Atividade: Amigos da Respiração

Fonte: Jornal Metrópoli

Atividades/Registros/Práticas inovadoras
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Atividade: Amigos da Respiração

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Habilidades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Dê um amigo de respiração (bicho de pelúcia ou qualquer outro brinquedo) para cada criança. Fale para as crianças deitarem no chão, colocando o brinquedo em suas barrigas.

Diga-lhes para respirarem em silêncio (contando vagarosamente de 1 a 3 para inspirar e o mesmo para expirar).

Durante a respiração peçam para observarem como o seu amigo da respiração se move para cima e para baixo. Deixe-as fazendo isso por 1 minuto.

Além de estimular a capacidade de atenção, essa atividade auxilia crianças “agitadas”.

Registre!

  • Respire fundo e registre!
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Estratégias: Lidando com Comportamentos Difíceis

Fonte: Google

Socioemocional/Práticas inovadoras/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Estratégias: Lidando com Comportamentos Difíceis

Uma criança se comporta como se comporta porque aprendeu que, ao agir como age, consegue o que quer: a atenção [dos adultos].

(Chamati, A. 2014)

Objetivo:

  • Orientações ao professor de como lidar com comportamento difíceis em sala de aula.
  • Promover habilidades sociais.
  • Desenvolver habilidades e competências emocionais.

Ensinar habilidades sociais

Habilidades sociais são necessárias ao bom convívio com nossos pares. Podem ser introduzidas por meio da contação de história, apresentação de marionetes ou exibição de filmes/ desenhos, que tragam o tema emoções à tona.

Quando uma criança bater, morder, estapear ou esmurrar outra:

  • Reagir com calma, porém expressando a sua desaprovação.
  • Aproveitar para falar sobre como a criança se sentiu, reforçando as emoções e sentimentos: ” Eu sei que você ficou muito bravo com seu colega, mas bater não vai resolver o problema. Você tem que conversar!”
  • Ensinar como expressar a raiva e a frustração usando a fala ao invés da agressão. Por exemplo, ensinar um aluno que bateu no outro por ter sido chamado de gordo e falar: “Fulano, eu não gosto quando você me chama de gordo, isso me deixa muito triste.”
  • Entender o nível de maturidade das crianças e prever certas situações: As crianças entre 2 e 3 anos ainda não conseguem brincar em conjunto, preferem fazer brincadeiras paralelas, uma ao lado das outras, sem interagir diretamente. Quando procuram um colega, e na maioria das vezes, por interesse, desejo de possuir algum brinquedo que o outro tem e tentar tirá-lo. O resultado é, quase sempre, uma briga.
  • Não agrupe ou isole as crianças com problemas comportamentais. Se agrupadas com outras igualmente difíceis, seus problemas serão ampliados e poderão se tornar ainda mais incontroláveis e, se isoladas, seus problemas poderão se intensificar.

Reforce as interações positivas

Sempre que puder reforce as interações positivas que elas tiverem com seus pares, como por exemplo:

  • Brincar de maneira cooperativa, revezando turnos, compartilhando brinquedos, colaborando com brincadeiras de faz de conta e etc…
  • Dialogar respeitosamente, fazendo perguntas e respondendo a solicitações de esclarecimentos;
  • Convidar o coleguinha para brincar;
  • Identificar os próprios sentimentos e os dos outros;
  • Controlar a impulsividade ou as explosões de raiva quando excitadas ou transtornadas;
  • Lidar com frustrações do dia a dia;
  • Conseguir resolver os conflitos de uma maneira positiva.

Registre!

  •  As crianças conseguiram entender o combinado?
  • Quanto a seguir as regras, funcionou? Onde emperrou?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?

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7 Estratégias para Desenvolver a Atenção

Fonte: Criança em questão

Desenvolvimento Infantil/Práticas inovadoras
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7 Estratégias para Desenvolver a Atenção

Toda atividade humana organizada possui algum grau de direção e seletividade. O caráter direcional e a seletividade dos processos mentais, base sobre a qual se organizam, é denominada atenção. A atenção é o mecanismo pelo qual nos preparamos para processar estímulos, enfocar o que vamos processar, determinar quanto será processado e decidir se demandam uma ação. Os mecanismos da atenção têm sido apontados como relevantes na execução de diversas tarefas (perceptivas, motoras, cognitivas), sendo determinantes na seletividade do processamento da informação.

Objetivos:

  • Apresentar estratégias para facilitar a capacidade de atenção da criança.
  • As ilustrações abaixo são dicas de como evitar situações que podem impactar na capacidade de atenção da criança.

#Dica 1 Mude de ambiente

Não exigir um tempo prolongado de permanência na mesma posição. Alternar as atividades com posição sentada, no chão e em pé ou fazer mudança de  ambiente (pátio, parque, sala, etc.)

Fonte: apostila PPI

# Dica 2: Cadeiras posicionadas corretamente

Cadeiras voltadas em direção à fonte de informação e atividades em círculos.

# Dica 3: Evite sala com muitos estímulos

#Dica 4: Tenha um objetivo claro

Atividades como filmes e história devem ser escolhidas com um objetivo claro para despertar o interesse das crianças.

# Dica 5: Abuse da Ludicidade

Atividades lúdicas (jogos, desenhos, brincadeiras, etc) desenvolvem a capacidade de atenção, além de outras funções.

#Dica 6: Instruções curtas

Evitar instruções muito longas e utilizar atividades mais breves, de no máximo 30 minutos, são mais adequadas para crianças de Educação Infantil.

#Dica 7: Planeje

O planejamento das atividades deve considerar o tempo que a criança poderá manter a sua atenção nela.

 

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ODS: Educação de qualidade
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ODS: Educação de qualidade

Olá!

Hoje, vamos falar sobre o ODS: Educação de Qualidade. Também, tendo como base o vídeo da Unesco sobre o assunto, voltado às crianças. E algumas dicas de como podemos trabalhar este tema com as mesmas em sala de aula.

Destaque para alguns pontos do vídeo:

# Cultura de paz: “Educação para a paz”, “Evitar violência”, “É todo mundo respeitar o meio ambiente”.

#Igualdade de Gênero

#Cidadania Global (Respeito aos espaços, respeito ao próximo).

Podemos iniciar o diálogo com as crianças, perguntando às mesmas sobre o que elas entendem de cada assunto, como podemos fazer tudo isso e depois, ir aprofundando dentro de cada tema de acordo com as respostas. Por exemplo:

# CIDADANIA GLOBAL

O que é Cidadania Global para você?

Você sabia que uma atitude cidadã é saber respeitar ao próximo, os espaços e o meio ambiente?

RESPEITO:

– Respeito ao meio ambiente: Não jogando lixo na rua, evitando o desperdício, economizando luz, água.

– Respeito ao próximo: Se eu não quero meu espaço sujo, acumulando lixo, por que eu vou fazer isso com o espaço dos outros? Se aqui, questões como: “Mas, a rua não é espaço de ninguém…”  surgirem, então, seria interessante, aproveitar a oportunidade para dialogar sobre espaços.

– Espaços: O que é o meu espaço? O que é o espaço do outro? O espaço do outro é só do outro ou é meu também? Se eu estou longe do foco de lixo, isso não me afeta? (Falar sobre dengue, parasitas e outras doenças causadas por más condições de saneamento). Desrespeitar o espaço do outro causa alguma implicação a mim? Se causa: o que poderia causar? Se não causa, ainda assim, eu tenho o direito de desrespeitá-lo? Se um outro está triste, eu posso estar bem? Se eu faço mal a um outro, isso pode voltar para mim?. O que é empatia? Por que eu preciso tê-la? Como ter uma vida na qual haja mais empatia, mais amor?  

 

# IGUALDADE DE GÊNERO

Fonte: businessinsider.com

Com relação às questões de igualdade de gênero poderíamos questionar:

– Existe cor de menina e de menino?

– Existem brincadeiras de menina e de menino?

– Meninas podem brincar de carrinho? Meninos podem brincar de boneca?

 

 

 

# EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Fonte: www.thenextweb.com

 O que é educação de qualidade para você? Acho que as perguntas finais também são interessantes de perguntar às mesmas, porque a partir do que for falado, certamente, vão surgir insights do que você poderá trabalhar em sala de aula ao longo do ano para que o aprendizado das mesmas seja ainda mais significativo.

Eu, particularmente, acredito em um aprendizado com significado para a vida. O que eu aprendo fará diferença, significativa, na minha vida e na do outro, para melhor? Faz sentido, algum aprendizado, que não nos traga algo que venha a melhorar a nossa condição humana?  

Acho importante trazer à tona este comportamento reflexivo na criança, pois, isso, amplia o entendimento de interconexão de tudo o que há.

Isto traz embutido o conceito de respeito, de ética, de empatia em relação ao todo.

Eu posso trabalhar em qualquer área mas sofro influência de todas as demais profissões, por isso é preciso ter a visão do todo e agir em prol deste todo.

É legal levantar esta questão para as crianças para que elas entendam que ainda que queiram trabalhar, futuramente, em uma determinada área, ela precisa ter a visão do todo já que é parte deste todo e, portanto, recebe e exerce influência dentro do mesmo.

Quanto mais cedo houver este entendimento, melhor será, futuramente.

Espero que tenham gostado das minhas dicas e tenham pensado em várias atividades relacionadas.

Reflita e Registre!

  •  As crianças praticam o respeito?
  • Quanto ao vídeo, achou que ajudou? Qual parte mais gostou?
  • A igualdade de gênero na sua sala de aula é algo que acontece?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar!

Juliana Monteiro para a Eduqa.me. Juliana é educadora, nutricionista e fundadora da Sustentável é Ser Humano. Saiba mais em: www.sustentaveleserhumano.com.br

 

 

Você sabe o que é ODS?

Fonte: Unesco

Registros/Práticas inovadoras
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Você sabe o que é ODS?

Já ouviu falar? Sabe para que serve e qual a sua importância no ensino?

Então chega junto porque é exatamente sobre isso que vamos dialogar.

Prazer! Sou a Juliana Monteiro, educadora e nutricionista infantil. Atuo com desenvolvimento Sustentável, através da plataforma Sustentável é Ser Humano.

Inicio aqui, em parceria com a Eduqa.me, uma série de 10 artigos sobre os ODS.
Vocês sabem o que são os ODS? Já ouviram falar?
Os ODS são 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (por isso a sigla: ODS). Estes 17 objetivos foram estabelecidos pelo PNUD, que é o Programa das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento.

Os 17 ODS são:

Fonte: Nações Unidas no Brasil (www.nacoesunidas.org)

Por que é importante saber dos ODS ?

Primeiro motivo:

Primeiro, porque para atingirmos os 17 objetivos precisamos repensar nossos hábitos e mudarmos algumas ações.

Segundo motivo:

A Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo, inseriu os ODS como assunto a ser tratado dentro da sala de aula nas escolas municipais. A UNESCO, também publicou uma série de 8 vídeos educativos sobre os ODS, voltados ao público infantil e que, foram apresentados, oficialmente, também, em parceria com SME.

Você não vai ficar fora deste conhecimento, vai?

Agora que vocês já sabem o que são os ODS e sua importância, vou falar mais sobre cada um deles, nos próximos posts, tendo os 8 vídeos desenvolvidos pela UNESCO, como ponto de partida.
Não percam o próximo post, no qual falarei sobre o ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável, tendo como ponto de partida, como já citado, o vídeo da UNESCO que fala
sobre o mesmo tema.
Convido-os a me acompanharem nestes posts e não deixem, também, de acessar no site da Sustentável é Ser Humano, o livro infantil Ser Sustentável, disponibilizado gratuitamente, para download, para que possa ser trabalhado com as crianças em sala de aula e em casa.

Bora, saber mais sobre o assunto? Não perca os próximos posts e não deixe de fazer um semanário sensacional.

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

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Juliana Monteiro para a Eduqa.me. Juliana é educadora, nutricionista e fundadora da Sustentável é Ser Humano. Saiba mais em: www.sustentaveleserhumano.com.br

 

Gaste Menos Tempo Planejando e Mais Tempo Ensinando

Fonte: UOL

Rotina pedagógica/Semanários/Práticas inovadoras
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Gaste Menos Tempo Planejando e Mais Tempo Ensinando

Professores perdem equivalente dois meses de aula com tarefas administrativas!

Ficou chocada com os números?

Eu também fiquei quando li essa matéria em 2011. Esse número alarmante foi o resultado de uma pesquisa feita pelo banco mundial.  O levantamento feito em 3 estados brasileiros (Rio, Minas e Pernambuco) e mostrou o tempo que os professores gastam com atividades não pedagógicas.

Uau! 2 meses de aula é bastante coisa, né?

O que são atividades não pedagógicas?

Apagar o quadro, organizar a sala, entregar folhas, deslocar de um lado para o outro, fazer semanário, corrigir atividade, entregar material, procurar atividade, criar excel, fazer a chamada e por aí vai…

Você já parou para se perguntar quanto você gasta fazendo isso?

Como nós, professores, não temos o hábito de mensurar as horas, as atividades e os registros… boa parte do trabalho e do tempo vai se escorrendo e a gente nem percebe.

Quer ver? Se eu te perguntar:

  • Quantas atividades você fez ano passado na sua sala de aula?
  • Quantas horas de brincadeira você teve no pátio?
  • Quantos livros você leu na roda de leitura?
  • Qual foi a área de aprendizagem que você mais estimulou nos primeiros 3 meses de 2017?

Não se sinta mal se você não consegui responder todas essas perguntas, aposto que boa parte dos seus colegas também não.

Semanário na era Digital

O semanário é a bússola norteadora do professor. Esse documento deve ser feito por semana e preenchido cada dia da semana, por isso o nome semanário, e é parte das responsabilidades profissionais do professor.

Imagina você chegar em sala de aula e não ter a mínima ideia de quais são os objetivos de aprendizagem naquele dia. Meio maluco, né?

Agora imagina você perder menos de  2 meses com essas tarefas administrativas e ainda poder guardar e catalogar suas atividades para compartilhar com outros professores para que eles percam menos tempo com essas tarefinhas chatas e consigam focar no que eles realmente gostam de fazer: lecionar!

Elaborei duas dicas simples para te ajudar a gastar menos tempo com tarefas administrativas e potencializar sua sala de aula com uma pedagogia mais coerente e com dados para provar isso.

Vamos lá?

#Dica 1 : Escrever para o outro

A primeira coisa que você tem que ter em mente quando for planejar a sua aula e sua semana é que a informação precisa estar transparente o suficiente para que qualquer pessoa que não te conheça entenda as suas propostas pedagógicas.

Por isso é importantíssimo que você faça o exercício de escrever para o outro de maneira simples, objetiva e compreensiva.

Até aqui tudo isso que estou falando se adapta a um planejamento comum, sem muitas novidades, certo? Sua professora fazia assim e provavelmente a professora da sua professora também.

Agora o exercício que eu proponho a você é simples e muito prático.

#Dica 2: Tecnologia é parça!

Muitos professores  elaboram suas aulas de maneira bem digital e acredito que você que está lendo isso agora também deve fazer isso. Porém é preciso usar uma ferramenta para compartilhar o conteúdo, um site para busca a atividade, um programa para editar o semanário bem bonitinho e por aí vai…

Agora imagina se tivesse tudo que você precisa para elaborar sua aula em um único lugar? Consegue imaginar quanto tempo você economizaria com isso?

É exatamente isso que a Eduqa.me propõe aos professores.

Criar um semanário de forma simples, direta, com pesquisa de atividades já prontas no baú de atividades e com espaço customizado para seu modelo pedagógico e para seus alunos.

Na Eduqa.me você pode fazer um plano de aula em minutos e, quando for para a sala de aula, poderá tomar decisões pedagógicas a respeito do que ensinou de forma simples e direta. Fazendo isso, naturalmente, os portfólios e relatórios são gerados e tanto para o professor quanto para a coordenação é possível verificar tempo gasto, com o que e o impacto nas crianças.

Que tal economizar 2 meses perdidos com tarefas que realmente importam?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Robótica na Educação Infantil
Registros/Práticas inovadoras
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Robótica na Educação Infantil

Você acha provável ensinar robótica às crianças? O que será que elas podem aprender construindo robôs?

Foi com essas duas perguntas que comecei meu papo infinito com a Lana Nárcia. Fiquei tão empolgada com o assunto e as possibilidades que decidi compartilhar, aqui com vocês, sobre como a Lana tem usado a robótica na educação infantil e como os resultados podem ser surpreendentes no campo da lógica e no desenvolvimento de diversas linguagens para as crianças.

A professora

Fonte: Espaço da Robótica

A Lana é uma professora empreendedora de Brasília formada em Geografia e com um MBA em Geoprocessamento. Foi pioneira na implementação da disciplina de Astronomia e Astronáutica em uma escola do DF e foi a partir desse trabalho que descobriu sua grande paixão pela robótica. Foi natural ir deixando de lado a geografia e ir se enveredando na robótica e unindo sua paixão com a profissão. O início dessa história foi lá em 2010/2011 e hoje, cerca de 6 anos depois, ela criou o Espaço da Robótica para dividir com crianças de 3 a 14 anos.

Na sala de aula

Como sua formação é em geografia é por aí que a professora Lana puxa seu bonde. Ela sempre trabalha com projetos em sala de aula e o recorte vai costurando a geografia e a robótica até chegar em um assunto que interessa aos alunos.

O Espaço da Robótica possui um programa diferenciado de ensino, baseado em projetos mecatrônicos que integram eletrônica e informática de maneira divertida, experiencial e prática. Visando a um contato mais rico entre o professor e o aluno, o curso está estruturado em turmas reduzidas, de até 6 estudantes.

Fonte: Espaço da robótica

Incorporando a tecnologia às aulas, a prática pedagógica do Espaço procura despertar o interesse para a ciência em seus estudantes. A ciência é uma maneira de pensar, e seus métodos podem ser aplicados com sucesso aos mais variados contextos da vida. Assim, ao incentivar a excelência cognitiva o uso de robótica acaba contribui para o crescimento cultural, moral e social das crianças.

A Lana respondeu algumas perguntas para o #Naescola.

Vem conferir:

Como é a dinâmica da sua sala de aula?

A minha sala de aula é um pouco diferente porque não temos 50 minutos de aula. Trabalho com turmas heterogêneas com cerca de 2 horas de duração cada aula. Faço um planejamento prévio em casa, mas o que vale mesmo é o que surge ali na hora- da curiosidade das crianças. Geralmente eu provoco a turma perguntando se eles tem alguma curiosidade. Se sim, a gente vai encaixando no planejamento e se não eu geralmente começo falando sobre o Sistema Solar; depois Marte; depois robôs em Marte e o por aí vai… a gente começa um processo de investigação junto com as crianças. “Será que tem água em Marte?” Será que chove?” “Qual a idade de Marte?”

As crianças naturalmente viajam muito, as cabeças já estão lá na lua! O maior esforço é o meu de querer acompanhá-las.

 3 passos durante a aula:

  1. Investigação: perguntas, questionamentos e mediação.
  2. A Turma: geralmente a turma tem no máximo 6 crianças e são divididas em trios para formar duas equipes.
  3. A Equipe: sempre será composta por 3 perfis: o construtor; o programador e o coordenador. Quando a professora Lana ainda não conhece a equipe ela distribui os papéis e analisa como cada criança se saiu na tarefa.

 O que é robótica?

A robótica para mim é uma tecnologia onde as crianças aprendem com prazer. Funcionou para mim assim e hoje o que eu faço é refletir meu sentimento em sala de aula. Criar esse espaço foi a realização de um sonho e me sinto muito útil trabalhando e despertando crianças que precisam de atenção e de pensar fora da caixa.

Aqui criamos tudo que precisamos, desde bonecos com copos reciclados que eles trazem na hora do lanche até o dia da criatividade, o dia da comunicação e o dia da emoção.

Quais são os benefícios da robótica?

Já temos resultados surpreendentes sobre a possibilidade de ensino de programação e desenvolvimento das diversas linguagens para crianças.

Mas o que vejo aqui na minha sala de aula são esses três:

#1  Interação socioemocional: Falo para meus alunos que se a gente não trabalhar juntos não chegaremos a lugar algum. O objetivo é de todo o grupo e precisamos aprender a lidar com as nossas emoções acima de tudo isso pois precisamos chegar ao objetivo.

#2 Raciocínio Lógico: Cada criança tem seu jeito de pensar e o lógico para mim pode não ser lógico para o outro e por isso que é tão mágico desenvolver o raciocínio lógico ainda na primeira infância sem tantas amarras.

#3 Multi e interdisciplinaridade: é muito importante para mim quando vejo as crianças  atribuído múltiplos significados para os objetos construídos. Por isso digo que aqui as aulas são multi e interdisciplinar. Os temas e as construções navegam na realidade de cada aluno e exploram suas histórias de vida e hipóteses e é dessa maneira que criamos nossa história e aprendizado.

Para saber mais acesse o https://www.espacodarobotica.com.br/

“A ciência é um intento, em grande medida obtido, de entender o mundo, de conseguir um controle das coisas, de alcançar o domínio de nós mesmos, de nos dirigir para um caminho seguro. ”

Carl Sagan

 

Gostou?

Que tal fazer um plano de aula mais  “automatizado e robótico” na plataforma eduqa.me?

Tenho certeza que você vai se amarrar.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Eduqa.me + Colégio OPET

Fonte: Eduqa.me

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Eduqa.me + Colégio OPET

Buscando um método que valorize mais o aprendizado no ritmo de cada estudante, o professor Azeitona foi visitar a Feira de Educação Bett Brasil 2017.

Foi conhecendo banca por banca que observou que ainda não tinha encontrado o que procurava. Cansado de tanto andar, decidiu sentar na praça de alimentação para descansar um pouco e foi aí, nesse intervalo, exatamente nesse momento que o Felipe estava na arena apresentando a Eduqa.me.

“Andei a feira inteira e só vi material educacional e sistemas de ensino. Vim pra entender mais sobre a aprendizagem e como posso auxiliar meus professores a entender o que é preciso fazer para garantir que cada vez mais estamos dando o conteúdo certo para a criança certa. “

A Coordenadora Santina, que também conheceu a Eduqa.me  na feira, ficou encantada com o fato de receber e enviar semanários em um único local!

“É sério que dá pra fazer isso? Nosso, só de pensar que não preciso mais fazer aquelas mil trocas de e-mail, anexos, recados, documentos no word e excel já sinto que as minhas reuniões serão muito mais pedagógicas”.

Foi com essa lembrança e com esse discurso que o professor Azeitona apresentou a Eduqa.me para os professores do Colégio OPET em Curitiba.

Ouvir o professor Azeitona falar assim e observar que em cada frase nascia a curiosidade nos rostos dos professores foi suficiente para perceber que tinha valido a a pena ter feito aquela viagem. Lentamente fui me lembrando do dia da Feira, da empolgação daquele encontro e sobre como as decisões foram tomadas com o Coordenação pedagógica e como tudo tem se desenrolado desde então.

A negociação

O professor Azeitona, responsável pela gestão da aprendizagem de todo o colégio, e a diretora Edna concluíram que a plataforma seria uma ótima aquisição, mas antes de fecharmos negócio era preciso conversar com a coordenação Pedagógica.

Na semana seguinte, apresentamos a plataforma via Skype à coordenadora Edna que, rapidamente, entendeu a proposta e achou bem pertinente.

“Adorei, quero a Eduqa.me agora na minha escola, mas faço uma gestão participativa, não posso levar nada para escola sem aprovar com a coordenação. Vamos agendar uma reunião com todos.”

Mais uma vez percebemos como a Escola tem mudado e como a opinião de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem é importante.

Para qualquer startup isso poderia ser um empecilho, mas como fazemos algo de professor para professor já sabíamos a resposta. SIM!

O Treinamento

Preparamos uma treinamento especial para o dia da implantação e foi com a cabeça cheia de ideias que saímos de São Paulo com destino a Curitiba.

Verificamos a agenda, o espaço do treinamento, os professores que estariam presentes, os cadastros e a apresentação.

Nosso pensamento estava em aproveitar cada segundo com os professores e aprender sobre como podemos cada vez mais entregar uma Eduqa.me que faz sentido. Por isso, pedimos para que o treinamento fosse feito em um laboratório com internet wi-fi, pois queríamos muito que essa fosse uma verdadeira simulação do que o professor vai incorporar na sua rotina.

A agenda

A agenda foi amplamente discutida e co-criada. Queríamos um momento leve, gostoso e informativo.

Para nós, mais importante que aprender a usar a plataforma era perceber qual valor estamos entregando. Foi nesse sentido que criamos algo assim:

  • 13h00: Papo quebra gelo,
  • 14h00: Dinâmica pedagógica
  • 15h00: Intervalo
  • 16h00: Atividade mão na massa na plataforma Eduqa.me
  • 18h00: Papo reflexivo

Navegando nesses horários e na internet que desenrolamos aquela sexta cheia de aprendizado e ideias de melhoria para o nossa plataforma. Durante a atividade mão na massa cada professor tinha levado seu planejamento no papel e a atividade era bem simples:

Usar o planejamento offline e transformá-lo em online.  Foi inserindo atividade na Eduqa.me que pudemos proporcionar uma experiência na prática.

Os professores foram entendendo e achando utilizar uma plataforma digital que é fácil pesquisar e editar uma atividade. Que inserir as fotos, os vídeos e o textos era uma tarefa simples e economizava o tempo de produção dos portfólios.

Percebemos como estamos no caminho certo e com apresentar o conteúdo a todos os professores faz a diferença. Assim, em se falando em documentação pedagógica, não temos receio algum de dizer que somos especialistas. Estamos aqui para ajudar todos os professores a tirar dúvidas e realizar atividades para compreensão dos alunos.

Dessa forma, a criança pode aprender em seu próprio ritmo, com atenção mais individualizada do professor.

Gostou? Quer fazer um treinamento Eduqa.me na sua Escola também?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

COMO TRANSFORMAR UMA AULA COMUM EM UMA AULA INESQUECÍVEL?
Práticas inovadoras/Práticas inovadoras
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COMO TRANSFORMAR UMA AULA COMUM EM UMA AULA INESQUECÍVEL?

Pense AGORA na aula mais incrível que você teve na  infância.

Consegue lembrar?

Curioso como mesmo depois de tanto tempo ainda lembramos, né?

Essa pergunta me veio a mente em 2012 quando fazia um treinamento com professores em Atibaia e desde então a levo no bolso. Inicialmente parece uma pergunta inocente, mas experimenta fazê-la.

Naquele dia, percebi como a plateia de professores mergulhou no tempo e nas suas histórias e por conta dessa entrega vivemos um momento mágico; cada um começou a resgatar suas infâncias e se lembrar de histórias super legais.

Ouvi histórias lindas e criativas e me emocionei quando contei a minha lembrando de Brasília, da professora e dos meus coleguinhas do jardim de infância e também me lembrei do cheiro que a minha escola tinha: era um inconfundível cheiro de giz de cera!

A Minha aula inesquecível

Professora Lete e o Jardim de Infância de 1989

A minha história se mistura com com os cinco sentidos e com um livro clássico da literatura infantil: chapeuzinho vermelho. Qual criança não gosta desse livro? Ele tem cores, floresta, uma mãe que dá autonomia à uma criança, doces, comida, lobo, avó, dança e uma música viciante.

Vou te contar porque esse livro ficou mais especial depois da professora Lete.

Em 1989 a professora Lete planejou sua semana escolhendo um livro e fazendo uma roda de leitura. Até aí tudo bem, sem muitas novidades, certo?

Certo. Se não fosse a professora Lete e sua criatividade.

Lembro que estávamos todos sentadinhos em uma roda de leitura e, em determinado momento, a luz se apagou e um cheiro diferente surgia no ar; junto com o cheiro um barulho de folhas secas quebrava o silêncio e o barulho oscilava entre pisadas e alguns rugidos. Isso mesmo, eram rugidos e uivos de lobos.

Toda a sala estava com os olhos arregalados e prestando atenção em todo e qualquer movimento que a Tia Lete fazia (quase sempre assim), mas dessa vez ela tinha acertado a mão na história e na encenação.

Atrás da Coxia

A professora Lete fez a contação de história usando técnicas de teatro e abusando da sonoplastia e hoje percebo como ela amava fazer aquilo e como gastou tempo elaborando cada pedacinho da aula.

Desse lembrança eu me perguntei: Como a professora Lete transformou essa aula em uma aula inesquecível?  Por que eu não tive mais aulas dessas? Por que, mais tarde, não consegui aprender sobre polinômios com o mesmo carinho inesquecível?

Para entender um pouquinho mais sobre isso convidamos os irmãos Armelin para mostrar pra gente porque e como essas memórias se constroem dentro da nossa cabecinha e como podemos fazer isso com mais frequência com os nossos alunos.

Storytelling na sala de aula

Ficou curioso? Então aperta o play no vídeo que o Filipe e o Henrique fizeram para nos contar como o storytelling* do cinema serve para a nossa sala de aula.

*storytelling: é a capacidade de contar histórias de maneira relevante, onde os recursos audiovisuais são utilizados juntamente com as palavras.

Gostou do conteúdo?

Quer saber mais? Então clica AQUI para ver o vídeo ideal para apoiar sua aula. Nele um grupo de jovens que tem uma agência de autonomia infantil que precisa manter o equilíbrio  entre o mundo da imaginação e o mundo da realidade.​

E a sua aula inesquecível?

Se gostou desse post e quer me contar como foi sua aula inesquecível é só me escrever nesse email: deborahcalacia@eduqa.me

Pode ser uma aula que você participou como aluno ou uma que você lecionou.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

TÉCNICAS TEATRAIS PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Fonte: Fernanda Sanches

Carreira/Práticas inovadoras
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TÉCNICAS TEATRAIS PARA O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Falar do professor de educação infantil é quase falar de um ator do teatro gestual.

Já reparou como um professor se utiliza do corpo e do movimento para contar uma história?

Na hora de fazer uma roda de leitura ele precisa projetar sua voz, criar uma linguagem corporal e interpretar vozes e personagens de um livro como se estivesse diante de uma plateia inteira no teatro. Só que o grau de dificuldade é maior, pois esses expectadores ainda não sabem fazer o silêncio e nem prestar bastante atenção.

O professor cria a dramaturgia através do corpo das personagens, através do planejamento e dos registros. Ele é o diretor, o cenográfo e também o ator que está sempre buscando ilustrar intenções e situações.

A arte de improvisar

Ah, e o improviso! Claro que esse é peça fundamental.

A partir de improvisações teatrais e gestuais, os professores vão, progressivamente, escrevendo a história das crianças e educando. E essa educação nos permite, enquanto crianças, escolher imagens e movimentos que estabelecem relações como o espaço, com o outro e com os objetos, e nos ajudam a manipular corpos e cores e é assim que surge o aprendizado.

Mas peraí, na faculdade de pedagogia a gente não estuda nenhuma dessas técnicas teatrais, não é? E é por isso que as vezes sentimos dificuldade na hora de fazer a roda de leitura e contar aquela história. A garganta dói, as crianças não param quietas e você fica se perguntando porque quando tem aniversário e a contadora de história aparece e encanta aquelas crianças todas?

Parece magia, não é? Foi por isso que fomos conversar com quem mais entende do assunto: uma atriz e professora!

A Fernanda Sanches é atriz, comunicadora e professora de teatro e comunicação e fez para a Eduqa.me uma intervenção na Bett 2017.

A Fernanda fazendo uma intervenção na Feira Bett Brasil Educar 2017. Ela estava interpretando uma cigana que lia o futuro pedagógico dos gestores e professores que transitavam pela feira.

Fernanda, conta pra gente! Como o professor pode utilizar essas técnicas para aprimorar seu trabalho em sala de aula?

4 técnicas que são fundamentais para o professor usar como ferramenta em sala de aula

O instrumento de trabalho do ator é composto por seu corpo, sua voz e suas emoções, e para manter esse complexo instrumento sempre expressivo é fundamental que ele pratique exercícios que aprimorem sua expressidade, sua potência vocal, sua consciência corporal e sua mente saudável.

O trabalho do professor não é diferente do ator pois ele também usa seu corpo e voz para ensinar e sua expressividade para se comunicar da melhor maneira possível com seus alunos; especialmente os professores de educação infantil, visto que a criança aprende muito mais quando o professor usa de saberes sensorial, afetivo e emocional nas suas aulas.

Esse aprimoramento da expressividade, inspirado em técnicas teatrais, jogos colaborativos, e vivências com a dança, eu ensino de forma totalmente prática em meus workshops de comunicação.

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Exercícios que funcionam com mais os diversificados públicos e são fundamentais para instrumentalizar o comunicador, o professor e toda pessoa que queira se comunicar de forma mais profunda e eficiente com seu público.

Dito isso, aqui vou explorar os quatro exercícios que costumo passar de “lição de casa” para meus alunos e tenho certeza que vai ajudar bastante os professores na hora de se comunicar com os seus alunos!

#1 Perca o automatismo

Uma das coisas mais importantes para uma boa comunicação é saber estar presente. Estar completamente presente no momento em que estamos diante de uma platéia faz toda diferença para atrair a atenção do público e colocar claramente nossas idéias.

O excesso de automatismo em nosso dia a dia, faz com que não prestemos atenção em nossas ações cotidianas e isso vai minando a capacidade de desenvolver o nosso estado de Presença. Uma das histórias mais famosas entre os atores é a de um grande cineasta, que quando queria escolher um ator para o seu filme pedia apenas um único teste: Que o ator bebesse um copo de água. O ator que conseguisse executar essa simples ação com a concentração e atenção total ao ponto de fazê-lo acreditar que ele estava realmente com sede era o escolhido pelo diretor.

Legal, né? Para desenvolver a habilidade de estar presente e perder o automatismo, eu sugiro que você faça o seguinte exercício:

Durante um dia inteiro, escolha três ações habituais do seu dia a dia e as faça de modo totalmente consciente e lenta, prestando atenção a cada gesto que você usa para tal ato, sem deixar a mente divagar para nenhum outro assunto. Para ajudar você pode narrá-los mentalmente. Quais ações? Beber água, escovar os dentes, abrir e fechar a porta, vestir-se.

O exercício parece simples mas sua mente tentará diversas vezes pensar em outro assunto mais “importante”: a conta para pagar, a reunião que virá, etc. Volte a sua atenção quantas vezes for necessário para cumprir essa tarefa.

Com o hábito de desautomatizar suas ações cotidianas, você terá maior domínio de sua presença ao se comunicar com o seus alunos.

#2 Escute o seu corpo

Uma das preocupações que costuma surgir quando estamos diante do público se resume nessa pergunta: “Onde coloco a minha mão?” Essa pergunta que se repete internamente dentro de nós demonstra o estado de ansiedade que ficamos quando estamos inseguros diante de uma platéia.

A insegurança faz a gente se sentir desajustado ao nosso próprio corpo e com isso começamos a usar inconscientemente nossos vícios e muletas corporais, como mexer as pernas, andar pra lá e pra cá, gesticular sem motivo, criar tensão no pescoço, etc… A falta de consciência corporal causa cansaço excessivo, porque acabamos sobrecarregando partes do nosso corpo que poderiam estar relaxadas, mesmo estando ativas.

Esse exercício de consciência corporal pode ser feito em qualquer ocasião em que você está esperando; na fila de banco, dentro do ônibus, dirigindo no trânsito…

Visualize cada parte de seu corpo, de forma tridimensional, do osso até a pele, começando pelos pés e indo até à cabeça. Simplesmente visualize-se internamente. Quando a gente coloca nossa atenção em cada parte de nosso corpo, essa atenção faz uma espécie de massagem imaginária e tira a tensão que possa estar em algumas partes do corpo ao passo que traz à atividade outras que ficam completamente esquecidas. Nesse “raio-x” imaginário você pode descobrir, por exemplo, que sempre se apóia na mesma perna quando está em pé, prejudicando um lado do quadril, que costuma deixar um ombro mais alto que outro por causa da bolsa, que sua má postura pode estar machucando sua lombar, etc…

Além de relaxar e gerar concentração, esse exercício faz com que você comece a detectar os sinais de desconforto que seu corpo te mostra todo dia, mas que na correria você acaba não os escutando.

#3 Conheça sua voz

A Expressão vocal é uma das maiores características do ser humano e provavelmente a mais usada, imagina para você que é professor?!

Nós falamos o tempo todo, em diversas ocasiões e com propósitos diferentes, mas poucos de nós conhecem realmente a própria voz. E muitos dos que a conhecem não gostam ou tem vergonha de se escutar.

Porque temos dificuldade de encarar uma das coisas que mais demonstra nossa identidade, que é a nossa voz? E como podemos melhorá-la, caso ela não nos agrade? O primeiro passo para toda a mudança é o reconhecimento.

Para conhecer sua voz, esse simples exercício pode ajudar:

Escolha um dia em que você esteja sozinho e com tempo, pegue o gravador do seu celular e grave sua voz por meia hora. De diversas formas diferentes: Fale com sua voz usual, fale em tons mais graves, em tons mais agudos, de forma corriqueira, formal, lendo um artigo em voz alta, brincando com vozes de personagens, de criança, etc… Após gravar por um bom tempo, respire fundo e comece a escutá-la. Você terá muitas reações no começo: vontade de parar, vontade de rir, vergonha, estranhamento, surpresa. Continue.

Ao final da gravação você estará mais acostumado a ela, e poderá avaliar que tipo de sensação você sentiu ao escutar sua voz e qual das “versões” de si mesmo você gostou, qual te incomodou e porquê. É um ótimo trabalho de reflexão que pode ser aprofundado na prática em aulas de teatro e comunicação.

#4 Zere a mente através da respiração consciente

A melhor coisa que existe em nosso corpo é a capacidade de respirar. A respiração consciente coloca tudo no lugar, de emoções a pensamentos.

A boa respiração oxigena o cérebro e ele funciona infinitamente melhor. Muitas pessoas confundem uma respiração consciente com uma respiração exagerada, intensa, peitoral, o que causa um efeito completamente inverso, gerando ainda mais ansiedade. A respiração consciente é lenta, sutil, diafragmática e todos nós nascemos aprendendo a fazê-la, basta olhar como os bebês respiram que você verá como fazer. Uma das vantagens da respiração consciente é usá-la para entrar em um estado de “zerar a mente”, que é uma técnica fantástica para quem lida com diversos públicos e se utiliza bastante de memorização durante um único dia, como acontece com o professor.

O ator, exatamente antes de entrar em cena, precisa criar esse estado de zerar a mente mesmo que ele tenha um monólogo inteiro para falar, pois se ele ficar querendo relembrar todo seu texto antes de entrar em cena, sua mente ficará confusa e ele fracassará. Esse estado de Estaca Zero trazido pela respiração lhe traz uma extrema confiança no seu potencial e gera uma maior escuta e troca entre ator e platéia, professor e alunos .

Para aprender a zerar a mente através da respiração, proponho esse exercício:

Imediatamente antes de entrar para dar aula, pare tudo que está fazendo por apenas dois minutos. Mantenha-se confortavelmente sentado em uma cadeira ou em pé, com a postura ereta e respire profundamente. Inspire pelo nariz lentamente. Segure por um segundo a respiração e expire lentamente pela boca.

Sinta bem os seus pés no chão, como uma âncora e o topo da cabeça voltado para o alto, como uma flecha. Esqueça as suas certezas, teorias, argumentos e anseios. Faça sua mente ficar absolutamente zerada durante esses minutos e concentre-se apenas em sua respiração. Faça esse exercício três vezes seguidas. Depois simplesmente continue seu trabalho e observe se houve alguma mudança no seu modo de agir e reagir durante a aula.

A experiência de voltar à estaca zero traz jovialidade ao ato de ensinar e maior prazer em executar trabalhos de rotina, tornando cada dia de trabalho um novo dia, como se fosse a primeira vez, assim como os atores fazem quando estão com uma peça em cartaz!

Essas foram algumas dicas que eu pratico cotidianamente em minha vida profissional. Elas exemplificam bem como as técnicas teatrais podem te ajudar a se expressar melhor. Adoraria receber o feedback de quem se interessou e agora que você já sabe essas técnicas de teatro, que tal fazer seu planejamento de roda de leitura na Eduqa.me? Tenho certeza que você vai adorar se inspirar nas técnicas de voz e de corpo e que muitas ideias boas surgirão daí.

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Até a próxima!

Fernanda Sanches é atriz, comunicadora e professora de teatro e comunicação. Para conhecer seus trabalhos e workshops visite: fernandasanches.com