Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

Fonte: Toda criança pode aprender

Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
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Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

O desenvolvimento infantil, em específico, significa todo o processo de mudanças que leva a criança a alcançar uma maior complexidade nos seus movimentos, pensamentos, emoções e relações com o mundo e com as outras pessoas. É, portanto, o ponto de par da para nosso desenvolvimento como seres humanos.

A primeira infância, em especial os 3 primeiros anos de vida (chamados de primeiríssima infância), são o período em que a arquitetura do cérebro começa a se formar. As experiências vividas pela criança nesse período têm um impacto importante e duradouro no seu desenvolvimento, podendo formar uma base cerebral forte ou frágil para a aprendizagem, o comportamento e a saúde, ao longo da vida.

Os fatores genéticos contribuem no caminho do desenvolvimento, mas as experiências (principalmente as experiências do 0 aos 3 anos de vida) podem moldar a expressão dos genes.

As nossas experiências podem modificar alguns traços comportamentais herdados geneticamente e, vale ressaltar que, desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe, já estamos passando por experiências. Neste período intrauterino, tudo o que a nossa mãe consome, sente ou vive, chega até nós, e pode vir a promover modificações no nosso processo de desenvolvimento cerebral.

Até mesmo no momento do nascimento, a facilidade ou a dificuldade com que nascemos ou começamos a respirar, ou mesmo a e ciência ou não do nosso serviço de saúde, também podem afetar significativamente o processo de desenvolvimento do nosso cérebro.

Apesar da arquitetura do cérebro de cada um de nós continuar sofrendo modificações durante toda a vida, em função das nossas vivências, é na primeiríssima infância que acontecem as experiências mais marcantes que podem ou não dificultar o desenvolvimento do cérebro. Na medida em que ficamos mais velhos é mais difícil modifificar a arquitetura do cérebro.

Portanto, o que acontece na infância deixa, efetivamente, marcas para toda a vida.

Assim sendo, vivenciar experiências positivas na primeira infância influencia na formação de uma estrutura e de uma arquitetura cerebral mais apta para nos fazer superar dificuldades. Essas experiências positivas e a consequente melhor estruturação cerebral, preparam a criança para ter maior sucesso na alfabetização, para desenvolver mais habilidades ao longo da vida, para ser mais saudável e mais madura emocionalmente, etc.

Por isso a necessidade de termos um olhar mais cuidadoso e especial sobre esta fase da vida.

Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Eduqa.me + Colégio OPET

Fonte: Eduqa.me

Quem Somos/Registros/Práticas inovadoras
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Eduqa.me + Colégio OPET

Buscando um método que valorize mais o aprendizado no ritmo de cada estudante, o professor Azeitona foi visitar a Feira de Educação Bett Brasil 2017.

Foi conhecendo banca por banca que observou que ainda não tinha encontrado o que procurava. Cansado de tanto andar, decidiu sentar na praça de alimentação para descansar um pouco e foi aí, nesse intervalo, exatamente nesse momento que o Felipe estava na arena apresentando a Eduqa.me.

“Andei a feira inteira e só vi material educacional e sistemas de ensino. Vim pra entender mais sobre a aprendizagem e como posso auxiliar meus professores a entender o que é preciso fazer para garantir que cada vez mais estamos dando o conteúdo certo para a criança certa. “

A Coordenadora Santina, que também conheceu a Eduqa.me  na feira, ficou encantada com o fato de receber e enviar semanários em um único local!

“É sério que dá pra fazer isso? Nosso, só de pensar que não preciso mais fazer aquelas mil trocas de e-mail, anexos, recados, documentos no word e excel já sinto que as minhas reuniões serão muito mais pedagógicas”.

Foi com essa lembrança e com esse discurso que o professor Azeitona apresentou a Eduqa.me para os professores do Colégio OPET em Curitiba.

Ouvir o professor Azeitona falar assim e observar que em cada frase nascia a curiosidade nos rostos dos professores foi suficiente para perceber que tinha valido a a pena ter feito aquela viagem. Lentamente fui me lembrando do dia da Feira, da empolgação daquele encontro e sobre como as decisões foram tomadas com o Coordenação pedagógica e como tudo tem se desenrolado desde então.

A negociação

O professor Azeitona, responsável pela gestão da aprendizagem de todo o colégio, e a diretora Edna concluíram que a plataforma seria uma ótima aquisição, mas antes de fecharmos negócio era preciso conversar com a coordenação Pedagógica.

Na semana seguinte, apresentamos a plataforma via Skype à coordenadora Edna que, rapidamente, entendeu a proposta e achou bem pertinente.

“Adorei, quero a Eduqa.me agora na minha escola, mas faço uma gestão participativa, não posso levar nada para escola sem aprovar com a coordenação. Vamos agendar uma reunião com todos.”

Mais uma vez percebemos como a Escola tem mudado e como a opinião de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem é importante.

Para qualquer startup isso poderia ser um empecilho, mas como fazemos algo de professor para professor já sabíamos a resposta. SIM!

O Treinamento

Preparamos uma treinamento especial para o dia da implantação e foi com a cabeça cheia de ideias que saímos de São Paulo com destino a Curitiba.

Verificamos a agenda, o espaço do treinamento, os professores que estariam presentes, os cadastros e a apresentação.

Nosso pensamento estava em aproveitar cada segundo com os professores e aprender sobre como podemos cada vez mais entregar uma Eduqa.me que faz sentido. Por isso, pedimos para que o treinamento fosse feito em um laboratório com internet wi-fi, pois queríamos muito que essa fosse uma verdadeira simulação do que o professor vai incorporar na sua rotina.

A agenda

A agenda foi amplamente discutida e co-criada. Queríamos um momento leve, gostoso e informativo.

Para nós, mais importante que aprender a usar a plataforma era perceber qual valor estamos entregando. Foi nesse sentido que criamos algo assim:

  • 13h00: Papo quebra gelo,
  • 14h00: Dinâmica pedagógica
  • 15h00: Intervalo
  • 16h00: Atividade mão na massa na plataforma Eduqa.me
  • 18h00: Papo reflexivo

Navegando nesses horários e na internet que desenrolamos aquela sexta cheia de aprendizado e ideias de melhoria para o nossa plataforma. Durante a atividade mão na massa cada professor tinha levado seu planejamento no papel e a atividade era bem simples:

Usar o planejamento offline e transformá-lo em online.  Foi inserindo atividade na Eduqa.me que pudemos proporcionar uma experiência na prática.

Os professores foram entendendo e achando utilizar uma plataforma digital que é fácil pesquisar e editar uma atividade. Que inserir as fotos, os vídeos e o textos era uma tarefa simples e economizava o tempo de produção dos portfólios.

Percebemos como estamos no caminho certo e com apresentar o conteúdo a todos os professores faz a diferença. Assim, em se falando em documentação pedagógica, não temos receio algum de dizer que somos especialistas. Estamos aqui para ajudar todos os professores a tirar dúvidas e realizar atividades para compreensão dos alunos.

Dessa forma, a criança pode aprender em seu próprio ritmo, com atenção mais individualizada do professor.

Gostou? Quer fazer um treinamento Eduqa.me na sua Escola também?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

COMO TRANSFORMAR UMA AULA COMUM EM UMA AULA INESQUECÍVEL?
Práticas inovadoras/Práticas inovadoras
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COMO TRANSFORMAR UMA AULA COMUM EM UMA AULA INESQUECÍVEL?

Pense AGORA na aula mais incrível que você teve na  infância.

Consegue lembrar?

Curioso como mesmo depois de tanto tempo ainda lembramos, né?

Essa pergunta me veio a mente em 2012 quando fazia um treinamento com professores em Atibaia e desde então a levo no bolso. Inicialmente parece uma pergunta inocente, mas experimenta fazê-la.

Naquele dia, percebi como a plateia de professores mergulhou no tempo e nas suas histórias e por conta dessa entrega vivemos um momento mágico; cada um começou a resgatar suas infâncias e se lembrar de histórias super legais.

Ouvi histórias lindas e criativas e me emocionei quando contei a minha lembrando de Brasília, da professora e dos meus coleguinhas do jardim de infância e também me lembrei do cheiro que a minha escola tinha: era um inconfundível cheiro de giz de cera!

A Minha aula inesquecível

Professora Lete e o Jardim de Infância de 1989

A minha história se mistura com com os cinco sentidos e com um livro clássico da literatura infantil: chapeuzinho vermelho. Qual criança não gosta desse livro? Ele tem cores, floresta, uma mãe que dá autonomia à uma criança, doces, comida, lobo, avó, dança e uma música viciante.

Vou te contar porque esse livro ficou mais especial depois da professora Lete.

Em 1989 a professora Lete planejou sua semana escolhendo um livro e fazendo uma roda de leitura. Até aí tudo bem, sem muitas novidades, certo?

Certo. Se não fosse a professora Lete e sua criatividade.

Lembro que estávamos todos sentadinhos em uma roda de leitura e, em determinado momento, a luz se apagou e um cheiro diferente surgia no ar; junto com o cheiro um barulho de folhas secas quebrava o silêncio e o barulho oscilava entre pisadas e alguns rugidos. Isso mesmo, eram rugidos e uivos de lobos.

Toda a sala estava com os olhos arregalados e prestando atenção em todo e qualquer movimento que a Tia Lete fazia (quase sempre assim), mas dessa vez ela tinha acertado a mão na história e na encenação.

Atrás da Coxia

A professora Lete fez a contação de história usando técnicas de teatro e abusando da sonoplastia e hoje percebo como ela amava fazer aquilo e como gastou tempo elaborando cada pedacinho da aula.

Desse lembrança eu me perguntei: Como a professora Lete transformou essa aula em uma aula inesquecível?  Por que eu não tive mais aulas dessas? Por que, mais tarde, não consegui aprender sobre polinômios com o mesmo carinho inesquecível?

Para entender um pouquinho mais sobre isso convidamos os irmãos Armelin para mostrar pra gente porque e como essas memórias se constroem dentro da nossa cabecinha e como podemos fazer isso com mais frequência com os nossos alunos.

Storytelling na sala de aula

Ficou curioso? Então aperta o play no vídeo que o Filipe e o Henrique fizeram para nos contar como o storytelling* do cinema serve para a nossa sala de aula.

*storytelling: é a capacidade de contar histórias de maneira relevante, onde os recursos audiovisuais são utilizados juntamente com as palavras.

Gostou do conteúdo?

Quer saber mais? Então clica AQUI para ver o vídeo ideal para apoiar sua aula. Nele um grupo de jovens que tem uma agência de autonomia infantil que precisa manter o equilíbrio  entre o mundo da imaginação e o mundo da realidade.​

E a sua aula inesquecível?

Se gostou desse post e quer me contar como foi sua aula inesquecível é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Pode ser uma aula que você participou como aluno ou uma que você lecionou.

O que importa mesmo e compartilhar e registrar!

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

TÉCNICAS TEATRAIS PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Fonte: Fernanda Sanches

Carreira/Práticas inovadoras
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TÉCNICAS TEATRAIS PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Falar do professor de educação infantil é quase falar de um ator do teatro gestual.

Já reparou como um professor se utiliza do corpo e do movimento para contar uma história?

Na hora de fazer uma roda de leitura ele precisa projetar sua voz, criar uma linguagem corporal e interpretar vozes e personagens de um livro como se estivesse diante de uma plateia inteira no teatro. Só que o grau de dificuldade é maior, pois esses expectadores ainda não sabem fazer o silêncio e nem prestar bastante atenção.

O professor cria a dramaturgia através do corpo das personagens, através do planejamento e dos registros. Ele é o diretor, o cenográfo e também o ator que está sempre buscando ilustrar intenções e situações.

A arte de improvisar

Ah, e o improviso! Claro que esse é peça fundamental.

A partir de improvisações teatrais e gestuais, os professores vão, progressivamente, escrevendo a história das crianças e educando. E essa educação nos permite, enquanto crianças, escolher imagens e movimentos que estabelecem relações como o espaço, com o outro e com os objetos, e nos ajudam a manipular corpos e cores e é assim que surge o aprendizado.

Mas peraí, na faculdade de pedagogia a gente não estuda nenhuma dessas técnicas teatrais, não é? E é por isso que as vezes sentimos dificuldade na hora de fazer a roda de leitura e contar aquela história. A garganta dói, as crianças não param quietas e você fica se perguntando porque quando tem aniversário e a contadora de história aparece e encanta aquelas crianças todas?

Parece magia, não é? Foi por isso que fomos conversar com quem mais entende do assunto: uma atriz e professora!

A Fernanda Sanches é atriz, comunicadora e professora de teatro e comunicação e fez para a Eduqa.me uma intervenção na Bett 2017.

A Fernanda fazendo uma intervenção na Feira Bett Brasil Educar 2017. Ela estava interpretando uma cigana que lia o futuro pedagógico dos gestores e professores que transitavam pela feira.

Fernanda, conta pra gente! Como o professor pode utilizar essas técnicas para aprimorar seu trabalho em sala de aula?

4 técnicas que são fundamentais para o professor usar como ferramenta em sala de aula

O instrumento de trabalho do ator é composto por seu corpo, sua voz e suas emoções, e para manter esse complexo instrumento sempre expressivo é fundamental que ele pratique exercícios que aprimorem sua expressidade, sua potência vocal, sua consciência corporal e sua mente saudável.

O trabalho do professor não é diferente do ator pois ele também usa seu corpo e voz para ensinar e sua expressividade para se comunicar da melhor maneira possível com seus alunos; especialmente os professores de educação infantil, visto que a criança aprende muito mais quando o professor usa de saberes sensorial, afetivo e emocional nas suas aulas.

Esse aprimoramento da expressividade, inspirado em técnicas teatrais, jogos colaborativos, e vivências com a dança, eu ensino de forma totalmente prática em meus workshops de comunicação.

Leia mais sobre Dançoterapia na Educação Infantil

Exercícios que funcionam com mais os diversificados públicos e são fundamentais para instrumentalizar o comunicador, o professor e toda pessoa que queira se comunicar de forma mais profunda e eficiente com seu público.

Dito isso, aqui vou explorar os quatro exercícios que costumo passar de “lição de casa” para meus alunos e tenho certeza que vai ajudar bastante os professores na hora de se comunicar com os seus alunos!

#1 Perca o automatismo

Uma das coisas mais importantes para uma boa comunicação é saber estar presente. Estar completamente presente no momento em que estamos diante de uma platéia faz toda diferença para atrair a atenção do público e colocar claramente nossas idéias.

O excesso de automatismo em nosso dia a dia, faz com que não prestemos atenção em nossas ações cotidianas e isso vai minando a capacidade de desenvolver o nosso estado de Presença. Uma das histórias mais famosas entre os atores é a de um grande cineasta, que quando queria escolher um ator para o seu filme pedia apenas um único teste: Que o ator bebesse um copo de água. O ator que conseguisse executar essa simples ação com a concentração e atenção total ao ponto de fazê-lo acreditar que ele estava realmente com sede era o escolhido pelo diretor.

Legal, né? Para desenvolver a habilidade de estar presente e perder o automatismo, eu sugiro que você faça o seguinte exercício:

Durante um dia inteiro, escolha três ações habituais do seu dia a dia e as faça de modo totalmente consciente e lenta, prestando atenção a cada gesto que você usa para tal ato, sem deixar a mente divagar para nenhum outro assunto. Para ajudar você pode narrá-los mentalmente. Quais ações? Beber água, escovar os dentes, abrir e fechar a porta, vestir-se.

O exercício parece simples mas sua mente tentará diversas vezes pensar em outro assunto mais “importante”: a conta para pagar, a reunião que virá, etc. Volte a sua atenção quantas vezes for necessário para cumprir essa tarefa.

Com o hábito de desautomatizar suas ações cotidianas, você terá maior domínio de sua presença ao se comunicar com o seus alunos.

#2 Escute o seu corpo

Uma das preocupações que costuma surgir quando estamos diante do público se resume nessa pergunta: “Onde coloco a minha mão?” Essa pergunta que se repete internamente dentro de nós demonstra o estado de ansiedade que ficamos quando estamos inseguros diante de uma platéia.

A insegurança faz a gente se sentir desajustado ao nosso próprio corpo e com isso começamos a usar inconscientemente nossos vícios e muletas corporais, como mexer as pernas, andar pra lá e pra cá, gesticular sem motivo, criar tensão no pescoço, etc… A falta de consciência corporal causa cansaço excessivo, porque acabamos sobrecarregando partes do nosso corpo que poderiam estar relaxadas, mesmo estando ativas.

Esse exercício de consciência corporal pode ser feito em qualquer ocasião em que você está esperando; na fila de banco, dentro do ônibus, dirigindo no trânsito…

Visualize cada parte de seu corpo, de forma tridimensional, do osso até a pele, começando pelos pés e indo até à cabeça. Simplesmente visualize-se internamente. Quando a gente coloca nossa atenção em cada parte de nosso corpo, essa atenção faz uma espécie de massagem imaginária e tira a tensão que possa estar em algumas partes do corpo ao passo que traz à atividade outras que ficam completamente esquecidas. Nesse “raio-x” imaginário você pode descobrir, por exemplo, que sempre se apóia na mesma perna quando está em pé, prejudicando um lado do quadril, que costuma deixar um ombro mais alto que outro por causa da bolsa, que sua má postura pode estar machucando sua lombar, etc…

Além de relaxar e gerar concentração, esse exercício faz com que você comece a detectar os sinais de desconforto que seu corpo te mostra todo dia, mas que na correria você acaba não os escutando.

#3 Conheça sua voz

A Expressão vocal é uma das maiores características do ser humano e provavelmente a mais usada, imagina para você que é professor?!

Nós falamos o tempo todo, em diversas ocasiões e com propósitos diferentes, mas poucos de nós conhecem realmente a própria voz. E muitos dos que a conhecem não gostam ou tem vergonha de se escutar.

Porque temos dificuldade de encarar uma das coisas que mais demonstra nossa identidade, que é a nossa voz? E como podemos melhorá-la, caso ela não nos agrade? O primeiro passo para toda a mudança é o reconhecimento.

Para conhecer sua voz, esse simples exercício pode ajudar:

Escolha um dia em que você esteja sozinho e com tempo, pegue o gravador do seu celular e grave sua voz por meia hora. De diversas formas diferentes: Fale com sua voz usual, fale em tons mais graves, em tons mais agudos, de forma corriqueira, formal, lendo um artigo em voz alta, brincando com vozes de personagens, de criança, etc… Após gravar por um bom tempo, respire fundo e comece a escutá-la. Você terá muitas reações no começo: vontade de parar, vontade de rir, vergonha, estranhamento, surpresa. Continue.

Ao final da gravação você estará mais acostumado a ela, e poderá avaliar que tipo de sensação você sentiu ao escutar sua voz e qual das “versões” de si mesmo você gostou, qual te incomodou e porquê. É um ótimo trabalho de reflexão que pode ser aprofundado na prática em aulas de teatro e comunicação.

#4 Zere a mente através da respiração consciente

A melhor coisa que existe em nosso corpo é a capacidade de respirar. A respiração consciente coloca tudo no lugar, de emoções a pensamentos.

A boa respiração oxigena o cérebro e ele funciona infinitamente melhor. Muitas pessoas confundem uma respiração consciente com uma respiração exagerada, intensa, peitoral, o que causa um efeito completamente inverso, gerando ainda mais ansiedade. A respiração consciente é lenta, sutil, diafragmática e todos nós nascemos aprendendo a fazê-la, basta olhar como os bebês respiram que você verá como fazer. Uma das vantagens da respiração consciente é usá-la para entrar em um estado de “zerar a mente”, que é uma técnica fantástica para quem lida com diversos públicos e se utiliza bastante de memorização durante um único dia, como acontece com o professor.

O ator, exatamente antes de entrar em cena, precisa criar esse estado de zerar a mente mesmo que ele tenha um monólogo inteiro para falar, pois se ele ficar querendo relembrar todo seu texto antes de entrar em cena, sua mente ficará confusa e ele fracassará. Esse estado de Estaca Zero trazido pela respiração lhe traz uma extrema confiança no seu potencial e gera uma maior escuta e troca entre ator e platéia, professor e alunos .

Para aprender a zerar a mente através da respiração, proponho esse exercício:

Imediatamente antes de entrar para dar aula, pare tudo que está fazendo por apenas dois minutos. Mantenha-se confortavelmente sentado em uma cadeira ou em pé, com a postura ereta e respire profundamente. Inspire pelo nariz lentamente. Segure por um segundo a respiração e expire lentamente pela boca.

Sinta bem os seus pés no chão, como uma âncora e o topo da cabeça voltado para o alto, como uma flecha. Esqueça as suas certezas, teorias, argumentos e anseios. Faça sua mente ficar absolutamente zerada durante esses minutos e concentre-se apenas em sua respiração. Faça esse exercício três vezes seguidas. Depois simplesmente continue seu trabalho e observe se houve alguma mudança no seu modo de agir e reagir durante a aula.

A experiência de voltar à estaca zero traz jovialidade ao ato de ensinar e maior prazer em executar trabalhos de rotina, tornando cada dia de trabalho um novo dia, como se fosse a primeira vez, assim como os atores fazem quando estão com uma peça em cartaz!

Essas foram algumas dicas que eu pratico cotidianamente em minha vida profissional. Elas exemplificam bem como as técnicas teatrais podem te ajudar a se expressar melhor. Adoraria receber o feedback de quem se interessou e agora que você já sabe essas técnicas de teatro, que tal fazer seu planejamento de roda de leitura na Eduqa.me? Tenho certeza que você vai adorar se inspirar nas técnicas de voz e de corpo e que muitas ideias boas surgirão daí.

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Até a próxima!

Fernanda Sanches é atriz, comunicadora e professora de teatro e comunicação. Para conhecer seus trabalhos e workshops visite: fernandasanches.com

Semanários: 2 formas para facilitar essa tarefa

Fonte:newschools

Semanários/Práticas inovadoras
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Semanários: 2 formas para facilitar essa tarefa

Observar; refletir;  constatar; descobrir; avaliar; reparar; aprofundar: esses são os elementos fundamentais para instrumentalização do professor na ação educativa.

Ao refletir, registra seu pensamento, deixa sua marca, levando-o a ação transformadora da sua prática e assumindo a condução do processo de ensino aprendizagem.

E o planejamento, faz parte dessa reflexão?

O planejamento supõe essencialmente e inicialmente a reflexão sobre o que se pretende, sobre como se faz e como se avalia; uma reflexão que permite fundamentar as decisões que serão tomadas, além dos objetivos a serem alcançados.

O planejamento, então:

O planejamento certamente discorre sobre muita reflexão sobre sua prática, não é?  Mas vamos agora para uma parte mais prática.

Como fazer meu semanário mais rápido e melhor?

1 – Livre-se do papel pois ele não te pertence!

Na maioria das escolas existe um modelo de semanário que pode ser impresso e que é distribuído para as professoras.

Isso funciona mais ou menos como uma lei nas escolas, mas é algo que exige bastante logística e tempo e isso, de um modo geral,  acaba prejudicando o pedagógico da escola.

Faça as contas:

Uma escola com 10 turmas, logicamente, produz 10 semanários por semana, somando isso em um mês temos 40 folhinhas de semanários. Agora para para pensar isso em uma escala maior: em 6 meses são mais de 240 folhas com planos de aula! E no ano seguinte?

Bom, no ano seguinte tudo será jogado fora e o professor terá que fazer tudo novamente.

Sem falar nas devolutivas que a coordenação pedagógica faz. São orientações e notas em todos esses documentos- notas com ideias, dicas e pontuações relevantes sobre a prática pedagógica. Além das informações sobre quais áreas de conhecimento estão sendo estimuladas durante esse período.

Na era digital continuar usando papel não faz tanto sentido, certo? 

Então para te ajudar a migrar do offline para o online fizemos um modelo de semanário no Google Planilhas (Grátis). Nessa planilha você pode criar abas com cada turma e tornar o documento compartilhável e editável!

Com isso fica bem mais fácil acompanhar os planos de aula de cada turma e, se necessário, imprimir. 

É uma ajuda com os primeiros passos para que você inicie a jornada para largar os papéis, clique aqui e acesse agora.

Ah, e lembre-se de fazer uma cópia para você!

Modelo de Semanário no Google Planilhas

2 – Use ferramentas ESPECÍFICAS para fazer semanários!

Se você já usa as planilhas do google já sabe o valor e o tempo que elas te economizam, não é verdade? Sim, eu sei que é muito bom!

Você economiza retrabalho e está pronta para acessar a qualquer lugar editar ou para criar semanários.  Todavia, o Google planilhas não foi feito direcionado aos professores e coordenadores. É uma ferramenta para outras diversas funções e que também pode ser utilizada para fazer semanários.

Nos percebemos a dificuldade que o professor enfrente tentando adaptar esse material para sua realidade. Foi então que conversamos e acompanhamos muitos professores de linhas pedagógicas diferentes e criamos um jeito simples e prático para que o professor faça essa migração sem gastar tempo ou se frustrar.

A Eduqa.me foi feita para o PROFESSOR de EDUCAÇÃO INFANTIL com o propósito de facilitar a DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA!

A criança de ontem
Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
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A criança de ontem

Será que a criança de hoje e igual a criança de ontem?

Fazendo um exercício bem rápido… a sua criança se parece com a criança que sua mamãe foi?

É, parece que as infâncias estão cada vez mais distintas e essa é uma discussão que dá pano pra manga e mexe fundo com as nossas emoções, não é verdade?

Leia: Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui

O Ser Criança

De acordo com uma importante autora da área da infância, Clarice Cohn, para que possamos nos aprofundar nesta discussão, precisamos nos desvencilhar de antigos conceitos (como a ideia da “tabula rasa”, da inocência fundante da criança, de que elas são “o futuro” e não o presente, tornando-as “pequenos adultos”) e abordar o universo da infância, compreendendo o que é ser criança e como podemos contribuir de modo a favorecer e potencializar o seu desenvolvimento nesses primeiros anos de vida.

A mudança de paradigma se dá, uma vez que passamos a invés nos anos iniciais, evitando esperar pelo que ela virá a ser. Sabemos que os primeiros anos de vida se constituem como um período de grande relevância, sendo concebidos como “janelas de oportunidade” para o desenvolvimento de todas as áreas (cognitiva, física, afetiva e socioemocional).

As experiências vividas pela criança, nesse período, marcarão para sempre a sua vida. Por tudo isto, resolvemos discutir melhor alguns aspectos relevantes sobre o “ser criança”.

Na Idade Média, a criança era vista como diferente do adulto apenas por atributos físicos, como pelo seu tamanho e/ou força, sendo concebidas como ”adultos em miniatura”.

Tão logo terminavam de mamar e começavam a andar de modo mais independente, as crianças eram inseridas no universo adulto sem qualquer distinção. Participavam do cotidiano dos adultos, de seus assuntos e, muitas vezes, de suas responsabilidades. Até suas roupas assemelhavam-se às dos adultos. Nessa época, não havia o que os autores chamam de “sentimento de infância”, caracterizado pela consciência das particularidades dessa etapa do desenvolvimento, com diferentes modos de pensar e sentir e com diferentes necessidades, que se distinguem essencialmente do universo adulto.

Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. Produzida em Paris no ano de 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952

Nesse momento sócio-histórico, a criança era vista como um contraponto do adulto, considerando o seu papel na sociedade, suas ocupações, participações e responsabilidades que eram pautadas nas responsabilidades da vida adulta.

A partir do século XVIII, com as reformas religiosas, o “sentimento de infância” começa a ser desenvolvido. A afetividade no contexto familiar ganha um maior destaque. A criança passa a ser concebida como um ser social e assume uma participação maior nas relações familiares e na sociedade, passando a ser vista como um indivíduo com características e necessidades próprias, diferenciadas do adulto.

É reconhecida como inocente, ingênua e graciosa, e ao mesmo tempo como imperfeita e incompleta. O trabalho foi gradativamente substituído pela educação escolar, que também assume um importante papel, o de “formar para o futuro”. Assim, a criança passa também a ser concebida como “um investimento futuro”, de maneira que, mais uma vez não é valorizada em suas características e necessidades atuais.

A partir de então, surgem, cada vez mais, estudiosos preocupados em compreender diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, considerando ações pedagógicas, de saúde, privilegiando aspectos emocionais, da dinâmica familiar, bem como seu papel na sociedade.

Leia também: Mas, afinal, o que é infância?

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS
Carreira/Formação/Práticas inovadoras/Registros/Rotina pedagógica
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6 DICAS PARA COORDENADORES PEDAGÓGICOS MAIS PRODUTIVOS

Trabalhar com pessoas é uma das tarefas mais difíceis para um gestor. Imagina quando se fala em trabalhar com gestão dentro da Escola? Aí é que a coisa fica ainda mais complicada- há muitas variáveis de pessoas, segmentos, faixas etárias e abordagens pedagógicas.

Além disso, estamos aprendendo a lidar com dados na Educação e mensurar o aprendizado para obter informações quantitativas ou qualitativas não parece ser uma tarefa como apagar o quadro, não é verdade?

O coordenador pedagógico fica com o papel de oferecer condições apropriadas para que os professores que estão em sala consigam aprofundar o conhecimento nas suas áreas e aplicar abordagens, métodos e técnicas pertinentes a proposta da instituição e ao currículo. Além de apoiar nas possíveis dúvidas e conflitos que possam surgir.

Leia mais em:

Gestão baseada em dados na Escola

Para vencer os desafios de uma boa gestão pedagógica, separamos 6 dicas para que você se torne um coordenador mais produtivo.

Confira!

1. Aprenda a dar devolutivas

A devolutiva e uma ferramenta fundamental para a gestão pedagógica, portanto é importantíssimo que você nunca se esqueça de faze-la. Converse com os professores a respeito dos seus planejamentos e registros e diga a eles o que pensa e como e onde poderiam melhorar. Se por ventura esteja insatisfeito, seja sincero, aponte para o que não está bom e ajude a enxergar o que deseja como entregável e auxilie a melhorar o desempenho.  Afinal de contas ninguém nasce pronto e nada como um bom papo para alinhar expectativas e a realidade.

2. Diga sim à inovação

A Escola vive um grande momento de transformação e enxergar que é preciso inovar é o primeiro passo para fomentar essa nova escola. Por isso, estimule seu time de professores a buscar novas fontes de aula, de conteúdo, de metodologias.

Há muitos experimentos sendo feito nas salas de aula e viver em um mundo beta nos implica lidar com constantes mudanças. Acompanhe de perto os professores que ousam inovar e ouça suas ideias. Recompense aqueles que tiveram ideias criativas e compartilhe com o time trazendo reconhecimento e incentivando outros a fazerem o mesmo.

3. Influencie positivamente

Ninguém merece participar de reuniões apenas com puxão de orelhas. Gestor que so reclama e e fala mal cria um clima super pesado e desagradável. Imagina que tipo de estímulo um corpo pedagógico tem ao trabalhar todos os dias com críticas?

Assumir uma postura positiva sobre a situação vai te colocar como alguém que acredita na competência do time. Seja honesto e saiba elogiar e promover bons momentos para os professores.

4. Seja um gestor presente

Converse diariamente com seus professores e apareça nas salas de aula para acompanhar de perto quais são as competências e habilidades que seus professores estão desenvolvendo com as crianças.

Também perceba como a turminha se refere ao professor e procure saber quais são as metas e interesses dos professores. Isso te ajudará a compreender de forma como auxiliar o trabalho colaborativo e o desenvolvimento pessoal.

5.Pratique a CNV

Saber se comunicar é crucial para um bom líder, portanto, tenha uma comunicação clara e objetiva.

A CNV – A Comunicação não violenta pode e ajudar a resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo.

O mais importante da sua comunicação é que ela cumpra o papel de informar e também lhe permita praticar a empática e encontrar um jeito para que todos os professores falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. Pratique a comunicação não violenta e evite de ser mal interpretado. Erros de comunicação podem ocasionar prejuízos no seu corpo pedagógico e influenciar negativamente seu trabalho.

6.Use a Eduqa.me

Na Eduqa.me  você tem acesso a todos os dados que você precisa para que você tenha uma gestão baseada em fatos e dados pedagógicos. No painel do coordenador é possível olhar o planejamento/ semanário de todos os professores da Instituição e abrir uma janela para fazer a devolutiva. Além disso, você coordenador ter uma visão geral da sua Instituição com dados quantitativos e qualitativos.

Os professores podem fazer toda documentação pedagógica, e você coordenador ou diretor acompanha tudo de um jeito muito simples!

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Leia mais O coordenador pedagógico virou o faz- tudo da Escola?

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula
Registros/Rotina pedagógica/Formação
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5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

Atualmente os professores reclamam muito do comportamento das crianças na escola. Parei para refletir sobre isso e me lembrei de quantas vezes ouvi Escolas e professores trazendo essa problemática à tona.

A insatisfação é clara: nunca vimos alunos tão indisciplinados como nos dias de hoje!

Mas antes de seguirmos com o papo, que tal fazermos uma pausa para olhar mais de pertinho o problema?

Fonte: Vivo mais saudável

 

O que é indisciplina?

A indisciplina significa ausência de disciplina; descumprimento de toda e qualquer regra; desobediência; confusão; insubordinação ou negação da ordem.  Olhando com cuidado seu antônimo, temos a palavra disciplina. E o que é essa palavra se não o sonho de consumo de todo professor?

Aluno disciplinado é aquele que segue as normas, que respeita as relações que foram definidas e que tem uma excelente conduta em sala de aula, não é mesmo?

Mas peraí, professores, os alunos que são disciplinados, geralmente, são criativos? Esses alunos desenvolvem com tanta propriedade a argumentação e o protagonismo? Será que essas crianças agem dessa maneira porque sofrem de perturbações afetivas? A família dessa criança é bem estruturada? Os pais dessa criança tem dificuldade para lidar com limites? Essa criança passa mais tempo com seus cuidadores do que com os pais? Por que será que a indisciplina está cada vez mais frequente?

Devemos fazer todas essas perguntas antes mesmo de definir a  indisciplina apenas como a incongruência entre as expectativas criadas pelos professores e a atitude das crianças. É  preciso pensar a indisciplina no contexto do desenvolvimento cognitivo e emocional de cada criança, pois assim abrimos um leque de possibilidades e passamos a compreender mais e melhor o porque essa criança grita, briga se mostra agressiva.  A partir daí, dessa reflexão, exercemos além da escuta ativa a importância de personalizar o ensino e determinar limites à criança e, claro, a valorização do nosso trabalho de professor na Educação Infantil.

 

A indisciplina escolar não é um fenômeno estático que tem mantido as mesmas características ao longo das últimas décadas. Ao contrário, está “evoluindo” nas escolas. Sob diversos aspectos, a indisciplina escolar, hoje, se diferencia daquela observada em décadas anteriores. As expressões e o caráter da indisciplina, por exemplo, apresentam mudanças (AQUINO, 1996b)

Para lidar com a indisciplina em sala de aula também é preciso mudanças. Estudar estratégias e maneiras de mapear, identificar e criar um plano de ação para prevenir essa questão tão latente na Escola torna o professor como agente de mudança.

Por isso é tão importante estabelecer uma relação de respeito entre professor e a criança. Uma vez que esse laço é estreitado é possível criar vínculo de confiança e afeto minimizando a indisciplina e mantendo a ordem e a harmonia com sua turma.

Dito isso, vamos para alguns encaminhamentos preventivos para que você experimente em sala de aula.

Confira!

5 formas para lidar com a indisciplina em sala de aula

#1Estabeleça regras claras

Faça disso um jogo. Todo jogo tem suas regras e é fundamental que você explique as regras que regem sua sala de aula. Explique de maneira bem clara e objetiva e justifique o motivo de elas existirem e por que devem ser respeitadas.

2#Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno

É importante conversar olho no olho da criança. Assim fica mais fácil identificar as questões emocionais que as afligem. É muito importante está atento para que a criança não se sinta rejeitada.

Leia mais sobre Comunicação não violenta.

3#Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os

Não se trata de bloquear os sentimentos ou valorizá-los, mas sim identificá-los. A partir do momento que conseguimos identificar nossas emoções e aprendemos a lidar com elas de um jeito criativo passamos a nos respeitar e exercer o respeito para com o outro.

Leia mais sobre Inteligencia Emocional

4#Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões

Mais importante que respostas corretas e prontas é uma a forma como a criança conseguiu assimiliar a mensagem, o caminho da aprendizagem que ela percorreu é só dela e se apropriar de uma causa e se sentir parte dela é fundamental para a disciplina.

5#Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas

Seja um professor otimista é de atitudes seguras. Transforme problemas em soluções. Sabe aquele aluno que está causando a maior bagunça em sala de aula? Que tal convocá-lo para o ajudante do dia?  Acredite que aos problemas humanos e sociais sempre são passíveis de soluções criativas.

As escolas precisam estar atentas para lidar de forma preventiva com a indisciplina. Algumas escolas apostam nos programas de formação continuada de professores e em serviços específicos voltada para a indisciplina.

O que percebemos é que a Escola deve ser verdadeiramente humana, isto é, a Escola precisa construir um espaço muito saudável para o afeto e a prática do diálogo. Pois será esse clima caloroso e afetuoso que, na prática, acontecerá a mudança.

Essas estratégias tem como única finalidade instrumentalizar os professores para tratar dessas questão de um jeito interessante e acolhedor.

Que tal experimentar a Eduqa.me para fazer esses registros?

Na Eduqa.me é muito fácil fazer registros individuais e compartilhar as anotações com o corpo pedagógico e com os pais.

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Não se trata apenas de focalizar no comportamento dos alunos, mas de considerar todos os aspectos do seu desenvolvimento psicossocial, principalmente a família, que é o exemplo central das crianças.

Veja 7 Estratégias para promover a aproximação da Família com a Escola.

 

Referências:

 

 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

6 Coisas que só quem é professor de Educação Infantil entende
Carreira/Registros
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6 Coisas que só quem é professor de Educação Infantil entende

A imagem que a maioria das pessoas tem dos professores de Educação Infantil, provavelmente é bem diferente da realidade.

Nem todo mundo é  a professora Helena. Nós, professores, também erramos, somos feitos de carne e osso e muitas vezes nos irritamos com o barulho ensurdecedor das dezenas de crianças gritando e falando ao mesmo tempo e da rotina estressante, daquela bagunça da sala de aula e também podemos não nos identificar o coordenador pedagógico ou diretor da escola.

Enfim, somos humanos, mas.. acima de tudo isso nos divertimos, muito, durante o trabalho e passamos semanas planejando uma atividade e dando amor, afeto e muitos abraços nos pequenos. Independente de dias bons ou ruins o importante é que NUNCA desistimos.

Somos todos iguais!

Mesmo com diferentes tipos de professoras e professores, idades e estilos há algumas coisas que nunca mudam e para mostrar que TODO professor de Educação Infantil é igual, separei uma listinha com situações que só quem tem uma sala de aula entende.

É impossível não se identificar!

 #1- A escola não termina quando toca o sino

Isso mesmo. Segundo pesquisa do Banco Mundial gastamos, praticamente, dois meses com tarefas administrativas.

#2- Domingo é dia útil

Ora, mas é claro.. como estamos em sala de segunda a sexta, o planejamento e o semanário sempre ficam para o Domingo.

Que tal aproveitar o seu domingo para curtir com sua família? Tenho uma dica incrível para você economizar tempo. Na Eduqa.me é possível fazer um planejamento de forma bem simples e fácil. Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil.

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#3-Férias duas vezes ao ano

E quando a gente acha que a sanidade mental está correndo risco… ufa! Férias \0/ Oxigenamos a nossa cabeça, relaxamos e curtimos a família.

#4- Vivemos gliterizados e purpurinados mesmo quando não é carnaval

Mais que gliter e pupurina…vivemos fantasiados de índio, bruxas, coelhinhos, vovós, mamães e até de árvore se for preciso. E que nunca nos falte cola, tesoura e cartolina.

#5- Amamos papelaria

Como não amar?! Essa paixão é antiga e vem desde o papel de cartas.

Quem lembra?

#6- Falamos pausadamente e cantarolando “O Feliiiiiipeeeeeee, eu  já falei com você…não pedi para sentar?”

Quem nunca? Parece que quando mudamos o tom de voz e fazemos a canção a criançada escuta. Será que é impressão minha?

Esses foram alguns dos itens que consegui me lembrar, mas há muitos outros sobre nossa classe, não é verdade?

Que tal compartilhar os seus?

Referências:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/06/professores-perdem-equivalente-2-meses-de-aulas-com-tarefas-administrativas.html

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.