Desenvolvimento da identidade, autonomia e autoconfiança na infância
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Desenvolvimento da identidade, autonomia e autoconfiança na infância

As conquistas na primeira infância

A infância é um importante período no qual a criança conhece e explora o mundo. Logo nos primeiros anos de vida, ainda na primeira infância, ela obtém importantes conquistas, que refletem os primeiros marcos de sua independência: aprende a andar sozinha, adquire linguagem, desenvolve habilidades motoras e se torna um ser sociável.  

Tudo é novidade para os pequenos e muitas vezes, isso é encarado como um grande desafio a ser enfrentado. Nesta fase, é essencial a presença e o suporte de um adulto em quem a criança confia, para permitir que ela desenvolva a sua autoconfiança e, assim, conquiste cada vez mais a sua autonomia. A maneira como o adulto reage aos comportamentos da criança tem relação direta com a construção da sua autoconfiança.

Desenvolvendo a autoconfiança

A autoconfiança é um aprendizado que se desenvolve ao longo da nossa vida, à medida que percebemos que podemos conseguir aquilo que queremos, a partir dos nossos próprios atos e esforços e, também, à medida que vamos sendo valorizados ou encorajados, por outras pessoas (e por nós mesmos), em nossas realizações. 

No processo do desenvolvimento infantil, as relações têm um papel essencial e, assim, o afeto é um ingrediente indispensável! Desta forma, é importante que a criança se sinta amada e protegida, da mesma forma que aprenda a lidar com limites e frustrações. Como já dissemos, a criança se depara com muitas novidades, e o adulto irá auxiliá-la, demonstrando o que é esperado dela, fornecendo orientações do que deve fazer e como fazer, além daquilo que não é esperado ou permitido.

Fonte: Ce Projetar

 

A criança pode ou não pode fazer sozinha?

É importante conhecer o desenvolvimento infantil e permitir que a criança faça algumas coisas sozinha, levando em conta o nível de desempenho de cada faixa etária. Além disso, o adulto precisa perceber que nem sempre poderá evitar todos os perigos e frustrações. A criança não só pode, como deve aprender através das experiências e nós como importantes mediadores, temos um papel central neste processo.

Muitas Escolas criam  Projetos de Identidade e Autonomia e essa é uma maneira bem interessante de trazer esse tema para que as crianças exercitem a identidade e a autonomia.

Fonte: Colégio Beka

Na faixa de 0 a 3 anos, explorar o eixo identidade e autonomia envolve ajudar os pequenos a desenvolver o reconhecimento da própria imagem, essas oportunidades de exploração vão ajudá-los a manter o contato com a própria imagem e a identificar a figura do outro. Além disso, você pode trabalhar características diversas como por exemplo:

  • partes do corpo;
  • desenvolver a coordenação motora;
  • identificar limites;
  • identificar potencialidades;
  • fortalecer identidade;
  • respeitar o outro;
  • estimular linguagem oral;
  • estimular cuidado com o corpo.

Aqui na Eduqa.me já falamos sobre a atividade Mesa dos Sentidos  que trabalha o conhecimento de si e de seus próprios corpos e também na atividade Varal das regrasIndependente da atividade, fica a cargo do professor encaixá-la como um exercício de fonte de inspiração para Identidade e Autonomia. Você pode ver essas atividade no Baú de Atividade Eduqa.me.

Analisando a identidade, automonia e autoconfiança

É muito importante desenvolver a atividade com as crianças e perceber como cada pequeno interagiu com a proposta, aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento se possível faça registros individuais, pois como analisar o desenvolvimento das crianças e provar que você fez um bom trabalho se não tem evidências do que aconteceu na sala de aula?

As análises do desenvolvimento são feitas com base na observação e reflexão das suas práticas, mas se não documentar não terá o que analisar! Por isso atente-se e registre o comportamento e desenvolvimento das crianças.

Os registros podem ser feitos com textos, fotos e vídeos que são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante mas principalmente sua reorientação da prática pedagógica através da análise!

Para analisar identidade e autonomia é muito importante que você separe e organize suas atividades por área de conhecimento, você precisa saber quais áreas ou eixos está estimulando em meio aos seus registros. Faça isso com fichas ou folhas de fichário e organize em pastas. A ficha é uma boa ideia pois é pequena e fácil de carregar, você pode colar post it, ou adesivos coloridos para marcar qual área de conhecimento cada ficha pertence. Uma outra boa alternativa é ter um caderno de matérias e organizar onde cada matéria é dedicada a uma área de conhecimento, com isso seus registros em textos passam a ficar mais organizados.

As observações individuais

Se estamos falando de identidade, autonomia e autoconfiança cada comportamento individual revela muita coisa e os avanços e dificuldades ficam claros e podem te ajudar ainda mais na intervenção com aquela criança. Por isso em seus registros e anotações lembre-se de escrever uma fala, um comentário ou um comportamento individual dizendo quem foi a criança que o fez. Com a plataforma Eduqa.me essa tarefa é muito simples, as atividades já estão organizadas por área de conhecimento automaticamente, logo você consegue e buscar com poucos cliques quais atividades fez essa semana ou no mês passado que estimulam identidade e autonomia.

Para os registros em texto a facilidade é ainda maior, você pode escrever o que aconteceu com toda a turma e além de ter a opção de fazer anotações individuais na mesma  hora! Essas anotações individuais vão para uma área específica só daquele aluno, então você já consegue imaginar o quão fácil será fazer os relatórios individuais não é? lembre-se muitas vezes a autonomia se confunde com a atitude de deixar a criança sozinha, mas na realidade ela se constrói na capacidade da criança de aprender a modular a necessidade da presença do adulto. Quando se trata de identidade e autonomia os dizeres das crianças mostram muito sobre suas experiências então, passe a  salvá-los em um local seguro de maneira simples, acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.  

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Quer saber mais sobre esse tema? Siga nossos posts, e em breve daremos algumas dicas de como auxiliar na aquisição da autonomia e autoconfiança das crianças.

Juliana Camila do Nascimento Ferreira-Psicóloga, Neuropsicologa,colaboradora do Projeto Pela Primeira Infância. Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Personalização do Ensino na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica/Identidade e autonomia/Socioemocional
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Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

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Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

MEU ALUNO NÃO PRESTA ATENÇÃO!!!!
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Semanários
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MEU ALUNO NÃO PRESTA ATENÇÃO!!!!

Hey!

Como está sua atenção? Será que para ler o texto abaixo é necessário ter só a habilidade de leitura bem desenvolvida ou a atenção também é importante?

Vamos ver como você está usando sua atenção ao ler o texto que introduz algumas explicações sobre a Habilidade de Atenção.

Afinal o que podemos entender sobre a habilidade de prestar atenção? Podemos dizer que sem essa habilidade desenvolvida, o mundo a nossa volta seria um aglomerado de imagens, sons, odores. Tudo muito confuso.

Fonte: Guia Infantil

A habilidade da atenção é complexa e exige que a percepção seja direcionada a uma fonte particular de informação. Consequentemente devemos selecionar essa informação que será processada por um tempo determinado. Parece fácil, mas prestar atenção exige esforço cognitivo. Por quê?

A atenção interfere na forma como a criança, e todos nós, respondemos ao meio. Está diretamente relacionada a capacidade de selecionar as informações relevantes do meio ambiente que nosso cérebro irá processar, o que exige boa capacidade de ignorar outros estímulos.

Quando em um ambiente com muitos estímulos, por exemplo a sala de aula, o professor usa de forma comum “Pedrinho, presta atenção” – o aluno tem que ignorar seus colegas, vários outros estímulos (todos, possivelmente mais interessantes) e prestar atenção ao estímulo principal, que neste caso é o professor.

Ah, mas então a criança não está motivada e por isso não presta atenção? Sim e não, pois a motivação é importante para manter a nossa atenção, mas em muitos contextos, fazemos coisas que não são tão legais e precisamos prestar atenção, certo?

O que é a atenção?

A Atenção é uma habilidade cognitiva e precisa ser desenvolvida. A atenção não se refere a uma capacidade única, é uma habilidade que envolve diferentes aspectos, por isso, diante das queixas em sala de aula de que o aluno não presta atenção, devemos considerar todos os aspectos envolvidos para esta habilidade.

De forma simples, além de selecionar a fonte de informação RELEVANTE, é necessário MANTER esse foco por longos períodos de tempo. Tempo de sustentação da atenção da criança varia de acordo com o seu desenvolvimento, e a qualidade da atenção é suscetível a diversas interferências – internas ou externas. O declínio da atenção tem impacto importante no que estamos fazendo.

Os processos atencionais desempenham papeis importantes no dia a dia das pessoas, pois estão relacionados aos processos de aprendizagem, memória e outros aspectos da cognição. A experiência de atenção é única a cada indivíduo.

E você, o que me diz?

Bom, como foi focar a atenção no texto e ignorar todos os outros estímulos ao seu redor?

Esperamos que esta introdução a atenção tenha sido uma leitura gostosa. Você quer conhecer mais sobre esse assunto e refletir sobre como pode estimular as habilidades de atenção na primeira infância? Acompanhe nossos posts.

Gastando menos tempo pedindo atenção e tentando chamar os alunos para a atividade lhe sobrará mais tempo para um curso de aperfeiçoamento ou uma nova graduação.

No exemplo abaixo há uma foto de uma atividade de exploração no Jardim da escola. Além de ter essa agilidade de capturar um momento e já salvar e organizar na hora, é possível fazer anotações individuais e essas anotações vão direto para um relatório da criança que foi selecionada, facilitando o trabalho do professor e coordenador e não deixando de registrar detalhes importantes do desenvolvimento das crianças; incrível não é?

Aqui é possível anotar quando a criança em questão se sente mais focada ou menos e a partir daí você pode perceber quais são as estratégias e como explorar mais e melhor a habilidade de atenção dessa criança.

Gostou? Então clique aqui agora e teste a plataforma que te ajuda a fazer todas as etapas da documentação pedagógica.

Nelma Assis

Natal menos consumista e mais significativo
Relatórios/Natureza e Sociedade/Socioemocional
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Natal menos consumista e mais significativo

Ideias para celebrar um Natal diferente e cheio de significados

Natal… tempo de paz, família e muita luz.

Mas será que todas as pessoas conhecem o real espírito do natal?

Na atualidade, resgatar e apresentar o verdadeiro sentido do natal para as crianças é um grande desafio.

Infelizmente, vivemos numa sociedade muito consumista que acaba por ensinar às crianças a associarem as festas natalícias apenas aos presentes.

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Claro que presentear as pessoas é muito divertido e típico desta época do ano, mas é preciso atentar-se para que o natal não se resuma a isso.

Pensando neste desafio e já antecipadamente respeitando os costumes de cada família, apresentaremos algumas ideias para ensinarmos ou relembrarmos as nossas crianças do verdadeiro significado do natal e a melhor forma disso acontecer é envolver os pequenos em toda a preparação desta grande festa, tornando-os protagonistas de uma comemoração tão tradicional e importante, que vai desde a montagem da árvore e preparação da casa para a chegada das festas até a realização de alguns presentes.

Confira algumas dicas:

1 – Nascimento de Jesus e montagem do presépio:

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O motivo desta grande festa está relacionado ao nascimento de Jesus Cristo e a comemoração do seu aniversário. Conte a história do nascimento de Jesus, neste momento pode ser uma grande oportunidade para apresentar a bíblia, falar de religião (se esta for sua crença). Na sequência fale sobre o presépio e peça a ajuda da criança para montá-lo. Utilize peças das quais as crianças possam tocar e brincar.

2 – A árvore de natal:

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O pinheiro é uma árvore tradicional das festas natalícias e tem-se como costume enfeitá-lo com bolas, luzes e muitos adornos. Nessa hora, pense em ideias para enfeitar a sua árvore com coisas feitas pelas próprias crianças. Você pode utilizar fotos da família e preparar enfeites lindos para a sua árvore.

3 – A árvore de natal:

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Todas as histórias de natal trazem como essência grandes ensinamentos que nos servem bem como lições de vida. Apresente-as e converse com as crianças sobre coisas tão importantes para a nossa vida.  Conheça a história: “Pinheiro de Natal” –  Autor: Jean-Baptiste Poquelin Molière.

“Há muito, muito tempo, na noite de Natal, existiam três árvores junto do presépio: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. Ao verem o Menino Jesus nascer, as três árvores quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao Menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro, como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz. As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao Menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e enfeitando o pinheiro. Quando isto aconteceu, o Menino Jesus olhou para o pinheiro, levantou os braços e sorriu! Reza a lenda que foi assim que o pinheiro – sempre enfeitado com luzes – foi eleito a árvore típica de Natal.”[1]

4 – Presentes:  

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Além de comprar presentes, eles podem ser feitos pela própria criança, isso dá um significado a mais ao que se vai oferecer e para quem oferecer aquele presente. As escolas são muito criativas e preparam sempre coisas maravilhosas que os pais adoram. A ideia é que esta prática possa se expandir para dentro das casas e pensar em construir coisas juntos em família, torna o natal ainda mais mágico e feliz. Outro ponto importante é ensinar as crianças a partilharem coisas que não usam mais ou que acabam por ter em demasia. As escolas também se preocupam com isso e criam campanhas para ajudar crianças carentes, orfanatos entre outras iniciativas. Esta é uma forma de presentear quem precisa, ensinando aos pequenos algo muito valioso: a solidariedade e o amor ao próximo.

5 – Calendário do advento:

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O calendário do advento é muito divertido, pois inicia-se a contagem dos dias para a chegada do natal. Existem alguns prontos com chocolates, mas você pode fazer o seu com mensagens de natal e, cada dia, uma pessoa da família fica responsável por abrir e viver um momento muito agradável com os seus parentes queridos. Na escola é uma atividade que as crianças costumam gostar muito e, pode ser feito com frases ou palavras escritas por elas mesmas. Os pequeninos podem desenhar, ou ainda, construir um objeto de massinha que represente esta data tão querida.

6 – Músicas e corais de natal: 

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Cante músicas em casa e na escola, vá em apresentações como corais de natal, recitais, orquestras sinfônicas natalícias entre outros eventos. A música alimenta a nossa alma. Apresente os diferentes estilos musicais que o natal nos proporciona.

7 – Comidas típicas e tradicionais: 

rabanada

Que delícia comer tantas coisas boas! Cada família tem uma tradição, alguns fazem peru, outros bacalhau, rabanadas e ainda tem aquele apetitoso arroz da vovó. Biscoitos de natal também são muito frequentes. Pense em receitas que as crianças possam ajudar e fazer. Algo que jamais podemos esquecer é de ensinar a criançada a não desperdiçar a comida e até, se possível, fazer o natal de alguém mais apetitoso também.

8 – Família e valores:

familia

Gostaria de encerrar esta dica valorizando o que é o mais importante neste natal: “a família e os valores ensinados e vividos por cada uma delas”. Neste natal, telefone para um parente distante, mande uma carta ou um postal de natal. Tente praticar a paz, o perdão, curar ressentimentos e viver em harmonia. Ensine a empatia, amor, respeito e solidariedade pelo próximo, valores  tão necessários a humanidade e que devem ser praticados e testemunhados pelas crianças.

Feliz natal a todos vocês!

Registre!

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

[1] Fonte: http://sophiascloset.blogs.sapo.pt/tag/%C3%A1rvore+de+natal Último acesso em 08/12/2016.

Pra que serve a musicoterapia?
Música e artes/Socioemocional/Práticas inovadoras/Música e artes/Práticas inovadoras/Socioemocional
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Pra que serve a musicoterapia?

Que tal fazer uma viagem pelo fascinante mundo da música?

Musicoterapia

A musicoterapia é um trabalho desenvolvido por um profissional qualificado chamado musicoterapeuta, que utiliza a música e seus elementos para tratar problemas afetivos, sociais ou cognitivos, como por exemplo questões ligadas a comunicação, relacionamentos e a aprendizagem.

Leia mais Pratique Inteligência Socioemocional na Escola

Através da música é possível melhorar os sintomas de várias doenças e atualmente, pacientes com dor crônica e estresse pós-traumático tem sido muito beneficiados pelo tratamento com a musicoterapia.

Indicações

É indicado também para pessoas com problemas psiquiátricos e com algumas deficiências como a paralisia cerebral e o autismo.

down

A metodologia de trabalho dos musicoterapeutas vai depender muito das condições dos “pacientes”, mas a atuação vai desde colocar a música ou tocar para que as pessoas ouçam até a participação ativa do paciente ao manusear os instrumentos e tocar do jeito que souber considerando posteriormente o ritmo, melodia e a harmonia.

Não é preciso saber tocar qualquer instrumento para participar da musicoterapia, já que o objetivo não é musical, mas sim, sentir a música, interpretá-la, dançar e cantar.

A musicoterapia ajuda a pessoa a promover a sua saúde através de experiências musicais e da relação que se constrói com o terapeuta para buscar a mudança de um comportamento, sintoma ou problema.

Na Escola

Na área da educação especial o musicoterapeuta tem muito campo de trabalho, e há uma variedade de benefícios comprovados como:

– A redução da ansiedade e do stress;

– Melhoria da atenção;

– Controle da impulsividade;

– Melhoria de competências cognitivas;

– Ampliação e aprimoramento da comunicação;

– Diminuição de comportamentos inadequados entre outros.

Visto tantos benefícios, por que não trazer a musicoterapia para a escola comum?

O educador é um profissional que pode trabalhar em parceria com o musicoterapeuta e provavelmente isso traria muitas melhorias para o desenvolvimento pessoal de cada criança, assim como para o próprio trabalho pedagógico do professor, ou seja, a música contagia positivamente, colabora nas questões com os problemas de aprendizado e relacionamentos, e trata de dificuldades que são tão comuns dentro da escola e fora dela.

musicoterapia

A sua escola desenvolve algum trabalho com a música? Você, professor, tem alguma experiência positiva nesta área para partilhar?

Vamos ampliar este diálogo!

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

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Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Conversas sobre o bem e o mal

Fonte: Google

Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros
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Conversas sobre o bem e o mal

A bruxinha que era boa: conversas sobre o bem e o mal

O bem e o mal fazem parte do mundo. Uma hora aquele que é bom, pode ser mau, e aquele que é mau, pode ser bom! Mas como explicar isso as crianças?

Confuso ou não, falar deste assunto é muito importante.

bruxas

Você conhece o livro “A Bruxinha que era boa”? da autora Maria Clara Machado?

Esta história, que também se tornou uma peça teatral, fala sobre a bruxinha Ângela que de bruxa, não tinha nada.

Ângela era a pior aluna da escola de Maldades da floresta.  Depois de muitas chances para ser uma bruxa de verdade, mas sem nenhum sucesso, a bruxinha Ângela foi presa na Torre de Piche como castigo. 

A Bruxinha que era boa é uma história que torna possível conversar com as crianças sobre o bem e o mal, abordar valores como os princípios de não julgar as pessoas antes de conhecê-las e valorizar o interior, e não o exterior de cada um.

Princípios como estes merecem nos dias de hoje, toda a nossa atenção, pois infelizmente, somos desde muito cedo, inseridos na cultura do julgar pelas aparências, do julgar pelo ter ou não ter e sabe-se que isto nunca acaba bem; incentiva inimizades, a maldade, o bullying e tudo mais do que o mundo não precisa ter.

É necessário filosofar com as crianças sobre o bem e o mal, dar voz e espaço ao que elas pensam e a partir disso ouvir e dialogar uns com os outros, adultos com as crianças e as próprias crianças entre si.

Quando há uma briga na escola, por exemplo, raras são as vezes em que se faz uma discussão ou uma reflexão crítica sobre o fato. É sempre um aluno que está certo, outro que está errado e ao se definir isso um castigo ou uma punição é aplicada.

o bom e o mau

Devemos “perder” ou melhor, “ganhar” tempo com isso, ou seja, parar, e falar do fato criticamente, refletir sobre atitudes, valores, respeito, cidadania.

Não podemos contribuir para que as crianças alimentem em si mesmas o sentimento de vingança, injustiça ou egoísmo. Precisamos cultivar a paz, a amizade, a partilha e o respeito e isso se aprende, não se nasce assim, tudo se dá a partir das relações humanas. Será na adversidade que as crianças poderão aprender o que é o respeito.

Dar atenção para os conflitos do dia a dia, pode ser tão importante quanto o trabalho feito com os conteúdos curriculares. Pense nisso!

A escola, em alguns casos pode ser o único lugar onde a criança terá a possibilidade de refletir sobre situações como o bem e o mal. Por isso, por mais que o mundo nos diga: Não! Isso não vai funcionar!! Faça o teste e mude! Vale a pena ousar para construir um ambiente escolar de respeito e mais estruturado para vivenciar e acolher as diferenças entre as crianças, ensinando-as um pouquinho de tolerância, escuta, espera e empatia.

Temos muito trabalho pela frente! A jornada é longa, mas nem por isso impossível!

Referência Bibliográfica:

MACHADO, M. A.  A BRUXINHA QUE ERA BOA E OUTRAS PEÇAS.   Editora Nova Fonteira: 1.ª edição, 2009.

Gostou?

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Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Os papel dos personagens maus no desenvolvimento infantil
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Registros
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Os papel dos personagens maus no desenvolvimento infantil

É impressionante como as crianças ficam entusiasmadas pelo fato de poderem se transformar em personagens maus.

Todo o mistério, todo o lado sombrio destes personagens mexem com o imaginário infantil.

O medo, a coragem, o fantasiar-se de Bruxa, Vampiro ou Fantasma que estão em busca de doces é o que faz a alegria dos pequenos; mas, para nós, profissionais da área da Saúde e da Educação, toda essa história tem um pano de fundo, não é só a festa ou o fantasiar-se que merece a nossa atenção, mas sim, todo o aspecto simbólico da coisa.

A importância de experimentar papeis dos personagens maus para o desenvolvimento da criança

Os contos de fadas e as histórias infantis são considerados como referências simbólicas às muitas questões inconscientes da criança, e constituem-se como um instrumento importantíssimo no espaço psicopedagógico, seja ele para o diagnóstico ou para a intervenção no tratamento das dificuldades de aprendizagem.

O sonho, a fantasia, a diferenciação mãe-criança, as rivalidades, a angústia da castração, entre outras questões inconscientes são contempladas nos contos infantis, mesmo que “disfarçadas” através dos personagens.

Além destes conflitos inconscientes, há outros conflitos que algumas crianças vivenciam. Sabe-se que é crescente no mundo, o número de pais divorciados e famílias desestruturadas não só por condições socioeconômicas, mas principalmente por questões afetivas. Estes fatos, na maioria das vezes, trazem muitos problemas para as crianças, interferindo, por consequência, na sua aprendizagem.

O Papel dos personagens maus como o Ogro, o Gigante, a Bruxa e o Lobo no desenvolvimento da criança: uma visão psicopedagógica.

Dito isso, é fácil perceber que as crianças convivem com a ambiguidade da figura materna; o pai omisso, o pai idealizado e pai real; a rivalidade fraterna; o ciúmes e etc.

E é nos contos de fadas, através de todo o simbolismo, que a criança elabora suas questões inconscientes, ou seja, a sua realidade interna.

O OGRO

O ogro e o gigante representam a luta imaginária do homem contra as forças estranhas que o contrariam.

gigante

Na história de João e o pé de feijão, o gigante proporciona o conflito com a maturidade, autonomia e o reencontro com o pai.

 A BRUXA

As bruxas podem trazer a representação da figura materna como rival – questões edípicas- como na história da Branca de Neve. A mãe que dá carinho, acolhe e alimenta, precisa deixar seus “filhos” na floresta – João e Maria / Hansel e Gretel, pois é necessário para o desenvolvimento deles, já que o encontro com a bruxa possibilita o entrar em contato com a maturidade, autonomia e independência.

a bruxa

As bruxas podem trazer a representação da figura materna como rival

O LOBO

o lobo

O lobo tem várias representações simbólicas. Na história dos 3 porquinhos pode representar o pai que obriga as crianças a crescerem (maturidade).

Com medo de serem devorados pelo lobo, os porquinhos que só queriam brincar pensam na importância de se construir uma casa mais segura – responsabilidade – para se protegerem e o conto aborda que aprender exige esforço.

Já na história da Chapeuzinho Vermelho, o Lobo remete às questões edípicas.

Ao trazer tudo isso para o campo da aprendizagem, o que podemos inferir? Não se deve esquecer que o aprender evolui por etapas, que sempre recorrem a conhecimentos anteriores.

Fernández (1991) diz que para se construir conhecimento toda a estrutura lógica, simbólica, corpo e organismo devem estar articuladas, já que não se deve olhar para a criança de forma dividida, ou seja, a parte emocional e cognitiva estão associadas.

Como profissionais precisamos manter viva na criança a possibilidade de sonhar como dizia Freud (1900): no sonho o desejo se realiza, mas o faz disfarçando-se. ´

“Se esperamos viver não só cada momento, mas ter uma verdadeira consciência de nossa existência, nossa maior necessidade e mais difícil realização será encontrar um significado em nossas vidas” (BETTELHEIN, 2003, p.11).

As dificuldades com a alfabetização, por exemplo, podem ser reconhecidas e percebidas como algo a ser superado com a ajuda dos contos de fadas. À medida em que a criança ouve as histórias ou ela mesma as lê, surgem conflitos que automaticamente procedem de soluções, e da mesma forma, isso pode ocorrer com o processo de leitura e escrita. Ao aprender a lidar com a angústia da castração por meio dos contos, a criança aprende a lidar com a falta, o que pode facilitar o trabalho com a segmentação, divisão e união de letras.

halloween na escola

Que os contos de fadas possam sempre fazer parte de nossas vidas.

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

Agora que você entendeu tudo sobre os personagens maus e como criar uma proposta bem interessante explorando esses personagens, que tal usar a Eduqa.me para planejar a sua rotina da semana?

Na imagem abaixo você pode ver como os registro de atividades são feitos e como fica bem fácil fazer uma anotação individual pelo rostinho de cada criança.

Além da rápida identificação sobre área do conhecimento estimulada e quantidade de mídias por sala, os perfil das crianças e  relatórios podem ser compartilhados com a família.
Tudo em um único lugar!

Boa reflexão!

Referências Bibliográficas:

  • Apostila disciplina de Intervenção Psicopedagógica – Taís Aparecida Costa Lima. UNISA, 2004.
  • BETTELHEIM, B. A psicanálise dos contos de fadas. 17.ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.
  • FERNÁNDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada:  abordagem psicopedagógica clínica da criança e de sua família. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.
  • FREUD, S. A interpretação dos sonhos (primeira parte). 1900. Ed.  eletrônica brasileira das obras psicológicas  completas  de Sigmund Freud, Rio de Janeiro, Imago/Z movie, 1998, V.IX.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Brincando de aprender
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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Brincando de aprender

Pare e observe uma criança brincando.

velha infância

Atente para a forma como as crianças interagem com o mundo, constróem seus conceitos, realizam suas descobertas com pequenos objetos de pano, plástico ou madeira. Vá um pouco além…

Busque na memória os seus brinquedos favoritos e tente se lembrar das coisas que exploraram juntos. Muitas vezes os adultos consideram o brinquedo um simples passatempo para a criança, desconsiderando que ali, naquele círculo mágico, está uma situação real de aprendizado.

A criança precisa ter a liberdade para decidir com o que brincar e a lidar, desde então, com as suas escolhas. Ao ser desafiada a construir e desconstruir o seu conhecimento, em várias possibilidades, é que surge uma relação afetiva com àquele objeto que a acompanha em cada etapa do processo do desenvolvimento infantil.

Por vezes, aos olhos dos pais, a simplicidade de um brinquedo em relação à um outro brinquedo importado e/ou a destruição daquele novo de plástico, quase intocado, causa uma certa decepção.

Como pode esta criança gostar mais de uma vasilha de plástico do que este brinquedo tão cheio de intenções pedagógicas e feito com materiais específicos, não é mesmo?

O que muitas vezes os adultos não entendem é que, para explorar o aprendizado, entender o funcionamento e adquirir novos conhecimentos é preciso experimentar todas as possibilidades.

casa de madeira

Isso não faz da criança uma destruidora, tampouco demonstra falta de zelo com seus pertences. Ao contrário: demonstra liberdade para aprender. Como dizia o poeta “disciplina é liberdade”, e para imprescindível que durante este processo haja orientação dos adultos que a acompanham quanto à utilização, preservação, uso coletivo – como na escola, por exemplo – para que estes momentos de interação sejam sempre muito agradáveis.

 “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo. Aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação e moralidade.” Vygostsky

Assim, a criança que interage com o brinquedo dialogando, criando suposições, situações e problemas, alimenta a sua fantasia e criatividade. Frequentemente dão vida e forma às suas brincadeiras convidando os adultos a entenderem o seu universo particular.

Quando brinca com outra criança, ela coloca em jogo sua capacidade de interação social ao permitir que o outro faça parte de algo tão seu.

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Se pararmos para observar, não raro vemos como as crianças dão umas às outras orientações de como brincar, pois trata-se de uma brincadeira dela e para que a outra participe é necessário que conheça as suas regras.

Se nesse momento houver um acordo entre elas, tudo certo e todo mundo brinca junto e 1 misturado. Mas se por ventura isso não acontecer, é sinal que de um desentendimento está por vir. A maior sorte de ser criança é que estes momentos são instantes e logo em seguida – após um ajuste de argumentos – a brincadeira segue.

Em situações como esta, a intervenção dos adultos deve ser extremamente cautelosa para que não se tome partido de um dos lados – é apenas para que a paz permaneça.

Nas brincadeiras convencionais em grupo, onde existem regras estabelecidas que precisam ser respeitadas, a interferência de um adulto ou alguém mais velho define o bom andamento do jogo. As crianças são naturalmente curiosas e questionadoras e sempre querem saber com riqueza de detalhes o porquê das regras. Ao entendê-las, toda a brincadeira se desenrola bem, todo mundo se diverte e aprende com bastante alegria.

Quando criança se envolve com o brinquedo ou jogo ao ponto de não querer parar de brincar é porque naquele momento acontece o processo do seu aprendizado. Brincar é ter o conhecimento do próprio corpo, do tempo, espaço, das emoções, além das interações sociais e socioafetivas desenvolvidas e uma sensação incomparável de prazer, liberdade e autonomia.

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Texto: Tatiana Bueno – Fisioterapeuta e estudante de Jornalismo. Tatiana tem um olhar curioso sobre o mundo e desde pequena acompanha, de perto, o dia a dia da mãe, professora de Educação Infantil. Seus textos são reflexivos e trabalham com a proposta de extrapolar os muros da escola.

Por que as crianças sentem medo?
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Por que as crianças sentem medo?

Medo? Quem nunca sentiu medo de alguma coisa?

Eu já! E você?

O medo faz parte da natureza humana e é um sentimento muito comum nas crianças.

É normal, que desde os primeiros meses de vida, as crianças sintam medo; já que sofrem por terem de entender o que é o mundo lá fora sem ter os pais o tempo todo por perto.

Nem todos os medos das crianças estão ligados à realidade, entretanto, grande parte deles surgem para que possam explicá-la.

O Que é o medo?

O medo é uma sensação que ativa os sinais de alerta do nosso corpo, diante de uma situação de perigo ou algo que nos deixa nervosos, aflitos. A intensidade destes medos e a forma de lidar com eles varia de acordo com a maneira com que os adultos ensinam as crianças a vencê-los.

Ter medo é muito importante para o processo de desenvolvimento infantil, pois quem tem medo aprende a ter coragem, a superar o nervosismo e também a se proteger.

Quais são os medos mais comuns?

1º ano de vida: ficar longe dos pais, pessoas estranhas, ruídos, quedas.

2 anos: animais, banho.

3 anos: dormir sozinho, medo do escuro, monstros, fantasmas.

5 anos: divórcio dos pais, medo de se perderem.

7 anos: perda/morte dos pais, rejeição social.

9 anos: situações novas, adoção.

12 anos: ladrões, rejeição de um grupo da escola ou de outro ambiente social.

Pais e professores, o que fazer?

pais acalentando a criança

Acolher e escutar são sempre a melhor solução, já que a criança precisa do adulto para superar os desafios trazidos com o medo.

1 – Compreender o medo sem julgar a criança e considerar o sentimento dela como algo sem importância.

2 – Ouvir a criança e nunca subestimar o seu medo. Exemplo: ao invés de dizer: “não tenha medo do cão”, diga: “eu estou aqui e posso te pegar no colo se quiser … podemos enfrentar isso juntos”.

3 – Não incutir medo nas crianças. Exemplo: se não obedecer vou te levar no médico para tomar injeção.

4 – Nunca os obrigue a enfrentar o medo sozinhos.

5 – Não dê tanta importância aos medos e não os valorize demais. É importante se preocupar caso a intensidade dos medos seja algo relevante.

6 – Jamais use o medo da criança como ameaça para ela. Jamais! Exemplo: se você não comer vou te colocar no quarto escuro.

7 – Leia histórias e aproveite o lúdico para falar sobre os medos da criança.

Acolher e escutar são sempre a melhor solução, já que a criança precisa do adulto para superar os desafios trazidos com o medo.

Veja essa atividade que preparei para você no Baú de Atividades Eduqa.me

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Veja agora a sugestão de alguns livros, filmes e desenhos animados que organizamos para te ajudar a trabalhar de forma mais lúdica com os medos das crianças.

#Fica a Dica

Capa Gildo.inddTítulo: Gildo

Autor: Silvana Rando

Ilustração: Silvana Rando

Editora: Brinque-Book

Prêmios: Prêmio Jabuti 2011 – Melhor Ilustração de livro infantil e juvenil

Prêmio Revista Crescer – 30 melhores livros infantis do ano 2011

Ele se diverte em situações que deixariam muita gente com frio na barriga, mas tem uma coisa que o deixa com medo: bexigas. Sempre que é convidado para algum aniversário, ele faz o maior drama.

o-escuro-companhia-das-letrasTítulo: O Escuro

Autor: Lemony Snicket

Ilustrações: Jon Klassen

Editora: Companhia das Letras

Luca era um garotinho que tinha medo do escuro. Até que em uma certa noite, o escuro entra no seu quarto e convida-o para ir até o porão.

Série Os Medos que Tenho

Autor: Ruth Rocha e Dora Lorch

Ilustração:: Walter Ono

Editora: Salamandra

Livro digital: sim

Em parceria com a psicóloga Dora Lorch, a escritora Ruth Rocha escreveu esta ótima série de quatro livros, em que os medos infantis se tornam ricas situações de aprendizagem.

chapeuzinho-amarelo-jose-olympioTítulo: Chapeuzinho Amarelo

Autor: Chico Buarque

Ilustrações: Ziraldo

Editora: José Olympio

Prêmios: Prêmio Jabuti de Ilustração: Infantil (1998)

Seleção: Selo Altamente Recomendável FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil)

Neste clássico da literatura infantil brasileira, o leitor conhece uma menina que morre de medo do medo.

Filmes:

  1. Divertida Mente.
  2. Monstros S/A.
  3. E.T O Extraterrestre.
  4. Malévola.
  5. Hotel Transilvânia.
  6. Frankenweenie

Desenhos animados:

  1. O Gasparzinho
  2. He Man
  3. Scooby Doo

E você? Lembra de mais algum filme ou desenho animado para aumentarmos a nossa lista de sugestões?

Compartilhe com a gente como você ajuda a criança a enfrentar o medo.

Boa leitura!

A chave sempre será o professor, nunca se esqueça disso!

 

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

5 Dicas para tornar o Dia das Crianças Inesquecível
Atividades/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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5 Dicas para tornar o Dia das Crianças Inesquecível

dia das crianças

Mais do que presentes; o Dia das Crianças é uma data para se divertir junto com os pequenos, não é mesmo?

As interações e as brincadeiras devem ser o centro do planejamento. Para instigar o lúdico e o tom de mágico e especial desse dia proponho começar o projeto semana da criança criando experiências que seu aluno jamais esquecerá.

Procure escolher as atividades que são recheadas de significado e de criatividade.

Para te ajudar nessa tarefa aqui vai 5 dicas para tornar o dia das crianças inesquecível.

1- Fuja da rotina

Isso envolve propor uma brincadeira lúdica para organizar e chamar as crianças para o mesmo momento, a mesma energia. Você pode se utilizar de algumas estratégias para isso:

  • fazer mímica
  • cantar uma música para que as crianças tentem se organizar por si só
  • utilizar fantoches para chamar a atenção de todos até organizar a roda
  • ou até mesmo usar a cantiga de roda para formar um círculo bem bonito

2- Escute as demandas das crianças

Geralmente os professores fazem o planejamento e já trazem um tema pronto para apresentar para os pequenos, mas, como essa é a semana da criança, que tal usar esse momento para o grupo tomar decisões sobre o que e onde brincar?

As crianças vão adorar ter o poder de decisão nas mãos. Escutá-las sobre suas brincadeiras preferidas e como se organizam pode ser fundamental para trabalhar o protagonismo, a escuta, a comunicação não violenta  e a mediação de conflito.

3- Promova experiências sensoriais

Que tal explorar outros sentidos que quase não usamos no dia a dia?

Procurar atividades que trabalham o olfato ou que anulam a visão pode ser uma ótima estratégia para promover uma experiência sensorial diferente.

4– Proponha um desafio 

Essa é uma situação de vivencia em um coletivo que jamais esquecemos e, portanto, precisa preservar um real mistério sobre o dia das crianças. Você vai perceber como elas se sentem envolvidas pelo clima de mistério e como a imaginação voa longe.

Pode ser uma visita especial no final do dia ou até mesmo uma visita no parque ou teatro, o importante é propor o desafio e esperar que eles entrem no clima.

Crianças são ávidas por conhecimento e propor uma meta para que elas tentem desvendar um segredo, por exemplo, pode tornar o dia eletrizante.

5- Crie uma lembrança 

Depois de um dia intenso e cheio de experiências sensoriais, nada mais interessante do que materializar isso em uma lembrancinha para a criança levar para casa e poder contar aos pais um pouquinho de como seu dia foi especial.

Pode ser feito de feltro, cartolina, materiais recicláveis ou até mesmo de papel cartão. Envolver a arte ao final desse dia e deixar a criança fazer e se expressar é um caminho seguro e sensível para que ela coloque para fora como está se sentindo.

Também criei 5 atividades que já trabalham essas dicas e deixei prontinho no Baú de Atividades Eduqa.me!

Para você usá-las basta entrar na Eduqa.me clicando aqui, fazer seu login e copiar essas atividades para o seu planejamento. 

  1. Roda de conversa/ o que é ser criança?
  2. Hora de pintar o 7
  3. Tapete sensorial
  4. Circuito de obstáculos
  5. Faz de conta

O Baú de Atividades Eduqa.me é o lugar que ficam guardadas TODAS as atividades que você cria, caso você queira, pode compartilhar as atividades com os professores da sua Escola ou com TODOS da Eduqa.me. Legal, né?!

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Entra lá que eu sei que você vai amar!

É isso aí! Semana da criança é só diversão!

Texto: Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.