“A fantasia é o remédio mais saudável para nossa alma

(Priscila Bonvino – arte-educadora)

Mais do que cumprir o currículo escolar, a leitura deve se estabelecer como uma diversão e desenvolver o contato com as letras desde a Educação Infantil – é justamente pela falta desse hábito que tantos adolescentes alardeiam por aí que “odeiam livros”. Entretanto, livros de histórias, poesias e mesmo revistas podem ser prazerosos desde a primeira infância. O importante é considerar, em primeiro lugar, o interesse de cada criança.

“As crianças sabem do que gostam e dão todas as pistas do que as envolve ou do que precisam naquele momento. Saber ouvi-las e entender seu universo é muito importante para que uma história seja bem sucedida”, afirma Priscila Bonvino. Priscila vive de faz-de-conta: é atriz e arte-educadora. Este ano, começou a colaborar com o projeto PEDAL, um canal online com foco em pedagogias alternativas (e com programação feita majoritariamente pelas crianças).

Ela ressalva que nem todos os alunos de uma mesma idade se identificarão, necessariamente, com uma mesma narrativa, embora seja possível traçar parâmetros que funcionam para cada faixa etária.

A ficção ajuda crianças e adultos a experimentar sensações de forma segura e a compreender a realidade (foto: Google)

A ficção ajuda crianças e adultos a experimentar sensações de forma segura e a compreender a realidade (foto: Google)

Até os 2 anos

“As crianças menores são extremamente sensoriais”, explica Priscila. “Portanto, seus sentidos precisam ser estimulados para que elas consigam se envolver”. Seguindo essa lógica, a contação de histórias para uma turma dessa idade deve incluir música, sons, objetos e texturas.

E será que eles compreendem o que está sendo lido? Não completamente, confirma a educadora, porém isso não é argumento para subestimar a hora da história: “O ritual da leitura de um livro é muito importante, porque é assim que se constrói uma relação saudável com as palavras”.

Entre os 3 e 4 anos

Nessa fase, é comum que as crianças apresentem fascínio por animais; consequentemente, é recompensador buscar por títulos com essa temática. Elas também estão vivendo uma fase autocêntrica – percebem o mundo e aprendem através das próprias vivências e estão apenas começando a entender a existência dos “outros”.

Isso se manifesta no desejo de interpretar os personagens. Priscila destaca a importância de “deixar que vivam o que estão ouvindo, brinquem de se fantasiar, usem máscaras ou imitem animais à maneira delas”. Essa é a forma particular de cada uma de expressar o que escutaram e aprenderam.

Entre os 5 e 6

A essa altura, a classe usualmente já demonstra interesse pelas letras e palavras. É o momento de incentivar a criação, através de poesias e parlendas ou jogos de palavras, como trocadilhos e trava-línguas. “Essa é uma época mágica em que a criança começa a descobrir um novo mundo, e tudo que envolve palavras torna-se mais interessante”, garante Priscila.  “Se as apresentarmos de maneira divertida, as crianças terão vontade e capacidade de criar sozinhas suas rimas e brincadeiras com as palavras”.

Por já terem a habilidade de estruturar suas narrativas (contando-as com começo, meio e fim), nessa idade é possível introduzir outros gêneros literários. Os quadrinhos, por exemplo, abrem a oportunidade de relatar visualmente uma história. Notícias em jornais e revistas também podem se tornar parte das atividades escolares: “É interessante apresentar o jornal impresso e as mídias online de notícias e deixar que as crianças descubram o que significam, quais as diferenças entre eles, porque sai um jornal diferente a cada dia, e como nele são contadas as histórias”.

A educadora enfatiza que essas são apenas linhas de guia – o essencial é observar em que momento a criança se encontra, pelo que ela está passando naquele momento ou quais dificuldades está enfrentando, e o que atiça seu interesse naturalmente. Dessa maneira, a narrativa tenderá a se aproximar muito mais do universo infantil, causando sensações que serão importantes para seu crescimento.

Lendo e aprendendo

Segundo Priscila, “todas as histórias são relevantes para o crescimento. Mesmo aquelas de que não gostamos, pois todas possibilitam alguma emoção – e isso é fundamental para qualquer aprendizado”. Mesmo uma narrativa simples, sem temas profundos, são capazes de envolver uma turma de Educação Infantil.

Além disso, não é necessário que toda leitura tenha uma moral. “A moral é uma necessidade dos adultos”, frisa. ” Não é função do professor determinar e controlar exatamente o que as crianças aprendem com uma história; mas, sim, apresentar as possibilidades e permitir que elas tracem suas linhas de pensamentos e seus caminhos emocionais.”

O caminho da leitura em sala (sugestão de atividade)

Quando perguntada sobre atividades para a sala de aula, Priscila cita um passo-a-passo que geralmente é um sucesso entre os alunos de 2 a 4 anos: a Rosa Juvenil.

  • Primeiro passo: “No início da atividade eu apresento os personagens em forma de fantoches e os entrego na mão das crianças para que brinquem a vontade.
  • “Em um segundo momento eu faço a contação da história com os fantoches, ainda sem música.
  • “Em seguida, apresento a música “Rosa Juvenil” e conto a história junto com a melodia.
  • No quarto momento convido as crianças para brincarem de contar a história com os fantoches, junto com a música.
  • Por fim, trago opções de fantasias dentro de um baú e as crianças brincam de ser os personagens livremente.”

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