Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

Fonte: apostila PPI

Atividades/Registros
0 Comments

Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

A importância do brinquedo para o desenvolvimento da criança é fato. Longe de ser um objeto qualquer para ocupar as crianças nos seus momentos livres, os brinquedos são fundamentais para o estabelecimento de relações de simbólicas e de constituição da personalidade, além de poderem ser mediadores de funções pedagógicas.

Daí a necessidade de que a escolha do brinquedo, pelo adulto, seja criteriosa e leve em conta, além de aspectos ligados à segurança e ao interesse da criança, a faixa etária de quem irá brincar com ele.

A apresentação das brincadeiras (em escolas, creches, em casa) às crianças de diferentes idades e a aprendizagem dessas brincadeiras, do mesmo modo, também dever ser estabelecida a partir de um critério mediado por adultos.

Afinal, algumas brincadeiras exigirão das crianças habilidades específicas, só adquiridas

Os ambientes fechados devem ter estimulos adequados, sem exageros visuais e com mobiliários adequados, levando em conta as faixas etárias.

Ao ar livre as atividades devem acontecer nos horários de sol saudável. Deve ser observado se a areia é tratada e se não há objetos como lascas, pregos, vidros e outros objetos perigosos.

É muito importante utilizarmos a brincadeira não como o único recurso para estimular o aprendizado, mas como mais um, entre outros, como as artes, o movimento e a música. Para tanto, devemos considerar que: brincar deve acontecer num espaço seguro, sempre com um adulto por perto.

Espaços Lúdicos:

  •  A brinquedoteca
  • O cantinho da leitura
  • A sala de música
  • A hora do lanche

Além de tudo isso, brincar é bom demais, não é mesmo? Há algo mais agradável do que o sorriso de prazer de uma criança que está se divertindo?

 

Gostou?

Então não deixe de acompanhar o nosso blog e curtir nossa página no facebook.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Personalização do Ensino na Educação Infantil
Registros/Rotina pedagógica/Identidade e autonomia/Socioemocional
0 Comments

Personalização do Ensino na Educação Infantil

Nós já conversamos sobre a importância do ócio criativo e também de como se estabelece o lúdico e a imaginação no especial Mundo da Fantasia na Criança.

Entendemos brevemente como acontece o lúdico e os processos imaginativos na criança e agora vamos refletir um pouquinho mais, na prática, sobre como o professor pode direcionar ou não o brincar ou a brincadeira ideal para cada criança na sua sala de aula.

Imagina a cena: Sala cheia, alunos agitados, cada aluno uma história, um mundo, uma realidade. Uns mais disposto que os outros. Alguns sonolentos, outros com fome, outros carinhosos e carentes.

E agora?

Como lidar com essas crianças?

Na cabeça do professor a tempestade mental : Tenho um planejamento > Fiz uma atividade> Preciso ensinar o que está no PCN > Preciso explicar a atividade e garantir que tenha material para o portfólio > O aluno X se recusou a fazer a atividade. E agora?

Calma, professor!

Sabemos que planejar uma aula é praticamente planejar com plano A, B, C e até o imprevisível, não é mesmo?

Temos um leque de possibilidades, de crianças diferentes e abordagens, métodos e técnicas que não sabemos para onde vão nos levar.

Como preparar atividades personalizadas na Educação Infantil?

Personalizar o ensino envolve muito mais que criar atividades para tipos diferentes de crianças, principalmente, na Educação infantil.

Conhecer seu aluno, ter Afeto e empatia por ele vai te ajudar muito na hora de preparar seu planejamento.

A Escuta Ativa é a melhor ferramenta para que você crie atividades que de fato serão interessantes e que vão propiciar a descoberta nesse universo infantil que é sua sala de aula.

  1. Ouça sua turminha
  2. Saiba dos interesses de cada aluno
  3. Perceba como cada criança se sente desafiada
  4. Observe como e quando cada aluno está mergulhado no aprender
  5. Converse com outros professores sobre abordagens, métodos e técnicas

Para guardar toda essa informação faça o registro do que você percebe em sala de aula.

Afinal de contas brincar não requer prática nem habilidade.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

Que tal aproveitar para criar atividades personalizadas que favorecem o aprendizado ?

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil. Visite nosso baú de atividades com mais de 5 mil atividades feitas por outros professores que estão no dia a dia da escola.

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

 

 

 

Dois jogos que não podem faltar na Educação Infantil
Atividades/Semanários
0 Comments

Dois jogos que não podem faltar na Educação Infantil

puzzle

Você já ouviu a frase: “aprender brincando é muito mais significativo para a criança?!”

Pois é!

Brincar é tão importante para criança como dormir, comer e ter direito a saúde e educação. Mas ainda assim, não é só isso.

Tem muito mais por trás de uma brincadeira, de um jogo, de uma atividade. Estimular o brincar é essencial para que a criança possa se desenvolver melhor.

Brincar é lei, conforme nos diz o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI, 1998).

Para o RCNEI (1998), o brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo tipo de material ou dos recursos utilizados. O brincar pode ser dividido em três modalidades básicas: brincar de faz-de-conta ou com papéis; brincar com materiais de construção e brincar com regras, os jogos.

O quebra-cabeça (puzzle) e o jogo da memória constituem o acervo dos jogos educativos mais populares das escolas e também os mais procurados na hora de presentear uma criança. E sabe por que?

Porque são excelentes recursos para ampliar o conhecimento e desenvolver habilidades necessárias para a aprendizagem da criança.

Em 1760, um cartógrafo inglês chamado John Spilsbury recortou um mapa sobre uma superfície de madeira e ao montar e desmontar cada “país”, deu origem ao quebra-cabeça. Só em 1932 o jogo passou a ser produzido em papel cartão, o que o popularizou devido a diminuição do seu custo final.

A princípio, o quebra-cabeça era utilizado como material de apoio ao ensino da geografia, depois, tornou-se um recurso para todas as áreas e é produzido em diferentes materiais como por exemplo o 3D.

Já o jogo da memória tem sua origem incerta. Há quem diga que foram os chineses os seus inventores, há quem diga que foram os antigos povos egípcios; contudo, o que se sabe é que este é um excelente jogo para se trabalhar a memorização e o raciocínio.

Nos consultórios psicopedagógicos, estes dois jogos não podem faltar, pois são recursos auxiliares no processo de diagnóstico e intervenção.

Ao trabalhar com estes jogos em sala de aula, fique atento as informações abaixo:

– Nível de dificuldade.

– Faixa etária.

– Tamanho e quantidade de peças.

– Tema explorado pelo jogo.

Se estes pontos não forem ajustados às necessidades e possibilidades das crianças, corre-se o risco de não aproveitar a riqueza dos materiais.

Por que brincar com o quebra-cabeça?

– Para ampliar conhecimentos (faz pensar sobre um assunto);

– Aprimorar a coordenação visomotora (preparação para a leitura e escrita);

– Desenvolver coordenação motora fina (escrita), criatividade, imaginação e paciência;

– Propiciar a socialização e trabalhar com a atenção, concentração, noção espacial, raciocínio lógico;

– Ajudar na organização**.

**Curiosidade: não é uma regra, mas crianças com problemas emocionais podem ter mais dificuldade em montar um quebra-cabeça, pois isso é capaz de representar simbolicamente a organização da própria vida (montar/desmontar –  organizar/desorganizar/reorganizar).

criança montando quebra cabeça

Por que brincar com o jogo da memória?

– Para desenvolver a escolha, confiança, autonomia, criatividade, atenção e concentração;

– Aprimorar a observação e a memorização;

– Treinar o pareamento e a relação de imagens;

– Perceber o posicionamento das peças no ato da organização do jogo (lateralidade);

memory game

– Trabalhar com regras**.

**Curiosidade: há um certo receio por parte de alguns professores da educação infantil em trabalhar com jogos de regra. Para eles isso não faz sentido, já que na educação infantil há como premissa a essência do brincar, a livre expressão da criança para criar e transformar qualquer coisa no que quiserem e imaginarem.

E você o que acha disso?

Contudo, os jogos de regras auxiliam na socialização, a lidar com a frustração, em ter mais naturalidade nas relações com o perder e o ganhar, além do que, possibilita a cooperação e a superação do egocentrismo, requisitos fundamentais para viver em sociedade.

E então, experimente em sala os dois e faça suas anotações sobre qual fez mais sentido.

Experimente a Eduqa.me e gaste menos tempo com tarefas administrativas.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar!

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

12 jeitos divertidos de usar Lego em sala de aula

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

Atividades/Desenvolvimento Infantil/Registros
0 Comments

12 jeitos divertidos de usar Lego em sala de aula

Blocos de Lego são brinquedos. São itens que as crianças costumam procurar voluntariamente e ficam animadas ao receber como presente, debaixo da árvore de Natal. Esse é apenas um dos motivos que o torna tão útil aos professores. Aulas ensinadas através do Lego não são vistas como tarefas escolares tediosas – pelo contrário, os alunos pensam que estão saindo no lucro! Vão mesmo deixar que eles brinquem de Lego em sala de aula?

A ideia de que crianças podem aprender por meio de brincadeiras não é nova nem controversa. Muitas pesquisas já concluíram – e muitos professores já repararam – que diversão e aprendizado não precisam ser mutuamente exclusivos. Inclusive, os resultados tendem a ser melhores para todos se forem trabalhados juntos.

Sendo assim, usar blocos de Lego como parte de seu plano de aula pode ajudar a explicar conceitos (que, de outra forma, seriam considerados chatos pelos alunos) de maneira leve e divertida. Muitos educadores já estão colocando essas ideias em prática com muito sucesso. Aqui vão algumas sugestões para começar.

USANDO LEGO PARA ENSINAR MATEMÁTICA VISUALMENTE

Muitas crianças aprendem melhor através da habilidade visual (em inglês, “visual learners”) e conseguirão compreender conceitos matemáticos mais facilmente se puderem vê-los de maneira atrativa. Lego pode ajudar com isso.

(foto: Lego Education)

(foto: Lego Education)

  1. Blocos de Lego para contar e medir

Entre as crianças menores, peças de Lego são úteis para ensinar números e matemática básica. Conecte vários blocos e peça que os alunos os contem, um por vez. Torne a atividade mais interativa propondo que eles meçam objetos dentro da sala de aula (ou, ainda, meçam eles mesmos! O seu braço tem o comprimento de quantos blocos de Lego? E suas pernas?). Se você escrever os números em algumas das peças, como na imagem acima, você ainda pode ajudá-los a aprender os numerais.

  1. Para visualizar aritmética e multiplicação

Como blocos de Lego têm tamanhos diferentes e uma variedade de peças que se encaixam em cada um deles, o professor pode usá-los para demonstrar problemas de aritmética.

Uma peça quadrada com quatro botões de encaixe ajuda a entender o que 2×2 significa. Ao conectar esse quadrado a um retângulo de oito botões, as crianças podem descobrir qual o resultado de 4+8. Colocando blocos diferentes lado a lado, é possível mostrar como frações funcionam – esse é 1/2 deste, que é 1/4 deste outro.

  1. Para mostrar padrões e simetria

Por possuírem diferentes cores e permitirem a construção de praticamente qualquer forma, Lego é a ferramenta perfeita para desafiar as crianças a criar padrões de simetria.

Um padrão pode ser simplesmente a alternância entre duas cores, como verde-vermelho-verde-vermelho, e assim por diante. Mas você pode sugerir padrões mais complicados – que representem sequências matemáticas ou formas geométricas.

USANDO LEGO PARA CRIAR E ILUSTRAR HISTÓRIAS

  1. Peças de Lego para contar momentos históricos

Aulas de história podem ser dadas somente através de livros, ou elas podem se tornar um exercício de imaginação. O que você acha que as pessoas que estavam lá sentiram? As crianças que construírem modelos de, por exemplo, um labirinto da mitologia grega ou um foguete que levou o homem à lua estarão mais engajadas em seu aprendizado do que estariam se simplesmente lessem a matéria.

  1. Para inspirar novas histórias

É provável que seus alunos já façam isso espontaneamente quando brincam de Lego em casa (especialmente após assistirem ao filme Lego Movie). Na escola, o professor pode encorajar a turma a criar narrativas em grupo ou a compartilhar suas próprias histórias com os colegas com ajuda dos blocos de montar. Adicione desafios: por que não um jogo em que uma das criança começa a história com suas peças de Lego e, em seguida, outra deve continuar a cena, e assim por diante?

  1. Combine Lego com outras mídias para um projeto

Cenários criados com Lego podem servir como inspiração para desenvolver narrativas. A classe pode definir alguns personagens e apetrechos para montar uma cena – uma princesa e um pirata lutando em um navio, por exemplo. A partir desse incidente emocionante, incentive-os a continuar o faz-de-conta e transformá-lo em um livro, um vídeo ou uma série de posts em um blog.

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

Documentar histórias com uma câmera ou o celular pode resultar em um projeto multimídia que envolverá toda a turma (foto: Google)

USANDO LEGO PARA PRATICAR A ESCRITA

  1. Forme letras com peças de Lego

A escrita com papel e lápis pode ser muito exigente para crianças pequenas. Por que não alterná-la com exercícios como esse? Escreva uma letra no quadro e convide a classe a copiá-la com seus blocos de montar (você também pode imprimir um modelo aqui e deixar que a turma construa sobre ele).

  1. Cole letras em cada bloco para criar palavras

Avançando no aprendizado da escrita, imprima e cole as letras do alfabeto em cada peça de Lego, para que os alunos possam praticar colocando-as juntas em várias ordens. Assim, eles descobrem novas palavras e exercitam a soletração.

  1. Cole palavras para criar frases

A evolução óbvia do exercício anterior. Imprima e cole palavras completas em cada bloco para treinar a construção de sentenças e transforme a escrita em um jogo tátil.

USANDO LEGO PARA EXERCITAR O RACIOCÍNIO

  1. Desenvolva sistemas de classificação

Conte às crianças como cientistas classificam coisas como plantas, animais ou elementos, mas que as categorias podem ser mais complexas do que imaginam! Eles precisam decidir a partir de quais características fazer a seleção.

Se o professor sugerir que a turma classifique suas peças de Lego, elas serão desafiadas da mesma forma. Eles as dividirão por cor, forma ou tamanho? Que nomes darão para cada grupo? Alunos diferentes podem elaborar sistemas totalmente diferentes.

Portanto, essa é uma lição valiosa sobre procurar por padrões e qual a lógica por trás dos sistemas taxonômicos. As crianças devem deixar a aula com uma compreensão mais profunda sobre as várias maneiras como o mundo pode ser ordenado.

Instigue a criatividade: além de casas, do que mais a cidade precisa? (foto: Google)

Instigue a criatividade: além de casas, do que mais a cidade precisa? (foto: Google)

  1. Para pensar nos desafios da cidade

Desafie a classe a construir uma cidade com o Lego – esse não é apenas um jogo divertido de imaginação, mas também gera um entendimento do mundo ao redor e um novo olhar sobre a cidade que veem todos os dias.

Deixe bem claro que a tarefa não é só construir casinhas. Eles podem pensar em tudo do que a cidade precisa e o que seus residentes vão querer. Ajude-os a definir espaços para as estradas, árvores, calçadas e todos esses elementos que fazem parte do planejamento urbano, e em que eles provavelmente não reparam em seu dia-a-dia. Mostre como foi importante que alguém tenha planejado e construído essas estruturas!

A atividade não somente dará uma nova perspectiva às crianças, como irá ajudá-las a ver o mundo como um constante exercício de solução de problemas – que eles estão aptos a resolver.

  1. Introdução a códigos

Ao elaborar códigos no computador, cada comando é crucial. Trabalhe a habilidade de dar instruções clara e corretamente com um jogo: as crianças precisam escrever ou falar comandos para que o colega construa os formatos de Lego que elas têm em mente. Isso deixa claro o valor de cada pequeno detalhe na execução do projeto – uma lição que pode ser usada tanto em computação quanto no mundo real.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

(Este texto é uma tradução do artigo “12 Unexpected Ways to Use LEGO in the Classroom”, do Edudemic. Clique aqui para conferir o original!)