ODS2: Fome Zero e Agricultura Sustentável

Fonte: UNESCO

Registros/Rotina pedagógica/Natureza e Sociedade
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ODS2: Fome Zero e Agricultura Sustentável

Hoje vamos falar sobre o segundo vídeo da Unesco com o tema ODS 2: fome zero e agricultura sustentável.

Minha sugestão é que você dê o play no vídeo e depois passe para a crítica que elaborei. 

Vamos lá?

Destaquei 3 pontos para mostrar como eles podem ser trabalhados com as crianças em sala de aula.

3 DESTAQUES DO VÍDEO:

#1  “Na cozinha nunca se fala Eca”

#2  “A ordem aqui é que nada sobre”

#3 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa vêm da agricultura familiar

Fonte:Dicas sobre saúde

#1 Na cozinha nunca se fala “Eca”

Gostei muito desta frase utilizada porque ouvimos muito isso das crianças. Basta elas não gostarem “da cara” de algum alimento que já falam “Eca” sem nunca sequer terem provado o mesmo.

Por pior que possa ser, em casa é bastante difícil de os pais lidarem com situações como esta, tentando convencer as crianças a, ao menos, experimentarem. Mas eu sempre sugiro que esta aproximação com o alimento se dê em duas situações que costumam ter bastante sucesso e de forma rápida:

– EM CASA, NA PRESENÇA DE AMIGOS: A criança se espelha muito nos amigos que gosta e quer compartilhar momentos com eles. O momento da alimentação, é um deles. Colocar uma mesa de café ou fazer um almoço para os amigos dos seus filhos, é um bom momento para introduzir algum alimento que eles não gostem, para que provem. Deixe a conversa entre eles rolar solta e não mostre muita observação (“fiscalização”) na “prosa”. Deixe eles um pouco à vontade, que de forma natural, sem muito alarde, é mais fácil de a criança experimentar. Ela não vai provar porque o pai ou a mãe “mandou”, ela vai provar porque ela quis provar. Percebe a diferença?

– NA ESCOLA: nas atividades (dia da fruta, hora do lanche, etc…) e também, por estarem em meio aos amigos, é mais fácil que as crianças sintam-se estimuladas a provar estes alimentos.

IMPORTANTE: É importante, também, que os adultos tomem o cuidado para não repassar às crianças um preconceito com algum alimento que o adulto é quem tem, porque não são só as crianças que falam “Eca” na cozinha, os adultos também falam. E como as crianças baseiam-se em exemplos, se você falar para comer, mas não comer, elas também não vão. E se você falar “Eca”, elas vão falar igualmente.

Fonte: alerta planeta azul

# 2 “A ordem aqui é que nada sobre!”:  Redução do desperdício no consumo e no preparo.

É importante reforçar o entendimento que o vídeo quis passar, para evitar equívocos. Já que, ao final, a criança que está à frente da panela, diz: “Quem quer mais comida?”.Isso pode gerar um entendimento de que se tem que comer tudo. Mas o que é este tudo? É um tudo excessivo? Houve exagero no preparo ou na quantidade colocada no prato?

“A ordem é que nada sobre!” , refere-se a um preparo e consumo consciente, ou seja:

-Com relação ao preparo, pressupõe que você fará uma quantidade de refeição suficiente para as pessoas presentes, sem que haja, uma sobra excessiva da preparação realizada.

-E com relação ao consumo, sem que se coloque muito mais comida no prato do que se pode consumir, evitando jogá-la fora. É importante ressaltar este detalhe, porque, havendo uma compreensão equivocada do que foi dito no vídeo, pode contribuir para que “forcem” as crianças a comerem tudo o que está no prato. Isso é uma atitude bastante comum e que acaba causando danos futuros à criança, já que ela aprende a comer muito mais do que necessita passando a ter este comportamento como um hábito que gera a obesidade.

As crianças sabem o quanto querem comer, não é preciso forçar. Mas isso, também, não significa que elas não precisam aprender que hora da refeição é hora da refeição, porque precisam! Senão vira um “pé” para que elas não comam nada, ou quase nada, neste momento, para depois comerem bolacha, salgadinhos, doces…É preciso criar o hábito dos horários das refeições, sem que sejam ofertados nos demais horários outros alimentos “bobagens”, para suprir a fome pelo fato delas terem se negado a fazer as refeições, nos horários das mesmas.

Fonte: Meio Ambiente Cultura Mix

#3 “70% dos alimentos que chegam à nossa mesa vêm da agricultura familiar”

Aqui é um ponto bastante interessante e bastante confuso para as pessoas entenderem.

70% dos alimentos que chegam à nossa mesa vêm da agricultura familiar, que consiste em uma produção gerenciada por famílias e com mão de obra predominantemente familiar. Entretanto, não significa que essa produção esteja livre do uso de agrotóxicos, sendo portanto, orgânicos. Pelo contrário, o acesso aos alimentos orgânicos, ainda está muito aquém do ideal.

Fiz, aqui, um resumo, “mais do que resumido”, sobre o assunto para tentar facilitar a compreensão de uma maneira rápida. Mas, aconselho aos interessados que acessem as referências bibliográficas citadas para um melhor entendimento desse assunto tão importante para nós.

E é claro, me acompanhem, também, no Sustentável é Ser Humano.

Gostou dos comentários?

Com estes materiais aliados à sua parte criativa, você verá que há infinitas possibilidades de atividades a serem realizadas.

Não deixe de registrá-las.

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

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Juliana Monteiro para a Eduqa.me. Juliana é educadora, nutricionista e fundadora da Sustentável é Ser Humano. Saiba mais em: www.sustentaveleserhumano.com.br

Referências:

Canal da UNESCO no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=IvS2cQYzSto&list=PLuaYSS3ezmQAuqmz2En-BlEqb5bX2fUvM  

ONUBR – Nações Unidas no Brasil: www.nacoesunidas.org

 

Nova colunista da Eduqa.me, Juliana Monteiro fala sobre os ODS e Sustentabilidade

Fonte: Sustentável Ser Humano

Quem Somos/Registros/Natureza e Sociedade
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Nova colunista da Eduqa.me, Juliana Monteiro fala sobre os ODS e Sustentabilidade

A proposta do Blog #NaEScola é sempre trazer temas que estão em alta e que ajudam o professor na sua sala de aula.

Um dos assuntos que mais gera perguntas e discussões é sobre os ODS e o trabalho que  a UNESCO tem feito para divulgar cada uma delas. Para tornar essa tarefa mais tranquila e crítica convidamos a Juliana Monteiro; educadora e nutricionista, com atuação em Desenvolvimento Sustentável.

A Juliana Monteiro

A Juliana Monteiro já atuou em sala de aula como pedagoga e como nutricionista infantil em consultório. Após ter iniciado sua atuação em Desenvolvimento Sustentável, percebeu a importância de desenvolver a consciência sustentável e que, independentemente da nossa área de atuação, precisamos ter a visão do todo e agir em prol deste todo.

Para ela, essa é a base e o verdadeiro conceito de responsabilidade social.

Partindo desse pensamento, fundou a Sustentável é Ser Humano, que aborda o Desenvolvimento Sustentável como um todo mas, principalmente, do Ser Humano, partindo de premissas básicas como: ética, respeito, empatia, generosidade e amor.

Leia mais em Sustentável é Ser Humano.

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Como Elaborar Projetos na Educação Infantil
Projeto/Formação/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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Como Elaborar Projetos na Educação Infantil

Se você precisa montar um projeto na sua Escola e não sabe por onde começar, chega junto!

No post anterior eu falei sobre o que O que é um Projeto na Educação Infantil. Nesse vou te ensinar a colocar a mão na massa. Isso mesmo, agora que você já sabe o que é um projeto já podemos trabalhar em cima de COMO fazê-lo.

A partir de agora, relatarei cada um dos itens que são precisos no decorrer da tarefa.

1- Tema do Projeto – Permita que as crianças escolham o tema.

É natural que o professor queira sugerir algum tema para o projeto, mas a minha sugestão é que esse tema surja da necessidade da criança e não do professor.

Ah, Deborah, mas COMO eu faço isso?

Bom, tenho uma sugestão por aqui e acho que você vai gostar. Se fizer sentido use-a sem moderação, se não, aposto que a partir dessa sugestão você vai criar outra que vai se adaptar direitinho à sua realidade e à realidade da sua Escola.

Sugestão:

Árvore da curiosidade – Peça para que as crianças recortem, desenhem ou falem o que elas tem curiosidade, o que elas gostariam de aprender. Feito isso, cada criança vai colar sua curiosidade na árvore.

A partir daí a professora pode mediar uma roda de conversa para escolher juntos com os alunos o tema do projeto.

COMO escolher o tema do projeto?

Tema do Projeto definido pelos alunos. Explore a questão; Entenda de onde vem essa curiosidade e defina os problemas; Soluções.

2-Trabalho Co-criado – O todo pela parte e a parte pelo todo.

A cocriação é enriquecedora, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo.

co·-cri·ar Conjugar
(co- + criar)
verbo transitivo
Criar juntamente com outrem.

O intuito é criar uma rede de acordo com o interesse de cada criança, trocando idéias, discussões e criando um processo de construção e de cooperação.

Vamos supor que a partir da árvore da curiosidade o tema escolhido tenha sido os Dinossauros, pode ser?

COMO fazer um projeto?

Trabalhar em grupos enriquece o trabalho. Ainda mais quando os grupos são compostos por perfis diferentes. Trabalhar a Escuta;  Troca de idéias e discussões.

3- Projeto- Criar o recorte do Projeto com Nome e Título

Antes de criar qualquer nome do projeto preciso me perguntar tantas outras coisas, assim como uma redação, o nome surge no final. Pois o papel dele é informar de um jeito bem simples e direto o que significa aquele projeto.

Aqui seguem 7 perguntas que precisam ser respondidas para que seu projeto tenha muito sucesso.

• Nome do projeto:
• Justificativa (por que?):
• Objetivos (necessidades a alcançar):
• Atividades (o que fazer?):
• Estratégias (como fazer?):
• Acompanhamento (direcionamento):
• Avaliação (estímulo):

As perguntas respondidas levando em consideração a escolha do tema Dinossauro ficariam assim:

Exemplo:

• Nome do projeto: A História dos Dinossauros
• Justificativa (por que?): Esses animais despertam muita curiosidade no imaginário infantil e também sobre o seu surgimento e desaparecimento. Com os dinossauros,  as crianças vão se abrir para um mundo de descobertas e aprendizagens que interligará todas as áreas do conhecimento.
• Objetivos (necessidades a alcançar):

– Reconhecer os diversos tipos de dinossauros existentes;

– Ampliar o vocabulário;

– Conhecer as características dos dinossauros;

– Contextualizar o período de existência dos dinossauros;

– Compreender as características dos répteis;

– Comparar as características dos dinossauros com a dos répteis;

– Explorar os cinco passos de uma investigação científica: observação, registro, questionamento, experimentação e conclusão;
• Atividades (o que fazer?):

Atividade 1: Quem são os Dinossauros? Que época eles viviam? Como se alimentavam?

Atividade 2: Quais as características dos Dinossauros? Entender sobre as diferentes espécies de Dinossauros

 Atividade 3: Será que existe algum animal parecido com os Dinossauros?
• Estratégias (como fazer?):

Aqui a criatividade vai rolar solta e os recursos são infinitos. Para fazer essa busca você pode usar o Pinterest, o Google, as Livrarias, Youtube, Portal do Professor Mec e, se quiser economizar tempo e já garantir um portfólio lindão eu sugiro que use o Baú de atividades da Eduqa.me.

Roda de leitura para apresentação do tema na Atividade 1.

Pesquisa  e roda de conversa para a Atividade 2.

Representação e produção de artes para a Atividade 3.


• Acompanhamento (direcionamento): 

O projeto deve ser acompanhado pelos professores e em média tem duração de 5 dias a 7 dias.
Avaliação (estímulo):

Essa avaliação deve ser o processo, o caminho que cada criança fez para despertar seu aprender. Por este motivo, a avaliação deve ser realizada ao longo de todo o processo e deverá ser considerado os seguintes pontos: o interesse do aluno pelo assunto trabalhado, sua participação e envolvimento nas diferentes situações propostas; a interação e reflexão em grupo, a compreensão da temática, por meio da expressão de suas ideias, sentimentos, observações, conclusões.

Sugestão: Organize uma oficina sobre os Dinossauros. Oriente os alunos a exporem seus trabalhos para os demais colegas da Escola, e assim, cada aluno vai escolher e elaborar a melhor maneira de explicar os conceitos aprendidos nesse projeto.

Sugestões de livros

Fonte: Editora Zastras

BARRET, Paul.Dinossauros. Editora: WMF Martins Fontes.

BELLI, Roberto. Os Fantásticos Dinossauros. Editora: Todolivro

CIRANDA CULTURAL. Espiando os Dinossauros.

CONDON, Bill. Fato ou Ficção – Dinossauros. Editora: Girassol.

PRAP, Lila. Você sabe tudo sobre Dinossauros? Editora: Biruta.

REASONER, Charles. Dinossauros. Editora: Ciranda Cultural.

ROLLAND, Claudine. Os Dinossauros. Editora: Salamandra.

Fontes envolvidas nessa pesquisa: 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarAulas.html

www.google.com

www.pinterest.com

Vale lembrar que o projeto é um caminho em construção, onde inúmeras etapas são seguidas para que futuramente se consiga o resultado daquilo que se esperava. Na educação, o projeto pode ser o alicerce do conhecimento, pois é por meio dele que há a troca de idéias, de experiências e de conquistas. Quando isso acontece o resultado final só pode ser um: a aprendizagem.

Nesta perspectiva a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso o registro é extremamente importante.

É também é a partir dos registros que é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local?

Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Depois dos registros sabemos que é hora de analisar o que foi feito com um relatório por exemplo! Mas além do relatório que é uma tarefa necessária para organização da escola, revisitar o projeto que foi feito pode ser muito interessante para melhorar sua prática. Na sua semana, mês ou bimestre você consegue mensurar qual área de conhecimento está estimulando mais? Ou melhor… Qual quantidade de tempo você está dedicando para seu projeto? Sabemos que planejar o projeto e depois registrar leva realmente muito trabalho, por isso a Eduqa.me foi construída! Para ajudar a organizar todo esse processo, por exemplo tornando os registros organizados em uma linha do tem em que você consegue visualizar se está estimulando mais matemática, linguagem ou até mesmo o seu projeto, veja:

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

O que são projetos na educação infantil e 4 elementos que NÃO podem faltar no seu projeto
Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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O que são projetos na educação infantil e 4 elementos que NÃO podem faltar no seu projeto

No cotidiano escolar muito se fala em aprendizagem baseado em projetos.

A proposta com trabalhos baseados em projetos nada mais é do que criar uma sequência didática sobre um determinado tema e trazer desafios criativos que serão desenvolvidos e resolvidos pelas crianças.

As características básicas de um projeto na Educação Infantil é apresentar intencionalidade, originalidade e flexibilidade de trabalho visando e respeitando os estágios do desenvolvimento da criança. A grande intenção é motivá-la à participação ativa.

O projeto oferece à criança a oportunidade de vivenciar e provar aspectos inovadores da sociedade em que ela está inserida, além de prepará-la para a convivência e melhor adaptação social.

Na definição do dicionário:

projeto
substantivo masculino
  1. desejo, intenção de fazer ou realizar (algo) no futuro; plano.
    “O projeto de Edução Bucal para os pequenos será um sucesso”
  2.  
    descrição escrita e detalhada de um empreendimento a ser realizado; plano, delineamento, esquema.
    “p. de pesquisa”

O projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma jeito de trabalhar com o tema para dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente.

Significa que o professor deve ter um olhar crítico sobre o conteúdo a ser definido, o objetivo a ser alcançado e as tarefas que serão desenvolvidas e valorizadas pelos aluninhos. Para não deixar passar nada desapercebido a etapa de coleta de evidências das atividades é muito importante! Recomendo o nosso Ebook: Tudo Que Você Precisa Saber Para Avaliar Registros Pedagógicos Na Educação Infantil, aqui você terá um panorama sobre como olhar, analisar e extrair o que tem de melhor nas suas atividades.

 4 Elementos que NÃO podem faltar em um projeto

  1. O Desafio
  2. O Professor Planejador
  3. Alunos protagonistas
  4. O produto final

Abaixo apresento um exemplo de projeto que explora os 4 elementos.

 Projeto Horta na Escola

Nome do Projeto: Horta na Escola

Desafio:  Promover hábitos alimentares saudáveis e apresentar o conceito de sustentabilidade para crianças.

Objetivo(s): Fortalecer os valores alimentares compatíveis com a preservação da alimentação diária e da cultura do país. Sensibilizar e conscientizar as crianças de que a vida depende do ambiente e o ambiente depende de cada cidadão deste planeta.

Duração da Atividade: A horta é uma atividade continuada, portanto não tem tempo de duração, ocorre durante todo o ano.
Professor planejador: o professor deve planejar cada atividade que o projeto deseja abordar e, de antemão, planejar uma sequência didática com objetivos claro.

Professora explica aos alunos que é preciso preparar a terra para plantar as mudinhas.

Alunos protagonistas: as crianças vão pensar em como enfrentar esse desafio e em seguida colocar a mão na massa;

Crianças plantam suas sementes e regam diariamente acompanhando o crescimento.

O produto: apresentação final da produção feita pelos alunos.

Por enfim, explicam o que aprenderam durante o processo e em seguida preparam uma deliciosa e nutritiva salada para a refeição!

Atenção: É preciso estar atento para o que as crianças já sabem e o que elas desejam aprender no momento do projeto.

A metodologia da aprendizagem baseada em projetos é um eixo fundamental para Escolas que desejam fornecer uma Educação atual às crianças.

O projeto é algo que acompanha o indivíduo por toda a sua vida e iniciar-se na primeira infância é oferecer para essa criança um primeiro olhar para as coisas do mundo.

A partir de então as perguntas surgem, a curiosidade o motiva e o ver mais e melhor é uma constante na vida desse indivíduo que já não espera mais as respostas prontas. Pois está disposto a buscar sempre por respostas e se propor a enfrentar as mudanças significativas do mundo em que vivemos.

Ora, se o mercado de trabalho busca pessoas inovadoras e que saibam lidar com projetos, por que não criarmos nossas crianças para enfrentar o mundo em constante mutação?

Para alguns professores registrar é diversão, para outros é dever, mas pra gente da Eduqa.me é a única maneira de lidar com os erros e acertos e ter a chance de resignificar o aprendizado.

A partir dos registros é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local? Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Para criar planejamentos, semanários, projetos e portfólios ainda mais legais, é preciso adicionar dois condimentos especiais: a criatividade e a tecnologia. 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

Reflita e Registre!

  •  As crianças praticam o respeito?
  • Quanto ao vídeo, achou que ajudou? Qual parte mais gostou?
  • A igualdade de gênero na sua sala de aula é algo que acontece?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Natal menos consumista e mais significativo
Relatórios/Natureza e Sociedade/Socioemocional
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Natal menos consumista e mais significativo

Ideias para celebrar um Natal diferente e cheio de significados

Natal… tempo de paz, família e muita luz.

Mas será que todas as pessoas conhecem o real espírito do natal?

Na atualidade, resgatar e apresentar o verdadeiro sentido do natal para as crianças é um grande desafio.

Infelizmente, vivemos numa sociedade muito consumista que acaba por ensinar às crianças a associarem as festas natalícias apenas aos presentes.

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Claro que presentear as pessoas é muito divertido e típico desta época do ano, mas é preciso atentar-se para que o natal não se resuma a isso.

Pensando neste desafio e já antecipadamente respeitando os costumes de cada família, apresentaremos algumas ideias para ensinarmos ou relembrarmos as nossas crianças do verdadeiro significado do natal e a melhor forma disso acontecer é envolver os pequenos em toda a preparação desta grande festa, tornando-os protagonistas de uma comemoração tão tradicional e importante, que vai desde a montagem da árvore e preparação da casa para a chegada das festas até a realização de alguns presentes.

Confira algumas dicas:

1 – Nascimento de Jesus e montagem do presépio:

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O motivo desta grande festa está relacionado ao nascimento de Jesus Cristo e a comemoração do seu aniversário. Conte a história do nascimento de Jesus, neste momento pode ser uma grande oportunidade para apresentar a bíblia, falar de religião (se esta for sua crença). Na sequência fale sobre o presépio e peça a ajuda da criança para montá-lo. Utilize peças das quais as crianças possam tocar e brincar.

2 – A árvore de natal:

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O pinheiro é uma árvore tradicional das festas natalícias e tem-se como costume enfeitá-lo com bolas, luzes e muitos adornos. Nessa hora, pense em ideias para enfeitar a sua árvore com coisas feitas pelas próprias crianças. Você pode utilizar fotos da família e preparar enfeites lindos para a sua árvore.

3 – A árvore de natal:

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Todas as histórias de natal trazem como essência grandes ensinamentos que nos servem bem como lições de vida. Apresente-as e converse com as crianças sobre coisas tão importantes para a nossa vida.  Conheça a história: “Pinheiro de Natal” –  Autor: Jean-Baptiste Poquelin Molière.

“Há muito, muito tempo, na noite de Natal, existiam três árvores junto do presépio: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. Ao verem o Menino Jesus nascer, as três árvores quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao Menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro, como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz. As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao Menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e enfeitando o pinheiro. Quando isto aconteceu, o Menino Jesus olhou para o pinheiro, levantou os braços e sorriu! Reza a lenda que foi assim que o pinheiro – sempre enfeitado com luzes – foi eleito a árvore típica de Natal.”[1]

4 – Presentes:  

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Além de comprar presentes, eles podem ser feitos pela própria criança, isso dá um significado a mais ao que se vai oferecer e para quem oferecer aquele presente. As escolas são muito criativas e preparam sempre coisas maravilhosas que os pais adoram. A ideia é que esta prática possa se expandir para dentro das casas e pensar em construir coisas juntos em família, torna o natal ainda mais mágico e feliz. Outro ponto importante é ensinar as crianças a partilharem coisas que não usam mais ou que acabam por ter em demasia. As escolas também se preocupam com isso e criam campanhas para ajudar crianças carentes, orfanatos entre outras iniciativas. Esta é uma forma de presentear quem precisa, ensinando aos pequenos algo muito valioso: a solidariedade e o amor ao próximo.

5 – Calendário do advento:

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O calendário do advento é muito divertido, pois inicia-se a contagem dos dias para a chegada do natal. Existem alguns prontos com chocolates, mas você pode fazer o seu com mensagens de natal e, cada dia, uma pessoa da família fica responsável por abrir e viver um momento muito agradável com os seus parentes queridos. Na escola é uma atividade que as crianças costumam gostar muito e, pode ser feito com frases ou palavras escritas por elas mesmas. Os pequeninos podem desenhar, ou ainda, construir um objeto de massinha que represente esta data tão querida.

6 – Músicas e corais de natal: 

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Cante músicas em casa e na escola, vá em apresentações como corais de natal, recitais, orquestras sinfônicas natalícias entre outros eventos. A música alimenta a nossa alma. Apresente os diferentes estilos musicais que o natal nos proporciona.

7 – Comidas típicas e tradicionais: 

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Que delícia comer tantas coisas boas! Cada família tem uma tradição, alguns fazem peru, outros bacalhau, rabanadas e ainda tem aquele apetitoso arroz da vovó. Biscoitos de natal também são muito frequentes. Pense em receitas que as crianças possam ajudar e fazer. Algo que jamais podemos esquecer é de ensinar a criançada a não desperdiçar a comida e até, se possível, fazer o natal de alguém mais apetitoso também.

8 – Família e valores:

familia

Gostaria de encerrar esta dica valorizando o que é o mais importante neste natal: “a família e os valores ensinados e vividos por cada uma delas”. Neste natal, telefone para um parente distante, mande uma carta ou um postal de natal. Tente praticar a paz, o perdão, curar ressentimentos e viver em harmonia. Ensine a empatia, amor, respeito e solidariedade pelo próximo, valores  tão necessários a humanidade e que devem ser praticados e testemunhados pelas crianças.

Feliz natal a todos vocês!

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Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

[1] Fonte: http://sophiascloset.blogs.sapo.pt/tag/%C3%A1rvore+de+natal Último acesso em 08/12/2016.

Chega de preconceito: o empoderamento da criança negra
Registros/Identidade e autonomia/Natureza e Sociedade
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Chega de preconceito: o empoderamento da criança negra

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Angélica Dass criou o Humanae, projeto que cria reflexões sobre a cor da pele das pessoas a partir dos códigos que essa cor pode representar.

No post de hoje, elaborei uma lista de materiais que falam sobre o preconceito racial e, também,  vou falar sobre a polêmica gerada pelo tom de pele e compartilhar uma experiência do seio da minha família.

As vezes é preciso levantar alguns temas e refletir sobre eles de maneira crítica. Dia da consciência negra chegando e a pergunta ainda paira no ar é:

Por que ainda existe tanto preconceito em nossa sociedade?

A resposta eu ainda não sei, mas ando tentando desvendá-la.

Decidi abrir essa história com vocês porque acredito que o diálogo é o primeiro passo. Como de costume, liguei para minha irmã e durante um papo corriqueiro ela me contou que minha sobrinha estava sofrendo preconceito na Escola.

Além do carácter de desabafo e vínculo afetivo, falamos da importância do empoderamento e buscamos maneiras de como poderíamos incentivá-la e prepará-la para lidar com isso. Juntas pensamos em projetos, ações e maneiras de abordar esse tema com a Escola e, posteriormente, pensei e repensei sobre o tema e as Escolas que já lecionei e visitei e pude perceber como esse tema ainda é minimamente explorado nas salas de aula.

Não posso negar que algumas escolas preparam projetos sobre diversidade e teatros com temas que trabalham o preconceito racial e as implicações que ele tem na vida das pessoas, mas na maioria dos casos esse é assunto que é visitado apenas em novembro, no dia dia consciência negra.

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Será que é suficiente?

Trazer a tona esse assunto tão delicado que é o racismo e compartilhar uma história pessoal é meu jeito de dizer que, não, ainda não está tudo bem, mas a Educação é o caminho para isso.

Minha sobrinha contou que na escola alguns coleguinhas estavam falando que ser marrom é feio, que cabelo ¨peludo¨ é feio, e que pessoas negras parecem que tem a pele suja.

Naturalmente ela começou a se questionar sobre seu tom de pele e trouxe a insatisfação em formato de diálogo.

“Mamãe, eu queria tanto ser rosa claro como você!”

“Querida, por que você está falando isso? Sua cor é tão linda!”

“Ah mamãe, ouvi os colegas dizendo que ser marrom claro e marrom escuro é feio. É cor de sujeira.”

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“Filha, ser marrom, rosa claro, rosa escuro, branco e amarelo ou qualquer outra cor do lápis de cor não significava ser feio e que a beleza está justamente em enxergar como essas pessoas se sentem e respeitar as outras pessoas a sua volta”

Em seguida começamos a pensar sobre projetos, livros, músicas e  dicas de conteúdos infantis que trabalhassem o tema racismo.

Fizemos uma curadoria e em uma reunião com a Escola, minha irmã compartilhou todo o ocorrido e sugestões de como trabalhar o tema. Em seguida escreveu um email que compartilho aqui com vocês alguns trechos.

Oi Diretora! Tudo bem?

….

E obrigada por me ajudar, junto com a coordenadora da escola, na difícil, porém gratificante tarefa de educar meus filhos.

Sempre que levo uma questão, vocês trabalham de imediato em cima do assunto e logo vejo os resultados, super positivos, diga-se de passagem, se refletindo em casa.

Como no caso do…

Tenho algumas observações para acrescentar à nossa conversa de ontem:

1 – Outras mães de coleguinhas da minha filha, uma da mesma turma e outro da turma de outra professora, me disseram que seus filhos também já sofreram preconceito racial em sala de aula.

Como te disse ontem, achei meio cedo para essas crianças terem atitudes racistas e discriminatórias, mas é a realidade e nós, pais em conjunto com a escola, devemos  ensiná-las a respeitar as diferenças.

2 – Achei excelente a ideia de trabalhar  o tema Diversidade em sala de aula, mas acho que deve ser levado para casa também. O que você pensa sobre isso?

As vezes fazer uma atividade e convidar os pais, por exemplo: uma peça teatral; palestra só para os pais ensinando como lidar com o tema em casa;

Tarefas de casa abordando o assunto para ser realizada com os pais;

Montar um mural com fotos de diferentes povos pelo mundo destacando as diferenças, principalmente de cor,  entre eles, e outro mural com as cores dos brasileiros – tudo  com a ajuda dos pequenos, claro… etc.)

Não sou pedagoga nem quero interferir muito no projeto de vocês, mas queria te passar algumas ideias que tive com a minha irmã, e que, se você julgar interessante pode ser útil compartilhar e usar na Escola.

3 – Também te disse ontem que pesquisei sobre o assunto e achei vários livros interessantes para a faixa etária deles. Separei alguns, segue a lista:

Tem bastante obras sobre o tema de discriminação racial, mas também sobre outros tipos de preconceitos.

Alguns eu já achei na internet (download) outros vou comprando em sites.

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Enfim, espero que possamos trabalhar juntas contra esse grande mal que é  o preconceito.

Conte comigo sempre que precisar.

Abraços,

Família e Escola juntas trabalhando a consciência negra e desenvolvendo a inquietação e o olhar crítico que se faz necessário dentro do nosso lar, na escola, nas ruas e nossos corações.

angelica

A discussões sobre questões relativas à identidade, representação e a relação entre o que somos e como somos e o que vemos, e como nos vemos e somos vistos. Por isso, faço menção a um recorte particular, aposto que cada um aqui, negro ou não já vivenciou situação parecida.

Ampliar essa reflexão e valorizar a importância de respeitar a diversidade é papel da Escola, dos pais e de qualquer cidadão de bem, negro ou não.

Chega de racismo!

Mais Referências:

A beleza da pele humana em todas as cores TED

Manifesto crespo

Livros infantis para estimular a boa consciência negra18 livros infantis com meninas negras como protagonistas

Cansada de ler sobre garotos, menina reúne 4.000 livros com garotas negras
Racismo: as marcas da exclusão
INCLUSÃO: AFIRMANDO A IDENTIDADE DA CRIANÇA NEGRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Conte para gente como você trabalha esse tema na sua Escola.

Boa reflexão!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades
Atividades/Identidade e autonomia/Linguagem/Matemática/Movimento/Música e artes/Natureza e Sociedade/Materiais para Download/Rotina pedagógica
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INFOGRÁFICO: 7 sites para se inspirar e encontrar novas atividades

TESTE 20

O tempo do professor é curto e, sem tempo para pesquisar e se renovar, muitos reclamam de repetir sempre as mesmas atividades. Mas a falta de tempo não precisa ser um problema. Não sabe aonde procurar? A Eduqa.me selecionou 7 sites com um acervo riquíssimo de atividades, planos de aula, inspirações, vídeos e jogos para todas as idades – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Salve esses endereços nos seus Favoritos e encontre rapidamente uma nova ideia para cada aula!

Todos os conteúdos da Eduqa.me são gratuitos. Para fazer o download, clique na imagem acima ou no link abaixo. Você poderá acessar o infográfico sempre que quiser!

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4 atividades para explorar a natureza na Educação Infantil

Fonte: Timberland

Atividades/Natureza e Sociedade/Registros
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4 atividades para explorar a natureza na Educação Infantil

A primavera chegou – e, com ela, dezenas de cartazes de flores e borboletas espalhados por pré-escolas. A criação desses painéis temáticos pode ajudar a desenvolver uma série de habilidades: desde o novo vocabulário, relacionado à natureza, passando pela coordenação motora ao pintar, recortar e colar, até o contato com a arte. Pode, é claro, se forem mesmo as crianças a fazer o trabalho.

Infelizmente, é frequente ver professores realizando quase toda a atividade, seja por questão de tempo ou estética. É claro que um cartaz com passarinhos desenhados por alunos de 3 anos pode não ser tão bonito quanto um feito por adultos – mas o que as crianças estão realmente aprendendo quando tudo o que precisam fazer é passar um pouco de tinta na palma da mão e esperar que o professor mostre exatamente aonde carimbar? Elas não estão exercitando sua criatividade, linguagem, raciocínio ou motricidade.

É sempre mais rico planejar atividades que realmente envolvam as crianças no processo e permitam que elas descubram algo novo. Exibir uma linda pintura na reunião de pais e professores não deve estar no topo da lista de prioridades: é uma consequência e nem sempre será alcançada, porque a tentativa e a falha são parte do aprendizado. É essa honestidade que permite que o professor observe a evolução real de cada um na turma e, a partir daí, saiba como intervir para que as crianças se desenvolvam plenamente.

Portanto, use a chegada da primavera como inspiração para suas aulas, mas opte por atividades “mão na massa”. A Eduqa.me separou quatro ideias criativas e fáceis de fazer para aproveitar o tempo bom na Educação Infantil.

1- Construa um Ninho

 

Peça ajuda às crianças para reunir o material: em casa ou no pátio da escola, elas podem recolher o que usarão para montar seus ninhos (foto: Youth in Arts)

Peça ajuda às crianças para reunir o material: em casa ou no pátio da escola, elas podem recolher o que usarão para montar seus ninhos (foto: Youth in Arts)

Essa atividade pode ser somente uma etapa de um projeto maior: observar e desenhar pássaros, conhecer as partes do corpo e os sons que produzem, entender que existem animais ovíparos, do que se alimentam e de que precisam para sobreviver. É importante que as crianças compreendam que cada ser vivo tem necessidades diferentes.

Lance as perguntas à classe: para que servem os ninhos dos pássaros? Do que vocês acham que eles são feitos? Como os pássaros conseguem esses materiais? Caso encontre um ninho no pátio da escola, você pode levar as crianças até ele para que o observem melhor. Mas nada de arrancá-lo da árvore! Sempre enfatize o respeito e cuidado pela natureza e pelos animais – melhor deixá-los livres em seu próprio ambiente. Outra possibilidade é levar livros ou fotos de diferentes pássaros da região e seus ninhos, para que percebam as características de cada um.

Após essa discussão em grupo, proponha que as crianças reúnam o material que vão usar para construir seus ninhos. Isso pode ser feito em casa, como tarefa, ou explorando o terreno da escola: busquem fios de lã, barbante, serragem, tiras de papel, tecido, pequenos galhos, folhas, musgo, grama, penas, etc.. Só o que precisa ser providenciado com antecedência é cola e pratinhos de plástico, do tipo de festa de aniversário, aonde elas possam construir seus ninhos.

Os bonequinhos de pássaros podem ser substituídos por recortes de revista ou desenhos das crianças (foto: Duva Preschool Crafts)

Os bonequinhos de pássaros podem ser substituídos por recortes de revista ou desenhos das crianças (foto: Duva Preschool Crafts)

Quer tornar a brincadeira mais desafiadora para crianças maiores? Sugira que elas usem apenas dois dedos para construir seu ninho. Afinal, como os pássaros o fazem usando só o bico? Utensílios como pinças ou chopsticks (palitos japoneses) também são divertidos e exigem uma motricidade fina mais refinada.

Por fim, sugira que os ninhos sejam colocados do lado de fora, no chão, nas árvores ou em arbustos – talvez um passarinho venha mesmo visitar!

 

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2- Flores Coloridas

Esse experimento é ideal para discutir o funcionamento das plantas na Educação Infantil. A ideia de que a flor está absorvendo água do solo e que essa água é então distribuída pelas folhas e pétalas pode soar meio abstrata para os pequenos; com algumas gotas de corante, porém, todo o processo fica visível!

Mais uma vez, a atividade pode servir a um projeto maior: identificar as partes das plantas, reconhecer diferentes flores e árvores, descobrir de que elas precisam para viver, quais os benefícios para nossa saúde e o meio ambiente.

O experimento é bastante rápido: em menos de uma hora, as flores estarão coloridas (foto: Growing a Jeweled Rose)

O experimento é bastante rápido: em menos de uma hora, as flores estarão coloridas (foto: Growing a Jeweled Rose)

Para o experimento, você vai precisar de corante, anilina ou tinta aquarela diluída em água. Além disso, peça para cada criança colher uma flor branca (que tal fazer uma pequena horta ou jardim com a sua classe como parte do projeto? Assim, você estimula a sustentabilidade e consciência ambiental). Deixe que elas mesmas pinguem a tinta na água e coloquem suas flores no copo. Com turmas mais velhas, experimente dividir o caule em dois e tentar duas cores ao mesmo tempo!

É recomendado começar essa atividade no início da aula: pode levar cerca de uma hora para as pétalas serem totalmente coloridas, então, as crianças podem verificar suas flores no intervalo ou no final do dia.

3- Descubra a Direção do Vento

Essa biruta adaptada é fácil de fazer e divertidíssima para uma tarde ao ar livre (foto: Doc Momma)

Essa biruta adaptada é fácil de fazer e divertidíssima para uma tarde ao ar livre (foto: Doc Momma)

Bastam tiras de tecido ou papel crepom para produzir uma biruta de vento (também chamado de cone de vento), que mostra a direção para onde o vento está soprando. Essa atividade pode ser inserida em um projeto sobre os estados físicos da matéria (sólido, líquido e gasoso), os elementos da natureza (terra, água, vento) ou mesmo uma aula sobre meios de transporte, já que a biruta era usada na decolagem e aterrissagem de aviões, para indicar as melhores condições de voo.

Deixe que as crianças apanhem um galho ou graveto no pátio da escola, ou usem palitos de picolé como base para as birutas. Além de papel ou tecido, elas podem sugerir outros materiais: barbantes, penas, fitas coloridas, sacolas plásticas. Explore essa criatividade: mesmo no caso de elas escolherem materiais pesados demais, que não se movam com o vento, permita que elas mesmas façam essa descoberta, comparando-os com outros mais leves.

Depois, basta ir para fora e brincar com o vento. Outro modo de descobrir a direção do vento é bastante simples: lamber a ponta do dedo (aumentando a sensibilidade) e erguê-lo para cima, para sentir a brisa.

Materiais diferentes irão voar mais ou menos dependendo do peso. Destaque essa diferença para que as crianças percebam objetos leves e pesados (foto: St. Vincent's Preschool)

Materiais diferentes irão voar mais ou menos dependendo do peso. Destaque essa diferença para que as crianças percebam objetos leves e pesados (foto: St. Vincent’s Preschool)

4- Caça aos Insetos

Apetrechos como a lupa vão tornar a caça aos insetos ainda mais divertida para a Educação Infantil (foto: Sun and Earth)

Apetrechos como a lupa vão tornar a caça aos insetos ainda mais divertida para a Educação Infantil (foto: Sun and Earth)

Para essa atividade, vale a regra de não machucar ou matar os animais – o objetivo é observá-los e conhecê-los melhor. Proponha uma exploração nos terrenos da escola, em que as crianças devem encontrar insetos e aprender sobre eles. Pode ser parte de um projetos sobre seres vivos, ou especificamente sobre insetos, e iniciar uma discussão a respeito de diferentes espécies, partes do corpo, quais animais voam ou rastejam, de que se alimentam, se são ou não perigosos.

Dê a cada criança uma folha de papel ou caderno de desenho e peça que elas levem suas canetinhas ou lápis de cor. Outros apetrechos, como lupas ou redes de pegar borboletas, podem tornar a brincadeira ainda mais interessantes. O objetivo é que cada criança encontre alguns insetos diferentes e faça o registro desenhando suas descobertas. Reserve um bom tempo para a atividade e encoraje-as a prestar atenção em todos os detalhes!

Você pode estabelecer uma meta com a turma quanto ao número de insetos ou deixar o tempo livre para que elas desenhem os que mais interessarem (foto: Coudal)

Você pode estabelecer uma meta com a turma quanto ao número de insetos ou deixar o tempo livre para que elas desenhem os que mais interessarem (foto: Coudal)

Em sala, peça que elas compartilhem seus achados e exponham seus desenhos para a classe, explicando os insetos que viram. Caso elas tenham interesse, proponha uma pesquisa mais aprofundada sobre os preferidos da turma.

Que tal aproveitar para criar atividades sobre natureza?

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4 brincadeiras simples para estimular a motricidade na Educação Infantil

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Atividades/Movimento/Natureza e Sociedade
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4 brincadeiras simples para estimular a motricidade na Educação Infantil

A motricidade se desenvolve naturalmente durante toda a primeira infância: a motricidade ampla, quando a criança corre, pula ou se equilibra, por exemplo; a motricidade fina ao amarrar os cadarços ou segurar os talheres para se alimentar sozinha. Porém, há infinitas opções de atividades para que pais e educadores incentivem ainda mais essas competências. E se engana quem acredita que elas requerem um grande investimento – hoje, selecionamos apenas brincadeiras feitas com materiais comuns, que todos devem ter em casa (ou no pátio da escola).

Essas brincadeiras fazem parte do site Massacuca, em que duas mães elaboram, testam e escrevem sobre atividades lúdicas para a primeira infância (nós já entrevistamos as criadoras do projeto no post A diferença entre brincar e ter brinquedos). Conhecemos a ideia do Massacuca no encontro Social Good Brasil Lab deste ano, em que 50 iniciativas sociais de todo o país – incluindo a Eduqa.me! – aprendem sobre como empreender e, ao mesmo tempo, trazer benefícios para a sociedade. Como estamos sempre em busca de novidades que possam melhorar a Educação Infantil, uma parceria foi inevitável.

Aqui estão selecionadas uma brincadeira para cada faixa etária.

#1 Saco sensorial

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Só o que é preciso para essa atividade é um saco plástico grande e bastante gel de cabelo. Outros pequenos objetos podem ser adicionados para tornar o toque ainda mais interessante: na foto, há estrelinhas metálicas, compradas na papelaria, e bolinhas de gel. Lantejoulas, bichinhos de borracha, pompons ou botões são alternativas à mistura.

A dica é colar as extremidades do saco plástico no chão com fita crepe ou dupla face, para que as crianças possam engatinhar ou andar sobre ele com mais segurança. Também é possível usar várias sacolas menores, contendo texturas diferentes (areia, terra, gelatina) para que elas possam comparar uma à outra.

Idade indicada:

  • A partir dos 9 meses, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • É necessário que o plástico seja grosso, para não ser perfurado durante a exploração – caso isso aconteça, o melhor é interromper a brincadeira para que nenhuma criança engula as peças;
  • Dê preferência ao gel inodoro ou com perfume suave, especialmente se preparar a atividade para bebês.

# 2 Cortina sensorial com garrafas

Garrafas recheadas com todo tipo de material podem ocupar as crianças por horas em uma brincadeira coletiva (foto: Massacuca)

Garrafas recheadas com todo tipo de material podem ocupar as crianças por horas em uma brincadeira coletiva (foto: Massacuca)

Nesta brincadeira, garrafinhas cheias dos mais diversos materiais são penduradas formando uma cortina para que as crianças explorem diferentes texturas, pesos e temperaturas. Na foto, foram 50 combinações diferentes, dentre elas:

  • Garrafas leves, com penas, isopor, papel e folhas;
  • Garrafas pesadas, com areia, pedrinhas, farinha, água ou gel;
  • Garrafas sonoras, com grãos, macarrão, clipes de papel, botões, arroz, conchas ou palitos de dente;
  • Garrafas com água gelada e água morna;
  • Garrafas com “movimento”, em que grãos ou pequenos objetos flutuam na água, no gel ou mesmo no ar (no caso de penas e ou flocos de isopor);
  • Garrafas com pequenas reações químicas, como água e óleo ou água e um pouco de detergente (que causará espuma assim que for chacoalhado).

E por aí vai, é só dar asas à imaginação.

Idade indicada:

  • A partir de 1 ano de idade, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • As garrafas precisam ser bem lavadas por fora, já que crianças menores podem colocá-las na boca;
  • Garanta que as tampas estão bem fechadas e lacradas com fita adesiva, para não se abrirem durante a atividade – caso isso ocorra, retire aquela garrafa de circulação para que o conteúdo não seja ingerido!

#3 Carimbos naturais

Carimbos feitos de vegetais são uma atividade criativa que exercita a motricidade fina (foto: Massacuca)

Carimbos feitos de vegetais são uma atividade criativa que exercita a motricidade fina (foto: Massacuca)

(foto: Massacuca)

(foto: Massacuca)

Os formatos dos carimbos podem ser feitos com ajuda de uma faca pequena ou de cortadores de biscoitos (aqueles em formato de estrelas ou corações) – essa parte da atividade, é claro, deve ser preparada com antecedência por um adulto, porém as crianças podem ajudar escolhendo os formatos. Batata, cenoura, pimentão e erva-doce foram usados na foto acima, mas vale explorar outros vegetais disponíveis. A dica é aproveitar aqueles que você tem em casa, mas já não estão tão bons para o consumo.

Segundo as mães, brincar com os alimentos ajuda a fortalecer a relação com a comida e promove a alimentação saudável. Afinal, as crianças que tiveram contato com as verduras em um contexto divertido e de descoberta não devem achá-las tão “nojentas” na hora da refeição. Incentive as comparações entre cada alimento: qual tem a casca mais áspera, qual é macio, qual tem sementes, etc..

Idade indicada:

  • A partir dos dois anos, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • Lave bem as verduras e deixe-as secando sobre papel toalha antes de recortar os carimbos;
  • Use tinta guache ou tinta feita em casa – preste atenção nos rótulos para não expor as crianças a tintas tóxicas;
  • Vigie atentamente o grupo para que nenhuma criança coma os vegetais usados na brincadeira.

#4 Galhos e lã

Perfeito para trabalhar a destreza dos dedos, os enfeites de galhos e lã ficam lindos (foto: Massacuca)

Perfeitos para trabalhar a destreza dos dedos, os enfeites de galhos e lã ficam lindos (foto: Massacuca)

Para essa atividade, não há segredo: convide a turma para sair da sala de aula e recolher galhos de diferentes tamanhos no pátio. Então, sentem-se juntos para fabricar os enfeites com novelos de lã coloridos. A brincadeira consiste em enrolar os galhos com diferentes combinações de cores, exercitando a motricidade fina. Você também pode usar fitas e barbantes.

Idade indicada:

  • A partir dos 3 anos, sempre com supervisão de um adulto.

Cuidados

  • Cheque os galhos encontrados pelas crianças para garantir que eles estejam em bom estado, sem fungos ou insetos;
  • Dê galhos menores (gravetos) para os alunos mais novos, para prevenir acidentes;
  • Se houver espinhos ou pontas afiadas em alguns galhos, retire-as antes de entregá-los às crianças.

Gostou das ideias? Não esqueça de observar a atuação dos pequenos: a maneira como eles manuseiam os objetos explica seu desenvolvimento motor; assim, é possível compreender quem precisa de mais estímulo e atenção e quem já está pronto para novos desafios.

Quanto mais controle das mãos e pontas dos dedos, mais segura a criança estará para segurar o lápis e escrever, no futuro, quando chegar o momento da alfabetização.

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A importância de brincar ao ar livre – e o que cada brincadeira pode ensinar às crianças

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

Atividades/Movimento/Natureza e Sociedade/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
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A importância de brincar ao ar livre – e o que cada brincadeira pode ensinar às crianças

Já trabalhei em uma escola onde tudo era motivo para manter as crianças dentro do prédio: a lama nos tênis sujaria o piso, as gargalhadas muito altas perturbariam outras turmas, alguém poderia se machucar, “acho que vai chover”. Realmente, o trabalho de toda a equipe, desde professores até funcionários que cuidam da limpeza, se torna mais fácil uma vez que os alunos estão sempre entre quatro paredes. O desenvolvimento infantil, porém, é prejudicado – e não apenas nas habilidades físicas, como você poderia imaginar.

Sim, as crianças ficarão sujas no pátio. Algumas provavelmente voltarão com arranhões e podem acontecer pequenos conflitos entre colegas. Respire fundo. Tudo isso é positivo (até mesmo as brigas) e está estimulando o cérebro. Como? Vamos aos fatos.

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

O que dizem as pesquisas

Há inúmeros estudos sobre o tema que comprovam os benefícios de se deixar as crianças brincarem ao ar livre. Uma pesquisa da Universidade de Regina, no Canadá, acompanhou 306 crianças e jovens para medir o tempo que cada um deles passava brincando do lado de fora. Concluíram que aqueles que gastavam mais horas ao ar livre não só estavam em melhor forma física como eram 3 vezes mais propensos a atender às diretrizes de atividades físicas diárias.

Outra pesquisa, chamada de Teoria da Higiene, afirma que estar em contato com a natureza – e com a sujeira, as bactérias e tudo o mais que preocupa pais e cuidadores – é, na verdade, positivo e ajuda na criação de anticorpos. Crianças acostumadas a ambientes esterilizados, por outro lado, têm maior tendência a ficar doentes e desenvolver alergias.

A coletividade e o trabalho em equipe são algumas das competências estimuladas nas brincadeiras ao ar livre (NPR)

A coletividade e o trabalho em equipe são algumas das competências estimuladas nas brincadeiras ao ar livre (NPR)

Quais as vantagens de brincar lá fora

A lista é longa. De acordo com pediatras, psicólogos e educadores, brincadeiras ao ar livre estimulam:

  • A atividade física – ter espaços abertos para correr torna as crianças mais ativas e elas passam a ter mais energia para realizar qualquer tarefa;
  • O aprendizado – quanto mais a criança se move nos primeiros anos de vida (dos 0 aos 6), maior é o estímulo cerebral. Isso ocorre especialmente no cerebelo, região responsável pela organização espacial e equilíbrio. O desempenho em sala de aula também melhora: há uma relação positiva entre os exercícios físicos e brincadeiras coletivas com o rendimento intelectual;
  • A criatividade – levar as crianças para o pátio sem brinquedos pré-fabricados permite que elas inventem as próprias brincadeiras e coloquem a imaginação para funcionar. Por estarem em um ambiente em que nem tudo é controlado, elas aprendem a lidar com imprevistos e elaborar soluções;
  • A autonomia – crianças que brincam ao ar livre com maior frequência costumam ser mais independentes. Mas, atenção: para isso, é preciso que os adultos se afastem e permitam espaço para que elas mesmas tentem resolver seus problemas;
  • A coletividade (ou as relações sociais) – nada de deixar cada um brincando em um tablet ou celular. Desenvolva atividades em grupo, que ensinam os pequenos a criar laços entre si, lidar com discordâncias e comportamentos alheios. Se possível, permita que turmas de idades diferentes passem tempo juntas; dessa forma, elas aprenderão mais umas com as outras;
  • A saúde – a princípio, brincar do lado de fora faz com que as crianças desenvolvam anticorpos e se tornem mais resistentes a doenças. A luz do sol também é necessária para o crescimento saudável. Contudo, outro ponto positivo é que elas passem a conhecer seus corpos e saibam quando estão bem (ao arranhar um joelho, por exemplo), ou quando de fato precisam de ajuda (quando sofrem um ferimento mais sério).
  • O contato com a natureza – esses são os momentos em que elas podem interagir com o espaço natural. É brincando ao ar livre que as crianças vão reconhecer diferentes texturas (areia, barro, água, grama), experimentar e identificar horas do dia (manhã, tarde ou noite) por causa da luz, encontrar cheiros e sensações desconhecidas.
Os espaços devem ser verdes, com gramado, plantas e playground, para atrair as crianças (foto: G2G Outside)

Os espaços devem ser verdes, com gramado, plantas e playground, para atrair as crianças (foto: G2G Outside)

Qualquer lugar vale?

Não. Pátios e parques devem ser espaços verdes, com gramado e, de preferência árvores e plantas. O playground, com balanços e escorregador, é outro atrativo para os pequenos.

Por outro lado, áreas de chão batido, cimentadas, sem aparatos para brincar não são convidativas. Cientistas na Dinamarca analisaram o comportamento de meninos e meninas em diversos pátios e descobriram que, quando essa é a opção apresentada, as crianças tendem a ficar mais tempo paradas, o que contribui para o sedentarismo.

As brincadeiras antigas têm espaço garantido e trabalham habilidades como ritmo, agilidade e força (foto: Online Athens)

As brincadeiras antigas têm espaço garantido e trabalham habilidades como ritmo, agilidade e força (foto: Online Athens)

Resgate brincadeiras da sua infância

Ao levar sua classe para fora, por que não relembrar algumas de suas brincadeiras favoritas? A Revista Crescer listou algumas brincadeiras tradicionais e quais habilidades elas desenvolvem:

  • Amarelinha, peteca ou pião – combinam visão e coordenação motora, além de desenvolver força, destreza e senso de distância;
  • Corrida de saco, pular corda ou elástisco, pula-sela – estimulam a força física e o ritmo, já que os participantes precisam coordenar movimentos;
  • Morto-vivo, cabra-cega, esconde-esconde, pega-pega, caça ao tesouro – além da coordenação motora e agilidade, esses jogos promovem o pensamento estratégico e o trabalho em equipe;
  • Cabo de guerra – ensina a unir forças e trabalhar em conjunto por um objetivo;
  • Catavento, pipa ou pé-de-lata – ótimas opções para as crianças construírem os próprios brinquedos, usando a motricidade fina e a criatividade;
  • Bambolê, batata-quente, dança das cadeiras, queimada – combinam motricidade fina, agilidade e ritmo;
  • Roda, ciranda-cirandinha, escravos de Jó – boas alternativas não só para trabalhar a coletividade, como também para ampliar o conhecimento cultural das crianças, com músicas populares de diferentes épocas e regiões.

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Leia mais:

Revista Crescer – Brincar ao ar livre faz bem

Revista Crescer – Brincadeiras que atravessam gerações

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Guia Infantil

Hype Science

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