Formação Do Professor
Carreira/Formação
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Formação Do Professor

Sabe aquele profissional que “ao se formar não está formado”? Aquele que estuda, estuda e nunca é suficiente?

Semelhança ou coincidência? Não sei, mas isto é a cara do professor!

Isso muito tem a ver com o tipo de trabalho que esse profissional desenvolve. O professor atua na capacitação de pessoas e com a aprendizagem, temas que nunca se esgotam e que se encontram em constante modificação, o que de certa forma faz com que o professor viva num ciclo renovável de informações e conhecimentos.  

Falar da formação do professor na atualidade é algo muito complexo se pensarmos no cenário que ele atua e nas competências que precisa ter, mas não vamos complicar tanto, vamos seguir a linha que gostamos que é a de proporcionar reflexões sobre si mesmo e sobre o mundo que nos cerca.

Piaget, Vigotski, Wallon, Freud, entre outros teóricos estudados nos cursos de formação de professores, oferecem um panorama geral sobre o desenvolvimento e a aprendizagem da criança que é o princípio, mas muitas vezes, sabemos que não é o suficiente para agir e interagir com a diversidade encontrada em sala de aula, seja pelas dificuldades dos alunos ou pelas formas peculiares em que o aprender se mostra.

A falta de conhecimento em lidar com demandas e realidades tão distintas podem se justificar pela má formação do professor. Temos hoje uma formação básica que dedica pouco tempo para falar e discutir questões que envolvam a diversidade de perfil dos alunos.

Há uma distância grande entre as teorias trabalhadas e o que realmente acontece em sala de aula. Muitos cursos têm se preocupado em diminuir esta lacuna e aproximar os futuros profissionais daquele cenário que é real, mas são poucos os que conseguem. Existe sempre um grande problema com o tempo, tantas disciplinas para estudar e pouca reflexão e diálogo sobre o conhecimento adquirido.

Vivemos a política da transmissão de conteúdos o que contribui para que os professores sejam cada vez menos qualificados para a prática pedagógica, gerando mais problemas sociais e mais dificuldades na relação professor-aluno.

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

A expectativa que se tem em relação a um professor com uma prática para a diversidade ou também chamada como prática inclusiva é que esse profissional possa enxergar a pessoa e não apenas a deficiência, doença ou dificuldade que às vezes ele não sabe lidar; pois ali existe um aluno que, antes de ter qualquer problema é um ser humano com necessidades como qualquer outro.

Veja alguns pontos importantes para driblarmos as dificuldades nesta perspectiva da diversidade:

  • Conhecer o diagnóstico do aluno com dificuldades para entender a deficiência e situações que podem colocar em risco sua saúde ou mesmo saber dos aspectos que potencializam a aprendizagem são pontos extremamente fundamentais.
  • Cuidado para não deixar de investir e trabalhar com a criança, acreditando que ela não vai aprender devido à dificuldade de aprendizagem ou pelo que é especificado no diagnóstico.
  • Não acreditar na falsa ideia da homogeneidade como base para o aprendizado em salas comuns, isso é uma grande mentira.
  • Não ache que o profissional da área da saúde, é superior a você professor. Na capacitação de professores, não basta conscientizá-los sobre as potencialidades dos alunos, mas também sobre suas próprias condições e potenciais para desenvolver o processo de ensino inclusivo… você é capaz, acredite nisso!
  • A inclusão depende de professores que entendem que o processo de conhecimento é tão importante quanto o seu produto final e que se deve respeitar o ritmo da aprendizagem que cada aluno tem.

Adotar uma nova forma de trabalho, não é abandonar tudo que se sabe e que se construiu ao longo de uma trajetória profissional, mas sim, mostrar a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Por exemplo, muitos professores tem dificuldade de fazer registros escolares. Isso porque dá trabalho e precisa de bastante tempo, mas na Eduqa.me seus registros se tornam práticos, rápidos e eficiente.

Gastando menos tempo com essas tarefas lhe sobrará mais tempo para um curso de aperfeiçoamento ou uma nova graduação.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, é possível fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

Se a formação que teve lhe deixa inseguro, como lidar com isso?

Como oferecer uma educação de melhor qualidade aos alunos e sanar a angústia que se tem ao não dar conta de fazer o seu melhor?

Parecem perguntas difíceis de responder? Então se acalme, para tudo há uma saída.

A primeira coisa que se deve pensar é se você gosta do que faz e se quer de fato ajudar a mudar pequenos mundos dentro da sua sala de aula.  Se a resposta for sim, ótimo, pense que muitos educadores, assim como você, não tiveram, em sua formação inicial, disciplinas ou conteúdos de educação especial, mas isso, ao contrário de se interpor como obstáculo, o desafia a ir à luta.

É interessante reconhecer que o exercício de olhar para dentro de si, de repensar-se enquanto profissional, expor seus sentimentos, fazer saber que às vezes se sente sozinho, literalmente perdido, revela a condição humana de eterno aprendiz, o que é lindo!

O interesse pela formação profissional é algo que deve ser intrínseco ao professor, pois em condição de aprendizes, sempre haverá a busca de algo para aperfeiçoar a prática docente. No entanto, essa prática dependerá da forma como o professor se vê: se ele se considera um mediador, que está sempre aprendendo através das relações e interação com o outro, ou se ele se considera como aquele que é o dono do saber.

Existem muitas formas de buscar conhecimento. No próximo post falarei sobre Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
Carreira/Formação/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Como Elaborar Projetos na Educação Infantil
Projeto/Formação/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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Como Elaborar Projetos na Educação Infantil

Se você precisa montar um projeto na sua Escola e não sabe por onde começar, chega junto!

No post anterior eu falei sobre o que O que é um Projeto na Educação Infantil. Nesse vou te ensinar a colocar a mão na massa. Isso mesmo, agora que você já sabe o que é um projeto já podemos trabalhar em cima de COMO fazê-lo.

A partir de agora, relatarei cada um dos itens que são precisos no decorrer da tarefa.

1- Tema do Projeto – Permita que as crianças escolham o tema.

É natural que o professor queira sugerir algum tema para o projeto, mas a minha sugestão é que esse tema surja da necessidade da criança e não do professor.

Ah, Deborah, mas COMO eu faço isso?

Bom, tenho uma sugestão por aqui e acho que você vai gostar. Se fizer sentido use-a sem moderação, se não, aposto que a partir dessa sugestão você vai criar outra que vai se adaptar direitinho à sua realidade e à realidade da sua Escola.

Sugestão:

Árvore da curiosidade – Peça para que as crianças recortem, desenhem ou falem o que elas tem curiosidade, o que elas gostariam de aprender. Feito isso, cada criança vai colar sua curiosidade na árvore.

A partir daí a professora pode mediar uma roda de conversa para escolher juntos com os alunos o tema do projeto.

COMO escolher o tema do projeto?

Tema do Projeto definido pelos alunos. Explore a questão; Entenda de onde vem essa curiosidade e defina os problemas; Soluções.

2-Trabalho Co-criado – O todo pela parte e a parte pelo todo.

A cocriação é enriquecedora, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo.

co·-cri·ar Conjugar
(co- + criar)
verbo transitivo
Criar juntamente com outrem.

O intuito é criar uma rede de acordo com o interesse de cada criança, trocando idéias, discussões e criando um processo de construção e de cooperação.

Vamos supor que a partir da árvore da curiosidade o tema escolhido tenha sido os Dinossauros, pode ser?

COMO fazer um projeto?

Trabalhar em grupos enriquece o trabalho. Ainda mais quando os grupos são compostos por perfis diferentes. Trabalhar a Escuta;  Troca de idéias e discussões.

3- Projeto- Criar o recorte do Projeto com Nome e Título

Antes de criar qualquer nome do projeto preciso me perguntar tantas outras coisas, assim como uma redação, o nome surge no final. Pois o papel dele é informar de um jeito bem simples e direto o que significa aquele projeto.

Aqui seguem 7 perguntas que precisam ser respondidas para que seu projeto tenha muito sucesso.

• Nome do projeto:
• Justificativa (por que?):
• Objetivos (necessidades a alcançar):
• Atividades (o que fazer?):
• Estratégias (como fazer?):
• Acompanhamento (direcionamento):
• Avaliação (estímulo):

As perguntas respondidas levando em consideração a escolha do tema Dinossauro ficariam assim:

Exemplo:

• Nome do projeto: A História dos Dinossauros
• Justificativa (por que?): Esses animais despertam muita curiosidade no imaginário infantil e também sobre o seu surgimento e desaparecimento. Com os dinossauros,  as crianças vão se abrir para um mundo de descobertas e aprendizagens que interligará todas as áreas do conhecimento.
• Objetivos (necessidades a alcançar):

– Reconhecer os diversos tipos de dinossauros existentes;

– Ampliar o vocabulário;

– Conhecer as características dos dinossauros;

– Contextualizar o período de existência dos dinossauros;

– Compreender as características dos répteis;

– Comparar as características dos dinossauros com a dos répteis;

– Explorar os cinco passos de uma investigação científica: observação, registro, questionamento, experimentação e conclusão;
• Atividades (o que fazer?):

Atividade 1: Quem são os Dinossauros? Que época eles viviam? Como se alimentavam?

Atividade 2: Quais as características dos Dinossauros? Entender sobre as diferentes espécies de Dinossauros

 Atividade 3: Será que existe algum animal parecido com os Dinossauros?
• Estratégias (como fazer?):

Aqui a criatividade vai rolar solta e os recursos são infinitos. Para fazer essa busca você pode usar o Pinterest, o Google, as Livrarias, Youtube, Portal do Professor Mec e, se quiser economizar tempo e já garantir um portfólio lindão eu sugiro que use o Baú de atividades da Eduqa.me.

Roda de leitura para apresentação do tema na Atividade 1.

Pesquisa  e roda de conversa para a Atividade 2.

Representação e produção de artes para a Atividade 3.


• Acompanhamento (direcionamento): 

O projeto deve ser acompanhado pelos professores e em média tem duração de 5 dias a 7 dias.
Avaliação (estímulo):

Essa avaliação deve ser o processo, o caminho que cada criança fez para despertar seu aprender. Por este motivo, a avaliação deve ser realizada ao longo de todo o processo e deverá ser considerado os seguintes pontos: o interesse do aluno pelo assunto trabalhado, sua participação e envolvimento nas diferentes situações propostas; a interação e reflexão em grupo, a compreensão da temática, por meio da expressão de suas ideias, sentimentos, observações, conclusões.

Sugestão: Organize uma oficina sobre os Dinossauros. Oriente os alunos a exporem seus trabalhos para os demais colegas da Escola, e assim, cada aluno vai escolher e elaborar a melhor maneira de explicar os conceitos aprendidos nesse projeto.

Sugestões de livros

Fonte: Editora Zastras

BARRET, Paul.Dinossauros. Editora: WMF Martins Fontes.

BELLI, Roberto. Os Fantásticos Dinossauros. Editora: Todolivro

CIRANDA CULTURAL. Espiando os Dinossauros.

CONDON, Bill. Fato ou Ficção – Dinossauros. Editora: Girassol.

PRAP, Lila. Você sabe tudo sobre Dinossauros? Editora: Biruta.

REASONER, Charles. Dinossauros. Editora: Ciranda Cultural.

ROLLAND, Claudine. Os Dinossauros. Editora: Salamandra.

Fontes envolvidas nessa pesquisa: 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarAulas.html

www.google.com

www.pinterest.com

Vale lembrar que o projeto é um caminho em construção, onde inúmeras etapas são seguidas para que futuramente se consiga o resultado daquilo que se esperava. Na educação, o projeto pode ser o alicerce do conhecimento, pois é por meio dele que há a troca de idéias, de experiências e de conquistas. Quando isso acontece o resultado final só pode ser um: a aprendizagem.

Nesta perspectiva a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso o registro é extremamente importante.

É também é a partir dos registros que é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local?

Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Depois dos registros sabemos que é hora de analisar o que foi feito com um relatório por exemplo! Mas além do relatório que é uma tarefa necessária para organização da escola, revisitar o projeto que foi feito pode ser muito interessante para melhorar sua prática. Na sua semana, mês ou bimestre você consegue mensurar qual área de conhecimento está estimulando mais? Ou melhor… Qual quantidade de tempo você está dedicando para seu projeto? Sabemos que planejar o projeto e depois registrar leva realmente muito trabalho, por isso a Eduqa.me foi construída! Para ajudar a organizar todo esse processo, por exemplo tornando os registros organizados em uma linha do tem em que você consegue visualizar se está estimulando mais matemática, linguagem ou até mesmo o seu projeto, veja:

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

A Matemática na Educação Infantil
Atividades/Matemática/Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Materiais para Download/Relatórios
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Dia internacional da pessoa com deficiência
Relatórios/Formação/Práticas inovadoras
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Dia internacional da pessoa com deficiência

inclu

Todas as datas comemorativas existem para nos lembrar de algo importante, e o dia internacional da pessoa com deficiência, não poderia ser diferente.

O dia 03/12 foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1998, com o intuito de proporcionar a população maior conhecimento, compreensão e conscientização sobre o que é a deficiência, sua dignidade, direitos, deveres e bem-estar.

É só nos aproximarmos um pouco e saberemos que a vida das pessoas com deficiência, muitas vezes, torna-se difícil pela falta de informação da população em geral.

Com quantas pessoas com deficiência você estudou na sua escola? E no trabalho, com quantas se relacionou? No clube? Na vida?

A geração mais nova tem conseguido se relacionar com as pessoas com deficiência, entretanto, muitos sujeitos entre 35 e 40 anos não tiveram esta chance, já que na altura, a maior parte destas pessoas não saiam de casa.

Quantas coisas deixamos de aprender e de vivenciar por conta disso?

Infelizmente, muito do que não foi vivido, transformou-se e transforma-se em preconceito e outras barreiras atitudinais.

Esta data não pode passar despercebida, principalmente nas escolas, que são espaços da prática da cidadania e de compromisso com a informação, conhecimento e solidariedade.

dia da deficiencia fisica

Muitos pais ainda têm medo da convivência de seus filhos sem deficiência com crianças com deficiência, assim como muitos outros mitos. Por que não aproveitar esta grande oportunidade para falar de inclusão e dos benefícios da diversidade na sua escola?

Promova um debate sobre estes assuntos, faça uma dinâmica ou mesmo vá às ruas e diga às pessoas que a diferença é o que nos move.

Boaventura de Sousa Santos, sociólogo e prof. º na Universidade de Coimbra – Portugal diz que “temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza.”

Reflita, pense e mude!

Para quem se interessar pela proposta e quiser fazer uma dinâmica com os pais ou com os professores, deixarei uma dica muito interessante. Encontre mais dicas no livro “E agora? O que eu faço? Conversas sobre inclusão escolar. Luciana Fernandes Duque. São Paulo: LURA Editorial, 2015

Dinâmica dos rótulos

Assunto: preconceito, grupo, atitudes de julgamento sem conhecer o outro.

Materiais: fita adesiva e pedaços de papel escritos com rótulos e papéis sociais. Exemplo: Professor, Médico, Advogado, Deficiente, Autista, Pai, Mãe, Gordo, Negro, Inteligente, entre outros.

Participantes: indicado para turmas numerosas, podendo ser aplicada em grupos de no mínimo 10 pessoas.

Etapas:

a) O facilitador deve pedir para que o grupo faça um círculo.

b) Sem que as próprias pessoas vejam, os rótulos e papéis sociais devem ser colados nas costas de cada participante.

c) Feito isso, solicita-se que caminhem e formem grupos “escolhendo” quem fará parte do seu grupo e quem ficará de fora!

d) Incentive a escolha perguntando: “Quem está dentro? Quem faz parte?  Quem está fora?”

e) Após os grupos serem formados, revele o papel de cada um e perceba a reação das pessoas. Possivelmente nesta hora as pessoas que foram excluídas ou mesmo as muito disputadas, se surpreenderão com seus papéis.

f) Faça uma grande discussão e pergunte como aqueles que foram excluídos se sentiram? Solicite o depoimento das pessoas.

Gostou das ideias? Não esqueça de observar a atuação dos pequenos em sala.

Registre! Só assim é possível compreender quem precisa de mais estímulo e atenção e quem já está pronto para novos desafios.

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui!
Carreira/Formação/Semanários
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Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui!

Olá Professor!

Bem-vindo a mais uma reflexão que envolve a arte de ensinar.

turma antiga

Hoje, convido-o a fazer uma viagem no tempo e resgatar as lembranças do aluno que já foi um dia.

Estamos sempre preocupados em como ensinar, em estudar o desenvolvimento humano e perceber como se dá o processo de ensino-aprendizagem, entretanto, quantas vezes nesta caminhada pela educação, pensamos no aluno que fomos?

Assim, sugere-se que antes de escutar ou ler teorias que falam a respeito de como é um aluno, uma criança ou um adolescente, possamos nos lembrar de como éramos, já que passamos por todas estas fases. Tente resgatar estes momentos!

Quais eram os seus medos, seus anseios? que professores marcaram a sua vida e por que marcaram? O que gostava de ouvir dos seus professores? e o que não gostava? Como você era quando adolescente?

Quantas vezes fazemos isso? Quantas vezes parecemos explorar o universo dos alunos como se nunca estivéssemos lá?

Um dos caminhos para ser um bom professor é fazer reflexões que nos coloquem numa situação de empatia com aquilo que se quer conhecer ou entender melhor.

Muitos colegas que conseguem fazer esta viagem no tempo, ficam surpresos com as próprias atitudes, e é isto mesmo que se quer aqui… surpreender-se, reconhecer e refletir sobre a sua própria postura como professor.

Para compreender a relação professor-aluno temos que pensar sempre nestes papeis e ao máximo possível revisitar estes lugares que já foram vividos por nós.

O significado desta relação que é construída ao longo da vida do aluno e no dia-a-dia do professor é extremamente precioso. O professor desempenha um papel de valor imensurável para um aluno e para a educação como um todo; por isso, é válido entender que, mesmo sem saber, um professor pode ter influenciado um aluno, seja na escolha da profissão, como foi o meu caso, seja para a vida, como pessoa.

alunos em sala

Tenha certeza professor, que ao lecionar você planta muitas sementes de sabedoria, respeito, admiração, entre outras. Mesmo não vendo seu jardim florescer, saiba que conseguiu algumas boas flores, bonitas e exóticas, o suficiente para lhe manter firme, aceso, em sua missão de ensinar.

Obrigada a todos os meus grandes mestres pelos ensinamentos, pelos momentos de diversão e de trabalho que me proporcionaram. Espero que este texto valha como reflexão, inspiração e coragem para que você professor, possa fazer sempre o melhor possível como educador.

Referência Bibliográfica:

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve
Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve

Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve!

professor pensativo

Muitos dizem que ser professor não é uma profissão como qualquer outra, mas sim, uma vocação. Há quem concorde e quem discorde disso, mas o que vale é entender que ser professor, não é para qualquer pessoa.

Há uma beleza que não se mede, que não se descreve! Ser professor é inovar todos os dias a profissão, seja por vocação ou não, com uma nova visão.

Inovar a profissão é o grande desafio na arte de ensinar, por isso, o que se deve é encantar e enfeitiçar, para que os alunos tenham desejo em conhecer e prazer partilhar, o que sabem e o que não sabem neste longo caminho que a vida há de lhes dar.

O professor é a “Chave”, como nos diz Oldney Lopes em seu poema:

Se os livros alimentam o saber

O mestre proporciona-lhes sabor

Se são enigmas a resolver

O educador é o codificador.

Que seria do livro e do leitor

Sem orientador a despertar

Idéias e sentidos, corpo e cor,

Na relevante ação de mediar?

Se há na escola uma qualquer contenda

O docente é o reconciliador

Se há conflito que obstrua a senda

O mestre mostra-se apaziguador.

Que seria de uma escola sem docentes?

Salas vazias e paredes nuas

Prédio deserto, árido e silente

Portal do nada, a esmaecer nas ruas.

É que a jornada, sem apoio e guia

É trilha escura, sem norte e sem destino,

Pois falta o rumo da sabedoria,

Facho de luz, clarão para o ensino.

Sendo os alunos pássaros que tentam

Os seus primeiros vôos do saber

É pelas mãos dos mestres que alimentam

A fome insaciável de aprender.

Se, entretanto, as agruras são gaiolas

Que encarceram o aluno em estupor,

A porta que liberta é a escola

E a chave que a destranca é o professor!

professora feliz

A sociedade tem enfrentado grandes mudanças e juntamente com ela a educação, que não se consegue dissociar. Isso implica que  o professor acompanhe esta mudança e traga este encantamento do poema para a sala de aula.

É necessário resgatar e valorizar o professor que você é, já que isso, enquanto profissional, fará a diferença na construção de uma sociedade melhor, de um mundo melhor. Independente da profissão que o seu aluno escolher ele sempre terá um professor. Se acessarmos as nossas memórias de infância, lá estará o professor, por isso, é inegável e indiscutível a relevância deste papel para os alunos e para a vida.

Melhorar o que se faz deve ser uma preocupação eterna, que se reflete no sinónimo de desenvolvimento profissional e pessoal dos professores e tem como objetivo, consequentemente, a melhoria da qualidade do ensino.

A chave sempre será o professor, nunca se esqueça disso!

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Os primeiros ensinantes
Carreira/Formação
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Os primeiros ensinantes

Neste mês de outubro temos como inspiração o professor; sujeito de grande admiração, respeito e que merece todos os investimentos para que possa desempenhar cada vez melhor o seu papel de ensinar.

E é justamente sobre este papel de quem ensina, que refletiremos neste texto.

waldorf-1080x580Você já ouviu falar na palavra ensinante? E aprendente?

Ensinante e aprendente não são equivalentes a aluno e professor, mas sim, podemos pensá-los como lugares subjetivos de situar-se frente ao conhecimento.

Estes conceitos são utilizados pela Psicopedagogia e nos trazem conhecimentos importantes sobre os papéis ocupados por quem ensina e quem aprende.

As relações entre ensinante e aprendente iniciam-se logo que a criança nasce. A mãe ao ensinar o seu filho a se alimentar, pode assumir o lugar de ensinante, já que não está em causa ali, apenas o ato de comer ou aprender a comer, mas o estar junto e viver a construção desta nova aprendizagem com o seu filho.

Não vamos substituir os pais e os professores por ensinantes, já que não são sinônimos. Nem toda mãe e nem todo professor consegue ser ou estar no papel de ensinante.

Entretanto, chamamos a atenção aqui, para que os professores possam perceber o quanto faz diferença na vida do aluno e na sua própria vida profissional, ser um professor ensinante.

Depois dos pais, o professor é a primeira figura significativa na vida da criança. É através dele que os pequeninos irão refletir sobre valores, crenças, além de mergulharem num novo universo de aprendizagem; por isso, os primeiros ensinantes são os mais importantes para o desenvolvimento da criança.

Para aprender, o sujeito precisa recorrer a duas questões:

– Conectar-se ao que ele já conhece.

– Autorizar-se a “mostrar”, a fazer visível aquilo que conhece (FERNÁNDEZ, 2001).

prof

Quando o professor ocupa o lugar de ensinante, ele proporciona um espaço saudável de aprendizagem, pois consegue estar na posição de aprender dos alunos, mesmo quando considera o que eles já sabem. O professor abre um espaço subjetivo para que as crianças possam mostrar o que conhecem sem juízo de valor ou críticas destrutivas.

A partir disso, é possível pensarmos em como podemos estruturar as nossas aulas. Uma aula que começa por ouvir o que os alunos sabem sobre um determinado assunto ao invés daquela onde o professor é o orador, o detentor do conhecimento que apresenta um assunto, desta forma não há espaço para ensinantes.

Nota-se que o mais importante não é o conhecimento que o aluno vai adquirir para si mesmo, mas a capacidade de transformá-lo nele e naquele que o circundam, a construção do sujeito autor (FERNÁNDEZ, 2001).

Aprender pode ser tão lindo quanto o brincar, alegre e saudável. O professor ao ser ensinante precisa estar junto e construir caminhos de aprendizagem com o seu aluno que também se constituirá como aprendente.

O que não se pode mais é ser um professor expectador que ora assiste aos seus alunos aprenderem ora é o único protagonista deste cenário.

Ser ensinante é ultrapassar a ideia de transmitir conhecimentos, pois não se trata de acumular informações. Muito mais importante que os conteúdos pensados é o “espaço” que o professor vai possibilitar para que o aluno possa “fazer-se pensável” sobre um assunto. É dar voz aos significados pessoais, vinculares, éticos e políticos, tanto de quem escuta como de quem é escutado (FERNÁNDEZ, 2001).

O dom do ensinante, que reflete a paixão e o desejo de ensinar, faz um movimento de separação e permite que, na relação com o aprendente apareça o “entre”. Isto é, um olhar e um espaço de escuta. saudável, de um lado, com a renúncia inconsciente do desejo do ensinante, da posição de “suposto saber”. Por outro lado, o aprendente ganha a chance de se reconhecer “autor” de seus próprios pensamentos (AXELRUD, 2001).

O que acha deste desafio professor? Boa reflexão!

Indicação de leitura:

FERNANDÉZ, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia possibilitando autorias de pensamento. Porto Alegre: Editora ARTMED, 2001.

AXELRUD, Fany M. APRENDENTES E ENSINANTES – UMA QUESTÃO DE DIÁLOGO. COBENGE, 2001. Disponível em: http://www.abenge.org.br/CobengeAnteriores/2001/trabalhos/APP041.pdf

Registre as evidências e falas relevantes em sala. Perceba em que momento a criança se sente incapaz e a incentive. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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A aula da xícara: que tal uma pausa para o café?
Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Relatórios
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A aula da xícara: que tal uma pausa para o café?

Já reparou que tem dia para tudo? Tem o dia da Natureza,  o dia do professor, o dia da criança, o dia das bruxas e assim vai. Mas no meio de tantas comemorações que tal uma pausa para o café?

Sim, professor,  eu sei que você está no meio de um semestre corrido de trabalho, mas, fazer uma pausa e refletir sobre as suas experiências nas relações com os alunos é mais do que importante; é necessário!

A aula

O livro intitulado como “A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno” conta a história de uma dinâmica de grupo que encantou mais de 2.000 alunos de um curso de licenciatura na área da educação.

Com o objetivo de melhor conscientizar o futuro professor a respeito do seu papel de ensinar, a dinâmica da xícara traz um apanhado de reflexões teórico-práticas para focalizar, estudar e vivenciar a importância da relação professor-aluno e a valorização das emoções em sala de aula.

Rubem Alves, com belas palavras dizia:

“Não sei como preparar o educador. Talvez porque isso não seja nem necessário, nem possível… É necessário acordá-lo […], pois eles não se extinguiram […] Basta que os chamemos de seu sono, por um ato de amor e coragem… e talvez acordados, repetirão o milagre da instauração de novos mundos”. (Rubem Alves, 2000. Conversas com quem gosta de ensinar. Mensagem da contracapa).

A aula da xícara, nome pela qual a dinâmica ficou conhecida, tinha como objetivos principais provocar o pensar sobre a escolha da profissão e introduzir a discussão sobre a complexidade do papel do profissional professor dentro da escola.

Muitas pessoas quando escolhem a profissão de professor não tem muita noção do que isso representará para si mesmo e para a sociedade. Tanto para os jovens ingressantes, quanto para os mais antigos na profissão, faz-se válida uma reflexão mais a fundo sobre este tema.

Ficou curioso? Então mão na massa!

Os ingredientes são fáceis:

  • 1 Mediador
  • Participantes
  • Xícaras
  • Tempo para reflexão

 

Modo de preparo

Primeiro passo:

O mediador fará um encontro com os participantes apresentando a dinâmica. Ele solicitará que os participantes escolham uma “xícara com a cara deles”. Eles podem escolher uma xícara que tenham em casa, ou mesmo comprar uma nova.

Para quem optar pela compra de uma xícara, o mediador deve estipular um valor máximo para compra, e assim fica a critério do participante exceder ou não este valor. O mais importante é que haja uma identificação com a xícara escolhida.

Xícaras escolhidas e hora de apresentar o desafio e as regras do jogo.

A proposta é usar a xícara em dois momentos distintos: ora com pessoas que gostem, ora individualmente.

O grande desafio é utilizar a xícara diariamente e toda vez que utilizá-la, pensar sobre como está a sua vida naquele momento, refletindo sobre coisas boas e ruins.

Segundo passo: 

 

Após esta vivência os participantes irão compartilhar suas experiências respondendo apenas essas duas perguntinhas:

– Porque escolheram aquela xícara?

– E o que a xícara representou para cada participante neste tempo que ficaram juntos?

Parece simples, mas não se engane. É na simplicidade que moram as coisas mais valiosas das nossas vidas, não é mesmo?

sala dos professores

Inclusive nos permite refletir e jamais esquecer que um professor deve:

  • Cuidar dos próprios sentimentos;
  • Trocar experiências sempre, principalmente com outros profissionais da mesma área;
  • Ter comprometimento e honestidade com o trabalho pela Educação;
  • Saber ouvir o outro;
  • Valorizar as emoções e a heterogeneidade;
  • Compreender a utilização das teorias psicológicas na prática educativa.

Nunca deixe de acreditar em tempos melhores; comece você mesmo, com pequenas atitudes, a fazer a diferença! A simplicidade das pequenas coisas pode ser um caminho!

A aula da xícara permite que o professor ou futuro professor possa experimentar questões vitais para sua sobrevivência na profissão alicerçado numa teoria consistente e acessível. Que tal aproveitar o dia dos professores para revisitar o por quê  da sua escolha?

Todos têm algo de bom para oferecer! Mudar pode ser preciso! “Um brinde à mudança”! (ERIN GRUWELL).

E para facilitar o seu trabalho e que você tenha ainda mais tempo para o café, que tal experimentar a Eduqa.me ?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada
Registros/Rotina pedagógica/Desenvolvimento cognitivo/Formação
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Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada

escrita espelhada

Escrever é um marco na vida das crianças e uma felicidade para os pais. É lindo ver a criança dar significado àqueles traços em forma de letras que até pouco tempo eram algumas garatujas.

A escrita proporciona uma sensação indescritível de alegria, conquista e autonomia. É uma forma diferente de se comunicar e um passaporte para uma maravilhosa viagem para explorar ainda mais o mundo do conhecimento. Através da escrita a criança pode mostrar o que pensa e o que sabe, por isso, todo cuidado é pouco para fazermos desta fase, um momento único, prazeroso e de muita confiança mútua. Se a criança não for bem acolhida, respeitada e motivada nesta etapa, ela pode apresentar insegurança e dificuldades para aprender, pois o medo de expor o que sabe pode constrange-la.

O professor deve conhecer muito bem as fases da escrita de Emília Ferreiro para não interpretar como erro, aquilo que é comum no desenvolvimento da escrita[1].

Conforme a escrita da criança evolui, alguns erros desaparecem e tantos outros surgem. Isso é natural até que ela esteja completamente alfabetizada. É importante perceber que cada criança tem o seu tempo e uma história de vida que vai influenciar diretamente neste ritmo, ou seja, no quando ela será ou não alfabetizada.

Todas as crianças do mundo, passam por um momento de dificuldades em sua alfabetização e os problemas em discriminar letras ou mesmo a escrita espelhada de letras e números são comportamentos bastante normais. (DEHAENE, 2012).

Você sabia que o Leonardo da Vinci tinha escrita espelhada? Pois é, este era o efeito da dislexia em uma pessoa canhota. Curioso, não é?

Mas o que é escrita espelhada?

A escrita espelhada é uma dificuldade de aprendizagem muito comum durante o processo de alfabetização. As letras são giradas em seu próprio eixo como o b pelo d  e o q pelo p, ou ainda as crianças escrevem como se estivessem do outro lado do espelho, ao contrário.

escrita espelhada

Xenografia era o termo grego utilizado para se referir a esta escrita estranha. Alguns autores como Dehaene (2012), Piaget e Inhelder (1980), dizem que as crianças, antes dos 7 anos ainda não adquiriram o auge de sua maturidade neurobiológica, por isso, é provável trocarem a direção de sua escrita, pois noções básicas de lateralidade ainda não estão consolidadas.

Antes de mais nada, como já foi dito acima, espelhar letras e números é normal, por isso, é importante permitir que as crianças experimentem a escrita, façam tentativas, ensaios e tenham erros. A criança precisa se conscientizar sobre as suas dificuldades. Não é simplesmente apontar o erro, mas questioná-la, fazê-la perceber e tomar conhecimento sobre como fez, porque fez e como deveria fazer, conforme já nos alertava o grandioso Piaget. Pais e professores são primordiais nesta etapa.

escrever

Para Emília Ferreiro e Ana Teberosky as crianças começam a construir a língua escrita muito antes de entrarem na escola. Escrever requer maturidade e vivências que passam primeiramente pelo corpo. Por isso, a Educação Infantil, mais uma vez, tem uma função preciosa ao proporcionar para a criança estas experiências, já que tudo aquilo que sentimos e vivenciamos com o corpo, torna a aprendizagem muito mais significativa.

As principais habilidades, que podem ser consideradas como “pré-requisito” para a escrita, iniciam-se logo que o bebê nasce e se aprimora na educação infantil. A lateralidade (direita esquerda), conceitos de noção espacial, simetria, noção corporal, coordenação motora fina, coordenação visomotora, relaxar e contrair o corpo, o tônus muscular, enfim, na educação infantil é o momento de praticar tudo isso.

Escolas de educação infantil que contam com profissionais da educação física, ou mesmo têm professores especialistas ou com muita prática em psicomotricidade, propiciam ótimas condições de aprendizado para as crianças.

Existem crianças que espelham não só algumas palavras, mas frases inteiras e isso pode ser um sintoma da disgrafia.  A disgrafia, dislexia, a síndrome de Irlen, problemas na coordenação motora como a dispraxia, são os grandes distúrbios de aprendizagem causadores da escrita espelhada.

Para quem não lembra, vamos recordar:

Disgrafia:

Conhecida como letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual. Apresenta: lentidão na escrita, letra ilegível, escrita desorganizada, desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial, letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo). Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:- disgrafia motora (discaligrafia) e a disgrafia perceptiva. (SAMPAIO, 2016[2]).

Dislexia:

A dislexia é um transtorno específico e persistente da leitura e da escrita, que se caracteriza por um baixo desempenho na capacidade de ler e escrever. É uma condição de base genética, que se manifesta inicialmente durante a fase de alfabetização.[3]

Síndrome de Irlen (Dislexia de leitura): é uma alteração do processamento visual, de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Isso produz alterações visuo-perceptuais, causando dificuldades principalmente com a leitura[4].

Ler Mais 

Dispraxia:

A dispraxia é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. Isso causa problemas na coordenação motora (lentidão, imprecisão, dificuldades ao recortar), a falta de percepção tridimensional (copiar figuras geométricas, escrever) e o equilíbrio, o que resulta em uma desorganização da apresentação de trabalhos no papel[5].

Se todas as intervenções pedagógicas em prol do entendimento da criança por uma escrita correta, tenha sido feita, e ainda assim, ela apresenta comportamentos preocupantes, vale a pena solicitar uma avaliação com um psicopedagogo e outros profissionais, já que o disgnóstico destes distúrbios é sempre multidisciplinar. Cabe ressaltar que a idade que deve deixar os pais e professores em alerta é entre os 8 e 10 anos de idade (DEHAENE, 2012), antes disso não há maturidade suficiente para classificar as crianças como detentoras de qualquer um destes distúrbios.

Fique atento se a criança que costuma espelhar letras não é canhota, pois estas, tem um pouco mais de desafios para escrever do que as destras, pois o movimento para escrever, em nossa cultura ocidental é da direita para a esquerda, o que obriga os canhotos a fazerem o movimento contrário da sua mão para a escrita.

E claro, registre  o registro sobre essa fase da alfabetização e as atividades que foram aplicadas em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Referência Bibliográfica: 

BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difel,1980.

[1] Leia mais em FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

[2] Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/#!em-branco/c11mv último acesso em agosto/2016.

[3] Saiba mais em Instituto ABCD. http://www.institutoabcd.org.br/perguntaserespostas/

Consulte também: https://dislexia.org.br/

[4] Leia mais sobre Síndrome de Irlen em nossa página da Edqua.me . http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/sindrome-de-irlen-nunca-ouvi-falar/

[5] Fonte: http://brasil.planetasaber.com/theworld/chronicles/seccions/cards/default.asp?pk=3288&art=94

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.