Personalização do Ensino na Educação Infantil
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Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

Brincando de aprender
Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional
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Brincando de aprender

Pare e observe uma criança brincando.

velha infância

Atente para a forma como as crianças interagem com o mundo, constróem seus conceitos, realizam suas descobertas com pequenos objetos de pano, plástico ou madeira. Vá um pouco além…

Busque na memória os seus brinquedos favoritos e tente se lembrar das coisas que exploraram juntos. Muitas vezes os adultos consideram o brinquedo um simples passatempo para a criança, desconsiderando que ali, naquele círculo mágico, está uma situação real de aprendizado.

A criança precisa ter a liberdade para decidir com o que brincar e a lidar, desde então, com as suas escolhas. Ao ser desafiada a construir e desconstruir o seu conhecimento, em várias possibilidades, é que surge uma relação afetiva com àquele objeto que a acompanha em cada etapa do processo do desenvolvimento infantil.

Por vezes, aos olhos dos pais, a simplicidade de um brinquedo em relação à um outro brinquedo importado e/ou a destruição daquele novo de plástico, quase intocado, causa uma certa decepção.

Como pode esta criança gostar mais de uma vasilha de plástico do que este brinquedo tão cheio de intenções pedagógicas e feito com materiais específicos, não é mesmo?

O que muitas vezes os adultos não entendem é que, para explorar o aprendizado, entender o funcionamento e adquirir novos conhecimentos é preciso experimentar todas as possibilidades.

casa de madeira

Isso não faz da criança uma destruidora, tampouco demonstra falta de zelo com seus pertences. Ao contrário: demonstra liberdade para aprender. Como dizia o poeta “disciplina é liberdade”, e para imprescindível que durante este processo haja orientação dos adultos que a acompanham quanto à utilização, preservação, uso coletivo – como na escola, por exemplo – para que estes momentos de interação sejam sempre muito agradáveis.

 “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo. Aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação e moralidade.” Vygostsky

Assim, a criança que interage com o brinquedo dialogando, criando suposições, situações e problemas, alimenta a sua fantasia e criatividade. Frequentemente dão vida e forma às suas brincadeiras convidando os adultos a entenderem o seu universo particular.

Quando brinca com outra criança, ela coloca em jogo sua capacidade de interação social ao permitir que o outro faça parte de algo tão seu.

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Se pararmos para observar, não raro vemos como as crianças dão umas às outras orientações de como brincar, pois trata-se de uma brincadeira dela e para que a outra participe é necessário que conheça as suas regras.

Se nesse momento houver um acordo entre elas, tudo certo e todo mundo brinca junto e 1 misturado. Mas se por ventura isso não acontecer, é sinal que de um desentendimento está por vir. A maior sorte de ser criança é que estes momentos são instantes e logo em seguida – após um ajuste de argumentos – a brincadeira segue.

Em situações como esta, a intervenção dos adultos deve ser extremamente cautelosa para que não se tome partido de um dos lados – é apenas para que a paz permaneça.

Nas brincadeiras convencionais em grupo, onde existem regras estabelecidas que precisam ser respeitadas, a interferência de um adulto ou alguém mais velho define o bom andamento do jogo. As crianças são naturalmente curiosas e questionadoras e sempre querem saber com riqueza de detalhes o porquê das regras. Ao entendê-las, toda a brincadeira se desenrola bem, todo mundo se diverte e aprende com bastante alegria.

Quando criança se envolve com o brinquedo ou jogo ao ponto de não querer parar de brincar é porque naquele momento acontece o processo do seu aprendizado. Brincar é ter o conhecimento do próprio corpo, do tempo, espaço, das emoções, além das interações sociais e socioafetivas desenvolvidas e uma sensação incomparável de prazer, liberdade e autonomia.

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Texto: Tatiana Bueno – Fisioterapeuta e estudante de Jornalismo. Tatiana tem um olhar curioso sobre o mundo e desde pequena acompanha, de perto, o dia a dia da mãe, professora de Educação Infantil. Seus textos são reflexivos e trabalham com a proposta de extrapolar os muros da escola.

A importância de brincar ao ar livre – e o que cada brincadeira pode ensinar às crianças

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

Atividades/Movimento/Natureza e Sociedade/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo
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A importância de brincar ao ar livre – e o que cada brincadeira pode ensinar às crianças

Já trabalhei em uma escola onde tudo era motivo para manter as crianças dentro do prédio: a lama nos tênis sujaria o piso, as gargalhadas muito altas perturbariam outras turmas, alguém poderia se machucar, “acho que vai chover”. Realmente, o trabalho de toda a equipe, desde professores até funcionários que cuidam da limpeza, se torna mais fácil uma vez que os alunos estão sempre entre quatro paredes. O desenvolvimento infantil, porém, é prejudicado – e não apenas nas habilidades físicas, como você poderia imaginar.

Sim, as crianças ficarão sujas no pátio. Algumas provavelmente voltarão com arranhões e podem acontecer pequenos conflitos entre colegas. Respire fundo. Tudo isso é positivo (até mesmo as brigas) e está estimulando o cérebro. Como? Vamos aos fatos.

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

Pesquisas mostram que brincar ao ar livre melhora desde a saúde até o aprendizado (foto: Huff Post)

O que dizem as pesquisas

Há inúmeros estudos sobre o tema que comprovam os benefícios de se deixar as crianças brincarem ao ar livre. Uma pesquisa da Universidade de Regina, no Canadá, acompanhou 306 crianças e jovens para medir o tempo que cada um deles passava brincando do lado de fora. Concluíram que aqueles que gastavam mais horas ao ar livre não só estavam em melhor forma física como eram 3 vezes mais propensos a atender às diretrizes de atividades físicas diárias.

Outra pesquisa, chamada de Teoria da Higiene, afirma que estar em contato com a natureza – e com a sujeira, as bactérias e tudo o mais que preocupa pais e cuidadores – é, na verdade, positivo e ajuda na criação de anticorpos. Crianças acostumadas a ambientes esterilizados, por outro lado, têm maior tendência a ficar doentes e desenvolver alergias.

A coletividade e o trabalho em equipe são algumas das competências estimuladas nas brincadeiras ao ar livre (NPR)

A coletividade e o trabalho em equipe são algumas das competências estimuladas nas brincadeiras ao ar livre (NPR)

Quais as vantagens de brincar lá fora

A lista é longa. De acordo com pediatras, psicólogos e educadores, brincadeiras ao ar livre estimulam:

  • A atividade física – ter espaços abertos para correr torna as crianças mais ativas e elas passam a ter mais energia para realizar qualquer tarefa;
  • O aprendizado – quanto mais a criança se move nos primeiros anos de vida (dos 0 aos 6), maior é o estímulo cerebral. Isso ocorre especialmente no cerebelo, região responsável pela organização espacial e equilíbrio. O desempenho em sala de aula também melhora: há uma relação positiva entre os exercícios físicos e brincadeiras coletivas com o rendimento intelectual;
  • A criatividade – levar as crianças para o pátio sem brinquedos pré-fabricados permite que elas inventem as próprias brincadeiras e coloquem a imaginação para funcionar. Por estarem em um ambiente em que nem tudo é controlado, elas aprendem a lidar com imprevistos e elaborar soluções;
  • A autonomia – crianças que brincam ao ar livre com maior frequência costumam ser mais independentes. Mas, atenção: para isso, é preciso que os adultos se afastem e permitam espaço para que elas mesmas tentem resolver seus problemas;
  • A coletividade (ou as relações sociais) – nada de deixar cada um brincando em um tablet ou celular. Desenvolva atividades em grupo, que ensinam os pequenos a criar laços entre si, lidar com discordâncias e comportamentos alheios. Se possível, permita que turmas de idades diferentes passem tempo juntas; dessa forma, elas aprenderão mais umas com as outras;
  • A saúde – a princípio, brincar do lado de fora faz com que as crianças desenvolvam anticorpos e se tornem mais resistentes a doenças. A luz do sol também é necessária para o crescimento saudável. Contudo, outro ponto positivo é que elas passem a conhecer seus corpos e saibam quando estão bem (ao arranhar um joelho, por exemplo), ou quando de fato precisam de ajuda (quando sofrem um ferimento mais sério).
  • O contato com a natureza – esses são os momentos em que elas podem interagir com o espaço natural. É brincando ao ar livre que as crianças vão reconhecer diferentes texturas (areia, barro, água, grama), experimentar e identificar horas do dia (manhã, tarde ou noite) por causa da luz, encontrar cheiros e sensações desconhecidas.
Os espaços devem ser verdes, com gramado, plantas e playground, para atrair as crianças (foto: G2G Outside)

Os espaços devem ser verdes, com gramado, plantas e playground, para atrair as crianças (foto: G2G Outside)

Qualquer lugar vale?

Não. Pátios e parques devem ser espaços verdes, com gramado e, de preferência árvores e plantas. O playground, com balanços e escorregador, é outro atrativo para os pequenos.

Por outro lado, áreas de chão batido, cimentadas, sem aparatos para brincar não são convidativas. Cientistas na Dinamarca analisaram o comportamento de meninos e meninas em diversos pátios e descobriram que, quando essa é a opção apresentada, as crianças tendem a ficar mais tempo paradas, o que contribui para o sedentarismo.

As brincadeiras antigas têm espaço garantido e trabalham habilidades como ritmo, agilidade e força (foto: Online Athens)

As brincadeiras antigas têm espaço garantido e trabalham habilidades como ritmo, agilidade e força (foto: Online Athens)

Resgate brincadeiras da sua infância

Ao levar sua classe para fora, por que não relembrar algumas de suas brincadeiras favoritas? A Revista Crescer listou algumas brincadeiras tradicionais e quais habilidades elas desenvolvem:

  • Amarelinha, peteca ou pião – combinam visão e coordenação motora, além de desenvolver força, destreza e senso de distância;
  • Corrida de saco, pular corda ou elástisco, pula-sela – estimulam a força física e o ritmo, já que os participantes precisam coordenar movimentos;
  • Morto-vivo, cabra-cega, esconde-esconde, pega-pega, caça ao tesouro – além da coordenação motora e agilidade, esses jogos promovem o pensamento estratégico e o trabalho em equipe;
  • Cabo de guerra – ensina a unir forças e trabalhar em conjunto por um objetivo;
  • Catavento, pipa ou pé-de-lata – ótimas opções para as crianças construírem os próprios brinquedos, usando a motricidade fina e a criatividade;
  • Bambolê, batata-quente, dança das cadeiras, queimada – combinam motricidade fina, agilidade e ritmo;
  • Roda, ciranda-cirandinha, escravos de Jó – boas alternativas não só para trabalhar a coletividade, como também para ampliar o conhecimento cultural das crianças, com músicas populares de diferentes épocas e regiões.

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Leia mais:

Revista Crescer – Brincar ao ar livre faz bem

Revista Crescer – Brincadeiras que atravessam gerações

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Guia Infantil

Hype Science

Mais Equilíbrio

 

3 gerações respondem: Qual era sua brincadeira preferida na infância?

A natureza sempre fez parte da infância - e isso precisa continuar (foto: reprodução/Nature Valley)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Relatórios
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3 gerações respondem: Qual era sua brincadeira preferida na infância?

O que é melhor: brincar do lado de fora, em contato com a natureza, ou dentro de casa, com um tablet ou computador? A resposta varia de acordo com a idade do entrevistado. Apesar de a tecnologia ser uma ferramenta que oferece, comprovadamente, diversas possibilidades de aprendizado (entre elas, o raciocínio lógico e a motricidade fina), quem convive com crianças pode observar claramente uma falta de limites no uso desses aparelhos.

Para incentivar o redescobrimento da natureza, uma campanha lançada no Canadá entrevistou pessoas de três gerações diferentes com a pergunta: o que você fazia para se divertir na infância? As respostas dos primeiros grupos são um contraste chocante com as do último, quando as crianças conversam sobre longas horas gastas em frente a telas.

O vídeo da empresa Nature Valley (e traduzido pela Eduqa.me) faz parte da campanha #RediscoverNature. Ele levanta um debate sobre o que a geração atual realmente ganhou e perdeu com o advento da tecnologia. Ao mesmo tempo, é um convite para que pais, familiares e educadores desenvolvam mais atividades prazerosas do lado de fora e cultivem nos pequenos o contato com o meio ambiente.

A natureza sempre fez parte da infância - e isso precisa continuar (foto: reprodução/Nature Valley)

A natureza sempre fez parte da infância – e isso precisa continuar (foto: reprodução/Nature Valley)

Na campanha, adultos e idosos contam o que faziam para se divertir quando pequenos - e temem que as novas gerações nunca experimentem aquelas brincadeiras (foto: reprodução/Nature Valley)

Na campanha, adultos e idosos contam o que faziam para se divertir quando pequenos – e temem que as novas gerações nunca experimentem aquelas brincadeiras (foto: reprodução/Nature Valley)

Para entender melhor as vantagens e cuidados necessários no uso de aparelhos eletrônicos na infância, confira Computadores, tablets e celulares – eles têm vez na sala de aula?, em que uma consultora em tecnologia educacional explica formas positivas de se trabalhar com os alunos no mundo virtual.

Entender qual a brincadeira preferida e perceber como a criança se comporta diante dessa e de outras brincadeiras vai te ajudar a fazer os registros mais específicos do seu aluno no processo ensino-aprendizagem.

Essas anotações são importantíssimas e devem ser feitas individualmente com os relatórios individuais  fica bem mais fácil acompanhar a evolução desse pequenino, não é? Então, minha dica é que você tenha frequência na escrita e indícios com fotos e vídeos em um local seguro de maneira simples.

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