A Matemática na Educação Infantil
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

Brincando de aprender
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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Brincando de aprender

Pare e observe uma criança brincando.

velha infância

Atente para a forma como as crianças interagem com o mundo, constróem seus conceitos, realizam suas descobertas com pequenos objetos de pano, plástico ou madeira. Vá um pouco além…

Busque na memória os seus brinquedos favoritos e tente se lembrar das coisas que exploraram juntos. Muitas vezes os adultos consideram o brinquedo um simples passatempo para a criança, desconsiderando que ali, naquele círculo mágico, está uma situação real de aprendizado.

A criança precisa ter a liberdade para decidir com o que brincar e a lidar, desde então, com as suas escolhas. Ao ser desafiada a construir e desconstruir o seu conhecimento, em várias possibilidades, é que surge uma relação afetiva com àquele objeto que a acompanha em cada etapa do processo do desenvolvimento infantil.

Por vezes, aos olhos dos pais, a simplicidade de um brinquedo em relação à um outro brinquedo importado e/ou a destruição daquele novo de plástico, quase intocado, causa uma certa decepção.

Como pode esta criança gostar mais de uma vasilha de plástico do que este brinquedo tão cheio de intenções pedagógicas e feito com materiais específicos, não é mesmo?

O que muitas vezes os adultos não entendem é que, para explorar o aprendizado, entender o funcionamento e adquirir novos conhecimentos é preciso experimentar todas as possibilidades.

casa de madeira

Isso não faz da criança uma destruidora, tampouco demonstra falta de zelo com seus pertences. Ao contrário: demonstra liberdade para aprender. Como dizia o poeta “disciplina é liberdade”, e para imprescindível que durante este processo haja orientação dos adultos que a acompanham quanto à utilização, preservação, uso coletivo – como na escola, por exemplo – para que estes momentos de interação sejam sempre muito agradáveis.

 “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo. Aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação e moralidade.” Vygostsky

Assim, a criança que interage com o brinquedo dialogando, criando suposições, situações e problemas, alimenta a sua fantasia e criatividade. Frequentemente dão vida e forma às suas brincadeiras convidando os adultos a entenderem o seu universo particular.

Quando brinca com outra criança, ela coloca em jogo sua capacidade de interação social ao permitir que o outro faça parte de algo tão seu.

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Se pararmos para observar, não raro vemos como as crianças dão umas às outras orientações de como brincar, pois trata-se de uma brincadeira dela e para que a outra participe é necessário que conheça as suas regras.

Se nesse momento houver um acordo entre elas, tudo certo e todo mundo brinca junto e 1 misturado. Mas se por ventura isso não acontecer, é sinal que de um desentendimento está por vir. A maior sorte de ser criança é que estes momentos são instantes e logo em seguida – após um ajuste de argumentos – a brincadeira segue.

Em situações como esta, a intervenção dos adultos deve ser extremamente cautelosa para que não se tome partido de um dos lados – é apenas para que a paz permaneça.

Nas brincadeiras convencionais em grupo, onde existem regras estabelecidas que precisam ser respeitadas, a interferência de um adulto ou alguém mais velho define o bom andamento do jogo. As crianças são naturalmente curiosas e questionadoras e sempre querem saber com riqueza de detalhes o porquê das regras. Ao entendê-las, toda a brincadeira se desenrola bem, todo mundo se diverte e aprende com bastante alegria.

Quando criança se envolve com o brinquedo ou jogo ao ponto de não querer parar de brincar é porque naquele momento acontece o processo do seu aprendizado. Brincar é ter o conhecimento do próprio corpo, do tempo, espaço, das emoções, além das interações sociais e socioafetivas desenvolvidas e uma sensação incomparável de prazer, liberdade e autonomia.

Registre!

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Texto: Tatiana Bueno – Fisioterapeuta e estudante de Jornalismo. Tatiana tem um olhar curioso sobre o mundo e desde pequena acompanha, de perto, o dia a dia da mãe, professora de Educação Infantil. Seus textos são reflexivos e trabalham com a proposta de extrapolar os muros da escola.

5 Dicas para tornar o Dia das Crianças Inesquecível
Atividades/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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5 Dicas para tornar o Dia das Crianças Inesquecível

dia das crianças

Mais do que presentes; o Dia das Crianças é uma data para se divertir junto com os pequenos, não é mesmo?

As interações e as brincadeiras devem ser o centro do planejamento. Para instigar o lúdico e o tom de mágico e especial desse dia proponho começar o projeto semana da criança criando experiências que seu aluno jamais esquecerá.

Procure escolher as atividades que são recheadas de significado e de criatividade.

Para te ajudar nessa tarefa aqui vai 5 dicas para tornar o dia das crianças inesquecível.

1- Fuja da rotina

Isso envolve propor uma brincadeira lúdica para organizar e chamar as crianças para o mesmo momento, a mesma energia. Você pode se utilizar de algumas estratégias para isso:

  • fazer mímica
  • cantar uma música para que as crianças tentem se organizar por si só
  • utilizar fantoches para chamar a atenção de todos até organizar a roda
  • ou até mesmo usar a cantiga de roda para formar um círculo bem bonito

2- Escute as demandas das crianças

Geralmente os professores fazem o planejamento e já trazem um tema pronto para apresentar para os pequenos, mas, como essa é a semana da criança, que tal usar esse momento para o grupo tomar decisões sobre o que e onde brincar?

As crianças vão adorar ter o poder de decisão nas mãos. Escutá-las sobre suas brincadeiras preferidas e como se organizam pode ser fundamental para trabalhar o protagonismo, a escuta, a comunicação não violenta  e a mediação de conflito.

3- Promova experiências sensoriais

Que tal explorar outros sentidos que quase não usamos no dia a dia?

Procurar atividades que trabalham o olfato ou que anulam a visão pode ser uma ótima estratégia para promover uma experiência sensorial diferente.

4– Proponha um desafio 

Essa é uma situação de vivencia em um coletivo que jamais esquecemos e, portanto, precisa preservar um real mistério sobre o dia das crianças. Você vai perceber como elas se sentem envolvidas pelo clima de mistério e como a imaginação voa longe.

Pode ser uma visita especial no final do dia ou até mesmo uma visita no parque ou teatro, o importante é propor o desafio e esperar que eles entrem no clima.

Crianças são ávidas por conhecimento e propor uma meta para que elas tentem desvendar um segredo, por exemplo, pode tornar o dia eletrizante.

5- Crie uma lembrança 

Depois de um dia intenso e cheio de experiências sensoriais, nada mais interessante do que materializar isso em uma lembrancinha para a criança levar para casa e poder contar aos pais um pouquinho de como seu dia foi especial.

Pode ser feito de feltro, cartolina, materiais recicláveis ou até mesmo de papel cartão. Envolver a arte ao final desse dia e deixar a criança fazer e se expressar é um caminho seguro e sensível para que ela coloque para fora como está se sentindo.

Também criei 5 atividades que já trabalham essas dicas e deixei prontinho no Baú de Atividades Eduqa.me!

Para você usá-las basta entrar na Eduqa.me clicando aqui, fazer seu login e copiar essas atividades para o seu planejamento. 

  1. Roda de conversa/ o que é ser criança?
  2. Hora de pintar o 7
  3. Tapete sensorial
  4. Circuito de obstáculos
  5. Faz de conta

O Baú de Atividades Eduqa.me é o lugar que ficam guardadas TODAS as atividades que você cria, caso você queira, pode compartilhar as atividades com os professores da sua Escola ou com TODOS da Eduqa.me. Legal, né?!

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Entra lá que eu sei que você vai amar!

É isso aí! Semana da criança é só diversão!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

TDAH ou Síndrome do Respirador Bucal?
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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TDAH ou Síndrome do Respirador Bucal?

respirador bucal

Você já ouviu falar da Síndrome do Respirador Bucal?

Essa é uma Síndrome decorrente da obstrução nasal completa ou incompleta, forçando assim a criança a respirar pela boca.

É chamado de respirador bucal quem tem uma respiração oral por mais de quatro meses e a criança não precisa estar com a boca escancarada, basta os lábios e dentes ficarem entreabertos.

Qual o problema respirar pela boca?

Os problemas relacionados com a respiração bucal são vários e possuem diversas consequências.

Uma pesquisa inédita, realizada na Universidade de São Paulo, revela que a respiração bucal pode desencadear ou agravar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em crianças. Quando ela passa a respirar pela boca, o cérebro recebe pouco oxigênio, o que acaba prejudicando a atenção e o rendimento escolar da criança.

No entanto, vale lembrar que nem todas, que respiram pela boca apresentam esse problema.

Especialistas afirmam que as mais comuns são as rinites alérgicas e o aumento das amígdalas, adenóides (também conhecidas como carne esponjosa). Quando estas últimas ficam grandes demais, o ar não passa. Outras causas são as inflamatórias (sinusite), infecciosas e alterações anatômicas (desvio de septo).

Resultado: a criança não tem uma alimentação adequada, já que é impossível triturar a comida e respirar ao mesmo tempo. Ela come rápido, mastiga pouco, utiliza líquido para auxiliar na hora de engolir e prefere alimentos pastosos.

Da mesma forma, a fala, o sono e a concentração sofrem danos. Para completar, o excesso de ar aspirado ocasiona a elevação do céu da boca e diminui o tamanho da arcada dentária superior. A gengiva torna-se avermelhada e inchada, o lábio superior é encurtado. As movimentações dentárias ficam tortas e tudo isso leva a uma maior propensão a cáries e gengivites.

Ao longo do tempo, o hábito de respirar pela boca provoca flacidez dos músculos faciais, lábios e língua, alterações na postura corporal, deformidades faciais, insuficiência respiratória, cansaço frequente, boca seca, mau hálito, falta de apetite e noites mal dormidas. Por causa da flacidez na boca e na língua, a mastigação também fica comprometida.

Em razão dessa lista enorme de problemas, ao desconfiar do constante ‘congestionamento’ no narizinho de seu aluno, procure orientar os pais sobre a Síndrome do respirador bucal e sugira uma avaliação mais precisa para o tratamento com otorrinolaringologista, fonoaudiologista, alergista e ortodontista.

“Respirar é viver; Se a criança respira mal, vive mal”

O Respirador Bucal #NaEscola

O equivalente a 30% das crianças em idade escolar apresentam problemas de respiração bucal.

Apesar de ser de difícil diagnóstico a síndrome do respirador bucal pode ser primeiramente identificada pelos professores. As características acima são marcantes nessas crianças, porém, vale ressaltar que não devem ser analisadas isoladamente, pois em conjunto podem indicar um quadro de desequilíbrio respiratório.

Isso torna o professor um agente muito importante no combate ao diagnóstico precoce da criança com déficit de atenção.

Fiquem atentos se a criança:

  1. Fica de boca aberta por muito tempo, principalmente ao dormir
  2. Ronca e baba muito durante o sono
  3. Apresenta alterações de comportamento, como: sono agitado e irritabilidade
  4. Tem olheiras e aspecto cansado
  5. Ingere o alimento com muito líquido
  6. Tem preferência por alimentos pastosos
  7. Possui respiração barulhenta
  8. Apresenta a boca ressecada e a gengiva vermelha e inchada
  9. Olhos caídos, olheiras profundas, face alongada e entristecida
  10. Cabeça, ombros e braços projetados para frente
  11. Dificuldade de concentração
  12. Baixo rendimento escolar e baixa aptidão esportiva

Respirar corretamente gera inúmeros benefícios ao organismo, como por exemplo, melhorar a digestão, eliminar as toxinas do corpo, equilibrar as funções orgânicas, ajudar a fortalecer a musculatura facial, relaxar o organismo, diminuindo a frequência dos batimentos cardíacos.

Com a respiração correta essa criança pode apresentar uma melhora absurda na concentração e aprendizado.

Enfim, a respiração correta é a melhor técnica de relaxamento para adultos e crianças.

E não se esqueça de registrar a evolução desse aluno de um jeito fácil e prático na Eduqa.me.

Além de texto, você também pode inserir fotos e vídeos. Não é fantástico?

Registre!

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Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Como falar para o aluno aprender?

Schoolgirl stay near school blackboard. Close up.

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Rotina pedagógica/Semanários
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Como falar para o aluno aprender?

Por que alguns alunos aprendem e outros não?

Você com certeza já parou para se perguntar isso…

E bem difícil dar uma resposta concreta sobre esse questionamento, mas nada impede a nossa tentativa de  investigar o problema e buscar respostas que contribuem para que o aluno não aprenda.

Muitas vezes, essas justificativas encontram-se ancoradas no outro, e pouco em nós mesmos. Isso não acontece por mal ou por falta de experiência, mas por dificuldade em nos colocarmos como “parte do problema”.

Pensamos: será que é dislexia ou deficit de atenção? Ao invés de: será que é o método que aplico ou minha intervenção prática?

Com essa pequena polêmica, não se quer encontrar culpados, mas sim, lançar a reflexão sobre o quanto fazemos parte, em algumas situações, da produção de obstáculos na aprendizagem dos alunos pela forma na qual falamos.

Como falar para o aluno aprender?

Esse também é título de um livro muito interessante, rico em estratégias e que eu recomendo para você professor, mergulhar neste mundo da comunicação. As autoras Adele Faber, Elaine Mazlish com Lisa Nyberg e Rosalyn Templeton trazem contribuições acerca de uma comunicação eficiente, de uma fala construtiva, clara, direta e mais do que tudo, respeitosa nas relações de ensino-aprendizagem.

Não se pretende, que após esta leitura, o professor se torne “bonzinho”, mas que ele possa exercer a sua autoridade com assertividade, além de reforçar o direito de se proteger de agressões num clima de harmonia, respeito e confiança para o aprendizado acontecer.

Para refletir…

como fazer para o aluno aprender?

– Acolher ao invés de julgar;

– Valorizar o positivo e não o negativo;

– Preferir o equilíbrio do que o desequilíbrio nas relações de aprendizagem;

– Não subestimar o poder das nossas palavras;

– Aproximar e não afastar;

– Unir e não separar;

– Construir e não destruir…

Veja estes exemplos:

Estes são apenas alguns princípios que podem ser colocados em prática. Vamos todos repensar o nosso papel nestas relações de ensinar-aprender.

O Instituto ABCD tem um curso chamado TODOS APRENDEM.

No vídeo abaixo há uma explicação e as várias razões pelas quais uma criança não aprende, apontando os sinais que diferenciam as dificuldades escolares dos transtornos de aprendizagem.

Referência:

Como falar para o aluno aprender? Adele Faber, Elaine Mazlish com Lisa Nyberg e Rosalyn Templeton. São Paulo: Summus Editorial, 2005.

Instituto ABCD

Experimente a Eduqa.me e gaste menos tempo com tarefas administrativas.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil
Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Semanários
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5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil

A independência do Brasil é comemorada no dia 7 de setembro. Neste dia, no ano de 1822, Pedro I declarou a separação política do país, que até então era uma colônia, de Portugal, gritando às margens do rio Ipiranga “independência ou morte!”.

Essa história já é um marco muito importante para o nosso país e em tempos políticos como vivemos agora torna-se ainda mais importante comemorar e resignificar a independência do nosso País com os atores da Escola e, principalmente, com as crianças.

As escolas, nas épocas de datas comemorativas, vivem o desafio de estabelecer o compromisso com o conhecimento e com a criatividade ao desenvolver tais temáticas. Por isso, este texto quer ajudar você professor, a pensar de maneira diferente, como abordar estes assuntos.

O tema bandeira do Brasil pode ser bastante aproveitado, embora a data do dia da bandeira seja em novembro, muitas escolas trabalham o assunto paralelo ao dia da independência.

As crianças tem muitas informações prévias sobre a bandeira do nosso país, ainda mais que acabamos de sediar os jogos olímpicos, a imagem visual da bandeira esteve muito presente; por isso, preocupe-se em trazer informação nova e formas distintas de explorar o assunto.

As dicas abaixo pretendem te ajudar justamente a pensar de forma criativa. Vamos lá?

# 1 Selecione o tema

Quais são os conteúdos que podem ser trabalhados paralelamente a bandeira do Brasil?

CONTEÚDOS: formas geométricas, cores, coordenação motora, atenção e concentração, diferentes tipos de associação e pareamento.

ALGUNS OBJETIVO(S) DE APRENDIZAGEM:  nomear formas geométricas e construir a bandeira do Brasil; relacionar cores; construir e montar um quebra-cabeça; associar a cor a forma; contar a história da bandeira e mostrar as diferentes bandeiras que existiram até chegarmos no modelo que temos hoje; explicar o porque das estrelas.

#2 Recorte as figuras geométricas e monte a bandeira do Brasil

Observação: esta atividade funciona muito bem para crianças com deficiência intelectual e desenvolvimental.

bandeira do brasil

  band

quadrado

círculo

amarela

#3 Ligue a imagem a cor 

Observação: para crianças com deficiências ou dificuldades de aprendizagem você pode inserir o desenho da bandeira ao lado da atividade para que a criança possa consultar as cores de cada parte da bandeira.

atividades cores

#4 Quadrinhos

A coleção “saiba mais com a Turma da Mônica” é bem interessante para abordar o tema da Independência do Brasil e da bandeira.

turma da mônica

#5 Jogos no celular ou tablet

Utilize também o computador ou tablet como recurso e baixe este jogo feito exclusivamente pra você!

BANDEIRA DO BRASIL

Boa aula!

Aproveite  a data comemorativa para resgatar valores cívicos e incentivar o respeito aos símbolos do Brasil. Recorrer ao mundo da fantasia é sempre uma ideia bem-vinda.

No próximo post falarei sobre o Jogo dramático: “independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar.

E claro, registre as evidências e falas relevantes em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada
Registros/Rotina pedagógica/Desenvolvimento cognitivo/Formação
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Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada

escrita espelhada

Escrever é um marco na vida das crianças e uma felicidade para os pais. É lindo ver a criança dar significado àqueles traços em forma de letras que até pouco tempo eram algumas garatujas.

A escrita proporciona uma sensação indescritível de alegria, conquista e autonomia. É uma forma diferente de se comunicar e um passaporte para uma maravilhosa viagem para explorar ainda mais o mundo do conhecimento. Através da escrita a criança pode mostrar o que pensa e o que sabe, por isso, todo cuidado é pouco para fazermos desta fase, um momento único, prazeroso e de muita confiança mútua. Se a criança não for bem acolhida, respeitada e motivada nesta etapa, ela pode apresentar insegurança e dificuldades para aprender, pois o medo de expor o que sabe pode constrange-la.

O professor deve conhecer muito bem as fases da escrita de Emília Ferreiro para não interpretar como erro, aquilo que é comum no desenvolvimento da escrita[1].

Conforme a escrita da criança evolui, alguns erros desaparecem e tantos outros surgem. Isso é natural até que ela esteja completamente alfabetizada. É importante perceber que cada criança tem o seu tempo e uma história de vida que vai influenciar diretamente neste ritmo, ou seja, no quando ela será ou não alfabetizada.

Todas as crianças do mundo, passam por um momento de dificuldades em sua alfabetização e os problemas em discriminar letras ou mesmo a escrita espelhada de letras e números são comportamentos bastante normais. (DEHAENE, 2012).

Você sabia que o Leonardo da Vinci tinha escrita espelhada? Pois é, este era o efeito da dislexia em uma pessoa canhota. Curioso, não é?

Mas o que é escrita espelhada?

A escrita espelhada é uma dificuldade de aprendizagem muito comum durante o processo de alfabetização. As letras são giradas em seu próprio eixo como o b pelo d  e o q pelo p, ou ainda as crianças escrevem como se estivessem do outro lado do espelho, ao contrário.

escrita espelhada

Xenografia era o termo grego utilizado para se referir a esta escrita estranha. Alguns autores como Dehaene (2012), Piaget e Inhelder (1980), dizem que as crianças, antes dos 7 anos ainda não adquiriram o auge de sua maturidade neurobiológica, por isso, é provável trocarem a direção de sua escrita, pois noções básicas de lateralidade ainda não estão consolidadas.

Antes de mais nada, como já foi dito acima, espelhar letras e números é normal, por isso, é importante permitir que as crianças experimentem a escrita, façam tentativas, ensaios e tenham erros. A criança precisa se conscientizar sobre as suas dificuldades. Não é simplesmente apontar o erro, mas questioná-la, fazê-la perceber e tomar conhecimento sobre como fez, porque fez e como deveria fazer, conforme já nos alertava o grandioso Piaget. Pais e professores são primordiais nesta etapa.

escrever

Para Emília Ferreiro e Ana Teberosky as crianças começam a construir a língua escrita muito antes de entrarem na escola. Escrever requer maturidade e vivências que passam primeiramente pelo corpo. Por isso, a Educação Infantil, mais uma vez, tem uma função preciosa ao proporcionar para a criança estas experiências, já que tudo aquilo que sentimos e vivenciamos com o corpo, torna a aprendizagem muito mais significativa.

As principais habilidades, que podem ser consideradas como “pré-requisito” para a escrita, iniciam-se logo que o bebê nasce e se aprimora na educação infantil. A lateralidade (direita esquerda), conceitos de noção espacial, simetria, noção corporal, coordenação motora fina, coordenação visomotora, relaxar e contrair o corpo, o tônus muscular, enfim, na educação infantil é o momento de praticar tudo isso.

Escolas de educação infantil que contam com profissionais da educação física, ou mesmo têm professores especialistas ou com muita prática em psicomotricidade, propiciam ótimas condições de aprendizado para as crianças.

Existem crianças que espelham não só algumas palavras, mas frases inteiras e isso pode ser um sintoma da disgrafia.  A disgrafia, dislexia, a síndrome de Irlen, problemas na coordenação motora como a dispraxia, são os grandes distúrbios de aprendizagem causadores da escrita espelhada.

Para quem não lembra, vamos recordar:

Disgrafia:

Conhecida como letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual. Apresenta: lentidão na escrita, letra ilegível, escrita desorganizada, desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial, letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo). Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:- disgrafia motora (discaligrafia) e a disgrafia perceptiva. (SAMPAIO, 2016[2]).

Dislexia:

A dislexia é um transtorno específico e persistente da leitura e da escrita, que se caracteriza por um baixo desempenho na capacidade de ler e escrever. É uma condição de base genética, que se manifesta inicialmente durante a fase de alfabetização.[3]

Síndrome de Irlen (Dislexia de leitura): é uma alteração do processamento visual, de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Isso produz alterações visuo-perceptuais, causando dificuldades principalmente com a leitura[4].

Ler Mais 

Dispraxia:

A dispraxia é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. Isso causa problemas na coordenação motora (lentidão, imprecisão, dificuldades ao recortar), a falta de percepção tridimensional (copiar figuras geométricas, escrever) e o equilíbrio, o que resulta em uma desorganização da apresentação de trabalhos no papel[5].

Se todas as intervenções pedagógicas em prol do entendimento da criança por uma escrita correta, tenha sido feita, e ainda assim, ela apresenta comportamentos preocupantes, vale a pena solicitar uma avaliação com um psicopedagogo e outros profissionais, já que o disgnóstico destes distúrbios é sempre multidisciplinar. Cabe ressaltar que a idade que deve deixar os pais e professores em alerta é entre os 8 e 10 anos de idade (DEHAENE, 2012), antes disso não há maturidade suficiente para classificar as crianças como detentoras de qualquer um destes distúrbios.

Fique atento se a criança que costuma espelhar letras não é canhota, pois estas, tem um pouco mais de desafios para escrever do que as destras, pois o movimento para escrever, em nossa cultura ocidental é da direita para a esquerda, o que obriga os canhotos a fazerem o movimento contrário da sua mão para a escrita.

E claro, registre  o registro sobre essa fase da alfabetização e as atividades que foram aplicadas em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Referência Bibliográfica: 

BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difel,1980.

[1] Leia mais em FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

[2] Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/#!em-branco/c11mv último acesso em agosto/2016.

[3] Saiba mais em Instituto ABCD. http://www.institutoabcd.org.br/perguntaserespostas/

Consulte também: https://dislexia.org.br/

[4] Leia mais sobre Síndrome de Irlen em nossa página da Edqua.me . http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/sindrome-de-irlen-nunca-ouvi-falar/

[5] Fonte: http://brasil.planetasaber.com/theworld/chronicles/seccions/cards/default.asp?pk=3288&art=94

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

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Os cinco sentidos ou os dois sentidos?

cinco sentidos, paladar

As crianças possuem uma natureza singular e genuína que as caracteriza como seres que sentem, pensam e experimentam o mundo de um jeito próprio. Vamos refletir um pouquinho sobre esse jeito de ver o mundo?

Mas antes vou contar uma história para vocês: a história sobre a escola dos animais.

“Era uma vez uma escola para animais. Os professores tinham certeza que possuíam um programa de estudos inclusivos, mas, por algum motivo, todos os animais estavam indo mal. O pato era a estrela da classe de natação, porém, não conseguia subir em árvores. O macaco era excelente subindo em árvores, mas era reprovado na natação. […] os coelhos eram sensacionais nas corridas, mas precisavam de aulas particulares de natação. O mais triste de tudo era ver as tartarugas, que, depois de vários exames e testes foram diagnosticadas como tendo «atraso de desenvolvimento». De fato, foram enviadas para uma classe de educação especial numa distante toca de esquilos.[…]”.

(GÓMEZ, Ana Maria Salgado; TERÁN, Nora Espinosa. Dificuldades de aprendizagem. Brasil: Grupo Cultural, 2006. Página 81.).

Fazendo uma analogia com as crianças, fica claro nesta história como cada sujeito é único; possui habilidades e também dificuldades.

Temos diferentes talentos e formas distintas de aprender. Para que os alunos se apropriem dos objetos de conhecimento é importante que os professores não só valorizem estes aspectos, mas também possibilitem situações em classe para que os diferentes estilos de aprendizagem sejam acessados.

Muitas vezes, os professores não se dão conta de que os métodos ou estratégias utilizadas por eles, não estão ao alcance de todas as crianças. “Os professores tinham certeza que possuíam um programa inclusivo, mas ainda assim, os animais não conseguiam aprender”.

Este ponto da história remete uma atitude muito conhecida nas relações de aprendizagem: achar um culpado ou algo que justifique a dificuldade de aprendizagem dos alunos, o que na maioria das vezes não está associado ao professor ou aos métodos por ele e pela escola adotados.

pintura

A mudança deste esteriótipo começa quando se passa a refletir sobre: o que mais podemos fazer enquanto professores, para estimular as crianças além da visão e da audição para o benefício da sua aprendizagem?

Muitas coisas! Uma delas é desconstruir a ideia de que temos apenas dois sentidos (visão e audição). A escola sem perceber, acaba por superestimular a capacidade de ver e ouvir deixando de explorar tantos outros pontos de extrema necessidade.

Explorar os sentidos na criança é de grande valia para a aprendizagem e para o processo de desenvolvimento como um todo.

Como já vimos em textos anteriores, o corpo é o nosso veículo de aprendizagem, é o gravador que registra tudo do começo ao fim.

Assim, através do sistema sensorial, a criança percebe o seu corpo e tudo que está a sua volta. As experiências sensoriais fazem bem ao desenvolvimento do cérebro e permitem que a criança use o seu corpo de forma mais eficiente no meio em que vive.

Quando trabalhamos com a visão, a audição, o paladar, o tato e o olfato, a cinestesia também é estimulada e as sensações proprioceptivas (percepção dos movimentos de cada parte do corpo, equilíbrio e atenção) são aprimoradas para ajudar as crianças a realizarem as suas tarefas e atividades de vida diária. Além disso, futuramente são grandes alicerces para a aquisição da escrita, aperfeiçoamento do desenho e da pintura.

Envolver os sentidos e a cinestesia¹ nas atividades de sala de aula pode ser um forte aliado para o controle da indisciplina das crianças. Quando se estimula o tato e o olfato por exemplo, o nível de atenção da criança eleva, ela se concentra e automaticamente se acalma, envolvendo-se mais com a tarefa proposta.

Além disso, estimulam também a inteligência, ajudam na criatividade e permitem que os alunos aprendam mais e melhor. Tudo isso acontece, pois o cérebro tem a oportunidade de acionar diferentes canais para a entrada de conhecimento, contemplando todos os estilos de aprendizagem.

atividades sensoriais

Imaginem dar esta oportunidade às crianças com deficiências? Elas seriam muito mais beneficiadas com a estimulação e presença dos sentidos e da cenestesia em suas atividades pedagógicas.

O professor só deve tomar cuidado com a quantidade de estímulos trabalhados. Muita informação sensorial ao mesmo tempo pode desorganizar a aprendizagem da criança.

Outro ponto importante é não “forçar” a criança a realizar uma atividade que ela demonstre medo ou alguma reação incomum. Existem algumas síndromes ou certos tipos de deficiências que provocam uma hipersensibilidade na criança em relação a alguns sons, como  se aplica às crianças com autismo. Não podemos transformar um recurso positivo em um problema nas nossas aulas.

Permitir a escolha e oferecer opções sensoriais diferentes deixa o aluno mais seguro para fazer as atividades e construir um ambiente bastante acolhedor. Além de ser uma forma diferente de conhecer o mundo e aprender, desenvolver as sensações auxilia todas as crianças a se tornarem sujeitos mais sensíveis nas suas relações com o mundo e principalmente com as pessoas.

Nos tempos atuais, precisamos de pessoas menos calculistas, que possam olhar para o outro com cuidado, respeito e solidariedade. Ter a capacidade de praticar a empatia e reinventar as relações sociais é um desafio para a humanidade. 

Vale a pena observar e registrar o que a criança mais gosta ou tem mais habilidade de fazer em termos sensoriais. Você pode registrar o que aconteceu em suas atividades de maneira rica com fotos, vídeos e suas anotações:

Registros de atividades na Eduqa.me

Registros de atividades na Eduqa.me

Não acabou por aí! Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Cinestesia¹: diz respeito à senso-percepção dos movimentos corporais e em relação ao ambiente. Está ligado a manipulação dos objetos para aprender. Seja pelo toque, o contato, o movimento, o cheiro, o sabor.

 Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

O mundo da fantasia na criança – Parte III
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Rotina pedagógica
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O mundo da fantasia na criança – Parte III

Dicas 

Depois de falar sobre a fantasia de maneira teórica e prática agora é hora de aprofundar o tema de um jeito mais divertido, não é mesmo?

Pra entrar nessa onda de imaginação e criatividade no universo infantil, selecionei algumas dicas para você aprofundar nesse tema que é tão rico no desenvolvimento infantil. São algumas produções animadas amadas pelas crianças e  algumas dicas de filme que são bem interessantes para percebermos através da ótica da criança, como se dá as relações com a fantasia.

É uma oportunidade para compreender este mundo tão cheio de imaginação e encantamento.

Animações:

Meu amigãozãomeu amigaozao

A animação é voltada para crianças de 3 a 7 anos e incentiva o tema amizade.

 Yuri, Lili e Matt são três crianças que vivem aprontando e se metendo em aventuras com seus amigos imaginários.  Um canguru carente, uma girafa otimista e um elefante carinhoso compõe um cenário de pura diversão e descoberta. Assim, em cada episódio, essas crianças aprendem sobre diferentes temas como o medo, egoísmo, curiosidade e, principalmente a amizade. A série é muito legal para estimular a criatividade e imaginação das crianças.

Mansão Foster para amigos imaginários.mansão foster

Um desenho animado que retrata um mundo mágico, em que é só uma criança pensar num amigo imaginário e ele ganha vida! Entretanto, conforme as crianças vão crescendo, essas criaturas são abandonadas.

Para que os amigos imaginários não fiquem desolados,  a Madame Foster criou um lar para receber os monstrinhos. A ideia é que, no futuro, cada monstrinho poderá encontrar outras crianças para aprender e brincar!

O Diário de Mika

diário de mika amigos imaginários

A animação mostra a vida de Mikaela, uma menininha super curiosa e criativa, que quando se sente curiosa com alguma coisa vai logo correndo contar tudo para o seu diário!
Assim que Mika entra em seu quarto, uma espécie de mágica acontece e seus amigos imaginários ganham vida e assumem um traço de sua personalidade.

Filmes

Uma família em apuros

Uma-Família-em-ApurosUm filme que mostra a realidade de uma família moderna  e passa a conquistar o público com a inesperadas táticas de criação dos avós para com seus netos.

Eles vão mergulhar no universo infantil e ensinar o que é ser criança de verdade, com direito a amigo imaginário e tudo mais.

 

Náufrago

O filme retrata a necessidade de um homem social, acostumado a relacionar-se com diversas pessoas e, de repente, vê-se isolado de tudo e todos. Na sua ânsia de comunicar-se para não enveredar em um estágio de loucura, entra então em cena um personagem inusitado, a bola de voleibol da marca Wilson.

Wilson ganha vida e feições humanas, um verdadeiro amigo imaginário. Apesar de acontecer com um adulto, a reflexão é muito válida porque nos proporciona um mergulho na menta humana e nos faz aprofundada sobre o tema fantasia e os nossos mecanismos de defesa.

Hórton e o mundo do quem

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O filme é uma grande inversão entre o mundo da fantasia e o mundo real.  O elefante Horton é um professor muito imaginativo e em um belo dia, enquanto estava em mais uma de suas aventuras com as crianças, ouve um pequeno barulho perto dele, vindo de um lugar onde ninguém poderia imaginar: um grão. Espantado e ao mesmo tempo curioso, ele decide verificar se realmente existe vida dentro daquilo, e começa a conversar com o grão. consegue fazer contato com alguém.  Seu nome é Ned, e é o prefeito da cidade que fica dentro do grão, chamada Quemlândia.

A partir daí começa uma linda amizade entre o Horton e o seu novo amigo imaginário Ned.

Quadrinhos: Calvin e Haroldo

Calvin é um garoto de seis anos de idade cheio de personalidade, que tem como companheiro Haroldo, um tigre sábio que para ele está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para os outros Harold não é mais que um tigre de pelúcia.

De acordo com algumas visões, as fantasias mirabolantes de Calvin constituem frequentemente uma fuga à cruel realidade do mundo moderno para a personagem e uma oportunidade de explorar a natureza humana para o autor, Bill Watterso.

Indicação de bibliografia para aprofundar o tema

  • FREUD, S. (1909). Análise de uma fobia de um menino de 5 anos. In: Obras psicológicas Completas de Sigmund Freud. Vol.X .Rio de Janeiro: Imago, 1988._________ (1923). O ego e o id. In: Obras Completas. Edição Standart Brasileira. Vol. XIX, Imago, 1988.
  • KLEIN, M. (1982). Sobre a Teoria da Ansiedade e Culpa. In: Os Progressos da Psicanálise. Rio de janeiro: Editora Zahar.
  • PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difel, 1980.
  • WADSWORTH, BARRY J. Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1997.
  •  WINNICOTT, D. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
  •  WINNICOTT, D. “Objetos Transicionais e Fenômenos Transicionais”. In: Da pediatria à psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, 2000.
O mundo da fantasia na criança – Parte II
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros
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O mundo da fantasia na criança – Parte II

Pra que servem os amigos imaginários?

imaginação

No post anterior abordei o tema “O Mundo da fantasia na criança” de uma forma mais teórica. Uma breve explicação de como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança.

Agora vamos entender um pouquinho mais, na prática, pra que serve os amigos imaginários e como pais e professores podem entender melhor e lidar com esse momento da criança.

5 funções importantes dos amigos imaginários

  1. Para a criança entender os seus próprios sentimentos; poder brigar e dar vez ao que ela gostaria de dizer aos outros.
  2. Apoiar na comunicação.
  3. Ganhar autoestima, segurança e confiança em si mesmo, arriscando-se e expondo-se mais através do amigo invisível.
  4. Compreender uma situação de conflito que esteja vivendo, como por exemplo: a chegada de um irmão, a separação dos pais, etc.
  5. Para testar os limites em relação aos pais, fazem com que o amigo imaginário leve a culpa por coisas erradas que fez e espera uma reação tolerante dos pais sobre ela mesma.

Geralmente, estes amigos invisíveis são inofensivos e não há com o que se preocupar. Da mesma maneira que eles chegam na vida da criança, também desaparecem, já que o objetivo principal de existirem é para ajudar a criança a lidar melhor com a sua própria realidade.

Mas, é preciso prestar atenção com alguns pontos, pois esses sim não são saudáveis.

 Atenção!

  • Com a intensidade da brincadeira: o amigo imaginário não pode afastar a criança da sua vida social.
  • O isolamento: a criança não pode se afastar de outros colegas e isolar-se com o amigo imaginário. Ela não pode “preferir” isolar-se com o amigo invisível ao invés de estar com outras crianças ou mesmo interagir com os seus brinquedos.
  • Não pode ser dominada: a criança não pode ser dominada pelo amigo invisível, ou seja, ao demonstrar falas e comportamentos que indiquem que a criança não está mais no comando da brincadeira, é importante buscar uma ajuda mais específica.
  • Pais e Professores: tomem cuidado com atitudes que reforcem exageradamente a presença do amigo imaginário. Não as lembre de chamar o amigo para jantar, dormir, tomar banho, aprender. Respeite a presença deste “novo membro da família” e acolha, mas não reforce a sua existência; isso é com as crianças e não com os adultos.
  • Para os responsáveis pela criança cabe sempre a observação atenta e cuidadosa sobre qualquer comportamento que não pareça adequado e, sendo assim, buscar orientação.

menina atenção

Hora de dar Tchau

As crianças acabam se despedindo dos amigos imaginários por volta dos 7 ou 8 anos, pois esse é o período em que a criança atinge e completa a sua maturação neurofisiológica.

Nesta idade, a criança tem capacidades psíquicas, cognitivas e sociais de encontrar outros caminhos para lidar com a sua realidade. Ela estará menos egocêntrica, mais suscetível às interações sociais e as leis morais, ou seja, tem um domínio mais ampliado do mundo e o interesse por diferentes atividades multiplicam-se. Começa uma nova fase que é um dos melhores momentos para a aquisição da aprendizagem formal.

Quando aparecem os amigos imaginários para crianças com deficiências?

No caso das crianças com deficiência intelectual* a idade do aparecimento dos amigos imaginários pode acontecer mais tarde, devido ao atraso que possuem no desenvolvimento biopsicossocial se comparadas às crianças sem deficiência.

Entretanto, isto não é uma regra! Dependerá das condições socioculturais em que a criança está inserida, ou seja, o meio em que ela vive, a estimulação social em que é submetida, como por exemplo se convive com crianças da mesma idade ou não e etc. O importante é que todas as considerações feitas aqui são válidas da mesma forma para as crianças com DID.

O que merece um pouco mais de atenção é o jogo simbólico, que pode e deve ser estimulado por pais e professores.

Muitas crianças com deficiências NÃO SABEM BRINCAR! Parece um pouco estranho isso, mas se observarmos mais atentamente, nem sempre que uma criança está manuseando um brinquedo, está de fato a interagir com ele. Às vezes é apenas um objeto para estimulação oral, como nos bebês. Em situações deste tipo a presença de um adulto de referência e de crianças da mesma idade tornam-se primordiais para esta aprendizagem.

Para as crianças com autismo, este processo é mais complexo, pois há uma redução importante da capacidade imaginativa nestas crianças. Esta habilidade é o que permite a criança criar, inventar, dramatizar e brincar de faz de conta.

Contudo, o principal para entendermos a questão da fantasia na criança com autismo é o fato dos grandes problemas que ela tem com a interação social e a realidade. Se a criança com autismo vive o drama e a perturbação de não “sair de si mesma”, para explorar o mundo externo, consequentemente não fará a construção da fantasia da mesma forma que as crianças fora desta condição fazem. Como a criança autista, pouco tem acesso “ao nosso mundo”, desenvolve um mundo a parte, como se ela criasse um muro contra os medos e frustrações que existem dentro dela mesma e não na sua relação com a realidade. Por isso, não é comum criarem amigos imaginários, já que a conexão com a realidade é prejudicada.

Para Professores e Pais atuarem de forma colaborativa e desafiadora, nestes casos, precisam ao máximo estimular  a criança com autismo a sentir-se mais autoconfiante e segura, para assim, poder “sair de si mesma” e interagir com o mundo de uma forma mais ativa.

*Atualmente usa-se o termo dificuldades intelectuais e desenvolvimentais {DID} para se referir as deficiências de ordem cognitiva.

E não esqueça de fazer os registros sobre os amigos imaginários e sobre as crianças.

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Na última série do ” O mundo da fantasia na criança Parte III” preparei uma lista de desenhos e filmes para abordar o tema.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.