FUNÇÕES EXECUTIVAS: O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM?
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FUNÇÕES EXECUTIVAS: O QUE SÃO? PARA QUE SERVEM?

 

 

“Do jeito que a vida está
Eu não quero crescer
Tanta volta que a vida dá
Eu não quero crescer
(…)
Eu não quero estudar
Eu não quero me formar
Eu não quero trabalhar
Eu não quero ter que pagar
Eu não quero me decepcionar
Eu não quero entristecer
Eu não quero crescer”(Música “Eu não quero crescer”, de Pitty)

O trecho desta música da cantora Pitty, nos remete a uma realidade que faz parte da nossa formação humana: quanto mais crescemos ou nos tornamos independentes, mais a vida nos apresenta desafios, deveres e obrigações que demandam que tenhamos múltiplas habilidades e competências. Precisamos tomar decisões difíceis, saber controlar as emoções e impulsos, ter disciplina, flexibilidade, planejamento, ser criativos, administrar a rotina, dentre milhares de outras coisas.

 

 

 

Mas será que já paramos para pensar em quais são as funções cerebrais necessárias para que possamos dar conta de todas essas necessidades? Indo além, será que é possível preparar o nosso cérebro para atender bem a esses tipos de demandas?

Muitos não sabem, mas existem sim funções cerebrais específicas para nos auxiliar no gerenciamento das nossas atividades e comportamentos com autonomia. Estas funções são chamadas de Executivas (F.E).

 O que são funções executivas e qual a importância da primeira infância no seu desenvolvimento?

As Funções Executivas são um conjunto de processos cerebrais responsáveis pelo controle, monitoramento e regulação das nossas ações, pensamentos e emoções. Com estas funções nós conseguimos disciplinar o nosso comportamento para atingir metas; flexibilizar formas de pensar; autorregular­nos, controlando os nossos impulsos e adequando as nossas ações às regras sociais; tomar decisões baseadas nos objetivos pretendidos; realizar planos e solucionar problemas, tudo isso, ao mesmo tempo em que nos automonitoramos para verificar a eficácia do que estamos fazendo.

Muita coisa, não? Isso acontece porque as Funções Executivas abrangem um agrupamento de regiões cerebrais que envolvem diferentes domínios cognitivos.

Mas, afinal, qual o papel da primeira infância no desenvolvimento das funções executivas?

A primeira infância (período que vai da gestação até os 5/6 anos de idade) constitui a fase do desenvolvimento onde é formada a base cerebral que dará sustentação a todas as nossas funções cognitivas e isso inclui as FE. Para que desenvolvamos bem estas funções, cujas habilidades foram descritas no inicio do texto, é preciso que em sua base ela receba estimulação adequada.

A maioria dos teóricos explicam que são diversos os domínios que fazem parte das Funções Executivas e que elas se desenvolvem ao longo da nossa vida, até o início da fase adulta.

3 importantes aspectos que já estão presentes, mesmo que de maneira mais rudimentar, na primeira infância.  

Fonte: Bloga8

 

  1. Inibição do comportamento: Basicamente é a capacidade de pensar antes de agir, ou seja, resistir à urgência de dizer ou fazer alguma coisa avaliando a situação e o impacto que o nosso comportamento causará. Como por exemplo, sentir vontade de bater em alguèm, mas conseguir frear essa reação por ser inapropriada; resisitr a tentação de roubar o doce do colega, dentre outros. 
  2. Memória operacional: é a habilidade de manter uma informação em mente pelo tempo suficiente de utilizá-la na solução de algum problema, ou para fazer relações de idéias. Isso envolve, por exemplo, reter as informações-chave necessárias para a solução de um problema reter fonemas e palavras da fala até que eles possam ser recuperados na ordem correta ou ser integrados em ideias significativas; conseguir integrar informações novas a um conhecimento anterior, dentre outros. A memória operacional é necessária tanto para nossa compreensão de problemas e criação de resoluções como para a compreensão e produção da linguagem. Na infância, principalmente, diversos estudos têm correlacionado a capacidade de memória operacional com desempenho acadêmico. 
  3. Flexibilidade cognitiva: habilidade de mudar o foco atencional, o ponto de vista, as prioridades ou as regras para adaptar-se às demandas do contexto. Por exemplo: se adaptar bem à mudanças de rotina ou de planos; inventar ou aceitar bem formas alternativas de resolver um problema (sem aquele pensamento de que “só vale se for do meu jeito”); não ter dificuldade em substituir uma informação ultrapassada por uma atual, etc.

Crianças pequenas podem ainda não ter muitas das habilidades citadas desenvolvidas,  mas isso não significa que elas não possam ser estimuladas desde já, prevenindo possíveis dificuldades em sua aquisição. Inúmeros estudos mostram que crianças que receberam estimulação adequada para o desenvolvimento dessas habilidades tornaram-se jovens e adultos com melhor saúde mental, comportamento, sociabilidade e desempenho acadêmico e profissional.

Existem diversas atividades que ajudam a estimular as Funções Executivas da criança e elas podem ser usadas tanto em contexto escolar quanto no dia a dia dentro de casa. Continue acompanhando os nossos posts para se informar mais sobre isso!

Você pode ler também sobre O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

E para usar todo esse conhecimento em prol da Educação acesse a Eduqa.me e faça registros diferentes e digitais. Veja as turmas, os alunos e qual área do conhecimento está estimulando mais. Use os filtros para extrair a informação que precisa, na hora que precisar.

Como mostra o exemplo abaixo:

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Tatiana Góes Freitas, Psicóloga, Neuropsicóloga, colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância e no Centro de Atenção Psicossocial da UNIFESP.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Como a Neurociência pode ajudar a entender como as crianças de 0 a 6 anos aprendem?
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Como a Neurociência pode ajudar a entender como as crianças de 0 a 6 anos aprendem?

Nos últimos anos muito se tem lido e ouvido a respeito da importância das Neurociências a favor da Educação. Mas, afinal, você sabe o que significa este famoso termo?

Neurociências

Fonte: Google

As Neurociências estudam como o nosso cérebro molda e regula os mais diversos comportamentos que expressamos no nosso dia-a-dia. Por muitos anos, a atividade humana, a estrutura e a função dos processos psicológicos, como a percepção e a memória, a atividade intelectual, a fala, o movimento e a ação, foram descritas por diversas teorias psicológicas.  No caso da infância, principalmente pelas teorias de Piaget, Vygotsky e Luria, entre outros.  No entanto, uma dúvida importante permanecia:

Qual o papel do cérebro em cada uma destas funções?

Nos últimos 10 anos, as pesquisas sobre o cérebro oferecem contribuições de grande relevância para o refinamento dos modelos de desenvolvimento e das teorias de aprendizagem. Com o aprimoramento de recursos tecnológicos, como por exemplo, exames de neuroimagem cerebral, foi possível conhecermos mais sobre o cérebro humano e, a partir daí, aprimorar ainda mais os conhecimentos trazidos durante décadas por importantes teóricos do desenvolvimento, compreendendo como as conexões cerebrais interferem na manifestação e aprimoramento dos comportamentos humanos, especialmente a aprendizagem.

Com isto, as práticas pedagógicas, puderam avançar ainda mais, a partir das pesquisas científicas baseadas nas Neurociências.

Uma das principais funções da Educação Infantil consiste em favorecer um desenvolvimento saudável da criança durante a primeira infância.  

Diante disso, entendemos que conhecer os processos de desenvolvimento (inclusive cerebral) poderá contribuir para uma maior compreensão acerca do processo de aprendizagem das crianças, e consequentemente uma melhor atuação do profissional que lida com esse grupo de crianças.

Reconhecer suas áreas de maior habilidade, bem como compensar e reduzir o impacto de áreas de maior dificuldade é de extrema importância. Desde os seus primeiros anos, podemos observar como o bebê interage, se apresenta interesse pelo outro, se manifesta intenção de comunicação, etc. Estas observações nos ajudam a compreender melhor sobre o amadurecimento de suas habilidades sociais, sua linguagem e permitem observarmos diferentes aspectos do seu desenvolvimento. Por exemplo, quando estamos diante de uma criança com algum problema de desenvolvimento, como no caso de uma criança com a Síndrome de Down, as Neurociências nos ajudam a melhor entender o perfil do aluno com aquela condição. Por mais que a síndrome tenha características próprias, sabemos que cada indivíduo se desenvolve de uma maneira.

Portanto, conhecer os pontos de fragilidade do perfil de aprendizagem, bem como os aspectos do desenvolvimento que se constituem como pontos fortes daquela criança, poderá contribuir tanto para conhecer qual o impacto dos déficits naquela criança, bem como ao propormos estratégias que podem ser mais efetivas para a sua aprendizagem. E o mais fascinante é que com este raciocínio, favorecemos não só a quem tem demandas específicas, mas sim a todos.  Com isto, agimos precocemente para minimizar ou compensar aspectos que merecem maior atenção e prevenimos o aumento de tais dificuldades.

Por essas e outras razões é que as Neurociências na Educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente às outras áreas do saber, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Daniele Souza, Psicóloga, Psicopedagoga, Orientadora Educacional e Tutora Instituto ABCD. colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

 

Inteligência Emocional na Escola

Fonte: Escola da inteligencia

Semanários/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Inteligência Emocional na Escola

Não sei você, mas sempre que vejo uma situação caótica em sala de aula me pergunto o que ocasionou esse momento de ebulição.

Por que alguns alunos são mais compreensivos que outros? Por que alguns professores tem maior domínio da classe que outros? Por que o diálogo com o Diretor as vezes é tão difícil? Por que é tão divertido fazer planejamento com a professora do Maternal II?

Inteligência Emocional

Fonte: Google

A inteligência emocional é um conceito da psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. O modo como nós, professores e adultos, gerenciamos as emoções, tanto as nossas como as dos pequenos é o que vai predeterminar como nos comunicamos e como definimos o sucesso e qualidade de vida dentro e fora da sala de aula.

“Todo aprendizado tem uma base emocional”. Platão.

Platão com suas sábias palavras nos faz refletir que o modo como interagimos com as nossas emoções e os nosso pensamentos vai influenciar diretamente no processo ensino-aprendizagem e como trabalhamos o como trabalhar o afeto na educação infantil.
Isso mesmo! Platão, Paulo Freire e vários outros tantos pensadores pregam o incansável culto a inteligência emocional e não é nada a toa. Afinal de contas são as emoções movem o mundo.
Já parou pra pensar que não existe um só momento em nosso dia que deixamos de sentir?
Claro que as vezes, muitas vezes,  fica difícil identificar qual é o sentimento que tá ali pulsando naquele momento, mas sabemos que ele existe e está ali e, e o mais importante de tudo: nos faz SENTIR!

Identificando as emoções

Fonte: Google

Quando pergunto para algum professor como ele se sente as respostas geralmente são vagas ou apenas indicam que estão bem ou estão mal.
E aí eu fico pensando com meus botões, meus botões de carne e osso… “Há tantos sentimentos por aí, não é verdade? Por que não exploramos outros?”
Parece algo muito simples, mas precisa ser praticado para fazer sentido.
Veja os 4 passos:
#1 Identifique o sentimento.
Pergunte: Como estou me sentindo?Alegre? Frustrado? Confuso? Ansioso?
#2 Reconheça o sentimento e se permita sentir.
#3 Identifique o que provocou esse sentimento. “De onde essa necessidade surgiu?#4 Aprenda a lidar com suas as emoções.

O Atlas das Emoções

O Atlas das Emoções é um projeto encomendado pelo líder budista, Dalai lama ao psicólogo americano Ekman.  Baseado em várias pesquisas, Ekman concluiu que existe cinco amplas categorias de emoções – raiva, medo, nojo, tristeza e alegria e que cada um dessas categorias tem subdivisões e são disparadas por alguns gatilhos.

Mapa das Emoções - Divulgação

Mapa das Emoções (Divulgação).

Clique na Imagem para ver o mapa. Caso queira traduzir do inglês para o português você pode clicar no botão Traduzir no canto superior da página no seu navegador Google ou Digitar Atlas das emoções no Google e quando aparecer na busca clique em Traduzir antes de direcionar para a página.

Refletir para Educar

No mundo cada vez mais tecnológico, as habilidades socioemocionais tornam-se cada vez mais imprescindíveis nas nossas vidas e nas Escolas.
No vídeo abaixo há o resumo do livro Inteligência Emocional do autor Daniel Goleman.

Desenvolver as habilidades socioemocionais em nossas salas de aula permite que as crianças reconheçam suas próprias emoções e a maneira mais adequada de lidar com elas.
Consequentemente a criança se concentra mais no aprendizado, se interessa mais pelas brincadeiras e interage melhor com seus colegas em classe e com as pessoas que circundam sua vida.

Que tal aproveitar para criar atividades socioemocionais que favorecem o aprendizado ?

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas
Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Registros
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Aprenda a diferenciar: doenças genéticas, metabólicas hereditárias e congênitas

Você lembra das aulas de biologia?

Dentro da Escola quando recebemos algum pequenino com necessidades especiais é importante lembrarmos de alguns conceitos para saber como lidar e quais são as limitações biológicas, cognitivas e afetivas dessa criança. O nosso papo de hoje é justamente sobre isso.

Neste post vamos explicar um pouco sobre a diferença entre doenças genética, metabólicas hereditárias e congênita.

Explicar sobre cada item é importante para que compreendam que doença genética não é sinônimo de hereditariedade.  Estas dúvidas ocorrem porque associamos que todas as doenças genéticas são hereditárias e isso não é verdade.

Mas afinal o que significa Hereditariedade?

É a transmissão de informações genéticas dos pais para os filhos. Quando dizemos que um indivíduo tem uma doença hereditária, não quer dizer, necessariamente, que ele tem o pai ou a mãe com a mesma doença, mas que o seu pai e/ou a sua mãe transmitiram um gene para tal doença e que este gene estava no óvulo e/ou no espermatozoide que deu origem ao filho.

Doenças Genéticas

Quando falamos em doença genética podemos dizer que estas são desenvolvidas a partir de um erro no material genético, nos genes, que pode ocorrer por diversos fatores durante a gestações, como por exemplo: radiação excessiva, infecções, ingestão de substâncias químicas, dentre outras. Podem também surgir pela primeira vez na família como é o caso da Síndrome de Down.

Fonte: Litera tortura
Criança com Síndrome de Down

Diferentemente da síndrome de Down, existem algumas síndromes que são mais difíceis de serem identificadas geneticamente, por meio de exames específicos. Dizemos que uma síndrome é genética quando podemos identificar, com clareza, a sua origem nos genes. E que é malformativa quando não há esta clareza, quando o que vemos é apenas uma série de anomalias ocorrendo juntas, mas sem uma origem identificável por meio dos exames laboratoriais de que dispomos.

 

 

 

Um exemplo de uma síndrome malformativa muito frequente é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) causada pela exposição do feto ao álcool durante a gestação.

 

 

 

Doenças metabólicas hereditárias

Já as doenças metabólicas hereditárias são causadas por Erros Inatos do Metabolismo (EIM). O termo metabolismo significa o conjunto de transformações que as substâncias que chegam ao organismo sofrem para possibilitar um funcionamento adequado. É o processo que determina quais são as substâncias nutricionais e quais são as substancias tóxicas. Já o termo inato diz respeito ao que nasce com o indivíduo.

Quando uma pessoa apresenta um Erro Inato do Metabolismo, significa que ela nasceu com um defeito no seu sistema metabólico, ou seja, no seu organismo, falta a atividade de uma enzima específica ou há um defeito no transporte de proteínas,  funções que são essenciais para a síntese, a degradação, o armazenamento ou o transporte de determinada substância. Como consequência, há o acúmulo ou a falta desta substância no organismo, provocando, assim, sintomas dos mais variados, dependendo da função afetada e da substância em desequilíbrio.

O metabolismo é um processo extremamente complexo e são inúmeras as possibilidades de erros no seu sistema. Os tipos de doenças, atualmente mais de 500 dessas já identificadas, decorrentes dos erros inatos do metabolismo são denominadas de Doenças Metabólicas Hereditárias (DMH).

Cada doença afeta órgãos e sistemas determinados e, em alguns casos, os sintomas são permanentes e progressivos. Uma Doença Metabólica Hereditária muito comum é a Fenilcetonúria, por isso é importante que os educadores e os cuidadores infantis conheçam esta patologia, devido à sua incidência no Brasil.

Ainda falando de doenças metabólicas, temos as doenças endocrinológicas que são associadas a um mau funcionamento das glândulas endócrinas, como a tireoide, o pâncreas ou a suprarrenal e o  Hipotireoidismo Congênito que ocorre quando a glândula tireoide do recém-nascido não é capaz de produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos (o T3 e o T4), o que resulta em uma redução generalizada dos processos metabólicos, além de eventualmente prejudicar o crescimento físico e o desenvolvimento do cérebro da criança.

Doenças Congênitas

Já as doenças congênitas estão associadas a um evento que aconteceu durante a gestação, que, em geral, é detectável ao nascimento. O agente causador de um traço congênito pode ser uma alteração cromossômica, uma mutação genética (alteração espontânea e permanente na constituição do DNA do feto, que pode ou não ser herdado de geração anterior) ou um fato não genético (causas ambientais que interferiu na formação do feto).

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

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Quer saber mais sobre este e outros temas relacionados ao desenvolvimento na primeira infância?

Veja nosso post sobre como Como transformar uma atividade para um aluno com necessidades especiais.

 

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância.

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Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.
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Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

No post anterior falei sobre a Formação do Professor e alguns pontos importantes sobre a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Agora que foi dado o contexto vamos falar da diversidade humana, vamos fazer o recorte para o contexto em que vivem as escolas.

O Desafio

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

  •  Dispor de auxílio técnico para as formações: muitas escolas adotam a política de formação indoor, que é trazer profissionais experientes de uma determinada área, para falar de assuntos que são necessários e específicos daquela escola.
  • Favorecer a participação das famílias: os pais têm muito a contribuir e muitas vezes podem nos ajudar com as dificuldades em relação aos alunos. Traga as famílias para perto.
  • Fazer uma autorreflexão sobre sua atuação profissional; ter criatividade; não esperar respostas prontas; acreditar que é possível que todos possam aprender e entender a inclusão como um processo contínuo é um exercício diário. Pratique professor!

Não há caminho melhor para o trabalho com a diversidade do que o processo formativo constante e a troca de conhecimento. A eduqa.me busca contribuir neste aspecto, proporcionando a troca de conhecimento, partilha de atividades e reflexão coletiva dos professores através dos textos; além disso se preocupa e gosta de ouvir você professor. Inclusive este texto, assim como outros, foi inspirado no pedido de uma professora que acompanha as nossas publicações, e isso é formação.

Otimizar o tempo é um caminho. A Eduqa-me também ajuda o professor a organizar os seus registros para dedicar o seu tempo àquilo que realmente importa, como neste caso, ter mais tempo para a formação.

Através do nosso blog #Naescola você encontrará muito material não só para trabalhar em sala de aula, mas para serem discutidos nas reuniões de professores com um caráter mais formativo. Hoje em dia há muito conteúdo na internet, mas temos que tomar cuidado e conhecer sempre quem são as pessoas que produzem estes saberes.

http://naescola.eduqa.me/

 

A responsabilidade de formar profissionais é muito grande, assim como a de formar pessoas,  e a Eduqa.me tem um grande envolvimento e comprometimento com isso.

Ideias para capacitação:

Cursos rápidos e à distância são boas opções, já que depois estes conhecimentos podem ser partilhados com os colegas de trabalho e praticados em sala de aula.

  • Faça grupos de escuta: grupos de escuta são espaços criados dentro da escola, que podem ser mediados pelo coordenador pedagógico ou pelo psicopedagogo, a fim de dar voz às angústias e necessidades que aparecem a partir das relações dos professores com os alunos. Um espaço para falar, ouvir, respeitar, não julgar e partilhar sentimentos em busca de boas estratégias para o trabalho pedagógico.
  • Faça grupos de estudo de caso: estude os problemas que existem na  sua escola. Se há um aluno com uma síndrome que nunca ouviram falar, envolva a todos, pois hoje este aluno é seu e amanhã será meu. Permita-se pesquisar para além das atividades pedagógicas e assim, numa discussão e estudo coletivo, podem construir formas de trabalho interessantes e sentir-se leve, sem o peso da culpa por não conseguir fazer com que aquele aluno aprenda… não há culpados quando há partilha,  e ao dividir com o outro as nossas preocupações nos sentimos bem melhor e mais motivados.

Depois de tudo isso, não se pretende aqui que o professor saia com aquela sensação de que ele não tem conhecimento, muito pelo contrário. A ideia professor,  é que você valorize o seu saber SEMPRE e, assim, entenda esta auto valorização como uma estratégia que minimizará o seu próprio medo do novo, propiciando atitudes positivas no trato com a diversidade.

Quando se troca conhecimento e se estuda sobre as dificuldades, estas passam a se configurar de outra maneira, com um olhar prospectivo, de soluções, estratégias e caminhos.

Mas o que estudar? Que capacitação fazer?

O que for necessário! Depende de cada realidade! A única certeza que se tem é que se deve construir caminhos de aprendizagem não só para o aluno, mas também para o professor.

 

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Formação Do Professor
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Formação Do Professor

Sabe aquele profissional que “ao se formar não está formado”? Aquele que estuda, estuda e nunca é suficiente?

Semelhança ou coincidência? Não sei, mas isto é a cara do professor!

Isso muito tem a ver com o tipo de trabalho que esse profissional desenvolve. O professor atua na capacitação de pessoas e com a aprendizagem, temas que nunca se esgotam e que se encontram em constante modificação, o que de certa forma faz com que o professor viva num ciclo renovável de informações e conhecimentos.  

Falar da formação do professor na atualidade é algo muito complexo se pensarmos no cenário que ele atua e nas competências que precisa ter, mas não vamos complicar tanto, vamos seguir a linha que gostamos que é a de proporcionar reflexões sobre si mesmo e sobre o mundo que nos cerca.

Piaget, Vigotski, Wallon, Freud, entre outros teóricos estudados nos cursos de formação de professores, oferecem um panorama geral sobre o desenvolvimento e a aprendizagem da criança que é o princípio, mas muitas vezes, sabemos que não é o suficiente para agir e interagir com a diversidade encontrada em sala de aula, seja pelas dificuldades dos alunos ou pelas formas peculiares em que o aprender se mostra.

A falta de conhecimento em lidar com demandas e realidades tão distintas podem se justificar pela má formação do professor. Temos hoje uma formação básica que dedica pouco tempo para falar e discutir questões que envolvam a diversidade de perfil dos alunos.

Há uma distância grande entre as teorias trabalhadas e o que realmente acontece em sala de aula. Muitos cursos têm se preocupado em diminuir esta lacuna e aproximar os futuros profissionais daquele cenário que é real, mas são poucos os que conseguem. Existe sempre um grande problema com o tempo, tantas disciplinas para estudar e pouca reflexão e diálogo sobre o conhecimento adquirido.

Vivemos a política da transmissão de conteúdos o que contribui para que os professores sejam cada vez menos qualificados para a prática pedagógica, gerando mais problemas sociais e mais dificuldades na relação professor-aluno.

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

A expectativa que se tem em relação a um professor com uma prática para a diversidade ou também chamada como prática inclusiva é que esse profissional possa enxergar a pessoa e não apenas a deficiência, doença ou dificuldade que às vezes ele não sabe lidar; pois ali existe um aluno que, antes de ter qualquer problema é um ser humano com necessidades como qualquer outro.

Veja alguns pontos importantes para driblarmos as dificuldades nesta perspectiva da diversidade:

  • Conhecer o diagnóstico do aluno com dificuldades para entender a deficiência e situações que podem colocar em risco sua saúde ou mesmo saber dos aspectos que potencializam a aprendizagem são pontos extremamente fundamentais.
  • Cuidado para não deixar de investir e trabalhar com a criança, acreditando que ela não vai aprender devido à dificuldade de aprendizagem ou pelo que é especificado no diagnóstico.
  • Não acreditar na falsa ideia da homogeneidade como base para o aprendizado em salas comuns, isso é uma grande mentira.
  • Não ache que o profissional da área da saúde, é superior a você professor. Na capacitação de professores, não basta conscientizá-los sobre as potencialidades dos alunos, mas também sobre suas próprias condições e potenciais para desenvolver o processo de ensino inclusivo… você é capaz, acredite nisso!
  • A inclusão depende de professores que entendem que o processo de conhecimento é tão importante quanto o seu produto final e que se deve respeitar o ritmo da aprendizagem que cada aluno tem.

Adotar uma nova forma de trabalho, não é abandonar tudo que se sabe e que se construiu ao longo de uma trajetória profissional, mas sim, mostrar a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Por exemplo, muitos professores tem dificuldade de fazer registros escolares. Isso porque dá trabalho e precisa de bastante tempo, mas na Eduqa.me seus registros se tornam práticos, rápidos e eficiente.

Gastando menos tempo com essas tarefas lhe sobrará mais tempo para um curso de aperfeiçoamento ou uma nova graduação.

No exemplo abaixo inserimos uma foto em uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, é possível fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

Se a formação que teve lhe deixa inseguro, como lidar com isso?

Como oferecer uma educação de melhor qualidade aos alunos e sanar a angústia que se tem ao não dar conta de fazer o seu melhor?

Parecem perguntas difíceis de responder? Então se acalme, para tudo há uma saída.

A primeira coisa que se deve pensar é se você gosta do que faz e se quer de fato ajudar a mudar pequenos mundos dentro da sua sala de aula.  Se a resposta for sim, ótimo, pense que muitos educadores, assim como você, não tiveram, em sua formação inicial, disciplinas ou conteúdos de educação especial, mas isso, ao contrário de se interpor como obstáculo, o desafia a ir à luta.

É interessante reconhecer que o exercício de olhar para dentro de si, de repensar-se enquanto profissional, expor seus sentimentos, fazer saber que às vezes se sente sozinho, literalmente perdido, revela a condição humana de eterno aprendiz, o que é lindo!

O interesse pela formação profissional é algo que deve ser intrínseco ao professor, pois em condição de aprendizes, sempre haverá a busca de algo para aperfeiçoar a prática docente. No entanto, essa prática dependerá da forma como o professor se vê: se ele se considera um mediador, que está sempre aprendendo através das relações e interação com o outro, ou se ele se considera como aquele que é o dono do saber.

Existem muitas formas de buscar conhecimento. No próximo post falarei sobre Maneiras para viabilizar a formação/capacitação de professores.

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!
Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras/Desenvolvimento cognitivo/Práticas inovadoras
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E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!

E agora? O que fazer? Como ensinar?

Para responder a estas perguntas, antes de mais nada é indispensável, despir-se de toda e qualquer ideia que leve à crença de que existe uma receita pronta, um único método ou um único caminho. Isso não existe, justamente por se tratar de pessoas. “Um modelo ou uma prática que funcione em uma sala de aula não necessariamente servirá para uma outra” (STAINBACK, 2006, p.9), o que torna o professor um profissional ativo e dinâmico.

Nada está pronto ou acabado. Obviamente que ao se trilhar os caminhos para o ensino na diversidade, as experiências de sucesso e insucesso serão guias, mas não verdades absolutas. E é aí que está a riqueza e o passo à frente que precisa ser dado!

Ainda assim, novamente, professores ao ensinar alunos com deficiência/dificuldades, a conquista por habilidades como a leitura e a escrita, esquecem-se de que “[…] existe um foco maior que nos ajudará a dominar estas habilidades como meio de aprendizagem e não como fim” (STAINBACK, 2006, p.9).

Além dos professores, os pais também precisam entender a leitura e escrita como meios de aprendizagem, para os quais os professores se empenham além de compreenderem as necessidades enfrentadas pelos filhos, oferecendo apoio. Uma sugestão sobre como ensinar trazida por Glat et al (2007), está nas parcerias entre os alunos e na importância do professor como mediador dos processos de aprendizagem.

Poderia se estabelecer em atividades de leitura e escrita, por exemplo, situações em que o trabalho fosse realizado de forma que os alunos mais adiantados pudessem apoiar os alunos com dificuldades e não o realizar por eles; fazendo com que estes alunos também possam, em algum momento, tornarem-se mediadores na relação ensino-aprendizagem, o que é significativo e proveitoso para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.

Na educação inclusiva é imprescindível compreender que:

“Como professores estamos sendo chamados a mudar nosso estilo de ensino” (STAINBACK, 2006, p. 10),

Para justamente atender às necessidades particulares dos alunos e serem capazes de estabelecer relações de mediação entre todos, alunos e professores.

Contudo professor, como já foi dito, não desconsidere o seu saber, como se nada do que aprendeu e acumulou durante a sua constituição na profissão fosse importante, pois tudo que você sabe é valioso.

O que se deve fazer é CONHECER O SEU ALUNADO, para traçar um perfil sobre como ele é, do que gosta, as dificuldades, os potenciais, para posteriormente se fazer um plano de trabalho. Tudo começa com o planejamento, traçando metas e estratégias, para depois se pensar como deverá acontecer o ensino.

E para fazer esses planejamentos focando em seu aluno especial traçando as estratégias e buscando novas perspectivas para trabalhar a prática educativa e reflexiva nada melhor que a Eduqa.me.

Sim, nos temos muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso, nunca se esqueça de registrar como esse aluno tem se comportado em sala e durante as atividades.

É a partir dos registros que é possível compartilhar com pais e terapeutas o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais efetivo na próxima vez. As fotos e os vídeos também vão colaborar para entender como este aluno está progredindo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros

O ensinar precisa estar permeado de criatividade e muitas tentativas até o “acerto”. Conheça, vivencie, experimente o novo, somente desta forma saberá o que fazer e como ensinar!

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Para Que Servem  Meus Registros Pedagógicos?
Carreira/Formação/Registros/Relatórios/Rotina pedagógica
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Para Que Servem Meus Registros Pedagógicos?

Já reparou que estamos sempre contra o relógio? É uma luta eterna para fazer a chamada, preencher formulários planejar aula, ter uma vida fora da Escola e uma rotina saudável.

Se pararmos para pensar como o tempo escoa pelas nossas mãos acabamos dando prioridades para algumas atividades e deixando de lado outras, não é mesmo?

Estamos sempre lutando para ter tempo suficiente para fazer aquele relatório, escrever sobre o desempenho do aluno do jardim ou do maternal e aí a rotina vai sendo a prática e a reflexão fica sempre para depois, afinal nunca dá para escreve quando planeja escrever.. imagina refletir sobre o que foi escrito!

Pois bem, para sanar esse problema precisamos trabalhar para criar o hábito da escrita. O registro escolar é, por excelência, uma ferramenta ideal para promover reflexão.

Escrever é o momento que você organiza seu pensamento, revive momentos e planeja ações práticas, que funcionaram bem e outras que precisam de ajuste para um próximo momento. Tirando as ideias da cabeça e colocando na Eduqa.me o educador tem em mãos um interessante instrumento para repensar a importância de seu papel em sala de aula.

De que forma suas impressões pessoais e avaliativas poderão contribuir para o sucesso ou para o fracasso de sua prática?

Essa é uma daquelas perguntas capaz de aproximar um sujeito à sua realidade. É uma pergunta que perpassa a vida pessoal, profissional e vai se esticando até falar dos sonhos.

Ora, toda escrita é autobiográfica e como tal traz bastante do professor que está redigindo. Mas isso é um assunto para outro momento. Voltemos na documentação pedagógica…

Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Com os registros  individuais é hora de analisar essa criança está avançando dentro do esperado e se existe alguma fala que merece ser destacada e que mais tarde poderá ser usada na hora de criar o portfólio de cada criança.

Para ajudar a organizar todo esse processo e economizar o seu precioso tempo e, claro, para que você também tenha tempo de escrever sobre você e para você a Eduqa.me pensou em uma solução.

Por exemplo, aqui embaixo você consegue visualizar como a professora Marisa faz seus registros digitais e um jeito super organizado. Além da organização visual ela também consegue enxergar os registros em uma linha do tempo. Assim é possível para o coordenador pedagógico e para os professores perceberem se existe alguma área do conhecimento sendo mais  estimulada que outras.

Veja:

 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Legal, né?

E também é a partir dessas evidências que o professor é capaz de levantar os interesses das crianças, seus potenciais e dificuldades, a forma como agem e interagem quando trabalham em grupo ou individualmente, aspectos emocionais e particularidades de cada uma. Além disso, a reflexão pode incluir um olhar para as ações do próprio educador: como foi o processo de ensino, a organização da classe e como cada decisão tomada influenciou sua sala de aula.

Incluir detalhes da própria prática é uma oportunidade de identificar problemas, repensá-los e corrigi-los, melhorando a qualidade do ensino e o relacionamento com as crianças. Assim, os planejamentos seguintes devem sempre trazem o que foi aprendido com os registros anteriores. Registros de qualidade geram um ciclo: planejamento, realização das atividades, documentação, análise e, por fim, o replanejamento, com base naquilo que foi descoberto e aprendido.

Então, preciso registrar tudo?

Não é possível registrar absolutamente tudo o que acontece na sua sala de aula – e isso nem seria eficiente. Faz parte do papel do educador selecionar os momentos que julga mais significativos e acompanhá-los. Não há ciência para isso: é o professor que conhece a turma e conhece cada criança que saberá eleger os comportamentos e interações mais relevantes, que representam conquistas, desafios ou atitudes fora do comum.

Quando identificar um desses momentos, você pode investigá-los mais a fundo. Caso escolha fazer isso com o auxílio de fotos ou vídeos, ainda pode ter a oportunidade de perceber outros acontecimentos mais tarde, ao acessá-los fora da sala de aula, quando assistir às gravações ou observar as imagens. O distanciamento facilita um olhar mais abrangente e abre espaço para outras reflexões.

Faça perguntas

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas?

Fazer perguntas é uma etapa essencial dos registros pedagógicos. É através delas que o professor define seus objetivos com aquelas anotações: o que quer descobrir? Antes de começar qualquer atividade, é útil saber o que você quer atingir com ela e orientar seus registros a partir dessa premissa.

As crianças estão interessadas em algum assunto? O que fez o grupo trabalhar em equipe? O que deixou a turma curiosa, intrigada ou preocupada? As crianças fizeram sugestões, propuseram brincadeiras, atividades ou temas? Como se movimentaram pelos espaços da aula? A partir dessas indagações e suas respostas, será possível encontrar:

  • As conquistas de cada criança e da turma;
  • Para quais novos aprendizados elas estão prontas;
  • As dificuldades individuais ou do grupo;
  • Os interesses e curiosidades das crianças e como eles podem ser incluídos nas aulas;
  • O que deve ser discutido com a coordenação;
  • O que deve ser discutido com os pais;
  • O que pode ser exposto em sala, para marcar o aprendizado das crianças;
  • Quais práticas do professor estão funcionando e quais precisam ser mudadas.

Trabalho em equipe

Registrar não deve ser uma tarefa solitária: a ajuda de outros professores, auxiliares e coordenadores traz qualidade e outros pontos de vista à documentação

Normalmente, as escolas veem os registros como uma tarefa solitária do professor. Contudo, ter outras vozes durante o processo de documentação só traz benefícios! Afinal, as anotações, as fotos e as seleções de material são feitas de acordo com as singularidades de cada educador – ele as escolhe de acordo com sua cultura, seus estudos, suas experiências. E, naturalmente, outros detalhes ficam de fora.

Sempre que possível, peça que um colega (coordenador, professor ou auxiliar) junte-se à sua turma e faça os próprios registros que, depois, serão discutidos pela dupla. Além de a atividade proporcionar olhares distintos sobre um mesmo evento, o fato de compartilhar opiniões e discuti-las em voz alta enriquece a reflexão e torna mais fácil encontrar soluções.

As crianças na Educação Infantil também podem ser participantes mais ativas dos registros pedagógicos: fazendo algumas perguntas e guardando suas falas, você pode compreender o que elas aprenderam ou como interpretaram os acontecimentos da sala de aula, quais memórias permaneceram e de que elas sentiram falta.

Não tenho tempo

Para realizar todo esse trabalho, é preciso reservar o tempo adequado. Uma documentação aprofundada não é feita em meia hora e cabe à escola ceder ao professor o tempo e o espaço necessários para refletir. Uma pilha de anotações não significa ter registros bem feitos – o essencial é que eles sejam pensados, usados para melhorar e reorientar a prática pedagógica.

Toda a equipe precisa entender que os registros não servem apenas como burocracia, mas, sim, como um instrumento valioso para a educação das crianças. O coordenador precisa participar: ao acessar esses registros, ele identifica as conquistas e dificuldades enfrentadas em classe e percebe como orientar melhor os professores.

Como Elaborar Projetos na Educação Infantil
Projeto/Formação/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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Como Elaborar Projetos na Educação Infantil

Se você precisa montar um projeto na sua Escola e não sabe por onde começar, chega junto!

No post anterior eu falei sobre o que O que é um Projeto na Educação Infantil. Nesse vou te ensinar a colocar a mão na massa. Isso mesmo, agora que você já sabe o que é um projeto já podemos trabalhar em cima de COMO fazê-lo.

A partir de agora, relatarei cada um dos itens que são precisos no decorrer da tarefa.

1- Tema do Projeto – Permita que as crianças escolham o tema.

É natural que o professor queira sugerir algum tema para o projeto, mas a minha sugestão é que esse tema surja da necessidade da criança e não do professor.

Ah, Deborah, mas COMO eu faço isso?

Bom, tenho uma sugestão por aqui e acho que você vai gostar. Se fizer sentido use-a sem moderação, se não, aposto que a partir dessa sugestão você vai criar outra que vai se adaptar direitinho à sua realidade e à realidade da sua Escola.

Sugestão:

Árvore da curiosidade – Peça para que as crianças recortem, desenhem ou falem o que elas tem curiosidade, o que elas gostariam de aprender. Feito isso, cada criança vai colar sua curiosidade na árvore.

A partir daí a professora pode mediar uma roda de conversa para escolher juntos com os alunos o tema do projeto.

COMO escolher o tema do projeto?

Tema do Projeto definido pelos alunos. Explore a questão; Entenda de onde vem essa curiosidade e defina os problemas; Soluções.

2-Trabalho Co-criado – O todo pela parte e a parte pelo todo.

A cocriação é enriquecedora, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo.

co·-cri·ar Conjugar
(co- + criar)
verbo transitivo
Criar juntamente com outrem.

O intuito é criar uma rede de acordo com o interesse de cada criança, trocando idéias, discussões e criando um processo de construção e de cooperação.

Vamos supor que a partir da árvore da curiosidade o tema escolhido tenha sido os Dinossauros, pode ser?

COMO fazer um projeto?

Trabalhar em grupos enriquece o trabalho. Ainda mais quando os grupos são compostos por perfis diferentes. Trabalhar a Escuta;  Troca de idéias e discussões.

3- Projeto- Criar o recorte do Projeto com Nome e Título

Antes de criar qualquer nome do projeto preciso me perguntar tantas outras coisas, assim como uma redação, o nome surge no final. Pois o papel dele é informar de um jeito bem simples e direto o que significa aquele projeto.

Aqui seguem 7 perguntas que precisam ser respondidas para que seu projeto tenha muito sucesso.

• Nome do projeto:
• Justificativa (por que?):
• Objetivos (necessidades a alcançar):
• Atividades (o que fazer?):
• Estratégias (como fazer?):
• Acompanhamento (direcionamento):
• Avaliação (estímulo):

As perguntas respondidas levando em consideração a escolha do tema Dinossauro ficariam assim:

Exemplo:

• Nome do projeto: A História dos Dinossauros
• Justificativa (por que?): Esses animais despertam muita curiosidade no imaginário infantil e também sobre o seu surgimento e desaparecimento. Com os dinossauros,  as crianças vão se abrir para um mundo de descobertas e aprendizagens que interligará todas as áreas do conhecimento.
• Objetivos (necessidades a alcançar):

– Reconhecer os diversos tipos de dinossauros existentes;

– Ampliar o vocabulário;

– Conhecer as características dos dinossauros;

– Contextualizar o período de existência dos dinossauros;

– Compreender as características dos répteis;

– Comparar as características dos dinossauros com a dos répteis;

– Explorar os cinco passos de uma investigação científica: observação, registro, questionamento, experimentação e conclusão;
• Atividades (o que fazer?):

Atividade 1: Quem são os Dinossauros? Que época eles viviam? Como se alimentavam?

Atividade 2: Quais as características dos Dinossauros? Entender sobre as diferentes espécies de Dinossauros

 Atividade 3: Será que existe algum animal parecido com os Dinossauros?
• Estratégias (como fazer?):

Aqui a criatividade vai rolar solta e os recursos são infinitos. Para fazer essa busca você pode usar o Pinterest, o Google, as Livrarias, Youtube, Portal do Professor Mec e, se quiser economizar tempo e já garantir um portfólio lindão eu sugiro que use o Baú de atividades da Eduqa.me.

Roda de leitura para apresentação do tema na Atividade 1.

Pesquisa  e roda de conversa para a Atividade 2.

Representação e produção de artes para a Atividade 3.


• Acompanhamento (direcionamento): 

O projeto deve ser acompanhado pelos professores e em média tem duração de 5 dias a 7 dias.
Avaliação (estímulo):

Essa avaliação deve ser o processo, o caminho que cada criança fez para despertar seu aprender. Por este motivo, a avaliação deve ser realizada ao longo de todo o processo e deverá ser considerado os seguintes pontos: o interesse do aluno pelo assunto trabalhado, sua participação e envolvimento nas diferentes situações propostas; a interação e reflexão em grupo, a compreensão da temática, por meio da expressão de suas ideias, sentimentos, observações, conclusões.

Sugestão: Organize uma oficina sobre os Dinossauros. Oriente os alunos a exporem seus trabalhos para os demais colegas da Escola, e assim, cada aluno vai escolher e elaborar a melhor maneira de explicar os conceitos aprendidos nesse projeto.

Sugestões de livros

Fonte: Editora Zastras

BARRET, Paul.Dinossauros. Editora: WMF Martins Fontes.

BELLI, Roberto. Os Fantásticos Dinossauros. Editora: Todolivro

CIRANDA CULTURAL. Espiando os Dinossauros.

CONDON, Bill. Fato ou Ficção – Dinossauros. Editora: Girassol.

PRAP, Lila. Você sabe tudo sobre Dinossauros? Editora: Biruta.

REASONER, Charles. Dinossauros. Editora: Ciranda Cultural.

ROLLAND, Claudine. Os Dinossauros. Editora: Salamandra.

Fontes envolvidas nessa pesquisa: 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarAulas.html

www.google.com

www.pinterest.com

Vale lembrar que o projeto é um caminho em construção, onde inúmeras etapas são seguidas para que futuramente se consiga o resultado daquilo que se esperava. Na educação, o projeto pode ser o alicerce do conhecimento, pois é por meio dele que há a troca de idéias, de experiências e de conquistas. Quando isso acontece o resultado final só pode ser um: a aprendizagem.

Nesta perspectiva a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso o registro é extremamente importante.

É também é a partir dos registros que é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local?

Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Depois dos registros sabemos que é hora de analisar o que foi feito com um relatório por exemplo! Mas além do relatório que é uma tarefa necessária para organização da escola, revisitar o projeto que foi feito pode ser muito interessante para melhorar sua prática. Na sua semana, mês ou bimestre você consegue mensurar qual área de conhecimento está estimulando mais? Ou melhor… Qual quantidade de tempo você está dedicando para seu projeto? Sabemos que planejar o projeto e depois registrar leva realmente muito trabalho, por isso a Eduqa.me foi construída! Para ajudar a organizar todo esse processo, por exemplo tornando os registros organizados em uma linha do tem em que você consegue visualizar se está estimulando mais matemática, linguagem ou até mesmo o seu projeto, veja:

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

A Matemática na Educação Infantil
Atividades/Matemática/Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Materiais para Download/Relatórios
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.