3 atividades para discutir famílias (de todas as formas) na Educação Infantil

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

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3 atividades para discutir famílias (de todas as formas) na Educação Infantil

Comemorações de dia dos pais, dia das mães.. e aí bugou?!

Com as novas atualizações de família como que a Escola fica? Está cada dia mais comum os alunos venham de diversas situações além do tradicional pai-e-mãe-casados.

Com certeza turmas de Educação Infantil em toda parte passaram as últimas semanas colorindo cartões, carimbando mãos e pés com tinta guache e assinando seus nomes em letrinhas tortas para homenageá-los ou homenageá-las.

Não que os presentes não sejam válidos – mas por que não aproveitar a data para trazer conteúdo às crianças, discutindo os vários modelos familiares existentes?

Como o número de divórcios no país já ultrapassa os 243 mil por ano (IBGE, 2010), e, dentre eles, 43% envolve filhos menores de idade, é de se esperar que sua classe seja composta por crianças que vivem apenas com um dos pais – ou em novos núcleos familiares, como pai e madrasta ou mãe e padrasto (sem contar os meios-irmãos de casamentos anteriores!). Casais homoafetivos, por sua vez, conquistaram direitos nos últimos anos, inclusive (ainda que com alguns obstáculos por superar) o da adoção. Isso resulta em cerca de 60 mil casais gays em união estável; destes, 20% declararam ter filhos no último censo.

E agora?

Lidar com essas mudanças em sala de aula é desafiador, mas extremamente necessário. Engana-se quem pensa que o assunto é complexo demais para os pequenos: a primeira infância é, justamente, quando os conceitos de certo e errado estão se formando e, portanto, a idade perfeita para apresentar estilos de vida distintos com uma conotação respeitosa e positiva. Iluminar realidades sem estranhamento, como mais uma alternativa, é um passo importante para criar crianças livres de preconceito, já que elas tendem a aceitar bem as diferenças.

Faça uso de atividades em grupo e que incentivem o diálogo tanto em casa quanto entre colegas para abordar o tema. A Eduqa.me reuniu uma série de atividades sugeridas pelo MEC para trabalhar organizações familiares.

A árvore da família

A partir dos 3 anos: Pedir que as crianças tragam fotografias de seus familiares mais próximos dá início à discussão coletiva. Peça que cada um converse com seus pais ou responsáveis e saiba contar, em sala, algo sobre os membros da famílias (os adultos podem escrever a história ou curiosidade no verso da imagem, como apoio – dessa forma, o professor saberá quais perguntas fazer para estimular a fala dos alunos).

Enquanto a classe se apresenta, explique que cada um tem sua família e que cada família tem particularidades. Aponte como alguns moram com os avós, só com a mãe ou com dois pais, sempre com naturalidade. Incentive mesmo aqueles que não tenham trazido o material a falar, citando quem compõe sua família, com quem moram, se têm irmãos.

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

Ao invés de usar fotografias, as crianças também podem desenhar os membros de sua família (foto: Triquiteiros de S. João)

(foto: Triquiteiros de S. João)

(foto: Triquiteiros de S. João)

A partir dos 4 anos: Ao terminar a roda de conversa, as crianças vão criar sua árvore genealógica, que pode ser montada com fotos ou desenhos. É recomendável levar sua própria árvore genealógica pronta ou montá-la diante deles – com um molde já completo, compreenderão a tarefa mais facilmente.

Veja essa atividade no Baú de Atividades Eduqa.me

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Rodas de leitura

Entre 0 e 3 anos: O Livro da Família, de Todd Parr, traz ilustrações coloridas e frases curtas para introduzir as diferenças entre famílias. Elas vão desde “algumas famílias gostam de se lavar… Outras de se sujar”, mostrando um grupo de porquinhos na lama, até outras, mais explícitas, como a que diz “Algumas famílias têm duas mães ou dois pais… Algumas, têm só pai ou só mãe”. A história é uma graça e estabelece desde cedo que o que importa é o carinho entre as pessoas.

(foto: Editora Saraiva)

(foto: Editora Saraiva)

Até os 6 anos: Outra opção é O Grande e Maravilhoso Livro das Famílias, de Mary Hoffman e Ros Asquith que, inclusive, faz parte dos livros destinados ao PNAIC (Programa Nacional para a Alfabetização na Idade Certa). O livro pode ser lido para as crianças mais novas (afinal, também é composto, no geral, por sentenças breves), ou lido pelas que estão em fase de alfabetização, pois apresenta letras grandes e muitas imagens explicativas.

Dos 4 aos 6 anos: De Miriam Leitão, Flávia e o Bolo de Chocolate é uma opção lúdica e sensível de introduzir a ideia de adoção entre os pequenos. O livro – como indicado pelo título – trabalha questões raciais com muita leveza ao mostrar uma menina sempre questionada por ter a pele tão diferente da de sua mãe. Aliás, no Portal da Adoção há uma lista imensa de livros para abordar a temática, todo com conteúdo específico para essa faixa etária. Vale a pena conferir!

(foto: Editora Rocco)

(foto: Editora Rocco)

Liste algumas questões a serem lançadas após o momento de leitura. Quem tem família que mora longe? Quem mora com muita gente da família? Quem tem muitos irmãos e irmãs? Quem é filho único? As pessoas em sua casa são todas parecidas com você? Em quais aspectos? Pergunte se eles observaram famílias parecidas ou opostas à sua entre os colegas. Por quê? O que elas têm em comum e o que é diferente? Destaque que nenhuma delas é melhor ou pior.

Música

Entre 5 e 6 anos: Reúna as crianças para ouvir a canção “Eu”, do grupo Palavra Cantada. A letra narra como os bisavós do personagem se conheceram e, a partir daí, conta a história de toda a família – sempre lembrando, no refrão, que, sem aqueles acontecimentos, “eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó…” e assim por diante.

Pergunte o que acharam da música e qual foi a história que acabaram de ouvir. Ressalte como cada membro da família veio de uma cidade diferente e tinha trabalhos e costumes distintos, mas, ainda assim, formaram uma família.

Mas atenção – antes de pedir que cada criança interrogue os pais sobre como se conheceram, garanta que não haja situações complicadas que possam constrangê-las (como casos fora do casamento, por exemplo). Uma alternativa mais segura é que a turma pergunte aos pais ou responsáveis de onde seus antepassados vieram e, de preferência, identifique esses locais no mapa. Também podem reparar em costumes que ainda tenham por causa dessa história: como beber chimarrão ou comer determinados doces, celebrar festas diferentes, etc.. Na aula seguinte, eles podem mostrar para a classe suas descobertas.

Acima de tudo, respeite a privacidade das crianças. Caso alguma delas já tenha experimentado uma situação de preconceito, como deboche dos colegas, xingamentos ou isolamento, ela tenderá a ficar calada e dividir pouco com a turma. Procure campos mais neutros para estimular a conversa diante a classe e aguarde para se aprofundar no assunto a sós.

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Como comparar registros para entender a evolução das crianças
Registros/Relatórios/Rotina pedagógica/Semanários
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Como comparar registros para entender a evolução das crianças

Os registros pedagógicos são uma ferramenta metodológica do professor de Educação Infantil – mas não funcionam por si sós. Eles devem vir acompanhados do planejamento, da observação e reflexão. Juntos, formam um ciclo que dá foco ao trabalho do pedagogo: registrar-refletir-reorientar-registrar. Sem ele, há o risco de se inserir atividades aleatoriamente, sem suprir as necessidades de aprendizado das crianças e sem reciclar sua atuação em sala de aula.

Objetivo

Registrar em grandes quantidades, porém, não é necessariamente a melhor forma de ter um conteúdo rico. É mais importante que se registre com um objetivo. O que eu quero mostrar com esse registro em particular? Para quem estou fazendo esse registro? Aqui estão algumas opções:

  • Para o próprio professor – como você mesmo será o leitor, enfatize suas práticas pedagógicas e ações para com a classe. Isso permite que você analise seu próprio trabalho à distância, sem a emoção do momento.
  • Para a coordenação ou para os pais – escrevendo para terceiros, é relevante divulgar o trabalho sendo realizado na escola, evidenciando momentos marcantes de aprendizado. Contudo, lembre-se de que a linguagem e os instrumentos utilizados (textos, fotos, citações dos alunos, etc.) podem ser distintos para cada um, ainda que o assunto seja o mesmo.
  • Para a criança – algumas escolas permitem que as crianças participem da reflexão sobre seus registros, exibindo produções de vários momentos e ajudando-as a visualizar a própria evolução. Os testemunhos e opiniões delas sobre as evidências também serão inseridos nos registros, além de gerarem uma sensação produtiva de controle sobre seu aprendizado.

Da mesma forma, o professor deve saber de antemão o que pretende registrar naquele dia. Vai observar primordialmente o desenvolvimento em matemática ou geografia? O comportamento ou o trabalho em equipe? A motricidade?

Uma vez que esse objetivo foi traçado, ele pode selecionar suas armas: vai usar papel e caneta para anotar o que lhe chamar a atenção, por exemplo, ou vai filmar a atividade? Cada dinâmica pode ser melhor documentada com uma mídia apropriada – a Eduqa.me separou algumas dicas para usar tecnologia para criar registros mais completos.

Esse material será revisitado de tempos em tempos e vai contribuir para a elaboração de documentos como o portfólios individuais, relatórios de aprendizado e semanários.

Leia mais: Portfólio na Educação Infantil 

Seleção

Trabalhos comemorativos normalmente são feitos pelo professor e têm pouca participação da criança - portanto, não são os mais úteis para registros (foto: CEI Municipal Ipomeia/Google)

Trabalhos comemorativos normalmente são feitos pelo professor e têm pouca participação da criança – portanto, não são os mais úteis para registros (foto: CEI Municipal Ipomeia/Google)

Após o trabalho de campo ser concluído, o desafio do professor para a ser escolher as melhores amostrar que representem a realidade da sala de aula. A armadilha nessa etapa costuma ser deixar os registros mais bonitos de lado e optar por aqueles que transmitem mais informações sobre os alunos.

Estes são alguns materiais que, apesar de fofos, não traduzem realmente o desenvolvimento de habilidades: fotos posadas das crianças, tiradas antes ou depois da atividade/passeio; trabalhos manuais “pré-fabricados” pelo professor (normalmente, para datas especiais, como Dia das Mães).

Para tornar a seleção eficiente, lembre-se de seus objetivos, definidos antes mesmo de registrar. Eles são o fio condutor do trabalho, e devem guiá-lo do início ao fim.

Comparando e evidenciando a evolução

evolucao-registros

Observe algumas possibilidades de registro, abaixo, e maneiras de compará-las para expressar o percurso de cada criança:

  • Fotos – procure usar fotos que reproduzam ações, ao invés daquelas mais esteticamente agradáveis. Ou seja: a fotos tremida de uma criança correndo pode dizer mais sobre ela (que estava agitada, que participou ou não do exercício, como se relacionou com os colegas) do que outra, estática. Tenha fotos com enquadramento fechado (usando o zoom) para mostrar mãos, pés ou rosto, de acordo com a atividade sendo realizada. Isso permite enxergar a destreza dos movimentos e expressões de concentração ou falta de interesse. Ao comparar duas fotos, garanta que elas estejam exibindo momentos semelhantes, em que você é capaz de ressaltar certas habilidades em comum.
  • Citações das crianças – anotar falas que ocorrem espontaneamente durante a aula destaca as necessidades e pontos de vista dos pequenos. Não só isso, aproveite essa forma de registro para observar a articulação da criança, sua capacidade de organizar pensamentos e contar histórias curtas ou longas, responder perguntas sem fugir ao tema, praticar novo vocabulário. Frases engraçadinhas e elogios podem dar leveza ao seu documento, contudo, preste atenção, novamente, ao conteúdo. Rodas de conversa, usuais em pré-escolas, são um ótimo momento para recolher essas amostras: há temas em pauta e a classe discute sobre eles. Experimente retomar assuntos depois de alguns meses e repare nas diferenças de discurso.
  • Educa.me – Na Eduqa.me é possível fazer anotações em textos, vídeos e imagens. A escolha da forma de registro fica a seu critério e com apenas um clique você consegue lincar esse registro com a devida aula.

 

  • Produções – atividades feitas totalmente (ou o máximo possível) pelas crianças são a melhor alternativa. Não mascare os erros, eles são parte essencial do processo de aprendizado. Ao invés disso, coloque lado a lado duas ou mais produções em que esse erro é trabalhado e corrigido. Por exemplo: em uma folha de papel, o aluno escreveu seu nome, mas errou a ordem das letras. Já na produção seguinte, as letras estão em ordem correta, mas, algumas, espelhadas. Ao fim do semestre, ele conseguiu escrever seu nome perfeitamente. O mesmo vale para atividades em outras áreas de conhecimento, é claro.
  • Vídeos e gravações – ideais para observar a dinâmica da sala de aula e prestar atenção nas movimentações que escaparam ao professor durante a lição. Afinal, é impossível vigiar cuidadosamente vinte crianças ao mesmo tempo, certo? Utilize vídeos sempre que possível para mostrar a evolução no relacionamento e comportamento da classe. Gravações, por outro lado, são melhor empregadas individualmente: para registrar o início da leitura, o ritmo em uma aula de música ou uma contação de história.
  • Textos do professor – Não esqueça de suas próprias anotações a respeito daquele período. Insira legendas não só para explicar o que está registrado (as imagens devem ser autoexplicativas), mas para desenvolver suas ideias a respeito. O desenvolvimento foi dentro do esperado? Por quê? Em quais atividades a criança se sobressaiu? Qual foi sua principal dificuldade? O que ela deve praticar a seguir?

Linha do tempo

Organize seu material e linhas do tempo para visualizar ainda melhor o processo de aprendizado. Elas podem ser montadas em cartolinas ou varais de fotos, especialmente para reuniões com pais ou coordenação – ou ainda para as próprias crianças, no encerramento de um período.

Na Eduqa.me, as linhas do tempo são geradas automaticamente para a turma e para cada criança, de acordo com os registros do professor.

A princípio, você pode ver a produção geral, com todas as atividades listadas em ordem cronológica. Ao clicar em uma atividade, todos os detalhes aparecem, inclusive mídias cadastradas, como fotos e vídeos.

Você pode ainda fazer comentários específicos na página de cada aluno, para abordar com mais detalhes seu desenvolvimento. Assim, o relatório final será personalizado, tanto quanto o feito à mão!

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 Leia mais:

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A documentação pedagógica na Educação Infantil: traçando caminhos, construindo possibilidades (artigo)

Você sabe motivar seus alunos?

Valorize a iniciativa e a participação - nem sempre é fácil para uma criança levantar a mão e se expor diante da classe (foto: Google)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Semanários
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Você sabe motivar seus alunos?

“Pedro é inteligente e tem muito potencial, MAS…” – você já começou dessa forma um bilhete para os pais? Eu, já. É frustrante para qualquer professor observar uma criança que, mesmo sem qualquer deficiência de aprendizado, não consegue atingir seus objetivos escolares. Contudo, esse também é o momento de respirar fundo e repensar suas atitudes em sala de aula: suas práticas pedagógicas fazem emergir o que há de melhor nos alunos? Você sabe como motivá-los?

A motivação é parte essencial do aprendizado e deve ser atingida por meio de reforços positivos, mais do que por ameaças e punições. Altos níveis de estresse e ansiedade têm impacto negativo no desenvolvimento infantil, diminuindo o envolvimento com a lição e com a figura do professor.

Disciplinar a turma através de repreensões, sem procurar a origem do descaso do aluno, gera crianças desmotivadas e com baixa autoestima. Com o tempo, é comum que elas deixem de participar de atividades na escola, repetindo um discurso de incompetência: “Não sei fazer isso, não consigo, não adianta tentar”.

Por outro lado, incentivos como pequenos prêmios e elogios, que reconheçam o esforço ou o trabalho bem feito, funcionam como combustível para a aprendizagem. A partir do momento em que a criança se sente capaz de aprender, ela não irá podar a própria curiosidade nem inibir suas tentativas de solução – e, quanto mais tentativas, mais chances de acerto. A memória e a concentração também operam mais livremente em ambientes com menos julgamento.

Acionar as áreas de recompensa do cérebro tornam a crianças mais motivadas e disposta a aprender coisas novas (foto: Google)

Acionar as áreas de recompensa do cérebro tornam a crianças mais motivadas e disposta a aprender coisas novas (foto: Google)

Isso ocorre porque o cérebro possui um sistema dedicado à motivação e à recompensa. Quando uma criança é afetada positivamente (quando, por exemplo, ela consegue chutar a bola para o gol e sua classe comemora), as áreas de prazer recebem uma dose de dopamina, substância que aumenta o bem-estar e mobiliza a atenção. Ou seja, dali em diante, a ação ou objeto que proporcionou essa sensação alegre será reforçada e a criança vai querer repeti-la.

O efeito não ocorre quando a tarefa a ser cumprida é fácil demais – nesse caso, não há desafio. Portanto, pedir à uma classe de 5 anos que conte até dez muito provavelmente não surtirá o mesmo efeito desse mesmo exercício realizado com uma turma de 3 anos. Atividades muito difíceis, que ultrapassam a base de conhecimento prévio das crianças naquele momento, também serão abandonadas, pois o cérebro não encontra o prazer do sistema de recompensas.

Na primeira infância (dos 0 aos 6 anos), esse ciclo de curiosidade-desafio-solução-recompensa deve ser mais breve, pois a concentração ainda está em desenvolvimento. Os alunos não têm a habilidade de focar por longos períodos em uma única tarefa. Esse tempo, porém, pode se estender gradativamente conforme a pessoa cresce; no Ensino Fundamental ou Médio, já é indicado propor projetos de longa duração e que envolvam uma pesquisa mais aprofundada.

Mesmo realizando atividades apropriadas à faixa etária, seus alunos não demonstram interesse? Confira algumas atitudes positivas que podem motivá-los.

Conheça as crianças

Existem duas formas de motivação. A motivação intrínseca, que se baseia em interesses pessoais, e a extrínseca, que é influenciada por fatores externos. Por exemplo, um aluno que se sai bem nas aulas de Literatura porque gosta de ler estuda por uma motivação intrínseca. Por outro lado, aquele que tira notas igualmente boas com o objetivo de passar no vestibular e entrar em uma boa faculdade (ou seja, ele não gosta particularmente do assunto, mas o faz por recompensas materiais ou sociais), está agindo sob uma motivação extrínseca.

Para ativar essas áreas, o professor precisa conhecer efetivamente sua classe. O que eles querem, de que gostam, como são suas vidas fora do ambiente escolar? Isso permite que ele prepare aulas atrativas de acordo com os interesses do grupo.

É essencial que as crianças entendam como aquele conteúdo se relaciona com a realidade delas. De que forma aquele assunto interfere com sua rotina? Levante questionamentos e desperte a curiosidade delas, deixando claro que aquele conhecimento pode fazer a diferença. Se, pelo contrário, elas não perceberem utilidade para os ensinamentos, tendem a se esforçar cada vez menos.

Crie laços

Ter relacionamentos de afeto e preocupação genuína com as crianças ajuda a criar um ambiente acolhedor. Se os alunos se sentirem respeitados e aceitos uns pelos outros e pelos adultos ao seu redor, sua autoconfiança tende a crescer e eles não terão medo de julgamento. Portanto, estarão mais livres para tentar e propor ideias.

Valorize a iniciativa e a participação - nem sempre é fácil para uma criança levantar a mão e se expor diante da classe (foto: Google)

Valorize a iniciativa e a participação – nem sempre é fácil para uma criança levantar a mão e se expor diante da classe (foto: Google)

Elogie e incentive

Não deixe atos de coragem ou criatividade passarem em branco – mesmo que eles não sejam completamente bem sucedidos. Aquele menino que detesta matemática se voluntariou para resolver uma operação no quadro-negro? Uma menina tímida levantou a mão para ler para a sala? Recompense essas atitudes com algumas palavras de encorajamento, parabenizando o esforço.

Leve em consideração como essa exposição foi difícil para o aluno. Se, diante de seus colegas, ele falhar e for repreendido com severidade, é possível que se sinta inibido quando a próxima oportunidade surgir. As crianças também serão guiadas pelo exemplo: ao ver um amigo ser reconhecido publicamente por sua iniciativa, tendem a participar mais, em busca da mesma afirmação.

Ofereça pequenos prêmios

Nem todos concordam com premiações durante o processo de aprendizado – mas elas não precisam se referir, necessariamente, a pirulitos e brinquedinhos. Use experiências positivas como recompensa para um trabalho bem feito. Isso proporciona novos momentos de aprendizagem associados à diversão.

Experimente organizar eventos como sessão de filme, dia da massinha de modelar, visita a uma biblioteca ou aula de culinária na cozinha da escola. Reforce que a classe pode realizar essas atividades porque mostrou bom comportamento e colaboração.

Porém, mantenha sua palavra: não prometa prêmios e recompensas que não sabe se poderá cumprir. Combine previamente com a coordenação da escola o que pode ser arranjado – assim, você não corre o risco de perder a credibilidade entre os alunos.

Durante as aulas, carimbos e figurinhas adesivas, entregues às crianças que fizeram a tarefa de casa ou se envolveram na lição do dia, também funcionam como um estímulo positivo.

Torne suas aulas divertidas

Um professor desanimado e entediado quase com certeza terá alunos desanimados e entediados. Nem toda aula precisa de fogos de artifício, mas é fundamental que o professor esteja descansado e de bom humor.

Mostre às crianças que você está interessado naquele tema e empolgado em estar ali. Quando possível, insira um jogo ou exercício em grupo para aumentar o envolvimento da classe – todos se sentiram mais inclinados a vir para a escola quando as aulas forem divertidas, e não uma obrigação sem sentido.

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Infográfico: como criar o semanário perfeito

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Infográfico: como criar o semanário perfeito

TESTE 14

Um semanário completo envolve desde o planejamento das atividades até as observações posteriores à aula. Ele serve para que a equipe pedagógica auxilie na programação do professor (precisamos comprar tinta ou cartolina?) e acompanhe de perto o desenvolvimento das turmas, criando sequências didáticas de acordo com o que as crianças aprenderam na semana anterior e definindo quando elas estão prontas para exercícios mais e mais complexos.

Quando bem feito, um semanário pode ser a chave para compreender a turma e guiá-la para atingir todo seu potencial de aprendizado! Quer ter certeza de que o seu tem tudo o que é necessário? Reunimos dicas para professores e coordenadores para garantir um documento completo e organizado toda semana.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O INFOGRÁFICO “COMO CRIAR UM SEMANÁRIO PERFEITO”

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O que o coordenador espera do seu semanário – e 3 erros que você não deve cometer!

O semanário pode servir tanto para planejar a semana seguinte quanto para observações da semana que se passou (foto: Google)

Rotina pedagógica/Semanários
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O que o coordenador espera do seu semanário – e 3 erros que você não deve cometer!

Na última quarta-feira (17), a Eduqa.me lançou uma pergunta aos coordenadores: O que você gostaria que todos os educadores fizessem nos semanários da sua escola? Com mais de trinta respostas nesse pouco tempo, conseguimos reunir um compilado de dicas para ajudar o professor de Educação Infantil a atingir as expectativas da coordenação.

Uma queixa frequente foi a falta de conhecimento do que é um semanário e qual sua função. O semanário pode ser feito em dois momentos: como planejamento da semana a seguir e como reflexão da semana que se encerra.

No primeiro caso, é fundamental encaixar atividades lúdicas e de acordo com a faixa etária e desenvolvimento das crianças. Além de descrições objetivas, como o material necessário e o tempo de duração de cada exercício, é interessante anotar ressalvas de acordo com os alunos: será que todos são capazes, neste momento, de acompanhar a atividade? Se a resposta for negativa, prepare também as alterações que pretende fazer para incluir toda a classe igualmente. Preocupe-se ainda com o perfil de cada grupo. Turmas agitadas e enérgicas podem precisar de mais ênfase em atividades com regras e combinados, por exemplo, enquanto outra, de viés mais introvertido, irá se beneficiar com dinâmicas de socialização.

Quanto mais completo for esse registro, maior a facilidade do coordenador de compreender o cenário de sua sala de aula e identificar pontos de melhoria, seja no comportamento ou no método de ensino. Por isso, planejamentos sequenciais (ou sequências didáticas) são muito valorizados. Eles consistem em prever uma série de aulas em que o mesmo conteúdo será trabalhado, mas com dificuldade crescente. Esse tipo de registro garante continuidade e respeita o ritmo das crianças – contudo, só obtém sucesso se for acompanhado de perto pela equipe da escola e alterado de acordo com a evolução da turma.

O semanário pode servir tanto para planejar a semana seguinte quanto para observações da semana que se passou (foto: Google)

O semanário pode servir tanto para planejar a semana seguinte quanto para observações da semana que se passou (foto: Google)

É aí que entra o segundo modelo de semanário mencionado pelos educadores: um registro feito após as atividades, em que constam os comportamentos mais marcantes observados nas crianças durante a semana e as reflexões do professor quanto ao seu próprio trabalho pedagógico. “O semanário ideal é aquele que é transparente. Em que, ao ler, conseguimos enxergar a turma e sentir suas especificidades”, descreveu um dos coordenadores na pesquisa da Eduqa.me. Eles sugeriram a transcrição de falas dos alunos , o uso de fotos e vídeos para ilustrar momentos de aprendizado e, acima de tudo, a observação cuidadosa do professor, para que seja capaz de analisar o desenvolvimento particular de cada um.

Com tanto o que escrever em tão pouco tempo, é compreensível que o professor cometa deslizes ou não se sinta seguro quanto ao material que está entregando. Aqui estão os erros mais comuns e como evitá-los.

Esquecer informações importantes

Para 73% dos coordenadores participantes, essa é a falha mais grave que pode ocorrer na elaboração do semanário. Para não escorregar, deixe preparada uma lista de tópicos que devem ser abordados, e confira se todos foram contemplados antes de entregar o documento.

  • Quais as atividades realizadas durante aquela semana,
  • Motivo pelos quais você optou por essas atividades (momento de desenvolvimento da turma, objetivo de aprendizagem para a próxima semana),
  • Materiais utilizados e método aplicado (como farei a atividade, em qual espaço, como deve ser a interação com as crianças e entre elas),
  • Comportamento e socialização (destaque atitudes marcantes, fora do esperando: como elas lidaram com o grupo , trabalharam em equipe ou individualmente, houve birra, brigas ou desentendimentos e como você intermediou a situação),
  • Sua própria prática pedagógica (o que funcionou e o que poderia melhorar, ideias para mudanças na semana seguinte, dúvidas que surgiram pelo caminho).

Não descrever suficientemente cada evento também foi citado com frequência. Para 52% dos entrevistados, a falta de tempo dos professores prejudica a qualidade do semanário – eles são obrigados a preenchê-lo com pressa, na tentativa de cumprir os prazos estabelecidos pela escola, e acabam por ignorar etapas ou entregar apenas reflexões rasas.

Erros de redação ou gramática

“Para se ter um bom semanário, é preciso saber escrever bem”, comentou uma coordenadora em nossa enquete. Um bom texto é essencial para que a informação fique clara a terceiros – lembre-se de que quem está lendo suas anotações não estava presente em sala, mas, mesmo assim, deve ser capaz de visualizar a cena.

Melhore a escrita através de exemplos: leia os registros de outros professores, mas também reserve algum tempo para leituras diversas, como livros e revistas – isso aumenta seu vocabulário e torna as descrições mais ricas. Atente-se à pontuação: na dúvida, opte por frases mais curtas, simples e objetivas, ao invés de arriscar-se com vírgulas demais, criando sentenças longas e confusas.

Você ainda pode baixar de graça o ebook Como evitar o pânico da página em branco para reunir mais dicas de como começar a escrever.

Entregar com atraso

A maioria dos entrevistados afirmou não se importar com o dia específico em que o semanário é entregue (normalmente, as escolas optam por segunda ou sexta-feira), desde que ele seja apresentado constantemente, uma vez por semana. Por isso, converse com sua coordenação e combine uma data para fazer essas devolutivas – e siga o acordo dali por diante.

Os semanários servem para que a escola esteja ciente do desenvolvimento das crianças e possa orientar melhor o trabalho do professor, para que ele atinja seus objetivos em sala de aula. Correções, discussões e intervenções por parte do coordenador devem ser feitas para beneficiar tanto o ensino quanto o relacionamento com a classe – portanto, eles não devem se tornar apenas mais um documento jogado na gaveta!

Caso esse retorno não seja um hábito em seu local de trabalho, você pode, sim, procurar a equipe pedagógica para tirar suas dúvidas, ou mesmo propor reuniões como um momento de reflexão entre professores.

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