-as a apanhá-las, ver o número e dizer seu nome, e, por fim, abri-las e identificar as quantidades.
  • Portfólio: Se houver um número suficiente de caixinhas, uma alternativa de portfólio seria guiar uma atividade em que os alunos colem os fósforos em sua folha de papel, escrevendo o numeral abaixo e, assim, montando as operações.

Para avaliar

  • As crianças identificam os números (não os confundem com letras ou desenhos)?
  • Relacionam os numerais com as quantidades equivalentes?
  • Conseguem realizar operações matemáticas de adição? E de subtração?
  • Contam objetos? Acrescentam ou retiram objetos para chegar a um resultado?
  • E quanto à motricidade? Elas conseguiram manusear as caixas de fósforos com destreza?

Registre!

Se optar por fazer o portfólio de produção, guarde o material feito pelas crianças e, assim que possível, acesse-o fora da sala de aula, com tempo e tranquilidade para refletir e fazer anotações sobre o desenvolvimento de cada uma delas. Se não, observe, durante a atividade:

  • A turma desenvolveu suas habilidades de atenção e concentração?
  • Sentiram-se confortáveis para tentar resolver as operações, sem medo de errar? O que você poderia fazer para tornar o ambiente mais amigável?
  • Tomaram a iniciativa para escolher caixas e contar os fósforos, sem ajuda (ou com pouca ajuda) do professor?
  • Compreenderam as noções matemáticas trabalhadas na atividade? Alguém demonstrou mais dificuldade? Isso ocorreu porque a criança ainda precisa desenvolver raciocínio lógico-matemático, por questões de motricidade ou por medo e timidez? Quais atividades podem ser realizadas nas aulas seguintes para estimulá-la?
  • Elas conseguiram repetir todo o ritual de resolução mostrado pelo professor (ler a operação, escrever no papel, contar, conferir o resultado)?
  • Houve comportamentos marcantes, positivos ou negativos? Como você lidou com a situação e o que poderia ser feito diferente?

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Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Matemática: o cartaz das formas
Atividades/Matemática
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Matemática: o cartaz das formas

Além de estimular as noções matemáticas, aprender as formas geométricas é um exercício de lógica para as crianças – e a lógica será uma habilidade útil não só para lidar com os números, como também para as artes e linguagem.

Aprender a separar objetos de acordo com seus formatos exige que elas se perguntem o porquê de um ser diferente do outro. Pelas cores? Pelo tamanho? Pelo número de lados? Portanto, as crianças desenvolvem a capacidade de classificar seu universo.

Área de conhecimento

Matemática e raciocínio lógico.

Faixa etária

A partir dos 3 anos, apenas com umas poucas formas comuns (círculo, quadrado e triângulo) e mais orientação do professor, dos 4 em diante com a introdução de formas menos usuais (retângulo, ovo e losango). 

Material

  • Uma folha de cartolina grande, em cor clara (para que seja fácil fazer a leitura),
  • Formas geométricas planas recortadas de cartolinas coloridas (você precisa apenas de um recorte de cada forma: um quadrado, um retângulo, etc.),
  • Cola em bastão,
  • Canetinhas coloridas.

Preparação

Antes da aula em questão, recorte as formas geométricas de cartolina ou papel cartão (mais firme). A sugestão é usar a mesma cor para todas as formas com o mesmo número de lados, para que a identificação seja imediata – por exemplo, círculo e ovo cor-de-rosa, triângulo laranja, retângulo, quadrado e losango verdes.

Cole a cartolina, ainda em branco, em uma parede da sala de aula – lembre-se de pendurá-la em uma altura que as crianças consigam alcançar, pois são elas quem vão colocar as formas, mais adiante. Organize a turma sentada em um semicírculo, para que todos possam ver o cartaz, e sente-se próximo a ela, com as formas geométricas já preparadas.

Ao invés de trazer objetos de casa, a variação também pode ser feita com recortes de revistas, gibis e jornais (foto: Google)

Ao invés de trazer objetos de casa, a variação também pode ser feita com recortes de revistas, gibis e jornais (foto: Google)

Atividade

Introduza as formas mostrando-as, uma a uma, para a classe: diga seu nome e, juntos, contem o número de lados. Repita o processo várias vezes, pedindo que diferentes crianças segurem a forma e contem seus lados, até que todas tenham participado. Faça isso com todos os recortes.

Então, espalhe-os no centro do semicírculo e desafie algumas crianças a apanhar a forma correta (ex: Ana, você pode pegar o retângulo? Quantos lados ele tem? Um, dois, três, quatro! Qual o nome dele? Retângulo). Use esse exercício para que elas memorizem os nomes corretos de cada forma.

Após todas terem participado, diga que elas vão criar um cartaz com as formas que conhecem. Dessa vez, peça para que um aluno pegue uma forma com determinado número de lados, ao invés de dizer-lhes o nome imediatamente (ex: Pedro, você pode trazer aqui uma forma que tenha 3 lados? Será que ele acertou, turma? Vamos contar… Um, dois, três. E como ela se chama? Triângulo). Sempre que uma das crianças trouxer a forma solicitada, repita todo o processo e, enfim, peça para ela colar a forma no cartaz. Continue brincando até que todas as formas tenham sido coladas, em ordem, de acordo com o número de lados – primeiro as que não possuem lados, depois as que têm dois lados, três lados e assim por diante.

Por fim, convide as crianças a desenhar no cartaz, abaixo das formas geométricas, algo que represente o número de lados de cada uma. Elas podem desenhar três corações embaixo do triângulo ou quatro estrelas embaixo do retângulo.

Variação

  • Noções matemáticas: com antecedência, peça às crianças que tragam material reciclável de casa para ser utilizado em sala. Elas podem trazer caixinhas de remédio, tampas de garrafa, caixas de cereal ou biscoito, rolos de papel higiênico, etc.. Leve, você também, alguns materiais com formas mais inusitadas: chapeuzinhos de festa infantil ou pratos de papelão, por exemplo, podem demonstrar o triângulo e o círculo. Então, quando a atividade acima estiver completa, oriente a turma a colar também seus objetos abaixo de cada forma, de acordo com o formato que eles possuem.

Para avaliar

  • As crianças perceberam a diferença entre as formas geométricas planas?
  • Souberam classificá-las de acordo com as cores? E de acordo com o número de lados?
  • Aprenderam os nomes corretos das formas, de acordo com o número de lados?
  • Relacionaram as formas dos recortes com o formato de outros objetos (variação)?

Registre

Deixe o cartaz exposto para outros alunos e professores, e também para pais que visitem a sala de aula. É importante para as crianças ver seu aprendizado sendo reconhecido e celebrado.

Na hora de escrever o registro, reflita:

  • As crianças mostraram curiosidade, querendo segurar as formas geométricas e contando junto com a professora?
  • Mostraram-se hábeis na hora de classificar as formas? Fizeram a classificação conscientes do número de lados e nome de cada forma, ou instintivamente, segundo as cores e a semelhança visual? No primeiro caso, a noção lógica-matemática está mais desenvolvida (deve acontecer com as crianças mais velhas).
  • Elas foram capazes de acompanhar a atividade? Alguém apresentou maiores dificuldades em comparação ao resto da turma? Quais os motivos dessa performance e o que pode ser feito para melhorá-la?
  • Houve comportamentos que se destacaram positiva ou negativamente? Quais foram eles e por quais razões as crianças podem estar agindo assim? Como você resolveu o conflito e o que poderia fazer diferente da próxima vez?
  • Todas as crianças fizeram a ponte entre o conteúdo aprendido e sua rotina, comparando as formas com objetos de seu universo?

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Atividade: Do maior para o menor

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

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Atividade: Do maior para o menor

Antes de começar a empregar números e realizar operações matemáticas, as noções de tamanho e quantidade já são discerníveis pelas crianças. Repare como, durante brincadeiras, elas dão sinais de distinguir objetos grandes dos pequenos; ou usam esses adjetivos para caracterizar algo ou alguém durante uma história.

Se esses comportamentos foram observados, significa que as crianças estão aprendendo matemática. E, quanto mais essa matéria for relacionada ao mundo palpável, mais fácil será compreendê-la – e depois evoluir, naturalmente, para noções mais abstratas.

Quase tudo pode ser transformado em uma prática matemática: contar os carros passando durante uma viagem de carro, empilhar blocos e peças de Lego, separar materiais de tamanhos ou formas distintos.

Use a criatividade para escolher apetrechos variados, que tornem as atividades divertidas!

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Área de conhecimento

Matemática.

Faixa etária

Em torno dos 3 e 4 anos de idade.

Material

Tente reunir “grupos” de brinquedos diferentes:

  • Bolas de vários tamanhos: de ping-pong, de tênis, de vôlei, de basquete, de praia;
  • Ursinhos de pelúcia de vários tamanhos;
  • Blocos de montar de vários tamanhos;
  • Carrinhos de vários tamanhos.
  • Frutas e vegetais de vários tamanhos: uva, ameixa, maçã, melão, abóbora.

Isso não só deixa a brincadeira mais interessante como também incentiva a repetição (as crianças terão que organizar do maior para o menor não uma só vez, mas quatro ou cinco, para arrumar cada grupo), fixando o aprendizado. 

Preparação

Divida a sala em estações – as estações podem ser as mesas das crianças ou os cantos da sala de aula. O importante é separar os grupos de objetos: ursos com ursos, blocos com blocos, e assim por diante. Eles não devem estar organizados por tamanho, mas sortidos aleatoriamente.

Explique para as crianças que vocês precisam arrumar os brinquedos do maior para o menor, começando com o bem pequenininho, até o muito grande. Use uma das estações como exemplo: pegue o menor objeto e compare-o com os outros com gestos bem amplos, para que as crianças notem a ação. Faça isso colocando a peça ao lado das outras, uma por uma, até “concluir” que ela é mesmo a menor. Você pode fazer perguntas para que a turma ajude, dizendo qual é maior ou menor, grande ou pequena. Repita a comparação com todos os brinquedos dessa estação, até que ela esteja completamente organizada do menor para o maior.

Atividade

Agora, é a vez das crianças. Divida-as entre as estações e deixe que elas arrumem os brinquedos na ordem correta. Caso veja que um dos objetos está na posição errada, faça perguntas, apontando os tamanhos e deixando que a turma perceba o erro.

Quando as filas estiverem prontas, continue praticando as noções de tamanho. Aponte para duas peças e inquira: “esse é maior do que esse?”, “qual dos dois é o menor?”, “esse carrinho é grande ou pequeno”?, “qual o maior de todos?”. Depois, volte a desorganizar as fileiras para que as crianças mudem de estação e repitam a atividade com novos brinquedos.

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

Para avaliar

Essa é uma atividade que possibilita que as próprias crianças reparem nos erros, já que a diferença de tamanho é bem perceptível, e elas mesmas também apliquem as correções. Ainda assim, cabe ao professor enfatizar essas diferenças, para que elas sejam cada vez mais óbvias à turma. Avalie:

  • As crianças conseguem distinguir tamanhos diferentes?
  • Entendem os conceitos de “grande” e “pequeno”?
  • Sabem apontar quais objetos são grandes e quais são pequenos?
  • Conseguem organizar os brinquedos do maior para o menor?
  • Identificam o maior de todos e o menor de todos?
  • Fazem comparações do tipo “esse é duas vezes maior do que aquele” ou “cabem quatro desses blocos dentro deste outro”?

Registre!

  • A turma compreendeu a aula e conseguiu realizar a atividade proposta? Demonstraram interesse pelos brinquedos escolhidos e souberam manuseá-los?
  • E quanto ao entendimento das regras da atividade? Mantiveram cada grupo de objetos na estação correta? Organizaram as fileiras conforme foi mostrado pela professora?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Elas usaram o vocabulário (grande, pequeno, maior, menor) relevante à essa aula? Souberam aplicá-lo corretamente? Fizeram comparações entre a lição e a vida privada (contando histórias sobre o que têm em casa ou o que viram em passeios)?
  • Tire fotos das crianças trabalhando nas estações e, se possível, anote assim que puder o que você pôde observar naquelas imagens e do que se recorda sobre o desenvolvimento de cada uma.
  • Faça uma atividade (em uma folha branca ou impressa) posterior ao trabalho, em que as crianças exercitem as mesmas habilidades – como, por exemplo, colar alguns recortes do maior para o menor, ou selecionar, dentre três figuras, qual a maior ou menor. Guarde esta atividade no portfólio das crianças.

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Atividade: Caixa de Prendedores

Foto: Google (reprodução)

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Atividade: Caixa de Prendedores

Certas atividades são tão simples que, talvez justamente por isso, não ocorram a muitos professores. Quando eu assisti, pela primeira vez, crianças de dois anos entretidas com prendedores de roupa, fiquei surpresa com a obviedade do exercício. Imaginava que seria uma proposta chata, mas, para os pequenos, é muito desafiadora – e, portanto, envolvente até que eles sejam capazes de executá-la com facilidade.