6 vantagens para praticar a Escuta ativa na Escola
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6 vantagens para praticar a Escuta ativa na Escola

Você já reparou como muitas vezes ficamos frustrados com o desenrolar de uma conversa?

Quando estamos criando um diálogo um dos critérios mais importante é saber ouvir. Enquanto um fala, o outro escuta, certo? Mas parece que há um problema na comunicação na dinâmica atual da escuta.

Muitas vezes o ruído na comunicação aparece, puramente, por não prestarmos atenção, de verdade, no que a outra pessoa está falando e nos precipitamos em tirar conclusões.

É comum pensarmos uma coisa e falarmos outra e a pessoa entender uma terceira coisa.

O grande equívoco é achar que o outro pensa aquilo que pensamos.

E é nesse contexto, de falhas na comunicação, que gostaria de falar sobre a escuta ativa.

Afinal de contas, você sabe o que é a escuta ativa?

A escuta ativa é uma técnica de comunicação que propõe ouvir o outro com toda a atenção possível. Isso envolve esvaziar seus pensamentos e julgamentos e ouvir o outro com os ouvidos e o coração. Compreender a mensagem e interpretá-la tentando se colocar no lugar do falante.

Parece fácil, não é mesmo?

Mas para ser um bom ouvinte é preciso prestar atenção aos gestos e emoções demonstrados durante o diálogo.

Aprender a escutar é essencial para desenvolver uma comunicação apropriada e eficaz.

Vale lembrar que ouvir não é escutar. Escutar ativamente vai além de receber a mensagem. É também compreender e interpretar!

escuta ativa

Escuta Ativa #NaEscola

Agachar para dialogar com a criança, olhar nos olhos e realmente ouvir a mensagem do pequeno é uma maneira de estreitar os laços afetivos e criar empatia.

Agora, você deve estar se perguntando o que você ganha com isso?

Bom, com essa técnica você poderá compreender mais e melhor as pessoas que estão ao seu redor. Seus alunos, amigos e familiares se sentirão mais próximos de você e você poderá conseguir aquilo que deseja.

Veja 6 Vantagens para praticar a Escuta Ativa na Escola

  1.  Criar vínculo
  2.  Aprender e compreender conteúdo e sentimentos
  3.  Permite perceber o tom de voz e a fluidez do discurso
  4.  Observar a linguagem não-verbal- postura, gestos faciais, olhar, mãos, respiração.
  5.  Estimula a criança a falar e, consequentemente, em um futuro saber ouvir
  6.  Não fazer julgamentos e prevenir futuros mal entendidos

A Escuta Ativa é uma forma de estimular mudanças nas pessoas. Quando as pessoas se sentem ouvidas, elas se sentem especiais e tendem a mudar suas atitudes em relação a si próprias em relação aos outros. Sentem-se valorizadas, menos defensivas, menos autoritárias, mais flexíveis e mais abertas e dispostas a ouvir o outro.

Bom, agora estou aqui de ouvidos e coração abertos para saber se esse artigo te ajudou.

Explore a escuta ativa na sua sala de aula, na sua casa e com seus amigos e não esqueça de compartilhar.

Afinal de contas, tudo que é bom deve ser compartilhado, não é mesmo?

Experimente agora o baú de atividades e encaixe melhor as atividade dando início ao Escuta Ativa na Educação Infantil.

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Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

A aula da xícara: que tal uma pausa para o café?
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A aula da xícara: que tal uma pausa para o café?

Já reparou que tem dia para tudo? Tem o dia da Natureza,  o dia do professor, o dia da criança, o dia das bruxas e assim vai. Mas no meio de tantas comemorações que tal uma pausa para o café?

Sim, professor,  eu sei que você está no meio de um semestre corrido de trabalho, mas, fazer uma pausa e refletir sobre as suas experiências nas relações com os alunos é mais do que importante; é necessário!

A aula

O livro intitulado como “A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno” conta a história de uma dinâmica de grupo que encantou mais de 2.000 alunos de um curso de licenciatura na área da educação.

Com o objetivo de melhor conscientizar o futuro professor a respeito do seu papel de ensinar, a dinâmica da xícara traz um apanhado de reflexões teórico-práticas para focalizar, estudar e vivenciar a importância da relação professor-aluno e a valorização das emoções em sala de aula.

Rubem Alves, com belas palavras dizia:

“Não sei como preparar o educador. Talvez porque isso não seja nem necessário, nem possível… É necessário acordá-lo […], pois eles não se extinguiram […] Basta que os chamemos de seu sono, por um ato de amor e coragem… e talvez acordados, repetirão o milagre da instauração de novos mundos”. (Rubem Alves, 2000. Conversas com quem gosta de ensinar. Mensagem da contracapa).

A aula da xícara, nome pela qual a dinâmica ficou conhecida, tinha como objetivos principais provocar o pensar sobre a escolha da profissão e introduzir a discussão sobre a complexidade do papel do profissional professor dentro da escola.

Muitas pessoas quando escolhem a profissão de professor não tem muita noção do que isso representará para si mesmo e para a sociedade. Tanto para os jovens ingressantes, quanto para os mais antigos na profissão, faz-se válida uma reflexão mais a fundo sobre este tema.

Ficou curioso? Então mão na massa!

Os ingredientes são fáceis:

  • 1 Mediador
  • Participantes
  • Xícaras
  • Tempo para reflexão

 

Modo de preparo

Primeiro passo:

O mediador fará um encontro com os participantes apresentando a dinâmica. Ele solicitará que os participantes escolham uma “xícara com a cara deles”. Eles podem escolher uma xícara que tenham em casa, ou mesmo comprar uma nova.

Para quem optar pela compra de uma xícara, o mediador deve estipular um valor máximo para compra, e assim fica a critério do participante exceder ou não este valor. O mais importante é que haja uma identificação com a xícara escolhida.

Xícaras escolhidas e hora de apresentar o desafio e as regras do jogo.

A proposta é usar a xícara em dois momentos distintos: ora com pessoas que gostem, ora individualmente.

O grande desafio é utilizar a xícara diariamente e toda vez que utilizá-la, pensar sobre como está a sua vida naquele momento, refletindo sobre coisas boas e ruins.

Segundo passo: 

 

Após esta vivência os participantes irão compartilhar suas experiências respondendo apenas essas duas perguntinhas:

– Porque escolheram aquela xícara?

– E o que a xícara representou para cada participante neste tempo que ficaram juntos?

Parece simples, mas não se engane. É na simplicidade que moram as coisas mais valiosas das nossas vidas, não é mesmo?

sala dos professores

Inclusive nos permite refletir e jamais esquecer que um professor deve:

  • Cuidar dos próprios sentimentos;
  • Trocar experiências sempre, principalmente com outros profissionais da mesma área;
  • Ter comprometimento e honestidade com o trabalho pela Educação;
  • Saber ouvir o outro;
  • Valorizar as emoções e a heterogeneidade;
  • Compreender a utilização das teorias psicológicas na prática educativa.

Nunca deixe de acreditar em tempos melhores; comece você mesmo, com pequenas atitudes, a fazer a diferença! A simplicidade das pequenas coisas pode ser um caminho!

A aula da xícara permite que o professor ou futuro professor possa experimentar questões vitais para sua sobrevivência na profissão alicerçado numa teoria consistente e acessível. Que tal aproveitar o dia dos professores para revisitar o por quê  da sua escolha?

Todos têm algo de bom para oferecer! Mudar pode ser preciso! “Um brinde à mudança”! (ERIN GRUWELL).

E para facilitar o seu trabalho e que você tenha ainda mais tempo para o café, que tal experimentar a Eduqa.me ?

Com a Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

TIC na educação: o que é e como utilizar?
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TIC na educação: o que é e como utilizar?

menina e tablet

Você já deve ter ouvido falar na sigla TIC, não é? Mas o que ela significa?

As TICs são as Tecnologias da Informação e Comunicação, elas dizem respeito a formas tecnológicas distintas de comunicar e informar por meio das funções de hardware, software e telecomunicações. São utilizadas em diversos segmentos, mas neste texto, falaremos da sua presença no ensino e aprendizagem.

Antes de irmos mais a fundo neste tema, gostaria que os professores pudessem desmistificar a ideia das tecnologias na educação como algo que tivessem que escolher ou não trabalhar.

Sabemos que muitos colegas resistem à evolução do ensino trazida pela modernidade, mas a questão que se coloca aqui não é em julgar as tecnologias como boas ou ruins, ou ainda, optar por trabalhar ou não nesta proposta. As tecnologias, sempre serão tecnologias, e serão boas ou não dependendo da forma que a utilizarmos, ou seja, o professor não será substituído, como alguns pensam, pois ele será o mediador, aquele com o potencial criativo jamais ocupado pelas máquinas. É o professor que terá em suas mãos a possibilidade de transformar uma tecnologia num bom recurso.

Em 2009, a UNESCO no Brasil lançou o projeto internacional “Padrões de Competência em TICs para Professores”, http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001562/156209por.pdf  e depois em 2014, um guia sobre como inserir a Tecnologia na Educação. http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002277/227770por.pdf

Sabe-se que cada vez mais a tecnologia se torna importante na forma de nos comunicarmos, aprendermos e vivermos, por isso, a UNESCO acredita que as TICs podem contribuir com a equidade e acesso universal da educação, com a qualidade de ensino e aprendizagem e a elevação dos níveis dos mesmos, com o desenvolvimento profissional de professores, bem como melhorar a gestão e a administração educacional ao fornecer políticas, tecnologias e capacidades.

Não há dúvida que a tecnologia veio para contribuir. Outro exemplo disso são os recursos oferecidos pela Edqua.me ao professor. Conheça mais os nossos recursos.

Mas, será que o professor realmente está capacitado para trabalhar com um computador em sala de aula? Tem condições de criar um blog, página no facebook ou ainda publicar um vídeo da sua melhor aula no YouTube?

Esses e outros questionamentos devem ser considerados pelos coordenadores e diretores de escola, antes de inserirem a tecnologia em seus espaços educacionais.  Diante de um cenário, onde a tecnologia é desconhecida ou rejeitada por um dos seus principais protagonistas, que é o professor, é primordial a necessidade de capacitação e envolvimento com as ferramentas. É importante que o professor possa conhecer, testar, experimentar e se ver como capaz de enfrentar este novo desafio.

lousa digital

Não é apenas o usar por usar ou ainda uma busca de informações e de conteúdos. Trata-se, na verdade, do processo de construção do conhecimento.

Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem, ou seja, são uma ferramenta de aprendizagem que permite o acesso e a oportunidade para todos.

Outra contribuição da tecnologia é o acesso à aprendizagem e a comunicação entre as pessoas com necessidades educativas especiais (NEE). Pessoas com deficiências sensoriais como a cegueira e a surdez, utilizam recursos tecnológicos como meio de comunicação e aprendizagem da leitura. Pessoas com paralisia cerebral, por exemplo, fazem uso da comunicação alternativa e aumentativa, para interagirem e comunicarem o que sentem, pensam e desejam.

crianças deficiente

Há pesquisas que apontam o desenvolvimento de aplicativos para tablets, aparelhos telefônicos móveis que auxiliam até crianças com dislexia a interpretarem melhor a leitura, assim como a possibilidade de transformar um texto escrito em áudio para os cegos.

Esta é a riqueza da tecnologia que deve ser explorada pelo educador, algo que vem a somar ao ensino e a aprendizagem.

Sabe-se também que o mau uso, tanto por parte dos adultos (professores, pais) e das crianças (ou alunos em geral) pode impedir que se obtenha os resultados favoráveis desejados. Assim, confira as dicas abaixo para um melhor aproveitamento das ferramentas digitais:

Pais: – Conheçam os jogos que os seus filhos brincam para interagirem melhor com eles, avaliar o conteúdo e dialogarem sobre o assunto.

– Não deem livre acesso à internet aos pequenos; todos sabem disso, mas não custa alertar!

– Controlem o tempo e o momento do dia em que as crianças jogam. Não são apenas os jogos, mas a televisão também é um grande problema e se não nos preocupamos com isso, as crianças passam o dia nos eletrônicos e esquecem-se do brincar de faz de conta, dos seus próprios brinquedos, enfim, questões primordiais para o desenvolvimento infantil. Outra coisa é sobre o momento do dia em que jogam. A noite de preferência NÃO! A noite a criança precisa relaxar e entrar no estado de tranquilidade para dormir. Se estimularmos com sons, cores e imagens altamente vibrantes, vamos acelerar a criança, deixá-la agitada e contribuir para que ela tenha dificuldades para dormir.

Professor: – Conheça sempre a ferramenta que vai utilizar antes de apresentá-la aos alunos.

– Mostre que a tecnologia serve também para aprendizagem escolar.

– Planeje e tenha objetivos definidos. Promova um trabalho para que os alunos possam construir um vídeo, ou apresentar imagens, seja criativo, afinal, o que seria das TICs sem o seu principal mediador, não é professor!?

A Eduqa.me auxilia muito o professor no uso das TICs. Isso porque na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Registre!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

 

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

A papelada aumenta e os processos burocráticos atrasam o trabalho da coordenação? Talvez seja hora de rever os sistemas da escola (foto: Utterly Organized)

Registros/Rotina pedagógica/Práticas inovadoras
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Como o colégio Jardim Encantado faz semanários e registros muito mais rápido

O que você vai aprender com esse caso?

Se você é professora, coordenadora ou diretor em alguma escola de educação infantil e fundamental, recomendo muito que preste atenção neste artigo. Vamos mostrar como um de nossos clientes, o Centro Educacional Jardim Encantado, trabalhou junto com a Eduqa.me para resolver os problemas na árdua tarefa de organizar e gerenciar os semanários, registros e relatórios escolares, bem como construir um acervo de atividades acessíveis promovendo troca e colaboração entre os professores. Também vamos mostrar como a escola se tornou ágil na comunicação entre coordenadores pedagógicos e professores.

A Escola

O Jardim encantado é uma Escola de Educação Infantil e Berçário que fica no Paraná em uma cidade chamada Meridianeira. A Escola adotou a Eduqa.me no começo do ano e no primeiro mês, teste,  foi um processo de adaptação e reconhecimento dos professores. Como os professores usaram e acharam fácil, o Diretor assinou a Eduqa.me e começou o trabalho. Primeiramente a implementação foi feita com professores e em seguida foi expandindo para a família. Hoje os professores fazem todos os seus semanários na Eduqa.me e também os registros de atividades de cada classe e das crianças, assim a família também faz acompanhamento das atividades que seus filhos fazem na escola. Desde fotos, questionários e anotações pertinentes a cada criança. Como o Jardim Encantado é uma escola aberta às devolutivas, a plataforma também tem contribuído muito nesse aspecto, pois a família chega hoje na Escola desejando obter informações dos seus filhos e o Diretor acessa o sistema e já tem uma resposta pronta, sem ter que chamar o professor na sua sala de aula.

#Na Prática

Os professores acessam a Eduqa.me e criam uma rotina de atividade para desenvolver as crianças semanalmente, isto é, o semanário. Assim a coordenação e a direção ficam cientes do semanário imediatamente. Além desse compartilhamento, tanto o professor, quanto o coordenador, podem fazer comentários nas atividades do semanário, com isso agilizam a troca de informação e esclarecimento de dúvidas. Uma vez que existe essa transparência a responsabilidade passa a ser de todos os atores da Escola. Desta maneira a direção passa a ser responsável e a ter mais propriedade para dialogar direto com a família sem ter que chamar o professor na sua sala de aula. 

“Não tem a necessidade de fazer a pergunta: – vou perguntar para o professor para saber o que está acontecendo, eu simplesmente acesso e pronto. A resposta está ali, pronta. É legal porque ajudando os professores nesse processo as coisas ficam mais fáceis para todos e a Escola tem mais fluidez.”

Alexandre – Diretor do Centro Educacional Jardim Encantado

Hoje a Escola conta com 47 crianças cadastradas na plataforma, 4 professores docentes, 1 coordenador pedagógico e 1 Diretor. A escola usa a Eduqa.me há 4 meses e já tem catalogado em seu baú de atividades mais de 900 atividades mapeadas em 14 áreas do conhecimento.

Números do colégio Jardim Encantado

Números do colégio Jardim Encantado

 

Toda essa informação gerada pela escola antes era perdida pois não havia a possibilidade de resgatá-las para discutir e reorientar as práticas pedagógicas. Além disso, muitas anotações importantes sobre as crianças não eram feitas pois caiam no esquecimento. Agora coordenador e diretor podem fazer diversas buscas sobre uma série de informações pedagógicas na plataforma. Como por exemplo buscar as atividades de linguagem feitas nos últimos 3 meses, visualizar de maneira clara as atividades com os registros em fotos e vídeos, resgatar essas atividades para possíveis relatórios, replicar, co-criar, repensar e decidir o que muda ou não para os próximos meses. Agora o colégio também conta com um acervo de todas as suas atividades feitas. Todas com fácil acesso e salvas em  um local seguro prontas para serem reaproveitadas com apenas um clique.

O Desafio

O principal desafio do Jardim Encantado era:

Organizar e gerenciar a documentação pedagógica.

Como resolver esses dois problemas sem tomar mais tempo da coordenação e dos professores, em um dia a dia tão corrido como o escolar? Com a documentação em ordem seria possível balizar qual área do conhecimento estava defasada e a partir dessa constatação gerar um plano de ação para as atividades certas para o  desenvolvimento infantil de cada classe. 

Apesar da Escola já fazer a documentação usual com planilhas, cadernos e documentos impressos, os semanários eram sempre o grande ponto de atenção, pois na maioria das vezes a rotina da Educação Infantil era puxada e a rotina consumia a maior parte do tempo dos professores.

A Solução

Obviamente que a  qualidade do ensino depende de muitos fatores, em graus diferentes, mas a solução que a Eduqa.me propõe é fazer toda a documentação pedagógica com uma única ferramenta que é acessível do celular, tablet ou computador.

Semanário:

Para o semanário o professor planeja e a coordenação acompanha em tempo real o planejamento de todas as turmas. Sem envio de e-mails e vários outros documentos. Hoje as devolutivas são feitas no própria plataforma, facilitando o diálogo, a busca e a organização.

Registros:

A escola optou por registrar por texto, foto e vídeo. Desta maneira os registros ficam mais completos e ricos e é possível saber o universo das atividades lecionadas, qual área do conhecimento está sendo mais estimulada e quais são os pontos de atenção das demais áreas e, principalmente, das crianças.

Escrever sobre a prática faz pensar e refletir cada decisão tomada, permitindo aprimorar o trabalho diário da sala de aula e adequá-lo com frequência às necessidades dos alunos e trocar os aprendizados com outros professores passa a ser consequência. A Eduqa.me permite que essa tarefa seja feita de forma simples.

Anotações individuais:

Um dos recursos mais importantes da Eduqa.me, aqui na mesma hora que o professor faz um registro para toda a classe ele consegue fazer anotações individuais de cada criança, ou seja, o professor pode anotar uma fala, um comportamento e essa anotação vai direto para o perfil da criança ajudando a compor seu portfólio online.

O Baú de Atividades:

Outro recurso de muito destaque é o Baú de atividades, nele ficam armazenadas todas as atividades que o professor planeja. O Baú também permite que o professor compartilhe suas atividades planejadas com professores de todo o Brasil ou busque novidades de outros professores para a aula da semana. O professor pode criar, pesquisar, co-criar e compartilhar suas atividades. Agora o Jardim Encantado conta com um báu de fácil acesso com mais de 550 atividades até o momento, essas atividades podem ser usadas na própria escola e, até mesmo, se compartilhadas no baú público, podem ser copiadas por qualquer professor do Brasil.

Afinal de contas educação sem troca, não é educação.

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Ser ou não ser, eis a questão
Carreira/Semanários/Identidade e autonomia
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Ser ou não ser, eis a questão

Ser ou não ser?

Ser ou não ser, eis a questão: até onde vai a autonomia do professor?

Quem nunca ouviu esta frase brilhante de W. Shakespeare, que ainda nos dias de hoje se faz tão presente?

Ser ou não ser é uma pergunta que podemos responder durante a vida toda. Em cada fase da nossa vida, seja pessoal ou profissional, encontramos dilemas que nos obrigam a pensar e filosofar muitas coisas.

Por que as pessoas são felizes?

Por que as pessoas sofrem?

Será que o ambiente em que vivemos pode influenciar o nosso ser?

Estas e mais outras perguntas constituem sempre uma dúvida ou uma indecisão, e baseado nisso, que tal refletirmos sobre o ser ou não ser na escola?

criança indecisa

São muitas coisas para pensar, não é professor? O planejamento, o método da escola, a aprendizagem dos alunos, os registros, enfim, com tantas tarefas a cumprir e a se preocupar, como exercer a autonomia em sala de aula?

Parece difícil!

Será que é possível ter autonomia na escola ou ser autônomo é apenas uma falsa ilusão do professor? Você já parou para pensar nisso?

O ser exige autoconhecimento, ideologia e equilíbrio.  

Quando um professor ensina algo para os seus alunos pode ultrapassar o conteúdo dos livros ou do currículo; e mergulhar nisso é ser autônomo! É Ser!

A possibilidade de fazer das aulas uma mistura do que o professor gosta e o que é necessário para o aluno se sair bem socialmente e pedagogicamente, conforme os currículos é o exercício da autonomia em sala de aula.

Não permita que o livro didático determine como deve ser a sua aula, pois você professor, é o principal e melhor autor do livro didático da sua área.

Outro aspecto ligado à autonomia do professor é o método. Muitas escolas pré-determinam, de acordo com a missão e valores de cada instituição, qual ou quais serão os métodos utilizados. Isso deve, obviamente, ser respeitado, entretanto professor, não deposite toda a sua expectativa em qualquer método de ensino. Não existe um único método que seja eficaz para a turma toda e, muito menos, que atenda totalmente às suas necessidades práticas em sala de aula. O professor será o articulador de todos os recursos e métodos, por isso, ele é tão importante, assim como a autonomia que exerce.

Ter autonomia traz felicidade e quando estamos felizes realizamos as nossas tarefas com mais satisfação e criatividade.

E então? Você consegue lembrar de outros pontos que o permitem ser autônomo em sala de aula? Compartilhe com a gente!!

Ser ou não ser, eis a questão!!!!

ninguém é sujeito da autonomia de ninguém

Experimente a Eduqa.me e gaste menos tempo com tarefas administrativas.

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Especial | Roteiro de sondagem PRONTO!

Roteiro de Sondagem

Materiais para Download/Relatórios/Práticas inovadoras
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Especial | Roteiro de sondagem PRONTO!

modelo de sondagem

Roteiro de sondagem prontinho para ser usado na sala de aula.

Há algum tempo atrás escrevi sobre a sondagem e como ela ajuda o professor no mapeamento dos seus alunos em sala.

Como muitos professores pediram mais detalhes sobre o processo decidi trazer algumas considerações finais sobre as sondagens:

– As sondagens podem ser um bom recurso de comunicação entre os profissionais. O professor atual da criança pode interagir com o professor do ano seguinte para partilharem informações relevantes sobre a aprendizagem da mesma.

– Se a criança mudar de escola a sondagem torna-se um documento que pode acompanhar o dossiê do aluno, assim como as suas demais avaliações.

– A sondagem não precisa ser sempre escrita, como já sugerido acima. Pense em situações práticas.

– Podem ser realizadas individualmente ou no coletivo. Dependerá dos seus objetivos, da forma que organizar a sondagem e principalmente das necessidades das crianças.

– Se a sondagem for para o grande grupo, circule pela sala para observar tudo o que se passa.

– Não faça anotações nas produções das crianças. Tenha a sua própria folha de registro para anotar o máximo de informações possíveis: o que eles falam, sentem, como se comportam e reagem aos desafios.

– Você pode utilizar como sondagem, o seu próprio roteiro de observação, construído com base nos objetivos a serem alcançados pelo grupo.

Caso queira um modelo pronto para usar em sala de aula basta clicar aqui e preencher os dados para ter  acesso a um modelo Eduqa.me.

Roteiro de Sondagem

Roteiro de Sondagem

– Planeje sempre o uso das sondagens no seu dia a dia em sala de aula.

Bom trabalho!

Escrita Espelhada 23 dicas de atividades práticas
Atividades/Linguagem/Práticas inovadoras
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Escrita Espelhada 23 dicas de atividades práticas

No texto anterior, Dificuldade de aprendizagem, refletimos um pouco sobre o que leva a criança a espelhar as letras, os principais distúrbios de aprendizagem que são causadores desta dificuldade e também sobre as habilidades que devem ser trabalhadas na educação infantil para subsidiar a escrita da criança. Hoje, vamos falar da prática.

Na prática

Quais atividades podem ser trabalhadas para prevenir ou mesmo apoiar a criança que já apresenta a letra espelhada; dicas e sugestões que esperamos muito que gostem e aproveitem.

Vamos lá!

1 – Brinque com a criança de representarem as letras com as mãos e depois com o corpo.

O livro “Alfabeto Corporal” de Maria Augusta Sanches Rossini é um ótimo material.

alfabeto criança

2 – Letras no ar ou letras no corpo: é uma brincadeira de adivinhar. O professor pode desenhar uma letra no ar e as crianças adivinharem qual é ou pegar na mão da criança e fazer o movimento das letras (todos podem fazer os movimentos juntos depois que descobrirem qual é a letra). Ainda pode escrever nas costas da criança a letra e ela ter que adivinhar qual é.  

3 – Jogos de orientação espacial: “o meu mestre mandou” …  pularem de um pé só; correrem para a direita; levantar o braço esquerdo, etc. “Vivo ou morto” – conceito de em cima e embaixo.

4 – Fazer duplas, pedir que as crianças fiquem uma de frente para a outra e colocar 3 colchonetes entre elas. O objetivo é indicar posições e fazer  que a criança perceba, por exemplo que a direita de uma é diferente da direita da outra.

5- Balões ao ar: tentar manter o balão no ar batendo nele com a mão direita, depois só com a mão esquerda e por último alternar as duas mãos.

pula balão

6 – A criança precisa ter acesso a escrita correta das letras. Às vezes, aqueles alfabetos com as letras trabalhadas em forma de bichos, por exemplo, não são muito adequados. Se possível utilize um alfabeto onde as letras sejam sinalizadas por setas indicando por onde começar a escrita. O mesmo acontece com os números.

7 – A rota das letras: peça para as crianças caminharem sobre letras ou palavras. Desenhe com giz, letras ou palavras bem grandes no chão e peça para que elas imitem o movimento de cada letra, como se estivessem a fazer traçados com o corpo ao caminharem por cima delas.

8 – Quem se lembra do Mister Maker? Tinha um quadro neste programa que as crianças faziam desenhos com o corpo, cada criança representava uma cor. Use a sua criatividade e prepare uma atividade semelhante a esta na quadra da sua escola.

9 – As músicas são excelentes recursos para explorar os deslocamentos e a lateralidade. Brinque com a música cabeça, ombro, joelho e pé. A música chuva vai, cai, cai, também é interessante. Chuva vai  (ir para frente), Chuva vem (ir para trás), Chuva miúda não molha ninguém  (circular batendo palmas). Cai chuva, cai lá do céu (ir para a direita), Cai chuva, no meu chapéu. (ir para a esquerda).

10 –Sabe aquelas formas para biscoito em forma de letras? Utilize-as para cortar uma gelatina (de diferentes cores) e deixe que a criança manuseie e depois coma as letrinhas.

11 – Proporcione a escrita e o desenho em diferentes texturas, aliás, explorar as texturas é um trabalho incrível, por isso, use e abuse destes recursos:  (escrever ou desenhar na areia com as mãos, palitos ou pedras; saco sensorial com gel[1]; escrita com água:  as crianças molham o dedo ou uma esponja de lavar a louça e escrevem na lousa sobre uma letra já grafada ou eles mesmos podem grafar a letra; escrever na argila ou massa de modelar, escrever palavras modelando letra por letra ou fazer uma base com as massas e escrever com o dedo ou palito).

saco gel

12 – Faça um saco surpresa de letras: coloque dentro letras móveis revestidas com diferentes texturas (lixa, tecidos diversos, papel camurça, EVA, plástico, madeira, etc) e peça para a criança adivinhar.

13 – Essa dica é para os pais! O banho pode ser muito mais educativo do que se imagina. Incentive a criança a escrever a letra no box de tomar banho ou no azulejo. Existem muitos produtos interessantíssimos e laváveis para se utilizar no banho como caneta de escrever em azulejo, buchas em formatos de letras e partes do corpo, livros de banho, entre outras coisas.

14 – Use adesivos para colar nas mãos da criança: isso pode incentivar o uso  das duas mãos para determinadas atividades, como montar um quebra-cabeça, blocos, etc.

15 – Esta atividade eu gosto muito e as crianças costumam ficar bastante entusiasmadas. Com os olhos vendados peça para a criança reconhecer a posição correta da letra em questão. Exemplo: já com os olhos fechados a criança toca na letra B (certifique-se que a criança tenha feito o reconhecimento da letra adequadamente), depois disso, o desafio é encontrar todas as letras B que estejam na posição correta. Como grau de dificuldade, num nível mais elevado, você pode utilizar as letras com texturas diversas para incrementar.

16 – Você já ouvir falar do currículo handwriting Whithout Tears[2]?  Baseia-se no uso de ferramentas e estratégias multissensoriais para a criança aprender a escrita e experimentar a caligrafia de forma mais feliz e eficaz, abordando todos os estilos de aprendizagem[3]. No Brasil, a Terapeuta Ocupacional Fabiana Alencar é referência no assunto e utiliza o currículo hwt no desenvolvimento da escrita de crianças com Síndrome de Down.

17 – Para quem gosta dos recursos eletrônicos como o tablet, o jogo “Alfabeto melado” é muito bom e está disponível gratuitamente[4]. O Jogo “Descobre o ABC” é um APP português, onde a criança aprende a escrever as letras do abecedário. Está disponível em Português de Portugal ou também Português do Brasil.

Há duas versões, uma paga e outra gratuita.

18 – Letras embaralhas: misturar as letras para a criança descobrir qual é a palavra e escrevê-la corretamente. Você pode trabalhar com temas. Exemplo: nomes dos colegas da sala.  OOÃJ = JOÃO RAMAI   = MARIA

19 – Palavra ao contrário: escrever uma palavra de trás para frente e pedir a criança que a reescreva corretamente. Exemplo: SARTEL = LETRAS / ORRAC = CARRO

20 – Palavra oculta: encontrar a palavra escondida e pintar. Exemplo: VBNNGOLKJESSDEEEUIYFOCAÇÇEI

21 – Classificar letras: dê para a criança um saco com letras móveis e peça para que de um lado ela organize as letras retas e do outro lado as letras curvas; assim como as letras simétricas das assimétricas. Invente outras classificações.

22 – Complete: fazer metade da letra e pedir para a criança completar.

23 – Contornar: escrever as palavras com letras mais claras e solicitar que a criança as cubra com uma caneta mais escura.

[1] Ler mais em nosso site:  Atividades sensoriais: na educação infantil, explorar é aprender! http://naescola.eduqa.me/atividades/atividades-sensoriais-educacao-infantil-experimentar-e-aprender/

[2] Conheça mais em https://www.hwtears.com/hwt e www.sindromededown.com.br

[3] Leia http://naescola.eduqa.me/atividades/estilos-de-aprendizagem-qual-e-o-seu/

[4] Para ver um vídeo demostrativo sobre o jogo acesse o vídeo  no youtube. https://www.youtube.com/watch?v=oHy2onv2ATY

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Gratidão: uma virtude a ser ensinada

Fonte: a mente é maravilhosa

Relatórios/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Gratidão: uma virtude a ser ensinada

Decidi escrever sobre a gratidão depois de receber um pedido por e-mail. Na mensagem a professora Caroline agradecia o post sobre a comunicação não violenta e me perguntava se tínhamos algum material sobre a gratidão.

Fiquei tão feliz e, ao mesmo tempo, tão triste. Feliz pelo elogio e triste porque não tinha nadinha em mente sobre a gratidão. Em seguida googlei, revirei tudo, e, vi que nem o Google e nem eu tínhamos um material bacana sobre o assunto.

Agradeci de coração, me desculpei e parti para a ação: sentei para escrever sobre a gratidão na educação infantil.

Tirando toda a metalinguagem envolvida, que para uma linguista é maravilhoso apreciar, voltei dos meus pensamentos e foquei no tema fazendo o recorte na Escola.

Existem várias maneiras de praticar a gratidão e eu escolhi espalhar a gratidão escrevendo. Espero que outros professores também se contaminem com esse sentimento.

Afinal de contas, gratidão gera gratidão!

O que é gratidão?

gratidão

A gratidão é o que sente uma pessoa ao estimar o reconhecimento por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor. Gratidão e a capacidade de reconhecer que alguém nos deu algo generosamente. É um agradecimento que gera o aumento da felicidade.

Para muitas pessoas expressar a gratidão significa muito e ser grato pelas coisas que acontecem em nossas vidas é reconhecer as coisas positivas e deixar de lado o aborrecimento e saborear o aqui e agora.

Na psicologia, quando desenvolvemos a capacidade de ter gratidão conseguimos estabelecer troca de amor nas relações.E esse estado psicológico nos permite conectar profundamente com os outros e com o mundo ao nosso redor.

Como praticar essa virtude na nossa sala de aula?

Gratidão: uma virtude a ser ensinada

Quando o professor põe em prática o planejamento, ele percebe se domina o conteúdo e, se seus alunos o estão acompanhando, ele percebe se aprendeu a metodologia e a didática adequadas.

Quando o aluno faz perguntas ou observações diferentes do esperado, faz o professor pensar, se o professor consegue entendê-lo e orientar o pensamento do aluno, o professor também aprendeu.

Quando você sabe do que o aluno está falando, é importante desenvolver a escuta  e deixar essa criança se expressar. Enfim, quando o professor ensina, ele também aprender muito com seus alunos.

Mas como fazer isso com a gratidão?

Ora, praticando a gratidão.

Quantas vezes você se sente grato por ser professor?

Quantas vezes você se sente grato ao ter seus alunos todos os dias na sua sala de aula?

Que tipo de experiência você faz  para sentir-se agradecido?

E em que área da sua vida a gratidão mais aparece?  

Em que momento da sua aula você agradece seus alunos?

Você já planejou alguma atividade que desenvolve e ensina essa virtude?

Agora  que você já fez essa varredura mental vamos pensar em  6 dicas de como praticar essa virtude na educação infantil.

6 Dicas para praticar a gratidão na Educação Infantil

gratidão

  1. Atividades colaborativas. Aposte em atividades coletivas e colaborativas. Faça com que as crianças criem um vínculo ainda maior dividindo entre eles os materiais escolares e as atividades de casa, ou mesmo momentos importantes. Por exemplo, faça com que uma criança ajude a outra em alguma atividade mais complexa e trabalhe a auto confiança e senso de responsabilidade e a colaboração.
  2. Evite chamar a chamar a atenção! Ao invés de “Me dá o lápis!”, explique às crianças que elas poderão ter resultados mais positivos se falarem “Amiguinho, posso, por favor, pegar o lápis de cor?”. Ter uma atitude positiva todo o dia é um jeito maravilhoso de deixar de lado o choramingar, a choradeira,o ciúme e a reclamação.
  3. O poder das palavrinhas mágicas “Muito obrigado”. Ensine para as crianças a colocar o “muito obrigado” nas frases mais simples. Como por exemplo, “muito obrigado, amiguinho, por me emprestar sua bola”. Essa atitude pode ser incorporada em momentos específicos, como quando os professores ajudam as crianças a evoluir em uma atividade simples e a todos os atores da escola.
  4. Ensine a dar ao invés de receber. Promova atividades em que as crianças façam trocas de presentes. Como por exemplo o amigo oculto. Isso fará com que aprenda a beleza em dar ao invés de apenas receber.
  5. Explore as experiências. Para que mais atividades com brinquedos? Que tal promover aquela visita na exposição ou uma história contada com fantoches? Experiências como essas criam relacionamentos e não materialismo.
  6.  Outra sugestão seria ensinar as crianças a elaborar cartões de agradecimento. Explorando a imaginação as crianças podem se expressar com um simples desenho ou mensagens de agradecimento.

Explore e crie outras práticas, compartilhe com os colegas e insira suas atividades no Bau de atividades Eduqa.me.

Experimente agora a Eduqa.me e encaixe melhor as atividade dando início ao programa de gratidão na Educação Infantil.

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Expresse gratidão com palavras e atitudes.

Muito obrigada pela leitura e boa aula!

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada
Registros/Rotina pedagógica/Desenvolvimento cognitivo/Formação
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Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada

escrita espelhada

Escrever é um marco na vida das crianças e uma felicidade para os pais. É lindo ver a criança dar significado àqueles traços em forma de letras que até pouco tempo eram algumas garatujas.

A escrita proporciona uma sensação indescritível de alegria, conquista e autonomia. É uma forma diferente de se comunicar e um passaporte para uma maravilhosa viagem para explorar ainda mais o mundo do conhecimento. Através da escrita a criança pode mostrar o que pensa e o que sabe, por isso, todo cuidado é pouco para fazermos desta fase, um momento único, prazeroso e de muita confiança mútua. Se a criança não for bem acolhida, respeitada e motivada nesta etapa, ela pode apresentar insegurança e dificuldades para aprender, pois o medo de expor o que sabe pode constrange-la.

O professor deve conhecer muito bem as fases da escrita de Emília Ferreiro para não interpretar como erro, aquilo que é comum no desenvolvimento da escrita[1].

Conforme a escrita da criança evolui, alguns erros desaparecem e tantos outros surgem. Isso é natural até que ela esteja completamente alfabetizada. É importante perceber que cada criança tem o seu tempo e uma história de vida que vai influenciar diretamente neste ritmo, ou seja, no quando ela será ou não alfabetizada.

Todas as crianças do mundo, passam por um momento de dificuldades em sua alfabetização e os problemas em discriminar letras ou mesmo a escrita espelhada de letras e números são comportamentos bastante normais. (DEHAENE, 2012).

Você sabia que o Leonardo da Vinci tinha escrita espelhada? Pois é, este era o efeito da dislexia em uma pessoa canhota. Curioso, não é?

Mas o que é escrita espelhada?

A escrita espelhada é uma dificuldade de aprendizagem muito comum durante o processo de alfabetização. As letras são giradas em seu próprio eixo como o b pelo d  e o q pelo p, ou ainda as crianças escrevem como se estivessem do outro lado do espelho, ao contrário.

escrita espelhada

Xenografia era o termo grego utilizado para se referir a esta escrita estranha. Alguns autores como Dehaene (2012), Piaget e Inhelder (1980), dizem que as crianças, antes dos 7 anos ainda não adquiriram o auge de sua maturidade neurobiológica, por isso, é provável trocarem a direção de sua escrita, pois noções básicas de lateralidade ainda não estão consolidadas.

Antes de mais nada, como já foi dito acima, espelhar letras e números é normal, por isso, é importante permitir que as crianças experimentem a escrita, façam tentativas, ensaios e tenham erros. A criança precisa se conscientizar sobre as suas dificuldades. Não é simplesmente apontar o erro, mas questioná-la, fazê-la perceber e tomar conhecimento sobre como fez, porque fez e como deveria fazer, conforme já nos alertava o grandioso Piaget. Pais e professores são primordiais nesta etapa.

escrever

Para Emília Ferreiro e Ana Teberosky as crianças começam a construir a língua escrita muito antes de entrarem na escola. Escrever requer maturidade e vivências que passam primeiramente pelo corpo. Por isso, a Educação Infantil, mais uma vez, tem uma função preciosa ao proporcionar para a criança estas experiências, já que tudo aquilo que sentimos e vivenciamos com o corpo, torna a aprendizagem muito mais significativa.

As principais habilidades, que podem ser consideradas como “pré-requisito” para a escrita, iniciam-se logo que o bebê nasce e se aprimora na educação infantil. A lateralidade (direita esquerda), conceitos de noção espacial, simetria, noção corporal, coordenação motora fina, coordenação visomotora, relaxar e contrair o corpo, o tônus muscular, enfim, na educação infantil é o momento de praticar tudo isso.

Escolas de educação infantil que contam com profissionais da educação física, ou mesmo têm professores especialistas ou com muita prática em psicomotricidade, propiciam ótimas condições de aprendizado para as crianças.

Existem crianças que espelham não só algumas palavras, mas frases inteiras e isso pode ser um sintoma da disgrafia.  A disgrafia, dislexia, a síndrome de Irlen, problemas na coordenação motora como a dispraxia, são os grandes distúrbios de aprendizagem causadores da escrita espelhada.

Para quem não lembra, vamos recordar:

Disgrafia:

Conhecida como letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual. Apresenta: lentidão na escrita, letra ilegível, escrita desorganizada, desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial, letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo). Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:- disgrafia motora (discaligrafia) e a disgrafia perceptiva. (SAMPAIO, 2016[2]).

Dislexia:

A dislexia é um transtorno específico e persistente da leitura e da escrita, que se caracteriza por um baixo desempenho na capacidade de ler e escrever. É uma condição de base genética, que se manifesta inicialmente durante a fase de alfabetização.[3]

Síndrome de Irlen (Dislexia de leitura): é uma alteração do processamento visual, de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Isso produz alterações visuo-perceptuais, causando dificuldades principalmente com a leitura[4].

Ler Mais 

Dispraxia:

A dispraxia é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. Isso causa problemas na coordenação motora (lentidão, imprecisão, dificuldades ao recortar), a falta de percepção tridimensional (copiar figuras geométricas, escrever) e o equilíbrio, o que resulta em uma desorganização da apresentação de trabalhos no papel[5].

Se todas as intervenções pedagógicas em prol do entendimento da criança por uma escrita correta, tenha sido feita, e ainda assim, ela apresenta comportamentos preocupantes, vale a pena solicitar uma avaliação com um psicopedagogo e outros profissionais, já que o disgnóstico destes distúrbios é sempre multidisciplinar. Cabe ressaltar que a idade que deve deixar os pais e professores em alerta é entre os 8 e 10 anos de idade (DEHAENE, 2012), antes disso não há maturidade suficiente para classificar as crianças como detentoras de qualquer um destes distúrbios.

Fique atento se a criança que costuma espelhar letras não é canhota, pois estas, tem um pouco mais de desafios para escrever do que as destras, pois o movimento para escrever, em nossa cultura ocidental é da direita para a esquerda, o que obriga os canhotos a fazerem o movimento contrário da sua mão para a escrita.

E claro, registre  o registro sobre essa fase da alfabetização e as atividades que foram aplicadas em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar! 

Referência Bibliográfica: 

BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difel,1980.

[1] Leia mais em FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

[2] Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/#!em-branco/c11mv último acesso em agosto/2016.

[3] Saiba mais em Instituto ABCD. http://www.institutoabcd.org.br/perguntaserespostas/

Consulte também: https://dislexia.org.br/

[4] Leia mais sobre Síndrome de Irlen em nossa página da Edqua.me . http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/sindrome-de-irlen-nunca-ouvi-falar/

[5] Fonte: http://brasil.planetasaber.com/theworld/chronicles/seccions/cards/default.asp?pk=3288&art=94

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Por que escolhi ser professor?
Carreira/Formação/Registros
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Por que escolhi ser professor?

Você já se perguntou o que é ser professor?

Muitas vezes, se escuta que ser professor é gostar de criança, é ter paciência, saber desenhar, ter letra bonita, gostar de ler e estudar.

Mas será que isso é suficiente?

NÃO! Ser professor ultrapassa as barreiras do ter ou gostar, é preciso diferentes construções internas; é preciso “SER”.

Os valores, os desejos, a esperança, os anseios, as motivações, a persistência, o respeito, o saber, a honestidade, a perseverança e o comprometimento com o ensinar é que farão a diferença no ato de ser e se constituir professor, e essas habilidades são aprendidas nas complexas relações com o ensino aprendizagem, ou seja, entre o professor e o aluno.

A complexidade em ser professor começa com o processo de escolha da profissão. Muitas pessoas, quando decidem lecionar, não levam em conta o que é ser professor, baseiam-se em preceitos superficiais, como gostar de criança, por exemplo.

Isso é importante, mas não basta! Um professor precisa estudar muito e durante toda a sua carreira, deve se envolver com questões sociais e políticas do país e, mais do que isso, ser um especialista em relações humanas!

A escolha da profissão é uma decisão tomada pelo professor; imagina-se que ninguém o obrigou a fazer isso. Sempre foram de conhecimento público as dificuldades com o educar de modo geral. Então, por que esta escolha?

Responda isso você! Reflita sobre o seu real papel no ato de ensinar, pois ele vai além dos conteúdos programáticos.

professor

É necessário situar o professor naquilo que transcende a sua formação, pois “aprendemos disciplinas sobre que conhecimento da natureza e da sociedade ensinar e com que metodologias, porém não entra nos currículos de formação como ensinar-aprender a sermos humanos” (ARROYO, 2000, p.55), principalmente numa época onde o desrespeito, o bullying e o preconceito se sobressaem tanto.

O professor desempenha um papel tão importante na vida dos alunos, que é incalculável o seu valor. Não importa o quão avançada esteja a tecnologia, o professor nunca será substituído, “já que mais importante do que o conteúdo ensinado é o modo relacional que se vai imprimindo na subjetividade do aprendente”. (FERNÁNDEZ, 2001, p.29).

Ser professor vai muito mais além do que se imaginava, não é?

Reflita sempre sobre a sua escolha.

Sugestão de Leitura: Livro – A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. Luciana Fernandes Duque. Lura Editorial: São Paulo, 2015.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.