A criança de ontem

Será que a criança de hoje e igual a criança de ontem?

Fazendo um exercício bem rápido… a sua criança se parece com a criança que sua mamãe foi?

É, parece que as infâncias estão cada vez mais distintas e essa é uma discussão que dá pano pra manga e mexe fundo com as nossas emoções, não é verdade?

Leia: Uma viagem no tempo: as lembranças do aluno que fui

O Ser Criança

De acordo com uma importante autora da área da infância, Clarice Cohn, para que possamos nos aprofundar nesta discussão, precisamos nos desvencilhar de antigos conceitos (como a ideia da “tabula rasa”, da inocência fundante da criança, de que elas são “o futuro” e não o presente, tornando-as “pequenos adultos”) e abordar o universo da infância, compreendendo o que é ser criança e como podemos contribuir de modo a favorecer e potencializar o seu desenvolvimento nesses primeiros anos de vida.

A mudança de paradigma se dá, uma vez que passamos a invés nos anos iniciais, evitando esperar pelo que ela virá a ser. Sabemos que os primeiros anos de vida se constituem como um período de grande relevância, sendo concebidos como “janelas de oportunidade” para o desenvolvimento de todas as áreas (cognitiva, física, afetiva e socioemocional).

As experiências vividas pela criança, nesse período, marcarão para sempre a sua vida. Por tudo isto, resolvemos discutir melhor alguns aspectos relevantes sobre o “ser criança”.

Na Idade Média, a criança era vista como diferente do adulto apenas por atributos físicos, como pelo seu tamanho e/ou força, sendo concebidas como ”adultos em miniatura”.

Tão logo terminavam de mamar e começavam a andar de modo mais independente, as crianças eram inseridas no universo adulto sem qualquer distinção. Participavam do cotidiano dos adultos, de seus assuntos e, muitas vezes, de suas responsabilidades. Até suas roupas assemelhavam-se às dos adultos. Nessa época, não havia o que os autores chamam de “sentimento de infância”, caracterizado pela consciência das particularidades dessa etapa do desenvolvimento, com diferentes modos de pensar e sentir e com diferentes necessidades, que se distinguem essencialmente do universo adulto.

Rosa e Azul (alternativamente intitulada As Meninas Cahen d’Anvers) é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. Produzida em Paris no ano de 1881, a obra retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra conservada desde 1952

Nesse momento sócio-histórico, a criança era vista como um contraponto do adulto, considerando o seu papel na sociedade, suas ocupações, participações e responsabilidades que eram pautadas nas responsabilidades da vida adulta.

A partir do século XVIII, com as reformas religiosas, o “sentimento de infância” começa a ser desenvolvido. A afetividade no contexto familiar ganha um maior destaque. A criança passa a ser concebida como um ser social e assume uma participação maior nas relações familiares e na sociedade, passando a ser vista como um indivíduo com características e necessidades próprias, diferenciadas do adulto.

É reconhecida como inocente, ingênua e graciosa, e ao mesmo tempo como imperfeita e incompleta. O trabalho foi gradativamente substituído pela educação escolar, que também assume um importante papel, o de “formar para o futuro”. Assim, a criança passa também a ser concebida como “um investimento futuro”, de maneira que, mais uma vez não é valorizada em suas características e necessidades atuais.

A partir de então, surgem, cada vez mais, estudiosos preocupados em compreender diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, considerando ações pedagógicas, de saúde, privilegiando aspectos emocionais, da dinâmica familiar, bem como seu papel na sociedade.

Leia também: Mas, afinal, o que é infância?

Usar todo esse conhecimento na hora de fazer os registros vai ajudar você e seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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