INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades
Atividades/Identidade e autonomia/Linguagem/Matemática/Movimento/Música e artes/Natureza e Sociedade/Materiais para Download/Rotina pedagógica
0 Comments

INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades

TESTE 20

O tempo do professor é curto e, sem tempo para pesquisar e se renovar, muitos reclamam de repetir sempre as mesmas atividades. Mas a falta de tempo não precisa ser um problema. Não sabe aonde procurar? A Eduqa.me selecionou 7 sites com um acervo riquíssimo de atividades, planos de aula, inspirações, vídeos e jogos para todas as idades – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Salve esses endereços nos seus Favoritos e encontre rapidamente uma nova ideia para cada aula!

Todos os conteúdos da Eduqa.me são gratuitos. Para fazer o download, clique na imagem acima ou no link abaixo. Você poderá acessar o infográfico sempre que quiser!

BAIXAR INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar atividades!

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Mais brincadeira, menos consumismo: 6 atividades para comemorar o Dia das Crianças na Educação Infantil

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

Atividades/Movimento/Música e artes/Registros
0 Comments

Mais brincadeira, menos consumismo: 6 atividades para comemorar o Dia das Crianças na Educação Infantil

O Dia das Crianças está chegando e, com ele, as discussões sobre consumismo e publicidade na infância esquentam. Não é de se espantar – nessa época, as propagandas na TV se multiplicam, lojas de brinquedos lançam suas novidades, e até mesmo redes de restaurantes e marcas de alimentos se associam a personagens queridos.

No Brasil, crianças passam em média 5 horas por dia em frente à televisão, sendo expostas a esse tipo de campanha. O problema é que, quando pequenas, elas não compreendem a diferença entre um anúncio e a realidade (a boneca não voa de verdade, o carro não realiza manobras sozinho) e, portanto, são mais suscetíveis às marcas.

A publicidade relacionada à alimentação também entra em debate: lanches que entregam bonecos e brinquedos como “brinde” não costumam ser os mais saudáveis. Isso em um país em que 15% das crianças já cruzou a linha da obesidade.

Propor um Dia das Crianças mais saudável e com menos consumismo é uma alternativa disponível a pais e escolas que querem transmitir valores sustentáveis: trocar e produzir, brincar e criar experiências ao invés de comprar. A Eduqa.me separou algumas ideias para celebrar a data com consciência na Educação Infantil.

Organize uma gincana ao ar livre

Leve sua turma para o pátio, divida times e lance os desafios. É importante pensar na faixa etária da sua turma antes de definir as brincadeiras: estas são indicadas para crianças de 4 e 5 anos, por exemplo.

Corrida de lata

(foto: Biblioteca Viva Itinerante)

(foto: Biblioteca Viva Itinerante)

Use duas latas com barbantes para criar os sapatos de lata de cada criança – é necessário ter ao menos dois pares para a corrida. O objetivo da brincadeira é que as crianças subam em seus sapatos de lata e caminhem com ele por um trajeto definido pelo professor. Você pode usar cordas ou fita crepe para traçar o caminho.

Parece fácil, mas não é: só faça essa brincadeira em áreas macias, como um gramado, nunca sobre concreto! Assim, caso as crianças caiam, não haverá acidentes. Também não delimite uma pista de corrida longa demais; sempre leve em conta as habilidades da turma!

Caça ao tesouro

Essa é uma atividade clássica que envolve toda a turma. Esconda pistas pela escola, sejam elas por escrito ou com imagens (caso as crianças ainda não sejam alfabetizadas). Cada pista deve levar os caçadores a um outro lugar, com uma nova pista, até que eles cheguem ao tesouro!

Deixe bem claro para as crianças em quais áreas eles podem procurar pistas para não perturbar outros professores e classes – se a brincadeira for apenas no parquinho, explique isso antes de começarem. Como prêmio, deixe de lado balas e pirulitos e continue com a proposta: que tal colocar o material da próxima brincadeira no baú do tesouro? Ou material de artes para que as crianças façam cartões para os colegas?

Missão impossível

(foto: Tempo Junto)

(foto: Tempo Junto)

Já assistiu a filmes de espiões em que eles precisam desviar lasers para entrar em um museu ou mansão? Esse é o espírito da brincadeira, mas os lasers serão tiras de papel crepom (barbante também pode ser usado, mas a vantagem do crepom é que ele se rasga facilmente, sem machucar as crianças caso elas tropecem).

Monte o desafio em um corredor ou quadra de esportes, adaptando o nível de dificuldade de acordo com a idade das crianças. O objetivo é atravessar os lasers sem encostar nos fios até chegar do outro lado!

Acerte o alvo

Pendure um bambolê em um galho de árvore, muro ou parede e dê bolinhas às crianças (essas de plástico, comuns em piscinas de bolinhas, ou outras opções de bolas pequenas e macias, que não machuquem). A brincadeira consiste em acertar o alvo: a bolinha deve atravessar o bambolê.

Essas são apenas algumas possibilidades para a gincana na Educação Infantil. Confira os sites Tempo Junto e Massacuca para mais ideias e inspirações.

Faça uma feira de trocas

O Dia das Crianças é uma oportunidade para conversar com sua turma de Educação Infantil sobre consumo consciente: quando é preciso comprar algo novo e quando podemos encontrar outras soluções? O que eu tenho é valioso para alguém? Alguém tem – e não usa mais – o que eu gostaria de ter? Por que não trocar?

Combine com os pais e a coordenação com antecedência para organizar uma Feira de Trocas na escola. É simples: cada criança escolhe, com ajuda dos pais, um brinquedo ou jogo que não utilize mais e o leva para a aula. As crianças podem expor o que trouxeram e cada uma vai escolher algo novo da pilha.

O professor também pode escolher um modelo de “amigo-secreto”, em que as crianças sorteiam o nome de um coleguinha para quem dar seu brinquedo; isso pode evitar conflitos caso várias crianças queiram a mesma coisa. Algumas escolas já realizaram a experiência – e há até sites que ajudam a planejar o encontro!

Pense ainda em fazer uma feira literária, em que as crianças trocam livros infantis ou gibis – além de divertido, incentiva a leitura!

Monte uma oficina de brinquedos

Que tal ensinar às crianças a fazer pipas, estilingues, bilboquês ou pandeiros? Escolha brinquedos simples, que você, seus pais ou avós costumavam ter quando eram pequenos!

Bilboquês são fáceis de fazer: as crianças só precisam de uma garrafa plástica com tampa e barbante (foto: Pensamento Verde)

Bilboquês são fáceis de fazer: as crianças só precisam de uma garrafa plástica com tampa e barbante (foto: Pensamento Verde)

Porém, lembre-se de pedir que as famílias contribuam apenas com materiais que já teriam em casa – de nada vale trabalhar o material reciclável obrigando os pais a consumir algo extra, que não faz parte da rotina da casa. Se cada criança contribuir com o que puder (garrafas pet, caixas de cereal, latinhas, copinhos de plástico, etc.), vocês com certeza terão opções divertidas do que construir!

Se a escolha for construir instrumentos musicais, junte a turma para fazer uma banda ao fim da aula. Toque músicas infantis e deixe que as crianças acompanhem o som com suas produções.

Crie um mural sobre infância

Pegue lápis de cor, canetinhas, pincéis, tinta, esponjas, recortes de revistas, cola colorida, purpurina, bolas de algodão… A imaginação é o limite. Estenda uma folha grande de papel craft no centro da sala de aula para que as crianças possam se sentar em volta e desenhar.

A proposta é que o professor dê um tema, que pode ser simplesmente “o que é ser criança” ou “qual sua brincadeira favorita” até um projeto mais longo, como, por exemplo, “como vivem as crianças do mundo”, em que a turma possa conhecer os hábitos da infância em outras culturas. Tudo isso será colocado no painel de acordo com a interpretação da turma – a obra final pode ser exposta no corredor da escola ou encontro de pais!

Faça massinha de modelar

(foto: Blog Elian)

(foto: Blog Elian)

As crianças adoram atividades em que podem colocar a mão na massa – e essa é bem literal. Coloque 1 xícara de água, 2 de farinha, meia xícara de sal e 1 colher de óleo em uma bacia grande e deixe que a turma misture a meleca até ganhar consistência.

Crie estações espalhando várias bacias pelo chão para que todas as crianças consigam se aproximar e participar. Cada estação pode ganhar uma cor de tinta guache para misturar à massa, fazendo massinha de modelar colorida. Depois, é só dividir e deixar que cada um crie o que quiser!

Vá passear

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

Passeios escolares precisam ser planejados com antecedência – o transporte e a alimentação, o número de professores para cuidar das crianças e a autorização dos pais são tópicos que devem estar muito bem resolvidos antes de a turma sair da sala de aula. Mas, superada a burocracia, não faltam lugares interessantes para as crianças conhecerem.

Considere passar o Dia das Crianças da sua turma no zoológico, jardim botânico, museus, planetários, teatros, bibliotecas, parques, corpo de bombeiros, aquário, etc., etc., etc. Ou, ainda, organize uma visita a um orfanato ou hospital infantil para que elas possam compartilhar seu tempo e doar roupas, alimentos, livros e brinquedos para crianças em necessidade: às vezes, só a companhia já um presente imenso. Já a sua turma vai ter uma grande lição de cidadania.

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

4 brincadeiras simples para estimular a motricidade na Educação Infantil

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Atividades/Movimento/Natureza e Sociedade
2 Comments

4 brincadeiras simples para estimular a motricidade na Educação Infantil

A motricidade se desenvolve naturalmente durante toda a primeira infância: a motricidade ampla, quando a criança corre, pula ou se equilibra, por exemplo; a motricidade fina ao amarrar os cadarços ou segurar os talheres para se alimentar sozinha. Porém, há infinitas opções de atividades para que pais e educadores incentivem ainda mais essas competências. E se engana quem acredita que elas requerem um grande investimento – hoje, selecionamos apenas brincadeiras feitas com materiais comuns, que todos devem ter em casa (ou no pátio da escola).

Essas brincadeiras fazem parte do site Massacuca, em que duas mães elaboram, testam e escrevem sobre atividades lúdicas para a primeira infância (nós já entrevistamos as criadoras do projeto no post A diferença entre brincar e ter brinquedos). Conhecemos a ideia do Massacuca no encontro Social Good Brasil Lab deste ano, em que 50 iniciativas sociais de todo o país – incluindo a Eduqa.me! – aprendem sobre como empreender e, ao mesmo tempo, trazer benefícios para a sociedade. Como estamos sempre em busca de novidades que possam melhorar a Educação Infantil, uma parceria foi inevitável.

Aqui estão selecionadas uma brincadeira para cada faixa etária.

#1 Saco sensorial

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Só o que é preciso para essa atividade é um saco plástico grande e bastante gel de cabelo. Outros pequenos objetos podem ser adicionados para tornar o toque ainda mais interessante: na foto, há estrelinhas metálicas, compradas na papelaria, e bolinhas de gel. Lantejoulas, bichinhos de borracha, pompons ou botões são alternativas à mistura.

A dica é colar as extremidades do saco plástico no chão com fita crepe ou dupla face, para que as crianças possam engatinhar ou andar sobre ele com mais segurança. Também é possível usar várias sacolas menores, contendo texturas diferentes (areia, terra, gelatina) para que elas possam comparar uma à outra.

Idade indicada:

  • A partir dos 9 meses, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • É necessário que o plástico seja grosso, para não ser perfurado durante a exploração – caso isso aconteça, o melhor é interromper a brincadeira para que nenhuma criança engula as peças;
  • Dê preferência ao gel inodoro ou com perfume suave, especialmente se preparar a atividade para bebês.

# 2 Cortina sensorial com garrafas

Garrafas recheadas com todo tipo de material podem ocupar as crianças por horas em uma brincadeira coletiva (foto: Massacuca)

Garrafas recheadas com todo tipo de material podem ocupar as crianças por horas em uma brincadeira coletiva (foto: Massacuca)

Nesta brincadeira, garrafinhas cheias dos mais diversos materiais são penduradas formando uma cortina para que as crianças explorem diferentes texturas, pesos e temperaturas. Na foto, foram 50 combinações diferentes, dentre elas:

  • Garrafas leves, com penas, isopor, papel e folhas;
  • Garrafas pesadas, com areia, pedrinhas, farinha, água ou gel;
  • Garrafas sonoras, com grãos, macarrão, clipes de papel, botões, arroz, conchas ou palitos de dente;
  • Garrafas com água gelada e água morna;
  • Garrafas com “movimento”, em que grãos ou pequenos objetos flutuam na água, no gel ou mesmo no ar (no caso de penas e ou flocos de isopor);
  • Garrafas com pequenas reações químicas, como água e óleo ou água e um pouco de detergente (que causará espuma assim que for chacoalhado).

E por aí vai, é só dar asas à imaginação.

Idade indicada:

  • A partir de 1 ano de idade, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • As garrafas precisam ser bem lavadas por fora, já que crianças menores podem colocá-las na boca;
  • Garanta que as tampas estão bem fechadas e lacradas com fita adesiva, para não se abrirem durante a atividade – caso isso ocorra, retire aquela garrafa de circulação para que o conteúdo não seja ingerido!

#3 Carimbos naturais

Carimbos feitos de vegetais são uma atividade criativa que exercita a motricidade fina (foto: Massacuca)

Carimbos feitos de vegetais são uma atividade criativa que exercita a motricidade fina (foto: Massacuca)

(foto: Massacuca)

(foto: Massacuca)

Os formatos dos carimbos podem ser feitos com ajuda de uma faca pequena ou de cortadores de biscoitos (aqueles em formato de estrelas ou corações) – essa parte da atividade, é claro, deve ser preparada com antecedência por um adulto, porém as crianças podem ajudar escolhendo os formatos. Batata, cenoura, pimentão e erva-doce foram usados na foto acima, mas vale explorar outros vegetais disponíveis. A dica é aproveitar aqueles que você tem em casa, mas já não estão tão bons para o consumo.

Segundo as mães, brincar com os alimentos ajuda a fortalecer a relação com a comida e promove a alimentação saudável. Afinal, as crianças que tiveram contato com as verduras em um contexto divertido e de descoberta não devem achá-las tão “nojentas” na hora da refeição. Incentive as comparações entre cada alimento: qual tem a casca mais áspera, qual é macio, qual tem sementes, etc..

Idade indicada:

  • A partir dos dois anos, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • Lave bem as verduras e deixe-as secando sobre papel toalha antes de recortar os carimbos;
  • Use tinta guache ou tinta feita em casa – preste atenção nos rótulos para não expor as crianças a tintas tóxicas;
  • Vigie atentamente o grupo para que nenhuma criança coma os vegetais usados na brincadeira.

#4 Galhos e lã

Perfeito para trabalhar a destreza dos dedos, os enfeites de galhos e lã ficam lindos (foto: Massacuca)

Perfeitos para trabalhar a destreza dos dedos, os enfeites de galhos e lã ficam lindos (foto: Massacuca)

Para essa atividade, não há segredo: convide a turma para sair da sala de aula e recolher galhos de diferentes tamanhos no pátio. Então, sentem-se juntos para fabricar os enfeites com novelos de lã coloridos. A brincadeira consiste em enrolar os galhos com diferentes combinações de cores, exercitando a motricidade fina. Você também pode usar fitas e barbantes.

Idade indicada:

  • A partir dos 3 anos, sempre com supervisão de um adulto.

Cuidados

  • Cheque os galhos encontrados pelas crianças para garantir que eles estejam em bom estado, sem fungos ou insetos;
  • Dê galhos menores (gravetos) para os alunos mais novos, para prevenir acidentes;
  • Se houver espinhos ou pontas afiadas em alguns galhos, retire-as antes de entregá-los às crianças.

Gostou das ideias? Não esqueça de observar a atuação dos pequenos: a maneira como eles manuseiam os objetos explica seu desenvolvimento motor; assim, é possível compreender quem precisa de mais estímulo e atenção e quem já está pronto para novos desafios.

Quanto mais controle das mãos e pontas dos dedos, mais segura a criança estará para segurar o lápis e escrever, no futuro, quando chegar o momento da alfabetização.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

A importância de brincar ao ar livre – e o que cada brincadeira pode ensinar às crianças

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

Atividades/Movimento/Natureza e Sociedade/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
0 Comments

A importância de brincar ao ar livre – e o que cada brincadeira pode ensinar às crianças

Já trabalhei em uma escola onde tudo era motivo para manter as crianças dentro do prédio: a lama nos tênis sujaria o piso, as gargalhadas muito altas perturbariam outras turmas, alguém poderia se machucar, “acho que vai chover”. Realmente, o trabalho de toda a equipe, desde professores até funcionários que cuidam da limpeza, se torna mais fácil uma vez que os alunos estão sempre entre quatro paredes. O desenvolvimento infantil, porém, é prejudicado – e não apenas nas habilidades físicas, como você poderia imaginar.

Sim, as crianças ficarão sujas no pátio. Algumas provavelmente voltarão com arranhões e podem acontecer pequenos conflitos entre colegas. Respire fundo. Tudo isso é positivo (até mesmo as brigas) e está estimulando o cérebro. Como? Vamos aos fatos.

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

O que dizem as pesquisas

Há inúmeros estudos sobre o tema que comprovam os benefícios de se deixar as crianças brincarem ao ar livre. Uma pesquisa da Universidade de Regina, no Canadá, acompanhou 306 crianças e jovens para medir o tempo que cada um deles passava brincando do lado de fora. Concluíram que aqueles que gastavam mais horas ao ar livre não só estavam em melhor forma física como eram 3 vezes mais propensos a atender às diretrizes de atividades físicas diárias.

Outra pesquisa, chamada de Teoria da Higiene, afirma que estar em contato com a natureza – e com a sujeira, as bactérias e tudo o mais que preocupa pais e cuidadores – é, na verdade, positivo e ajuda na criação de anticorpos. Crianças acostumadas a ambientes esterilizados, por outro lado, têm maior tendência a ficar doentes e desenvolver alergias.

A coletividade e o trabalho em equipe são algumas das competências estimuladas nas brincadeiras ao ar livre (NPR)

A coletividade e o trabalho em equipe são algumas das competências estimuladas nas brincadeiras ao ar livre (NPR)

Quais as vantagens de brincar lá fora

A lista é longa. De acordo com pediatras, psicólogos e educadores, brincadeiras ao ar livre estimulam:

  • A atividade física – ter espaços abertos para correr torna as crianças mais ativas e elas passam a ter mais energia para realizar qualquer tarefa;
  • O aprendizado – quanto mais a criança se move nos primeiros anos de vida (dos 0 aos 6), maior é o estímulo cerebral. Isso ocorre especialmente no cerebelo, região responsável pela organização espacial e equilíbrio. O desempenho em sala de aula também melhora: há uma relação positiva entre os exercícios físicos e brincadeiras coletivas com o rendimento intelectual;
  • A criatividade – levar as crianças para o pátio sem brinquedos pré-fabricados permite que elas inventem as próprias brincadeiras e coloquem a imaginação para funcionar. Por estarem em um ambiente em que nem tudo é controlado, elas aprendem a lidar com imprevistos e elaborar soluções;
  • A autonomia – crianças que brincam ao ar livre com maior frequência costumam ser mais independentes. Mas, atenção: para isso, é preciso que os adultos se afastem e permitam espaço para que elas mesmas tentem resolver seus problemas;
  • A coletividade (ou as relações sociais) – nada de deixar cada um brincando em um tablet ou celular. Desenvolva atividades em grupo, que ensinam os pequenos a criar laços entre si, lidar com discordâncias e comportamentos alheios. Se possível, permita que turmas de idades diferentes passem tempo juntas; dessa forma, elas aprenderão mais umas com as outras;
  • A saúde – a princípio, brincar do lado de fora faz com que as crianças desenvolvam anticorpos e se tornem mais resistentes a doenças. A luz do sol também é necessária para o crescimento saudável. Contudo, outro ponto positivo é que elas passem a conhecer seus corpos e saibam quando estão bem (ao arranhar um joelho, por exemplo), ou quando de fato precisam de ajuda (quando sofrem um ferimento mais sério).
  • O contato com a natureza – esses são os momentos em que elas podem interagir com o espaço natural. É brincando ao ar livre que as crianças vão reconhecer diferentes texturas (areia, barro, água, grama), experimentar e identificar horas do dia (manhã, tarde ou noite) por causa da luz, encontrar cheiros e sensações desconhecidas.
Os espaços devem ser verdes, com gramado, plantas e playground, para atrair as crianças (foto: G2G Outside)

Os espaços devem ser verdes, com gramado, plantas e playground, para atrair as crianças (foto: G2G Outside)

Qualquer lugar vale?

Não. Pátios e parques devem ser espaços verdes, com gramado e, de preferência árvores e plantas. O playground, com balanços e escorregador, é outro atrativo para os pequenos.

Por outro lado, áreas de chão batido, cimentadas, sem aparatos para brincar não são convidativas. Cientistas na Dinamarca analisaram o comportamento de meninos e meninas em diversos pátios e descobriram que, quando essa é a opção apresentada, as crianças tendem a ficar mais tempo paradas, o que contribui para o sedentarismo.

As brincadeiras antigas têm espaço garantido e trabalham habilidades como ritmo, agilidade e força (foto: Online Athens)

As brincadeiras antigas têm espaço garantido e trabalham habilidades como ritmo, agilidade e força (foto: Online Athens)

Resgate brincadeiras da sua infância

Ao levar sua classe para fora, por que não relembrar algumas de suas brincadeiras favoritas? A Revista Crescer listou algumas brincadeiras tradicionais e quais habilidades elas desenvolvem:

  • Amarelinha, peteca ou pião – combinam visão e coordenação motora, além de desenvolver força, destreza e senso de distância;
  • Corrida de saco, pular corda ou elástisco, pula-sela – estimulam a força física e o ritmo, já que os participantes precisam coordenar movimentos;
  • Morto-vivo, cabra-cega, esconde-esconde, pega-pega, caça ao tesouro – além da coordenação motora e agilidade, esses jogos promovem o pensamento estratégico e o trabalho em equipe;
  • Cabo de guerra – ensina a unir forças e trabalhar em conjunto por um objetivo;
  • Catavento, pipa ou pé-de-lata – ótimas opções para as crianças construírem os próprios brinquedos, usando a motricidade fina e a criatividade;
  • Bambolê, batata-quente, dança das cadeiras, queimada – combinam motricidade fina, agilidade e ritmo;
  • Roda, ciranda-cirandinha, escravos de Jó – boas alternativas não só para trabalhar a coletividade, como também para ampliar o conhecimento cultural das crianças, com músicas populares de diferentes épocas e regiões.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal

Leia mais:

Revista Crescer – Brincar ao ar livre faz bem

Revista Crescer – Brincadeiras que atravessam gerações

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Guia Infantil

Hype Science

Mais Equilíbrio

 

Motricidade: mini golfe com papelão

Você pode fazer entradas de tamanhos diferentes, tornando o jogo mais difícil, ou de várias cores, trabalhando assim a percepção visual (foto: Tudo Interessante)

Atividades/Movimento
0 Comments

Motricidade: mini golfe com papelão

A partir dos 2 anos de idade, as crianças começam a desenvolver mais ativamente a motricidade fina (uso das mãos e pontas dos dedos com destreza e controle). Aqui no Na Escola, nós já sugerimos algumas atividades que podem ser feitas para estimulá-las durante esta etapa.

Esse aprendizado irá se estender até o fim da Educação Infantil; portanto, é útil ao professor ter um vasto portfólio de jogos e brincadeiras que possa empregar para refinar a coordenação motora.

Você pode fazer entradas de tamanhos diferentes, tornando o jogo mais difícil, ou de várias cores, trabalhando assim a percepção visual (foto: Tudo Interessante)

Você pode fazer entradas de tamanhos diferentes, tornando o jogo mais difícil, ou de várias cores, trabalhando assim a percepção visual (foto: Tudo Interessante)

Área de conhecimento

Motricidade fina.

Faixa etária

A partir dos 2 anos de idade e por tanto tempo quanto a atividade ainda for desafiadora.

Material

  • Uma caixa de papelão,
  • Revistas velhas OU massinha de modelar OU bolinhas de gude, ping pong, golfe, etc..

Preparação

Escolha a maior caixa de papelão que houver disponível e recorte buracos em um dos lados (eles devem partir da borda da caixa – que ficará encostada no chão – formando “portas” por onde as bolinhas deverão passar). Faça entradas de tamanhos diferentes, começando por uma abertura maior até a menor de todas, na outra extremidade.

Atividade

Em sala, defina um local para o jogo e posicione a caixa, de modo que as crianças tenham espaço livre para se movimentar. Mostre a elas como fazer bolinhas amassando páginas de revista (ou com a massa de modelar) e, então, mire em um dos buracos na caixa, como em um jogo de golfe. O objetivo é que a bola entre na caixa.

Auxilie os alunos na hora de fazer suas próprias bolinhas. Ainda que eles não acertem o alvo com frequência (como provavelmente irá acontecer), esses movimentos de amassar, segurar, mirar e rolar exigem grande concentração para os pequenos e os fazem desenvolver o controle sobre o próprio corpo. Eles devem controlar a força que utilizam, o movimento dos dedos ao manusear o papel ou a massinha, a firmeza dos dedos para não derrubar a bola.

Deixe que eles brinquem pelo tempo que quiserem, lembrando de elogiar e comemorar não apenas quando uma bolinha atravessar o buraco da caixa, mas também sempre que as crianças conseguirem executar partes do processo por conta própria. Quando conseguirem fazer com que a bola entre no recorte maior, sugira que eles mirem nas menores, sempre tornando o jogo desafiador.

Variações

  • Motricidade (atirar): ao invés de deslizar a bolinha pelo chão, use uma caixa aberta virada para cima e mostre à turma como atirar para fazer “cestas”, como no basquete. Esse movimento exige muito de crianças pequenas, que terão dificuldade em jogar a bola para cima e para frente simultaneamente. Com crianças mais velhas, use caixas menores ou o fundo de garrafas plásticas (PET), para tornar o jogo mais difícil.

Para avaliar

  • As crianças entenderam o objetivo da atividade e tentaram atingir o alvo?
  • Conseguiram realizar os movimentos de amassar folhas de revista ou massinha de modelar, até que elas ficassem arredondadas?
  • Conseguiram segurar e manusear suas bolinhas sem derrubá-las, utilizando uma mão só?
  • Dedicaram-se a mirar no alvo e tentaram controlar o corpo para atingi-lo?
  • Realizaram o movimento de rolar a bolinha pelo chão (ou de atirá-la para cima, na variação) corretamente?
  • Acertaram o alvo ou chegaram perto de fazê-lo alguma vez?

Registre!

Na hora de fotografar, use o zoom para fazer um recorte mais específico das crianças. Fotografe principalmente suas mãos para observar como elas lidam com o material do jogo.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças estavam envolvidas na atividade, foram participativas e tentaram acertar?
  • Como lidaram os erros? Você as incentivou a continuar tentando mesmo após errarem o alvo? Como foi seu relacionamento com a turma?
  • Ajudaram os colegas e torceram para que os outros acertassem?
  • Trabalharam mais individualmente ou em grupo? Foram competitivos?
  • Aprenderam e praticaram o controle sobre o corpo, concentrando-se nas tarefas propostas e corrigindo erros entre uma partida e outra?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Como você lidou com eles e o que poderia ser feito de outra forma?
  • Foram capazes de realizar a atividade com base em seus conhecimentos anteriores?
  • Quais foram as maiores dificuldades e como essas habilidades podem ser mais praticadas nas próximas aulas?

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Atividade: Acerte o Pompom

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

Atividades/Movimento/Registros
0 Comments

Atividade: Acerte o Pompom

Procurando por novas ideias de atividades para os pequenos, hoje, encontrei uma chamada “Pom Pom Drop” para desenvolver a motricidade fina e a distinção de cores. No blog em que foi postada originalmente, a brincadeira é feita em casa, apenas para os filhos da escritora – mas, com algumas alterações, será adequada e muito divertida em sala de aula, com grupos maiores de crianças. Para ver o texto original (em inglês), clique aqui.

Esse tipo de exercício, que exige maior controle das mãos e pontas dos dedos, serve como preparo para que os alunos consigam, mais adiante, segurar lápis e canetas e escrever dentro das linhas. Use instrumentos variados para tornar a tarefa sempre mais desafiadora: eles podem segurar as bolinhas com as mãos, depois com pinças e, então, com chopsticks. Isso garante que eles permanecerão interessados e ampliem suas habilidades de movimento.

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

Área de conhecimento

Motricidade.

Faixa etária

A partir dos 2 anos de idade.

Material

  • Rolos de papel higiênico, papel toalha, papel alumínio,
  • Tinta guache,
  • Uma cartolina grande,
  • Bolinhas de plástico, borracha ou pelúcia (pequenas o suficiente para passar pelos tubos),
  • Pinças de plástico, chopsticks ou pegadores de salada,
  • Uma tigela ou bacia para colocar as bolinhas.

Preparação

Com tinta guache, pinte cada um dos rolos de papel de uma cor distinta (use as cores primárias e secundárias: amarelo, vermelho, azul, verde, laranja e roxo). Cole os tubos, já coloridos, em uma cartolina para que fiquem na vertical. Então, prenda a cartolina em uma parede ou outra superfície disponível na sala de aula, a uma altura que as crianças consigam alcançar sem dificuldade.

Na tigela, espalhe as bolas que serão usadas na atividade. Elas devem ser das mesmas cores escolhidas para os rolos de papel, para que a turma as combine com o rolo de cor equivalente. Distribua, em torno do recipiente, os utensílios que as crianças podem utilizar para apanhar as bolinhas: chopsticks, pegadores e pinças de plástico.

Reúna a classe ao redor da atividade e mostre, com animação, o conteúdo da tigela. Quais cores eles conseguem identificar? Chame vários alunos para repetir as cores que veem ali e, em seguida, volte sua atenção para os tubos. Quais as cores dos tubos? Coloque uma bolinha dentro do rolo correto (a bolinha azul no tubo azul, por exemplo), para que todos compreendam a tarefa a ser executada.

(Você pode tapar o fundo do rolo com papel, se quiser que as bolas fiquem lá dentro, ou deixá-lo aberto e permitir que as bolinhas caiam novamente na tigela, prolongando a atividade).

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

(foto: Princesses, Pies and Preschool Pizzazz)

Atividade

Oriente as crianças para que elas escolham uma bolinha e a coloquem dentro do rolo de mesma cor. Comecem usando as mãos e, caso a atividade esteja muito fácil, sugira outros instrumentos. Não esqueça de supervisioná-las, para a segurança do exercício!

Mostre como segurar a pinça entre o indicador e o polegar, depois, permita que a criança manuseie a ferramenta sozinha, ainda que incorretamente. Elas podem demorar o tempo que quiserem – se tiver tempo à disposição, deixe que brinquem até dominarem as habilidades.

Trabalhe o vocabulário: reforce os nomes das cores e os adjetivos para se referir aos materiais – os rolos são longos ou curtos, estreitos ou largos? Se houver bolinhas de tamanhos diferentes, repare em como algumas irão passar mais facilmente pelo tubo, enquanto outras podem ficar entaladas. Por que isso acontece? Ajude a classe a perceber a lógica (um objeto grande não consegue passar por uma abertura menor).

Para avaliar

  • A turma conhece as cores, consegue identificá-las e nomeá-las corretamente?
  • Soube citar outras cores além das utilizadas na atividade?
  • Como foi o desenvolvimento da coordenação motora? As crianças mostraram destreza lidando com as bolinhas com as mãos? E com os pegadores de salada? E com as pinças?
  • Quais foram as dificuldades motoras? Elas utilizam o polegar opositor para ter firmeza e força? Usam os dedos ou a mão inteira? Conseguem sustentar o movimento por bastante tempo (levar a bolinha desde a tigela até o tubo – ou ela cai no meio do caminho)?
  • Perceberam as diferenças de tamanho e largura entre os rolos? E entre as bolinhas?
  • Fizeram a conexão entre o tamanho da bolinha e a possibilidade de ela passar pelo tubo?

Registre!

Fotografe as crianças de perto, para poder observar suas mãos durante o exercício. Observe as imagens após a aula, com mais atenção, para poder refletir sobre a evolução de cada uma.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse pela atividade, as cores e a tarefa a ser realizada?
  • Eram capazes – pela idade e pelo conhecimento prévio – de executar o que foi pedido?
  • Você explicou a atividade de forma clara, com exemplos e vocabulário adequado? Houve dúvidas?
  • Elas sugeriram novas cores, variações da atividade ou fizeram perguntas? Essas curiosidades não podem ser aproveitadas em uma próxima aula?
  • Houve dificuldades motoras? Quais foram? Qual o exercício mais recomendado para corrigi-las?
  • Houve comportamentos marcantes, tanto positivo quanto negativo? Como você lidou com isso e o que poderia ser feito de outra forma?
  • As crianças trabalharam bem em conjunto, dividindo espaço e materiais?
  • CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Motricidade: separando sementes

Quando menores as sementes e frutas selecionadas pelo professor, mais complexo será o movimento das crianças para manuseá-las (foto: Google)

Atividades/Movimento/Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

Motricidade: separando sementes

Durante a primeira infância, as crianças desenvolvem dois aspectos da motricidade, a motricidade ampla e a fina. A ampla abrange movimentos “grandes”: engatinhar, andar, pular, correr. Já a fina trabalha com ações menores e mais precisas, envolvendo as mãos e pontas dos dedos. Um exemplo é o famoso movimento de pinça (quando ela consegue segurar um objeto entre os dedos polegar e indicador).

O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Ambas essas habilidades vão ser exercitadas simultaneamente durante toda a Educação Infantil e são um preparo para desafios futuros, como segurar lápis e começar a desenhar as primeiras letras. Desenvolver a coordenação motora dá à criança uma sensação de controle sobre o ambiente, já que, a partir de então, ela terá destreza para manusear materiais.

Porém, enquanto atividades de motricidade ampla surgem quase que naturalmente, em jogos, brincadeiras e na rotina diária, trabalhar a fina requer uma diversidade de materiais.

Atividade Separando Sementes

Os professores podem introduzir massa de modelar, argila, peças de Lego ou blocos, livros e revistas para que ela possa folhear as páginas, jogos eletrônicos em iPads ou computadores, bolinhas de gude ou sementes.

Quando menores as sementes e frutas selecionadas pelo professor, mais complexo será o movimento das crianças para manuseá-las (foto: Google)

Quando menores as sementes e frutas selecionadas pelo professor, mais complexo será o movimento das crianças para manuseá-las (foto: Google)

Área de conhecimento

Motricidade fina.

Faixa etária

A partir dos 2-3 anos de idade, dependendo da destreza em realizar outros movimentos com objetos maiores.

Material

  • Sementes e frutinhas de tamanhos variados,
  • Um pote ou vasilha grande para colocar todo o conteúdo, misturado,
  • Potinhos menores (ou uma caixa de ovos vazia – cada tipo de semente pode ser colocada em uma divisória) para separar as sementes.

Preparação

Como essa atividade utiliza peças muito pequenas (sementes), garanta que as crianças já são capazes de segurar objetos maiores com facilidade antes de introduzi-las ao novo desafio. Elas já manuseiam peças de Lego e blocos, por exemplo? Conseguem carregar algo nas mãos para entregar ao professor? Se a resposta for sim, elas estão prontas para exercitar o movimento de pinça.

Atividade

Organize a turma em mesas baixas ou em um círculo no chão, sentando entre elas. Deixe a tigela maior, com todas as sementes, na sua frente. Mostre à classe o conteúdo, deixando que todos espiem, e cite os nomes das sementes e frutas que escolheu, mostrando cada uma delas. Compare algumas com ajuda das crianças: essa é uma amora e esse é um grão de milho. Eles são iguais? Qual deles é maior? Então, explique que elas vão separar as sementes em potinhos.

Distribua as caixas de ovos ou outros recipientes pequenos que decidir usar, e fique com um para você. Vá realizando a atividade em conjunto, assim, elas podem observar a tarefa e aprender espelhando suas ações.

Pegue sempre uma semente por vez de dentro do pote – vá devagar, dando à turma tempo para pensar. Olhe bem para a semente escolhida, compare-a com as outras que já separou para que a diferença fique clara, e, por fim, despeje a semente no potinho correto.

Continue até que a grande tigela do centro esteja vazia.

Quando as sementes estiverem sortidas, aproveite para apresentar seus nomes e contar quantas cada um separou, desenvolvendo linguagem e matemática (foto: Google)

Quando as sementes estiverem sortidas, aproveite para apresentar seus nomes e contar quantas cada um separou, desenvolvendo linguagem e matemática (foto: Google)

Variações

  • Motricidade fina: você também pode realizar atividades semelhantes com apetrechos como pinças, chopsticks e redinhas, ensinando as crianças a segurá-los entre o dedão e o indicador.
  • Linguagem e matemática: estimule outras áreas pedindo para a classe que nomeie as sementes e frutas sortidas ou apresentando o novo vocabulário. Também proponha que cada um conte quantas sementes de cada tipo separou (se necessário, ajude-os a contar em voz alta, em conjunto, retirando as sementes uma por uma do pote).

Para avaliar

  • As crianças conseguem segurar uma semente por vez? Isso demonstra habilidade em manusear objetos pequenos.
  • Elas conseguem fazê-lo usando o movimento de pinça ou ainda precisam do auxílio da mão cheia?
  • Conseguem carregar com destreza as sementes e frutas até o recipiente correto?
  • Se houve erro, ele aconteceu porque a criança ainda precisa desenvolver a motricidade fina ou porque ela não compreendeu a atividade? Se for o segundo caso, faça perguntas e aponte as diferenças de cor e tamanho para que ela perceba o erro e corrija-o por conta própria.
  • Será que é necessário trazer mais exercícios de motricidade com objetos maiores para algumas crianças? Elas podem prosseguir para trabalhar com peças ainda menores?
  • Elas aprenderam novo vocabulário e souberam identificar as frutas e sementes (na variação)?
  • Souberam contar o número de frutas e sementes que continham, seja individualmente ou com ajuda do grupo (na variação)? 

Registre!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A EDUQA.ME 

Como essa atividade não pode ficar guardada em uma pasta para ser exibida aos pais, fotografe ou filme as crianças enquanto elas separam as sementes. Outra possibilidade é disponibilizar uma mesa, em um canto da sala, para expor as caixas de ovos de cada uma delas – não esqueça de pedir que elas coloquem seus nomes (caso elas já saibam escrevê-los), ou de anotá-lo para elas. Ver seu trabalho exposto é motivo de orgulho para as crianças, e lhes dá a oportunidade de narrar a atividade para as colegas ou a família, mostrando o que realizou.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse pela atividade? Se não, foi por ela ser fácil demais ou complexa demais? O que pode ser feito nas aulas seguintes para dar continuidade?
  • Elas compreenderam o objetivo do exercício e tentaram executá-lo?
  • Tiveram dificuldades com a coordenação motora? Quais foram elas? Como elas podem ser desenvolvidas?
  • Houve algum comportamento que se destacou, positiva ou negativamente? Quais os motivos desse comportamento? Como você lidou com isso?
  • As crianças mostraram curiosidade, perguntaram sobre as sementes e frutas, descobriram palavras novas ou sugeriram variações? As sugestões delas podem ser realizadas ou são úteis para o seu aprendizado? Quem sabe você não pode atender algumas delas na próxima aula?

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Atividade: Jogo da pescaria

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Movimento/Relatórios
0 Comments

Atividade: Jogo da pescaria

Esta é uma atividade ideal para dias quentes, especialmente se as crianças têm acesso ao pátio, caixa de areia ou gramado. Mexer com água sempre é interessante para os pequenos, então reserve um bom tempo para realizá-la e antecipe certa bagunça – a água provavelmente vai derramar, eles ficarão molhados, mas tudo faz parte da experiência.