No post anterior falei sobre a Formação do Professor e alguns pontos importantes sobre a capacidade de se adequar aos novos desafios, aprendendo e se apropriando de novos conhecimentos; procurando acompanhar as tendências da época.

Agora que foi dado o contexto vamos falar da diversidade humana, vamos fazer o recorte para o contexto em que vivem as escolas.

O Desafio

Desafiar a capacidade didática do professor é o fator que poderá determinar se esse profissional está ou não pronto para assumir este trabalho.

 Mas espera aí…. Não estar pronto não é um problema, pois na verdade estaremos sempre num processo contínuo de preparação, para sermos cada vez melhores naquilo que fazemos e para dar conta de atender a complexidade que é a aprendizagem humana.

  •  Dispor de auxílio técnico para as formações: muitas escolas adotam a política de formação indoor, que é trazer profissionais experientes de uma determinada área, para falar de assuntos que são necessários e específicos daquela escola.
  • Favorecer a participação das famílias: os pais têm muito a contribuir e muitas vezes podem nos ajudar com as dificuldades em relação aos alunos. Traga as famílias para perto.
  • Fazer uma autorreflexão sobre sua atuação profissional; ter criatividade; não esperar respostas prontas; acreditar que é possível que todos possam aprender e entender a inclusão como um processo contínuo é um exercício diário. Pratique professor!

Não há caminho melhor para o trabalho com a diversidade do que o processo formativo constante e a troca de conhecimento. A eduqa.me busca contribuir neste aspecto, proporcionando a troca de conhecimento, partilha de atividades e reflexão coletiva dos professores através dos textos; além disso se preocupa e gosta de ouvir você professor. Inclusive este texto, assim como outros, foi inspirado no pedido de uma professora que acompanha as nossas publicações, e isso é formação.

Otimizar o tempo é um caminho. A Eduqa-me também ajuda o professor a organizar os seus registros para dedicar o seu tempo àquilo que realmente importa, como neste caso, ter mais tempo para a formação.

Através do nosso blog #Naescola você encontrará muito material não só para trabalhar em sala de aula, mas para serem discutidos nas reuniões de professores com um caráter mais formativo. Hoje em dia há muito conteúdo na internet, mas temos que tomar cuidado e conhecer sempre quem são as pessoas que produzem estes saberes.

http://naescola.eduqa.me/

 

A responsabilidade de formar profissionais é muito grande, assim como a de formar pessoas,  e a Eduqa.me tem um grande envolvimento e comprometimento com isso.

Ideias para capacitação:

Cursos rápidos e à distância são boas opções, já que depois estes conhecimentos podem ser partilhados com os colegas de trabalho e praticados em sala de aula.

  • Faça grupos de escuta: grupos de escuta são espaços criados dentro da escola, que podem ser mediados pelo coordenador pedagógico ou pelo psicopedagogo, a fim de dar voz às angústias e necessidades que aparecem a partir das relações dos professores com os alunos. Um espaço para falar, ouvir, respeitar, não julgar e partilhar sentimentos em busca de boas estratégias para o trabalho pedagógico.
  • Faça grupos de estudo de caso: estude os problemas que existem na  sua escola. Se há um aluno com uma síndrome que nunca ouviram falar, envolva a todos, pois hoje este aluno é seu e amanhã será meu. Permita-se pesquisar para além das atividades pedagógicas e assim, numa discussão e estudo coletivo, podem construir formas de trabalho interessantes e sentir-se leve, sem o peso da culpa por não conseguir fazer com que aquele aluno aprenda… não há culpados quando há partilha,  e ao dividir com o outro as nossas preocupações nos sentimos bem melhor e mais motivados.

Depois de tudo isso, não se pretende aqui que o professor saia com aquela sensação de que ele não tem conhecimento, muito pelo contrário. A ideia professor,  é que você valorize o seu saber SEMPRE e, assim, entenda esta auto valorização como uma estratégia que minimizará o seu próprio medo do novo, propiciando atitudes positivas no trato com a diversidade.

Quando se troca conhecimento e se estuda sobre as dificuldades, estas passam a se configurar de outra maneira, com um olhar prospectivo, de soluções, estratégias e caminhos.

Mas o que estudar? Que capacitação fazer?

O que for necessário! Depende de cada realidade! A única certeza que se tem é que se deve construir caminhos de aprendizagem não só para o aluno, mas também para o professor.

 

Referências:

ARROYO, M. G. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000. 251 p.

DUQUE, L. F. A aula da xícara: uma experiência sobre a relação professor-aluno. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

______. E agora? o que eu faço? conversas sobre inclusão escolar. São Paulo: Lura Editorial, 2015.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2002. 165 p. (Coleção Leitura).

______. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.

JUNIOR, P. G. e CHIES, F. .Dez elementos para quem quer ter êxito como professora ou ser professor.  Centro de Estudos em Filosofia America. 06/05/2005. Disponível em:  www.filosofia.pro.br. Último acesso em 11/03/2012.

PERRENOUD, Ph. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre : Artmed Editora, 2000. (trad. en portugais de Dix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage.Paris : ESF, 1999).

PERRENOUD, Ph., GATHER THURLER, M., DE MACEDO, L., MACHADO, N.J. e Allessandrini, C.D. As Competências para Ensinar no Século XXI. A Formação dos Professores e o Desafio da Avaliação. Porto Alegre : Artmed Editora, 2002


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