Entenda a Importância da Consciência Fonológica na Educação Infantil

Fonte: atrasonafala

Registros/Linguagem
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Entenda a Importância da Consciência Fonológica na Educação Infantil

A consciência fonológica é a capacidade metalinguística* que permite refletir sobre as características da fala, sobre sua composição sonora assim como manipulá-la. Ela se configura com a consciência dos sons que compõe as palavras que ouvimos e falamos e também com a consciência de que as palavras são constituída por diversos sons.

Na Educação Infantil é importante observar essa consciência nos alunos e propor atividades de desenvolvimento fonológico que sejam ideais para cada faixa etária. Para te ajudar nessa tarefa preparamos um material bem legal e de fácil leitura.

Vem ver…

Nos próximos posts vamos falar sobre as atividades de consciência de palavras, sílabas, rimas e aliteração.

Metalinguístico é a capacidade de operar e refletir sobre a linguagem em diferentes níveis: textual, pragmático, sintático, semântico, morfológico, fonológico, etc.

Desenvolvimento fonológico

1-2  meses:

Distinção dos sons com base no fonema.

30 meses:

  • Detecção de eventuais erros na produção do seu enunciado ou no dos outros interlocutores (auto-correções).

36 meses:

  • Distinção de todos os sons da sua língua materna, pelo que consegue distinguir as cadeias sonoras aceitáveis na sua língua, corrigindo as não passíveis.

3-4 anos:

  • Sensibilidade às regras fonológicas da sua língua.

Reconhecem rimas e aliterações, identificando as primeiras.

Prazer lúdico com às rimas através de jogos de sons e de palavras, nas quais a criança faz deturpações voluntárias, criando palavras novas (trapalhão -traldrabão).

  • A produção de rimas é uma tarefa mais fácil, comparativamente à de segmentação de sons ou de identificação fonêmica.
  • Dificuldade em identificar a palavra no contínuo sonoro, competência que é consolidado ao longo do percurso escolar.

4 anos:

  • Maiores dificuldades em tarefas de consciência fonêmica quando comparada à silábica.
  • Capacidade de segmentar silabicamente unidades lexicais compostas por duas sílabas. Maiores dificuldades na segmentação de palavras polissilábicas e/ou monossilábicas.

5 anos:

  • Capacidade metafonológicas ao nível do fonema e do traço distintivo, desde que as tarefas sejam adaptadas à realidade linguística e cognitiva da criança.

6 anos:

  • Domínio, quase total, da capacidade de segmentação silábica.
  • Maiores dificuldades nas tarefas relativas à consciência fonêmica, pois ainda não há o apoio da escrita. No entanto, com aprendizagem da leitura há conhecimento adicional sobre a estrutura linguística.

Registre

Orientar seus registros desde o início do ano para realizar uma avaliação de qualidade! Na hora do registro reflita:

    • Quais são os registros que realmente mostram a evolução das crianças?
    • Compare momentos: atividades, citações, fotos e vídeos.
    • Crie uma linha do tempo para visualizar o desenvolvimento e facilitar na criação dos seus portfólios.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Roda de Leitura

Fonte: Twin cities

Atividades/Linguagem/Registros
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Atividade: Roda de Leitura

Durante a roda de leitura, a criança desenvolve o raciocínio lógico e a criatividade. Além de estimular o pensamento independente a escuta e oralidade.Além de todos esses benefícios, podemos observar também as crianças desenvolvendo a socialização.

Por isso preparamos essa atividade para você se inspirar e levar para sua sala.

Fonte: Escola da Vila

Objetivo

  • Estimular a linguagem verbal (comunicação oral, compreensão);
  • Estimular a linguagem não-verbal (gestos, entonação da voz);
  • Estimular a criatividade e a atenção;

Habilidades a serem Desenvolvidas

  • Linguagem oral;
  • Ampliação do vocabulário;
  • Explorar a organização temporal dos eventos, as relações de causa e consequência;
  • Melodia e entonação

Materiais

  • Uso de fantoches para o reconto das histórias;
  • Desenho para ilustrar o que recordam dela, a invenção de finais diferentes;
  • Construção de máscaras ou fantasias etc.

Descrição da atividade

1) Leitura: ler uma obra na íntegra para os alunos enriquecendo-a com entonações e sons;

2) Cantada: livros com ilustrações de animais para que o grupo nomeie e, logo depois, cantar uma musica referente àquele animal;

3) Interativa: a história acontece com a participação da turma com gestos, mímicas, movimentos e sons onomatopaicos (reprodução animada de sons, como fazer barulho de carros, de chuva etc.) Ex.: Sair de casa para ir ao parque brincar. “Vamos abrir a porta de casa”(fazer o movimento de segurar a maçaneta, abrir e fechar  a porta, fazendo o barulho de ranger a porta). “Vamos caminhar” (bater o pé no chão). “Vamos brincar na balança” (balançar o tronco e os braços pra frente e para trás). “Vamos brincar no “passeio do Tarzan” (esticar os braços acima da cabeça e  fazer movimentos com eles intercalando um braço e o outro). “Vamos andar de bicicleta” (movimento com as pernas imitando o movimento), entre outras brincadeiras.

Outras possibilidades são, voltando do parque , tomando banho, tomando um lanche, escovando os dentes, trocando de roupa e indo dormir. Conduzir sempre a história, mas utilizando-se de movimentos e sons.

Registre!

Em seu registro, dê prioridade a como as crianças lidaram com as emoções durante a atividade.

  • Mostraram interesse e contaram histórias pessoais ?
  • Souberam alternar momentos de silêncio e concentração, durante a leitura, com os momentos de conversa?
  • Como está o desenvolvimento da linguagem oral? As histórias tiveram começo, meio e fim? Qual vocabulário elas adquiriram desde o último registro? E quanto à sua fluência?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme as crianças brincando e imitando – isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Atividade: Linguagem Musical

Fonte: Life Style

Atividades/Música e artes/Registros
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Atividade: Linguagem Musical

Pesquisas e estudos científicos nos mostram que crianças que crescem em ambientes ricos em estímulos de qualidade desenvolvem o cérebro mais rapidamente. Hoje, sabemos que atividades estimulantes podem produzir mudanças na estrutura cerebral, principalmente nos primeiros 6 anos de vida.

Leia mais em: Por que usar estímulos musicais na primeira infância? A música interessa à criança desde bem pequena, por isso, deve ser utilizada para estimulá-la. Mas para que o bebê usufrua dos benefícios, é necessário que ele vivencie brincadeiras específicas à faixa etária, além de um espaço seguro e arejado, material sonoro rico e, ao mesmo tempo, próprio para ser manipulado. Pensando nisso preparamos algumas atividades para você se inspirar e desenvolver em sala.

Vamos lá?

Objetivo

  • Explorar materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e a experiência com a linguagem musical;
  • Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir sons;
  • Diferenciar fontes sonoras diversas.

Habilidades a seres estimuladas

  • Imitação e invenção de sons;
  • Articulação dos sons/ produção de sons da fala;
  • Noções de ritmo, melodia e entonação.

Materiais

  • Música em pen drive, CD ou DVD, sucatas variadas.
  • Aparelho de som, gravador, microfone, amplificador.

Descrição

As crianças são apresentadas a um novo estilo musica, no início da aula, ouvem músicas relacionadas ao estilo e ass professores falam sobre a história e sobre o ritmo da musica escolhida.

Posteriormente, podem desenvolver materiais que simulem sons semelhantes por meio de sucata, e formarem uma “banda”que poderá ser utilizada em diversos momentos lúdicos.

A variação de intensidade também poderá ser utilizada, pois estimula inclusive a percepção da variação do “volume” da voz e do ruído no ambiente.

Outras variações seriam também atividades onde as crianças sentem, vivenciando as diferenças de ritmos com o corpo: bater palmas no ritmo, bater os pés (por ex, música escravos de Jó).

Fonte: Preifetura de Itápolis- SP.

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade.

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Atividade: Jogo das emoções
Atividades/Registros/Socioemocional
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Atividade: Jogo das emoções

Reconhecendo e lidando com as emoções

O desenvolvimento emocional, principalmente nos primeiros anos de vida, contribui para a formação de uma pessoa com maior repertório sócio-emocional, mais apta a solucionar problemas e enfrentar os obstáculos da vida. O jogo das emoções promove um melhor desenvolvimento emocional da criança e pode ser usado em diversas situações durante o período dentro e fora da escola.

O jogo das emoções

Fonte: EnsinoIP

Objetivo

Trabalhar com a identificação e reconhecimento de emoções em expressões faciais por meio do jogo da memória

Material

Imagens retiradas da internet, revistas ou fotos das próprias crianças que expressem as emoções de alegria, tristeza, medo e raiva.

Descrição da atividade

Comece apresentando todas as cartas e nomeando as emoções junto com os alunos, para garantir que compreenderam qual emoção está sendo representada na carta.

Após a apresentação, pedir ( em coro ou alternadamente) que identifiquem quais emoções estão sendo mostradas pela professora.

Usar a forma tradicional do jogo da memória em que a criança deve encontrar os pares.

Dica

Essas peças podem ser usadas para exemplificar como a criança está se sentindo no dia ou numa situação específica. Solicite que a criança escolha a carta que mais represente sua emoção e explique o por quê.

Exemplo de ilustrações das emoções

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5 Dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil

social momys

Registros/Socioemocional
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5 Dicas para cultivar a autoestima na Educação Infantil

A autoestima é um sentimento de importância com relação a si mesmo. Ela é afetada tanto por conquistas e fracassos pessoais quanto pelos relacionamentos que envolvem a pessoa desde a infância. É também a sensação de capacidade, a noção de que se é capaz de superar desafios – e de que seu valor não diminui diante de um resultado negativo, por exemplo.

Quem possui uma boa autoestima é mais confiante, consegue tomar decisões e resolver problemas mais facilmente e acredita que seus objetivos serão alcançados mesmo quando encontra obstáculos.

Por outro lado, a baixa autoestima pode gerar angústia, desânimo, dor ou vergonha – ela leva a criança ou adulto a se sentir desvalorizado. Um sinal comum é a comparação constante com os demais: as outras pessoas sempre são vistas como melhores, bem sucedidas, mais bonitas, mais inteligentes. Eventualmente, quem sofre com baixa autoestima pode não ter objetivos e se encontrar incapaz de atingir qualquer meta que se proponha.

Crianças com uma autoestima saudável são mais dispostas a enfrentar desafios – afinal, não se sentem diminuídas por um fracasso e se sentem compelidas a continuar tentando. Foto: Lands O Moms

Como cultivar a autoestima na Educação Infantil

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Há uma série de atitudes diárias que promovem a autoestima saudável entre as crianças. Elas devem ser praticadas tanto por pais quanto por professores.

#1 Estabelecer comunicação

Deixar a criança ter voz, opinar e ajudar na tomada de decisões gera confiança e mostra que ela é levada em conta;

#2 Não menosprezar preocupações

O que parece bobagem a um adulto pode ser um medo real da criança. Ouça suas preocupações e ajude a resolvê-las, não apenas descarte o assunto;

#3 Elogie e critique ações pontuais

Não se engane: crianças reconhecem elogios vazios. Quando for elogiar, seja específico, fale de seu esforço e dedicação, boa educação ou gentileza, por exemplo. O mesmo vale para críticas. Evite dirigir o comentário negativo à criança, e sim ao comportamento errado (a diferença entre “você precisa arrumar os brinquedos porque outros colegas vão usá-los também” e “você é muito bagunceiro, nunca me escuta” é a mesma entre “não gostei dessa atitude” e “não gosto de você”);

#4 Mostre as consequências de suas escolhas

É fundamental que as crianças entendam desde cedo que suas ações terão consequências boas ou ruins. Quando ela errar, deixe claro que terá chance de acertar na próxima oportunidade;

#5 Reserve um tempo para ela

Isso faz com que ela se sinta especial. Seja em casa ou na escola, tenha momentos em que ela é o foco, em que você não vai atender o celular ou desviar sua atenção;

Ajude a encontrar soluções – dessa forma, a criança se sente cada vez mais capaz de lidar com imprevistos. Não resolva por ela, oferecendo respostas prontas. Ao invés disso, proponha questões: o que você gostaria de fazer? Por que quer fazer isso? Como acha que pode fazer isso?

Deixe que elas ofereçam ajuda – assim, elas sentem que têm algo de positivo para oferecer ao mundo.

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Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

Fonte: apostila PPI

Atividades/Registros
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Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

A importância do brinquedo para o desenvolvimento da criança é fato. Longe de ser um objeto qualquer para ocupar as crianças nos seus momentos livres, os brinquedos são fundamentais para o estabelecimento de relações de simbólicas e de constituição da personalidade, além de poderem ser mediadores de funções pedagógicas.

Daí a necessidade de que a escolha do brinquedo, pelo adulto, seja criteriosa e leve em conta, além de aspectos ligados à segurança e ao interesse da criança, a faixa etária de quem irá brincar com ele.

A apresentação das brincadeiras (em escolas, creches, em casa) às crianças de diferentes idades e a aprendizagem dessas brincadeiras, do mesmo modo, também dever ser estabelecida a partir de um critério mediado por adultos.

Afinal, algumas brincadeiras exigirão das crianças habilidades específicas, só adquiridas

Os ambientes fechados devem ter estimulos adequados, sem exageros visuais e com mobiliários adequados, levando em conta as faixas etárias.

Ao ar livre as atividades devem acontecer nos horários de sol saudável. Deve ser observado se a areia é tratada e se não há objetos como lascas, pregos, vidros e outros objetos perigosos.

É muito importante utilizarmos a brincadeira não como o único recurso para estimular o aprendizado, mas como mais um, entre outros, como as artes, o movimento e a música. Para tanto, devemos considerar que: brincar deve acontecer num espaço seguro, sempre com um adulto por perto.

Espaços Lúdicos:

  •  A brinquedoteca
  • O cantinho da leitura
  • A sala de música
  • A hora do lanche

Além de tudo isso, brincar é bom demais, não é mesmo? Há algo mais agradável do que o sorriso de prazer de uma criança que está se divertindo?

 

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O brincar e sobre o brincar

Fonte: PPI

Registros/Rotina pedagógica
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O brincar e sobre o brincar

Entendemos que para aprender e se desenvolver precisamos da troca e da interação com as pessoas que estão a nossa volta e com aquelas que já se apropriaram de conhecimentos específicos e podem partilhá-los conosco. Para que este conhecimento faça sentido devemos utilizá-lo nas estratégias de convívio com a criança considerando cada fase de seu desenvolvimento.

E uma das melhores formas disso acontecer é pelo processo lúdico, portanto, brincando.

Diversas pesquisas em Educação e Saúde já indicam que o brincar é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, motor, afetivo e social da criança. Além disto, este comportamento tem três grandes objetivos: o prazer, a expressão dos sentimentos e a aprendizagem. É por meio do faz de conta, da exploração dos sentidos e da relação com o outro, que a criança desenvolve sua personalidade, como veremos em outros posts do Projeto Pela Primeira Infância- PPI.

A criança, a brincadeira e o mundo

Fonte: apostila PPI

Considerando esse caráter de protagonismo infantil, entendemos que a criança possui sua própria maneira de agir no mundo, compreendê-lo e transformá-lo, de buscar apropriar-se de sua cultura e transformá-la. Dentre outras maneiras, isso acontece por meio do brincar.

Como já dizia Vygotsky, por meio da brincadeira a criança é capaz de apropriar-se, transformar e resignificar a sua realidade. O brincar tem um papel de grande relevância também na inserção social da criança. Por meio do brincar ela também aprende sobre valores e papeis dos seus grupos sociais quando, por exemplo, brinca de escolinha ou de família com seus amigos. Ao fazê-lo, ela busca se reproduzir das regras de conduta características desses diferentes atores sociais, apropriando-se delas.

Assim, a brincadeira tem múltiplas funções e importância no desenvolvimento infantil, sendo concebida como um dos princípios fundamentais da infância, defendida como um direito da criança, uma forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação, tal como consta no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998).

Além disso, trata-se também de um direito garantido por lei na Declaração dos Direitos da criança (1959), em seus artigos 4 e 7, confere aos meninos e meninas o “direito à alimentação, à recreação, à assistência médica” e a “ampla oportunidade de brincar e se divertir” e, mais recentemente, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu ar go 16, estabelece o direito a “brincar, pra car esportes e divertir-se”

Do ponto de vista neurocientífico, são também diversas as evidências que mostram que o brincar contribui positivamente para o desenvolvimento neurológico, a exemplo das pesquisas realizadas pela equipe do prof. Sergio Pellis, da Universidade de Lehbridge, no Canadá.

Vamos conversar sobre esse assunto

Na infância, brincando, a criança satisfaz a sua curiosidade, podendo construir o seu próprio conhecimento através das brincadeiras, sozinha e com seus pares.

No mundo atual, vemos que, a cada dia e por vários motivos, as brincadeiras mudam, e os processos de aquisição de conhecimento por meio das brincadeiras, consequentemente, também se modificam. Algumas crianças, em função de uma hiperes mulação, quando são submetidas ao exercício de múltiplas atividades, têm, muitas vezes, diminuído seu tempo de brincar.

A redução do espaço físico onde a criança vive (principalmente quando falamos de crianças que moram em regiões urbanas, em residências pequenas) também é outro fator que interfere ou na falta do brincar ou na mudança dos modos de brincar. Além disso, o sedentarismo aliado às atividades de jogos e brincadeiras mediados por telas de televisão e computador, muitas vezes, podem gerar a diminuição das brincadeiras importantes que exigem uma maior interação sica com o outro.

A importância do brinquedo para o desenvolvimento da criança é fato. Longe de ser um objeto qualquer para ocupar as crianças nos seus momentos livres, os brinquedos são fundamentais para o estabelecimento de relações de simbólicas e de constituição da personalidade, além de poderem ser mediadores de funções pedagógicas. Daí a necessidade de que a escolha do brinquedo, pelo adulto, seja criteriosa e leve em conta, além de aspectos ligados à segurança e ao interesse da criança, a faixa etária de quem irá brincar com ele.

A apresentação das brincadeiras (em escolas, creches, em casa) às crianças de diferentes idades e a aprendizagem dessas brincadeiras, do mesmo modo, também dever ser estabelecida a partir de um critério mediado por adultos. Afinal, algumas brincadeiras exigirão das crianças habilidades específicas, só adquiridas em fases específicas do seu processo de desenvolvimento.

Para que o processo lúdico, nas atividades escolares ocorra de forma harmoniosa considera- mos três fatores importantes:

  • O plano de aula
  • Análise da atividade
  • Avaliação de Resultado

“A brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal, que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz.”

Vygotsky (1984, p.97)

Sabemos que a criança é um ser em desenvolvimento e que o seu aprendizado depende da sua capacidade para fazer as coisas. É im- portante entendermos esta dinâmica do desenvolvimento, não exigindo, mas propiciando caminhos para que ela se sinta motivada a buscar esse conhecimento.

Quando uma criança de quatro meses acompanha com o olhar o movimento das pessoas, podemos dizer que ela já está pronta para brincar de esconde-esconde, por exemplo. Mas ela só vai perceber que a ação desenvolvida pelo adulto no esconde-esconde é uma brincadeira (e só vai interagir, rindo, nesta brincadeira), a partir da repetição do ato de esconder e achar estabelecido pelo adulto e pela recorrência da palavra “achou” ao longo da brincadeira. Em dado momento neste jogo de esconder e achar, a criança ri e adquire este conheci- mento (ou passa a estabelecer uma relação de prazer e de sentido na brincadeira).

Ao mudar a brincadeira ou ao repe -la, por mais alguns meses, estabelece-se na crian- ça o conceito, descrito por Piaget e in tu- lado por ele como “permanência do objeto” – a noção de permanência do objeto se es- tabelece por volta dos 8 meses, momento em que a brincadeira de esconder e achar “perde a graça”, pois a criança compreende que o objeto não desapareceu, mas foi es- condido e ela pode achá-lo.

Segundo Piaget, de uma forma rudimentar, a criança aos dois meses já demonstra surpresa ao ter um objeto escondido e revelado. Entre os seis e os oito meses isto começa a mudar, e ela passa a procurar um objeto caído do berço ou um alimento derrubado. É nesta época que a criança consistentemente inicia a experimentação da permanência do objeto, o que se consolidará ao redor dos dois anos de idade, embora com 12 meses a maioria dos bebês compreenda que os objetos continuam a existir, mesmo quando não estão presentes.

Segundo Jean Piaget (1896-1980 )as brincadeiras estão presentes ao longo do desenvolvimento humano, em particular na infância. No entanto, vale ressaltar que as especificidades de cada brincadeira bem como as idades nas quais ocorrerão será particular para cada criança ou grupo de crianças, considerando, inclusive, o tipo de experiências que ela viverá bem como os materiais e atividades que serão disponibilizados.

É muito importante utilizarmos a brincadeira não como o único recurso para estimular o aprendizado, mas como mais um, entre outros, como as artes, o movimento e a música. Para tanto, devemos considerar que: brincar deve acontecer num espaço seguro, sempre com um adulto por perto.

Os ambientes fechados devem ter es mulos adequados, sem exageros visuais e com mobiliários adequados, levando em conta as faixas etárias.

Ao ar livre as atividades devem acontecer nos horários de sol saudável. Deve ser observado se a areia é tratada e se não há objetos como lascas, pregos, vidros e outros objetos perigosos.

 Espaços Lúdicos:

  •  A brinquedoteca
  • O cantinho da leitura
  • A sala de música
  • A hora do lanche

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Atividades para desenvolver a Linguagem Oral

Fonte: Ocliclorama

Atividades/Linguagem/Registros
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Atividades para desenvolver a Linguagem Oral

Projeto Canguru: lendo juntos

Essa é uma atividade que foi desenvolvida pela professora Regina Zenoveli da CEI Padre Gregório Westrupp.

Esse material faz parte de um projeto intitulado”Formação continuada em Desenvolvimento Cognitivo, com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

Área de conhecimento

Linguagem

Faixa etária

A partir dos 2 anos.

Objetivo

  • Estimular a linguagem oral;
  • Ampliar o vocabulário;
  • Explorar a organização temporal dos eventos, as relações de causa e consequência;
  • Promover o envolvimento da família com a criança e a escola;
  • Desenvolver o interesse pela leitura e o comportamento letior;

Habilidades a serem estimuladas

  • Linguagem oral;
  • Ampliação de vocabulário;
  • Desenvolvimento das habilidades narrativas (organização temporal, seleção das ideias mais importantes, uso de elementos linguísticos mais refinados).

Material

Caderno (de desenho) pintado ou decorado com adesivos – conforme a preferencia do professor.

Descrição da Atividade

A cada semana, um aluno leva para casa o livro de histórias que está sendo trabalhado no bimestre (ou no mês) junto a um caderno decorado dentro de uma sacola com lápis de cor. Os pais recebem a instrução para registrar no caderno o que a criança achou da história ou alguma coisa que ela ou os pais queiram compartilhar com a turma ou com a professora. Ao lado da folha de registro, a criança terá que fazer um desenho livre relacionado à história contada.

No próximo dia da contação de história, a criança conta para o grupo o que lembra da história, a professora lê o texto que foi escrito para a turma , parabeniza o aluno pelo trabalho e depois repassa a sacola com o projeto para outro colega. Até que todos tenham levado a sacola para suas casas pelo menos uma vez.

Sugestões para que os pais possam tornar a leitura mais interessante para a criança: 

  • Fazer perguntas
  • Explorar as imagens
  • Usar vozes diferentes para os personagens
  • etc

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças.

Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!

Fonte: Livreto PPI-
Atividades para Desenvolvimento da Linguagem Oral

Em seu registro, reflita:

  • As crianças foram capazes de realizar a atividade com base em seu conhecimento prévio? Como foi a participação dos pais nessa atividade?
  • Entenderam o objetivo da atividade e cumpriram a proposta?
  • Estavam interessadas e se envolveram ativamente na brincadeira? Trouxeram descobertas e fizeram perguntas relacionadas à aula?
  • Identificaram e interpretaram a história do livro?
  • Aprenderam novos vocabulários?
  • Como foi o relacionamento entre a turma?

 

Gostou? Fique ligado!

 

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7 Dicas para ajudar a criança a se alimentar corretamente

Fonte: Jornal nossa gente

Registros/Relatórios
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7 Dicas para ajudar a criança a se alimentar corretamente

Estudos revelam as fortes influências da má nutrição sobre o desenvolvimento da criança.
Há uma correlação entre os níveis baixos de inteligência e a subnutrição no útero materno, e a continuidade disto durante a primeira infância. Por outro lado, os efeitos de uma boa nutrição e o desenvolvimento inicial do cérebro acabam levando os pais a pressionarem a criança na hora das refeições.

Este comportamento pode desencadear uma fadiga emocional importante na criança, pois para comer é necessário ter fome e prazer. Devido à pressão a que a criança é submetida, ela pode acabar perdendo o prazer de comer, começando a sua resistência para se alimentar.

Diante dessas informações podemos verificar como uma alimentação correta é importante, não é verdade?

Para te ajudar nessa tarefa separamos 7 dicas valiosas para ajudar a criança a se alimentar corretamente:

#Dica 1

Procure fazer as refeições no mesmo horário todos os dias.

#Dica 2 

Não dê comida fora do horário habitual, isto vai interferir no apetite dela.

 #Dica 3 

Não force a criança a comer. Se ela ficar com fome, na próxima refeição vai se alimentar corretamente.

#Dica 4

Deixe a criança comer com as próprias mãos, ela vai se diver r e treinar a habilidade motora. Deixe que ela manipule os alimentos.

#Dica 5

Nada de recompensas. Prometer sobremesas em troca da refeição acentua o desprezo pela comida.

 #Dica 6

Aviãozinho sim, mimo não! A hora da refeição não é momento para mimar a criança. Ela precisa saber que tem que se alimentar porque está com fome.

#Dica 7

É necessário dar o exemplo para a criança. Não adianta querer dar espinafre para a criança enquanto se está comendo um hambúrguer na frente dela.

Leia mais em Tudo sobre alimentação de 0 a 3 anos

Gostou?

Fique ligado! Continuaremos a falar mais sobre esse tema no próximo post.

Quer saber mais sobre esse tema? Clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

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Robótica na Educação Infantil
Registros/Práticas inovadoras
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Robótica na Educação Infantil

Você acha provável ensinar robótica às crianças? O que será que elas podem aprender construindo robôs?

Foi com essas duas perguntas que comecei meu papo infinito com a Lana Nárcia. Fiquei tão empolgada com o assunto e as possibilidades que decidi compartilhar, aqui com vocês, sobre como a Lana tem usado a robótica na educação infantil e como os resultados podem ser surpreendentes no campo da lógica e no desenvolvimento de diversas linguagens para as crianças.

A professora

Fonte: Espaço da Robótica

A Lana é uma professora empreendedora de Brasília formada em Geografia e com um MBA em Geoprocessamento. Foi pioneira na implementação da disciplina de Astronomia e Astronáutica em uma escola do DF e foi a partir desse trabalho que descobriu sua grande paixão pela robótica. Foi natural ir deixando de lado a geografia e ir se enveredando na robótica e unindo sua paixão com a profissão. O início dessa história foi lá em 2010/2011 e hoje, cerca de 6 anos depois, ela criou o Espaço da Robótica para dividir com crianças de 3 a 14 anos.

Na sala de aula

Como sua formação é em geografia é por aí que a professora Lana puxa seu bonde. Ela sempre trabalha com projetos em sala de aula e o recorte vai costurando a geografia e a robótica até chegar em um assunto que interessa aos alunos.

O Espaço da Robótica possui um programa diferenciado de ensino, baseado em projetos mecatrônicos que integram eletrônica e informática de maneira divertida, experiencial e prática. Visando a um contato mais rico entre o professor e o aluno, o curso está estruturado em turmas reduzidas, de até 6 estudantes.

Fonte: Espaço da robótica

Incorporando a tecnologia às aulas, a prática pedagógica do Espaço procura despertar o interesse para a ciência em seus estudantes. A ciência é uma maneira de pensar, e seus métodos podem ser aplicados com sucesso aos mais variados contextos da vida. Assim, ao incentivar a excelência cognitiva o uso de robótica acaba contribui para o crescimento cultural, moral e social das crianças.

A Lana respondeu algumas perguntas para o #Naescola.

Vem conferir:

Como é a dinâmica da sua sala de aula?

A minha sala de aula é um pouco diferente porque não temos 50 minutos de aula. Trabalho com turmas heterogêneas com cerca de 2 horas de duração cada aula. Faço um planejamento prévio em casa, mas o que vale mesmo é o que surge ali na hora- da curiosidade das crianças. Geralmente eu provoco a turma perguntando se eles tem alguma curiosidade. Se sim, a gente vai encaixando no planejamento e se não eu geralmente começo falando sobre o Sistema Solar; depois Marte; depois robôs em Marte e o por aí vai… a gente começa um processo de investigação junto com as crianças. “Será que tem água em Marte?” Será que chove?” “Qual a idade de Marte?”

As crianças naturalmente viajam muito, as cabeças já estão lá na lua! O maior esforço é o meu de querer acompanhá-las.

 3 passos durante a aula:

  1. Investigação: perguntas, questionamentos e mediação.
  2. A Turma: geralmente a turma tem no máximo 6 crianças e são divididas em trios para formar duas equipes.
  3. A Equipe: sempre será composta por 3 perfis: o construtor; o programador e o coordenador. Quando a professora Lana ainda não conhece a equipe ela distribui os papéis e analisa como cada criança se saiu na tarefa.

 O que é robótica?

A robótica para mim é uma tecnologia onde as crianças aprendem com prazer. Funcionou para mim assim e hoje o que eu faço é refletir meu sentimento em sala de aula. Criar esse espaço foi a realização de um sonho e me sinto muito útil trabalhando e despertando crianças que precisam de atenção e de pensar fora da caixa.

Aqui criamos tudo que precisamos, desde bonecos com copos reciclados que eles trazem na hora do lanche até o dia da criatividade, o dia da comunicação e o dia da emoção.

Quais são os benefícios da robótica?

Já temos resultados surpreendentes sobre a possibilidade de ensino de programação e desenvolvimento das diversas linguagens para crianças.

Mas o que vejo aqui na minha sala de aula são esses três:

#1  Interação socioemocional: Falo para meus alunos que se a gente não trabalhar juntos não chegaremos a lugar algum. O objetivo é de todo o grupo e precisamos aprender a lidar com as nossas emoções acima de tudo isso pois precisamos chegar ao objetivo.

#2 Raciocínio Lógico: Cada criança tem seu jeito de pensar e o lógico para mim pode não ser lógico para o outro e por isso que é tão mágico desenvolver o raciocínio lógico ainda na primeira infância sem tantas amarras.

#3 Multi e interdisciplinaridade: é muito importante para mim quando vejo as crianças  atribuído múltiplos significados para os objetos construídos. Por isso digo que aqui as aulas são multi e interdisciplinar. Os temas e as construções navegam na realidade de cada aluno e exploram suas histórias de vida e hipóteses e é dessa maneira que criamos nossa história e aprendizado.

Para saber mais acesse o https://www.espacodarobotica.com.br/

“A ciência é um intento, em grande medida obtido, de entender o mundo, de conseguir um controle das coisas, de alcançar o domínio de nós mesmos, de nos dirigir para um caminho seguro. ”

Carl Sagan

 

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.