Atividade: A arte do Toque
Atividades/Registros
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Atividade: A arte do Toque

As crianças possuem uma natureza singular e genuína que as caracteriza como seres que sentem, pensam e experimentam o mundo de um jeito próprio. Vamos refletir um pouquinho sobre esse jeito de ver o mundo?

Hoje preparamos uma atividade que explora o tato.

Descrição da Atividade

Peça para as crianças se juntarem em duplas e fecharem os olhos ( como alternativa, pode-se vendar os olhos das crianças desde que isso não ocasione medos ou outros problemas de comportamento).

Dê a cada uma delas um objeto para tatear, como uma bola, uma pena, um brinquedo ou uma caixa surpresa. Peça-lhes para que através do tato, descrevam o objeto, sem contar o que ele é para o seu parceiro, até que ele adivinhe.

Em seguida, mude as duplas e os objetos de cada um.

Registre!

  • Como as crianças reagiram ao toque?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim?
  • Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade?

Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve
Carreira/Formação/Rotina pedagógica
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Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve

Ser professor: uma beleza que não se mede, que não se descreve!

professor pensativo

Muitos dizem que ser professor não é uma profissão como qualquer outra, mas sim, uma vocação. Há quem concorde e quem discorde disso, mas o que vale é entender que ser professor, não é para qualquer pessoa.

Há uma beleza que não se mede, que não se descreve! Ser professor é inovar todos os dias a profissão, seja por vocação ou não, com uma nova visão.

Inovar a profissão é o grande desafio na arte de ensinar, por isso, o que se deve é encantar e enfeitiçar, para que os alunos tenham desejo em conhecer e prazer partilhar, o que sabem e o que não sabem neste longo caminho que a vida há de lhes dar.

O professor é a “Chave”, como nos diz Oldney Lopes em seu poema:

Se os livros alimentam o saber

O mestre proporciona-lhes sabor

Se são enigmas a resolver

O educador é o codificador.

Que seria do livro e do leitor

Sem orientador a despertar

Idéias e sentidos, corpo e cor,

Na relevante ação de mediar?

Se há na escola uma qualquer contenda

O docente é o reconciliador

Se há conflito que obstrua a senda

O mestre mostra-se apaziguador.

Que seria de uma escola sem docentes?

Salas vazias e paredes nuas

Prédio deserto, árido e silente

Portal do nada, a esmaecer nas ruas.

É que a jornada, sem apoio e guia

É trilha escura, sem norte e sem destino,

Pois falta o rumo da sabedoria,

Facho de luz, clarão para o ensino.

Sendo os alunos pássaros que tentam

Os seus primeiros vôos do saber

É pelas mãos dos mestres que alimentam

A fome insaciável de aprender.

Se, entretanto, as agruras são gaiolas

Que encarceram o aluno em estupor,

A porta que liberta é a escola

E a chave que a destranca é o professor!

professora feliz

A sociedade tem enfrentado grandes mudanças e juntamente com ela a educação, que não se consegue dissociar. Isso implica que  o professor acompanhe esta mudança e traga este encantamento do poema para a sala de aula.

É necessário resgatar e valorizar o professor que você é, já que isso, enquanto profissional, fará a diferença na construção de uma sociedade melhor, de um mundo melhor. Independente da profissão que o seu aluno escolher ele sempre terá um professor. Se acessarmos as nossas memórias de infância, lá estará o professor, por isso, é inegável e indiscutível a relevância deste papel para os alunos e para a vida.

Melhorar o que se faz deve ser uma preocupação eterna, que se reflete no sinónimo de desenvolvimento profissional e pessoal dos professores e tem como objetivo, consequentemente, a melhoria da qualidade do ensino.

A chave sempre será o professor, nunca se esqueça disso!

Registre!

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Tudo em um único lugar! Tire fotos do material produzido ou, ainda, filme. Isso enriquecerá o portfólio delas e será uma ferramenta útil para a avaliação!

 

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Readaptação e acolhimento na Educação Infantil: como agir?
Desenvolvimento Infantil/Socioemocional/Relatórios
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Readaptação e acolhimento na Educação Infantil: como agir?

Quando as crianças já são veteranas na escola, tanto os pais quanto os professores podem entender que não há muito com o que se preocupar, pois eles já conhecem o espaço, os colegas e os professores. São com os calouros, ou melhor, com os pequenos ingressantes que se deve ter um maior cuidado, atenção e acolhimento.

Na verdade, não é bem assim! A readaptação na Educação Infantil é tão importante quanto a adaptação, e é carregada de sentimentos e mudanças, pois sair do ambiente da sua casa e ter que superar novos desafios não é tão simples quanto parece.

Para os pequenos, as férias são na maioria das vezes, muito agradáveis só pelo fato de saírem da rotina, estarem mais perto dos pais, brincarem livremente e curtirem a sua própria casa e os seus brinquedos. Ter que sair deste espaço tão conveniente e agradável é o que torna necessário, uma postura acolhedora por parte das escolas e também dos pais neste processo de readaptação.

Voltar para a escola, depois destes momentos tão agradáveis de prazer e liberdade, faz vir à tona na criança o sentimento de separação e de ruptura, e isso às vezes mostra-se um pouco doloroso para ela. As impressões e sensações sobre a escola, podem apresentar-se um tanto quanto desorganizadas, pois ao mesmo tempo que há lembranças positivas da escola e das coisas boas que acontecem lá, há também as lembranças afáveis e alegres de estar em casa. A criança vive um dilema, como se tivesse que escolher “a escola ou a casa”, por isso, o sofrimento que a deixa insegura para voltar a rotina.

criança de mochila dando tchau Veja agora, algumas dicas sobre como agir neste processo de readaptação da criança e que envolve não só a escola, mas também os pais:

 Para os pais:

  1. A criança pode chorar e dizer que não quer ir à escola. Isso é normal! Ajude-a a lembrar o quanto a escola é um espaço divertido e alegre. Tenha calma e transmita sempre confiança e segurança ao seu filho.
  2. Procure não se atrasar para chegar à escola e para buscar a criança de volta para casa. O atraso pode colocar a criança em evidência e a expor de alguma forma e a espera pode ser terrível e despertar sentimentos ruins como ansiedade, abandono e medo.
  3. Incentive que seu filho partilhe a experiência das férias com os amigos. Isso pode ser motivador e reaproximá-los ainda mais.
  4. Converse com o seu filho sobre a escola. Mostre interesse pelo dia dele e conte como foi o seu dia também.
  5. Expresse os seus sentimentos! Diga que os ama e que voltar ao trabalho também é difícil para você, mas recorde das coisas boas de voltar a rotina, assim como fazê-lo perceber que virão outras férias e outras readaptações a escola.

Para os professores:

  1. A criança necessita se RECONHECER novamente no espaço escolar. Ajude-a a sentir-se à vontade, lembrando-a dos bons momentos que já passaram ali.
  2. Dê colo! Os pequenos vão chorar e precisam de toque, carinho, acolhimento e  a compreensão dos seus sentimentos.
  3. Permita que as crianças entrem no ritmo gradativamente. Não é 8 e nem 80, mas é um misto de atividades livres e dirigidas.
  4. Proporcione momentos para ouvir a criança! Organizar rodas de conversa é uma boa estratégia.
  5. Preocupe-se em reforçar os vínculos e construir uma relação harmoniosa e respeitosa entre todos.

Nas primeiras semanas só veremos turbulências e dificuldades, mas logo tudo se ajusta e a rotina volta a funcionar como antes. Dependerá da nossa persistência, paciência e da quantidade de confiança e segurança que investiremos na interação com as crianças.

Não podemos nos precipitar e ignorar este momento tão importante e que carece dos nossos melhores cuidados, já que para a criança, readaptar-se à escola está intimamente relacionado a forma em que ela é acolhida. Readaptar e acolher ajuda a construir um ambiente saudável para que os pequenos se sintam felizes, seguros e dispostos a aprender.

Vale a pena observar e registrar como a criança tem se sentido durante as aulas. Uma anotação específica da criança, uma fala, um comportamento diferente que você percebeu. Você também pode inserir fotos e vídeos para tornar o registro ainda mais rico.

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Anotações individuais na Eduqa.me

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 Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.