Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

Fonte: apostila PPI

Atividades/Registros
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Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

A importância do brinquedo para o desenvolvimento da criança é fato. Longe de ser um objeto qualquer para ocupar as crianças nos seus momentos livres, os brinquedos são fundamentais para o estabelecimento de relações de simbólicas e de constituição da personalidade, além de poderem ser mediadores de funções pedagógicas.

Daí a necessidade de que a escolha do brinquedo, pelo adulto, seja criteriosa e leve em conta, além de aspectos ligados à segurança e ao interesse da criança, a faixa etária de quem irá brincar com ele.

A apresentação das brincadeiras (em escolas, creches, em casa) às crianças de diferentes idades e a aprendizagem dessas brincadeiras, do mesmo modo, também dever ser estabelecida a partir de um critério mediado por adultos.

Afinal, algumas brincadeiras exigirão das crianças habilidades específicas, só adquiridas

Os ambientes fechados devem ter estimulos adequados, sem exageros visuais e com mobiliários adequados, levando em conta as faixas etárias.

Ao ar livre as atividades devem acontecer nos horários de sol saudável. Deve ser observado se a areia é tratada e se não há objetos como lascas, pregos, vidros e outros objetos perigosos.

É muito importante utilizarmos a brincadeira não como o único recurso para estimular o aprendizado, mas como mais um, entre outros, como as artes, o movimento e a música. Para tanto, devemos considerar que: brincar deve acontecer num espaço seguro, sempre com um adulto por perto.

Espaços Lúdicos:

  •  A brinquedoteca
  • O cantinho da leitura
  • A sala de música
  • A hora do lanche

Além de tudo isso, brincar é bom demais, não é mesmo? Há algo mais agradável do que o sorriso de prazer de uma criança que está se divertindo?

 

Gostou?

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

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Atividades para desenvolver a Linguagem Oral

Fonte: Ocliclorama

Atividades/Linguagem/Registros
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Atividades para desenvolver a Linguagem Oral

Projeto Canguru: lendo juntos

Essa é uma atividade que foi desenvolvida pela professora Regina Zenoveli da CEI Padre Gregório Westrupp.

Esse material faz parte de um projeto intitulado”Formação continuada em Desenvolvimento Cognitivo, com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Área de conhecimento

Linguagem

Faixa etária

A partir dos 2 anos.

Objetivo

  • Estimular a linguagem oral;
  • Ampliar o vocabulário;
  • Explorar a organização temporal dos eventos, as relações de causa e consequência;
  • Promover o envolvimento da família com a criança e a escola;
  • Desenvolver o interesse pela leitura e o comportamento letior;

Habilidades a serem estimuladas

  • Linguagem oral;
  • Ampliação de vocabulário;
  • Desenvolvimento das habilidades narrativas (organização temporal, seleção das ideias mais importantes, uso de elementos linguísticos mais refinados).

Material

Caderno (de desenho) pintado ou decorado com adesivos – conforme a preferencia do professor.

Descrição da Atividade

A cada semana, um aluno leva para casa o livro de histórias que está sendo trabalhado no bimestre (ou no mês) junto a um caderno decorado dentro de uma sacola com lápis de cor. Os pais recebem a instrução para registrar no caderno o que a criança achou da história ou alguma coisa que ela ou os pais queiram compartilhar com a turma ou com a professora. Ao lado da folha de registro, a criança terá que fazer um desenho livre relacionado à história contada.

No próximo dia da contação de história, a criança conta para o grupo o que lembra da história, a professora lê o texto que foi escrito para a turma , parabeniza o aluno pelo trabalho e depois repassa a sacola com o projeto para outro colega. Até que todos tenham levado a sacola para suas casas pelo menos uma vez.

Sugestões para que os pais possam tornar a leitura mais interessante para a criança: 

  • Fazer perguntas
  • Explorar as imagens
  • Usar vozes diferentes para os personagens
  • etc

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças.

Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!

Fonte: Livreto PPI-
Atividades para Desenvolvimento da Linguagem Oral

Em seu registro, reflita:

  • As crianças foram capazes de realizar a atividade com base em seu conhecimento prévio? Como foi a participação dos pais nessa atividade?
  • Entenderam o objetivo da atividade e cumpriram a proposta?
  • Estavam interessadas e se envolveram ativamente na brincadeira? Trouxeram descobertas e fizeram perguntas relacionadas à aula?
  • Identificaram e interpretaram a história do livro?
  • Aprenderam novos vocabulários?
  • Como foi o relacionamento entre a turma?

 

Gostou? Fique ligado!

 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

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O que é o desenvolvimento motor?
Relatórios/Movimento
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O que é o desenvolvimento motor?

Quando pensamos em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas
crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.
Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos interrelacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele irá realizar.
A interação destes aspectos influência na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.
Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão.
Assim, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação, enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais.
Porém, mesmo sendo, de certa forma, previsível, existem fatores que podem colocar em risco o curso normal do desenvolvimento motor, os quais podem ser de ordem biológica ou ambiental.

O que pode atrapalhar o desenvolvimento motor?

O baixo peso ao nascer; a presença de distúrbios cardiovasculares, respiratórios e neurológicos; as infecções neonatais; a desnutrição; as baixas condições socioeconômicas e a baixa escolaridade dos pais são apontados pela literatura científica como elementos que podem atrapalhar o curso normal do desenvolvimento, de modo geral e, em particular, do desenvolvimento motor.
Em função disso, crianças que apresentam tais fatores de risco devem ser acompanhadas mais de perto, com o objetivo de identificação precoce das dificuldades que venha a ocorrer para, assim, poder também ser realizada uma intervenção adequada tão logo seja possível.
Por volta das 40 semanas de gestação, muitas transformações já aconteceram, para preparar o bebê para chegar a um mundo diferente daquele onde ele vive. Estas transformações vão desde as físicas até as emocionais e muito do que ocorre durante a gestação e o parto podem influenciar o desenvolvimento motor futuro.

A função motora

Fonte: apostila PPI

 

No início da vida, muito das ações motoras dos bebês são reflexas, logo, involuntárias. Em função disso, antes de descrever mais detalhadamente as aquisições motoras relacionadas a cada faixa etária, faremos alguns comentários sobre os principais reflexos presentes no início da vida, bem como descreveremos, brevemente, cada um deles.

Fonte: PPI

No início da vida, a presença, intensidade e simetria de alguns reflexos são comumente usadas para investigar a integridade do sistema nervoso central e identificar problemas de desenvolvimento neurológico e motor.
Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida pode também indicar algum problema no desenvolvimento neurológico e deve ser visto com cautela.
 Alguns dos reflexos que mencionaremos no próximo post, como o de sucção, preensão palmar, plantar e o da marcha serão, com o tempo, substituídos por atividades voluntárias, outros, como o de Moro simplesmente desaparecerão.

Gostou? Então fique ligado para o próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

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A comunicação da criança autista

Fonte: e.Mix

Desenvolvimento Infantil/Registros/Linguagem
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A comunicação da criança autista

Sabe aquela angústia que sentimos quando estamos tentando explicar uma coisa para alguém e essa pessoa não consegue entender nada, nadica do que falamos?

E mais ou menos a mesma sensação de quando vamos viajar e o inglês não é tão bom quanto imaginávamos e aí você percebe que não entende nada que o outro fala.

Esses dois exemplos coloca em xeque a comunicação eficaz e nos faz lembrar como é importante saber ouvir e saber expressar.
Quando ocorre um ruído no esquema da comunicação nos sentimos mal, ficamos envergonhados ou até mesmo irritados com situações assim. E sabe por que?

O Poder da Comunicação

Porque a comunicação sempre teve e sempre terá um papel muito importante na vida das pessoas, pois através dela, partilhamos sentimentos, conhecimentos, informações e interagimos.
O  ato de se comunicar é uma atividade vital para o convívio  em sociedade e necessita de alguém que transmita uma informação e, outra que a receba, interpretando-a.

Fonte: Google

Um conjunto de gestos, sons, sinais e sentimentos estão envolvidos entre aqueles que se
comunicam e, muitas vezes, a forma com que as pessoas interpretam estes códigos, pode fazer da comunicação uma sucessão de mal-entendidos.
A professora diz uma coisa e o aluno percebe outra; a mãe pede uma coisa ao filho e este, interpreta de uma maneira diferente, ou seja, nos processos de comunicação entre as pessoas é natural que isto aconteça, contudo, no caso de crianças com autismo, isso pode ser ainda mais complicado, devido a inabilidade que elas possuem para se comunicarem.

A comunicação da criança autista

No lugar de dizer não quero, a criança com autismo pode ser agressiva pelo fato de ter
dificuldade em falar, manifestar ou dar a conhecer aquilo que sente e pensa.
Desta forma, é possível refletir que no autismo, a comunicação e o comportamento podem estar interligados, por isso, a importância de estarmos atentos à forma com que esta  comunicação ocorre com o nosso aluno no processo de aprendizagem.

Um exemplo inquietante é sobre o vocabulário que utilizamos ao solicitar que as crianças façam algum exercício ou atividade.

Pedimos ao aluno para grifar, circular/rodear, desenhar, escrever, enumerar, enfim, será que ele sabe o que significa circular ou rodear uma palavra? E aí pode estar um dos mal-entendidos mais comuns, pensarmos que o aluno não aprende, sendo que não verdade ele não percebe o significado daquilo que o professor pede.
Em situações como a descrita acima, é provável que a criança se desorganize ou dispense um tempo muito  maior para a realização daquela tarefa, devido a este “possível desconhecimento” sobre o enunciado da atividade, gerando assim, uma dificuldade na comunicação entre professor e aluno e até problemas no comportamento desta criança.
Existe uma ansiedade que é boa e natural, por parte dos pais e dos professores, em saber o método mais adequado para alfabetizar as crianças com autismo, sugestões de estratégias, recursos e etc.

Entretanto, há algo que necessita anteceder esta preocupação, que é compreender o comportamento deste aluno.

Observar e conhecer seu alunado

Por que o meu aluno é agressivo?

Em que situação esta agressividade ocorre?

Em que lugar?

Tempo?

Quais são as pessoas envolvidas?

Como posso entender o comportamento de oposição?

Por que ele não faz esta atividade?

Como ele se comunica?

Do que ele gosta ou não gosta?

Quais são os seus brinquedos preferidos? 

Estas e outras dezenas de perguntas podem ajudar o professor a construir um mapa  das
características deste aluno para  traçar diretrizes que o permita organizar e planejar o trabalho pedagógico, sempre com a colaboração da família e dos terapeutas envolvidos.

Registre o comportamento

O que pode aproximar o diálogo entre esta tríade; família – escola – terapeutas e também  facilitar muito na comunicação entre todos, são os registros dessa criança.  Isso mesmo! Registrar o comportamento dessa criança, relatando experiências, sugestões, compartilhando algo de sucesso ou também para pedir ajuda!

Você pode fazer isso na Eduqa.me em registros individuais.

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Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal
Atuar na perspectiva da inclusão, necessita que muitas barreiras sejam quebradas!
A barreira  do medo, para podermos interagir e nos aproximar com segurança da criança com autismo quando ela apresenta algum comportamento agressivo.
A barreira da insegurança, quando achamos que somos incapazes de trabalhar com estes alunos.
A barreira da comunicação, ou ausência dela, quando não conseguimos perceber aquilo que o nosso aluno quer nos dizer. A barreira da descrença, quando não acreditamos que é possível ensinar em contextos
difíceis e tão diversificados.
Entre tantas outras barreiras que poderemos encontrar, a principal a se vencer é a da
descrença, pois ACREDITAR é a palavra-chave desta discussão.
Será a nossa crença que nos mobilizará a conhecer mais, estudar e aprender mais, buscar ajuda, confiar em nós mesmos e ir em frente!
Que todos tenham ótimos desafios!

Leia mais em: A inclusão do aluno com autismo

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Fonte: Revista Parque Sonoro

Desenvolvimento Infantil/Música e artes
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JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Tenho o costume de adorar uma boa prosa.
Gosto mesmo de tomar um café, prosear e buscar entender sobre as organizações, as motivações e como, de onde ou de quem nasce um projeto.
Ontem estava visitando uma Creche em São Paulo e, durante o papo, que a propósito estava interessantíssimo, a Coordenadora pedagógica me falou sobre o Parque Sonoro.

Você já ouviu falar nesse parque?

Pra mim aquilo tudo era novidade e, naturalmente, fiquei curiosa e desejando saber mais e mais “conte-me tudo, prof”!

Tudo bem que o nome por si só já diz tudo: PARQUE SONORO. Tá, é um parque com sons, certo?

Mas de onde vem? Por que surgiu? Por que não é comum ver esse parque nas Escolas ?
Consegui ganhar a atenção da coordenadora e ela me conduziu até sua sala para começar a esclarecer toda essa história de parque e som.

O Parque Sonoro

Sentei na sua frente, como uma mãe que espera a informação de um filho, e ela seguiu abrindo seu armário e tirando de lá uma revista intitulada “Parques Sonoros da Educação Infantil Paulistana”
A coordenadora me contou que esse era um projeto da Secretaria Municipal de Educação (SME), que foi criado pela Divisão de Educação Infantil e que a proposta chegara a ela por meio dessa revista, mas que apesar da revista trazer concepções e proposta de como trabalhar a percepção sonora, pela falta de tempo e mãos, estava sendo um pouco complexo colocá-lo em prática.

O Objetivo

A revista tem como objetivo auxiliar educadores nas reflexões e discussões sobre o movimento musical no currículo e nas propostas pedagógicas.
Veja trechos da carta que a Ana Estela Haddad aos educadores:
O Parque Sonoro é uma ideia motivadora, um pretexto que possibilita a investigação acerca dos sons, a abertura para o novo. A relação da criança com o objeto, transformação do objeto em instrumento, interagindo, atuando e imaginando – a exploração sonora, rítmica e melódica.
Para participar, devemos reeducar antes a nós mesmos, que vivemos em um mundo sonoro, mas raramente paramos para ouvir os sons que nos cercam.
Cabe à professora observar e oferecer à criança “um encorajamento delicadamente equilibrado”, apoio para enriquecer sua experiência.
 
“Meu filho mudou lá em casa… tudo é som!” (mãe de um aluno da Educação Infantil)
“Agora eu sou uma banda”, (Clara, 5 anos)
“Quando a contação de história começava, os pequenos pegavam os brinquedos sonoros para que esses objetos fizessem parte da história. A hora da história ganhou mais vida, mais alegria.” (Professora)
Busquei mais informações e encontrei esse vídeo  que explana um pouco sobre como os parques estimulam o aprendizado.

Agora que você, assim como eu, sabe tudo sobre o parque sonoro, que tal se inspirar e colocar esse projeto em prática na sua escola também?

O parque sonoro é uma ideia interessantíssima e proporciona aos alunos aprendizado por meio de sons e aos educadores uma reflexão sobre a prática, mas para que isso aconteça é preciso planejar.

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos.

Legal, não é?

Então vem bater panela e experimentar essa maravilha.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

A IMPORTÂNCIA DE ENSINAR SOLIDARIEDADE ÀS CRIANÇAS

Fonte: blog oxfamintermon

Atividades/Rotina pedagógica/Socioemocional
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A IMPORTÂNCIA DE ENSINAR SOLIDARIEDADE ÀS CRIANÇAS

Fonte: Google

Como você pode ver, no quadro acima, a palavra solidariedade tem vários significados. E em todos esses significados o grande conceito é o ato de ajuda ao próximo sem esperar algo em troca. Portanto, ser solidário é possuir empatia pelo sofrimento do outro.

Diante disso, a pergunta que fica é:

Qual a importância de ensinar solidariedade para seus filhos e alunos?

A visão tradicional da educação, em termos gerais, restringe-se a ensinar conteúdos objetivos direcionados a preparar crianças e jovens para exercerem alguma profissão, certo?

Certo. Mas, além disso, o entendimento de educação tem sido alterado com a mudança de hábitos da população, onde uma parcela considerável de pais tem terceirizado a educação somente para as escolas e é aqui que começamos a ter um gargalo na demandas que recebemos dos pais e das Escolas.

Todo educador sabe que a educação vai muito além de matérias e conteúdos objetivos definidos pelo MEC; como matemática, português ou história. Quando abordamos o tema “Educação”, precisamos entender que educar é transmitir valores e conhecimentos, objetivos e subjetivos, não é mesmo?

Valores subjetivos

No contexto em que vivemos, onde as inovações transformam a maneira como nos relacionamos, como trabalhamos e como lidamos com as constantes e abruptas mudanças de paradigmas, o ato de educar ganha proporções ainda maiores e esse valores subjetivos também.
Educar é, acima de tudo, ajudar um ser humano a ser capaz de tornar o mundo um lugar melhor, que possa compreender a inteligência emocional e consiga relacionar com o ecossistema em que ele está inserido, respeitando todas as formas de vida existentes.

Que compreendendo as suas emoções e necessidades possa, também, compreender a inteligência estratégica e executora, para ser capaz de reaprender conceitos, agir para alcançar objetivos e contribuir para transformar o estado do mundo.

E isso nada mais é que o conceito que vimos ali em cima. Isso é solidariedade pura, gente! E é por isso que é tão importante praticar e ensinar a solidariedade para seus alunos e filhos, a criança aprende a relacionar-se com o mundo reforçando valores como respeito, amor, responsabilidade, compaixão, valores esses indispensáveis para a construção do caráter e para um cidadão consciente.

Solidariedade na Prática

Uma prática interessante para ensinar solidariedade é conectar as crianças, o mais cedo possível, com o trabalho de ONGS de causas diversas.

Educar crianças estimulando-as a interagirem com animais abandonados, com outras crianças com alguma deficiência ou limitação, por exemplo, amplia o universo a ser conhecido e absorvido pelas crianças, bem como sua capacidade de assimilar diferenças e potencializar sua afetividade.

Fonte: R7

A evolução das gerações tem soprado que as futuras gerações serão de uma sensibilidade completamente superior que a geração X, por exemplo. Esse jovens, chamados de Millenials já são uma geração mais abertas às novidades, sem um sentimento grande de posse e que se permitem errar mais e, consequentemente,errando mais aprendem muito mais.

Outro ponto bem interessante é que há muito mais descolamento (desassociação) das gerações anteriores e, justamente por isso, vivemos um momento de maior transformação em várias áreas da sociedade, como a política e até mesmo a relação e concepção do emprego.

Cito como exemplo o empreendedorismo. Ele é muito mais discutido e incentivado do que em gerações anteriores – o empreendedorismo social – aparece como um expoente, transformando a forma como negócios se relacionam com a sociedade, dando surgimento a empresas comprometidas em cuidar do mundo.

Desafio

Quanto maior a transformação, maior a responsabilidade. Com tanta tecnologia, tanta informação e tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo o que falta mesmo é aprofundar as relações.Um dos grandes desafios das próximas gerações será manter interações reais e significativas que vão nutrindo, no cotidiano das pessoas, os valores que foram ensinados em sua infância. Isso porque caminhamos para um mundo cada vez mais digital e menos físico, onde as relações podem tornar-se cada vez mais superficiais.

E é por essas e outras que ensinar a solidariedade às crianças acaba sendo uma “matéria”obrigatória.

Afinal de contas, ensinar solidariedade para as crianças é garantir que iremos nutri-las com experiências benéficas e profundas para que elas possam levar consigo valores importantes por todo seu crescimento e evolução.

Gostou? Não tem como não gostar, não é mesmo? Aproveita para entrar na Eduqa.me e criar materiais que podem ser compartilhados com outros professores de todo o Brasil.

Comece a fazer seus semanários na plataforma Eduqa.me e tenha mais facilidade na hora do planejamento. Além de fazer isso em poucos minutos você vai se encantar com os registros individuais.  

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Texto co-criado com Lucas Borges, fundador da Risü, plataforma que disponibiliza cupom de desconto de mais de  300 lojas online e transforma compras em doação para ongs. É consultor de inovação e empreendedorismo social. Eleito como Jovem Empreendedor Social do Ano, em 2016 pelo Prêmio Laureate e pela International Youth Foundation. É membro Global Shapers, uma  iniciativa do World Economic Forum.

 
 
E o que é ser criança hoje?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Identidade e autonomia
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E o que é ser criança hoje?

É senso comum ouvirmos dizer que as crianças de hoje são muito diferentes do crianças do passado.
Por que será que ouvimos e falamos tanto essa frase? O que será que mudou tanto o nosso conceito sobre a infância e a escola? Bom, não sei apontar exatamente o que mudou mais com toda certeza está tudo bem diferente.

Você concorda?

Nos dias de hoje, faz parte do “sentimento de infância”, ou seja, das peculiaridades dessa etapa do desenvolvimento, a busca pelo novo, pela exploração, pelo lúdico, pela alegria, pelo afeto e pela investigação.
Entendemos que todas essas são características do universo da infância nos dias de hoje. Mas, vale ressaltar ainda a importância de considerar que diferentes contextos sócio-culturais terão forte impacto na maneira como tais peculiaridades se apresentarão.
Por exemplo, o modo de ser de uma criança moradora de uma grande cidade como São Paulo ou Recife será diferente de uma criança que nasceu e cresceu em um vilarejo no interior de Pernambuco.

A concepção sócio-histórica de desenvolvimento

Isso acontece porque as relações que ela estabelecerá, os aparatos culturais que farão parte da sua vida, os valores de sua comunidade, dentre outras coisas, serão diferentes e é na relação com tais aspectos que se dará o desenvolvimento da criança, de seus hábitos, crenças, valores e visão de mundo. É o que chamamos de concepção sócio-histórica de desenvolvimento.
Ou seja, a criança, ao mesmo tempo apresenta características comuns a outras crianças (o sentimento de infância falado acima), mas também se constitui como um ser único.
Quando vemos a criança como um ser único, somos convidados a olhar também para as muitas infâncias que temos hoje e, assim, saímos da busca da uniformidade e homogeneização e passamos a considerar e valorizar as singularidades, diversidades e heterogeneidade.
Outra característica importante da criança de hoje é o seu caráter de protagonismo. Já não são vistas como seres passivos. Pelo contrário, são concebidas como atores sociais, protagonistas de seus processos de desenvolvimento e socialização.
Portanto, conhecer a criança implica em escutá-la, enxergá-la em suas particularidades, desenvolver um olhar atento e sensível tanto para o que ela pode estar dizendo com sua voz e suas ações,como também para o seu contexto sociocultural, alem de concebê-la como produto da sua cultura mas também como produtora dessa mesma cultura.
Ainda considerando algumas características importantes da criança de hoje, destacamos ser esta um “sujeito de direitos”. E o que significa isso?

Sujeitos de Direitos

Conceber as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos significa entendê-las como seres especiais por estarem em desenvolvimento e, para garantir um desenvolvimento saudável, precisam ter alguns direitos garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. Nessa direção, destacamos o
art. 227, da Constituição Federal que diz:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Nesse sentido, cabe ao Estado construir e promover políticas públicas que possam contribuir para garantir um desenvolvimento infantil pleno e saudável. Cabe ao Estado, à sociedade e à família promover os direitos garantidos constitucionalmente e, em decorrência, a proteção integral concebida como prioridade. Assim, nas últimas décadas, essa passou também a ser uma importante característica da criança de hoje, são sujeitos de direitos.

Considerando agora o universo escolar, de modo compatível com essa concepção, de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”.

Sendo assim, um dos grandes desafios dos profissionais que atuam na Educação Infantil consiste em lidar com as crianças considerando suas particularidades e realidades sócio-culturais, considerando o jeito particular da criança de ser e de estar no mundo.

A expectativa

Ao questionarmos a maioria das pessoas (sejam profissionais ou não) sobre a primeira infância, ainda é possível notar que são priorizados aspectos que giram em torno do que esta criança vai “vir a ser” no futuro. Por mais que se pretenda pensar na criança como um sujeito ativo e produtor de culturas, grande prioridade é dada ao preparo do que se almeja dela para o futuro.
Tal anseio é natural, mas não deve prejudicar o reconhecimento das demandas e necessidades da criança no presente. Inclusive, com base nas pesquisas das Neurociências, hoje sabemos que muito desse “futuro” será determinado por um bom desenvolvimento dessa criança no presente.
No entanto, ainda é muito comum a preocupação dos pais para que a criança aprenda logo a ler, que fale logo mais de um idioma, que tenha bom desempenho em esportes, etc pois isso “garantirá” um bom futuro.
Isso não é verdade. Tantos estímulos podem, inclusive, ser um estressor e atrapalhar o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo que também pode fazer com que a criança pule etapas do desenvolvimento necessárias para uma aquisição posterior.
Disto é que surgem as problematizações sobre a concepção da infância na atualidade: a criança já é no presente ou será somente no futuro?
Deve ser considerada no presente ou deve ser vista somente como virá a ser no futuro?
Já sabemos essa resposta, não é? É apenas se desenvolvendo bem no presente que a criança poderá vir a ter um bom futuro.
Ou seja, ao valorizar de forma enviesada o que ela virá a ser no futuro, corremos o risco de deixar de investir na criança do presente, atribuindo a ela funções pouco adequadas a sua fase do desenvolvimento, Isto ocorre quando são priorizadas múltiplas formações acadêmicas que são supervalorizadas como maneiras de prepará-la para o futuro na sociedade. Priorizar atividades inadequadas pode, em muitos casos, gerar uma supercarga de atribuições à criança e ser pouco eficaz para sua fase do desenvolvimento.
Além disto, tais medidas acabam substituindo atividades essenciais para este período e em algumas circunstâncias, reduzem drasticamente o prazer da infância e o tempo para o brincar.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais. Dessa maneira fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro e de fácil acesso.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Mas, afinal, o que é a infância?
Registros/Identidade e autonomia
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Mas, afinal, o que é a infância?

Esta e outras perguntas relacionadas à infância normalmente promovem uma grande e profunda reflexão em nós, profissionais que lidamos com crianças, nos levando às mais variadas respostas.

O que é infância?

A infância é uma área de estudo multi disciplinar e extremamente abrangente. Diversas perspectivas podem ser adotadas para compreender este vasto universo. Portanto, é necessário recorrermos a fontes cuidadosas, baseada em estudos científicos, que nos auxiliarão a percorrer este fascinante mundo da primeira infância.

Durante muitas décadas, o conhecimento sobre o desenvolvimento infantil foi limitado, gerando uma visão restrita e/ou, enviesada da criança.

Adultos em miniatura

Por exemplo, na antiguidade, os gregos utilizavam palavras ambíguas para classificar qualquer pessoa que estivesse em um estágio entre a infância e a velhice, não havendo, portanto, uma diferenciação nas etapas do desenvolvimento infantil. Ainda, na idade média, as crianças eram consideradas “adultos em miniatura”.

Muitos teóricos acreditavam que crianças eram como uma “tábula rasa”, comparando-as a uma folha de papel em branco, que nasce sem “nada escrito” e que é “preenchida” (ou determinada) somente pelas suas experiências pós-nascimento. Essa concepção de desenvolvimento é chamada de “ambientalista”.

Há também a chamada concepção “inatista” que, ao contrário, vai defender que tudo As diferentes concepções do que é ser criança ao longo do tempo e de como o sujeito será é determinado por fatores genéticos e que, ao nascer, todas as potencialidades da criança já estão pré-determinadas. Há ainda uma terceira concepção de desenvolvimento, que hoje tende a ser mais aceita, que é a concepção interacionista ou sócio-interacionista, que considera as influencias (ambientais, sociais e biológicas) na constituição do sujeito e em seu desenvolvimento.

Assim, consideramos importantes as tendências genéticas e as características biológicas do bebê ao nascer, mas as experiências que ele viverá e as relações sociais e afetivas que estabelecerá terá um papel fundamental no curso do seu desenvolvimento, em todas as suas dimensões (cognitiva, afetiva, social e física). De acordo com os estudos da Psicologia do Desenvolvimento, a infância é um período de mudanças bio-psico-sociais que vai desde o nascimento até o ingresso na puberdade, por volta dos doze anos de idade.

É um período de profundas transformações que serão fortemente influenciadas pelas experiências que as crianças irão viver ao longo desse período. Esta mesma definição é adotada por autoridades no assunto, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1989, e também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A criança de ontem e o que é ser criança hoje?

As características da infância mudam com o tempo em função das diferenças sócio-culturais, econômicas e geográficas de um dado contexto histórico.

 

Portanto, a criança de hoje não é exatamente igual à do passado, nem será igual à que virá nos próximos séculos, uma vez que os contextos sócio-histórico e culturais também serão modificados.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

 

 

 

DANÇOTERAPIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Fonte: A crítica

Atividades/Movimento/Semanários/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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DANÇOTERAPIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Se tem uma coisa que aprendi a observar nos últimos anos é a maneira como as pessoas se movem. E isso aconteceu a partir da minha evolução nos estudos de psicologia, educação, pedagogia, literatura e todas as demais leituras sobre autoconhecimento.

O que acontece é simples: o nosso corpo reage às nossas emoções e pensamentos!

Isso mesmo. A nossa mente produz todos os dias cerca de milhares de pensamentos diferentes e esses pensamentos estão carregados de emoções e sensações.

Agora vamos pensar sobre isso na Educação Infantil. Bom, é na Educação Infantil que as crianças estão aprendendo a se movimentar e a sentir, certo? Então imagina como entender essa combinação pode ser potente na hora de ajudar a criança a entender e expressar suas emoções.

Mas peraí, agora fiquei na dúvida…emoções ou sentimentos?

Qual a diferença entre emoção e sentimento?

Fonte: Google

Para tudo!

Escrevendo esse texto realmente fiquei na dúvida sobre qual palavra escolher. Então abri uma aba rapidinho e googlei as palavras. A diferença tá aqui ó:

Emoção é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação. A palavra deriva do latim emovere, onde o e- (variante de ex-) significa ‘fora’ e movere significa ‘movimento’.

Sentimento e a ação de sentir, de perceber através dos sentidos, de ser sensível. Capacidade de se deixar impressionar, de se comover; emoção. Expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração.

Trocando em miúdos a emoção, geralmente, é desencadeada por algum pensamento, já o sentimento é o resultado do entendimento que fazemos dessa emoção.

Durante os últimos anos a Educação tem passado por um processo de transformação e um dos temas que todas as Escolas, pais e professores tem colocado bastante ênfase é a Educação emocional. Ora, educando as emoções e os sentimentos das crianças é muito provável que essas crianças terão êxito nas suas vidas pessoais e consequentemente oportunidades e sucesso em suas vidas profissionais.

Você ja ouviu falar de dançoterapia?

Agora vem aquela perguntinha clássica: como ajudar meu aluno a lidar com as suas emoções e sentimentos?

Fiquei intrigada com o assunto e fui entender sobre o que as Escolas tem feito para explorar corpo e mente. E foi então que descobri a Dançoterapia.

Dançaterapia é uma disciplina pedagógico-terapêutica relacionada ao movimento corporal da dança. É uma técnica que une dois campos: a dança e a psicologia.

Dançarino, coreógrafo, considerado como o maior teórico da dança do século XX e como o “pai da dança-teatro”

Nessa área destaca-se Rudolf Laban, um coreográfo que nasceu em 79 em Bratislava Hungria, e morreu em 1958.

Laban desenvolveu uma forma de Dança expressiva, tendo por principal objectivo a expressão das emoções. Ele foi um grande impulsionador do chamado movimento criativo em que o ser pode expressar na dança o que quiser sem nenhuma regra pré- estabelecida.

Sistema de análise, categorização  e notação de movimento

O sistema permite o acesso a uma linguagem  que é descrita pelos movimentos das pessoas. Esse sistema de análise e notação de movimentos baseado em quatro fatores: espaço, peso, tempo e fluxo  e também observa quais são as partes do corpo do indivíduo que move e se pergunta:

Quando se move?

Onde se move?

Como se move?

A metodologia e o seu estudos sobre o corpo tem nos ajudado a nos perceber e perceber o outro através do movimento nos mais variados setores das nossas vidas: artes, educação, psicologia, etc.

Para Laban, existe uma relação muito próxima entre corpo e mente e a forma como nos movimentamos reflete a nossa personalidade.

4 Elementos fundamentais

Fonte: Google

Para que possamos ter uma imagem visual do movimento:

Corpo: como este se organiza, suas conexões e isolamentos ou fragmentações, seus esquemas motores, seus gestos e posturas.
Esforço: enfatiza as qualidades do movimento, o ritmo dinâmico, a motivação interna/externa que aparece na escolha do movimento. Nesta categoria experimenta-se e reflete-se sobre “como” o indivíduo se move em relação a 4 fatores básicos: fluxo, peso, tempo e espaço, isoladamente e em suas múltiplas combinações.
Forma: refere-se ao corpo em suas dimensões plásticas: suas mudanças de volume, o contínuo processo de aparecimento e desaparecimento de novas formas e como este se adapta às suas necessidades internas e externas.
Espaço: situa a pessoa no mundo relacional. Esta categoria inclui explorações da esfera pessoal de movimento, explorações das tensões dimensionais, planares, diagonais ou transversas e das formas cristalinas representativas dessas articulações espaciais.

Estamos ensinando dança ou ensinando pessoas?


Esse vídeo é uma parte do Documentário sobre Rudolf Laban. O Documentário foi realizado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação — FDE.

Para Laban,  o papel da educação é ensinar pessoas , é ajudar o ser humano, por meio da dança, a achar uma relação corporal com a totalidade da existência.

O professor deve encontrar sua própria maneira de estimular os movimentos e, posteriormente, a dança (Laban 1990)

O corpo descreve como e que aspectos do corpo (como por exemplo que partes do corpo são usadas e trabalham em conjunto ou separadamente) são usadas para executar as acções, as posturas, os gestos, ou a sequência de movimentos. Podemos observar e concluir que a gente se movimenta para satisfazer alguma necessidade, retirar prazer e satisfação de algum desejo ou algo que tenha representatividade para gente. O corpo quando dança fala sem usar palavras.

A Dança na escola contempla uma nova proposta de ensino que explora o O papel do corpo e do movimento na Educação Infantil. Diferentemente das técnicas tradicionais e passos marcados e firmes e moldados esteticamente a dança proporcionar ao aluno um contato mais íntimo e efetivo com seus sentimentos, mais ainda… a possibilidade de se expressar criativamente através do movimento.

Essa proposta se resume na busca de uma prática pedagógica mais coerente com a realidade escolar e da personalização do ensino.

Que tal aproveitar para criar atividades de dança?

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Referências:

LABAN, R. Dança Educativa Moderna São Paulo: Ícone, 1990.

LABAN, Rudolf. “Domínio do Movimento.” São Paulo: Summus Editorial, 1978.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Fonte: Revista pais e filhos

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros/Movimento
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O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Quando pensamos em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.
Vocês sabiam que todo o desenvolvimento motor passa por duas posturas fundamentais, das quais depende todo o processo?

Primeira postura fundamental:

Barriga para baixo – Decúbito Ventral

Segunda postura fundamental:

Barriga para cima – Decúbito Dorsal

Esse desenvolvimento também acontece nas seguintes direções:

Da cabeça para os pés – Céfalo Caudal                Do meio para as laterais -Próximo Distal

Qual a importância do profissional da educação infantil saber disso?

Vamos entender melhor o que isso significa?

O desenvolvimento começa pelo controle da cabeça, depois controle do pescoço, depois controle do tronco, quadril, pernas e pés. Paralelamente, surge o controle dos ombros, cotovelo, mãos e dedos.

Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos inter-relacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele irá realizar. A interação destes aspectos influencia na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.

Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão. Em outras palavras, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação (física e cerebral), enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais. Porém, mesmo sendo, de certa forma, previsível, existem fatores que podem colocar em risco o desenvolvimento motor.

Por exemplo: o baixo peso ao nascer; a presença de distúrbios cardiovasculares, respiratórios e neurológicos; as infecções neonatais; a desnutrição; as baixas condições socioeconômicas e a baixa escolaridade dos pais são apontadas como elementos que podem atrapalhar esse curso do desenvolvimento.

Em função disso, as crianças que apresentam tais fatores de risco devem ser acompanhadas mais de perto, com o objetivo de identificação precoce das dificuldades que venha a ocorrer para, assim, ser realizada uma intervenção adequada tão logo seja possível.

Por volta das 40 semanas de gestação, muitas transformações já aconteceram, para preparar o bebê para chegar a um mundo diferente daquele onde ele vive. Estas transformações vão desde as físicas até as emocionais e muito do que ocorre durante a gestação e o parto podem influenciar o desenvolvimento motor futuro.

Você pode ler também sobre 4 atividades simples para estimular a motricidade na Educação Infantil.

E se quiser mais atividades pode acessar o nosso Baú de Atividades Eduqa.me como mostra o exemplo abaixo:

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Importante lembrar:

Fonte: Clia Psicologia

Embora o desenvolvimento motor siga uma sequência dita universal, por exemplo, ninguém anda antes de conseguir equilibrar-se em pé ou sentar-se.

O ritmo de cada conquista do desenvolvimento será em muito influenciado pelo tipo de experiências que o bebê tiver ao longo da sua infância.

Pais e responsáveis que estimulam e valorizam as conquistas das crianças tendem a contribuir para o seu desenvolvimento. Ressaltamos também que pequenos atrasos na conquista dessas habilidades motoras não implicam, necessariamente, na presença de dificuldades ou problemas no desenvolvimento. No entanto, tais marcos tem um papel importante para uma observação cuidadosa de como está o desenvolvimento de cada bebê.

FUNÇÃO MOTORA é um movimento físico prescrito pela cognição, o qual envolve a tradução do pensamento em atos concretos. Mais especificamente, refere-se à habilidade de usar e controlar os músculos em uma ação involuntária ou voluntária e direcionada a uma meta.

RESPOSTAS REFLEXAS, ex. retirar a mão de um objeto quente.

MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS APRENDIDOS, ex. pentear o cabelo.

PADRÕES MOTORES RÍTMICOS, ex. andar.

MATURAÇÃO: sequência universal de eventos biológicos que ocorrem no corpo e no cérebro.

REFLEXOS: são involuntários, próprios da espécie, com fins de proteção e sobrevivência.

Acompanhe nos próximos posts algumas explicações sobre as respostas reflexas que o bebê apresenta e a importância disto para o educador.

Maria Cristina de A. C. Rodrigues Oliveira – Terapeuta Ocupacional, Especialista no Método Neuro Evolutivo Bobath e  Sociopsicomotricidade Ramain Thiers, colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.