Rotina pedagógica
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Água Potável e Saneamento – Saúde e Bem Estar

Olá,

Hoje vamos fazer um projeto INTERCONECTADO para começar a estimular este pensamento tão necessário às nossas crianças que serão responsáveis por transformar o nosso futuro.

Vamos lá?

Hoje, ao invés de ter como base um vídeo da Unesco. INTERCONECTAREMOS os temas de dois vídeos:

# ODS: Água Potável e Saneamento

# ODS: Saúde e Bem Estar

                                  

Estes temas são bem legais porque dão vazão a um trabalho de pesquisa.

Vamos iniciar focando nas perguntas finais do vídeo sobre o ODS: Água Potável e Saneamento.

# Quais são as formas de contaminação e de purificação das águas?

# Como sua comunidade pode ajudar a melhorar o uso da água?

Foto: artapartofculture.net/2014/02/15/nuovi-mondi/

Com relação à primeira pergunta, é possível sugerir um trabalho de pesquisa sobre as formas de contaminação e as possíveis formas de purificação da água.

As crianças, hoje, são super conectadas ao computador. Assim, uma busca ao Google sobre este tema, certamente, vai despertar o interesse das mesmas, desde que o trabalho não esteja focado somente em pesquisar, copiar e colar.

Mas como é possível fazer isto?

Sim, eu sei, é bem difícil! Mas uma forma de despertar o interesse das mesmas pode ser sugerindo que elas montem uma página no Facebook sobre o tema e que sejam responsáveis por alimentá-la. Assim, todas são responsáveis pelo mesmo trabalho de pesquisa e não fica “pesado” para nenhuma delas, pelo contrário, o engajamento é bem maior.

                                                                            

Quando elas pesquisarem sobre uma possível solução de purificação das águas, elas já postam lá na página do Face. Assim como, sobre uma forma de contaminação da água, elas também, já postam lá. E isso pode incluir uma infinidade de formatos de artigos. Não precisa ser, necessariamente, um artigo que fale sobre uma forma de contaminação ou sobre uma forma de purificação, mas, de repente, uma notícia que envolva estes assuntos.

Ou ainda melhor, sobre algum outro assunto mas que, indiretamente, acabe ocasionando a poluição das águas.

E, deste modo, vamos trabalhando a interconexão dos temas e a partir desta percepção de interconexão do todo, vamos “plantando” nas crianças o entendimento da necessidade de se ter responsabilidade sobre este todo.

Como podemos fazer isso?

DE FORMA SEMELHANTE AO QUE VOU FAZER, AQUI, AO “LINKAR” OS TEMAS DOS DOIS VÍDEOS.

Então, como seria?

# A partir desta atividade, puxamos o “gancho” para falar sobre SANEAMENTO BÁSICO e sua relação com nossa SAÚDE E BEM ESTAR. O que seria fantástico, porque assim, elas vão acompanhando e “linkando” os assuntos e a interconexão entre eles, como já dito. E, para isso, vocês, também, podem se utilizar de elementos já citados no artigo que escrevi sobre EDUCAÇÃO DE QUALIDADE (mais um “link”!), especialmente, no item ESPAÇOS, quando eu falo sobre as epidemias que podem ser causadas pelo mau uso dos mesmos.

É deste modo, que vamos criando nas crianças uma forma de visão ampliada para enxergar e analisar os assuntos. E auxiliamos “de quebra”, na construção de um pensamento ponderado que consegue analisar, também, sobre diferentes ângulos. Algo, totalmente, necessário para enfrentar (e respeitar!) diferentes opiniões. Não é maravilhoso?

Além de tudo isso, a atividade de construção da página do Facebook já responde às demais perguntas destacadas ao final dos dois vídeos: “Como sua comunidade pode ajudar a melhorar o uso da água?”, “O que é Saneamento Básico? Como ele é feito na sua cidade e quais efeitos pode ter na saúde das pessoas? E o que podemos fazer para acabar com as epidemias na nossa região?”.

Já que esta página do Face, servirá como um veículo de disseminação de informações e de troca de conhecimentos. Uma ação conjunta e que pode ser aberta à participação de todos da comunidade.

O que acharam da ideia?

Espero que tenham gostado das dicas! Compartilhem conosco os depoimentos e as atividades realizadas e não deixem de registrá-las.

E, claro, me acompanhem, também, no site da Sustentável é Ser Humano. www.sustentaveleserhumano.com.br. Lá, vocês também podem conferir artigos sobre as formas de contaminação e de purificação da água. Mas, o ideal é que as crianças deem um Google e busquem todas as informações possíveis em diferentes fontes.

Um grande abraço!

Gostou dos comentários?

Com estes materiais aliados à sua parte criativa, você verá que há infinitas possibilidades de atividades a serem realizadas.

Não deixe de registrá-las.

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Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.

Tudo em um único lugar!

Juliana Monteiro para a Eduqa.me. Juliana é educadora, nutricionista e fundadora da Sustentável é Ser Humano. Saiba mais em:www.sustentaveleserhumano.com.br

Atividade: Música e Rima

Black boy listening to music on headphones

Registros/Rotina pedagógica/Música e artes
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Atividade: Música e Rima

(Capovilla & Capovilla, 2004).

Material

  • Músicas e histórias com rimas.

Descrição da Atividade

Começar contando uma história curta e com rimas. Então, fazer um jogo em que se pede às crianças para falarem itens que terminam com o mesmo som.

a) Hoje nós vamos brincar com palavras que terminam com o mesmo som. Existem várias músicas com palavras assim. [Colocar uma música com rimas e citar exemplos, por exemplo a música do jogo da Rima, da Xuxa]

b) Eu vou agora contar uma história para vocês que tem várias palavras que terminam com o mesmo som. Contar histórias com rimas e citar exemplos.

História 1:

“A menina tinha uma fadinha que se chamava Clarinha. Um dia a Clarinha estava tristinha, e a Clarinha respondeu que era porque a sua rainha tinha desaparecido. A menina então foi procurar a rainha. A menina foi à cidade e encontrou a rainha numa ruazinha. Então elas voltaram para sua casinha e a fada Clarinha ficou muito feliz”.

Vocês perceberam que as palavras “Clarinha, rainha tinha e casinha”da história terminam com o mesmo som, com “inha”?

História 2:

” Em junho não devemos soltar balões, porque eles são perigosos. Os balões queimam os sertões. As palavras “balões”e sertões”da história terminam com o mesmo som, com “ões”.

c) Então agora nós vamos fazer um jogo de falar palavras que rimam. Vamos começar falando palavras que terminam com /ão/. Ouçam, existem as palavras /mamão, porão, grandão/. Agora cada um de vocês vai falar uma palavra que termina com /ã0/.

d) Agora vamos falar palavras que terminam com /to/. Eu sei/ curto/. E vocês?

e) Ótimo. Agora eu vou perguntar uma coisa diferente para cada um de vocês. Esse jogo é difícil, vocês vão precisar prestar bastante atenção e pensar bastante.

Mas não tem problema se não souberem, nós ajudaremos. [Para as crianças menores, dar dicas com gestos ou referências verbais].

  1. Diga o nome de um animal que termona com /to/ [gato, pato, rato].
  2. Diga o nome de uma palavra que termina com /ana/ [banana].
  3. Diga o nome de uma coisa que a gente veste (roupa) que termina com o som /za/ [camisa].

Discussão

Vocês viram que há palavras que terminam com o mesmo som. Elas aparecem nas músicas e nas histórias. Nós encontramos várias palavras que terminam com o mesmo som.

 

Aprenda a Fazer sua Tinta

Fonte: Tudo Arte

Atividades/Movimento/Registros
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Aprenda a Fazer sua Tinta

Disponível em: http://www.amaecoruja.com/2015/07/tinta-guache-caseira-como-fazer/

Materiais

  • 2 colheres de açúcar
  • meia colher (pequena) de sal
  • meia xícara de amido de milho
  • 2 xícaras de água
  • corantes alimentícios ou sucos em pó

Como preparar a tinta:

Em uma panela coloque o amido de milho e vá acrescentando á água aos poucos, sempre mexendo.

Acrescente o sal e o açúcar, leve ao fogo baixo e mexa até engrossar.

Quando estiver com a mesma consistência da guache desligue e deixe esfriar.

Divida a mistura em potinhos diferentes e acrescente o corante ou o pó de sucos.

 

Pintando

Para usar a tinta distribua tintas e pedaços de cartolina para as crianças e deixe-as desenhas com as mãos. Depois coloque os trabalhos para secar.

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Atividade: Propriocepção

Fonte: Johan Terapeuta Ocupacional

Atividades/Movimento/Registros
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Atividade: Propriocepção

“Propriocepção consiste na percepção das informações sensoriais referentes aos nossos movimentos e posição corporal. Assim, propriocepção é o sentido da posição do corpo em relação ao próprio corpo.”

http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/2009/03/um-sentido-pouco-conhecido.html

Objetivos

  • Aprimorar movimentação motora (cabeça, tronco, membros superiores e membros inferiores).
  • Fortalecimento muscular.
  • Aprimorar a amplitude dos movimentos.

Habilidade a ser estimulada

  • Equilíbrio.
  • Dissociação (movimentação) de cintura escapular (ombros) e cintura pélvica (quadril).

Faixa Etária

0 a 5 anos.

Material

Escada comum ou escada feita com caixa de leite. Há possibilidade de variações conforme a criatividade e disponibilidade de materiais.

Descrição da Atividade

Fazer um “sanduíche” da criança com vários materiais disponíveis (bola, colchonetes, almofadas).

Fonte: Apostila PPI

 

Quando se fala em desenvolvimento infantil, de modo geral, sempre pensamos nas crianças, já que as mudanças mais acentuadas ocorrem nos primeiros anos de vida. O mesmo vale quando nos referimos especificamente ao desenvolvimento motor.

Vale lembrar que o desenvolvimento motor faz parte de um processo complexo, que depende de uma série de elementos inter-relacionados, tais como as características físicas e estruturais do indivíduo, o ambiente em que este está inserido e a tarefa que ele realiza. A interação destes aspectos influencia na aquisição e no progressivo refinamento das habilidades motoras ao longo do tempo.

Como envolve aspectos biológicos e maturacionais, a sequência do desenvolvimento motor é a mesma para todas as crianças, mas o que pode variar é a velocidade da progressão. Assim, a ordem está mais relacionada ao processo de maturação, enquanto a velocidade depende das experiências e das diferenças individuais.

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Atividade: Passeio Sonoro

Fonte: Prefeitura Rio das Ostras

Atividades/Linguagem/Relatórios
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Atividade: Passeio Sonoro

Esta atividade é baseada nas atividades desenvolvidas pela professora Mariana Damasceno, EMEI Profa Sylvia Varoni de Castro.

Objetivo

  • Explorar os diferentes tipos de sons e suas intensidades;
  • Favorecer a criatividade e atenção.

Habilidades a serem estimuladas

  • Percepção e compreensão auditiva (exploração das características dos sonos);
  • Atenção.

Descrição da Atividade

Passear pelos ambientes da escola em silêncio para perceber quais são sons que fazem parte daquele ambiente, depois em sala listar o que os alunos ouviram. Classificar com eles quais sons são agradáveis e quais sons são desagradáveis.

Possíveis Ambientes a Serem Visitados

  • Refeitório;
  • Sala de aula;
  • Quadra;
  • Jardim;
  • Corredores;
  • Parques.

Registre

Orientar seus registros desde o início do ano para realizar uma avaliação de qualidade! Na hora do registro reflita:

    • Compare momentos: atividades, citações, fotos e vídeos.
    • Quais são os registros que realmente mostram a evolução das crianças?
    • Crie uma linha do tempo para visualizar o desenvolvimento e facilitar na criação dos seus portfólios.

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Atividade: O que é legal e o que não é legal?

Fonte: Escola Cera

Atividades/Socioemocional
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Atividade: O que é legal e o que não é legal?

Retirado no Guia Prático para Professores de Educação Infantil.

Faixa Etária

4 a 5 anos

 Descrição

Os alunos andam aleatoriamente pela sala enquanto a professora faz perguntas. Mesclar perguntas sobre o que é “legal”, como por exemplo:

  • É legal bater no colega?
  • É legal empurrar o colega?
  • É legal gritar com os amigos?
  • Etc..

Nessa parte, as crianças devem responder negando com o dedo indicador e falando: “Não é legal!”.

Com perguntas sobre o que é legal:

  • Dividir os brinquedos com o colega é legal?
  • Esperar a vez de falar na roda de conversa é legal?

As crianças devem responder fazendo sinal de positivo com o polegar e falando: “É legal!”.  As perguntas do que é e não é devem ser mescladas, para fazer com que a criança tenha que refletir sobre a pergunta para responder, evitando respostas automáticas sem refletir.

Registre!

  •  As crianças conseguiram entender o combinado?
  • Quanto a seguir as regras, funcionou? Onde emperrou?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Atividade: Lidando com a Raiva

Fonte: Tribuna FT

Atividades/Relatórios/Socioemocional
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Atividade: Lidando com a Raiva

Sentir raiva não é errado.

Desde crianças somos ensinadas que a raiva é uma emoção negativa, feia e típica de pessoas mal-educadas.  E muitas vezes a criança sente raiva e não sabe lidar com esse sentimento, pois ela acredita que se demonstrar irritação e raiva, ninguém vai gostar dela.

O problema não é sentir raiva, mas sim não saber lidar com ela.

Por isso preparamos uma atividade bem legal para você ensinar seus alunos a lidar com esse sentimento tão explosivo e impulsivo.

Objetivo

  • Promover a regulação do comportamento em situações conflitantes.

Descrição da Atividade

Quando estiverem chateadas ou nervosas as crianças podem ser estimuladas a utilizarem a atividade “amigos da respiração”.

Uma outra opção, é a criança se imaginar como sendo um bichinho, por exemplo uma tartaruga, que entra e sai do seu casco. Desta forma, diante de uma “situação-problema” sugerimos que eles parem, cruzem os braços sobre o peito, respirem fundo e deem um nome às suas emoções. É uma maneira de auxiliar as crianças e não agirem por impulso quando estão nervosas e também aprenderem a identificar e nomear as emoções.

Registre!

Em seu registro, dê prioridade a como as crianças lidaram com a raiva.

  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?
  • Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme as crianças brincando e imitando – isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Atividade: Amigos da Respiração

Fonte: Jornal Metrópoli

Atividades/Registros/Práticas inovadoras
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Atividade: Amigos da Respiração

Objetivo

  • Estimular a capacidade de focar em um alvo sem se distrair com outros estímulos.
  • Manter a atenção ao longo do tempo

Habilidades a serem estimuladas

  • Atenção seletiva (capacidade de direcionar a atenção para um determinado estímulo e simultâneamente ignorar o outros)
  • Atenção sustentada (habilidade de manter pelo tempo necessário o foco da atenção em estímulos específicos)
  • Percepção visual, auditiva e tátil;

Descrição da Atividade

Dê um amigo de respiração (bicho de pelúcia ou qualquer outro brinquedo) para cada criança. Fale para as crianças deitarem no chão, colocando o brinquedo em suas barrigas.

Diga-lhes para respirarem em silêncio (contando vagarosamente de 1 a 3 para inspirar e o mesmo para expirar).

Durante a respiração peçam para observarem como o seu amigo da respiração se move para cima e para baixo. Deixe-as fazendo isso por 1 minuto.

Além de estimular a capacidade de atenção, essa atividade auxilia crianças “agitadas”.

Registre!

  • Respire fundo e registre!
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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A FORMAÇÃO DO PROFESSOR NO COTIDIANO DA ESCOLA
Registros/Rotina pedagógica
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A FORMAÇÃO DO PROFESSOR NO COTIDIANO DA ESCOLA

Artigo patrocinado

Como olhar para as produções atuais sobre formação de professores e não nos interrogarmos sobre como fazemos uso de nossa capacidade reflexiva? Diante de um questionamento dessa amplitude percebemos o quão importante é perceber, em nossa trajetória como professoras, os instantes que compõem a nossa prática docente no cotidiano escolar, em busca de respostas.

Este movimento se faz necessário por compreendermos que as relações estabelecidas no cotidiano podem ser geradoras de reflexão e aprimoramento pessoal e profissional ao trazer as micro-resistências, micro-liberdades, micro-escolhas que fazem do professor um sujeito que reflete sobre a própria prática. No cotidiano percebemos de forma mais genuína a articulação entre o prescrito e o realizado, entre o pensar e o fazer. É consequentemente, o palco dos conflitos e o espaço da tomada de consciência das teorias direcionadoras da prática. A experiência vivida no cotidiano da escola é potencialmente formadora, na medida em que dá oportunidade para que se reflita sobre as ações e relações. (CERTEAU, 1994; SCHWARTZ, 2000)

Ao dar um ZOOM nas escolhas que fazemos constantemente no cotidiano escolar percebemos que a reflexão e a formação ocorrem nos momentos mais diversos e através dos meios mais variados. Diferente do que se possa pensar a princípio, o potencial formador do cotidiano não reside apenas nas pesquisas e saberes sistemáticos que são realizados pelos docentes e socializados entre os alunos, mas, principalmente, na relação que os sujeitos estabelecem entre si e com o meio. Desta forma, vimos que é necessário vir na contramão da trajetória formal e ter um olhar atento aos movimentos que fazemos a todo instante, considerando que todo o emaranhado de informações e recortes de conteúdos, relações e sentimentos fazem parte do nosso processo de formação. Enfim, se faz necessário ir além do que está posto nas práticas culturais e naquilo que ainda é emergente. Mas como enxergar a formação que ocorre além do que vemos concretamente?

Ao longo do nosso caminhar como professoras, percebemos que as táticas e estratégias (CERTEAU, 1994) de trabalho se modificam em função da realidade dada, dos aspectos do grupo, de nossa própria história, das práticas instauradas, das políticas públicas. Independente disso, as diferentes maneiras de registro e expressão (imagens, poemas, narrativas) estão sempre presentes. Estes recursos, quando utilizados sistematicamente, são incorporados à prática docente onde desempenham papel importante de instrumento que organiza o pensamento permitindo a reflexão sobre o cotidiano.

Ao considerar as dimensões do cotidiano como indispensáveis para a constituição do educador, afirmamos a crença no profissional que está no “chão da escola” e aberto às novas possibilidades de compreensão de seu próprio trabalho e de sua ação. Acreditamos que os professores têm voz ativa e são agentes que constroem seus próprios saberes na relação – com os pares, com a realidade, com os pressupostos teóricos…

Pensamos, então, em professores como profissionais que aprendem com a própria prática. Dentro da perspectiva apresentada por Schön (2000), isto significa considerar, intencionalmente, as experiências vividas no cotidiano como geradoras do pensamento reflexivo do indivíduo. Assim, não se descarta a necessidade da formação técnica e do conhecimento das teorias que norteiam as ações, mas, afirma-se, a indissociabilidade destas com o exercício do pensamento reflexivo para a formação integral do indivíduo. Ainda neste sentido, podemos afirmar que o exercício reflexivo precisa ser ensinado, dentro de sua própria lógica e de seus próprios parâmetros. O aprendizado do pensamento reflexivo acontece na ação, ao mesmo tempo em que o exercício da docência se realiza. O educador faz pensando e pensa fazendo.

O ambiente da escola é formador

É possível destacarmos diversas características do ambiente escolar que potencializam e dão condições para que a formação reflexiva ocorra: espaço que privilegia a diversidade da convivência em grupo e, ao mesmo tempo, desperta as características singulares do sujeito já que é um local de vivência comum, palco de conflitos e relações, favorecendo, assim, a convivência democrática entre sujeitos de diferentes realidades, onde os indivíduos necessitam agir de forma a ajustar-se criativamente e criticamente às situações que são colocadas.

Dentre os aspectos citados e os muitos outros que certamente se evidenciariam, há um ponto que converge e que se mostra de maior importância para compreendermos o caráter formador da prática cotidiana escolar na constituição do educador: escola é lugar de convivência, de estabelecimento de relações, de sistematização e (com)partilhamento de conhecimento. É espaço de se conhecer através do outro e de levar o outro a se conhecer através da multiplicidade de olhares. De acordo com o conceito de “excedente de visão”, de Bakhtin (2000), somos capazes de perceber o outro em perspectivas que nunca nos enxergaremos. Por isso, a visão que o outro tem de nós é fundamental para o entendimento de quem somos… pois soma às nossas experiências uma forma de compreensão que nunca teremos sozinhos.

Schön (2000) aponta, estabelecendo um paralelo com a imagem de uma sala de espelhos, que através da reflexão somos capazes de nos enxergar em outras perspectivas, possibilitando “sair de nós mesmos”, de nossa condição natural, para nos vermos de outra maneira. Não será nunca a visão do outro, mas é uma visão alterada (ou ressignificada?) de nós mesmos.

Assim, no contexto de formação de professores, é possível perceber a escola como local de potencialidade de formação docente já que é nela que ocorrem as práticas. Práticas que ao serem analisadas trazem os conhecimentos (acadêmicos ou não) que cada professor possui, ampliando seu grau de visão e constituindo como foco primordial para a reflexividade. Voltando para o nosso percurso de professoras percebemos o quanto esses conhecimentos são necessários à nossa interação com o grupo ao qual estamos inseridos, seja ele de professores, de alunos ou da comunidade escolar, pois é através deles que construímos novos conhecimentos.

A partir do momento em que trazemos as potencialidades individuais (expressivas, tecnológicas…) percebemos que o diálogo entre os campos do conhecimento se evidencia com maior amplitude no cotidiano escolar. Assim, a experiência e a produção da sala de aula se tornam significativas para o sujeito que está envolvido no processo de ensino aprendizagem e extrapola este lugar, pois, em diferentes momentos do processo, pode-se compartilhar o que vem sendo produzido. Por exemplo: durante a investigação sobre o “descobrimento do Brasil”, as crianças podem compartilhar o que estão aprendendo e apreendendo através de um blog da classe. Ou ainda, apresentar registros com fotos, ilustrações, textos no corredor da sala de aula.

Elementos formativos do cotidiano escolar

A aprendizagem só se mostra significativa quando estamos inteiros no processo. O sentido das coisas só é percebido na sua concretude, quando as conhecemos com a nossa totalidade, conscientemente. É quando escolhemos e desejamos agregar ao conhecimento lógico a percepção sensória, quando nos permitimos entender a realidade através da subjetividade. É a busca pela harmonia e pelo equilíbrio entre a razão e a emoção.

Assim, podemos afirmar que a lógica só existe em relação ao sentimento, e vice versa. Isso quer dizer que qualquer modelo educativo que se pense, por mais audacioso ou imperativo que tente ser, jamais conseguirá dizer racionalmente como sentir ou criar, nem tampouco poderá tirar do ser humano estas suas capacidades. Sentimento e criatividade são inerentes à vida, são “estesia” (palavra que deriva de ayesthesis, do grego, que significa sentir o mundo. Enquanto estamos vivos, sentimos).

A aprendizagem significativa ocorre, então, quando consideramos intencionalmente o sensível e o inteligível em todo o processo educativo. A criatividade e a imaginação estão sempre presentes, são indissociáveis da atividade humana, mas se não escolhemos evidenciar, tornar consciente esta dimensão do conhecimento, ela deixa de ser “saboreada” pelo sujeito. Nesse sentido, faz-se necessário um resgate das práticas expressivas em educação, das vivências que tornam possível ao indivíduo perceber-se e colocar-se através de diferentes recursos frente à realidade, pois estas foram, em muitos casos, esquecidas ou substituídas por modos de fazer.

As maneiras de fazer (Certeau, 1994) da prática docente entrelaçam a criatividade e a imaginação e incorporam diversas maneiras de entender e apreender o mundo. O uso de novos instrumentos educativos e formas alternativas de linguagem tem garantido aos sujeitos outro olhar para o conhecimento. Torna-se  inevitável lançarmos mãos das novas técnicas da produção sócio-cultural presente na sociedade, já que nos reapropriamos do que está posto a todo instante.

O uso das novas mídias, por exemplo, é um dos aspectos constituintes das formalidades da prática cotidiana, pois o uso da tecnologia como registro possibilita oferecer ao professor e aos seus alunos um possível lugar a ser revisitado no presente e no futuro. Ao fazer uso das tecnologias disponíveis o professor está exercitando uma autonomia que só pode ser percebida quando se debruça sobre o seu trabalho e faz a análise de recortes do seu cotidiano: seja no planejamento diário, flexível e móvel diante de tantos acontecimentos que povoam a sala de aula, ou até mesmo na sistematização de um trabalho desenvolvido por um período de tempo que deve ser socializado com a comunidade na qual está inserido através de um blog ou de uma apresentação.

Neste mesmo sentido, as práticas expressivas que valorizam os processos criativos dos alunos e professores, como vivências artísticas e momentos de fruição poética também tem ganhado espaço nas discussões mais recentes e nas salas de aula. Este movimento, fundamental para a formação reflexiva dos educadores e educandos, possibilita conciliar os saberes eruditos com a cultura popular, as inovações com a tradição, o pessoal com o coletivo, o particular com o comum. Enfim, todas as aprendizagens significativas que permeiam o cotidiano do sujeito nos trazem indícios da importância do professor conectar-se a tudo que está posto e ao que está por vir, pois nas brechas nas quais atua, possibilita uma formação pessoal e profissional entrelaçada de maneira a formar-se sujeito reflexivo.

Não deixe de buscar também fora da escola

Não existe saída, a capacitação docente é fundamental e imprescindível! Por isso a busca por formação deve ser contínua e como falamos no decorrer do artigo existem diversas formas de aprender dentro da escola mas quero deixar claro também que a busca por formação fora da escola precisa ser uma opção válida. O assunto fica ainda mais sério quando se trata da formação de professores para educação inclusiva! Como receber crianças com a Síndrome de Down, Dislexia, Autismo e TDAH… como incluir alunos que se comunicam com Libras? É necessária formação pois sabemos que toda escola precisa atender todas as crianças. Aqui deixamos o convite para formação dos professores, entre em contato agora! Solicite informações e diga que você foi indicada pelo nosso blog que terá ainda mais benefícios! É melhor ainda quando você pode contar com  certificados reconhecidos! Não perca tempo e aproveite essa grande oportunidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

BANYAI, I. Zoom. São Paulo: BRINQUE BOOK, 2004.

CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Petrópolis: Editora Vozes, 1994.

SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

SCHWARTZ, Y. Trabalho e uso de si. In Revista Proposições. UNICAMP, v.1 n.5 (32), jan. 2000.

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Estudando a Arte Brasileira

A arte é uma das expressões mais antigas. É representada e vivenciada pelo homem das cavernas que praticava a arte rupestre.

Mais tarde, a representação da arte pode ser vista por várias civilizações como a arte egípcia, arte mesopotâmica e arte ibérica. Seus artistas e artesãos produziam obras que abordavam temas como culto religioso e político.

Como podemos observar a arte sempre foi a forma de representação, de expressão de uma civilização e sua cultura.

A arte possui sua importância como forma de interpretação dos sentimentos, das ideias, das ações e das manifestações do homem no mundo.

Vamos comentar sobre alguns pintores famosos, que com suas obras homenagearam pessoas, criaram técnicas e invenções.

 

programa de visitas guiadas para o 2º semestre e seria um enorme prazer recebe-lo!

 

Para maiores informações, assista a matéria que foi feita pela Rede Globo para o jornal SP TV no link abaixo.

 

https://www.youtube.com/watch?v=-VSXAk9IpiA&t=24s

 

Entre em contato conosco com amarilis@gustavorosa.org.br  e agende sua visita!