O que é um neuromito?

Os neuromitos são ideias equivocadas sobre o funcionamento cerebral.

Como sabemos, nos dias atuais muito se tem falado sobre o cérebro, seu funcionamento e importância em nossas vidas. No entanto, nem sempre tais conhecimentos, amplamente difundidos pelos meios de comunicação, tem embasamento científico, mas terminam se espalhando e sendo dos como verdades. Estamos chamando esses conhecimentos de “neuromitos”.

A seguir, apresentaremos alguns deles, com o objetivo de esclarecer alguns aspectos que julgamos relevantes.

Como em qualquer área do saber, devemos ser críticos com relação às informações que buscamos, para evitar concepções enviesadas ou errôneas.

#MITO 1

É preciso estimular a criança ao máximo até aos 3 anos de idade, que é quando o cérebro humano está no auge da quantidade de conexões sinápticas e de neurônios.

Fonte: mãe me quer

Não há nenhuma comprovação científica que ateste a eficácia de submeter uma criança pequena a uma quantidade muito elevada de estímulos e á informações complexas demais para a sua faixa etária. Além disto, a queda da quantidade de sinapses já é vista pelos neurocientistas como uma forma natural de eliminar gastos desnecessários de energia do corpo e de lapidar as funções cerebrais.

#MITO 2

Usamos somente 10% da capacidade do nosso cérebro.

Fonte: Biosom

As diversas técnicas de medição da atividade cerebral empregadas pela neurociência, como, por exemplo, a tomografia e a ressonância magnética, mostram que não existem áreas inativas no cérebro.

#MITO 3

Há períodos críticos para a aprendizagem.

Fonte: jbcnews.net

As pesquisas mostram que NÃO existem períodos específicos para a aprendizagem, de forma que se algo não for aprendido até certa idade, poderá ser absorvido posteriormente. O que existem, na verdade, são períodos sensíveis para os processos que precisamos aprender, que ocorrem devido à plasticidade cerebral.

#MITO 4

As crianças poderiam aprender melhor se fossem ensinadas de acordo com o seu es lo de aprendizagem preferido.

Fonte: muathuoctot.com

Esta concepção está baseada no fato de que as informações sinestésicas, visuais e auditivas, são processadas em áreas diferentes do cérebro. Contudo, estas estão conectadas entre si e transferem informações através das modalidades sensoriais.

É incorreto afirmar que apenas uma habilidade sensorial está envolvida no processamento das informações. As pesquisas mostram que a criança não processa as informações de maneira mais e ciente quando é ensinada por intermédio do estilo de aprendizagem preferido.

Por essas e outras razões é que as neurociências da educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente as outras áreas do saber como a psicologia do desenvolvimento e a educação, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.


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