Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

Fonte: apostila PPI

Atividades/Registros
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Tipos e Objetivos de Brincadeira por Idade

A importância do brinquedo para o desenvolvimento da criança é fato. Longe de ser um objeto qualquer para ocupar as crianças nos seus momentos livres, os brinquedos são fundamentais para o estabelecimento de relações de simbólicas e de constituição da personalidade, além de poderem ser mediadores de funções pedagógicas.

Daí a necessidade de que a escolha do brinquedo, pelo adulto, seja criteriosa e leve em conta, além de aspectos ligados à segurança e ao interesse da criança, a faixa etária de quem irá brincar com ele.

A apresentação das brincadeiras (em escolas, creches, em casa) às crianças de diferentes idades e a aprendizagem dessas brincadeiras, do mesmo modo, também dever ser estabelecida a partir de um critério mediado por adultos.

Afinal, algumas brincadeiras exigirão das crianças habilidades específicas, só adquiridas

Os ambientes fechados devem ter estimulos adequados, sem exageros visuais e com mobiliários adequados, levando em conta as faixas etárias.

Ao ar livre as atividades devem acontecer nos horários de sol saudável. Deve ser observado se a areia é tratada e se não há objetos como lascas, pregos, vidros e outros objetos perigosos.

É muito importante utilizarmos a brincadeira não como o único recurso para estimular o aprendizado, mas como mais um, entre outros, como as artes, o movimento e a música. Para tanto, devemos considerar que: brincar deve acontecer num espaço seguro, sempre com um adulto por perto.

Espaços Lúdicos:

  •  A brinquedoteca
  • O cantinho da leitura
  • A sala de música
  • A hora do lanche

Além de tudo isso, brincar é bom demais, não é mesmo? Há algo mais agradável do que o sorriso de prazer de uma criança que está se divertindo?

 

Gostou?

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Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil

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Robótica na Educação Infantil
Registros/Práticas inovadoras
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Robótica na Educação Infantil

Você acha provável ensinar robótica às crianças? O que será que elas podem aprender construindo robôs?

Foi com essas duas perguntas que comecei meu papo infinito com a Lana Nárcia. Fiquei tão empolgada com o assunto e as possibilidades que decidi compartilhar, aqui com vocês, sobre como a Lana tem usado a robótica na educação infantil e como os resultados podem ser surpreendentes no campo da lógica e no desenvolvimento de diversas linguagens para as crianças.

A professora

Fonte: Espaço da Robótica

A Lana é uma professora empreendedora de Brasília formada em Geografia e com um MBA em Geoprocessamento. Foi pioneira na implementação da disciplina de Astronomia e Astronáutica em uma escola do DF e foi a partir desse trabalho que descobriu sua grande paixão pela robótica. Foi natural ir deixando de lado a geografia e ir se enveredando na robótica e unindo sua paixão com a profissão. O início dessa história foi lá em 2010/2011 e hoje, cerca de 6 anos depois, ela criou o Espaço da Robótica para dividir com crianças de 3 a 14 anos.

Na sala de aula

Como sua formação é em geografia é por aí que a professora Lana puxa seu bonde. Ela sempre trabalha com projetos em sala de aula e o recorte vai costurando a geografia e a robótica até chegar em um assunto que interessa aos alunos.

O Espaço da Robótica possui um programa diferenciado de ensino, baseado em projetos mecatrônicos que integram eletrônica e informática de maneira divertida, experiencial e prática. Visando a um contato mais rico entre o professor e o aluno, o curso está estruturado em turmas reduzidas, de até 6 estudantes.

Fonte: Espaço da robótica

Incorporando a tecnologia às aulas, a prática pedagógica do Espaço procura despertar o interesse para a ciência em seus estudantes. A ciência é uma maneira de pensar, e seus métodos podem ser aplicados com sucesso aos mais variados contextos da vida. Assim, ao incentivar a excelência cognitiva o uso de robótica acaba contribui para o crescimento cultural, moral e social das crianças.

A Lana respondeu algumas perguntas para o #Naescola.

Vem conferir:

Como é a dinâmica da sua sala de aula?

A minha sala de aula é um pouco diferente porque não temos 50 minutos de aula. Trabalho com turmas heterogêneas com cerca de 2 horas de duração cada aula. Faço um planejamento prévio em casa, mas o que vale mesmo é o que surge ali na hora- da curiosidade das crianças. Geralmente eu provoco a turma perguntando se eles tem alguma curiosidade. Se sim, a gente vai encaixando no planejamento e se não eu geralmente começo falando sobre o Sistema Solar; depois Marte; depois robôs em Marte e o por aí vai… a gente começa um processo de investigação junto com as crianças. “Será que tem água em Marte?” Será que chove?” “Qual a idade de Marte?”

As crianças naturalmente viajam muito, as cabeças já estão lá na lua! O maior esforço é o meu de querer acompanhá-las.

 3 passos durante a aula:

  1. Investigação: perguntas, questionamentos e mediação.
  2. A Turma: geralmente a turma tem no máximo 6 crianças e são divididas em trios para formar duas equipes.
  3. A Equipe: sempre será composta por 3 perfis: o construtor; o programador e o coordenador. Quando a professora Lana ainda não conhece a equipe ela distribui os papéis e analisa como cada criança se saiu na tarefa.

 O que é robótica?

A robótica para mim é uma tecnologia onde as crianças aprendem com prazer. Funcionou para mim assim e hoje o que eu faço é refletir meu sentimento em sala de aula. Criar esse espaço foi a realização de um sonho e me sinto muito útil trabalhando e despertando crianças que precisam de atenção e de pensar fora da caixa.

Aqui criamos tudo que precisamos, desde bonecos com copos reciclados que eles trazem na hora do lanche até o dia da criatividade, o dia da comunicação e o dia da emoção.

Quais são os benefícios da robótica?

Já temos resultados surpreendentes sobre a possibilidade de ensino de programação e desenvolvimento das diversas linguagens para crianças.

Mas o que vejo aqui na minha sala de aula são esses três:

#1  Interação socioemocional: Falo para meus alunos que se a gente não trabalhar juntos não chegaremos a lugar algum. O objetivo é de todo o grupo e precisamos aprender a lidar com as nossas emoções acima de tudo isso pois precisamos chegar ao objetivo.

#2 Raciocínio Lógico: Cada criança tem seu jeito de pensar e o lógico para mim pode não ser lógico para o outro e por isso que é tão mágico desenvolver o raciocínio lógico ainda na primeira infância sem tantas amarras.

#3 Multi e interdisciplinaridade: é muito importante para mim quando vejo as crianças  atribuído múltiplos significados para os objetos construídos. Por isso digo que aqui as aulas são multi e interdisciplinar. Os temas e as construções navegam na realidade de cada aluno e exploram suas histórias de vida e hipóteses e é dessa maneira que criamos nossa história e aprendizado.

Para saber mais acesse o https://www.espacodarobotica.com.br/

“A ciência é um intento, em grande medida obtido, de entender o mundo, de conseguir um controle das coisas, de alcançar o domínio de nós mesmos, de nos dirigir para um caminho seguro. ”

Carl Sagan

 

Gostou?

Que tal fazer um plano de aula mais  “automatizado e robótico” na plataforma eduqa.me?

Tenho certeza que você vai se amarrar.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

As neurociências na sala de aula

Fonte: apostila PPI

Registros/Desenvolvimento cognitivo
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As neurociências na sala de aula

Nos últimos 10 anos, nas diversas partes do mundo, as pesquisas sobre o cérebro oferecem contribuições de grande relevância para o refinamento dos modelos de desenvolvimento e das teorias de aprendizagem.

Com isto, as práticas pedagógicas, no âmbito da Educação, podem avançar ainda mais, a partir dos avanços científicos que advém das neurociências.

Na Escola

Uma das principais funções da educação infantil consiste em favorecer um desenvolvimento saudável da criança durante a primeira infância.

Como mencionado anteriormente, entendemos que todos os domínios do desenvolvimento (cognitivo, afetivo, físico e socioafetivo) estão inter-relacionados e naturalmente envolvidos nas atividades cotidianas no ambiente da creche e da pré-escola.

Leia: Neurociência e a Educação 

Diante disso, entendemos que conhecer os processos de desenvolvimento (inclusive cerebral) poderá contribuir para uma maior compreensão a cerca dos perfis de aprendizagem das crianças, e consequentemente uma melhor atuação do profissional que atua com esse grupo de crianças.

Outro fator importante é que, sabendo que a criança é um ser único, temos na sala de aula uma diversidade de perfis a serem valorizados e as neurociências nos ajudam a entender como isto pode ser feito.

Registros pedagógicos

Reconhecer suas áreas de maior habilidade, bem como compensar e reduzir o impacto de áreas de maior dificuldade é de extrema importância. Por exemplo, desde os primeiros anos podemos observar como o bebê interage, se apresenta interesse pelo outro, se manifesta intenção de comunicação, etc.

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Toda documentação feita pelo professor de Educação Infantil é um registro pedagógico: o planejamento, a lista de presença, os relatórios e diários de classe. E, de alguma forma, todos eles devem conversar entre si, um afetando o desenvolvimento do próximo. Esse processo permite que o professor trabalhe com intencionalidade, ao invés de ao acaso – é o trabalho de anotar, refletir e tomar decisões com base nesses registros que ajuda a garantir uma aula com foco nas necessidades das crianças.

Uma série de recursos compõe a documentação pedagógica. Para aprofundar o olhar sobre a turma, podem ser usadas:

  • Fotos;
  • Vídeos;
  • Relatos do professor;
  • Produções das crianças;
  • Gravações ou transcrições das falas das crianças.

Para saber mais sobre como usar fotos e vídeos no registro pedagógico, clique aqui!

Por que anotar?

Estas observações nos ajudam a compreender melhor sobre o amadurecimento de suas habilidades sociais, sua linguagem e permitem observarmos diferentes aspectos do seu desenvolvimento.

Por exemplo, quando estamos diante de uma criança com algum problema de desenvolvimento, como no caso de uma criança com a Síndrome de Down, as neurociências nos ajudam a melhor entender o perfil do aluno com aquela condição.

Personalização

Por mais que a síndrome tenha características próprias, sabemos que cada indivíduo se desenvolve de uma maneira. Portanto, conhecer os pontos de fragilidade do perfil cognitivo bem como os aspectos do desenvolvimento que se constituem como pontos fortes daquela criança poderá contribuir tanto para conhecer qual o impacto dos déficits naquela criança, bem como ao propormos estratégias que podem ser mais efetivas para a sua aprendizagem.

E o mais fascinante é que com este raciocínio, assistimos não só a quem tem demandas específicas, mas sim a todos. Com isto, agimos precocemente para minimizar ou compensar aspectos que merecem maior atenção e prevenimos o aumento de tais dificuldades.

Desta maneira, o desenvolvimento cognitivo, aliado ao desenvolvimento cerebral (sempre com a influência dos fatores ambientais) nos dá a noção das possibilidades e das limitações da criança na fase do desenvolvimento pela qual está passando.

Aliamos, assim, os mecanismos cerebrais necessários para a aprendizagem.

Por essas e outras razões é que as neurociências da educação estão emergindo como um novo campo que, juntamente as outras áreas do saber como a psicologia do desenvolvimento e a educação, pode contribuir com a busca da promoção de um desenvolvimento pleno e saudável para as crianças na primeira infância.

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Caso queira saber mais sobre esse tema, clique aqui e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância.

Texto elaborado a partir do material produzido pelo Projeto Pela Primeira Infância. Clique e conheça mais sobre o Projeto Pela Primeira Infância– Programa de Formação em Desenvolvimento Cognitivo Infantil com base nas Neurociências, para profissionais da Educação Infantil.

JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Fonte: Revista Parque Sonoro

Desenvolvimento Infantil/Música e artes
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JÁ OUVIU FALAR NOS PARQUES SONOROS ?

Tenho o costume de adorar uma boa prosa.
Gosto mesmo de tomar um café, prosear e buscar entender sobre as organizações, as motivações e como, de onde ou de quem nasce um projeto.
Ontem estava visitando uma Creche em São Paulo e, durante o papo, que a propósito estava interessantíssimo, a Coordenadora pedagógica me falou sobre o Parque Sonoro.

Você já ouviu falar nesse parque?

Pra mim aquilo tudo era novidade e, naturalmente, fiquei curiosa e desejando saber mais e mais “conte-me tudo, prof”!

Tudo bem que o nome por si só já diz tudo: PARQUE SONORO. Tá, é um parque com sons, certo?

Mas de onde vem? Por que surgiu? Por que não é comum ver esse parque nas Escolas ?
Consegui ganhar a atenção da coordenadora e ela me conduziu até sua sala para começar a esclarecer toda essa história de parque e som.

O Parque Sonoro

Sentei na sua frente, como uma mãe que espera a informação de um filho, e ela seguiu abrindo seu armário e tirando de lá uma revista intitulada “Parques Sonoros da Educação Infantil Paulistana”
A coordenadora me contou que esse era um projeto da Secretaria Municipal de Educação (SME), que foi criado pela Divisão de Educação Infantil e que a proposta chegara a ela por meio dessa revista, mas que apesar da revista trazer concepções e proposta de como trabalhar a percepção sonora, pela falta de tempo e mãos, estava sendo um pouco complexo colocá-lo em prática.

O Objetivo

A revista tem como objetivo auxiliar educadores nas reflexões e discussões sobre o movimento musical no currículo e nas propostas pedagógicas.
Veja trechos da carta que a Ana Estela Haddad aos educadores:
O Parque Sonoro é uma ideia motivadora, um pretexto que possibilita a investigação acerca dos sons, a abertura para o novo. A relação da criança com o objeto, transformação do objeto em instrumento, interagindo, atuando e imaginando – a exploração sonora, rítmica e melódica.
Para participar, devemos reeducar antes a nós mesmos, que vivemos em um mundo sonoro, mas raramente paramos para ouvir os sons que nos cercam.
Cabe à professora observar e oferecer à criança “um encorajamento delicadamente equilibrado”, apoio para enriquecer sua experiência.
 
“Meu filho mudou lá em casa… tudo é som!” (mãe de um aluno da Educação Infantil)
“Agora eu sou uma banda”, (Clara, 5 anos)
“Quando a contação de história começava, os pequenos pegavam os brinquedos sonoros para que esses objetos fizessem parte da história. A hora da história ganhou mais vida, mais alegria.” (Professora)
Busquei mais informações e encontrei esse vídeo  que explana um pouco sobre como os parques estimulam o aprendizado.

Agora que você, assim como eu, sabe tudo sobre o parque sonoro, que tal se inspirar e colocar esse projeto em prática na sua escola também?

O parque sonoro é uma ideia interessantíssima e proporciona aos alunos aprendizado por meio de sons e aos educadores uma reflexão sobre a prática, mas para que isso aconteça é preciso planejar.

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos.

Legal, não é?

Então vem bater panela e experimentar essa maravilha.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Como Elaborar Projetos na Educação Infantil
Projeto/Formação/Natureza e Sociedade/Práticas inovadoras
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Como Elaborar Projetos na Educação Infantil

Se você precisa montar um projeto na sua Escola e não sabe por onde começar, chega junto!

No post anterior eu falei sobre o que O que é um Projeto na Educação Infantil. Nesse vou te ensinar a colocar a mão na massa. Isso mesmo, agora que você já sabe o que é um projeto já podemos trabalhar em cima de COMO fazê-lo.

A partir de agora, relatarei cada um dos itens que são precisos no decorrer da tarefa.

1- Tema do Projeto – Permita que as crianças escolham o tema.

É natural que o professor queira sugerir algum tema para o projeto, mas a minha sugestão é que esse tema surja da necessidade da criança e não do professor.

Ah, Deborah, mas COMO eu faço isso?

Bom, tenho uma sugestão por aqui e acho que você vai gostar. Se fizer sentido use-a sem moderação, se não, aposto que a partir dessa sugestão você vai criar outra que vai se adaptar direitinho à sua realidade e à realidade da sua Escola.

Sugestão:

Árvore da curiosidade – Peça para que as crianças recortem, desenhem ou falem o que elas tem curiosidade, o que elas gostariam de aprender. Feito isso, cada criança vai colar sua curiosidade na árvore.

A partir daí a professora pode mediar uma roda de conversa para escolher juntos com os alunos o tema do projeto.

COMO escolher o tema do projeto?

Tema do Projeto definido pelos alunos. Explore a questão; Entenda de onde vem essa curiosidade e defina os problemas; Soluções.

2-Trabalho Co-criado – O todo pela parte e a parte pelo todo.

A cocriação é enriquecedora, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo.

co·-cri·ar Conjugar
(co- + criar)
verbo transitivo
Criar juntamente com outrem.

O intuito é criar uma rede de acordo com o interesse de cada criança, trocando idéias, discussões e criando um processo de construção e de cooperação.

Vamos supor que a partir da árvore da curiosidade o tema escolhido tenha sido os Dinossauros, pode ser?

COMO fazer um projeto?

Trabalhar em grupos enriquece o trabalho. Ainda mais quando os grupos são compostos por perfis diferentes. Trabalhar a Escuta;  Troca de idéias e discussões.

3- Projeto- Criar o recorte do Projeto com Nome e Título

Antes de criar qualquer nome do projeto preciso me perguntar tantas outras coisas, assim como uma redação, o nome surge no final. Pois o papel dele é informar de um jeito bem simples e direto o que significa aquele projeto.

Aqui seguem 7 perguntas que precisam ser respondidas para que seu projeto tenha muito sucesso.

• Nome do projeto:
• Justificativa (por que?):
• Objetivos (necessidades a alcançar):
• Atividades (o que fazer?):
• Estratégias (como fazer?):
• Acompanhamento (direcionamento):
• Avaliação (estímulo):

As perguntas respondidas levando em consideração a escolha do tema Dinossauro ficariam assim:

Exemplo:

• Nome do projeto: A História dos Dinossauros
• Justificativa (por que?): Esses animais despertam muita curiosidade no imaginário infantil e também sobre o seu surgimento e desaparecimento. Com os dinossauros,  as crianças vão se abrir para um mundo de descobertas e aprendizagens que interligará todas as áreas do conhecimento.
• Objetivos (necessidades a alcançar):

– Reconhecer os diversos tipos de dinossauros existentes;

– Ampliar o vocabulário;

– Conhecer as características dos dinossauros;

– Contextualizar o período de existência dos dinossauros;

– Compreender as características dos répteis;

– Comparar as características dos dinossauros com a dos répteis;

– Explorar os cinco passos de uma investigação científica: observação, registro, questionamento, experimentação e conclusão;
• Atividades (o que fazer?):

Atividade 1: Quem são os Dinossauros? Que época eles viviam? Como se alimentavam?

Atividade 2: Quais as características dos Dinossauros? Entender sobre as diferentes espécies de Dinossauros

 Atividade 3: Será que existe algum animal parecido com os Dinossauros?
• Estratégias (como fazer?):

Aqui a criatividade vai rolar solta e os recursos são infinitos. Para fazer essa busca você pode usar o Pinterest, o Google, as Livrarias, Youtube, Portal do Professor Mec e, se quiser economizar tempo e já garantir um portfólio lindão eu sugiro que use o Baú de atividades da Eduqa.me.

Roda de leitura para apresentação do tema na Atividade 1.

Pesquisa  e roda de conversa para a Atividade 2.

Representação e produção de artes para a Atividade 3.


• Acompanhamento (direcionamento): 

O projeto deve ser acompanhado pelos professores e em média tem duração de 5 dias a 7 dias.
Avaliação (estímulo):

Essa avaliação deve ser o processo, o caminho que cada criança fez para despertar seu aprender. Por este motivo, a avaliação deve ser realizada ao longo de todo o processo e deverá ser considerado os seguintes pontos: o interesse do aluno pelo assunto trabalhado, sua participação e envolvimento nas diferentes situações propostas; a interação e reflexão em grupo, a compreensão da temática, por meio da expressão de suas ideias, sentimentos, observações, conclusões.

Sugestão: Organize uma oficina sobre os Dinossauros. Oriente os alunos a exporem seus trabalhos para os demais colegas da Escola, e assim, cada aluno vai escolher e elaborar a melhor maneira de explicar os conceitos aprendidos nesse projeto.

Sugestões de livros

Fonte: Editora Zastras

BARRET, Paul.Dinossauros. Editora: WMF Martins Fontes.

BELLI, Roberto. Os Fantásticos Dinossauros. Editora: Todolivro

CIRANDA CULTURAL. Espiando os Dinossauros.

CONDON, Bill. Fato ou Ficção – Dinossauros. Editora: Girassol.

PRAP, Lila. Você sabe tudo sobre Dinossauros? Editora: Biruta.

REASONER, Charles. Dinossauros. Editora: Ciranda Cultural.

ROLLAND, Claudine. Os Dinossauros. Editora: Salamandra.

Fontes envolvidas nessa pesquisa: 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarAulas.html

www.google.com

www.pinterest.com

Vale lembrar que o projeto é um caminho em construção, onde inúmeras etapas são seguidas para que futuramente se consiga o resultado daquilo que se esperava. Na educação, o projeto pode ser o alicerce do conhecimento, pois é por meio dele que há a troca de idéias, de experiências e de conquistas. Quando isso acontece o resultado final só pode ser um: a aprendizagem.

Nesta perspectiva a prática educativa e reflexiva tem muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso o registro é extremamente importante.

É também é a partir dos registros que é possível compartilhar com professores de todo o Brasil o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais divertido na próxima vez. Já imaginou conseguir reunir fotos, vídeos e textos de seus projetos todos organizados em um único local?

Seria uma vitrine e tanto do seu trabalho não é? Mas além disso, facilitaria muito seu trabalho para que faça avaliações da jornada individual de cada criança. Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros com fotos e vídeo é melhor ainda não é?

Depois dos registros sabemos que é hora de analisar o que foi feito com um relatório por exemplo! Mas além do relatório que é uma tarefa necessária para organização da escola, revisitar o projeto que foi feito pode ser muito interessante para melhorar sua prática. Na sua semana, mês ou bimestre você consegue mensurar qual área de conhecimento está estimulando mais? Ou melhor… Qual quantidade de tempo você está dedicando para seu projeto? Sabemos que planejar o projeto e depois registrar leva realmente muito trabalho, por isso a Eduqa.me foi construída! Para ajudar a organizar todo esse processo, por exemplo tornando os registros organizados em uma linha do tem em que você consegue visualizar se está estimulando mais matemática, linguagem ou até mesmo o seu projeto, veja:

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 

Como entender a necessidade do aluno?
Relatórios/Rotina pedagógica
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Como entender a necessidade do aluno?

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O cotidiano de uma escola é muito dinâmico, intenso e único!

Quem é professor sabe que ao colocar os pés dentro da sua sala de aula é como se entrasse em um novo mundo, e ali, envolve-se com o grupo de alunos, suas famílias, com o cumprimento do currículo, reuniões, entre outras tarefas.

Dar conta de resolver todas estas questões, podem provocar no professor um tipo de comportamento que o faz ter um olhar homogêneo para os seus alunos, e aí está o problema que o impede de entender, em alguns casos, a necessidade de cada aluno, pois a forma como o professor vê o seu grupo, interfere diretamente em suas atuações.

Sabemos que é mais fácil trabalhar com um grupo homogêneo do que com turmas heterogêneas. Preparamos as mesmas atividades para todos e não termos que nos preocupar com aqueles que aprendem de maneiras diferentes. Mas será que isso é verdade?

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Não…. Isto, não é verdade; criamos uma falsa ideia de que todos são iguais e nos iludimos por achar que todos os alunos aprendem do mesmo jeito. Independente da ausência de diferenças significativas, as turmas sempre serão heterogêneas, por isso, para se entender melhor a necessidade dos seus alunos, comecem por desconstruir a ideia de homogeneidade e:

– Aproxime-se de cada aluno e não tenha pressa para isso, pois este é um trabalho que exige muita dedicação, tempo e planejamento.

– Conheça a realidade das famílias.

– Não julgue o aluno pelo comportamento que ele mostra em sala de aula. Há muita história por traz disso e nem sempre um aluno que responde mal a um professor é uma criança mal-educada pelos pais.

– Pense em estratégias que facilite o seu trabalho. A Eduqa.me oferece uma série de recursos para isso (formas de organizar o seu semanário, portfólio, entre outras técnicas).

– Realize sondagens e veja como está a aprendizagem do seu aluno e quais são as necessidades dele. Isso aprimora a sua atuação prática e otimiza o tempo (conheça uma sondagem sugerida pela Eduqa.me).

Não é fácil saber do que os nossos alunos necessitam e, dar respostas eficazes a estas necessidades, nem sempre é tão simples. Cada criança requer um olhar único e ao máximo possível precisamos tentar transformar vidas através da educação, afinal, ser professor requer além de muito estudo, conhecimento e experiência, uma força interna em ACREDITAR que as pessoas podem mudar a partir do exemplo que praticamos e ensinamos.

Isso é educação, isso é escola, isso é ser professor!!!

eduqa.me é uma ferramenta que vai te ajudar a criar portfólios incríveis, além disso, possibilita a compartilhar informações com os pais e  entre os próprios profissionais da escola, o que melhora a comunicação, o tempo disponível para investir na aprendizagem do aluno e um melhor acompanhamento da criança por parte de todos os envolvidos.

Quer acompanhar dados da sua Escola?

eduqame

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

O ócio criativo

Fonte: alto astral

Registros/Rotina pedagógica
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O ócio criativo

“Ai se eu pudesse comprar um pouquinho de criatividade… seria ótimo!”

Quem nunca pensou nisso? Com certeza este já foi o desejo de muitos, inclusive em ser o dono desta loja de preciosidades.

Parece que chega um período do ano ou mesmo em determinadas situações onde nos é exigido uma intervenção mais complexa no trabalho, por exemplo, que nos falta a criatividade.

O livro “O ócio criativo” de Doménico de Masi é uma boa leitura para quem quer refletir e se inspirar em busca da criatividade.

Embora tenha um início bastante técnico, o livro passa a mensagem de que para se conseguir criar, seria ideal que fizéssemos pouca ou nenhuma distinção entre o trabalho e o tempo livre.

A proposta é divertir-se o máximo possível no trabalho e aproveitar o tempo livre fugindo daquela ideia cristalizada trazida por Ford e Taylor sobre o trabalho mecânico e com hora para começar e acabar.

De Masi fala em humanizar o trabalho e não o mecanizar. Empresas mais criativas e produtivas permitem que as pessoas possam trabalhar em casa, mas é claro que isso não se aplica a todas as profissões. O professor necessita estar num ambiente mais estruturado de trabalho, mas nem por isso, deve estar engessado a ele.

Sabe-se que a teoria é muito mais bonita do que a prática, mas não custa nada tentar. Tentar transformar aquilo que é monótono em algo novo, ou seja, transformar, inovar os recursos que temos.

A criatividade é a palavra-chave para um bom trabalho na escola e o professor a cada dia é desafiado a inovar, inventar e agir frente a questões instigantes.

criatividade

O ócio criativo é o trabalho mental que acontece até quando não estamos fazendo nada, parados. É o pensar sem regras, sem a pressão e o tempo do relógio.

“Ociar” não é apenas ficar de pernas para cima sem fazer nada, é a inovação, ousadia de agir. É a qualidade de vida ou pelo menos a busca constante por ela.

Referência:

O ócio criativo. Domenico de Masi. Brasil: Editora Sextante, 2000.

Quer ter mais tempo para o ócio criativo?

Experimente a Eduqa.me!

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola
Registros/Semanários/Linguagem/Socioemocional
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Comunicação Não Violenta: como ela pode te ajudar na Escola

– Não seja assim!
– Não chore!
– Deixe de birras!
– Cala a boca e presta atenção!
– Senta lá!
– Vou deixar você de castigo! Pare com isso!
– Eu vou arrancar a sua língua!
– Você é surdo? Já falei um milhão de vezes pra não fazer isso.


O que tem de tão familiar nessas frases?
Todas essas frases foram tiradas do contexto da sala de aula.  Elas são tão comuns que parece que já ouvimos isso em algum momento da nossa vida ou, quem sabe, até pronunciamos de vez em quando.
Elas parecem desconsiderar completamente a violência que estão por trás de cada palavra e também o efeito que terão sobre a criança que está ouvindo.
Costumamos pensar que a violência está intimamente ligada com alguma agressão física, mas peraí, se fizermos um micro esforço lembraremos de situações que são super violentas lexicamente ¹ falando.
Muitas vezes a comunicação pode ser uma das piores violências, pois ela pode marcar eternamente a vida de uma criança. 
Dito isso, quero compartilhar com vocês sobre o conceito de uma Comunicação aposta a essa:  a Comunicação NÃO Violenta!
A Comunicação não Violente (CNV), foi criada pelo americano Marshall Rosenberg, e é um método simples de comunicação.
Uma comunicação que é clara, empática e que almeja encontrar um jeito para que todas as pessoas falem o importante sem culpar o outro, humilhá-lo, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo.
É uma comunicação útil para resolver conflitos, conectar-se aos outros, e viver de um jeito consciente, presente e antenado ás necessidades vitais e genuínas de si mesmo e do mundo. Baseada na ideia de que todos os seres humanos têm a capacidade da compaixão e a capacidade de escutar verdadeiramente o outro a CNV cria  uma cultura de expressão que resolva os conflitos, ao invés de criá-los.

cnvPodemos dividir o processo da CNV em 4 componentes:

  1. Observação: Observamos as ações concretas que nos afetam. Sem julgamentos e sem juízo de valores. Apenas uma declaração do que estamos observando que pode (ou não) ter nos agradado;
  2. Sentimento: Identificamos e nomeamos o que estamos sentindo em relação ao que observamos. Ou seja, nos perguntamos: ” como me sinto diante disso? Frustrado? Alegre? Magoado?Irritado? dentre outros…
  3. Necessidades: Informamos para o outro as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos que identificamos anteriormente. Em outras palavras, quais são as minhas necessidades, desejos ou valores que guiam meus sentimentos?
  4. Pedido: Pedimos para que algumas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades.

#NaEscola

bons professoresO que vimos nas frases acima são exemplos que tentam limar, corrigir o errado e indicar o correto. Apontar o bom e o mau e abafar o aluno e torná-lo cada vez mais passivo e ouvinte.
Pois, afinal de contas, o professor é uma grande autoridade e ele, enquanto mestre e detentor do conhecimento, deve criar condições favoráveis para que cada criança desenvolva sua capacidade de conservar sua integridade pessoal e, por isso, o mestre tenta moldar as crianças.
Caso alguma dessas crianças não se encaixe nesses padrões os educadores investem em técnicas punitivas. É assim que a Escola tem conduzido seus ensinamentos por séculos, não é mesmo?
As perguntas que pairam no ar são:
Nesse contexto há espaço para a empatia?

É nesse modelo educacional que devemos investir ?

O Professor Afetuoso


Como dito no post “Como trabalhar afeto na Educação Infantil” o afeto tem um papel fundamental na aprendizagem.
A relação de qualidade entre o professor e o aluno depende mais de “como” e ” a quem” se ensina, do que o ” o que se ensina”. Para que o professor se torne eficaz na sua tarefa de ensinar é preciso criar um vínculo com o aluno: uma ligação. Essa ponte com o aluno e construída, na maioria das vezes, com a comunicação.

O professor que domina a competência de comunicação, além de afetuoso, têm  ferramentas muito significativas nas mãos.

professor afetuoso
– Respeito pelos interesses dos alunos
– Educa com afeto
– Liberdade para aprender
– Ambiente agradável em sala
– Construção do conhecimento
– Autonomia na aprendizagem


A proposta da Comunicação Não Violenta é sair da lógica do culpado, da punição, do certo e do errado e desconstruir comportamentos pré-estabelecidos. Quebrar todos os paradigmas e apresentar um novo jeito de se comunicar.
O ato de se comunicar é, por si só, uma necessidade fundamental para a qualidade da existência do indivíduo. A CNV nos instrumentaliza para responder essa necessidade e esinar como construir e melhorar a nossa relação com o outro.
Aqui fiz apenas uma resumo sobre o que é e como podemos começar a exercitar dentro de nós mesmo e dentro da Escola.
Se você gostou do conceito e quer entender um pouco mais sobre a comunicação não-violenta deixo algumas sugestões para que você aprofunde no tema e se envolva com esse jeito empático de lidar com os conflitos internos e externos.
Proponho que experimente esse exercício abaixo e percebam a diferença que a CNV faz nas nossas vidas.

“Vejo que ____. Estou me sentindo ____ por precisar de ____. Você gostaria de ___?”. Ou “Vejo que ____. Você está se sentindo ____ por precisar de ____?”, seguido de “Resolveríamos sua necessidade se eu ____?” ou uma declaração de seu próprio sentimento e necessidade seguido por um pedido.


Com o tempo, podemos perceber mais abertura, mais ternura nas relações e as pessoas se sentiram a vontade para se abrir e se expressar diante dos outros, pois o ambiente será de pura confiança e respeito.

Lexicalmente ¹ : Relacionado com a palavra.

Agora que você já está sabendo tudo de Comunicação Não Violenta, que tal aproveitar para fazer relatórios usando essa nova habilidade? Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante!

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Sugestão de leitura:
Livro “Comunicção Não-Violenta” de Marshall Rosenberg

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

 


Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Festa Junina Significado e Símbolismo

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Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Você já parou para se perguntar como surgiu a Festa Junina e quais são seus significados e simbolismos?

Nesse post você irá conhecer tudo a respeito dessa festa especial do mês de Junho. Com essas informações poderemos embasar e trabalhar a cultura, dança, comidas e as brincadeiras de um jeito mais pedagógico na escola.

Vamos compreender o que, de fato, as crianças podem aprender com essa festa e como podemos explorar cada vez mais esse tema e potencializar o aprendizado dos pequenos.

Vamos lá?

Como  surgiu a Festa Junina?

A festa junina é uma comemoração que acontece no Brasil desde o Brasil Colônia. A história nos conta que essa festa chegou por aqui pelos europeus e a ideia inicial  era reproduzir uma comemoração que já existia em diversos países da Europa.

Qual a origem do nome?

Na Europa a festa se chama Midsummer¹.  No Brasil há duas hipóteses para o nome Junino:
A primeira é que o  nome é oriundo do mês, Junho, que é o mês que a festa é comemorada. A segunda hipótese diz que junino veio de joanino que fazia referencia ao Santo homenageado – São João.

1- celebração do meio do verão

Brasil – Terra de todos os Santos

Embora predominantemente influenciada por portugueses outros povos europeus, como franceses e espanhóis, também contribuíram para essa festa. E claro que os povos africanos e indígenas não ficaram de fora da roda! Cada um colaborou com seus costumes e comidas. Esse mix cultural acabou transformando e resignificando a festa junina brasileira nesse evento tão singular que é hoje.

O espaço da festa

Arraial ou arraiá é o local onde a festa Junina acontece.  Geralmente é um espaço amplo, ao ar livre e com barracas delimitando um espaço circular.

A Decoração

As famosas  banderinhas de papel colorido que hoje são espalhadas por todo o arraial, antigamente eram apenas três grandes bandeiras que estampavam os rostos dos santos. 

Hoje além da abundância das  bandeirolas enfileiradas e espalhadas como varais, os balões de papel e os fitilhos também marcam presença e dão o tom colorido e divertido da festa. As barraquinhas armadas, justamente para esse evento, são feitas, na maioria dos casos, por madeirites ou bambus.  

Já a cobertura fica por conta das palhas secas dos coqueiros, lonas ou de um tecido chamado chita.

A Fogueira

Sabia que cada santo junino tem um tipo de fogueira diferente?

Pois é.. a mais comum é a quadrada que é a de Santo Antonio. Há também a redonda que representa São João e a triangular de São Pedro. A fogueira é um símbolo purificador nas culturas agrárias e é acesa para afastar os maus espíritos e  manifestar a gratidão pela fertilização da terra e das fartas colheitas. Também serve para aquecer e unir as pessoas ao seu redor para brincadeiras, conversas e até para compartilhar alimentos assados na brasa.

Fonte: Google

Fonte: Google

A Música

A música e os instrumentos usados, como a sanfona, triângulo, reco-reco, estão na base da música popular folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil lá no início. O Brasileiro, com sua criatividade, foi incrementando e somando novos instrumentos e ritmos.

Separamos uma lista de músicas para você aqui, mas você só consegue acessar se estiver conectada com a internet e usando e ou usando o spotify.

As Comidas Típicas

As comidas da Festa junina estão relacionadas, principalmente, à cultura campestre. Boa parte das comidas são feitas de grãos e raízes.

Já contou quantas delícias fazemos com esses ingredientes? Podemos fazer muitos pratos juninos como milho, arroz, amendoim, batata-doce e mandioca e etc… 

Fonte: Google

Fonte: Google

A Quadrilha

Essa atividade lúdica, teatral e festiva é um dos momentos mais aguardados da festa junina. A preparação é feita semanas antes e é o momento em que todos participam. Essa dança, que originou de uma dança de salão francesa, também é uma forma de agradecimento pela boa colheita.

Fonte: Google

Fonte: Google

Figuras da Sociedade rural

O padre, o noivo, a noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros são essenciais para movimentar essa festa.

As Brincadeiras

Sabemos que é nas brincadeiras que os pequenos aprendem e crescem. Por isso, para garantir o aprendizado e o sucesso do arraial as brincadeiras merecem ser diversas e divertidas. Os leilões, bingos, casamento, correio elegante, pau de sebo, simpatias, corrida do saco, pescaria e outras são algumas das mais tradicionais, mas não deixe de explorar algumas brincadeiras regionais e deixar espaço para as crianças criarem suas próprias brincadeiras.  O mais importante dessa festa é mesmo se divertir e difundir esta cultura brasileira que é tão rica.

No próximo post falaremos desse assunto na prática: Como aproveitar os jogos da festa Junina para o desenvolvimento e aprendizagem?

Aproveita para divulgar as fotos da festinha junina da sua Escola e marcar a gente com a Hashtag #FestaJuninaNaEscola

Agora que você sabe tudo sobre a festa junina, que tal entrar na Eduqa.me para fazer seu planejamento digital?

Legal, né?

Então que tal clicar AQUI e começar a fazer seus semanários na plataforma Eduqa.me? Tenha mais facilidade e dê visibilidade ao trabalho que faz em sala para que a coordenação pedagógica tome decisões pautadas em dados e fatos.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Qual a melhor idade para alfabetizar?

Especialistas se dividem: enquanto alguns acreditam que o letramento é prejudicial antes dos 7 anos, outros querem adiantar o processo (foto: Google)

Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Relatórios
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Qual a melhor idade para alfabetizar?

Reuniões de pais podem ser verdadeiras competições, com as conquistas de cada criança sendo alardeadas a quem quiser ouvir. Se os filhos têm menos de 6 anos de idade, é provável que a habilidade escrita seja das mais exibidas – “fulaninho já escreve o nome”, “fulaninha já sabe recitar o alfabeto”. A alfabetização precoce, entretanto, não é unanimidade entre educadores.

Enquanto o Ministério da Educação estabelece que todos os alunos devem estar alfabetizados até os 8 anos de idade (ou seja, ao final do terceiro ano do Ensino Fundamental), é prática comum entre pré-escolas particulares que a introdução à palavra grafada comece a partir dos 3 anos. Trata-se de uma tentativa de criar estudantes mais “preparados” em um modelo de educação extremamente competitivo.

Qual seria, então, a idade ideal para começar a alfabetização? Essa não é a pergunta correta. A criança pode, sim, ser apresentada à cultura escrita desde muita nova – mas há maneiras saudáveis e outras, frustrantes, de fazê-lo. O essencial é respeitar o ritmo de desenvolvimento de cada uma.

A curiosidade pela leitura e escrita deve ser estimulada, sim, mas de forma lúdica e que não atropele o desenvolvimento natural da criança (foto: Google)

A curiosidade pela leitura e escrita deve ser estimulada, sim, mas de forma lúdica e que não atropele o desenvolvimento natural da criança (foto: Google)

Até os 3 anos

Muito antes de se iniciar o processo de escrita em si, é preciso que seja construída uma base para que a criança se sinta segura ao aprendê-la. Isso significa estimular a linguagem de formas lúdicas e familiares, sem exigências.

São atividades importantes nessa etapa:

  • Momentos de leitura com pais ou professores, em que ela vai presenciar não apenas uma história em voz alta, como o carinho para com ela e com o livro;
  • Brincadeiras com rimas, cantigas e músicas, que criam consciência fonológica;
  • Filmes e peças de teatro selecionados de acordo com a idade, exercitando a atenção e a linearidade de pensamento;
  • Conversas – não somente fale para a criança, mas fale com ela. Permita que ela se expresse e responda, da forma que puder.

Lembre-se ainda de falar corretamente, para que ela se acostume ao som correto das palavras. Durante esse período, os pequenos estão passando por um desenvolvimento acelerado da linguagem oral – aos 3 anos, estudos mostram que eles conseguem absorver até 20 novas palavras por dia e assimilar naturalmente complexas regras gramaticais. Não fazem sentido, no entanto, exercícios voltados especificamente para a escrita até que essa etapa tenha sido bem assimilada.

Momentos de leitura com a família e na escola são cruciais para transformar a cultura escrita em algo prazeroso (foto: Google)

Momentos de leitura com a família e na escola são cruciais para transformar a cultura escrita em algo prazeroso (foto: Google)

Entre 4 e 5 anos

Algumas crianças mostram sinais de que estão prontas para iniciar o letramento nessa faixa etária. Isso pode ser feito, desde que elas não se sintam obrigadas a se alfabetizar.

Nessa fase, elas memorizam letras e sílabas, reproduzem seus nomes e os nomes de familiares e amigos, e mesmo escrevem palavras inteiras. Isso não significa, porém, que estejam entendendo as regras por trás do que fazem – mas sim que a memória nessa idade é excelente. Ou seja, ao contrário do que possa parecer, as crianças ainda não estão maduras para iniciar um aprendizado formal da escrita.

Não é recomendado utilizar métodos rígidos, como ler e copiar uma palavra repetidas vezes. Ao sentir que suas produções são insuficientes – afinal, ele ainda não possui as habilidades necessárias para escrever como um adulto, de forma convencional – o aluno se frustra e pode estagnar. Vai, por exemplo, decorar palavras, sem compreender sua formação, ou até mesmo desistir de ler e escrever totalmente, por receio de errar.

A escrita nessa idade deve ser encarada como a fala nos anos anteriores: ninguém espera que um bebê já comece a falar corretamente, nem desvaloriza suas tentativas por não estarem dentro da norma. Da mesma forma, quando o assunto é leitura e escrita, as pré-escolas devem garantir o direito de experimentar das crianças; de tentar, errar e tentar novamente até conseguir. Não desqualifique as letras tortas, espelhadas ou “feias”.

Dos 6 aos 7 anos

A maioria dos especialistas concorda que, em torno dos 6 e 7 anos, os alunos já estão neurologicamente prontos para ler e decodificar as palavras. Já é possível aplicar métodos mais formais de letramento com pouco risco de atropelar o desenvolvimento natural e, por consequência, menores chances de fracasso.

Também é nessa faixa etária que a criança percebe que as palavras são divididas em diferentes fonemas e que eles podem ser reproduzidos através da combinação das mesmas letras e sílabas. Ao invés de memorizar e repetir, a partir de então ela é capaz de construir.

Mesmo assim, o processo completo de alfabetização pode durar até mais dois anos. Considera-se que a criança está alfabetizada quando é capaz de ler e escrever com fluência, além de interpretar a mensagem que lhe foi transmitida.

Especialistas se dividem: enquanto alguns acreditam que o letramento é prejudicial antes dos 7 anos, outros querem adiantar o processo (foto: Google)

Especialistas se dividem: enquanto alguns acreditam que o letramento é prejudicial antes dos 7 anos, outros querem adiantar o processo (foto: Google)

Os ciclos de 7 anos

Educadores que seguem a metodologia Waldorf, que cultiva a criatividade e as experiências lúdicas em oposição ao ensino tradicional, defendem que a criança só deve ser apresentada à língua escrita depois dos 7 anos de idade. Antes disso, o aprendizado seria desgastante demais. Para os teóricos dessa linha, o crescimento do indivíduo acontece em ciclos de sete anos (dos 0 aos 7, dos 7 aos 14 e dos 14 aos 21), ou setênios – momentos em que o corpo passa por transformações marcantes. Seria, portanto, função da escola respeitar esses ciclos (leia mais sobre a educação Waldorf aqui).

Enquanto isso, teóricos contrários à ideia acreditam que a meta do governo é flexível demais e que os estudantes deveriam estar alfabetizados até os 6 anos. É o que ocorre em países como Coréia do Sul, Finlândia e Hong Kong, que constam entre os primeiros colocados no teste Pisa pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

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