O sono dos 3 aos 6 anos

Fonte: alto astral

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
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O sono dos 3 aos 6 anos

Já reparou que passamos aproximadamente um terço de suas vidas dormindo? Quando criança o sono é ainda mais importante pois ele é essencial para o desenvolvimento infantil.

Para dormir bem devemos oferecer um ambiente acolhedor para que a criança aprenda a dormir o mais precocemente possível, porque dormir é um aprendizado. Um ambiente livre de ruídos e luzes costuma propiciar bons momentos de sono.

O recém-nascido exposto à televisão, normalmente é mais irritadiço e tem o sono muito mais leve. Desde cedo devemos oferecer à criança a noção de ritmo e de rotina. Isto a ajudará na tarefa de aprender a dormir.

À medida que a criança cresce, ela vai ficando mais resistente e começa a travar uma luta contra o sono. A soneca da tarde já não é mais vista pela criança como necessária, mas como uma perda de tempo, pois pode significar a interrupção de uma brincadeira.

No entanto, entre os 3 e os 5 anos, a criança ainda necessita de uma soneca, que acontece, normalmente, no período da tarde. Aos 6 anos, muitos não sentem mais a necessidade da soneca e, normalmente, nesta etapa do desenvolvimento, o ciclo de sono noturno já corresponde a um período de 10 a 11 horas ininterruptas.

É importante destacar que, cada vez mais os estudos na área do sono vêm mostrando que a privação do sono pode gerar grandes consequências importantes para o indivíduo, como por exemplo, o atraso no crescimento, a obesidade e a irritabilidade.

Olhar atento para o sono da criança

Esta atenção deve se estender, inclusive às instituições de educação (creches e escolas de educação infantil), afinal, muitas crianças iniciam sua vida escolar com 3 anos de idade (ou menos), e deve ficar estabelecido, em cada instituição, uma rotina que inclua a hora do descanso. O importante é que todas tirem uma soneca.

Algumas instituições têm salas próprias para a hora do descanso, com, por exemplo, um colchonete para cada criança. Isto é o ideal e um grande facilitador do sono, pois o ambiente estimula a criança a dormir. A criança que se familiariza com a rotina do momento do descanso, tem seu sono mais tranquilo.

Outro fator que pode facilitar esta rotina na escola é o conhecimento acerca dos hábitos de sono da criança em casa. Estas informações podem ser colhidas, por professores e gestores educacionais, quando da chegada da criança à escola, com a ajuda dos pais ou dos responsáveis pela criança.

5 Dicas para facilitar o sono na Escola

Para facilitar esse momento de descanso na escola, o educador pode criar algumas rotinas que levem a criança a ser menos resistente ao sono, como, por exemplo:

  • Contar histórias.
  • Deixar que a criança manuseie livros.
  • Colocar uma música suave.
  • Convidar todas as crianças para a soneca.
  • Proporcionar brincadeiras mais calmas

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Físico, intelectual e social nas crianças de 0 a 5 anos

Fonte: trening even barne

Desenvolvimento Infantil/Registros
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Físico, intelectual e social nas crianças de 0 a 5 anos

No post anterior falamos sobre os marcos do desenvolvimento infantil de 0 a 3 anos.

Leia matéria completa AQUI.

Hoje vamos analisar esses marcos do desenvolvimento e observaremos as grandes e rápidas mudanças que ocorrem no primeiro ano de vida do bebê/criança 0- 5 anos.

Percebemos que, nos segundo e no terceiro anos de vida, se, por um lado, as mudanças motoras se apresentam de forma relativamente mais lenta (passando por um processo de maior aperfeiçoamento), as mudanças socioafetivas e intelectuais/cognitivas avançam com maior intensidade.

Por todos esses detalhes, precisamos estar atentos para compreender o processo de desenvolvimento nas suas diferentes fases. Para tanto, contudo, devemos levar sempre em conta que cada bebê/criança é um indivíduo único, e que as diferenças individuais precisam ser respeita- das para a avaliação correta do desenvolvimento em cada uma das suas respectivas etapas.

Veja os quadros abaixo:

0 aos 6 meses

Como muitos fatores interferem e interagem com o desenvolvimento, o olhar de avaliação deve ser criterioso. Devemos levar em conta o processo maturacional (amadurecimento) de cada fase e de cada criança, tomando o cuidado de perceber se as fases do desenvolvimento es- tão progredindo em sequência e adequadamen- te, independentemente da idade.

6 aos 12 meses

Para cada item do desenvolvimento que se possa considerar como atraso, há muitas técnicas e muitas intervenções possíveis para a estimulação adequada. Muitas vezes, apenas uma correção da postura pode desencadear o adequado processo de desenvolvimento – do contrário, uma eventual não correção postural pode gerar um atraso nesse processo. Quem cuida precisa estar ciente das possibilidades de fazer ajustes.

12 a 24

Um item de grande importância para esta avaliação, e para aperfeiçoar o olhar na hora de observar um bebê/criança, é o tônus muscular (quando a musculatura está pronta, em parcial contração, para receber o es mulo e atuar).

Se na nossa observação percebemos que o tônus está muito aumentado ou muito diminuído, precisamos acionar um sinal de alerta importante, pois isto poderá indicar que há alguma dificuldade no processo de desenvolvimento. Muitas vezes esta dificuldade pode ser corrigida por meio de simples trocas posturais, capazes de fazer a retomada do processo sequencial previsto.

Fiquem atentos ao sinais de alertas!

3 aos 4 anos

4 aos 5 anos

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Tudo sobre a alimentação de 0 a 3 anos

Fonte: saúde e vitalidade

Desenvolvimento Infantil/Registros
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Tudo sobre a alimentação de 0 a 3 anos

O momento da alimentação, para além dos aspectos nutricionais, é uma vivência importante para o estabelecimento da comunicação e de vínculos afetivos entre a criança e seus pais ou cuidadores.

Alimentação com afeto

Estudos revelam as fortes influências da má nutrição sobre o desenvolvimento da criança.
Há uma correlação entre os níveis baixos de inteligência e a subnutrição no útero materno, e a continuidade disto durante a primeira infância. Por outro lado, os efeitos de uma boa nutrição e o desenvolvimento inicial do cérebro acabam levando os pais a pressionarem a criança na hora das refeições. Este comportamento pode desencadear uma fadiga emocional importante na criança, pois para comer é necessário ter fome e prazer. Devido à pressão a que a criança é submetida, ela pode acabar perdendo o prazer de comer, começando a sua resistência para se alimentar.

Os benefícios da boa alimentação

Ao tratarmos da alimentação, é fundamental destacar os seus indiscutíveis benefícios, tanto para a mãe quanto para a criança. Além de contribuir com a melhoria do sistema imunológico do bebê e do desenvolvimento de seus músculos faciais (fundamental para o posterior desenvolvimento da fala), a amamentação é um momento de intimidade, do estreitamento de laços entre mãe e filho e gera uma série e outros benefícios para ambos.

Você sabia que a distância de 30 cm (aproximadamente a distância entre os olhos do bebê e os da mãe durante a amamentação) é a distância em que o bebê melhor enxerga no início da vida? Assim, o primeiro todo organizado e com foco que um bebê enxerga tende a ser o rosto da mãe durante o momento de amamentação.

As crianças devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno nos seus seis primeiros meses de vida. Neste período, o bebê não precisa de nada além disso, nem mesmo de água. No entanto, se isso não for possível, obviamente outras estratégias podem ser pensadas junto com o médico sem, necessariamente, trazer prejuízo para a construção do vínculo mãe-bebê.

A partir do sexto mês, os pediatras orientam a introdução gradual de frutas, sucos e papinhas, o que normalmente é bem aceito pelas crianças – embora algumas delas apresentem resistência a determinados sabores. Então começa o grande desafio! Com a recusa a sabores específicos, a criança começa a brincar com o alimento ao invés de comê-lo.

Não desista:Insista!

Nesta ocasião é importante insistir para que a criança experimente várias vezes os novos sabores que ela está descobrindo – os pais e cuidadores devem ser orientados a não desistir de introduzir novos alimentos na dieta da criança após as primeiras recusas.

É importante ressaltar que as papinhas não devem ser temperadas com sal ou com açúcar.

Cada alimento tem o seu sabor, que a criança irá, gradativamente, descobrindo. Os alimentos devem ser introduzidos de acordo com a sua complexidade alimentar. Primeiro os vegetais, frutas, legumes e as verduras que, basicamente, oferecem vitaminas e fibras e, depois, gradativamente, serão introduzidos os cereais, as leguminosas (ervilha, feijão, etc.) e a carne.

Algumas orientações

Durante todo este período o aleitamento materno deverá ser mantido sempre que houver disponibilidade da mãe. Mesmo porque, como sempre é importante lembrar, a Organização Mundial de Saúde preconiza o aleitamento materno até aos dois anos de idade.

A partir de um ano, a criança começa a se alimentar de forma mais semelhante à dos adultos. Não é mais necessário deixar tudo bem cozido e molinho, pois ela precisa aprender a mastigar, exercitando assim os músculos da face. Nesta fase é comum a criança ter a redução do apetite, pois estava acostumada à papinha, ao leite e sucos, e agora a comida ficou mais sólida.

A criança dos 2 aos 3 anos começa a tornar-se mais independente e a construir a sua autoimagem. Algumas querem experimentar tudo o que lhes é apresentado e ainda têm as suas próprias escolhas, mas outras já são mais resistentes. Cabe ao adulto apoiar as atitudes positivas, incentivando-as a cada vez mais a saborear novos alimentos.

A idade pré-escolar é muito importante para o processo de maturação biológica e para o desenvolvimento psicomotor. Nesta fase, a criança começa a ter mais autonomia para criar os seus hábitos alimentares. Em casa começa a experimentar o que antes recusava e a recusar o que antes aceitava, momento que gera muitos conflitos com os pais e os cuidadores.

#Na Escola

Na escola, ela começa a ter contato com os alimentos das outras crianças, alguns dos quais, muitas vezes, ela nunca viu ou experimentou. Então é fundamental que ela seja orientada para experimentar novos alimentos quando ver a oportunidade, levando sempre em consideração a necessidade do estabelecimento de hábitos alimentares saudáveis, que incluam toda a gama de nutrientes necessários para o desenvolvimento global adequado.

A este respeito, por exemplo, podemos destacar alguns estudos recentes, feitos pela Universidade de Oxford, que relacionaram o baixo desempenho escolar com o baixo consumo da gordura ômega 3. Segundo o pediatra e nutrólogo Mário Cícero Falcão, da USP, o DHA (ácido docosahexaenoico) é um nutrientes importante tanto para o desenvolvimento do sistema nervoso, quanto para a retina.

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Os marcos do desenvolvimento 0 a 3 anos

Fonte: Ludovica

Desenvolvimento Infantil/Semanários
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Os marcos do desenvolvimento 0 a 3 anos

O processo de desenvolvimento humano é contínuo e a capacidade maturacional (de amadurecer) é individual. Mas, a despeito das particularidades de cada indivíduo, podemos estabelecer alguns marcos gerais (e comuns a todas as pessoas) importantes neste processo, principalmente na primeira fase do desenvolvimento, que vai de 0 aos 3 anos de vida (36 meses).

O desenvolvimento do bebê tem duas importantes leis de progressão a partir do eixo central do corpo:

Fonte: apostila PPI

Entendendo que o desenvolvimento segue esta progressão, devemos ter cuidado ao exigir da criança ações que a sua maturação cerebral ainda não permite, como, por exemplo, oferecer-lhe brinquedos para manipular antes dela ter sustentado o pescoço ou colocá-la em pé antes dela ter controle dos quadris.

Com a expectativa de gerar um desenvolvimento mais rápido nas crianças, muitas vezes seus cuidadores desenvolvem ações que pulam etapas e não respeitam o desenvolvimento natural e essas leis de progressão; exigindo da musculatura infantil uma adequação imprópria para a fase da vida em que a criança se encontra.

Para que isso não ocorra, é importante observar e perceber que o bebê já nasce com alguns reflexos – que são reações involuntárias em resposta a um es mulo externo e consistem nas primeiras formas do movimento humano. Os reflexos servem como fonte primária de informações que se armazenam no córtex (porção do cérebro) em desenvolvimento.

Fonte: PPI

Esses reflexos, por si só, vão nos apresentando os caminhos do desenvolvimento. Vejamos quais são e como ocorrem alguns desses reflexos no desenvolvimento do bebê:

Reflexos primitivos:

São aqueles relacionados à sobrevivência, com funções de busca de ali- mentação e de proteção.

Reflexos primitivos posturais:

São os precursores (iniciadores) dos movimentos voluntários. Alguns destes reflexos, como o da sucção, da preensão palmar, plantar e o da marcha, serão substituídos por atividades voluntárias. Outros, como o de Moro, simplesmente desaparecerão. Os reflexos serão apresentados quando formos estudar sobre “desenvolvimento motor”.

“Nos primeiros meses de vida, a presença, a intensidade e a simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do cérebro. A presença deles indica que o cérebro está se desenvolvendo e trabalhando corretamente, e também ajuda a detectar anormalidades como as alterações músculo-esqueléticas congênitas ou as lesões no cérebro. Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos, no segundo semestre de vida, também indica anormalidades no desenvolvimento.”

Fisioterapeu co.blogspot.com.br/2010/05/ reflexos-primi vos.html

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Promovendo o desenvolvimento ideal da criança de 0 a 3 anos

Fonte: Mãe me quer

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
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Promovendo o desenvolvimento ideal da criança de 0 a 3 anos

No post anterior falamos sobre o desenvolvimento do 0 aos 3 anos, sobre a arquitetura do cérebro e qual o impacto das experiências vividas nessa idade. Hoje vamos apresentar o que pode ser feito para promover o desenvolvimento ideal dessa criança.

Para que o cérebro da criança se desenvolva com qualidade, ela precisa de três tipos de experiências ou vivências básicas e integradas: as sensoriais, as emocionais e as motoras. São esses tipos de experiências que darão os “insumos” que o cérebro precisa para se adaptar ao ambiente. Além disto, para a promoção desse desenvolvimento, uma boa qualidade de sono e uma alimentação adequada também são essenciais (falaremos sobre isto mais adiante).

O cérebro precisa dos estiímulos sensoriais, porque tudo chega a ele através dos sentidos. Portanto, para desenvolver o cérebro é fundamental estimular os sentidos (tato, olfato, audição, paladar e visão) através do componente emocional. Isso porque o vínculo afetivo é essencial tanto para motivar a criança em sua adaptação ao novo ambiente, quanto para promover a sua estruturação e a organização neurológica.

Sabemos, por exemplo, que a criança que não forma um vínculo emocional, ou uma relação de apego segura com a sua mãe, ou com o seu cuidador principal, na primeira infância, posteriormente pode encontrar muitas dificuldades para se adaptar aos ambientes e condições desafiadoras que lhe forem apresentadas. O afeto do seu cuidador é a primeira condição para que a criança se desenvolva bem. A falta de afeto nos primeiros anos deixa marcas definitivas no desenvolvimento humano.

Leia mais em: Como trabalhar afeto na Educação Infantil.

Além desses componentes sensório-emocionais (e a eles integrado), a criança precisa do movimento, não só para aprender a utilizar o corpo, mas também para ativar e desenvolver regiões neurológicas especializadas.

Quais são os fatores que podem vir a prejudicar este desenvolvimento?

Fonte: PPI

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Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

Fonte: Toda criança pode aprender

Desenvolvimento Infantil/Registros/Formação
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Desenvolvimento do 0 aos 3 anos: o que há de importante nesta fase?

O desenvolvimento infantil, em específico, significa todo o processo de mudanças que leva a criança a alcançar uma maior complexidade nos seus movimentos, pensamentos, emoções e relações com o mundo e com as outras pessoas. É, portanto, o ponto de par da para nosso desenvolvimento como seres humanos.

A primeira infância, em especial os 3 primeiros anos de vida (chamados de primeiríssima infância), são o período em que a arquitetura do cérebro começa a se formar. As experiências vividas pela criança nesse período têm um impacto importante e duradouro no seu desenvolvimento, podendo formar uma base cerebral forte ou frágil para a aprendizagem, o comportamento e a saúde, ao longo da vida.

Os fatores genéticos contribuem no caminho do desenvolvimento, mas as experiências (principalmente as experiências do 0 aos 3 anos de vida) podem moldar a expressão dos genes.

As nossas experiências podem modificar alguns traços comportamentais herdados geneticamente e, vale ressaltar que, desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe, já estamos passando por experiências. Neste período intrauterino, tudo o que a nossa mãe consome, sente ou vive, chega até nós, e pode vir a promover modificações no nosso processo de desenvolvimento cerebral.

Até mesmo no momento do nascimento, a facilidade ou a dificuldade com que nascemos ou começamos a respirar, ou mesmo a e ciência ou não do nosso serviço de saúde, também podem afetar significativamente o processo de desenvolvimento do nosso cérebro.

Apesar da arquitetura do cérebro de cada um de nós continuar sofrendo modificações durante toda a vida, em função das nossas vivências, é na primeiríssima infância que acontecem as experiências mais marcantes que podem ou não dificultar o desenvolvimento do cérebro. Na medida em que ficamos mais velhos é mais difícil modifificar a arquitetura do cérebro.

Portanto, o que acontece na infância deixa, efetivamente, marcas para toda a vida.

Assim sendo, vivenciar experiências positivas na primeira infância influencia na formação de uma estrutura e de uma arquitetura cerebral mais apta para nos fazer superar dificuldades. Essas experiências positivas e a consequente melhor estruturação cerebral, preparam a criança para ter maior sucesso na alfabetização, para desenvolver mais habilidades ao longo da vida, para ser mais saudável e mais madura emocionalmente, etc.

Por isso a necessidade de termos um olhar mais cuidadoso e especial sobre esta fase da vida.

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Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano?

Fonte: apostila PPI

Desenvolvimento Infantil/Registros
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Qual é a diferença entre o crescimento e o desenvolvimento humano?

O que é crescimento?

O crescimento são as mudanças de tamanho, forma e características do corpo, as quais acontecem desde o momento que começamos a nos formar na barriga da nossa mãe.

Ao chegarmos ao final da adolescência ou a meados da segunda década de vida, percebemos certo estabelecimento nas modificações corporais (como no nosso tamanho, por exemplo). Contudo, vale salientar que, por sermos seres em constante mudança, nossas características fisiológicas mudam ao longo de todo o ciclo vital.

As mudanças no processo de crescimento humano podem ser observadas, medidas e qualificadas e, por isto, são chamadas de mudanças quantitativas.

O que é Desenvolvimento?

Já quando nos referimos ao desenvolvimento humano, incluímos tanto as mudanças quantitativas quanto as qualitativas (não mensuráveis), as quais estão relacionadas às várias etapas pelas quais passamos ao longo de todo o nosso ciclo de vida.

Se as mudanças quantitativas se referem aos aspectos físicos do crescimento, as qualitativas dizem respeito às mudanças cognitivas (relativas às nossas capacidades mentais) e socioemocionais (nossos relacionamentos com nós mesmos e com os outros), desde o momento em que a pessoa se forma na barriga da sua mãe até a sua morte. Essas mudanças acontecem de maneira ordenada, são comuns à maioria das pessoas, e servem para nos tornar competentes para responder às nossas necessidades e às do nosso meio. É a isto que chamamos de desenvolvimento humano!

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A comunicação da criança autista

Fonte: e.Mix

Desenvolvimento Infantil/Registros/Linguagem
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A comunicação da criança autista

Sabe aquela angústia que sentimos quando estamos tentando explicar uma coisa para alguém e essa pessoa não consegue entender nada, nadica do que falamos?

E mais ou menos a mesma sensação de quando vamos viajar e o inglês não é tão bom quanto imaginávamos e aí você percebe que não entende nada que o outro fala.

Esses dois exemplos coloca em xeque a comunicação eficaz e nos faz lembrar como é importante saber ouvir e saber expressar.
Quando ocorre um ruído no esquema da comunicação nos sentimos mal, ficamos envergonhados ou até mesmo irritados com situações assim. E sabe por que?

O Poder da Comunicação

Porque a comunicação sempre teve e sempre terá um papel muito importante na vida das pessoas, pois através dela, partilhamos sentimentos, conhecimentos, informações e interagimos.
O  ato de se comunicar é uma atividade vital para o convívio  em sociedade e necessita de alguém que transmita uma informação e, outra que a receba, interpretando-a.

Fonte: Google

Um conjunto de gestos, sons, sinais e sentimentos estão envolvidos entre aqueles que se
comunicam e, muitas vezes, a forma com que as pessoas interpretam estes códigos, pode fazer da comunicação uma sucessão de mal-entendidos.
A professora diz uma coisa e o aluno percebe outra; a mãe pede uma coisa ao filho e este, interpreta de uma maneira diferente, ou seja, nos processos de comunicação entre as pessoas é natural que isto aconteça, contudo, no caso de crianças com autismo, isso pode ser ainda mais complicado, devido a inabilidade que elas possuem para se comunicarem.

A comunicação da criança autista

No lugar de dizer não quero, a criança com autismo pode ser agressiva pelo fato de ter
dificuldade em falar, manifestar ou dar a conhecer aquilo que sente e pensa.
Desta forma, é possível refletir que no autismo, a comunicação e o comportamento podem estar interligados, por isso, a importância de estarmos atentos à forma com que esta  comunicação ocorre com o nosso aluno no processo de aprendizagem.

Um exemplo inquietante é sobre o vocabulário que utilizamos ao solicitar que as crianças façam algum exercício ou atividade.

Pedimos ao aluno para grifar, circular/rodear, desenhar, escrever, enumerar, enfim, será que ele sabe o que significa circular ou rodear uma palavra? E aí pode estar um dos mal-entendidos mais comuns, pensarmos que o aluno não aprende, sendo que não verdade ele não percebe o significado daquilo que o professor pede.
Em situações como a descrita acima, é provável que a criança se desorganize ou dispense um tempo muito  maior para a realização daquela tarefa, devido a este “possível desconhecimento” sobre o enunciado da atividade, gerando assim, uma dificuldade na comunicação entre professor e aluno e até problemas no comportamento desta criança.
Existe uma ansiedade que é boa e natural, por parte dos pais e dos professores, em saber o método mais adequado para alfabetizar as crianças com autismo, sugestões de estratégias, recursos e etc.

Entretanto, há algo que necessita anteceder esta preocupação, que é compreender o comportamento deste aluno.

Observar e conhecer seu alunado

Por que o meu aluno é agressivo?

Em que situação esta agressividade ocorre?

Em que lugar?

Tempo?

Quais são as pessoas envolvidas?

Como posso entender o comportamento de oposição?

Por que ele não faz esta atividade?

Como ele se comunica?

Do que ele gosta ou não gosta?

Quais são os seus brinquedos preferidos? 

Estas e outras dezenas de perguntas podem ajudar o professor a construir um mapa  das
características deste aluno para  traçar diretrizes que o permita organizar e planejar o trabalho pedagógico, sempre com a colaboração da família e dos terapeutas envolvidos.

Registre o comportamento

O que pode aproximar o diálogo entre esta tríade; família – escola – terapeutas e também  facilitar muito na comunicação entre todos, são os registros dessa criança.  Isso mesmo! Registrar o comportamento dessa criança, relatando experiências, sugestões, compartilhando algo de sucesso ou também para pedir ajuda!

Você pode fazer isso na Eduqa.me em registros individuais.

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Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontal
Atuar na perspectiva da inclusão, necessita que muitas barreiras sejam quebradas!
A barreira  do medo, para podermos interagir e nos aproximar com segurança da criança com autismo quando ela apresenta algum comportamento agressivo.
A barreira da insegurança, quando achamos que somos incapazes de trabalhar com estes alunos.
A barreira da comunicação, ou ausência dela, quando não conseguimos perceber aquilo que o nosso aluno quer nos dizer. A barreira da descrença, quando não acreditamos que é possível ensinar em contextos
difíceis e tão diversificados.
Entre tantas outras barreiras que poderemos encontrar, a principal a se vencer é a da
descrença, pois ACREDITAR é a palavra-chave desta discussão.
Será a nossa crença que nos mobilizará a conhecer mais, estudar e aprender mais, buscar ajuda, confiar em nós mesmos e ir em frente!
Que todos tenham ótimos desafios!

Leia mais em: A inclusão do aluno com autismo

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

Crianças da Escola Municipal São José dos Índios, durante atividades de educação em saúde do programa ‘Visa nas Escolas’. Foto: Julyane Galvão

Projeto/Desenvolvimento cognitivo
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A IMPORTÂNCIA DA NEUROCIÊNCIA PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

No nosso país, infelizmente, ainda é tímido o movimento de políticas públicas em prol de melhorias na área da educação. Observa-se, também, que faltam propostas de novas ações com sólida e reconhecida base científica, as quais possam ser mensuradas e replicadas para as diferentes populações país afora, promovendo melhorias para um número maior de alunos

PPI – Projeto Pela Primeira Infância

O Projeto Pela Infância tem por objetivo integrar os conhecimentos das neurociências com os da educação, para que a troca de experiências possa contribuir para o desenvolvimento de práticas para a primeira infância, além de disseminar esses conhecimentos para beneficiar o maior número possível de crianças.

Visando esta integração de conhecimentos, o projeto tem como base um modelo de intervenção precoce. Os modelos internacionais de intervenção precoce na primeira infância têm demonstrado que há uma melhor eficácia nos contextos nos quais têm sido implementados. A Resposta à Intervenção (do inglês “Response to Intervention”), também conhecida pela sigla RTI, é um modelo amplamente conhecido atualmente na educação em diversos países e, ainda que de forma muito restrita, vem sendo também testado no Brasil.

Que modelo é esse?

O modelo do RTI visa prevenir e remediar as dificuldades de aprendizagem, baseado na implementação de um sistema integrado de detecção precoce e de níveis progressivos de apoio à criança.

A intervenção precoce, portanto, visa prevenir ou mitigar a ocorrência de problemas escolares, usando um modelo de intervenções empiricamente validadas que permitem:

  • A identificação precoce de crianças que apresentam problemas acadêmicos e comportamentais;
  • O monitoramento do progresso de crianças em risco para desenvolver dificuldades nessas áreas;
  • A oferta de intervenções cada vez mais intensivas na própria escola, baseadas no progresso da resposta, a qual é monitorada constantemente.

O modelo para a educação infantil, tem sido denominado de K-RTI, e específica as necessidades desta faixa etária. Desta maneira, as adaptações e a implementação do modelo RTI para a educação infantil deve considerar:

O RTI reforça os resultados e não os déficits dos alunos.

  • A visão holística do desenvolvimento da criança (cognitivo, comunicativo, sócioemocional, motor e de linguagem);
  • A importância da intervenção precoce para aumentar as oportunidades da criança, principalmente as carentes de experiências ambientais;
  • A importância de fornecer suporte em um ambiente natural;
  • A necessidade de monitoramento numa perspectiva multidimensional da criança, que possa ao mesmo tempo identificar as potencialidades e as necessidades.

Qual é a proposta do Projeto Pela Primeira Infância?

Em 2012, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) lançaram um Edital para Chamada de Propostas para selecionar pesquisas na área do desenvolvimento infantil, em particular na primeira infância.

Entre os projetos aprovados nessa chamada, estava este, implementado  pela Universidade Federal de São Paulo, na época intulado “Desenvolvimento de um Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo, com base nas Neurociências, para Profissionais da Educação Infantil na Cidade de São Paulo”, utilizando o modelo da Resposta à Intervenção (RTI) como fundamentação teórica e prática.

Fonte: Apostila PPI

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4 MITOS SOBRE O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO

Fonte: Revista ISTMO

Desenvolvimento cognitivo/Desenvolvimento cognitivo
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4 MITOS SOBRE O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO

O que é um neuromito?

Os neuromitos são ideias equivocadas sobre o funcionamento cerebral.

Como sabemos, nos dias atuais muito se tem falado sobre o cérebro, seu funcionamento e importância em nossas vidas. No entanto, nem sempre tais conhecimentos, amplamente difundidos pelos meios de comunicação, tem embasamento científico, mas terminam se espalhando e sendo dos como verdades. Estamos chamando esses conhecimentos de “neuromitos”.

A seguir, apresentaremos alguns deles, com o objetivo de esclarecer alguns aspectos que julgamos relevantes.

Como em qualquer área do saber, devemos ser críticos com relação às informações que buscamos, para evitar concepções enviesadas ou errôneas.

#MITO 1

É preciso estimular a criança ao máximo até aos 3 anos de idade, que é quando o cérebro humano está no auge da quantidade de conexões sinápticas e de neurônios.

Fonte: mãe me quer

Não há nenhuma comprovação científica que ateste a eficácia de submeter uma criança pequena a uma quantidade muito elevada de estímulos e á informações complexas demais para a sua faixa etária. Além disto, a queda da quantidade de sinapses já é vista pelos neurocientistas como uma forma natural de eliminar gastos desnecessários de energia do corpo e de lapidar as funções cerebrais.

#MITO 2

Usamos somente 10% da capacidade do nosso cérebro.

Fonte: Biosom

As diversas técnicas de medição da atividade cerebral empregadas pela neurociência, como, por exemplo, a tomografia e a ressonância magnética, mostram que não existem áreas inativas no cérebro.

#MITO 3

Há períodos críticos para a aprendizagem.

Fonte: jbcnews.net

As pesquisas mostram que NÃO existem períodos específicos para a aprendizagem, de forma que se algo não for aprendido até certa idade, poderá ser absorvido posteriormente. O que existem, na verdade, são períodos sensíveis para os processos que precisamos aprender, que ocorrem devido à plasticidade cerebral.

#MITO 4

As crianças poderiam aprender melhor se fossem ensinadas de acordo com o seu es lo de aprendizagem preferido.

Fonte: muathuoctot.com

Esta concepção está baseada no fato de que as informações sinestésicas, visuais e auditivas, são processadas em áreas diferentes do cérebro. Contudo, estas estão conectadas entre si e transferem informações através das modalidades sensoriais.

É incorreto afirmar que apenas uma habilidade sensorial está envolvida no processamento das informações. As pesquisas mostram que a criança não processa as informações de maneira mais e ciente quando é ensinada por intermédio do estilo de aprendizagem preferido.

Por essas e outras razões é que as neurociências da educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente as outras áreas do saber como a psicologia do desenvolvimento e a educação, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.