OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Fonte: Disney Babel

Rotina pedagógica
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OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A principal prática do professor em sala é registrar. Mas para que ele faça essa prática há um trabalho imenso por trás.

Previa da sala de aula

Anteriormente é preciso que ele faça o planejamento. Crie ou se inspire em atividades com objetivos e estratégias para desenvolver as ações educativas dentro da Escola.

A documentação pedagógica, neste contexto, configura-se a estratégia de investigação que dá voz à infância. Possibilita a visualização dos processos de construção da aprendizagem, das experiências individuais e de grupo, por meio da observação e registros constantes da prática em sala de aula.

A atividade de documentar as ações educativas dá suporte e organiza a prática, de modo a suprir as necessidades do professor de tornar possível o diálogo entre a teoria e a prática, humanizar a aprendizagem, compreender melhor a cultura da infância, tornando o conhecimento significativo para os alunos.

A documentação pedagógica é elaborada das informações registradas com intuito de instigar e provocar o educador. Fotos, filmes, gravações, desenhos… Conteúdos que tornam evidente a aprendizagem.

Mas, como pensar esse documento?

 

Como comunicar? Para quem comunicar? Como estabelecer o diálogo entre a teoria e a prática? Como pode favorecer a aprendizagem da criança e a organização do ensino?

Essas e outras perguntas você deve se fazer antes de anotar por anotar.

Tudo que for escrito, registrado, catalogado, deve ter um porque.

Para te ajudar nessa tarefa a Eduqa.me criou ou área de planejamento que te pergunta passo a passo as informações da sua aula.

Veja na imagem abaixo:

Ao preencher essas informações você já está planejando e organizando seu pensamento.

Depois de criar a aula é hora de ir para a sala de aula e observar.

Veja como fica sua atividade na linha do tempo e como e como, com apenas um clique, você adiciona o registro:

Gostou?

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Fonte: Standard Forsuccess

Relatórios/Rotina pedagógica
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FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Em posts anteriores, trabalhamos assuntos e tópicos importantes para a prática do professor.

Falamos sobre a importância da observação, do registro, da reflexão e em alguns momentos abordamos a avaliação, mas não com a atenção que se deve.

Em todos os segmentos que compõem a escola, a avaliação se faz presente. É a partir dela que as transformações dentro da Instituição acontece de maneira a garantir uma aprendizagem cada vez mais significativa.

Leia mais em: 5 Passos para uma avaliação formativa de qualidade.

Toda avaliação deve considerar o processo de ensino e aprendizagem ocorrido, as estratégias e as situações utilizadas em sala de aula para contemplar tal processo.

A Prática Avaliativa

A organização de uma reunião de pais, relatórios e portfólios, são importantes ferramentas avaliativas, que vão além da preocupação com pauta e produção de texto.

Educadores, crianças e familiares são fundamentais para que a escola seja transformada numa comunidade de aprendizagem onde todos pensam, planejam, avaliam suas ações e seus trabalhos.

Portfólios, dossiês, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem à organização de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o educador, as próprias crianças e as famílias para poder ter uma visão evolutiva do processo e da evolução da criança.

O mais importante no processo de avaliação é o registro, pois é por meio dele que o educador coleta informações dia após dia. Essa constância do registro possibilita ao professor e ao aluno uma panorâmica dos passos percorridos na construção da aprendizagem.

A forma de registrar diariamente o caminhar da criança tem como objetivo mostrar a importância da aula planejada e das atividades escolhidas.

Não importa a ferramenta que você escolhe para fazer o registro, o que importa mesmo é que esse procedimento seja feito pautado no desenvolvimento holístico da criança.

Quando o registro é feito com esse olhar ficar fácil identificar qual aluno está com desempenho defasado, qual aluno precisa ser mais estimulado e qual precisa de atenção especial para desenvolver suas dificuldades.

Como vocês podem ver, é a partir de uma documentação pedagógica bem feita e uma prática refletida na criança e não em processos administrativos que as soluções ou sugestões sobre o processo de aprendizagem farão sentido.

Como fazer bom uso dessa prática?

O educador que tiver cadencia e coerência nos registros pedagógicos terá claro que a avaliação será para melhorar e propiciar avanços no trabalho e no desenvolvimento infantil e não apenas para cumprir protocolos burocráticos.

Para explorar ainda mais esse assunto selecionamos alguns materiais para que você baixe e faça bom uso dessas práticas.

Como preparar roteiros e pautas?

Leia mais em: 7 Dicas para organizar seus roteiros sem perder tempo

O que avaliar e de que maneira? 

Baixe nosso ebook em: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos. Legal, não é?

Agora que você já leu todo esse material sobre avaliação, que tal se inspirar e compartilhar as ferramentas que vocês mais usam para avaliação?

Escreva um email para deborahcalacia@eduqa.me.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

A Matemática na Educação Infantil
Atividades/Matemática/Carreira/Formação/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Materiais para Download/Relatórios
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A Matemática na Educação Infantil

 

A matemática está presente em nossa vida há muitos e muitos anos. Os mais antigos registros matemáticos de que se tem conhecimento datam de 2400 a.C.
Progressivamente, fomos evoluindo com a contagem,  medida de comprimentos e de áreas e outras novas invenções que foram afinadas e teorizadas criando conceitos cada vez mais perfeitos.

Se pararmos para pensar, tudo gira em torno de números, não é mesmo?

Os ponteiros, os quilômetros, os reais, a quantidade de amigos, as colheres de chocolate que vai no brigadeiro, o número de árvores plantadas, a quantidade de estrelas, as velinhas nos aniversários, a noção do tempo e espaço e por aí vai… A matemática sempre desempenhou um papel único no desenvolvimento das sociedades. E é na Educação Infantil  que recebemos a base para aprendermos sobre o raciocínio lógico, a noção espacial, a bilateralidade, os números cardinais e outras ações aplicadas a rotina diária infantil.

 

Aproveitar esses itens da rotina diária infantil para facilitar o aprendizado dos alunos é o que a Mathema faz. Nesse vídeo a Doutora em Educação pela USP, Kátia Stocco Smole, mostra diferentes formas de linguagens expressivas e comunicativas para acompanhar a matemática.
Veja aqui a importância de transformar problemas em soluções e desmistificar a Matemática na Educação de base.

 

O Grupo Mathema é uma instituição que há 20 anos pesquisa e desenvolve métodos pedagógicos inovadores para melhorar a qualidade do ensino da matemática. Ao longo da sua história, o Mathema tem compartilhado conhecimento com mais de 40 mil educadores que participaram das formações, impactando cerca de 1,2 milhão de alunos. A capacidade de resolver problemas e pensar criticamente são marcas essenciais da aprendizagem.

Clique aqui e assista às produções audiovisuais dos projetos e de ações desenvolvidas em parceria com importantes instituições. Aproveite e acesse agora 05 palestras exclusivas:

 

Nesse link você vai assistir: 
1- O que define um currículo de qualidade?

2- A matemática na educação infantil – pressupostos para o trabalho docente

3- Números e Operações: Jogos e Etnomatemática

4- Números e Operações – Língua Portuguesa e Estratégias Pessoais

5- Mathema | Diálogos sobre Educação

 

E se você não sabe em que lugar encontrar atividades para Educação Infantil, saiba que no Baú de atividades da Eduqa.me existem muitas, muitas atividades de linguagem, motricidade, artes e claro matemática! Clica que aqui e conheça o Baú de atividades da Eduqa.me

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

 

A importância da Literatura Infantil no desenvolvimento das crianças
Atividades/Linguagem/Desenvolvimento Infantil/Registros
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A importância da Literatura Infantil no desenvolvimento das crianças

Ler histórias, imaginar cenas, recriar personagens, vivenciar cada palavra trazida pelo autor.

É sonho de todos os atores da escola: fazer da Literatura Infantil uma experiência rica e inesquecível.

Embora essa seja uma grande aspiração de muitos educadores quando o assunto é leitura e escrita, sabe-se que tornar esse objetivo em realidade nem sempre é tarefa fácil.

Ao trazer obras literárias para a sala de aula, o professor sabe que carrega mais do que simples histórias em suas mãos. Traz expectativas, experiências sensórias, memórias e emoções que só podem ser vivenciadas a partir deste universo imaginário. Por isso, o principal fator considerado, quando a leitura está em foco, é a riqueza do processo de encantamento pelas palavras e de tornar-se leitor a partir delas.

Trabalhar com Literatura não se restringe a decodificar, resumir ou assimilar textos prontos e acabados, mas sim criar possibilidades para a construção de conhecimentos que tenham significado para os alunos. É, sobretudo, inspirar-se e comover-se com a obra lida, com os pensamentos e sentimentos presentes unicamente naquele livro. Através das histórias lidas, pessoas se conectam e partilham experiências, relacionam-se e interagem, formando uma teia que é desenhada dinamicamente.

professor lendo para crianças

Considerando  a leitura como um sistema particular de símbolos e signos que, uma vez dominados pelo indivíduo, tem repercussão em todo o desenvolvimento cultural da criança, também podemos perceber o peso desta atividade para o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Ao ler e / ou ouvir leituras, a criança apropria-se do mundo da linguagem e torna-se capaz de dizer de si e do outro, inventar situações e expressar pensamentos com fluidez, produzindo seus próprios textos.

Vale ressaltar, ainda, a Literatura como uma manifestação artística essencial para a expressão e desenvolvimento do sujeito, com finalidade em si própria. Neste sentido, o trabalho com Literatura deve ser elaborado de maneira a estimular as inventividades, a pesquisa, a exploração da intuição e da criatividade de forma autêntica.

No âmbito pedagógico, é papel do professor possibilitar situações nas quais as crianças possam interagir com as obras apresentadas, ampliando seus conhecimentos neste universo. Através desta experiência, a criança pode perceber o texto literário como elemento constitutivo do seu patrimônio histórico e cultural, como conquista pessoal e social, fonte de criatividade e observação.

Depois de escolher o livro e criar  o semanário, que tal guardar todas as informações na Eduqa.me?

 Clique AQUI para acessar a plataforma e descobrir como você pode fazer seus registros de um jeito que não consuma todo o seu tempo fora da Escola.

Lembra daquela anotação específica de uma única criança? Uma fala, um comportamento que você percebeu? Você pode acrescentar essa anotação no mesmo lugar e essa anotação vai compondo os registros apenas dessa criança, não é incrível!?

Anotações individuais na Eduqa.me

Anotações individuais na Eduqa.me

Luciana Haddad Ferreira é Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2014), possui especialização em Educação e concepções do conhecimento (2009) com dupla complementação internacional no Instituto Jean Piaget (Portugal), especialização em Arteterapia (2006) e graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas (2004). Membro do grupo de estudos e pesquisa em Educação Continuada GEPEC (FE/UNICAMP), tem pesquisas relacionadas à área de formação docente, especialmente nas aproximações entre Arte, Estética e Experiência na formação de professores. Atualmente, é Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Integral (Campinas). Tem 18 anos de experiência em docência na Educação Básica e 9 anos de experiência como formadora de professores, tendo já realizado trabalhos de assessoria e consultoria educacional junto a redes municipais e escolas particulares no estado de São Paulo. É autora do livro “Arte de olhar: percursos em Educação” e possui diversas produções intelectuais na mesma área, em capítulos de livros, artigos científicos e outras publicações digitais.

Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada
Registros/Rotina pedagógica/Desenvolvimento cognitivo/Formação
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Dificuldades de Aprendizagem: Escrita Espelhada

escrita espelhada

Escrever é um marco na vida das crianças e uma felicidade para os pais. É lindo ver a criança dar significado àqueles traços em forma de letras que até pouco tempo eram algumas garatujas.

A escrita proporciona uma sensação indescritível de alegria, conquista e autonomia. É uma forma diferente de se comunicar e um passaporte para uma maravilhosa viagem para explorar ainda mais o mundo do conhecimento. Através da escrita a criança pode mostrar o que pensa e o que sabe, por isso, todo cuidado é pouco para fazermos desta fase, um momento único, prazeroso e de muita confiança mútua. Se a criança não for bem acolhida, respeitada e motivada nesta etapa, ela pode apresentar insegurança e dificuldades para aprender, pois o medo de expor o que sabe pode constrange-la.

O professor deve conhecer muito bem as fases da escrita de Emília Ferreiro para não interpretar como erro, aquilo que é comum no desenvolvimento da escrita[1].

Conforme a escrita da criança evolui, alguns erros desaparecem e tantos outros surgem. Isso é natural até que ela esteja completamente alfabetizada. É importante perceber que cada criança tem o seu tempo e uma história de vida que vai influenciar diretamente neste ritmo, ou seja, no quando ela será ou não alfabetizada.

Todas as crianças do mundo, passam por um momento de dificuldades em sua alfabetização e os problemas em discriminar letras ou mesmo a escrita espelhada de letras e números são comportamentos bastante normais. (DEHAENE, 2012).

Você sabia que o Leonardo da Vinci tinha escrita espelhada? Pois é, este era o efeito da dislexia em uma pessoa canhota. Curioso, não é?

Mas o que é escrita espelhada?

A escrita espelhada é uma dificuldade de aprendizagem muito comum durante o processo de alfabetização. As letras são giradas em seu próprio eixo como o b pelo d  e o q pelo p, ou ainda as crianças escrevem como se estivessem do outro lado do espelho, ao contrário.

escrita espelhada

Xenografia era o termo grego utilizado para se referir a esta escrita estranha. Alguns autores como Dehaene (2012), Piaget e Inhelder (1980), dizem que as crianças, antes dos 7 anos ainda não adquiriram o auge de sua maturidade neurobiológica, por isso, é provável trocarem a direção de sua escrita, pois noções básicas de lateralidade ainda não estão consolidadas.

Antes de mais nada, como já foi dito acima, espelhar letras e números é normal, por isso, é importante permitir que as crianças experimentem a escrita, façam tentativas, ensaios e tenham erros. A criança precisa se conscientizar sobre as suas dificuldades. Não é simplesmente apontar o erro, mas questioná-la, fazê-la perceber e tomar conhecimento sobre como fez, porque fez e como deveria fazer, conforme já nos alertava o grandioso Piaget. Pais e professores são primordiais nesta etapa.

escrever

Para Emília Ferreiro e Ana Teberosky as crianças começam a construir a língua escrita muito antes de entrarem na escola. Escrever requer maturidade e vivências que passam primeiramente pelo corpo. Por isso, a Educação Infantil, mais uma vez, tem uma função preciosa ao proporcionar para a criança estas experiências, já que tudo aquilo que sentimos e vivenciamos com o corpo, torna a aprendizagem muito mais significativa.

As principais habilidades, que podem ser consideradas como “pré-requisito” para a escrita, iniciam-se logo que o bebê nasce e se aprimora na educação infantil. A lateralidade (direita esquerda), conceitos de noção espacial, simetria, noção corporal, coordenação motora fina, coordenação visomotora, relaxar e contrair o corpo, o tônus muscular, enfim, na educação infantil é o momento de praticar tudo isso.

Escolas de educação infantil que contam com profissionais da educação física, ou mesmo têm professores especialistas ou com muita prática em psicomotricidade, propiciam ótimas condições de aprendizado para as crianças.

Existem crianças que espelham não só algumas palavras, mas frases inteiras e isso pode ser um sintoma da disgrafia.  A disgrafia, dislexia, a síndrome de Irlen, problemas na coordenação motora como a dispraxia, são os grandes distúrbios de aprendizagem causadores da escrita espelhada.

Para quem não lembra, vamos recordar:

Disgrafia:

Conhecida como letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual. Apresenta: lentidão na escrita, letra ilegível, escrita desorganizada, desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial, letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo). Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:- disgrafia motora (discaligrafia) e a disgrafia perceptiva. (SAMPAIO, 2016[2]).

Dislexia:

A dislexia é um transtorno específico e persistente da leitura e da escrita, que se caracteriza por um baixo desempenho na capacidade de ler e escrever. É uma condição de base genética, que se manifesta inicialmente durante a fase de alfabetização.[3]

Síndrome de Irlen (Dislexia de leitura): é uma alteração do processamento visual, de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Isso produz alterações visuo-perceptuais, causando dificuldades principalmente com a leitura[4].

Ler Mais 

Dispraxia:

A dispraxia é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. Isso causa problemas na coordenação motora (lentidão, imprecisão, dificuldades ao recortar), a falta de percepção tridimensional (copiar figuras geométricas, escrever) e o equilíbrio, o que resulta em uma desorganização da apresentação de trabalhos no papel[5].

Se todas as intervenções pedagógicas em prol do entendimento da criança por uma escrita correta, tenha sido feita, e ainda assim, ela apresenta comportamentos preocupantes, vale a pena solicitar uma avaliação com um psicopedagogo e outros profissionais, já que o disgnóstico destes distúrbios é sempre multidisciplinar. Cabe ressaltar que a idade que deve deixar os pais e professores em alerta é entre os 8 e 10 anos de idade (DEHAENE, 2012), antes disso não há maturidade suficiente para classificar as crianças como detentoras de qualquer um destes distúrbios.

Fique atento se a criança que costuma espelhar letras não é canhota, pois estas, tem um pouco mais de desafios para escrever do que as destras, pois o movimento para escrever, em nossa cultura ocidental é da direita para a esquerda, o que obriga os canhotos a fazerem o movimento contrário da sua mão para a escrita.

E claro, registre  o registro sobre essa fase da alfabetização e as atividades que foram aplicadas em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

Quer fazer uma semanário prático e eficaz?

Na Eduqa.me você consegue fazer planos da rotina da semana, registro de atividades, perfil das crianças, relatórios e compartilhamento com a família.
Tudo em um único lugar! 

Referência Bibliográfica: 

BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

PIAGET, J.; INHELDER, B. A psicologia da criança. São Paulo: Difel,1980.

[1] Leia mais em FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

[2] Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/#!em-branco/c11mv último acesso em agosto/2016.

[3] Saiba mais em Instituto ABCD. http://www.institutoabcd.org.br/perguntaserespostas/

Consulte também: https://dislexia.org.br/

[4] Leia mais sobre Síndrome de Irlen em nossa página da Edqua.me . http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/sindrome-de-irlen-nunca-ouvi-falar/

[5] Fonte: http://brasil.planetasaber.com/theworld/chronicles/seccions/cards/default.asp?pk=3288&art=94

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

 

Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola
Registros/Semanários/Linguagem/Socioemocional
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Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola

– Não seja assim!
– Não chore!
– Deixe de birras!
– Cala a boca e presta atenção!
– Senta lá!
– Vou deixar você de castigo! Pare com isso!
– Eu vou arrancar a sua língua!
– Você é surdo? Já falei um milhão de vezes pra não fazer isso.


O que tem de tão familiar nessas frases?
Todas essas frases foram tiradas do contexto da sala de aula.  Elas são tão comuns que parece que já ouvimos isso em algum momento da nossa vida ou, quem sabe, até pronunciamos de vez em quando.
Elas parecem desconsiderar completamente a violência que estão por trás de cada palavra e também o efeito que terão sobre a criança que está ouvindo.
Costumamos pensar que a violência está intimamente ligada com alguma agressão física, mas peraí, se fizermos um micro esforço lembraremos de situações que são super violentas lexicamente ¹ falando.
Muitas vezes a comunicação pode ser uma das piores violências, pois ela pode marcar eternamente a vida de uma criança. 
Dito isso, quero compartilhar com vocês sobre o conceito de uma Comunicação aposta a essa:  a Comunicação NÃO Violenta!
A Comunicação não Violente (CNV), foi criada pelo americano Marshall Rosenberg, e é um método simples de comunicação.
Uma comunicação que é clara, empática e que almeja encontrar um jeito para que todas as pessoas falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo.
É uma comunicação útil para resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo. Baseada na ideia de que todos os seres humanos têm a capacidade da compaixão e a capacidade de escutar verdadeiramente o outro a CNV cria  uma cultura de expressão que resolva os conflitos, ao invés de criá-los.

cnvPodemos dividir o processo da CNV em 4 componentes:

  1. Observação: Observamos as ações concretas que nos afetam. Sem julgamentos e sem juízo de valores. Apenas uma declaração do que estamos observando que pode (ou não) ter nos agradado;
  2. Sentimento: Identificamos e nomeamos o que estamos sentindo em relação ao que observamos. Ou seja, nos perguntamos: ” como me sinto diante disso? Frustrado? Alegre? Magoado?Irritado? dentre outros…
  3. Necessidades: Informamos para o outro as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos que identificamos anteriormente. Em outras palavras, quais são as minhas necessidades, desejos ou valores que guiam meus sentimentos?
  4. Pedido: Pedimos para que algumas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades.

#NaEscola

bons professoresO que vimos nas frases acima são exemplos que tentam limar, corrigir o errado e indicar o correto. Apontar o bom e o mau e abafar o aluno e torná-lo cada vez mais passivo e ouvinte.
Pois, afinal de contas, o professor é uma grande autoridade e ele, enquanto mestre e detentor do conhecimento, deve criar condições favoráveis para que cada criança desenvolva sua capacidade de conservar sua integridade pessoal e, por isso, o mestre tenta moldar as crianças.
Caso alguma dessas crianças não se encaixe nesses padrões os educadores investem em técnicas punitivas. É assim que a Escola tem conduzido seus ensinamentos por séculos, não é mesmo?
As perguntas que pairam no ar são:
Nesse contexto há espaço para a empatia?

É nesse modelo educacional que devemos investir ?

O Professor Afetuoso


Como dito no post “Como trabalhar afeto na Educação Infantil” o afeto tem um papel fundamental na aprendizagem.
A relação de qualidade entre o professor e o aluno depende mais de “como” e ” a quem” se ensina, do que o ” o que se ensina”. Para que o professor se torne eficaz na sua tarefa de ensinar é preciso criar um vínculo com o aluno: uma ligação. Essa ponte com o aluno e construída, na maioria das vezes, com a comunicação.

O professor que domina a competência de comunicação, além de afetuoso, têm  ferramentas muito significativas nas mãos.

professor afetuoso
– Respeito pelos interesses dos alunos
– Educa com afeto
– Liberdade para aprender
– Ambiente agradável em sala
– Construção do conhecimento
– Autonomia na aprendizagem


A proposta da Comunicação Não Violenta é sair da lógica do culpado, da punição, do certo e do errado e desconstruir comportamentos pré-estabelecidos. Quebrar todos os paradigmas e apresentar um novo jeito de se comunicar.
O ato de se comunicar é, por si só, uma necessidade fundamental para a qualidade da existência do indivíduo. A CNV nos instrumentaliza para responder essa necessidade e esinar como construir e melhorar a nossa relação com o outro.
Aqui fiz apenas uma resumo sobre o que é e como podemos começar a exercitar dentro de nós mesmo e dentro da Escola.
Se você gostou do conceito e quer entender um pouco mais sobre a comunicação não-violenta deixo algumas sugestões para que você aprofunde no tema e se envolva com esse jeito empático de lidar com os conflitos internos e externos.
Proponho que experimente esse exercício abaixo e percebam a diferença que a CNV faz nas nossas vidas.

“Vejo que ____. Estou me sentindo ____ por precisar de ____. Você gostaria de ___?”. Ou “Vejo que ____. Você está se sentindo ____ por precisar de ____?”, seguido de “Resolveríamos sua necessidade se eu ____?” ou uma declaração de seu próprio sentimento e necessidade seguido por um pedido.


Com o tempo, podemos perceber mais abertura, mais ternura nas relações e as pessoas se sentiram a vontade para se abrir e se expressar diante dos outros, pois o ambiente será de pura confiança e respeito.

Lexicalmente ¹ : Relacionado com a palavra.

Agora que você já está sabendo tudo de Comunicação Não Violenta, que tal aproveitar para fazer relatórios usando essa nova habilidade? Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Sugestão de leitura:
Livro “Comunicção Não-Violenta” de Marshall Rosenberg

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 


Professor deve planejar ou improvisar em sala de aula?

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

Registros/Rotina pedagógica
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Professor deve planejar ou improvisar em sala de aula?

O planejamento não é unanimidade entre pedagogos. Enquanto alguns não abrem mão de anotar sua rotina em sala de aula detalhadamente, outros defendem que trabalham melhor improvisando, alterando suas atividades de acordo com a resposta da turma. Esses encaram as tabelas e agendas impostas pela escola uma burocracia sem real necessidade.

Embora haja espaço para a criatividade dentro da escola, um mínimo de organização prévia só acrescenta vantagens à rotina do professor – e ao aprendizado infantil, por consequência. Saber qual o objetivo daquela lição e quais os conteúdos atrelados à ela permite que a aula se desenrole sem surpresas. Além disso, um educador que conhece bem seu cronograma e materiais consegue administrar facilmente os improvisos, brincadeiras e curiosidades que surgem durante o ano.

Como fazer um bom planejamento?

Orientar o processo de aprendizagem das crianças é intrínseco ao trabalho do professor de Educação Infantil – isso envolve selecionar conteúdos, elaborar atividades e definir, através de observações e avaliações, o curso a se tomar. Daí a necessidade de um planejamento, que guie as aulas até que essas metas sejam atingidas.

Há dois formatos de planejamento usualmente utilizados: a longo e curto prazo. Um cronograma a longo prazo (o período pode ser de um semestre ou até mesmo de um ano letivo) é menos detalhado, mas aborda os temáticas que serão levadas para a classe em cada área de conhecimento. Até o final de março, por exemplo, a turma terá encerrado o assunto “meios de transporte por terra” e, em abril, falará sobre “meios de transporte pela água” nas aulas de Natureza e Sociedade.

É útil incluir ainda os objetivos de aprendizagem para cada conteúdo, tais quais “saber identificar carros, caminhões, bicicletas, motocicletas como veículos que andam por terra” ou “citar meios de transporte que já utilizaram”. Em qualquer área de conhecimento, defina quais habilidades você espera que os alunos desenvolvam até o fim daquele período. Reconhecer letras do alfabeto, conseguir chutar a bola ou entender expressões básicas em inglês também se encaixam nos objetivos.

Uma terceira coluna deve trazer quais métodos de avaliação serão aplicados – a classe fará um cartaz, construirá carrinhos de sucata, fará uma visita a um museu? Relate brevemente como pretende acompanhar a evolução (por meio de registros no caderno, preenchimento de uma tabela, organização de portfólio).

Exemplo de planejamento anual para Educação Infantil. Repare que não há detalhes sobre as atividades, apenas linhas de guia (foto: Mais Professores)

Exemplo de planejamento anual para Educação Infantil. Repare que não há detalhes sobre as atividades, apenas linhas de guia (foto: Mais Professores)

Nesse momento, não é necessário detalhar as atividades (algumas, inclusive, podem ser remanejadas ou alteradas durante o percurso), embora sua presença no planejamento ajude a visualizar as aulas com a clareza necessária.

Planos a curto prazo

Enquanto isso, o planejamento semanal também deve ser feito, apenas para contemplar os próximos dias de aula – dessa vez, com muito mais minúcia. É preciso ter em mente o ponto de partida das crianças ao iniciar uma nova atividade, ou o “repertório” que elas trazem, seus conhecimentos anteriores.

Isso é feito através de uma avaliação inicial, que não necessariamente precisa ser aplicada no começo do ano, mas sim no princípio de cada novo assunto. São exercícios simples, rodas de conversa e atividades que podem ser realizadas para perceber o nível da turma quanto àquele tema. Nesse momento, o professor fará o diagnóstico de cada criança, determinando seu estágio de aprendizado e, com isso, poderá planejar as próximas lições dentro de parâmetros reais. Não adianta, por exemplo, introduzir palavras de duas sílabas a crianças que ainda estão aprendendo a reconhecer as letras do alfabeto.

Esse planejamento semanal, ou o semanário, conta com horários, espaços onde as atividades serão realizadas, material necessário e uma breve descrição do que será feito em cada dia (quer saber como fazer um semanário perfeito? Clique aqui para ler mais). Dessa maneira, a coordenação tem uma visão geral do que está ocorrendo na escola e quais materiais devem ser providenciados.

Tela da plataforma Eduqa.me, onde o professor pode registrar suas atividades e ligá-las a áreas de conhecimento (foto: Eduqa.me)

Tela da plataforma Eduqa.me, onde o professor pode registrar suas atividades e ligá-las a áreas de conhecimento (foto: Eduqa.me)

A Eduqa.me permite que o professor cadastre todos esses detalhes em uma única página, contando inclusive com espaço para descrição. A atividade fica salva para consultas posteriores e ainda pode ser vista pelo coordenador, diminuindo o tempo de comunicação entre a equipe!

Quando é correto improvisar?

Há situações em que a aula foge do controle do professor: machucados, brigas entre as crianças, distrações (como um coleguinha que voltou de viagem com presentes ou um aniversário). Esses momentos são inevitáveis, e o importante é que o professor mantenha a calma e lide com os imprevistos tranquilamente.

Quando o problema for de comportamento, retire as crianças participantes do ambiente e converse com elas em particular, fazendo-as compreender porque suas atitudes foram repreendidas (leia sobre como lidar com crianças agressivas aqui). Porém, tente interromper o conflito o mais cedo possível, antes que a excitação se espalhe entre os alunos. Ao separar os envolvidos, deixe outro professor ou auxiliar supervisionando as atividades da turma, para que o processo de aprendizado delas não seja interrompido.

Se a situação exigir, peça que eles aguardem a saída dos outros, no fim da aula, para arrumar o que bagunçaram (recolhendo lápis e canetas do chão ou empilhando livros derrubados). Certifique-se de que a tarefa possa ser feita sem perigos para a faixa etária! Do contrário, ainda assim peça que eles esperem e acompanhem a limpeza, para entenderem as consequências de seus atos.

Caso seja tarde demais para conter os ânimos e as crianças estiverem muito agitadas, recorra a atividades calmantes, como música ou artes manuais. Tenha os instrumentos necessários sempre à mão para ocasiões como essa. Trabalhos como esse tranquilizam e mudam a atmosfera da sala de aula. Com tudo sob controle, o professor pode reconsiderar seu planejamento e optar por retornar ao exercício anterior ou alterá-lo para ter melhores resultados.

Cadê o material?

A falta de preparo nunca deve ser motivo de improviso em sala! Saber onde estão guardados cadernos, materiais de pintura, papéis e cartolinas e tudo o mais que pretende utilizar é parte da obrigação do professor.

Por mais que esteja familiarizado com a organização da sala de aula, o professor deve reservar alguns minutos para conferir se os materiais estão aonde deveriam (foto: PLCA Preschool)

Por mais que esteja familiarizado com a organização da sala de aula, o professor deve reservar alguns minutos para conferir se os materiais estão aonde deveriam (foto: PLCA Preschool)

Normalmente, professores com mais experiência já conhecem bem a organização da escola. Ainda assim, a orientação é chegar com alguns minutos de antecedência para conferir se está tudo em seu lugar. E se alguém usou, ontem, a última folha de EVA verde de que você precisava? Quinze minutos de folga lhe permitem procurar um substituto ou repensar a atividade.

Aliás, é indicado que o professor tenha sempre um plano B para as aulas, especialmente as que exigem aparelhos eletrônicos (sistema de som, televisão e DVDs, projetores ou internet) que possam falhar na hora da lição. Cheque todos os equipamentos antes de as crianças chegarem.

Conheça bem os livros, apostilas e materiais didáticos usados pela escola – a ideia de que se pode só “ser criativo e improvisar” leva a aulas confusas em que nem as crianças nem o professor entendem bem o que deveria ser aprendido. Estudos já comprovaram que, quanto mais preparado o professor e a aula, mais o aluno aprende.

Tais resultados não significam que o professor deve ficar encaixotado – há espaço para espontaneidade e bom humor em sala de aula. Entretanto, os educadores não devem confiar apenas neles, e sim usá-los para complementar seu entendimento profundo do conteúdo que está sendo discutido. E, é claro: quanto mais experiência o professor tiver, mais confortável e seguro ele se sentirá improvisando.

Tive uma ideia brilhante

Às vezes, com o planejamento pronto, o professor tem uma ideia genial. Pode ter sido algo que um aluno sugeriu ou que ele assistiu em um filme, talvez uma dica online. É possível (e recomendado) alterar o planejamento para incluir essa nova atividade?

Depende. Se o exercício estiver de acordo com o que está sendo visto pela turma naquele momento – ou seja, ela têm o repertório necessário para acompanhá-lo – e se o aprendizado será correspondente ao de uma outra atividade já planejada, pode-se considerar a troca. Outras variáveis são a disponibilidade de recursos e o tempo do cronograma.

Essa é a vantagem de se ter o semanário ao lado de um outro planejamento mais extenso. Ao surgir um novo elemento, remanejar conteúdos sem perder de vista os objetivos de aprendizagem se torna mais fácil. Afinal, o professor e o coordenador veem claramente o que deve ser feito e em quantas aulas deve ser cumprido!

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

O mesmo ocorre quando uma ou mais crianças não estão se desenvolvendo no ritmo esperado. Nunca se deve esperar que todas elas atinjam seus objetivos ao mesmo tempo – porém, observe: se uma ou duas crianças, em particular, estão tendo dificuldade em acompanhar a classe, talvez elas precisem de atenção redobrada e apoio dos pais nas tarefas escolares (leia mais sobre problemas de aprendizado e quando encaminhar para um psicopedagogo). Por outro lado, se a incompreensão do tema for generalizada, é provável que as suas atividades não tenham se adequado ao perfil da turma. Lembre-se que nem sempre o que funciona para uma criança funcionará da mesma forma para todas!

Se a turma não estiver de acordo com o seu cronograma, altere-o para que este respeite a velocidade daquela. De nada adianta acelerar os conteúdos se eles não forem bem absorvidos . Dê uma boa olhada no planejamento semestral ou anual e encontre pontos de mudança, redirecionando as atividades.

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Leia mais:

Educar para Crescer – Planejamento escolar

Educar para Crescer – A arte da improvisação

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O que o professor espera da coordenação?
Carreira/Formação/Materiais para Download/Rotina pedagógica
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O que o professor espera da coordenação?

Ao assumir o posto, o coordenador logo percebe que é complicado lidar com as pessoas, respeitar as diferentes opiniões e sugerir mudanças sem ser mandão.
A Eduqa.me perguntou e os professores responderam: o que eles gostariam que seus coordenadores fizessem?

Confira dicas para melhorar 4 habilidades essenciais:

  • Comunicação: assuntos pessoais e amizades na escola,
  • Presença: o quanto o coordenador deve estar em sala de aula,
  • Reconhecimento: porque elogios fazem a diferença,
  • Inovação: você tem medo de aceitar novas ideias?
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O que o professor espera da coordenação?

Postado por Eduqa.me on Sábado, 18 de julho de 2015

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