O que é uma sequência didática?

Fonte: EHow brasil

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O que é uma sequência didática?

Muitos professores confundem a sequência didática com plano de aula, semanário e até projetos. Geralmente a confusão acontece porque tanto o projeto, o semanário, a sequência didática e o plano de aula tem a mesma finalidade: ENSINAR A APRENDER!

Portanto, vamos aprender também. Explico hoje sobre o que é a sequência didática e porque tantos professores trabalham dessa maneira.

Vamos lá!

Fonte: Escola Credencial do Futuro

O que é sequência didática?

O nome já diz bastante coisa, mas poucas vezes paramos para pensar no que, de fato, significa. Como a palavra “sequência” significa “ação de seguir”, podemos dizer que sequências didáticas são  “etapas continuadas” ou “conjuntos de atividades”, de um tema, que tem objetivo ensinar um conteúdo, etapa por etapa.

Sequência didática é um termo usado na Educação Infantil para definir um conjunto de atividades encadeado de passos e etapas ligadas entre si para tornar mais eficiente o processo de aprendizado.

Toda e qualquer sequência didática planejada deve ser desenvolvida para atingir um objetivo, mas não é qualquer objetivo. Esse objetivo deve atender as necessidades do aluno. Ora, se preciso ensinar algo para meu aluno preciso criar uma estratégia de passo a passo para que ele seja capaz de entender o conteúdo que eu, professora, estou oferecendo e por isso é bastante importe selecionar e criar as sequências e ter uma didática adequada para usar em sala.

Por que trabalhar com sequências didáticas?

 As sequência didáticas são muitos utilizadas na Educação Infantil porque auxiliam o professor a organizar o trabalho na sala de aula de forma gradual.

Antes preciso saber qual etapa meus alunos estão para então partir desses níveis de conhecimento visando chegar aos níveis que eles precisam dominar.

Ao organizar uma sequência didática, o professor pode planejar etapas do trabalho de acordo com seus alunos e nós indicamos que essas sequências sejam produzidas com os seus alunos, de modo a explorar diversos gêneros textuais.

Agora ficou curioso para saber o que é gênero textuais?

Não perca a próxima matéria. Lá vou te contar tudo sobre o que é e como você pode usar os gêneros textuais em sala de aula.

Veja abaixo um infográfico que o Escrevendo o Futuro criou para explicar sobre a Sequência Didática.

Fonte: Escrevendo o Futuro

Esquema de uma sequência didática

Fonte: Pedagogia ao pé da letra

Exemplo de uma sequência didática:

Essa é uma sequência didática da professora Magda Marques. Foi encontrada no slideshare e é uma sequência didática para alfabetização.

Gostou?

Então aposto que você vai gostar ainda mais quando estiver usando a Plataforma Eduqa.me para fazer seu semanário e sequências de didáticas.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

Fonte: Toda criança pode aprender

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Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

O desenvolvimento infantil, em específico, significa todo o processo de mudanças que leva a criança a alcançar uma maior complexidade nos seus movimentos, pensamentos, emoções e relações com o mundo e com as outras pessoas. É, portanto, o ponto de par da para nosso desenvolvimento como seres humanos.

A primeira infância, em especial os 3 primeiros anos de vida (chamados de primeiríssima infância), são o período em que a arquitetura do cérebro começa a se formar. As experiências vividas pela criança nesse período têm um impacto importante e duradouro no seu desenvolvimento, podendo formar uma base cerebral forte ou frágil para a aprendizagem, o comportamento e a saúde, ao longo da vida.

Os fatores genéticos contribuem no caminho do desenvolvimento, mas as experiências (principalmente as experiências do 0 aos 3 anos de vida) podem moldar a expressão dos genes.

As nossas experiências podem modificar alguns traços comportamentais herdados geneticamente e, vale ressaltar que, desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe, já estamos passando por experiências. Neste período intrauterino, tudo o que a nossa mãe consome, sente ou vive, chega até nós, e pode vir a promover modificações no nosso processo de desenvolvimento cerebral.

Até mesmo no momento do nascimento, a facilidade ou a dificuldade com que nascemos ou começamos a respirar, ou mesmo a e ciência ou não do nosso serviço de saúde, também podem afetar significativamente o processo de desenvolvimento do nosso cérebro.

Apesar da arquitetura do cérebro de cada um de nós continuar sofrendo modificações durante toda a vida, em função das nossas vivências, é na primeiríssima infância que acontecem as experiências mais marcantes que podem ou não dificultar o desenvolvimento do cérebro. Na medida em que ficamos mais velhos é mais difícil modifificar a arquitetura do cérebro.

Portanto, o que acontece na infância deixa, efetivamente, marcas para toda a vida.

Assim sendo, vivenciar experiências positivas na primeira infância influencia na formação de uma estrutura e de uma arquitetura cerebral mais apta para nos fazer superar dificuldades. Essas experiências positivas e a consequente melhor estruturação cerebral, preparam a criança para ter maior sucesso na alfabetização, para desenvolver mais habilidades ao longo da vida, para ser mais saudável e mais madura emocionalmente, etc.

Por isso a necessidade de termos um olhar mais cuidadoso e especial sobre esta fase da vida.

Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

A criança de ontem
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A criança de ontem

Será que a criança de hoje e igual a criança de ontem?

Fazendo um exercício bem rápido… a sua criança se parece com a criança que sua mamãe foi?

É, parece que as infâncias estão cada vez mais distintas e essa é uma discussão que dá pano pra manga e mexe fundo com as nossas emoções, não é verdade?

Leia: Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui

O Ser Criança

De acordo com uma importante autora da área da infância, Clarice Cohn, para que possamos nos aprofundar nesta discussão, precisamos nos desvencilhar de antigos conceitos (como a ideia da “tabula rasa”, da inocência fundante da criança, de que elas são “o futuro” e não o presente, tornando-as “pequenos adultos”) e abordar o universo da infância, compreendendo o que é ser criança e como podemos contribuir de modo a favorecer e potencializar o seu desenvolvimento nesses primeiros anos de vida.

A mudança de paradigma se dá, uma vez que passamos a invés nos anos iniciais, evitando esperar pelo que ela virá a ser. Sabemos que os primeiros anos de vida se constituem como um período de grande relevância, sendo concebidos como “janelas de oportunidade” para o desenvolvimento de todas as áreas (cognitiva, física, afetiva e socioemocional).

As experiências vividas pela criança, nesse período, marcarão para sempre a sua vida. Por tudo isto, resolvemos discutir melhor alguns aspectos relevantes sobre o “ser criança”.

Na Idade Média, a criança era vista como diferente do adulto apenas por atributos físicos, como pelo seu tamanho e/ou força, sendo concebidas como ”adultos em miniatura”.

Tão logo terminavam de mamar e começavam a andar de modo mais independente, as crianças eram inseridas no universo adulto sem qualquer distinção. Participavam do cotidiano dos adultos, de seus assuntos e, muitas vezes, de suas responsabilidades. Até suas roupas assemelhavam-se às dos adultos. Nessa época, não havia o que os autores chamam de “sentimento de infância”, caracterizado pela consciência das particularidades dessa etapa do desenvolvimento, com diferentes modos de pensar e sentir e com diferentes necessidades, que se distinguem essencialmente do universo adulto.

Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. Produzida em Paris no ano de 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952

Nesse momento sócio-histórico, a criança era vista como um contraponto do adulto, considerando o seu papel na sociedade, suas ocupações, participações e responsabilidades que eram pautadas nas responsabilidades da vida adulta.

A partir do século XVIII, com as reformas religiosas, o “sentimento de infância” começa a ser desenvolvido. A afetividade no contexto familiar ganha um maior destaque. A criança passa a ser concebida como um ser social e assume uma participação maior nas relações familiares e na sociedade, passando a ser vista como um indivíduo com características e necessidades próprias, diferenciadas do adulto.

É reconhecida como inocente, ingênua e graciosa, e ao mesmo tempo como imperfeita e incompleta. O trabalho foi gradativamente substituído pela educação escolar, que também assume um importante papel, o de “formar para o futuro”. Assim, a criança passa também a ser concebida como “um investimento futuro”, de maneira que, mais uma vez não é valorizada em suas características e necessidades atuais.

A partir de então, surgem, cada vez mais, estudiosos preocupados em compreender diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, considerando ações pedagógicas, de saúde, privilegiando aspectos emocionais, da dinâmica familiar, bem como seu papel na sociedade.

Leia também: Mas, afinal, o que é infância?

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS
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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS

Trabalhar com pessoas é uma das tarefas mais difíceis para um gestor. Imagina quando se fala em trabalhar com gestão dentro da Escola? Aí é que a coisa fica ainda mais complicada- há muitas variáveis de pessoas, segmentos, faixas etárias e abordagens pedagógicas.

Além disso, estamos aprendendo a lidar com dados na Educação e mensurar o aprendizado para obter informações quantitativas ou qualitativas não parece ser uma tarefa como apagar o quadro, não é verdade?

O coordenador pedagógico fica com o papel de oferecer condições apropriadas para que os professores que estão em sala consigam aprofundar o conhecimento nas suas áreas e aplicar abordagens, métodos e técnicas pertinentes a proposta da instituição e ao currículo. Além de apoiar nas possíveis dúvidas e conflitos que possam surgir.

Leia mais em:

Gestão baseada em dados na Escola

Para vencer os desafios de uma boa gestão pedagógica, separamos 6 dicas para que você se torne um coordenador mais produtivo.

Confira!

1. Aprenda a dar devolutivas

A devolutiva e uma ferramenta fundamental para a gestão pedagógica, portanto é importantíssimo que você nunca se esqueça de faze-la. Converse com os professores a respeito dos seus planejamentos e registros e diga a eles o que pensa e como e onde poderiam melhorar. Se por ventura esteja insatisfeito, seja sincero, aponte para o que não está bom e ajude a enxergar o que deseja como entregável e auxilie a melhorar o desempenho.  Afinal de contas ninguém nasce pronto e nada como um bom papo para alinhar expectativas e a realidade.

2. Diga sim à inovação

A Escola vive um grande momento de transformação e enxergar que é preciso inovar é o primeiro passo para fomentar essa nova escola. Por isso, estimule seu time de professores a buscar novas fontes de aula, de conteúdo, de metodologias.

Há muitos experimentos sendo feito nas salas de aula e viver em um mundo beta nos implica lidar com constantes mudanças. Acompanhe de perto os professores que ousam inovar e ouça suas ideias. Recompense aqueles que tiveram ideias criativas e compartilhe com o time trazendo reconhecimento e incentivando outros a fazerem o mesmo.

3. Influencie positivamente

Ninguém merece participar de reuniões apenas com puxão de orelhas. Gestor que so reclama e e fala mal cria um clima super pesado e desagradável. Imagina que tipo de estímulo um corpo pedagógico tem ao trabalhar todos os dias com críticas?

Assumir uma postura positiva sobre a situação vai te colocar como alguém que acredita na competência do time. Seja honesto e saiba elogiar e promover bons momentos para os professores.

4. Seja um gestor presente

Converse diariamente com seus professores e apareça nas salas de aula para acompanhar de perto quais são as competências e habilidades que seus professores estão desenvolvendo com as crianças.

Também perceba como a turminha se refere ao professor e procure saber quais são as metas e interesses dos professores. Isso te ajudará a compreender de forma como auxiliar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento pessoal.

5.Pratique a CNV

Saber se comunicar é crucial para um bom líder, portanto, tenha uma comunicação clara e objetiva.

A CNV – A Comunicação não violenta pode e ajudar a resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo.

O mais importante da sua comunicação é que ela cumpra o papel de informar e também lhe permita praticar a empática e encontrar um jeito para que todos os professores falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. Pratique a comunicação não violenta e evite de ser mal interpretado. Erros de comunicação podem ocasionar prejuízos no seu corpo pedagógico e influenciar negativamente seu trabalho.

6.Use a Eduqa.me

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. No painel do coordenador é possível olhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula
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5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

Atualmente os professores reclamam muito do comportamento das crianças na escola. Parei para refletir sobre isso e me lembrei de quantas vezes ouvi Escolas e professores trazendo essa problemática à tona.

A insatisfação é clara: nunca vimos alunos tão indisciplinados como nos dias de hoje!

Mas antes de seguirmos com o papo, que tal fazermos uma pausa para olhar mais de pertinho o problema?

Fonte: Vivo mais saudável

 

O que é indisciplina?

A indisciplina significa ausência de disciplina; descumprimento de toda e qualquer regra; desobediência; confusão; insubordinação ou negação da ordem.  Olhando com cuidado seu antônimo, temos a palavra disciplina. E o que é essa palavra se não o sonho de consumo de todo professor?

Aluno disciplinado é aquele que segue as normas, que respeita as relações que foram definidas e que tem uma excelente conduta em sala de aula, não é mesmo?

Mas peraí, professores, os alunos que são disciplinados, geralmente, são criativos? Esses alunos desenvolvem com tanta propriedade a argumentação e o protagonismo? Será que essas crianças agem dessa maneira porque sofrem de perturbações afetivas? A família dessa criança é bem estruturada? Os pais dessa criança tem dificuldade para lidar com limites? Essa criança passa mais tempo com seus cuidadores do que com os pais? Por que será que a indisciplina está cada vez mais frequente?

Devemos fazer todas essas perguntas antes mesmo de definir a  indisciplina apenas como a incongruência entre as expectativas criadas pelos professores e a atitude das crianças. É  preciso pensar a indisciplina no contexto do desenvolvimento cognitivo e emocional de cada criança, pois assim abrimos um leque de possibilidades e passamos a compreender mais e melhor o porque essa criança grita, briga se mostra agressiva.  A partir daí, dessa reflexão, exercemos além da escuta ativa a importância de personalizar o ensino e determinar limites à criança e, claro, a valorização do nosso trabalho de professor na Educação Infantil.

 

A indisciplina escolar não é um fenômeno estático que tem mantido as mesmas características ao longo das últimas décadas. Ao contrário, está “evoluindo” nas escolas. Sob diversos aspectos, a indisciplina escolar, hoje, se diferencia daquela observada em décadas anteriores. As expressões e o caráter da indisciplina, por exemplo, apresentam mudanças (AQUINO, 1996b)

Para lidar com a indisciplina em sala de aula também é preciso mudanças. Estudar estratégias e maneiras de mapear, identificar e criar um plano de ação para prevenir essa questão tão latente na Escola torna o professor como agente de mudança.

Por isso é tão importante estabelecer uma relação de respeito entre professor e a criança. Uma vez que esse laço é estreitado é possível criar vínculo de confiança e afeto minimizando a indisciplina e mantendo a ordem e a harmonia com sua turma.

Dito isso, vamos para alguns encaminhamentos preventivos para que você experimente em sala de aula.

Confira!

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

#1Estabeleça regras claras

Faça disso um jogo. Todo jogo tem suas regras e é fundamental que você explique as regras que regem sua sala de aula. Explique de maneira bem clara e objetiva e justifique o motivo de elas existirem e por que devem ser respeitadas.

2#Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno

É importante conversar olho no olho da criança. Assim fica mais fácil identificar as questões emocionais que as afligem. É muito importante está atento para que a criança não se sinta rejeitada.

Leia mais sobre Comunicação não violenta.

3#Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os

Não se trata de bloquear os sentimentos ou valorizá-los, mas sim identificá-los. A partir do momento que conseguimos identificar nossas emoções e aprendemos a lidar com elas de um jeito criativo passamos a nos respeitar e exercer o respeito para com o outro.

Leia mais sobre Inteligencia Emocional

4#Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões

Mais importante que respostas corretas e prontas é uma a forma como a criança conseguiu assimiliar a mensagem, o caminho da aprendizagem que ela percorreu é só dela e se apropriar de uma causa e se sentir parte dela é fundamental para a disciplina.

5#Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas

Seja um professor otimista é de atitudes seguras. Transforme problemas em soluções. Sabe aquele aluno que está causando a maior bagunça em sala de aula? Que tal convocá-lo para o ajudante do dia?  Acredite que aos problemas humanos e sociais sempre são passíveis de soluções criativas.

As escolas precisam estar atentas para lidar de forma preventiva com a indisciplina. Algumas escolas apostam nos programas de formação continuada de professores e em serviços específicos voltada para a indisciplina.

O que percebemos é que a Escola deve ser verdadeiramente humana, isto é, a Escola precisa construir um espaço muito saudável para o afeto e a prática do diálogo. Pois será esse clima caloroso e afetuoso que, na prática, acontecerá a mudança.

Essas estratégias tem como única finalidade instrumentalizar os professores para tratar dessas questão de um jeito interessante e acolhedor.

Que tal experimentar a Eduqa.me para fazer esses registros?

Na Eduqa.me é muito fácil fazer registros individuais e compartilhar as anotações com o corpo pedagógico e com os pais.

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Não se trata apenas de focalizar no comportamento dos alunos, mas de considerar todos os aspectos do seu desenvolvimento psicossocial, principalmente a família, que é o exemplo central das crianças.

Veja 7 Estratégias para promover a aproximação da Família com a Escola.

 

Referências:

 

 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

FUNÇÕES EXECUTIVAS: O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM?
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FUNÇÕES EXECUTIVAS: O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM?

 

 

“Do jeito que a vida está
Eu não quero crescer
Tanta volta que a vida dá
Eu não quero crescer
(…)
Eu não quero estudar
Eu não quero me formar
Eu não quero trabalhar
Eu não quero ter que pagar
Eu não quero me decepcionar
Eu não quero entristecer
Eu não quero crescer”(Música “Eu não quero crescer”, de Pitty)

O trecho desta música da cantora Pitty, nos remete a uma realidade que faz parte da nossa formação humana: quanto mais crescemos ou nos tornamos independentes, mais a vida nos apresenta desafios, deveres e obrigações que demandam que tenhamos múltiplas habilidades e competências. Precisamos tomar decisões difíceis, saber controlar as emoções e impulsos, ter disciplina, flexibilidade, planejamento, ser criativos, administrar a rotina, dentre milhares de outras coisas.

 

 

 

Mas será que já paramos para pensar em quais são as funções cerebrais necessárias para que possamos dar conta de todas essas necessidades? Indo além, será que é possível preparar o nosso cérebro para atender bem a esses tipos de demandas?

Muitos não sabem, mas existem sim funções cerebrais específicas para nos auxiliar no gerenciamento das nossas atividades e comportamentos com autonomia. Estas funções são chamadas de Executivas (F.E).

 O que são funções executivas e qual a importância da primeira infância no seu desenvolvimento?

As Funções Executivas são um conjunto de processos cerebrais responsáveis pelo controle, monitoramento e regulação das nossas ações, pensamentos e emoções. Com estas funções nós conseguimos disciplinar o nosso comportamento para atingir metas; flexibilizar formas de pensar; autorregular­nos, controlando os nossos impulsos e adequando as nossas ações às regras sociais; tomar decisões baseadas nos objetivos pretendidos; realizar planos e solucionar problemas, tudo isso, ao mesmo tempo em que nos automonitoramos para verificar a eficácia do que estamos fazendo.

Muita coisa, não? Isso acontece porque as Funções Executivas abrangem um agrupamento de regiões cerebrais que envolvem diferentes domínios cognitivos.

Mas, afinal, qual o papel da primeira infância no desenvolvimento das funções executivas?

A primeira infância (período que vai da gestação até os 5/6 anos de idade) constitui a fase do desenvolvimento onde é formada a base cerebral que dará sustentação a todas as nossas funções cognitivas e isso inclui as FE. Para que desenvolvamos bem estas funções, cujas habilidades foram descritas no inicio do texto, é preciso que em sua base ela receba estimulação adequada.

A maioria dos teóricos explicam que são diversos os domínios que fazem parte das Funções Executivas e que elas se desenvolvem ao longo da nossa vida, até o início da fase adulta.

3 importantes aspectos que já estão presentes, mesmo que de maneira mais rudimentar, na primeira infância.  

Fonte: Bloga8

 

  1. Inibição do comportamento: Basicamente é a capacidade de pensar antes de agir, ou seja, resistir à urgência de dizer ou fazer alguma coisa avaliando a situação e o impacto que o nosso comportamento causará. Como por exemplo, sentir vontade de bater em alguèm, mas conseguir frear essa reação por ser inapropriada; resisitr a tentação de roubar o doce do colega, dentre outros. 
  2. Memória operacional: é a habilidade de manter uma informação em mente pelo tempo suficiente de utilizá-la na solução de algum problema, ou para fazer relações de idéias. Isso envolve, por exemplo, reter as informações-chave necessárias para a solução de um problema reter fonemas e palavras da fala até que eles possam ser recuperados na ordem correta ou ser integrados em ideias significativas; conseguir integrar informações novas a um conhecimento anterior, dentre outros. A memória operacional é necessária tanto para nossa compreensão de problemas e criação de resoluções como para a compreensão e produção da linguagem. Na infância, principalmente, diversos estudos têm correlacionado a capacidade de memória operacional com desempenho acadêmico. 
  3. Flexibilidade cognitiva: habilidade de mudar o foco atencional, o ponto de vista, as prioridades ou as regras para adaptar-se às demandas do contexto. Por exemplo: se adaptar bem à mudanças de rotina ou de planos; inventar ou aceitar bem formas alternativas de resolver um problema (sem aquele pensamento de que “só vale se for do meu jeito”); não ter dificuldade em substituir uma informação ultrapassada por uma atual, etc.

Crianças pequenas podem ainda não ter muitas das habilidades citadas desenvolvidas,  mas isso não significa que elas não possam ser estimuladas desde já, prevenindo possíveis dificuldades em sua aquisição. Inúmeros estudos mostram que crianças que receberam estimulação adequada para o desenvolvimento dessas habilidades tornaram-se jovens e adultos com melhor saúde mental, comportamento, sociabilidade e desempenho acadêmico e profissional.

Existem diversas atividades que ajudam a estimular as Funções Executivas da criança e elas podem ser usadas tanto em contexto escolar quanto no dia a dia dentro de casa. Continue acompanhando os nossos posts para se informar mais sobre isso!

Você pode ler também sobre O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

E para usar todo esse conhecimento em prol da Educação acesse a Eduqa.me e faça registros diferentes e digitais. Veja as turmas, os alunos e qual área do conhecimento está estimulando mais. Use os filtros para extrair a informação que precisa, na hora que precisar.

Como mostra o exemplo abaixo:

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Tatiana Góes Freitas, Psicóloga, Neuropsicóloga, colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância e no Centro de Atenção Psicossocial da UNIFESP.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Como a Neurociência pode ajudar a entender como as crianças de 0 a 6 anos aprendem?
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Como a Neurociência pode ajudar a entender como as crianças de 0 a 6 anos aprendem?

Nos últimos anos muito se tem lido e ouvido a respeito da importância das Neurociências a favor da Educação. Mas, afinal, você sabe o que significa este famoso termo?

Neurociências

Fonte: Google

As Neurociências estudam como o nosso cérebro molda e regula os mais diversos comportamentos que expressamos no nosso dia-a-dia. Por muitos anos, a atividade humana, a estrutura e a função dos processos psicológicos, como a percepção e a memória, a atividade intelectual, a fala, o movimento e a ação, foram descritas por diversas teorias psicológicas.  No caso da infância, principalmente pelas teorias de Piaget, Vygotsky e Luria, entre outros.  No entanto, uma dúvida importante permanecia:

Qual o papel do cérebro em cada uma destas funções?

Nos últimos 10 anos, as pesquisas sobre o cérebro oferecem contribuições de grande relevância para o refinamento dos modelos de desenvolvimento e das teorias de aprendizagem. Com o aprimoramento de recursos tecnológicos, como por exemplo, exames de neuroimagem cerebral, foi possível conhecermos mais sobre o cérebro humano e, a partir daí, aprimorar ainda mais os conhecimentos trazidos durante décadas por importantes teóricos do desenvolvimento, compreendendo como as conexões cerebrais interferem na manifestação e aprimoramento dos comportamentos humanos, especialmente a aprendizagem.

Com isto, as práticas pedagógicas, puderam avançar ainda mais, a partir das pesquisas científicas baseadas nas Neurociências.

Uma das principais funções da Educação Infantil consiste em favorecer um desenvolvimento saudável da criança durante a primeira infância.  

Diante disso, entendemos que conhecer os processos de desenvolvimento (inclusive cerebral) poderá contribuir para uma maior compreensão acerca do processo de aprendizagem das crianças, e consequentemente uma melhor atuação do profissional que lida com esse grupo de crianças.

Reconhecer suas áreas de maior habilidade, bem como compensar e reduzir o impacto de áreas de maior dificuldade é de extrema importância. Desde os seus primeiros anos, podemos observar como o bebê interage, se apresenta interesse pelo outro, se manifesta intenção de comunicação, etc. Estas observações nos ajudam a compreender melhor sobre o amadurecimento de suas habilidades sociais, sua linguagem e permitem observarmos diferentes aspectos do seu desenvolvimento. Por exemplo, quando estamos diante de uma criança com algum problema de desenvolvimento, como no caso de uma criança com a Síndrome de Down, as Neurociências nos ajudam a melhor entender o perfil do aluno com aquela condição. Por mais que a síndrome tenha características próprias, sabemos que cada indivíduo se desenvolve de uma maneira.

Portanto, conhecer os pontos de fragilidade do perfil de aprendizagem, bem como os aspectos do desenvolvimento que se constituem como pontos fortes daquela criança, poderá contribuir tanto para conhecer qual o impacto dos déficits naquela criança, bem como ao propormos estratégias que podem ser mais efetivas para a sua aprendizagem. E o mais fascinante é que com este raciocínio, favorecemos não só a quem tem demandas específicas, mas sim a todos.  Com isto, agimos precocemente para minimizar ou compensar aspectos que merecem maior atenção e prevenimos o aumento de tais dificuldades.

Por essas e outras razões é que as Neurociências na Educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente às outras áreas do saber, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Daniele Souza, Psicóloga, Psicopedagoga, Orientadora Educacional e Tutora Instituto ABCD. colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas
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Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas

Você lembra das aulas de biologia?

Dentro da Escola quando recebemos algum pequenino com necessidades especiais é importante lembrarmos de alguns conceitos para saber como lidar e quais são as limitações biológicas, cognitivas e afetivas dessa criança. O nosso papo de hoje é justamente sobre isso.

Neste post vamos explicar um pouco sobre a diferença entre doenças genética, metabólicas hereditárias e congênita.

Explicar sobre cada item é importante para que compreendam que doença genética não é sinônimo de hereditariedade.  Estas dúvidas ocorrem porque associamos que todas as doenças genéticas são hereditárias e isso não é verdade.

Mas afinal o que significa Hereditariedade?

É a transmissão de informações genéticas dos pais para os filhos. Quando dizemos que um indivíduo tem uma doença hereditária, não quer dizer, necessariamente, que ele tem o pai ou a mãe com a mesma doença, mas que o seu pai e/ou a sua mãe transmitiram um gene para tal doença e que este gene estava no óvulo e/ou no espermatozoide que deu origem ao filho.

Doenças Genéticas

Quando falamos em doença genética podemos dizer que estas são desenvolvidas a partir de um erro no material genético, nos genes, que pode ocorrer por diversos fatores durante a gestações, como por exemplo: radiação excessiva, infecções, ingestão de substâncias químicas, dentre outras. Podem também surgir pela primeira vez na família como é o caso da Síndrome de Down.

Fonte: Litera tortura
Criança com Síndrome de Down

Diferentemente da síndrome de Down, existem algumas síndromes que são mais difíceis de serem identificadas geneticamente, por meio de exames específicos. Dizemos que uma síndrome é genética quando podemos identificar, com clareza, a sua origem nos genes. E que é malformativa quando não há esta clareza, quando o que vemos é apenas uma série de anomalias ocorrendo juntas, mas sem uma origem identificável por meio dos exames laboratoriais de que dispomos.

 

 

 

Um exemplo de uma síndrome malformativa muito frequente é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) causada pela exposição do feto ao álcool durante a gestação.

 

 

 

Doenças metabólicas hereditárias

Já as doenças metabólicas hereditárias são causadas por Erros Inatos do Metabolismo (EIM). O termo metabolismo significa o conjunto de transformações que as substâncias que chegam ao organismo sofrem para possibilitar um funcionamento adequado. É o processo que determina quais são as substâncias nutricionais e quais são as substancias tóxicas. Já o termo inato diz respeito ao que nasce com o indivíduo.

Quando uma pessoa apresenta um Erro Inato do Metabolismo, significa que ela nasceu com um defeito no seu sistema metabólico, ou seja, no seu organismo, falta a atividade de uma enzima específica ou há um defeito no transporte de proteínas,  funções que são essenciais para a síntese, a degradação, o armazenamento ou o transporte de determinada substância. Como consequência, há o acúmulo ou a falta desta substância no organismo, provocando, assim, sintomas dos mais variados, dependendo da função afetada e da substância em desequilíbrio.

O metabolismo é um processo extremamente complexo e são inúmeras as possibilidades de erros no seu sistema. Os tipos de doenças, atualmente mais de 500 dessas já identificadas, decorrentes dos erros inatos do metabolismo são denominadas de Doenças Metabólicas Hereditárias (DMH).

Cada doença afeta órgãos e sistemas determinados e, em alguns casos, os sintomas são permanentes e progressivos. Uma Doença Metabólica Hereditária muito comum é a Fenilcetonúria, por isso é importante que os educadores e os cuidadores infantis conheçam esta patologia, devido à sua incidência no Brasil.

Ainda falando de doenças metabólicas, temos as doenças endocrinológicas que são associadas a um mau funcionamento das glândulas endócrinas, como a tireoide, o pâncreas ou a suprarrenal e o  Hipotireoidismo Congênito que ocorre quando a glândula tireoide do recém-nascido não é capaz de produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos (o T3 e o T4), o que resulta em uma redução generalizada dos processos metabólicos, além de eventualmente prejudicar o crescimento físico e o desenvolvimento do cérebro da criança.

Doenças Congênitas

Já as doenças congênitas estão associadas a um evento que aconteceu durante a gestação, que, em geral, é detectável ao nascimento. O agente causador de um traço congênito pode ser uma alteração cromossômica, uma mutação genética (alteração espontânea e permanente na constituição do DNA do feto, que pode ou não ser herdado de geração anterior) ou um fato não genético (causas ambientais que interferiu na formação do feto).

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Quer saber mais sobre este e outros temas relacionados ao desenvolvimento na primeira infância?

Veja nosso post sobre como Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades especiais.

 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância.

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Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.
Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

No post anterior falei sobre a Formação do Professor e alguns pontos importantes sobre a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Agora que foi dado o contexto vamos falar da diversidade humana, vamos fazer o recorte para o contexto em que vivem as escolas.

O Desafio

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

  •  Dispor de auxílio técnico para as formações: muitas escolas adotam a política de formação indoor, que é trazer profissionais experientes de uma determinada área, para falar de assuntos que são necessários e específicos daquela escola.
  • Favorecer a participação das famílias: os pais têm muito a contribuir e muitas vezes podem nos ajudar com as dificuldades em relação aos alunos. Traga as famílias para perto.
  • Fazer uma autorreflexão sobre sua atuação profissional; ter criatividade; não esperar respostas prontas; acreditar que é possível que todos possam aprender e entender a inclusão como um processo contínuo é um exercício diário. Pratique professor!

Não há caminho melhor para o trabalho com a diversidade do que o processo formativo constante e a troca de conhecimento. A eduqa.me busca contribuir neste aspecto, proporcionando a troca de conhecimento, partilha de atividades e reflexão coletiva dos professores através dos textos; além disso se preocupa e gosta de ouvir você professor. Inclusive este texto, assim como outros, foi inspirado no pedido de uma professora que acompanha as nossas publicações, e isso é formação.

Otimizar o tempo é um caminho. A Eduqa-me também ajuda o professor a organizar os seus registros para dedicar o seu tempo àquilo que realmente importa, como neste caso, ter mais tempo para a formação.

Através do nosso blog #Naescola você encontrará muito material não só para trabalhar em sala de aula, mas para serem discutidos nas reuniões de professores com um caráter mais formativo. Hoje em dia há muito conteúdo na internet, mas temos que tomar cuidado e conhecer sempre quem são as pessoas que produzem estes saberes.

http://naescola.eduqa.me/

 

A responsabilidade de formar profissionais é muito grande, assim como a de formar pessoas,  e a Eduqa.me tem um grande envolvimento e comprometimento com isso.

Ideias para capacitação:

Cursos rápidos e à distância são boas opções, já que depois estes conhecimentos podem ser partilhados com os colegas de trabalho e praticados em sala de aula.

  • Faça grupos de escuta: grupos de escuta são espaços criados dentro da escola, que podem ser mediados pelo coordenador pedagógico ou pelo psicopedagogo, a fim de dar voz às angústias e necessidades que aparecem a partir das relações dos professores com os alunos. Um espaço para falar, ouvir, respeitar, não julgar e partilhar sentimentos em busca de boas estratégias para o trabalho pedagógico.
  • Faça grupos de estudo de caso: estude os problemas que existem na  sua escola. Se há um aluno com uma síndrome que nunca ouviram falar, envolva a todos, pois hoje este aluno é seu e amanhã será meu. Permita-se pesquisar para além das atividades pedagógicas e assim, numa discussão e estudo coletivo, podem construir formas de trabalho interessantes e sentir-se leve, sem o peso da culpa por não conseguir fazer com que aquele aluno aprenda… não há culpados quando há partilha,  e ao dividir com o outro as nossas preocupações nos sentimos bem melhor e mais motivados.

Depois de tudo isso, não se pretende aqui que o professor saia com aquela sensação de que ele não tem conhecimento, muito pelo contrário. A ideia professor,  é que você valorize o seu saber SEMPRE e, assim, entenda esta auto valorização como uma estratégia que minimizará o seu próprio medo do novo, propiciando atitudes positivas no trato com a diversidade.

Quando se troca conhecimento e se estuda sobre as dificuldades, estas passam a se configurar de outra maneira, com um olhar prospectivo, de soluções, estratégias e caminhos.

Mas o que estudar? Que capacitação fazer?

O que for necessário! Depende de cada realidade! A única certeza que se tem é que se deve construir caminhos de aprendizagem não só para o aluno, mas também para o professor.

 

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002