Atividade: Música e Rima

Black boy listening to music on headphones

Registros/Rotina pedagógica/Música e artes
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Atividade: Música e Rima

(Capovilla & Capovilla, 2004).

Material

  • Músicas e histórias com rimas.

Descrição da Atividade

Começar contando uma história curta e com rimas. Então, fazer um jogo em que se pede às crianças para falarem itens que terminam com o mesmo som.

a) Hoje nós vamos brincar com palavras que terminam com o mesmo som. Existem várias músicas com palavras assim. [Colocar uma música com rimas e citar exemplos, por exemplo a música do jogo da Rima, da Xuxa]

b) Eu vou agora contar uma história para vocês que tem várias palavras que terminam com o mesmo som. Contar histórias com rimas e citar exemplos.

História 1:

“A menina tinha uma fadinha que se chamava Clarinha. Um dia a Clarinha estava tristinha, e a Clarinha respondeu que era porque a sua rainha tinha desaparecido. A menina então foi procurar a rainha. A menina foi à cidade e encontrou a rainha numa ruazinha. Então elas voltaram para sua casinha e a fada Clarinha ficou muito feliz”.

Vocês perceberam que as palavras “Clarinha, rainha tinha e casinha”da história terminam com o mesmo som, com “inha”?

História 2:

” Em junho não devemos soltar balões, porque eles são perigosos. Os balões queimam os sertões. As palavras “balões”e sertões”da história terminam com o mesmo som, com “ões”.

c) Então agora nós vamos fazer um jogo de falar palavras que rimam. Vamos começar falando palavras que terminam com /ão/. Ouçam, existem as palavras /mamão, porão, grandão/. Agora cada um de vocês vai falar uma palavra que termina com /ã0/.

d) Agora vamos falar palavras que terminam com /to/. Eu sei/ curto/. E vocês?

e) Ótimo. Agora eu vou perguntar uma coisa diferente para cada um de vocês. Esse jogo é difícil, vocês vão precisar prestar bastante atenção e pensar bastante.

Mas não tem problema se não souberem, nós ajudaremos. [Para as crianças menores, dar dicas com gestos ou referências verbais].

  1. Diga o nome de um animal que termona com /to/ [gato, pato, rato].
  2. Diga o nome de uma palavra que termina com /ana/ [banana].
  3. Diga o nome de uma coisa que a gente veste (roupa) que termina com o som /za/ [camisa].

Discussão

Vocês viram que há palavras que terminam com o mesmo som. Elas aparecem nas músicas e nas histórias. Nós encontramos várias palavras que terminam com o mesmo som.

 

Atividade: Aliteração

Fonte: Foto Dicas Brasil

Atividades/Música e artes/Registros
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Atividade: Aliteração

Capacidade de identificar e repetir a sílaba ou fonema na posição inicial das palavras (Nascimento, 2009).

Atividade baseada em Capovilla e Capovilla, 2004.

Objetivo

  • Perceber as palavras que começam com o mesmo som.
  • Consiste na repetição de um fonema, não necessariamente de uma letra, uma vez que na Língua Portuguesa nem sempre há a correspondência entre esses dois elementos. Veja os exemplos: táxi, exame, enxaqueca. A letra é a mesma, mas representa fonemas (sons) diferentes, por isso, é importante lembrar que a aliteração busca reproduzir sons.

Habilidades a Serem Desenvolvidas

  • Estimular o reconhecimento e consciência das palavras que começam com o mesmo som.

Material

Descrição da atividade

  1. Pedir para a criança nomear a figura chave, por exemplo a máscara.
  2. Perguntar com que som começa ? = ma.
  3. Peça para ela apontar a outra figura que começa com o mesmo som.

Registre!

  • Em seu registro, dê prioridade a como as crianças lidaram com as rimas.
  • Souberam alternar momentos de movimento e rima?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Discuta a atividade na escola ou na sala dos professores, para que outras turmas, professores, e pais possam vive-las.
  • Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme as crianças apresentando suas máscaras ou fazendo caretas em frente ao espelho – isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Enfatizando a Rima por meio do Movimento

Fonte: Galinha Pintadinha

Atividades/Movimento/Música e artes/Relatórios
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Atividade: Enfatizando a Rima por meio do Movimento

Pesquisas e estudos científicos nos mostram que crianças que crescem em ambientes ricos em estímulos de qualidade desenvolvem o cérebro mais rapidamente. Hoje, sabemos que atividades estimulantes podem produzir mudanças na estrutura cerebral, principalmente nos primeiros 6 anos de vida.

A música interessa à criança desde bem pequena, por isso, deve ser utilizada para estimulá-la.

Essa atividade é uma maneira divertida de lidar com a música e o movimento.

http://revistaguiainfantil.uol.com.br

Material

Músicas infantis rimadas.

Descrição da Atividade

O jogo sensorial é, em geral, um meio valioso de atrair a atenção de crianças pequenas. A tradicional música infantil oferece uma base excelente para experimentar movimentos físicos no ritmo da rima.

1) As crianças senta-se em círculos com as duas mãos frechadas à frente.

2) Enquanto todas cantam a música, a pessoa que é “escolhida” movimenta-se em torno do círculo e, suavemente, marca com batidas as palavras, primeiro na mão direita, depois na esquerda de cada criança.

3) Uma criança cuja a mão seja batida na última palavra, ou na palavra que rime, de cada verso (ou seja, em uma das palavras “mágicas “) deve colocar essa mão nas costas. Assim que esconder ambas as mãos, a criança estará fora.

4) A última que permanece com uma das mãos ainda à frente, torna-se a “escolhida”. Por exemplo: em O Sapo não lava o pé, as palavras mágica estão em negrito.

O Sapo
Galinha Pintadinha

O sapo não lava o
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer

O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé!
A sapa na lava a pá
Na lava parca na cá
Ala mara lá na lagaa
Na lava a pá parca na cá
Mas cá chalá!

E sepe ne leve e pe
Ne leve perque ne que
Ele mere le ne leguee
Ne leve e pe perque ne que
Mes que chele!
I sipi ni livi i pi
Ni livi pirqui ni qui
Ili miri li ni liguii
Ni livi i pi pirqui ni qui
Mis qui chili!

O sopo no lovo o po
No lovo porco no co
Olo moro lo no logoo
No lovo o po porco no co
Mos co cholo!
U supu nu luvu u pu
Nu luvu purcu nu cu
Ulu muru lu nu luguu
Nu luvu u pu purcu nu cu
Mus cu chulu!

Variação

Amplie  o jogo com outras rimas presentes em parlendas e músicas como Uni, duni, tê, Um, dois, feijão com arroz, Cai, cai balão, Marcha Soldados, entre outras.

Registre!

  • Em seu registro, dê prioridade a como as crianças lidaram com as rimas.
  • Souberam alternar momentos de movimento e rima?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Discuta a atividade na escola ou na sala dos professores, para que outras turmas, professores, e pais possam vive-las.
  • Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme as crianças apresentando suas máscaras ou fazendo caretas em frente ao espelho – isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Atividade: Linguagem Musical

Fonte: Life Style

Atividades/Música e artes/Registros
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Atividade: Linguagem Musical

Pesquisas e estudos científicos nos mostram que crianças que crescem em ambientes ricos em estímulos de qualidade desenvolvem o cérebro mais rapidamente. Hoje, sabemos que atividades estimulantes podem produzir mudanças na estrutura cerebral, principalmente nos primeiros 6 anos de vida.

Leia mais em: Por que usar estímulos musicais na primeira infância? A música interessa à criança desde bem pequena, por isso, deve ser utilizada para estimulá-la. Mas para que o bebê usufrua dos benefícios, é necessário que ele vivencie brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e, ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado. Pensando nisso preparamos algumas atividades para você se inspirar e desenvolver em sala.

Vamos lá?

Objetivo

  • Explorar materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e a experiência com a linguagem musical;
  • Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir sons;
  • Diferenciar fontes sonoras diversas.

Habilidades a seres estimuladas

  • Imitação e invenção de sons;
  • Articulação dos sons/ produção de sons da fala;
  • Noções de ritmo, melodia e entonação.

Materiais

  • Música em pen drive, CD ou DVD, sucatas variadas.
  • Aparelho de som, gravador, microfone, amplificador.

Descrição

As crianças são apresentadas a um novo estilo musica, no início da aula, ouvem músicas relacionadas ao estilo e ass professores falam sobre a história e sobre o ritmo da musica escolhida.

Posteriormente, podem desenvolver materiais que simulem sons semelhantes por meio de sucata, e formarem uma “banda”que poderá ser utilizada em diversos momentos lúdicos.

A variação de intensidade também poderá ser utilizada, pois estimula inclusive a percepção da variação do “volume” da voz e do ruído no ambiente.

Outras variações seriam também atividades onde as crianças sentem, vivenciando as diferenças de ritmos com o corpo: bater palmas no ritmo, bater os pés (por ex, música escravos de Jó).

Fonte: Preifetura de Itápolis- SP.

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade.

Gostou? Então fique ligado!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

 

JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Fonte: Revista Parque Sonoro

Desenvolvimento Infantil/Música e artes
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JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Tenho o costume de adorar uma boa prosa.
Gosto mesmo de tomar um café, prosear e buscar entender sobre as organizações, as motivações e como, de onde ou de quem nasce um projeto.
Ontem estava visitando uma Creche em São Paulo e, durante o papo, que a propósito estava interessantíssimo, a Coordenadora pedagógica me falou sobre o Parque Sonoro.

Você já ouviu falar nesse parque?

Pra mim aquilo tudo era novidade e, naturalmente, fiquei curiosa e desejando saber mais e mais “conte-me tudo, prof”!

Tudo bem que o nome por si só já diz tudo: PARQUE SONORO. Tá, é um parque com sons, certo?

Mas de onde vem? Por que surgiu? Por que não é comum ver esse parque nas Escolas ?
Consegui ganhar a atenção da coordenadora e ela me conduziu até sua sala para começar a esclarecer toda essa história de parque e som.

O Parque Sonoro

Sentei na sua frente, como uma mãe que espera a informação de um filho, e ela seguiu abrindo seu armário e tirando de lá uma revista intitulada “Parques Sonoros da Educação Infantil Paulistana”
A coordenadora me contou que esse era um projeto da Secretaria Municipal de Educação (SME), que foi criado pela Divisão de Educação Infantil e que a proposta chegara a ela por meio dessa revista, mas que apesar da revista trazer concepções e proposta de como trabalhar a percepção sonora, pela falta de tempo e mãos, estava sendo um pouco complexo colocá-lo em prática.

O Objetivo

A revista tem como objetivo auxiliar educadores nas reflexões e discussões sobre o movimento musical no currículo e nas propostas pedagógicas.
Veja trechos da carta que a Ana Estela Haddad aos educadores:
O Parque Sonoro é uma ideia motivadora, um pretexto que possibilita a investigação acerca dos sons, a abertura para o novo. A relação da criança com o objeto, transformação do objeto em instrumento, interagindo, atuando e imaginando – a exploração sonora, rítmica e melódica.
Para participar, devemos reeducar antes a nós mesmos, que vivemos em um mundo sonoro, mas raramente paramos para ouvir os sons que nos cercam.
Cabe à professora observar e oferecer à criança “um encorajamento delicadamente equilibrado”, apoio para enriquecer sua experiência.
 
“Meu filho mudou lá em casa… tudo é som!” (mãe de um aluno da Educação Infantil)
“Agora eu sou uma banda”, (Clara, 5 anos)
“Quando a contação de história começava, os pequenos pegavam os brinquedos sonoros para que esses objetos fizessem parte da história. A hora da história ganhou mais vida, mais alegria.” (Professora)
Busquei mais informações e encontrei esse vídeo  que explana um pouco sobre como os parques estimulam o aprendizado.

Agora que você, assim como eu, sabe tudo sobre o parque sonoro, que tal se inspirar e colocar esse projeto em prática na sua escola também?

O parque sonoro é uma ideia interessantíssima e proporciona aos alunos aprendizado por meio de sons e aos educadores uma reflexão sobre a prática, mas para que isso aconteça é preciso planejar.

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos.

Legal, não é?

Então vem bater panela e experimentar essa maravilha.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Pra que serve a musicoterapia?
Música e artes/Socioemocional/Práticas inovadoras/Música e artes/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Pra que serve a musicoterapia?

Que tal fazer uma viagem pelo fascinante mundo da música?

Musicoterapia

A musicoterapia é um trabalho desenvolvido por um profissional qualificado chamado musicoterapeuta, que utiliza a música e seus elementos para tratar problemas afetivos, sociais ou cognitivos, como por exemplo questões ligadas a comunicação, relacionamentos e a aprendizagem.

Leia mais Pratique Inteligência Socioemocional na Escola

Através da música é possível melhorar os sintomas de várias doenças e atualmente, pacientes com dor crônica e estresse pós-traumático tem sido muito beneficiados pelo tratamento com a musicoterapia.

Indicações

É indicado também para pessoas com problemas psiquiátricos e com algumas deficiências como a paralisia cerebral e o autismo.

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A metodologia de trabalho dos musicoterapeutas vai depender muito das condições dos “pacientes”, mas a atuação vai desde colocar a música ou tocar para que as pessoas ouçam até a participação ativa do paciente ao manusear os instrumentos e tocar do jeito que souber considerando posteriormente o ritmo, melodia e a harmonia.

Não é preciso saber tocar qualquer instrumento para participar da musicoterapia, já que o objetivo não é musical, mas sim, sentir a música, interpretá-la, dançar e cantar.

A musicoterapia ajuda a pessoa a promover a sua saúde através de experiências musicais e da relação que se constrói com o terapeuta para buscar a mudança de um comportamento, sintoma ou problema.

Na Escola

Na área da educação especial o musicoterapeuta tem muito campo de trabalho, e há uma variedade de benefícios comprovados como:

– A redução da ansiedade e do stress;

– Melhoria da atenção;

– Controle da impulsividade;

– Melhoria de competências cognitivas;

– Ampliação e aprimoramento da comunicação;

– Diminuição de comportamentos inadequados entre outros.

Visto tantos benefícios, por que não trazer a musicoterapia para a escola comum?

O educador é um profissional que pode trabalhar em parceria com o musicoterapeuta e provavelmente isso traria muitas melhorias para o desenvolvimento pessoal de cada criança, assim como para o próprio trabalho pedagógico do professor, ou seja, a música contagia positivamente, colabora nas questões com os problemas de aprendizado e relacionamentos, e trata de dificuldades que são tão comuns dentro da escola e fora dela.

musicoterapia

A sua escola desenvolve algum trabalho com a música? Você, professor, tem alguma experiência positiva nesta área para partilhar?

Vamos ampliar este diálogo!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem
Semanários/Movimento/Música e artes/Socioemocional
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O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem

Quem já ouviu ou leu a seguinte frase: “Quem dança é mais feliz”??

Pois é a mais pura verdade. A dança tem uma grande contribuição no desenvolvimento cognitivo do ser humano, trazendo uma carga de sociabilidade e relacionamento enquanto pessoa no meio ambiente. Isso é muito importante quando aplicado como ferramenta da educação.

Agora vamos parar para pensar o papel da dança #NaEscola. 

Independente de ser uma instituição pública ou privada, sabe-se que muitas Escolas, contam com metodologias de ensino inovadoras, recursos e tecnologias acessíveis às crianças, projetos pedagógicos com bases internacionais de modelos produtivos em educação, enfim, a Escola evoluiu.

Mas, quando o assunto é o corpo e o movimento dentro da sala de aula, a modernidade volta à moda antiga.

É muito mais confortável para o professor quando as crianças estão imóveis e em silêncio, produzindo algo que ele supostamente acredita ser o conhecimento.

Ao falar de um corpo em movimento, automaticamente os professores de educação física são acionados. Afinal, lugar de bagunça é na quadra. Professores de educação física, não se zanguem, mas por muitos anos trabalhei com vocês e sei que a educação física é uma das disciplinas mais fantásticas e completas para o desenvolvimento da criança. Digo isso, sobre a bagunça, pois é o que muitos dos outros professores acham, por serem tomados por uma ignorância que não os permite ver o corpo como peça chave para o aprender. Por isso, nunca permita que uma criança fique sem as aulas de educação física “como um castigo” por ela não ter feito uma tarefa de matemática, por exemplo. A educação física é tão necessária quanto a matemática, e cada conflito deve ser resolvido dentro dos respectivos espaços; mas isso é outro assunto.

Voltando para o corpo, embora na educação infantil o movimento seja valorizado, há muitas práticas que colaboram com a importante crítica feita por Henri Wallon, psicólogo francês, ainda na transição do século XIX para o século XX: “Para a escola, a aprendizagem deve ser baseada naquilo que é imóvel. O movimento é visto como algo que atrapalha!”.

Wallon foi o primeiro teórico da Psicologia Genética a considerar não só o corpo da criança, mas também suas emoções como aspectos fundamentais para a aprendizagem. Sistematizou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam entre si: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu. A base teórica deste autor chama a atenção para olhar a criança como um todo, um ser que é completo e não dividido por partes.

criança dançando

Ainda para Wallon o MOVIMENTO é o primeiro sinal de vida psíquica na criança. Antes mesmo de falar, ela apropria-se do seu corpo para mostrar o que quer com gestos ou outros movimentos que ilustram o que ela esta pensando naquele momento. 

Veja se você se identifica com as falas abaixo:

-Professor: Não é para tirar o brinquedo da mão do seu amigo.

– Aluno: eu só queria ver.

-Professor: Eu não te pedi para fazer o desenho por ele, mas para mostrar o seu.

-Aluno: mas é isso que estou fazendo.

As crianças pequenas tem uma dificuldade muito grande de comunicar o que pensam de uma forma diferente do gesto. Para explicar este fenômeno, Wallon diz que o  ato mental se desenvolve a partir do ato motor, isto é, gestos. A criança não consegue ver o brinquedo com os olhos, é preciso tocar para ver. A criança não consegue mostrar o seu desenho para aquele amigo que ainda não sabe desenhar,  é preciso fazer por ele.

O toque, o gesto, os movimentos e todo o afeto presente nestas relações de aprendizagem devem ser permitidos e viabilizados dentro de sala de aula.

A escola ao manter a criança imobilizada numa carteira, o que  representa a disciplina,  limita fatores  importantes para o desenvolvimento completo da pessoa, como por exemplo, a impossibilidade da articulação entre a  emoção e a inteligência.

Algumas vezes, a escola limita certas posturas corporais e gestos dos alunos, pois encara o movimento como algo que atrapalha e que não pode estar presente dentro da sala de aula, já que aprender é baseado naquilo que é imóvel, segundo a crítica feita por Henri Wallon.

A escola apela para o uso exclusivo do cérebro e isso precisa ser erradicado de vez. Não podemos nos contentar com crianças de braços atados em si mesmas como se fossem contentores dos seus próprios corpos.

A inteligência não se desprende do movimento. Quando mexemos as mãos para falar em público, quando a criança levanta da carteira ou mesmo quando copia as coisas da lousa em pé, é uma forma de libertar o movimento para que se possa pensar e se comunicar bem.

Infelizmente, muitas crianças tem sido rotuladas inadequadamente como hiperativas ou com déficits de atenção por conta da falta de formação e conhecimento da importância do movimento para a aprendizagem.

O movimento tem um papel muito significativo para todas as fases do desenvolvimento humano, mas principalmente para as crianças em idade pré-escolar que é onde tudo começa.

Vamos afastar as carteiras e deixar o movimento entrar em nossas classes?

crianças dançando

Se conseguirmos proporcionar um bom começo, ou seja, inserir a criança num mundo de aprendizagens significativas, as experiências posteriores terão chances de sucesso também.

Falar de aprendizagem significativa é falar de um aprender que foi registrado pelo corpo.  O corpo é o gravador das nossas experiências com o mundo, ele acumula estas experiências e é capaz de revivê-las a qualquer momento dependendo das situações que for exposto.

O corpo tem um papel fundamental para aprender, pois do princípio ao fim a aprendizagem passa pelo corpo. É o tal gravador que já falamos. Entretanto, vale ressaltar que não é importante apenas que o seu aluno faça bem as letras ou os números, mas que sinta prazer nas respostas que dá, pois isso é corporizar o conhecimento.

Existem muitas formas de possibilitar isso. A psicomotricidade, a dança, a música e as brincadeiras em si, são excelentes recursos adorados pelos pequenos.  A dança por exemplo é a livre expressão da criança; é a oportunidade de encontrar em si mesma as respostas para a construção de um ser humano mais seguro, autoconfiante e com uma excelente imagem de si mesmo. Colabora com a melhoria da criatividade, imaginação, autonomia e socialização.

Quando se estuda as competências do professor para ensinar no século XXI, Pilippe Perrenoud, encontramos a necessidade de serem criativos, se comunicarem melhor, saber ouvir, saber usar novas tecnologias, ter um pensamento crítico, ser colaborativo e etc. Mas, é impossível colocar estes princípios em prática quando se desconsidera o valor do corpo em sala de aula.

Vamos promover o movimento em sala? Preparei uma atividade bem divertida para você e seus alunos e deixei no Baú de Atividades Eduqa.me.

Olha só: 

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

Sugestão de leitura:

  • Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Isabel Galvão. Ed. Vozes, 1995.

A importância do Movimento no desenvolvimento psicológico da criança in Psicologia e educação da infância – antologia. Henri Wallon. Ed. Estampa.

  • DANTAS, Heloysa. A infância da razão. Uma introdução à psicologia da inteligência de Henri Wallon. São Paulo, Manole, 1990
  • GALVÃO, Izabel. Uma reflexão sobre o pensamento pedagógico de Henri Wallon. In: Cadernos Idéias, construtivismo em revista. São Paulo, F.D.E., 1993.WALLON, Henri. Psicologia. Maria José Soraia Weber e Jaqueline Nadel Brulfert (org.). São Paulo, Ática, 1986.
  • Philippe Perrenoud e Monica Gather Thurler. As competÊncias para ensinar no século XXI: formação dos professores e o desafio da avaliação. Editora Penso, 2002.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Explorando sons com água na Educação Infantil

Fonte: Midiorama

Atividades/Música e artes/Registros
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Explorando sons com água na Educação Infantil

A música ajuda a desenvolver habilidades de linguagem e raciocínio. Que tal produzir estímulos musicais com água em um dia de verão? (foto: Little Pandas Preschool)

A música ajuda a desenvolver habilidades de linguagem e raciocínio. Que tal produzir estímulos musicais com água em um dia de verão? (foto: Little Pandas Preschool)

Estímulos musicais na primeira infância são chave para estimular a linguagem, o ritmo, a capacidade de concentração e o raciocínio. Crianças com uma iniciação musical tendem, inclusive, a apresentar um aprendizado maior em outras áreas, como a matemática – afinal, os exercícios ativam partes do cérebro que não são desenvolvidas por outras formas de comunicação, como a oral ou escrita.

Acompanhar os sons com movimentos, pulando e dançando, ou criá-los com variados instrumentos, também são caminhos para se explorar a motricidade, a expressão e a criatividade.

Atividades Musicais

Agora, imagine unir uma atividade de música com brincadeiras na água. A combinação é garantia de interesse por parte das crianças e ideal para dias de calor.

Com uma bacia cheia d’água no pátio, a turma pode explorar os diferentes barulhos produzidos pelos materiais – secos, submersos, contendo diferentes quantidades de água. A meta não é necessariamente fazer uma canção ou apresentação, mas, sim, descobrir as várias formas de se criar sons. Usando somente objetos comuns, ainda é possível identificar:

  • Ritmo;
  • Padrões;
  • Tempos;
  • Afinação;
  • Timbre.

Material

Quase tudo pode ser encaixado na atividade, mas estes são alguns dos materiais que geram sons interessantes:

(foto: Child's Music Play)

(foto: Child’s Play Music)

  • Tigelas de aço inoxidável e de alumínio de diversos tamanhos;
  • Tampas de panelas de diversos tamanhos;
  • Colheres de pau ou plástico, chopsticks (palitos de comida japonesa), e outros instrumentos que sirvam para a percussão;
  • Um pedaço curto de mangueira (para que as crianças possam soprar), canudinhos;
  • Garrafas plásticas ;
  • Canos de PVC de diversos tamanhos;
  • Baldes e pequenos recipientes de plástico (potes e fôrmas usados na praia, por exemplo);
  • Uma garrafa spray.

Não introduza todos os objetos ao mesmo tempo – pelo contrário, deixe que elas explorem um por vez e pelo tempo que quiserem. Com a lista acima, o professor pode organizar mais de uma sessão de música com água, dependendo do interesse das crianças.

Hora de explorar

No vídeo abaixo, o professor australiano Alec Duncan mostra como cada peça pode ser trabalhada. Apesar de as legendas não estarem disponíveis, a gravação é fácil de compreender apenas observando os movimentos.

Contudo, essas são orientações para os professores e as crianças não precisam decorar todos os passos. Aliás, o mais interessante é que os adultos apenas ofereçam os materiais, a princípio, e deem espaço para que elas os explorem da forma como quiserem – ou seja, com o mínimo de orientação possível. As crianças aprendem mais e melhor com a mão na massa, brincando livremente.

Portanto, prepare o ambiente, introduza diferentes objetos e afaste-se, supervisionando a atividade. Faça perguntas como “de que outro jeito nós podemos usar as tampas de panela para fazer barulho?” e “o que será que acontece quando assopramos a água pelo canudo?” para incentivar a curiosidade natural da turma.

Conforme as crianças forem fazendo novas descobertas, narre o que está acontecendo: “vejam, a tigela produz um som mais grave quando colocamos água dentro dela”! Além disso, esteja preparado para responder perguntas sobre o porquê de os barulhos mudarem.

Mas por que os sons mudam na água?

Ao perceberem que o som muda com a água, as crianças podem perguntar os motivos da diferença. Esteja pronto para explicar o que causa esses efeitos sonoros (foto: Nature Explore)

Ao perceberem que o som muda com a água, as crianças podem perguntar os motivos da diferença. Esteja pronto para explicar o que causa esses efeitos sonoros (foto: Nature Explore)

  • Por que o som fica mais grave quando mergulhamos tampas ou tigelas na água? Porque a água é bem mais densa que o ar – e, portanto, mais difícil de mover. Assim, a água é mais resistente às vibrações que criam o som. Quanto mais rápidas as vibrações, mais agudo é o som; quando mais lentas as vibrações, mais grave é o som.
  • Por que consigo sons diferentes soprando pelo gargalo de uma garrafa com diferentes quantidades de água? Novamente, depende da quantidade de ar disponível dentro da garrafa. Aonde há mais ar (e menos água), o som sairá mais grave.
  • Por que minha voz muda quando eu canto através do canudo ou da mangueira dentro da água? Primeiro, porque o som da voz é sobreposto pelas bolhas. Outro motivo é que a água funciona como um filtro que remove as frequências mais altas da voz, tornando o som abafado. Como as bolhas não são uniformes, todas do mesmo tamanho, esse filtro muda o tempo todo – fazendo com que o tom da canção também oscile.
  • Por que eu produzo música quando bato um cano de PVC contra a água? Isso ocorre quando um dos lados do cano é fechado pela água, enviando uma onda de choque pelas paredes do cano. Essa onda faz o ar vibrar, produzindo música.

Sugira experimentos

Após o tempo livre de experimentação, prepare atividades guiadas para potencializar o aprendizado (foto: Little Pandas Preschool)

Após o tempo livre de experimentação, prepare atividades guiadas para potencializar o aprendizado (foto: Little Pandas Preschool)

Nesse momento, o professor vai apresentar às crianças possibilidades que elas não consideraram durante suas brincadeiras ou coordenar os sons que elas já geraram para criar padrões que possam ser repetidos. O essencial é levar em conta o interesse natural da turma e partir daí, em vez de anular a curiosidade para seguir uma atividade planejada.

Para crianças com menos de três anos, alguns materiais, como canos e canudos, podem ser difíceis de manusear; para elas, prefira gastar mais tempo com tigelas e tampas de panela, que exigem apenas a percussão. A partir dos quatro anos, instrumentos de sopro serão aprendidos (mas ainda requerem bastante prática). Essas são algumas atividades que o professor pode propor:

  • Repetir padrões, como “tigela grande, tigela média, tigela pequena”;
  • Introduzir conceitos como “rápido e devagar”, “grave e agudo”, “alto e baixo”;
  • Usar um mesmo instrumento para produzir sons diferentes;
  • Descrever os movimentos e sons para aumentar o vocabulário e convidar as crianças a fazer o mesmo;
  • Fazer perguntas para promover o debate e a reflexão sobre a música e os sons.

 

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Fonte:

Child’s Play Music

INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades
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INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades

TESTE 20

O tempo do professor é curto e, sem tempo para pesquisar e se renovar, muitos reclamam de repetir sempre as mesmas atividades. Mas a falta de tempo não precisa ser um problema. Não sabe aonde procurar? A Eduqa.me selecionou 7 sites com um acervo riquíssimo de atividades, planos de aula, inspirações, vídeos e jogos para todas as idades – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Salve esses endereços nos seus Favoritos e encontre rapidamente uma nova ideia para cada aula!

Todos os conteúdos da Eduqa.me são gratuitos. Para fazer o download, clique na imagem acima ou no link abaixo. Você poderá acessar o infográfico sempre que quiser!

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5 atividades criativas de artes para Educação Infantil

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

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5 atividades criativas de artes para Educação Infantil

Por que ensinamos arte na Educação Infantil? Ao contrário da escrita e da matemática, as aulas de artes não têm uma aplicação objetiva na vida da criança – nem pais nem professores esperam que elas se tornem artistas quando adultas. Ainda assim, a pintura, o desenho e os trabalhos manuais são parte relevante do currículo infantil, inclusive destacado como uma das áreas de conhecimento do Referencial Curricular Nacional.

A pergunta não é retórica, nem uma forma fácil de começar o texto. É preciso ter bem claro qual o objetivo de se ensinar algo, porque é esse objetivo que vai ajudar o professor a traçar seu plano de aula. Por que você ensina arte à sua turma de 3, 4, 5 anos?

É comum que atividades artísticas sejam usadas com preparação para a escrita: o foco não é a arte em si, mas a motricidade fina, a destreza dos dedos para que, mais adiante, a criança consiga criar letras e números. Suas atividades de artes têm essa meta? Pense bem: as crianças são instruídas a copiar, traçar linhas retas, seguir pontilhados, pintar dentro das linhas de um desenho já preparado com antecedência, copiar modelos prontos? Esses exercícios são úteis para que elas sejam alfabetizadas – mas não as estão educando em artes.

Quando sua classe aprende a reproduzir imagens prontas, ela entende a mensagem de que há um certo e um errado no processo criativo, de que há obras de arte boas ou ruins de acordo com uma pequena lista de regras. Ninguém aprende, porém, quais as diferentes técnicas possíveis, a interpretação de acontecimentos ou sentimentos em imagens, a exploração da criatividade ou os vários espaços em que a arte pode se manifestar.

Conhecer ambientes culturais como museus, teatros e galerias, é importante para o repertório tanto do professor quanto das crianças (foto: Ecology of Education)

Conhecer ambientes culturais como museus, teatros e galerias, é importante para o repertório tanto do professor quanto das crianças (foto: Ecology of Education)

Isso significa que as crianças devem ficar soltas para brincar com tinta sem qualquer orientação? Também não – mas estamos chegando mais perto. Sem o professor como guia, é muito provável que a turma vá apenas reproduzir o que já vê em outras fontes: na televisão, nos brinquedos ou na publicidade. É preciso que elas tenham possibilidade de criar o que quiserem, mas sempre estimuladas a conhecer novas perspectivas e novos materiais, sempre encontrando novas formas de expressão.

Esse é o objetivo de ensinar arte às crianças: desenvolver o autoconhecimento, o senso crítico, a sensibilidade e a criatividade, habilidades que serão valiosas durante toda a vida adulta.

Para isso, o professor deve investir na sua própria formação; afinal, é a visão do professor que irá influenciar a visão da turma. É importante interagir com espaços culturais como museus, galerias, teatros, cinemas e praças para encontrar novos conteúdos e selecionar o que é interessante para cada faixa etária. Assim como os planejamentos de Natureza ou Matemática são pensados linearmente, com atividades articuladas entre si, o plano de Artes também deve considerar o desenvolvimento gradual das crianças e introduzir novos desafios com intencionalidade.

Para se inspirar, confira 5 ideias criativas para fazer arte na Educação Infantil.

 

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Explorando texturas 

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Atividades com texturas são ideais para crianças de até 3 anos, quando o aprendizado está muito relacionado ao tato. Apenas tome cuidado com as turmas mais novas, para que elas não coloquem materiais perigosos na boca (para essa faixa etária, uma dica é usar tinta caseira, não tóxica, que não causa problemas caso seja ingerida).

Mesmo com crianças mais velhas, a brincadeira ainda desperta interesse, basta oferecer mais opções de texturas a serem manuseadas. Algumas possibilidades são:

  • Papéis de vários tipos: crepom, cartolina, lenço, celofane,
  • Tecidos: camurça, couro e mesmo retalhos de roupas velhas ou toalhas,
  • Recortes de revistas e jornais,
  • Lixas mais ou menos ásperas,
  • Serragem, grama, folhas diversas, palha,
  • Sobras de lápis ou giz de cera apontados.

O professor pode, por exemplo, deixar que as crianças explorem texturas na sala de aula ou no pátio e, então, reproduzam as mais interessantes em suas obras de arte. Incentive a curiosidade e a descoberta com perguntas e orientação – mostre a elas como, por exemplo, passar a mão por uma superfície e fechar os olhos para sentir. Também estimule o vocabulário apropriado: liso, áspero, macio, seco, úmido, etc..

Autorretrato

As crianças vão desenhar em uma transparência sobre a própria foto: elas podem contornar o rosto, decorar ou alterar suas imagens como quiserem (foto: Meri Cherry)

As crianças vão desenhar em uma transparência sobre a própria foto: elas podem contornar o rosto, decorar ou alterar suas imagens como quiserem (foto: Meri Cherry)

Apesar de dar algum trabalho, essa é uma atividade maravilhosa para estimular o autoconhecimento. É preciso que as crianças tragam uma foto impressa de si mesmas com antecedência – e o professor precisa providenciar transparências, sobre as quais elas irão desenhar.

Depois disso, não há segredo: use uma fita adesiva para colar a foto e a transparência na mesa e disponibilize materiais de pintura. Tinta guache, cola colorida, canetas marca-texto e glitter são algumas opções que podem ser usadas para que as crianças façam seu autorretrato.

Quando as pinturas secarem, outra ideia divertida para a exposição é usar caixas vazias de brinquedo (ou qualquer outra caixa em que a frente é de plástico) como moldura, com a foto original no interior da caixa e a pintura, na frente. Veja o exemplo abaixo:

Carimbos variados 

Outra alternativa para explorar o ambiente e experimentar métodos artísticos é buscar por materiais para fazer carimbos e utensílios de pintura:

  • Talheres de plástico,
  • Rolos de papel higiênico,
  • Botões,
  • Tampinhas de garrafa,
  • Rolhas,
  • Esponjas de cozinha, de banho, de palha de aço (Bombril),
  • Algodão,
  • Plástico bolha.
Rolhas, tampas de garrafa ou bolas de algodão são algumas das opções para fazer carimbos (foto: No Time for Flashcards)

Rolhas, tampas de garrafa ou bolas de algodão são algumas das opções para fazer carimbos (foto: No Time for Flashcards)

Lembre-se de colocar a tinta em um recipiente largo, para que as crianças mergulhem os objetos (foto: No Time for Flashcards)

Lembre-se de colocar a tinta em um recipiente largo, para que as crianças mergulhem os objetos (foto: No Time for Flashcards)

Mais uma vez, enfatizamos: cuidado com objetos pequenos que podem ser engolidos pelas crianças!

Estenda uma folha grande de papel craft ou cartolina branca no chão e despeje as tintas coloridas em pratos rasos de plástico, tigelas ou bacias em que a turma consiga mergulhar os objetos. Então, deixe que experimente cada um deles.

Uma dinâmica bastante rica é sugerir temas abstratos: como elas pintariam sentimentos como alegria, raiva ou medo? Como pintariam o que estão sentindo hoje? Como pintariam a sensação de voar ou mergulhar?

Crianças mais velhas, em torno dos 6 ou 7 anos, podem relutar bastante para trabalhar com ideias tão abertas caso não tenham esse tipo de experiência com frequência – as menores, por outro lado, costumam abraçar a proposta sem questionamentos. Se isso acontecer, frise que não há certo ou errado e que eles podem pintar conforme se sentirem. Evite comentários como “que lindo” e opte por perguntar o que está sendo representado.

Pintura ao ar livre

O giz molhado dá uma cor mais vibrante à pintura (foto: Happy Hooligans)

O giz molhado dá uma cor mais vibrante à pintura (foto: Happy Hooligans)

Há uma calçada ou muro que pode ser usado na sua escola? Leve as crianças para ilustrá-los – além de tentar a pintura em uma posição diferente, em outra textura, elas também têm a oportunidade de expor um trabalho para as outras turmas. É uma oportunidade de falar sobre as mais variadas formas de exposição de artes, desde um teto todo decorado como o da Capela Sistina até as paredes grafitadas da cidade.

O giz de quadro é perfeito para essa atividade, e o efeito é ainda melhor molhando a ponta do giz antes de desenhar. O professor pode levar potinhos pequenos (como os de iogurte ou forminhas de gelo, por exemplo) com água para ajudar na pintura: colocando o giz ali por um ou dois minutos, ele absorve a água, criando cores mais vibrantes e um toque mais macio.


Uma peque dica que pode te ajudar muito!

Desenvolver essas atividades pode proporcionar momentos incríveis com as crianças, você não pode deixar de registrar as falas, comportamentos e os momentos de interação entre os pequenos! Faça isso com anotações, fotos e até vídeos! Eu sei que pode dar um grande trabalho mas é justamente nesse ponto que você está enganada, use a Eduqa.me para registrar esses momentos!

É muito simples, você pode organizar todos os registros de maneira rica em um único lugar, depois de tudo organizado você consegue consultar com poucos cliques! Quer ver? Basta clicar aqui e acessar! Veja esse exemplo:

Que tal aproveitar para criar atividades que favorecem o aprendizado ?

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Espaços negativos 

O professor pode escolher várias atividades para trabalhar a ideia de espaços negativos – quando você pinta em torno da imagem que quer representar. Para as crianças de até 3 anos, é indicado começar com propostas que exijam menos coordenação motora, como pintar em torno da própria mão ou da mão de um colega. Veja o resultado abaixo:

Colorir em torno da própria mão é uma versão mais simples da atividade, para crianças mais novas (foto: Fun-a-Day)

Colorir em torno da própria mão é uma versão mais simples da atividade, para crianças mais novas (foto: Fun-a-Day)

Após o conceito estar mais claro, é hora da experimentação! Uma ideia é usar fita adesiva para criar desenhos em espaço negativo: as crianças podem espalhar a tinta em torno da figura de um objeto ou animal (uma casinha, um sol, um cachorro criado com fita), ou dividir a página em formas geométricas e colorir cada área de uma cor diferente.

Elas ainda podem ser convidadas a buscar outros materiais para suas obras de arte: folhas e flores prensadas funcionam bem para essa atividade.

Alguns desenhos feitos com fita adesiva (foto: Red Ted Art)

Alguns desenhos feitos com fita adesiva (foto: Red Ted Art)

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