O que são projetos na educação infantil e 4 elementos que NÃO podem faltar no seu projeto
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O que são projetos na educação infantil e 4 elementos que NÃO podem faltar no seu projeto

No cotidiano escolar muito se fala em aprendizagem baseado em projetos.

A proposta com trabalhos baseados em projetos nada mais é do que criar uma sequência didática sobre um determinado tema e trazer desafios criativos que serão desenvolvidos e resolvidos pelas crianças.

As características básicas de um projeto na Educação Infantil é apresentar intencionalidade, originalidade e flexibilidade de trabalho visando e respeitando os estágios do desenvolvimento da criança. A grande intenção é motivá-la à participação ativa.

O projeto oferece à criança a oportunidade de vivenciar e provar aspectos inovadores da sociedade em que ela está inserida, além de prepará-la para a convivência e melhor adaptação social.

Na definição do dicionário:

projeto
substantivo masculino
  1. desejo, intenção de fazer ou realizar (algo) no futuro; plano.
    “O projeto de Edução Bucal para os pequenos será um sucesso”
  2.  
    descrição escrita e detalhada de um empreendimento a ser realizado; plano, delineamento, esquema.
    “p. de pesquisa”

O projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma jeito de trabalhar com o tema para dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente.

Significa que o professor deve ter um olhar crítico sobre o conteúdo a ser definido, o objetivo a ser alcançado e as tarefas que serão desenvolvidas e valorizadas pelos aluninhos. Para não deixar passar nada desapercebido a etapa de coleta de evidências das atividades é muito importante! Recomendo o nosso Ebook: Tudo Que Você Precisa Saber Para Avaliar Registros Pedagógicos Na Educação Infantil, aqui você terá um panorama sobre como olhar, analisar e extrair o que tem de melhor nas suas atividades.

 4 Elementos que NÃO podem faltar em um projeto

  1. O Desafio
  2. O Professor Planejador
  3. Alunos protagonistas
  4. O produto final

Abaixo apresento um exemplo de projeto que explora os 4 elementos.

 Projeto Horta na Escola

Nome do Projeto: Horta na Escola

Desafio:  Promover hábitos alimentares saudáveis e apresentar o conceito de sustentabilidade para crianças.

Objetivo(s): Fortalecer os valores alimentares compatíveis com a preservação da alimentação diária e da cultura do país. Sensibilizar e conscientizar as crianças de que a vida depende do ambiente e o ambiente depende de cada cidadão deste planeta.

Duração da Atividade: A horta é uma atividade continuada, portanto não tem tempo de duração, ocorre durante todo o ano.
Professor planejador: o professor deve planejar cada atividade que o projeto deseja abordar e, de antemão, planejar uma sequência didática com objetivos claro.

Professora explica aos alunos que é preciso preparar a terra para plantar as mudinhas.

Alunos protagonistas: as crianças vão pensar em como enfrentar esse desafio e em seguida colocar a mão na massa;

Crianças plantam suas sementes e regam diariamente acompanhando o crescimento.

O produto: apresentação final da produção feita pelos alunos.

Por enfim, explicam o que aprenderam durante o processo e em seguida preparam uma deliciosa e nutritiva salada para a refeição!

Atenção: É preciso estar atento para o que as crianças já sabem e o que elas desejam aprender no momento do projeto.

A metodologia da aprendizagem baseada em projetos é um eixo fundamental para Escolas que desejam fornecer uma Educação atual às crianças.

O projeto é algo que acompanha o indivíduo por toda a sua vida e iniciar-se na primeira infância é oferecer para essa criança um primeiro olhar para as coisas do mundo.

A partir de então as perguntas surgem, a curiosidade o motiva e o ver mais e melhor é uma constante na vida desse indivíduo que já não espera mais as respostas prontas. Pois está disposto a buscar sempre por respostas e se propor a enfrentar as mudanças significativas do mundo em que vivemos.

Ora, se o mercado de trabalho busca pessoas inovadoras e que saibam lidar com projetos, por que não criarmos nossas crianças para enfrentar o mundo em constante mutação?

Para alguns professores registrar é diversão, para outros é dever, mas pra gente da Eduqa.me é a única maneira de lidar com os erros e acertos e ter a chance de resignificar o aprendizado.

A partir dos registros é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local? Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Para criar planejamentos, semanários, projetos e portfólios ainda mais legais, é preciso adicionar dois condimentos especiais: a criatividade e a tecnologia. 

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

Reflita e Registre!

  •  As crianças praticam o respeito?
  • Quanto ao vídeo, achou que ajudou? Qual parte mais gostou?
  • A igualdade de gênero na sua sala de aula é algo que acontece?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar!

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Como nasce ou morre um sujeito transformador?
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Como nasce ou morre um sujeito transformador?

Ser otimista não é uma tarefa fácil em meio ao que vemos diariamente nas nossas Escolas e Salas de Aula como um todo.

A reclamação é sempre uma constante na vida de quem é professor. Seja pela desorganização em sala de aula, pelas brigas constantes entre alunos ou pelos ruídos na comunicação com a Direção pedagógica, pais e até mesmo colegas de profissão.

Teoricamente todos sabem; vivemos um momento de cólera na Educação e precisamos encontrar uma direção para caminhar reformulando a maneira como aprendemos e ensinamos nesse mundo doido e de constantes mudanças. É, parece mesmo que o futuro não é mais como antes.

garota-pensando1

O que nós, professores,  queremos e podemos fazer para garantir um futuro melhor para nossos crianças?

Educar nossas crianças significa que se adequem ao mundo futuro ou a este mundo presente? Como podemos fazer isso se não sabemos o que esperar do amanhã?

Por que padronizamos nossas crianças se, mais tarde, no mercado de trabalho, procuramos pessoas que tenham um diferencial?

Essas são perguntas que devemos fazer todos os dias antes de propor alguma atividade e até mesmo quando acordamos e nos preparamos para entrar em sala de aula.

Cada dia é uma oportunidade para refletir, adaptar, criar e agir de maneira diferente com nossas crianças.

Podemos contribuir para desenhar um futuro desejado, cheio de cores, diversidade e pessoas que se conectam com seu verdadeiro elemento chave, isto é, ajudar no nascimento de um grande sujeito transformador. Ou, também, podemos ceifar a criatividade de nossas crianças colocando-as em caixas e perfis padronizados para que a aula corra como o planejado e as nossas Instituições tenham dados para apresentar e indicadores para seguir, não é mesmo?

Dessa maneira, aquela criança, que em potencial poderia mudar o mundo, passa a ser mais uma criança educada com notas e comportamentos padrões que sonha em entrar em uma Universidade pública para tentar uma carreira de sucesso e cair no mercado de trabalho em busca de, mais uma vez, uma oportunidade para fazer a diferença no mundo.

O curta-metragem “Alike”  explora de maneira super delicada essa questão: Para que educamos nossas crianças?

Como podemos nos comportar mediante um futuro tão incerto sem deixar nos influenciar pelo mundo dos prazos curtos e produções infinitas?

Ainda não temos todas essas respostas de maneira exata, mas o fato de nos questionarmos e nos incomodarmos como as coisas estão, indica que podemos sim fazer uma revolução.

“Alike” é um curta-metragem de animação dirigido por Daniel Martinez Lara & Rafa Cano Mendez

Sinopse: Em uma vida agitada, Copi é um pai tentando ensinar seu filho, Colar, um caminho certo para ter sucesso na vida. Mas … O que é certo?

Sugestão:

Esse curta pode ser usado na reunião pedagógica afim de fomentar discussões sobre qual educação queremos e pensar em algumas estratégias para desenvolver currículos e avaliações que buscam essa compreensão das necessidades e desafios que todos nós temos no mundo de hoje e ajudam a pensar sobre possíveis soluções inovadoras.

Registre!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Dia internacional da pessoa com deficiência
Relatórios/Formação/Práticas inovadoras
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Dia internacional da pessoa com deficiência

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Todas as datas comemorativas existem para nos lembrar de algo importante, e o dia internacional da pessoa com deficiência, não poderia ser diferente.

O dia 03/12 foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1998, com o intuito de proporcionar a população maior conhecimento, compreensão e conscientização sobre o que é a deficiência, sua dignidade, direitos, deveres e bem-estar.

É só nos aproximarmos um pouco e saberemos que a vida das pessoas com deficiência, muitas vezes, torna-se difícil pela falta de informação da população em geral.

Com quantas pessoas com deficiência você estudou na sua escola? E no trabalho, com quantas se relacionou? No clube? Na vida?

A geração mais nova tem conseguido se relacionar com as pessoas com deficiência, entretanto, muitos sujeitos entre 35 e 40 anos não tiveram esta chance, já que na altura, a maior parte destas pessoas não saiam de casa.

Quantas coisas deixamos de aprender e de vivenciar por conta disso?

Infelizmente, muito do que não foi vivido, transformou-se e transforma-se em preconceito e outras barreiras atitudinais.

Esta data não pode passar despercebida, principalmente nas escolas, que são espaços da prática da cidadania e de compromisso com a informação, conhecimento e solidariedade.

dia da deficiencia fisica

Muitos pais ainda têm medo da convivência de seus filhos sem deficiência com crianças com deficiência, assim como muitos outros mitos. Por que não aproveitar esta grande oportunidade para falar de inclusão e dos benefícios da diversidade na sua escola?

Promova um debate sobre estes assuntos, faça uma dinâmica ou mesmo vá às ruas e diga às pessoas que a diferença é o que nos move.

Boaventura de Sousa Santos, sociólogo e prof. º na Universidade de Coimbra – Portugal diz que “temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza.”

Reflita, pense e mude!

Para quem se interessar pela proposta e quiser fazer uma dinâmica com os pais ou com os professores, deixarei uma dica muito interessante. Encontre mais dicas no livro “E agora? O que eu faço? Conversas sobre inclusão escolar. Luciana Fernandes Duque. São Paulo: LURA Editorial, 2015

Dinâmica dos rótulos

Assunto: preconceito, grupo, atitudes de julgamento sem conhecer o outro.

Materiais: fita adesiva e pedaços de papel escritos com rótulos e papéis sociais. Exemplo: Professor, Médico, Advogado, Deficiente, Autista, Pai, Mãe, Gordo, Negro, Inteligente, entre outros.

Participantes: indicado para turmas numerosas, podendo ser aplicada em grupos de no mínimo 10 pessoas.

Etapas:

a) O facilitador deve pedir para que o grupo faça um círculo.

b) Sem que as próprias pessoas vejam, os rótulos e papéis sociais devem ser colados nas costas de cada participante.

c) Feito isso, solicita-se que caminhem e formem grupos “escolhendo” quem fará parte do seu grupo e quem ficará de fora!

d) Incentive a escolha perguntando: “Quem está dentro? Quem faz parte?  Quem está fora?”

e) Após os grupos serem formados, revele o papel de cada um e perceba a reação das pessoas. Possivelmente nesta hora as pessoas que foram excluídas ou mesmo as muito disputadas, se surpreenderão com seus papéis.

f) Faça uma grande discussão e pergunte como aqueles que foram excluídos se sentiram? Solicite o depoimento das pessoas.

Gostou das ideias? Não esqueça de observar a atuação dos pequenos em sala.

Registre! Só assim é possível compreender quem precisa de mais estímulo e atenção e quem já está pronto para novos desafios.

Quer acompanhar dados da sua Escola?

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Pra que serve a musicoterapia?
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Pra que serve a musicoterapia?

Que tal fazer uma viagem pelo fascinante mundo da música?

Musicoterapia

A musicoterapia é um trabalho desenvolvido por um profissional qualificado chamado musicoterapeuta, que utiliza a música e seus elementos para tratar problemas afetivos, sociais ou cognitivos, como por exemplo questões ligadas a comunicação, relacionamentos e a aprendizagem.

Leia mais Pratique Inteligência Socioemocional na Escola

Através da música é possível melhorar os sintomas de várias doenças e atualmente, pacientes com dor crônica e estresse pós-traumático tem sido muito beneficiados pelo tratamento com a musicoterapia.

Indicações

É indicado também para pessoas com problemas psiquiátricos e com algumas deficiências como a paralisia cerebral e o autismo.

down

A metodologia de trabalho dos musicoterapeutas vai depender muito das condições dos “pacientes”, mas a atuação vai desde colocar a música ou tocar para que as pessoas ouçam até a participação ativa do paciente ao manusear os instrumentos e tocar do jeito que souber considerando posteriormente o ritmo, melodia e a harmonia.

Não é preciso saber tocar qualquer instrumento para participar da musicoterapia, já que o objetivo não é musical, mas sim, sentir a música, interpretá-la, dançar e cantar.

A musicoterapia ajuda a pessoa a promover a sua saúde através de experiências musicais e da relação que se constrói com o terapeuta para buscar a mudança de um comportamento, sintoma ou problema.

Na Escola

Na área da educação especial o musicoterapeuta tem muito campo de trabalho, e há uma variedade de benefícios comprovados como:

– A redução da ansiedade e do stress;

– Melhoria da atenção;

– Controle da impulsividade;

– Melhoria de competências cognitivas;

– Ampliação e aprimoramento da comunicação;

– Diminuição de comportamentos inadequados entre outros.

Visto tantos benefícios, por que não trazer a musicoterapia para a escola comum?

O educador é um profissional que pode trabalhar em parceria com o musicoterapeuta e provavelmente isso traria muitas melhorias para o desenvolvimento pessoal de cada criança, assim como para o próprio trabalho pedagógico do professor, ou seja, a música contagia positivamente, colabora nas questões com os problemas de aprendizado e relacionamentos, e trata de dificuldades que são tão comuns dentro da escola e fora dela.

musicoterapia

A sua escola desenvolve algum trabalho com a música? Você, professor, tem alguma experiência positiva nesta área para partilhar?

Vamos ampliar este diálogo!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como anda a criatividade dos seus alunos?

Fonte: criartiva

Desenvolvimento Infantil/Práticas inovadoras
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Como anda a criatividade dos seus alunos?

brinquedo de sucata

O que é criatividade?

Criatividade vem do latim creare, que indica a capacidade de criar, inventar ou produzir algo novo.

A criatividade pode ser aplicada em qualquer situação, seja na vida adulta ou na vida da criança, e por falar nisso, como anda a criatividade dos seus alunos?

Esta é uma pergunta que dificilmente fazemos, mas talvez hoje, por ser o dia da criatividade, pudéssemos pensar um pouco mais sobre a importância desta habilidade tão necessária às pessoas e principalmente para aqueles das gerações mais novas.

Digo gerações mais novas, pois todos nós sabemos o quanto as coisas mudaram com o passar dos tempos e com a evolução do mundo. Hoje, com o excesso de brincadeiras por meios informatizados, muitas crianças não conseguem criar novas formas de se divertirem e ficam dependentes de certos cenários eletrônicos e até os reproduzem ao brincar.

Encontrar soluções diferentes e originais face às novas situações que nos são impostas todos os dias é a forma que temos de expressar a nossa criatividade. Será que a escola proporciona e contribui para o pensamento criativo da criança? ou ainda está a mecanizar estes pensamentos?

Autoria de pensamento

Já falamos em um texto anterior, que tratava da autoria de pensamento, o quanto é importante que o professor estimule a criatividade na criança. Quando o professor pede para que o seu aluno faça o desenho de uma flor, por exemplo, e permite que ela crie, invente, brinque e resgate através daquele papel, toda a sua experiência com flores; ele possibilita a criança a autoria de pensar e criar, ser autor de si mesmo.

brinquedos sucata

É necessário problematizar a prática pedagógica e perceber se estamos a dar voz ao que os alunos pensam ou se estamos apenas transmitindo conhecimentos para que eles reproduzam.

Toda a educação de uma criança vai refletir na sua vida enquanto adulto, se nós educadores conseguirmos provocar o pensamento crítico, criativo e instigar a capacidade de se relacionarem respeitosamente uns com os outros, possivelmente estaremos, a longo prazo, contribuindo com a formação de adultos mais responsáveis, autoconfiantes e preparados para enfrentar as adversidades da vida.

Conte para nós como você estimula a criatividade dos seus alunos.

Boa reflexão!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Dia do Diretor de Escola

diretora

Carreira/Semanários
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Dia do Diretor de Escola

 

Líder, chefe, maestro ou “coração” da escola como eu prefiro dizer, são alguns dos nomes dados ao diretor de escola.

Encarregado de cuidar da administração escolar, dos alunos, pais, professores e da comunidade, o diretor torna-se cada vez mais, um profissional essencial na construção de um ambiente educacional saudável e funcional.  O alargamento das funções deste gestor pedagógico traz bastante visibilidade ao cargo, e o diretor passa então, a ser uma figura central de representação da escola tanto de forma interna como externa.

A complexidade desta função e as competências exigidas são muitas e vão para além do conhecimento, sendo a experiência, dedicação e sensibilidade, fatores primordiais para o cargo.

Não é fácil ser diretor, entre uma escola organizada e a aprendizagem dos alunos existe um vasto caminho a percorrer, cheio de desafios, muito trabalho e sempre em equipe.

Um diretor de escola precisa ser um líder e o líder jamais anda solitário.  Todos os profissionais da escola devem estar envolvidos para garantir o bom andamento do trabalho pedagógico, desde o porteiro, a cozinheiro, o professor, até os pais e se for possível ir além, a comunidade do entorno escolar.

 O envolvimento só acontece quando cada parte de um todo percebe a sua importância no processo.

Assim, farei uma analogia com o corpo humano, sendo o diretor o nosso coração.

O coração é um dos órgãos mais importantes, pois bombeia o sangue para todas as partes do corpo. O Sangue funciona como um combustível que transporta tudo que o nosso corpo necessita para se manter saudável.

Se pensarmos no diretor como o coração da escola é mais ou menos isso, ou seja, o diretor é um dos profissionais mais importantes, ele trabalha em equipe, por isso, através dos seus colaboradores partilha o seu conhecimento, e depois supervisiona, administra, delega funções, acompanha, apoia, acolhe, corrige, chama a atenção quando preciso e se preocupa com o bom funcionamento da escola.

Com o objetivo de transformar e formar espaços educativos organizados, com qualidade no ensino-aprendizagem e nas relações com a comunidade, o diretor pode oferecer um ótimo combustível que é a motivação que todos tanto precisam para tornar a escola um cenário favorável para a aprendizagem e desenvolvimento de todos.

Hoje, nós da Eduqa.me, desejamos um Feliz dia a todos os Diretores de Escola.

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Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui!
Carreira/Formação/Semanários
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Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui!

Olá Professor!

Bem-vindo a mais uma reflexão que envolve a arte de ensinar.

turma antiga

Hoje, convido-o a fazer uma viagem no tempo e resgatar as lembranças do aluno que já foi um dia.

Estamos sempre preocupados em como ensinar, em estudar o desenvolvimento humano e perceber como se dá o processo de ensino-aprendizagem, entretanto, quantas vezes nesta caminhada pela educação, pensamos no aluno que fomos?

Assim, sugere-se que antes de escutar ou ler teorias que falam a respeito de como é um aluno, uma criança ou um adolescente, possamos nos lembrar de como éramos, já que passamos por todas estas fases. Tente resgatar estes momentos!

Quais eram os seus medos, seus anseios? que professores marcaram a sua vida e por que marcaram? O que gostava de ouvir dos seus professores? e o que não gostava? Como você era quando adolescente?

Quantas vezes fazemos isso? Quantas vezes parecemos explorar o universo dos alunos como se nunca estivéssemos lá?

Um dos caminhos para ser um bom professor é fazer reflexões que nos coloquem numa situação de empatia com aquilo que se quer conhecer ou entender melhor.

Muitos colegas que conseguem fazer esta viagem no tempo, ficam surpresos com as próprias atitudes, e é isto mesmo que se quer aqui… surpreender-se, reconhecer e refletir sobre a sua própria postura como professor.

Para compreender a relação professor-aluno temos que pensar sempre nestes papeis e ao máximo possível revisitar estes lugares que já foram vividos por nós.

O significado desta relação que é construída ao longo da vida do aluno e no dia-a-dia do professor é extremamente precioso. O professor desempenha um papel de valor imensurável para um aluno e para a educação como um todo; por isso, é válido entender que, mesmo sem saber, um professor pode ter influenciado um aluno, seja na escolha da profissão, como foi o meu caso, seja para a vida, como pessoa.

alunos em sala

Tenha certeza professor, que ao lecionar você planta muitas sementes de sabedoria, respeito, admiração, entre outras. Mesmo não vendo seu jardim florescer, saiba que conseguiu algumas boas flores, bonitas e exóticas, o suficiente para lhe manter firme, aceso, em sua missão de ensinar.

Obrigada a todos os meus grandes mestres pelos ensinamentos, pelos momentos de diversão e de trabalho que me proporcionaram. Espero que este texto valha como reflexão, inspiração e coragem para que você professor, possa fazer sempre o melhor possível como educador.

Referência Bibliográfica:

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

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3 Atividades horripilantemente criativas para o Halloween
Atividades/Carreira
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3 Atividades horripilantemente criativas para o Halloween

dia das bruxas na escolaBuuuh!

Dia das Bruxas, ou Halloween vem chegando por aí…

Para assustar um pouquinho as Escolas, que tal uma seleção de atividades horripilantemente criativas para que o professor solte suas bruxas na Eduqa.me?

Então vamos lá…

Temos 3 atividades que trabalham diferentes objetivos, abordagens e metodologias.

Atividade 1 O DIA DAS BRUXAS | DESENHO ANIMADO

Caillou Feliz dia das Bruxas

Caillou é um menino de 4 quatro anos que tem muita imaginação. Em cada episódio ele vive as maravilhas de ser criança.

Como desenvolver a atividade?

Materiais Necessários: Tapetes, almofadas e uma TV ou Tablet

Caillou em Feliz dia das Bruxas

Iniciando este momento, o professor deverá convidar as crianças para assistirem ao episódio, para isso, é necessário um espaço aconchegante em que elas possam se acomodar e curtir a história.

Antes de começar a atividade os professores podem apagar a luz, fazer uma introdução e contar para as crianças a proposta da atividade. Criando um ambiente de suspense e curiosidade, já que, depois da atividade o professor irá propor que as crianças criem uma festa de halloween.

Com o término do vídeo, o professor irá conversar com a turma sobre a história, procurando perceber as impressões que as crianças tiveram sobre o enredo e, principalmente, sobre as interpretações.

Em seguida, a conversa pode ser orientada…

Ver atividade no Baú Eduqa.me

Objetivos: 

  • Desenvolver a imaginação por meio das histórias;
  • Ampliar gradativamente as possibilidades de comunicação, por meio do vocabulário do desenho animado;
  •  Familiarizar-se com a função social de cada personagem por meio do registro das falas das crianças.

Atividade 2 TODAS AS BRUXAS SÃO MÁS?

bruxa brua venha minha festa

Como desenvolver a atividade?

Materiais Necessários: Tapetes, almofadas, papel A3, lápis de cor, giz de cera e canetinha e o  Livro: Bruxa Bruxa venha a minha festa

Uma Bruxinha irá aparecer para as crianças e vai contar uma história. Essa história deve ser envolvente e…

Neste momento, é importante que os professores possam ouvir as crianças que desejam compartilhar suas opiniões sobre o vivido e questioná-las da seguinte forma: Se nós tivéssemos poderes como as bruxas e os bruxos, o que poderíamos transformar? Poderíamos transformar coisas ruins em boas?

Ver atividade no Baú Eduqa.me

Objetivo: 

  • Desenvolver o pensamento crítico
  • Desenvolver habilidades socioemocionais

Sugestão 3 VAMOS FAZER BRUXARIAS?

bruxinha

Como desenvolver a atividade?

Os professores irão confeccionar, com os dois grupos subdivididos, alguns chapéus de bruxa para a brincadeira. O espaço deve ser organizado com antecedência, devendo ser amplo a fim de proporcionar a livre circulação das crianças e dos professores durante as brincadeiras.

Objetivo: 

  • Ampliar o repertório de brincadeiras
  • Desenvolver a coordenação motora

Você pode encontrar essas 3 atividades e muitas outras no Baú de Atividades Eduqa.me . Não perca tempo e faça seu cadastro para compartilhar estas e outras atividades com os professores do Brasil inteiro.

Mais recursos

Pocoyo: Especial dia das bruxas

Turma da Mônica: Bruxaria no aniversário

 Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.
Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve
Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve

Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve!

professor pensativo

Muitos dizem que ser professor não é uma profissão como qualquer outra, mas sim, uma vocação. Há quem concorde e quem discorde disso, mas o que vale é entender que ser professor, não é para qualquer pessoa.

Há uma beleza que não se mede, que não se descreve! Ser professor é inovar todos os dias a profissão, seja por vocação ou não, com uma nova visão.

Inovar a profissão é o grande desafio na arte de ensinar, por isso, o que se deve é encantar e enfeitiçar, para que os alunos tenham desejo em conhecer e prazer partilhar, o que sabem e o que não sabem neste longo caminho que a vida há de lhes dar.

O professor é a “Chave”, como nos diz Oldney Lopes em seu poema:

Se os livros alimentam o saber

O mestre proporciona-lhes sabor

Se são enigmas a resolver

O educador é o codificador.

Que seria do livro e do leitor

Sem orientador a despertar

Idéias e sentidos, corpo e cor,

Na relevante ação de mediar?

Se há na escola uma qualquer contenda

O docente é o reconciliador

Se há conflito que obstrua a senda

O mestre mostra-se apaziguador.

Que seria de uma escola sem docentes?

Salas vazias e paredes nuas

Prédio deserto, árido e silente

Portal do nada, a esmaecer nas ruas.

É que a jornada, sem apoio e guia

É trilha escura, sem norte e sem destino,

Pois falta o rumo da sabedoria,

Facho de luz, clarão para o ensino.

Sendo os alunos pássaros que tentam

Os seus primeiros vôos do saber

É pelas mãos dos mestres que alimentam

A fome insaciável de aprender.

Se, entretanto, as agruras são gaiolas

Que encarceram o aluno em estupor,

A porta que liberta é a escola

E a chave que a destranca é o professor!

professora feliz

A sociedade tem enfrentado grandes mudanças e juntamente com ela a educação, que não se consegue dissociar. Isso implica que  o professor acompanhe esta mudança e traga este encantamento do poema para a sala de aula.

É necessário resgatar e valorizar o professor que você é, já que isso, enquanto profissional, fará a diferença na construção de uma sociedade melhor, de um mundo melhor. Independente da profissão que o seu aluno escolher ele sempre terá um professor. Se acessarmos as nossas memórias de infância, lá estará o professor, por isso, é inegável e indiscutível a relevância deste papel para os alunos e para a vida.

Melhorar o que se faz deve ser uma preocupação eterna, que se reflete no sinónimo de desenvolvimento profissional e pessoal dos professores e tem como objetivo, consequentemente, a melhoria da qualidade do ensino.

A chave sempre será o professor, nunca se esqueça disso!

Registre!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Os primeiros ensinantes
Carreira/Formação
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Os primeiros ensinantes

Neste mês de outubro temos como inspiração o professor; sujeito de grande admiração, respeito e que merece todos os investimentos para que possa desempenhar cada vez melhor o seu papel de ensinar.

E é justamente sobre este papel de quem ensina, que refletiremos neste texto.

waldorf-1080x580Você já ouviu falar na palavra ensinante? E aprendente?

Ensinante e aprendente não são equivalentes a aluno e professor, mas sim, podemos pensá-los como lugares subjetivos de situar-se frente ao conhecimento.

Estes conceitos são utilizados pela Psicopedagogia e nos trazem conhecimentos importantes sobre os papéis ocupados por quem ensina e quem aprende.

As relações entre ensinante e aprendente iniciam-se logo que a criança nasce. A mãe ao ensinar o seu filho a se alimentar, pode assumir o lugar de ensinante, já que não está em causa ali, apenas o ato de comer ou aprender a comer, mas o estar junto e viver a construção desta nova aprendizagem com o seu filho.

Não vamos substituir os pais e os professores por ensinantes, já que não são sinônimos. Nem toda mãe e nem todo professor consegue ser ou estar no papel de ensinante.

Entretanto, chamamos a atenção aqui, para que os professores possam perceber o quanto faz diferença na vida do aluno e na sua própria vida profissional, ser um professor ensinante.

Depois dos pais, o professor é a primeira figura significativa na vida da criança. É através dele que os pequeninos irão refletir sobre valores, crenças, além de mergulharem num novo universo de aprendizagem; por isso, os primeiros ensinantes são os mais importantes para o desenvolvimento da criança.

Para aprender, o sujeito precisa recorrer a duas questões:

– Conectar-se ao que ele já conhece.

– Autorizar-se a “mostrar”, a fazer visível aquilo que conhece (FERNÁNDEZ, 2001).

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Quando o professor ocupa o lugar de ensinante, ele proporciona um espaço saudável de aprendizagem, pois consegue estar na posição de aprender dos alunos, mesmo quando considera o que eles já sabem. O professor abre um espaço subjetivo para que as crianças possam mostrar o que conhecem sem juízo de valor ou críticas destrutivas.

A partir disso, é possível pensarmos em como podemos estruturar as nossas aulas. Uma aula que começa por ouvir o que os alunos sabem sobre um determinado assunto ao invés daquela onde o professor é o orador, o detentor do conhecimento que apresenta um assunto, desta forma não há espaço para ensinantes.

Nota-se que o mais importante não é o conhecimento que o aluno vai adquirir para si mesmo, mas a capacidade de transformá-lo nele e naquele que o circundam, a construção do sujeito autor (FERNÁNDEZ, 2001).

Aprender pode ser tão lindo quanto o brincar, alegre e saudável. O professor ao ser ensinante precisa estar junto e construir caminhos de aprendizagem com o seu aluno que também se constituirá como aprendente.

O que não se pode mais é ser um professor expectador que ora assiste aos seus alunos aprenderem ora é o único protagonista deste cenário.

Ser ensinante é ultrapassar a ideia de transmitir conhecimentos, pois não se trata de acumular informações. Muito mais importante que os conteúdos pensados é o “espaço” que o professor vai possibilitar para que o aluno possa “fazer-se pensável” sobre um assunto. É dar voz aos significados pessoais, vinculares, éticos e políticos, tanto de quem escuta como de quem é escutado (FERNÁNDEZ, 2001).

O dom do ensinante, que reflete a paixão e o desejo de ensinar, faz um movimento de separação e permite que, na relação com o aprendente apareça o “entre”. Isto é, um olhar e um espaço de escuta. saudável, de um lado, com a renúncia inconsciente do desejo do ensinante, da posição de “suposto saber”. Por outro lado, o aprendente ganha a chance de se reconhecer “autor” de seus próprios pensamentos (AXELRUD, 2001).

O que acha deste desafio professor? Boa reflexão!

Indicação de leitura:

FERNANDÉZ, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia possibilitando autorias de pensamento. Porto Alegre: Editora ARTMED, 2001.

AXELRUD, Fany M. APRENDENTES E ENSINANTES – UMA QUESTÃO DE DIÁLOGO. COBENGE, 2001. Disponível em: http://www.abenge.org.br/CobengeAnteriores/2001/trabalhos/APP041.pdf

Registre as evidências e falas relevantes em sala. Perceba em que momento a criança se sente incapaz e a incentive. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

Registre!

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