Atividade: Circuito Acoplado

Fonte: Fonoterapia

Atividades/Movimento/Relatórios
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Atividade: Circuito Acoplado

Objetivos

  • Aprimorar movimentação motora (cabeça, tronco, membros superiores e membros inferiores).
  • Fortalecimento muscular.
  • Aprimorar a amplitude dos movimentos.

Habilidade a ser estimulada

  • Equilíbrio.
  • Dissociação (movimentação) de cintura escapular (ombros) e cintura pélvica (quadril).

Faixa Etária

0 a 5 anos.

Material

Escada comum ou escada feita com caixa de leite. Há possibilidade de variações conforme a criatividade e disponibilidade de materiais.

Descrição da Atividade

Junto com as crianças faz-se um desenho em cartolina ou papel craft do circuito que se escolha. Com crianças menores o desenho deve estar pronto.

A partir do desenho, monta-se o circuito no chão com os materiais disponíveis e realiza a atividade.

Circuito acoplado

Passar por todos os espaços.

Montar os circuitos com fitas ou barbante. Pedir para as crianças passarem por cima e ou por baixo.

 

 

 

Quando se fala em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.

Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos inter-relacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele realiza. A interação destes aspectos influencia na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.

Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão. Assim, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação, enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Enfatizando a Rima por meio do Movimento

Fonte: Galinha Pintadinha

Atividades/Movimento/Música e artes/Relatórios
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Atividade: Enfatizando a Rima por meio do Movimento

Pesquisas e estudos científicos nos mostram que crianças que crescem em ambientes ricos em estímulos de qualidade desenvolvem o cérebro mais rapidamente. Hoje, sabemos que atividades estimulantes podem produzir mudanças na estrutura cerebral, principalmente nos primeiros 6 anos de vida.

A música interessa à criança desde bem pequena, por isso, deve ser utilizada para estimulá-la.

Essa atividade é uma maneira divertida de lidar com a música e o movimento.

http://revistaguiainfantil.uol.com.br

Material

Músicas infantis rimadas.

Descrição da Atividade

O jogo sensorial é, em geral, um meio valioso de atrair a atenção de crianças pequenas. A tradicional música infantil oferece uma base excelente para experimentar movimentos físicos no ritmo da rima.

1) As crianças senta-se em círculos com as duas mãos frechadas à frente.

2) Enquanto todas cantam a música, a pessoa que é “escolhida” movimenta-se em torno do círculo e, suavemente, marca com batidas as palavras, primeiro na mão direita, depois na esquerda de cada criança.

3) Uma criança cuja a mão seja batida na última palavra, ou na palavra que rime, de cada verso (ou seja, em uma das palavras “mágicas “) deve colocar essa mão nas costas. Assim que esconder ambas as mãos, a criança estará fora.

4) A última que permanece com uma das mãos ainda à frente, torna-se a “escolhida”. Por exemplo: em O Sapo não lava o pé, as palavras mágica estão em negrito.

O Sapo
Galinha Pintadinha

O sapo não lava o
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer

O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé!
A sapa na lava a pá
Na lava parca na cá
Ala mara lá na lagaa
Na lava a pá parca na cá
Mas cá chalá!

E sepe ne leve e pe
Ne leve perque ne que
Ele mere le ne leguee
Ne leve e pe perque ne que
Mes que chele!
I sipi ni livi i pi
Ni livi pirqui ni qui
Ili miri li ni liguii
Ni livi i pi pirqui ni qui
Mis qui chili!

O sopo no lovo o po
No lovo porco no co
Olo moro lo no logoo
No lovo o po porco no co
Mos co cholo!
U supu nu luvu u pu
Nu luvu purcu nu cu
Ulu muru lu nu luguu
Nu luvu u pu purcu nu cu
Mus cu chulu!

Variação

Amplie  o jogo com outras rimas presentes em parlendas e músicas como Uni, duni, tê, Um, dois, feijão com arroz, Cai, cai balão, Marcha Soldados, entre outras.

Registre!

  • Em seu registro, dê prioridade a como as crianças lidaram com as rimas.
  • Souberam alternar momentos de movimento e rima?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Discuta a atividade na escola ou na sala dos professores, para que outras turmas, professores, e pais possam vive-las.
  • Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme as crianças apresentando suas máscaras ou fazendo caretas em frente ao espelho – isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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O que é o desenvolvimento motor?
Relatórios/Movimento
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O que é o desenvolvimento motor?

Quando pensamos em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas
crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.
Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos interrelacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele irá realizar.
A interação destes aspectos influência na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.
Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão.
Assim, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação, enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais.
Porém, mesmo sendo, de certa forma, previsível, existem fatores que podem colocar em risco o curso normal do desenvolvimento motor, os quais podem ser de ordem biológica ou ambiental.

O que pode atrapalhar o desenvolvimento motor?

O baixo peso ao nascer; a presença de distúrbios cardiovasculares, respiratórios e neurológicos; as infecções neonatais; a desnutrição; as baixas condições socioeconômicas e a baixa escolaridade dos pais são apontados pela literatura científica como elementos que podem atrapalhar o curso normal do desenvolvimento, de modo geral e, em particular, do desenvolvimento motor.
Em função disso, crianças que apresentam tais fatores de risco devem ser acompanhadas mais de perto, com o objetivo de identificação precoce das dificuldades que venha a ocorrer para, assim, poder também ser realizada uma intervenção adequada tão logo seja possível.
Por volta das 40 semanas de gestação, muitas transformações já aconteceram, para preparar o bebê para chegar a um mundo diferente daquele onde ele vive. Estas transformações vão desde as físicas até as emocionais e muito do que ocorre durante a gestação e o parto podem influenciar o desenvolvimento motor futuro.

A função motora

Fonte: apostila PPI

 

No início da vida, muito das ações motoras dos bebês são reflexas, logo, involuntárias. Em função disso, antes de descrever mais detalhadamente as aquisições motoras relacionadas a cada faixa etária, faremos alguns comentários sobre os principais reflexos presentes no início da vida, bem como descreveremos, brevemente, cada um deles.

Fonte: PPI

No início da vida, a presença, intensidade e simetria de alguns reflexos são comumente usadas para investigar a integridade do sistema nervoso central e identificar problemas de desenvolvimento neurológico e motor.
Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida pode também indicar algum problema no desenvolvimento neurológico e deve ser visto com cautela.
 Alguns dos reflexos que mencionaremos no próximo post, como o de sucção, preensão palmar, plantar e o da marcha serão, com o tempo, substituídos por atividades voluntárias, outros, como o de Moro simplesmente desaparecerão.

Gostou? Então fique ligado para o próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

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DANÇOTERAPIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Fonte: A crítica

Atividades/Movimento/Semanários/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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DANÇOTERAPIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Se tem uma coisa que aprendi a observar nos últimos anos é a maneira como as pessoas se movem. E isso aconteceu a partir da minha evolução nos estudos de psicologia, educação, pedagogia, literatura e todas as demais leituras sobre autoconhecimento.

O que acontece é simples: o nosso corpo reage às nossas emoções e pensamentos!

Isso mesmo. A nossa mente produz todos os dias cerca de milhares de pensamentos diferentes e esses pensamentos estão carregados de emoções e sensações.

Agora vamos pensar sobre isso na Educação Infantil. Bom, é na Educação Infantil que as crianças estão aprendendo a se movimentar e a sentir, certo? Então imagina como entender essa combinação pode ser potente na hora de ajudar a criança a entender e expressar suas emoções.

Mas peraí, agora fiquei na dúvida…emoções ou sentimentos?

Qual a diferença entre emoção e sentimento?

Fonte: Google

Para tudo!

Escrevendo esse texto realmente fiquei na dúvida sobre qual palavra escolher. Então abri uma aba rapidinho e googlei as palavras. A diferença tá aqui ó:

Emoção é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação. A palavra deriva do latim emovere, onde o e- (variante de ex-) significa ‘fora’ e movere significa ‘movimento’.

Sentimento e a ação de sentir, de perceber através dos sentidos, de ser sensível. Capacidade de se deixar impressionar, de se comover; emoção. Expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração.

Trocando em miúdos a emoção, geralmente, é desencadeada por algum pensamento, já o sentimento é o resultado do entendimento que fazemos dessa emoção.

Durante os últimos anos a Educação tem passado por um processo de transformação e um dos temas que todas as Escolas, pais e professores tem colocado bastante ênfase é a Educação emocional. Ora, educando as emoções e os sentimentos das crianças é muito provável que essas crianças terão êxito nas suas vidas pessoais e consequentemente oportunidades e sucesso em suas vidas profissionais.

Você ja ouviu falar de dançoterapia?

Agora vem aquela perguntinha clássica: como ajudar meu aluno a lidar com as suas emoções e sentimentos?

Fiquei intrigada com o assunto e fui entender sobre o que as Escolas tem feito para explorar corpo e mente. E foi então que descobri a Dançoterapia.

Dançaterapia é uma disciplina pedagógico-terapêutica relacionada ao movimento corporal da dança. É uma técnica que une dois campos: a dança e a psicologia.

Dançarino, coreógrafo, considerado como o maior teórico da dança do século XX e como o “pai da dança-teatro”

Nessa área destaca-se Rudolf Laban, um coreográfo que nasceu em 79 em Bratislava Hungria, e morreu em 1958.

Laban desenvolveu uma forma de Dança expressiva, tendo por principal objectivo a expressão das emoções. Ele foi um grande impulsionador do chamado movimento criativo em que o ser pode expressar na dança o que quiser sem nenhuma regra pré- estabelecida.

Sistema de análise, categorização  e notação de movimento

O sistema permite o acesso a uma linguagem  que é descrita pelos movimentos das pessoas. Esse sistema de análise e notação de movimentos baseado em quatro fatores: espaço, peso, tempo e fluxo  e também observa quais são as partes do corpo do indivíduo que move e se pergunta:

Quando se move?

Onde se move?

Como se move?

A metodologia e o seu estudos sobre o corpo tem nos ajudado a nos perceber e perceber o outro através do movimento nos mais variados setores das nossas vidas: artes, educação, psicologia, etc.

Para Laban, existe uma relação muito próxima entre corpo e mente e a forma como nos movimentamos reflete a nossa personalidade.

4 Elementos fundamentais

Fonte: Google

Para que possamos ter uma imagem visual do movimento:

Corpo: como este se organiza, suas conexões e isolamentos ou fragmentações, seus esquemas motores, seus gestos e posturas.
Esforço: enfatiza as qualidades do movimento, o ritmo dinâmico, a motivação interna/externa que aparece na escolha do movimento. Nesta categoria experimenta-se e reflete-se sobre “como” o indivíduo se move em relação a 4 fatores básicos: fluxo, peso, tempo e espaço, isoladamente e em suas múltiplas combinações.
Forma: refere-se ao corpo em suas dimensões plásticas: suas mudanças de volume, o contínuo processo de aparecimento e desaparecimento de novas formas e como este se adapta às suas necessidades internas e externas.
Espaço: situa a pessoa no mundo relacional. Esta categoria inclui explorações da esfera pessoal de movimento, explorações das tensões dimensionais, planares, diagonais ou transversas e das formas cristalinas representativas dessas articulações espaciais.

Estamos ensinando dança ou ensinando pessoas?


Esse vídeo é uma parte do Documentário sobre Rudolf Laban. O Documentário foi realizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação — FDE.

Para Laban,  o papel da educação é ensinar pessoas , é ajudar o ser humano, por meio da dança, a achar uma relação corporal com a totalidade da existência.

O professor deve encontrar sua própria maneira de estimular os movimentos e, posteriormente, a dança (Laban 1990)

O corpo descreve como e que aspectos do corpo (como por exemplo que partes do corpo são usadas e trabalham em conjunto ou separadamente) são usadas para executar as acções, as posturas, os gestos, ou a sequência de movimentos. Podemos observar e concluir que a gente se movimenta para satisfazer alguma necessidade, retirar prazer e satisfação de algum desejo ou algo que tenha representatividade para gente. O corpo quando dança fala sem usar palavras.

A Dança na escola contempla uma nova proposta de ensino que explora o O papel do corpo e do movimento na Educação Infantil. Diferentemente das técnicas tradicionais e passos marcados e firmes e moldados esteticamente a dança proporcionar ao aluno um contato mais íntimo e efetivo com seus sentimentos, mais ainda… a possibilidade de se expressar criativamente através do movimento.

Essa proposta se resume na busca de uma prática pedagógica mais coerente com a realidade escolar e da personalização do ensino.

Que tal aproveitar para criar atividades de dança?

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

Referências:

LABAN, R. Dança Educativa Moderna São Paulo: Ícone, 1990.

LABAN, Rudolf. “Domínio do Movimento.” São Paulo: Summus Editorial, 1978.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Fonte: Revista pais e filhos

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros/Movimento
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O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Quando pensamos em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.
Vocês sabiam que todo o desenvolvimento motor passa por duas posturas fundamentais, das quais depende todo o processo?

Primeira postura fundamental:

Barriga para baixo – Decúbito Ventral

Segunda postura fundamental:

Barriga para cima – Decúbito Dorsal

Esse desenvolvimento também acontece nas seguintes direções:

Da cabeça para os pés – Céfalo Caudal                Do meio para as laterais -Próximo Distal

Qual a importância do profissional da educação infantil saber disso?

Vamos entender melhor o que isso significa?

O desenvolvimento começa pelo controle da cabeça, depois controle do pescoço, depois controle do tronco, quadril, pernas e pés. Paralelamente, surge o controle dos ombros, cotovelo, mãos e dedos.

Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos inter-relacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele irá realizar. A interação destes aspectos influencia na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.

Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão. Em outras palavras, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação (física e cerebral), enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais. Porém, mesmo sendo, de certa forma, previsível, existem fatores que podem colocar em risco o desenvolvimento motor.

Por exemplo: o baixo peso ao nascer; a presença de distúrbios cardiovasculares, respiratórios e neurológicos; as infecções neonatais; a desnutrição; as baixas condições socioeconômicas e a baixa escolaridade dos pais são apontadas como elementos que podem atrapalhar esse curso do desenvolvimento.

Em função disso, as crianças que apresentam tais fatores de risco devem ser acompanhadas mais de perto, com o objetivo de identificação precoce das dificuldades que venha a ocorrer para, assim, ser realizada uma intervenção adequada tão logo seja possível.

Por volta das 40 semanas de gestação, muitas transformações já aconteceram, para preparar o bebê para chegar a um mundo diferente daquele onde ele vive. Estas transformações vão desde as físicas até as emocionais e muito do que ocorre durante a gestação e o parto podem influenciar o desenvolvimento motor futuro.

Você pode ler também sobre 4 atividades simples para estimular a motricidade na Educação Infantil.

E se quiser mais atividades pode acessar o nosso Baú de Atividades Eduqa.me como mostra o exemplo abaixo:

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Importante lembrar:

Fonte: Clia Psicologia

Embora o desenvolvimento motor siga uma sequência dita universal, por exemplo, ninguém anda antes de conseguir equilibrar-se em pé ou sentar-se.

O ritmo de cada conquista do desenvolvimento será em muito influenciado pelo tipo de experiências que o bebê tiver ao longo da sua infância.

Pais e responsáveis que estimulam e valorizam as conquistas das crianças tendem a contribuir para o seu desenvolvimento. Ressaltamos também que pequenos atrasos na conquista dessas habilidades motoras não implicam, necessariamente, na presença de dificuldades ou problemas no desenvolvimento. No entanto, tais marcos tem um papel importante para uma observação cuidadosa de como está o desenvolvimento de cada bebê.

FUNÇÃO MOTORA é um movimento físico prescrito pela cognição, o qual envolve a tradução do pensamento em atos concretos. Mais especificamente, refere-se à habilidade de usar e controlar os músculos em uma ação involuntária ou voluntária e direcionada a uma meta.

RESPOSTAS REFLEXAS, ex. retirar a mão de um objeto quente.

MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS APRENDIDOS, ex. pentear o cabelo.

PADRÕES MOTORES RÍTMICOS, ex. andar.

MATURAÇÃO: sequência universal de eventos biológicos que ocorrem no corpo e no cérebro.

REFLEXOS: são involuntários, próprios da espécie, com fins de proteção e sobrevivência.

Acompanhe nos próximos posts algumas explicações sobre as respostas reflexas que o bebê apresenta e a importância disto para o educador.

Maria Cristina de A. C. Rodrigues Oliveira – Terapeuta Ocupacional, Especialista no Método Neuro Evolutivo Bobath e  Sociopsicomotricidade Ramain Thiers, colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

Materiais escolares: dificuldade e estratégias

Engrossador multi uso

Desenvolvimento Infantil/Semanários/Movimento
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Materiais escolares: dificuldade e estratégias

Manipular os materiais básicos do cotidiano da escola é primordial para o aluno. Isso possibilita que ele consiga buscar conhecimento e aprender.

Será que o material escolar está adequado à necessidade do meu aluno?

Essa pergunta parece simples…

Mas você já parou para pensar sobre isso?

Que mal à aprendizagem um simples lápis ou uma simples tesoura pode causar ao meu aluno?

Aparentemente, os materiais escolares são inofensivos e servem apenas como instrumento para os alunos realizarem as atividades, certo? Mas, quando eles não estão ajustados às necessidades dos pequenos isso pode ser uma grande barreira entre o aprendizado e a criança.

Ora, se a autonomia é tão importante para o desempenho da criança nas tarefas, o fato de um aluno não conseguir segurar um lápis ou uma tesoura, compromete todo este processo.

As possíveis dificuldades com os materiais não são uma demanda exclusiva de crianças com necessidades educativas especiais (NEE). Essa é uma possível necessidade de qualquer aluno, visto que, na educação infantil as crianças estão em constante aprimoramento de suas habilidades finas, o que é natural.

Vejamos agora algumas ideias que podem ajudar muito a criança e o seu trabalho em sala de aula, para a adequação de materiais básicos como o lápis, a tesoura, giz de cera entre outros:

Lápis de escrever, giz de cera, lápis de cor, canetinhas, pincel:

Algumas crianças por ainda estarem em fase de aprimoramento e desenvolvimento da sua coordenação motora fina, não conseguem ter a “pega”[1] correta destes materiais, por isso, alguns truques simples podem auxiliar.  

Para o lápis de escrever, lápis de cor e giz de cera existem versões já comercializadas com o formato triangular e o formato Jumbo, que facilitam a pega para pintar, desenhar ou escrever. Temos também os engrossadores que se encaixam facilmente em várias marcas de lápis, canetinhas e encontram-se em diversas cores.

Adaptador jumbo comercializado

Lembram-se daquelas pulseirinhas de elástico que foram uma “febre” entre as crianças e adolescente? Então, elas podem ser usadas como engrossadores.

Se tudo isso não for suficiente e tivermos que engrossar ainda mais o lápis ou o pincel, por exemplo, teremos que analisar o tipo de dificuldade da criança e a maneira em que ela faz a preensão dos objetos para selecionarmos os materiais adequados para realizar a adaptação. Podemos utilizar espuma, EVA, fita adesiva, objetos recicláveis como potes de iogurte, de remédio, ou ainda bolas de plástico ou isopor.

Adaptador feito com bola de espuma. Uma outra ideia bem similar é usar a bomba de tirar leite materno.

Existe também o receptor de lápis, que é um tipo de tecnologia assistiva disponível em 3 tamanhos e feito para auxiliar a preensão da criança. Outros equipamentos podem ser sugeridos através da ajuda de um Terapeuta Ocupacional.

Receptor de lápis, pincel ou caneta, bilateral, projetada em tubo de silicone e carbono especial flexível, pré-moldado e ajustável para apoiar pequenas áreas, minimizar o contato com a pele e preservar áreas sensitivas. Promove a facilitação da escrita, favorecendo preensão digital ou interdigital. Tamanhos: P / M / G – Existe no mercado por menos de R$ 40,00.

Tesoura:

A adequação da tesoura torna-se necessária para alunos com problemas de coordenação motora fina, dificuldades de preensão ou no controle da força e lateralidade.

Existem modelos já adaptados e comercializados como as tesouras com molas, que ensinam a criança a fazer o movimento de fechar e abrir os dedos.

Tesoura com molas

Existem modelos elaborados e os mais comuns – uma que permite um movimento mais refinado e outra com um movimento mais amplo. A “tesoura para crianças”, encontrada com este nome, possui um único encaixe para o dedo e é boa para a inicialização do recorte, pois exigem uma coordenação mais robusta para o treino do controle da força e lateralidade.

E ainda temos opções criativas que podem ser feitas por pais e professores, exemplo:

Adicione na parte de encaixar os dedos na tesoura, duas argolas de chaveiro ou dois rolos de fita adesiva para fazer os movimentos do recorte junto da criança.

Borracha:

Para a borracha podemos usar os modelos convencionais como o lápis borracha e a caneta borracha e adaptá-los com as dicas já sugeridas acima.

O borrachão também é interessante por ser grande e pesado. As borrachas que podem ser utilizadas como ponteiras são boas opções, pois além do formato arredondado, tem também formatos com a ponta mais fina.

Borracha Ponteira para lápis

Cola:

Para a cola sugiro o uso do engrossador como a espuma ou que seja colocada num recipiente para a criança aplica-la com o uso do pincel adaptado se for o caso.

Espero que aproveitem as dicas! Bom trabalho!

[1] Curiosidade: “pega” é um termo comumente utilizado para se referir a forma com que a criança segura o lápis. Antes da preensão madura (tripé dinâmica, com o uso de 3 dedos e com o cotovelo apoiado na mesa), ocorrem a preensão primitiva (preensão palmar: criança segura o lápis com a palma da mão e com a movimentação de todo o braço para realizar o traçado) e a preensão de transição (com 4 dedos e traçado realizado por movimentação de punho e dedos).  

Leia mais em nossa página #NaEscola http://naescola.eduqa.me/atividades/como-preparar-a-crianca-para-escrever/

Você pode e deve registrar como esses materiais adaptados melhoraram o desempenho do seu aluno em sala. A eduqa.me vai te ajudar a criar portfólios incríveis, além disso, vai possibilitar o compartilhamento dessas informações com os pais, terapeutas educacionais e  até entre os próprios profissionais da escola.

E sem falar na fluidez da comunicação e o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Legal, né?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem
Semanários/Movimento/Música e artes/Socioemocional
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O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem

Quem já ouviu ou leu a seguinte frase: “Quem dança é mais feliz”??

Pois é a mais pura verdade. A dança tem uma grande contribuição no desenvolvimento cognitivo do ser humano, trazendo uma carga de sociabilidade e relacionamento enquanto pessoa no meio ambiente. Isso é muito importante quando aplicado como ferramenta da educação.

Agora vamos parar para pensar o papel da dança #NaEscola. 

Independente de ser uma instituição pública ou privada, sabe-se que muitas Escolas, contam com metodologias de ensino inovadoras, recursos e tecnologias acessíveis às crianças, projetos pedagógicos com bases internacionais de modelos produtivos em educação, enfim, a Escola evoluiu.

Mas, quando o assunto é o corpo e o movimento dentro da sala de aula, a modernidade volta à moda antiga.

É muito mais confortável para o professor quando as crianças estão imóveis e em silêncio, produzindo algo que ele supostamente acredita ser o conhecimento.

Ao falar de um corpo em movimento, automaticamente os professores de educação física são acionados. Afinal, lugar de bagunça é na quadra. Professores de educação física, não se zanguem, mas por muitos anos trabalhei com vocês e sei que a educação física é uma das disciplinas mais fantásticas e completas para o desenvolvimento da criança. Digo isso, sobre a bagunça, pois é o que muitos dos outros professores acham, por serem tomados por uma ignorância que não os permite ver o corpo como peça chave para o aprender. Por isso, nunca permita que uma criança fique sem as aulas de educação física “como um castigo” por ela não ter feito uma tarefa de matemática, por exemplo. A educação física é tão necessária quanto a matemática, e cada conflito deve ser resolvido dentro dos respectivos espaços; mas isso é outro assunto.

Voltando para o corpo, embora na educação infantil o movimento seja valorizado, há muitas práticas que colaboram com a importante crítica feita por Henri Wallon, psicólogo francês, ainda na transição do século XIX para o século XX: “Para a escola, a aprendizagem deve ser baseada naquilo que é imóvel. O movimento é visto como algo que atrapalha!”.

Wallon foi o primeiro teórico da Psicologia Genética a considerar não só o corpo da criança, mas também suas emoções como aspectos fundamentais para a aprendizagem. Sistematizou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam entre si: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu. A base teórica deste autor chama a atenção para olhar a criança como um todo, um ser que é completo e não dividido por partes.

criança dançando

Ainda para Wallon o MOVIMENTO é o primeiro sinal de vida psíquica na criança. Antes mesmo de falar, ela apropria-se do seu corpo para mostrar o que quer com gestos ou outros movimentos que ilustram o que ela esta pensando naquele momento. 

Veja se você se identifica com as falas abaixo:

-Professor: Não é para tirar o brinquedo da mão do seu amigo.

– Aluno: eu só queria ver.

-Professor: Eu não te pedi para fazer o desenho por ele, mas para mostrar o seu.

-Aluno: mas é isso que estou fazendo.

As crianças pequenas tem uma dificuldade muito grande de comunicar o que pensam de uma forma diferente do gesto. Para explicar este fenômeno, Wallon diz que o  ato mental se desenvolve a partir do ato motor, isto é, gestos. A criança não consegue ver o brinquedo com os olhos, é preciso tocar para ver. A criança não consegue mostrar o seu desenho para aquele amigo que ainda não sabe desenhar,  é preciso fazer por ele.

O toque, o gesto, os movimentos e todo o afeto presente nestas relações de aprendizagem devem ser permitidos e viabilizados dentro de sala de aula.

A escola ao manter a criança imobilizada numa carteira, o que  representa a disciplina,  limita fatores  importantes para o desenvolvimento completo da pessoa, como por exemplo, a impossibilidade da articulação entre a  emoção e a inteligência.

Algumas vezes, a escola limita certas posturas corporais e gestos dos alunos, pois encara o movimento como algo que atrapalha e que não pode estar presente dentro da sala de aula, já que aprender é baseado naquilo que é imóvel, segundo a crítica feita por Henri Wallon.

A escola apela para o uso exclusivo do cérebro e isso precisa ser erradicado de vez. Não podemos nos contentar com crianças de braços atados em si mesmas como se fossem contentores dos seus próprios corpos.

A inteligência não se desprende do movimento. Quando mexemos as mãos para falar em público, quando a criança levanta da carteira ou mesmo quando copia as coisas da lousa em pé, é uma forma de libertar o movimento para que se possa pensar e se comunicar bem.

Infelizmente, muitas crianças tem sido rotuladas inadequadamente como hiperativas ou com déficits de atenção por conta da falta de formação e conhecimento da importância do movimento para a aprendizagem.

O movimento tem um papel muito significativo para todas as fases do desenvolvimento humano, mas principalmente para as crianças em idade pré-escolar que é onde tudo começa.

Vamos afastar as carteiras e deixar o movimento entrar em nossas classes?

crianças dançando

Se conseguirmos proporcionar um bom começo, ou seja, inserir a criança num mundo de aprendizagens significativas, as experiências posteriores terão chances de sucesso também.

Falar de aprendizagem significativa é falar de um aprender que foi registrado pelo corpo.  O corpo é o gravador das nossas experiências com o mundo, ele acumula estas experiências e é capaz de revivê-las a qualquer momento dependendo das situações que for exposto.

O corpo tem um papel fundamental para aprender, pois do princípio ao fim a aprendizagem passa pelo corpo. É o tal gravador que já falamos. Entretanto, vale ressaltar que não é importante apenas que o seu aluno faça bem as letras ou os números, mas que sinta prazer nas respostas que dá, pois isso é corporizar o conhecimento.

Existem muitas formas de possibilitar isso. A psicomotricidade, a dança, a música e as brincadeiras em si, são excelentes recursos adorados pelos pequenos.  A dança por exemplo é a livre expressão da criança; é a oportunidade de encontrar em si mesma as respostas para a construção de um ser humano mais seguro, autoconfiante e com uma excelente imagem de si mesmo. Colabora com a melhoria da criatividade, imaginação, autonomia e socialização.

Quando se estuda as competências do professor para ensinar no século XXI, Pilippe Perrenoud, encontramos a necessidade de serem criativos, se comunicarem melhor, saber ouvir, saber usar novas tecnologias, ter um pensamento crítico, ser colaborativo e etc. Mas, é impossível colocar estes princípios em prática quando se desconsidera o valor do corpo em sala de aula.

Vamos promover o movimento em sala? Preparei uma atividade bem divertida para você e seus alunos e deixei no Baú de Atividades Eduqa.me.

Olha só: 

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Sugestão de leitura:

  • Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Isabel Galvão. Ed. Vozes, 1995.

A importância do Movimento no desenvolvimento psicológico da criança in Psicologia e educação da infância – antologia. Henri Wallon. Ed. Estampa.

  • DANTAS, Heloysa. A infância da razão. Uma introdução à psicologia da inteligência de Henri Wallon. São Paulo, Manole, 1990
  • GALVÃO, Izabel. Uma reflexão sobre o pensamento pedagógico de Henri Wallon. In: Cadernos Idéias, construtivismo em revista. São Paulo, F.D.E., 1993.WALLON, Henri. Psicologia. Maria José Soraia Weber e Jaqueline Nadel Brulfert (org.). São Paulo, Ática, 1986.
  • Philippe Perrenoud e Monica Gather Thurler. As competÊncias para ensinar no século XXI: formação dos professores e o desafio da avaliação. Editora Penso, 2002.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

5 atividades para praticar inclusão na festa junina

Fonte: APAE BH

Rotina pedagógica/Movimento
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5 atividades para praticar inclusão na festa junina

No post anterior falamos um pouco sobre a inclusão nas Festas juninas. Agora vamos esticar um pouco mais esse tema e explorar brincadeiras tradicionais para garantir o brincar para todos nessa festa que toda escola ama fazer!

5 Atividades para praticar a inclusão na Festa junina

#1 – Pescaria

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Fonte: Pinterest

Esta brincadeira requer o controle da força e muita coordenação motora, por isso, segue abaixo alguns truques para tornar esta pesca mais inclusiva.

A) engrosse o cabo das varas com papel, espuma, EVA e encape com uma fita adesiva. Isso pode facilitar o manuseio das varas.

B) coloque na ponta da vara, onde fica o anzol, um peso (pode ser uma pedra, um pedacinho de tijolo ou madeira), isto evitará que as linhas fiquem a voar e se enrosquem umas nas outras, além da criança poder controlar melhor a sua força e ter uma boa coordenação visomotora. Abaixo do peso cole um velcro largo.

C) modifique também os peixes. Faça-os num tamanho maior e cole na parte de cima do peixe o outro pedaço do velcro para que a criança consiga pesca-lo ao grudar a ponta da linha da vara no peixe.

Se ainda assim a brincadeira não for acessível a todos, temos mais ideias. No caso das crianças com paralisia cerebral, por terem características muito particulares, convém conhecer cada caso. Entretanto, na pescaria pode ser feito o processo inverso, ou seja, ao invés de utilizar uma vara convencional e a criança selecionar um peixe para pescar, pode-se amarrar uma linha/barbante na mão da criança e depois conectá-la diretamente ao peixe.

O desafio aqui será a criança puxar ou fazer algum movimento para que o peixe, já grudado na linha, saia de dentro da “água” ou do recipiente no qual estiver.

#2 – Latas

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Em todos os jogos o principal objetivo não é facilitar ou flexibilizar as regras para que as crianças com dificuldades vençam, mas sim, facilitar no sentido de que tenham acesso e oportunidade de brincar e interagir de fato com o propósito da brincadeira.

No jogo das latas tradicional, deve-se arrumar as latas em formato de pirâmide. A base deve ter quatro latas, em cima dela mais três e assim por diante numa ordem decrescente.

Faça um risco no chão com cerca de um metro de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia. Vence quem conseguir derrubar o maior número de latas. Para adaptar este jogo você pode optar por manter o mesmo tamanho das latas e modificar a distância entre o risco do chão e o alvo, permitindo uma maior aproximação da criança até as latas.

Se quiser, pode aumentar o tamanho das latas e também o tamanho das bolas. Neste caso a criança poderá lançar a bola com a mão ou mesmo chutar. Para as crianças com paralisia cerebral temos uma ideia semelhante à sugestão feita na brincadeira da pesca. Como atirar a bola exige alguns movimentos complexos, o professor poderá amarrar em volta das latas um barbante e pedir para a criança puxar ou fazer algum movimento para derrubar as latas.

A quantidade de latas que cair representará a pontuação da criança. Dependendo da dificuldade apresentada pelo participante, para não facilitar o jogo, diga que ele terá apenas uma chance.

#3 – Boca do Palhaço

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para a boca do palhaço temos duas sugestões bem simples, ou aumenta-se o diâmetro da boca do palhaço ou muda-se o nome do jogo para a “Barriga do Palhaço” e faz -se então um círculo bem grande para que as crianças com maiores dificuldades na coordenação, equilíbrio e força possam ter a chance de acertar.

O tamanho da bola e o peso da bola também devem ser revisados. Se o buraco para acertarem as bolas serão maiores, as bolas também devem ser. Como desafio pode iniciar a brincadeira com uma bola mais leve e a medida que o participante vai acertando a bola fica mais pesada. Faça esta brincadeira num espaço bem grande para que ninguém seja atingido pelas bolas. Se as crianças com paralisia cerebral não conseguirem jogar, vamos trazer o palhaço até elas. Pegue uma bacia com o diâmetro que achar mais adequado para o seu aluno e enfeite a lateral de forma que o buraco (abertura da bacia) seja a boca do palhaço.

Coloque dentro da bacia bolas de plástico coloridas, bolas de meia, enfim, bolas na espessura e com materiais que forem acessíveis e possíveis de serem manuseados pela criança. Deixe o palhaço posicionado sobre as pernas da criança e peça para ela retirar uma ou duas bolas de dentro, vai depender da regra que for estabelecida.

Como desafio poderá solicitar que ela retire uma bola com uma determinada cor. Pense em outras formas de jogar.

#4 – Argola

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Para este jogo você vai precisar no lugar das argolas, bambolês, e, no lugar das garrafas, aqueles cones de trânsito. A regra continua a mesma, entretanto, o tamanho da argola muda, assim como o do objeto a ser atingido.

Aqui você pode sugerir uma mudança na regra. Exemplo: se a criança conseguir atingir um cone com o bambolê o prêmio é o que está descrito no cone; se conseguir atingir dois cones com o bambolê, poderá escolher o prêmio.

Você ainda pode organizar a brincadeira para que a criança ganhe prêmios a partir de pontos que podem ser somados ou ainda por cores (cada cor representando um tipo de prêmio).

#5 – Tiro ao alvo

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Aqui, as crianças precisam além de boa coordenação, força, equilíbrio e uma ótima pontaria. No caso de crianças cegas e com baixa visão, o tiro ao alvo torna-se inviável já que o alvo não é visualizado.

Assim, sugere-se que este alvo possa ser feito de balões/bexigas e o seu tamanho mais ampliado do que o normal.

O primeiro lançamento deverá ser orientado pelo professor que estiver nesta barraca, depois, com o som do estouro dos balões, a referência sonora passa a ser o estímulo para o direcionamento dos lances da criança cega. Se ainda assim for difícil, o professor pode continuar a dar as pistas e orientações sobre o direcionamento dos balões/alvos.

Crianças com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais também poderão se beneficiar deste jogo.

Use a sua criatividade e invente novas formas de brincar e jogar e não se esqueça de acessar a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Boa festa!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Atividades sensoriais: na Educação Infantil, experimentar é aprender

Exercite a escuta com tranquilidade e atenção. Pedir para a turma identificar os sons da natureza pode ser parte de uma atividade (foto: Columbian)

Atividades/Movimento/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Relatórios
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Atividades sensoriais: na Educação Infantil, experimentar é aprender

Ensinar e aprender explorando os cinco sentidos não é difícil. Ensinar alguma coisa está, na grande maioria das vezes, ligado à estimulação dos sistemas visuais e auditivos, já que nós somos seres muito audiovisuais.

Não é difícil, mas é raro encontrar atividades que estimulem os sentidos. Este fato pode ser justificado historicamente, pelas teorias tradicionais de educação que colocam o professor numa posição de eterno orador e, o aluno, de eterno ouvinte. Papéis que, ao longo da evolução das práticas educativas, foram se modificando, mas que ainda permanecem enraizadas em certas posturas sem nos darmos conta disso.

Jogos, brincadeiras e outras atividades sensoriais estimulam a inteligência, ajudam na criatividade e permitem que os alunos aprendam mais e melhor. Isso ocorre pois o cérebro tem a oportunidade de acionar diferentes canais para a entrada de conhecimento, contemplando todos os estilos de aprendizagem.

Leia mais sobre quais os estilos de aprendizagem e como identificá-los clicando aqui.

Os sentidos já são desenvolvidos desde a vida intrauterina. O mundo que nos cerca é cheio de informações que chegam até nós através do tato, olfato, visão, audição, gustação, movimentos e posições do corpo.

Fazer uso de todos os sentidos - tato, olfato, paladar, etc. - garante um aprendizado mais completo e duradouro (foto: Learning 4 Kids)

Fazer uso de todos os sentidos – tato, olfato, paladar, etc. – garante um aprendizado mais completo e duradouro (foto: Learning 4 Kids)

Quais os sistemas sensoriais que devem ser observados?

  • Sistema táctil: é o responsável por tudo aquilo que está em contato com a pele. Exemplo: toque (reconhecer um objeto no escuro), preensão, temperatura (sensação de quente e frio), textura (áspero e macio);
  • Sistema auditivo: habilidade de reconhecer sons, discriminar, transformar e reagir a sons;

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  • Sistema oral/gustativo: é o paladar e tudo que é relativo aos estímulos dentro da boca. Exemplo: experimentar sabores doces, salgados, ácidos, azedos ou experimentar alimentos de diferentes consistências;
  • Sistema olfativo: é o cheiro, processamento e discriminação de odores;
  • Sistema visual: todas as habilidades relativas à visão;
  • Sistema vestibular: localizado no ouvido, está relacionado ao movimento e equilíbrio, além de coordenar movimentos, como a conexão entre olho e mão e os dois lados do corpo (coordenação bilateral);
  • Sistema proprioceptivo: relacionado à posição do nosso corpo no espaço, a noções de peso, pressão, alongamento e mudança de posição. É o corpo como um todo, tanto em situações estáticas quanto em situações dinâmicas. É devido a este sistema que conseguimos, por exemplo, escrever sem termos que olhar para cada movimento da nossa mão.

Assim, quando tudo está a funcionar bem, o nosso cérebro organiza as informações recebidas do ambiente através do corpo para reproduzir uma resposta adequada a cada estímulo. A este processo, dá-se o nome de integração sensorial.

Cada pessoa tem uma preferência sensorial (sentidos mais desenvolvidos do que outros), entretanto, é válido oferecer diferentes oportunidades para que os alunos vivenciem os vários sistemas sensoriais e tenha experiências para aprender com todos eles. Que tal olharmos de maneira diferente para os materiais e objetos do dia a dia e proporcionarmos novas oportunidades de aprendizagem para os nossos alunos?

Cada criança terá uma preferência sensorial, ou sentidos que se desenvolvem mais e mais rapidamente que os outros. Cabe ao professor identificá-los e explorar suas possibilidades de aprendizado (foto: SSC Music)

Cada criança terá uma preferência sensorial, ou sentidos que se desenvolvem mais e mais rapidamente que os outros. Cabe ao professor identificá-los e explorar suas possibilidades de aprendizado (foto: SSC Music)

Quais atividades estimulam os sentidos?

Movimentos, texturas, aromas, sabores, são informações que podem ser muito bem integradas ao que ouvimos e vemos, para enriquecermos ainda mais a capacidade de discriminação e aprendizagem do cérebro. Veja algumas sugestões:

  • Modifique o ambiente! Coloque música, altere a luminosidade, use lanternas para contar uma história;
  • Manipule diferentes texturas. Utilize bacias para colocar materiais como areia, pedras, gel de cabelo, creme corporal, farinha, grãos, etc. Incentive a criança a brincar. Uma possibilidade é usar essas texturas para criar cenários e objetos que se relacionem com os conteúdos trabalhados em classe, como animais, meios de transporte, entre outros. Ainda pode ser sugerida uma escavação para encontrar letras dentro das bacias e, com elas, formar palavras, ou fazer uma caça às texturas no pátio, buscando elementos da natureza;
  • Livros com figuras grandes são boas opções. Há livros interativos, com fantoches, texturas ou figuras adesivas para complementar a leitura;
  • Traga papéis de cores e espessuras diferentes, assim como materiais variados para a pintura. Use misturas de cores, tintas caseiras ou comestíveis. Descubra mais atividades de artes criativas aqui;
  • Massinha de modelar tem diversas possibilidades. Você pode convidar as crianças a criar animais e objetos, ou usá-la para contornar letras e números;
  • Grave sons da natureza, de animais e da própria criança falando e reserve um momento para a escuta;
Exercite a escuta com tranquilidade e atenção. Pedir para a turma identificar os sons da natureza pode ser parte de uma atividade (foto: Columbian)

Exercite a escuta com tranquilidade e atenção. Pedir para a turma identificar os sons da natureza pode ser parte de uma atividade (foto: Columbian)

  • Faça caixas sensoriais ou caixas de surpresa: dentro de uma caixa, coloque objetos relacionados a qualquer tema (sólidos geométricos, materiais escolares, brinquedos que remetam a animais ou meios de transporte, etc.) para que as crianças adivinhem o que são apenas com o tato;
  • Explore garrafas sensoriais – veja como fazer uma clicando aqui;
  • Estenda plástico bolha no chão para que as crianças engatinhem ou caminhem sobre ele, estimulando a coordenação motora;
  • Integre novas tecnologias, como tablets, iPads e videogames (como o Kinect, por exemplo). Esses recursos podem ser utilizados em espaços educativos já que, além de trazerem jogos visuais e auditivos, relacionam o movimento do corpo com comandos para as atividades, o que é bastante positivo;
  • Use a criatividade: vão aprender sobre animais marinhos? Use cubos de gelo, gelo colorido ou raspado. Em cada temática, pense em como incluir experiências práticas e que alimentem todos os sentidos das crianças.
(foto: Terra Nova Nature School)

Perceba como as crianças reagem às explorações dos sentidos – caso alguma delas apresente desconforto ou medo, ofereça alternativas que a deixem mais segura ou procure ajuda de um profissional de saúde (foto: Terra Nova Nature School)

O que fazer caso a criança apresente um déficit de aprendizado?

Contudo, há pessoas que possuem déficits nos sistemas sensoriais. Estes problemas podem causar inúmeras complicações no processo de aprendizagem, que vão da falta de atenção e concentração até a baixa confiança em si mesmo. Fique atento se o seu aluno apresentar:

  • Hipersensibilidade a movimentos, sons, odores e ambientes diferentes;
  • Hipersensibilidade ao manipular materiais como cola, areia, tinta ou até mesmo comida, utilizando sempre a ponta dos dedos;
  • Medo ao realizar experiências que envolvam os sistemas sensoriais já citados;
  • Medo de altura e falta de equilíbrio;
  • Coordenação motora empobrecida: dificuldade em correr ou pular, problemas com a escrita e com a preensão do lápis;
  • Problemas com situações de desafio.

Para amenizar estas dificuldades, o professor pode verificar se a quantidade de estímulos trabalhados não está em demasia, já que muita informação sensorial ao mesmo tempo pode estressar e até desorganizar a aprendizagem da criança. Outro ponto importante é não “forçar” a realização de uma atividade na qual o aluno demonstra medo ou outra reação incomum. Permita que ele escolha os materiais que o deixam mais seguro, sendo sempre bastante acolhedor.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Caso perceba que essas situações ocorrem com muita frequência é necessário buscar uma equipe multidisciplinar para a realização de um diagnóstico preciso.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Fontes:

Portal de ajudas técnicas. Recursos pedagógicos adaptados. Ministério da Educação. Brasília, 2002

Dicas de atividades sensoriais

Fundación Procivismo y Desarrollo Social. Integración Sensorial. Autora: Ayola Cuesta Palacios, CD Hilton Perkins, 2001. Tradução português: Shirley Rodrigues Maria, 2006.

Meu Pequeno Autista

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