OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Fonte: Disney Babel

Rotina pedagógica
0 Comments

OBSERVAR, REGISTRAR E A REFLETIR: DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A principal prática do professor em sala é registrar. Mas para que ele faça essa prática há um trabalho imenso por trás.

Previa da sala de aula

Anteriormente é preciso que ele faça o planejamento. Crie ou se inspire em atividades com objetivos e estratégias para desenvolver as ações educativas dentro da Escola.

A documentação pedagógica, neste contexto, configura-se a estratégia de investigação que dá voz à infância. Possibilita a visualização dos processos de construção da aprendizagem, das experiências individuais e de grupo, por meio da observação e registros constantes da prática em sala de aula.

A atividade de documentar as ações educativas dá suporte e organiza a prática, de modo a suprir as necessidades do professor de tornar possível o diálogo entre a teoria e a prática, humanizar a aprendizagem, compreender melhor a cultura da infância, tornando o conhecimento significativo para os alunos.

A documentação pedagógica é elaborada das informações registradas com intuito de instigar e provocar o educador. Fotos, filmes, gravações, desenhos… Conteúdos que tornam evidente a aprendizagem.

Mas, como pensar esse documento?

 

Como comunicar? Para quem comunicar? Como estabelecer o diálogo entre a teoria e a prática? Como pode favorecer a aprendizagem da criança e a organização do ensino?

Essas e outras perguntas você deve se fazer antes de anotar por anotar.

Tudo que for escrito, registrado, catalogado, deve ter um porque.

Para te ajudar nessa tarefa a Eduqa.me criou ou área de planejamento que te pergunta passo a passo as informações da sua aula.

Veja na imagem abaixo:

Ao preencher essas informações você já está planejando e organizando seu pensamento.

Depois de criar a aula é hora de ir para a sala de aula e observar.

Veja como fica sua atividade na linha do tempo e como e como, com apenas um clique, você adiciona o registro:

Gostou?

Quer saber mais sobre esse tema? Clique conheça mais sobre a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Fonte: Standard Forsuccess

Relatórios/Rotina pedagógica
0 Comments

FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO

Em posts anteriores, trabalhamos assuntos e tópicos importantes para a prática do professor.

Falamos sobre a importância da observação, do registro, da reflexão e em alguns momentos abordamos a avaliação, mas não com a atenção que se deve.

Em todos os segmentos que compõem a escola, a avaliação se faz presente. É a partir dela que as transformações dentro da Instituição acontece de maneira a garantir uma aprendizagem cada vez mais significativa.

Leia mais em: 5 Passos para uma avaliação formativa de qualidade.

Toda avaliação deve considerar o processo de ensino e aprendizagem ocorrido, as estratégias e as situações utilizadas em sala de aula para contemplar tal processo.

A Prática Avaliativa

A organização de uma reunião de pais, relatórios e portfólios, são importantes ferramentas avaliativas, que vão além da preocupação com pauta e produção de texto.

Educadores, crianças e familiares são fundamentais para que a escola seja transformada numa comunidade de aprendizagem onde todos pensam, planejam, avaliam suas ações e seus trabalhos.

Portfólios, dossiês, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem à organização de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o educador, as próprias crianças e as famílias para poder ter uma visão evolutiva do processo e da evolução da criança.

O mais importante no processo de avaliação é o registro, pois é por meio dele que o educador coleta informações dia após dia. Essa constância do registro possibilita ao professor e ao aluno uma panorâmica dos passos percorridos na construção da aprendizagem.

A forma de registrar diariamente o caminhar da criança tem como objetivo mostrar a importância da aula planejada e das atividades escolhidas.

Não importa a ferramenta que você escolhe para fazer o registro, o que importa mesmo é que esse procedimento seja feito pautado no desenvolvimento holístico da criança.

Quando o registro é feito com esse olhar ficar fácil identificar qual aluno está com desempenho defasado, qual aluno precisa ser mais estimulado e qual precisa de atenção especial para desenvolver suas dificuldades.

Como vocês podem ver, é a partir de uma documentação pedagógica bem feita e uma prática refletida na criança e não em processos administrativos que as soluções ou sugestões sobre o processo de aprendizagem farão sentido.

Como fazer bom uso dessa prática?

O educador que tiver cadencia e coerência nos registros pedagógicos terá claro que a avaliação será para melhorar e propiciar avanços no trabalho e no desenvolvimento infantil e não apenas para cumprir protocolos burocráticos.

Para explorar ainda mais esse assunto selecionamos alguns materiais para que você baixe e faça bom uso dessas práticas.

Como preparar roteiros e pautas?

Leia mais em: 7 Dicas para organizar seus roteiros sem perder tempo

O que avaliar e de que maneira? 

Baixe nosso ebook em: Tudo que você precisa saber para avaliar registros pedagógicos na Educação Infantil

Na Eduqa.me é possível fazer seu planejamento semanal e também planejar projetos. Legal, não é?

Agora que você já leu todo esse material sobre avaliação, que tal se inspirar e compartilhar as ferramentas que vocês mais usam para avaliação?

Escreva um email para deborahcalacia@eduqa.me.

Clique aqui e teste grátis!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

 

Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação
Materiais para Download/Rotina pedagógica
0 Comments

Portfólio na Educação Infantil: Como organizá-lo e o que usar na avaliação

 

PORTFÓLIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Chegou a hora de fazer o portfólio das crianças! Mas como organizar todas as informações? Fazer o portfólio não se trata apenas de reunir todas as atividades e produções do aluno, é um trabalho cuidadoso que deve mostrar a trajetória detalhada da evolução das crianças em sala. Dependendo da escola, ele é analisado bimestral, trimestral ou semestralmente, para a avaliação formativa da criança.

Descubra o segredo para montar um portfólio incrível.

Para ajudar você com essa tarefa criamos um ebook com informações valiosas para a criação, organização e avaliação, clique aqui e baixe agora é grátis!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

 

Linguagem: letras na areia

Vários materiais e texturas podem ser usados para explorar o alfabeto. Use cores diferentes para tornar a atividade mais prazerosa (foto: Google).

Atividades/Linguagem/Registros
2 Comments

Linguagem: letras na areia

No Brasil, o usual é que as crianças comecem o processo de alfabetização entre os 5 e 7 anos – quando, porém, um aluno demonstrar interesse mais cedo, isso deve ser incentivado (ainda que não acompanhe o ritmo da classe) com atividades extras e desafios que mantenham sua vontade de aprender. Mesmo com 3 anos, algumas crianças gostam de recitar ou cantar o alfabeto, por exemplo. A partir daí, já é possível introduzir as letras e começar a associar os símbolos aos sons.

A atividade de contornar as letras em diversas superfícies vem do método Montessori. Nele, a turma trabalha com o alfabeto áspero (em que as letras são recortadas de papel rígido, como uma lixa) e, então, repetem o traçado em uma bandeja com sal ou areia. É ideal para trabalhar com crianças que ainda não têm o habilidade motora fina necessária para escrever, mas já estão desenvolvendo o princípio da linguagem escrita. Além disso, realizar os movimentos para desenhar as letras é um preparo para que elas atinjam a mobilidade para segurar lápis ou canetas futuramente!

Saiba mais sobre o método Montessori aqui.

Vários materiais e texturas podem ser usados para explorar o alfabeto. Use cores diferentes para tornar a atividade mais prazerosa (foto: Google).

Vários materiais e texturas podem ser usados para explorar o alfabeto. Use cores diferentes para tornar a atividade mais prazerosa (foto: Google).

Área de conhecimento

Linguagem oral e escrita.

Faixa etária

Quando a criança demonstrar inclinação ao aprendizado da palavra escrita, mas nunca antes dos 3 anos.

Material

  • Cartões com as letras do alfabeto em papel áspero (também é possível usar outras texturas marcantes, como camurça),
  • Bandejas,
  • Sal ou areia.

Preparação

Em cada aula, apresente um grupo de quatro ou cinco letras novas para as crianças. Peça a elas que repitam depois de você, uma a uma, na mesma ordem em que foram introduzidas. Então, embaralhe-as no chão e pergunte “Que letra é essa?” aleatoriamente, ou peça que elas lhe apontem determinada letra.

Depois disso, escolha um dos cartões e chame uma das crianças à frente, para perto de você. De modo bem claro, use seus dedos para traçar o símbolo e diga o nome da letra, enquanto ela observa – ela irá imitar a performance, contornando e repetindo a letra. Faça isso com todas as letras da aula para cada criança (se possível – se houver grande número de alunos ou pouco tempo para a atividade, chame algumas crianças para tocar em cada cartão).

Não ensine o alfabeto inteiro em um só dia! Garanta que a turma consegue identificar facilmente as primeiras letras antes de passar para as próximas.

Atividade

Organize a classe em pequenos grupos nas próprias mesas da sala de aula. Você pode usar bandejas pequenas, individuais, ou maiores, no centro da mesa, para que o grupo utilize em conjunto. Diante das crianças, coloque um dos cartões com uma letra. Mostre a elas como sentir, com as pontas dos dedos, primeiro a letra áspera no cartão, e depois tentar reproduzir o desenho na areia (se não houver letras o suficiente para todos, elas farão um rodízio: após contornarem aquela letra corretamente, podem entregá-la ao colega ao lado). O objetivo é que cada uma das crianças consiga contornar todas as letras daquela aula.

Se a turma já estiver craque no alfabeto em caixa alta ou letra de imprensa, introduza a cursiva da mesma forma (foto: Google)

Se a turma já estiver craque no alfabeto em caixa alta ou letra de imprensa, introduza a cursiva da mesma forma (foto: Google)

Variações

Linguagem: utilize outros materiais para desenhar as letras. Por exemplo, imprima o alfabeto em tamanho grande e peça para as crianças usarem massinha de modelar para seguir as linhas e formar as letras sobre o papel, sempre enfatizando o nome da letra enquanto a produz. Algumas opções de texturas para trabalhar o alfabeto: pelúcia, camurça, massa de pão, serragem, argila, EVA.

Para avaliar

  • As crianças conseguem recitar algumas letras do alfabeto? Associam o nome da letra ao símbolo?
  • Identificam o som de algumas das letras dentro da palavra?
  • Como está o desenvolvimento motor? Elas traçam o letra feita de lixa sem problemas, com as pontas dos dedos, ou ainda usam a mão inteira? Precisam de ajuda para seguir as linhas ou o fazem naturalmente?
  • E na hora de desenhar na areia? Apresentam controle sobre o movimento da mão e dos dedos? Conseguem reproduzir o símbolo que sentiram no cartão, na bandeja?
  • Tomaram iniciativa e escreveram outras letras que conhecem (as letras de seus nomes, etc.) na areia?
  • Se elas realizarem a escrita incorretamente, basta chacoalhar a bandeja para misturar a areia e tentar novamente! Evite segurar as mãos ou dedos das crianças e contornar por elas. Apenas oriente-as para que tentem novamente, desde o princípio (do cartão para a bandeja).

Registre!

Essa não é uma atividade que será feita em uma única aula. Por isso, é útil registrar principalmente os primeiros e últimos dias, ou com certa regularidade (uma vez por semana ou a cada duas semanas), para capturar a evolução de cada aluno. Se tiver a oportunidade, grave-os contornando as letras, e use as filmagens para refletir sobre as dificuldades que cada um apresentou e definir os rumos das próximas atividades: eles precisam focar no reconhecimento das letras ou na coordenação motora? Já estão prontos para escrever com lápis ou outros utensílios? Tudo isso ficará mais claro se puder ser assistido mais tarde, fora do ambiente da sala de aula.

Em seu registro, considere:

  • A turma está familiarizada com as letras do alfabeto? Sabe recitá-las? Faz a relação entre som e letra? Entre letra e símbolo?
  • Compreendeu a atividade e soube imitar as ações da professora? Como foi sua explicação (clara, com exemplos, com movimentos corporais para facilitar o entendimento)?
  • As crianças apresentaram algum problema: de linguagem oral? De linguagem escrita? De motricidade? Esse problema é corriqueiro, apenas consequência da sua idade ou há outras causas? Como estimular essa área nas próximas atividades?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Quais os motivos de as crianças agirem dessa forma? Como você lidou com a situação e o que poderia ter sido feito de outra forma?
  • Elas se mostraram curiosas, interessadas e tentaram desenhar outras letras ou dividir algum conhecimento relacionado durante a aula? Você acha que incentivou essas demonstrações ou as inibiu?
  • CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME 

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Atividade: Germes de Purpurina

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Atividades/Identidade e autonomia/Natureza e Sociedade/Registros
0 Comments

Atividade: Germes de Purpurina

A partir dos 3 anos de idade, as crianças começam a demandar mais responsabilidade sobre seus próprios corpos: seja ao tentar se vestir por conta própria ou segurando a própria escova de dentes. A autonomia deve ser estimulada (sem que os adultos em torno se esqueçam, porém, de que elas ainda não são hábeis o suficiente para realizar essas tarefas sem supervisão alguma).

Cuidar de si mesmas e de sua higiene é um processo de desenvolvimento de autoestima e autoconhecimento. Contudo, nessa faixa etária ainda não está claro para elas a necessidade da limpeza – por que, afinal, elas devem lavar as mãos antes de comer ou se limpar após usar o banheiro? É preciso que pais e educadores criem situações para ensinar e promover essa rotina saudável.

Para ver outras sugestões de atividades sobre higiene, clique aqui.

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Área de conhecimento

Identidade e autonomia.

Faixa etária

A partir dos 3 anos até o fim da Educação Infantil.

Material

  • Purpurina,
  • Hidratante,
  • Guardanapos,
  • Água e sabonete,
  • Uma lona, toalha ou plástico para proteger a superfície de trabalho (sua escola vai agradecer!).

Preparação

Escolha uma área adequada para a atividade: uma mesa baixa, em torno da qual todas as crianças possam sentar, ou, se possível, o pátio ou outro espaço aberto. Antes da aula começar, cubra o local com uma lona ou toalha, para que ele não fique coberto de purpurina até o final do dia.

Então, despeje toda a purpurina em uma bandeja ou bacia – ou em várias, se a turma for grande e precisar ser dividida.

Já com as crianças, explique o que são os germes e qual a importância da limpeza. Diga que, apesar de elas não poderem vê-los, porque os germes são muito pequenininhos, eles podem ficar em seus corpos e causar doenças – por isso, é essencial que elas sempre lavem as mãos e tomem banho ao fim do dia: assim, vão se livrar das sujeirinhas que acumularam durante a brincadeira e ficar saudáveis.

Cite algumas situações em que as crianças precisam lavar as mãos, seja antes ou depois: após usar o banheiro, após fazer carinho em animais, após brincar no chão, antes das refeições ou antes de tocar os olhos e a boca. Peça sugestões a elas e converse sobre suas opiniões.

Atividade

Finalmente, anuncie que vai mostrar as elas como eliminar os germes. Distribua algumas gotas de hidratante para cada uma e ajude-as a espalhá-lo nas mãos. As crianças vão colocá-las na bandeja com purpurina e observar como o pó gruda em seus dedos e até nos braços.

Enfatize que os germes são como a purpurina, só que menor ainda – podem ser pequenos, mas se espalham por toda parte e são difíceis de remover. Peça para que elas batam as mãos ou espanem. Funcionou? Não muito bem. Quem sabe com um guardanapo? Também não.

A melhor solução é lavar as mãos com água e sabonete! Guie a turma até a pia ou um balde com água e ajude-as na limpeza. Oriente-as: é preciso esfregar bem entre os dedos e por baixo das unhas. Quando elas terminarem, faça uma caça aos germes que restaram, encontrando a purpurina que grudou na roupa, no rosto ou nos braços. Por isso, é fundamental que elas tomem também um ótimo banho, quando chegarem em casa! 

Variações

  • Autonomia (produção da turma): Após a atividade acima, por que não criar um cartaz com o que foi aprendido sobre higiene? Imprima e recorte imagens de alguns materiais usados para a limpeza pessoal, como sabonete, esponja, escova e pasta de dentes, toalha, guardanapos, etc.. Cada criança pode escrever seu nome ou trazer uma foto de casa para criar o mural da higiene. Assim, sempre que as crianças realizarem uma das tarefas representadas, elas podem colocar um adesivo no cartaz. Use o pôster algumas vezes por dia na sala de aula, após a hora do lanche e o recreio, por exemplo, e confira o resultado ao final de cada dia de aula.

Dica: use fita banana (fita dupla-face de esponja), pois, com ela, é mais fácil descolar os pontos das crianças ao fim de cada semana. Assim, não é necessário fazer um novo pôster a cada poucos dias.

Em casa ou na escola, as atividades de higiene devem ser prazerosas, em lugares iluminados e com água morna (foto: Google)

Em casa ou na escola, as atividades de higiene devem ser prazerosas, em lugares iluminados e com água morna (foto: Google)

Para avaliar

  • As crianças entenderam que devem lavar as mãos e ter práticas de higiene com frequência?
  • Compreenderam o motivo dessa rotina de limpeza e sua importância?
  • Mostraram interesse em realizar as tarefas por conta própria?
  • Já conseguem, de fato, cumprir alguns hábitos de higiene sem auxílio, apenas com a supervisão do professor?
  • Lembram-se, sozinhas, de lavar as mãos ou escovar os dentes?
  • Lembram e ajudam outros colegas com suas práticas de limpeza?

Registre!

Use o mural da higiene para acompanhar o desenvolvimento das crianças. O quanto elas ainda precisam ser lembradas e orientadas para realizar essas tarefas básicas de higiene? Parabenize constantemente os hábitos saudáveis e elogie os alunos sempre que eles tomarem a iniciativa, aproveitando para reforçar para toda a classe a relevância dessas atividades.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse e quiseram participar da atividade?
  • Compreenderam a intenção do exercício, relacionando a purpurina com os germes e bactérias?
  • Entenderam os rituais de limpeza e higiene demonstrados na aula e tentaram reproduzi-los por conta própria?
  • Com quanta autonomia elas já conseguem cuidar de sua saúde? Quais tarefas realizam sozinhas?
  • Tomam iniciativa para realizar outras tarefas sem ajuda (lavar os cabelos, amarrar sapatos, etc.)? Como você pode incentivar esse comportamento e lhes dar mais responsabilidade, com supervisão?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Quais os motivos para isso e de que forma você lidou com a situação? O que poderia ser feito de outra forma?
  • Através do diálogo com as crianças, os hábitos de saúde e higiene da família estão adequados? É preciso acompanhar mais de perto algum aluno específico? Como educar também estes pais ou responsáveis quanto aos cuidados com a saúde?

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Motricidade: separando sementes

Quando menores as sementes e frutas selecionadas pelo professor, mais complexo será o movimento das crianças para manuseá-las (foto: Google)

Atividades/Movimento/Registros/Rotina pedagógica
0 Comments

Motricidade: separando sementes

Durante a primeira infância, as crianças desenvolvem dois aspectos da motricidade, a motricidade ampla e a fina. A ampla abrange movimentos “grandes”: engatinhar, andar, pular, correr. Já a fina trabalha com ações menores e mais precisas, envolvendo as mãos e pontas dos dedos. Um exemplo é o famoso movimento de pinça (quando ela consegue segurar um objeto entre os dedos polegar e indicador).

O DESENVOLVIMENTO MOTOR NA PRIMEIRA INFÂNCIA: O QUE É PRECISO SABER.

Ambas essas habilidades vão ser exercitadas simultaneamente durante toda a Educação Infantil e são um preparo para desafios futuros, como segurar lápis e começar a desenhar as primeiras letras. Desenvolver a coordenação motora dá à criança uma sensação de controle sobre o ambiente, já que, a partir de então, ela terá destreza para manusear materiais.

Porém, enquanto atividades de motricidade ampla surgem quase que naturalmente, em jogos, brincadeiras e na rotina diária, trabalhar a fina requer uma diversidade de materiais.

Atividade Separando Sementes

Os professores podem introduzir massa de modelar, argila, peças de Lego ou blocos, livros e revistas para que ela possa folhear as páginas, jogos eletrônicos em iPads ou computadores, bolinhas de gude ou sementes.

Quando menores as sementes e frutas selecionadas pelo professor, mais complexo será o movimento das crianças para manuseá-las (foto: Google)

Quando menores as sementes e frutas selecionadas pelo professor, mais complexo será o movimento das crianças para manuseá-las (foto: Google)

Área de conhecimento

Motricidade fina.

Faixa etária

A partir dos 2-3 anos de idade, dependendo da destreza em realizar outros movimentos com objetos maiores.

Material

  • Sementes e frutinhas de tamanhos variados,
  • Um pote ou vasilha grande para colocar todo o conteúdo, misturado,
  • Potinhos menores (ou uma caixa de ovos vazia – cada tipo de semente pode ser colocada em uma divisória) para separar as sementes.

Preparação

Como essa atividade utiliza peças muito pequenas (sementes), garanta que as crianças já são capazes de segurar objetos maiores com facilidade antes de introduzi-las ao novo desafio. Elas já manuseiam peças de Lego e blocos, por exemplo? Conseguem carregar algo nas mãos para entregar ao professor? Se a resposta for sim, elas estão prontas para exercitar o movimento de pinça.

Atividade

Organize a turma em mesas baixas ou em um círculo no chão, sentando entre elas. Deixe a tigela maior, com todas as sementes, na sua frente. Mostre à classe o conteúdo, deixando que todos espiem, e cite os nomes das sementes e frutas que escolheu, mostrando cada uma delas. Compare algumas com ajuda das crianças: essa é uma amora e esse é um grão de milho. Eles são iguais? Qual deles é maior? Então, explique que elas vão separar as sementes em potinhos.

Distribua as caixas de ovos ou outros recipientes pequenos que decidir usar, e fique com um para você. Vá realizando a atividade em conjunto, assim, elas podem observar a tarefa e aprender espelhando suas ações.

Pegue sempre uma semente por vez de dentro do pote – vá devagar, dando à turma tempo para pensar. Olhe bem para a semente escolhida, compare-a com as outras que já separou para que a diferença fique clara, e, por fim, despeje a semente no potinho correto.

Continue até que a grande tigela do centro esteja vazia.

Quando as sementes estiverem sortidas, aproveite para apresentar seus nomes e contar quantas cada um separou, desenvolvendo linguagem e matemática (foto: Google)

Quando as sementes estiverem sortidas, aproveite para apresentar seus nomes e contar quantas cada um separou, desenvolvendo linguagem e matemática (foto: Google)

Variações

  • Motricidade fina: você também pode realizar atividades semelhantes com apetrechos como pinças, chopsticks e redinhas, ensinando as crianças a segurá-los entre o dedão e o indicador.
  • Linguagem e matemática: estimule outras áreas pedindo para a classe que nomeie as sementes e frutas sortidas ou apresentando o novo vocabulário. Também proponha que cada um conte quantas sementes de cada tipo separou (se necessário, ajude-os a contar em voz alta, em conjunto, retirando as sementes uma por uma do pote).

Para avaliar

  • As crianças conseguem segurar uma semente por vez? Isso demonstra habilidade em manusear objetos pequenos.
  • Elas conseguem fazê-lo usando o movimento de pinça ou ainda precisam do auxílio da mão cheia?
  • Conseguem carregar com destreza as sementes e frutas até o recipiente correto?
  • Se houve erro, ele aconteceu porque a criança ainda precisa desenvolver a motricidade fina ou porque ela não compreendeu a atividade? Se for o segundo caso, faça perguntas e aponte as diferenças de cor e tamanho para que ela perceba o erro e corrija-o por conta própria.
  • Será que é necessário trazer mais exercícios de motricidade com objetos maiores para algumas crianças? Elas podem prosseguir para trabalhar com peças ainda menores?
  • Elas aprenderam novo vocabulário e souberam identificar as frutas e sementes (na variação)?
  • Souberam contar o número de frutas e sementes que continham, seja individualmente ou com ajuda do grupo (na variação)? 

Registre!

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A EDUQA.ME 

Como essa atividade não pode ficar guardada em uma pasta para ser exibida aos pais, fotografe ou filme as crianças enquanto elas separam as sementes. Outra possibilidade é disponibilizar uma mesa, em um canto da sala, para expor as caixas de ovos de cada uma delas – não esqueça de pedir que elas coloquem seus nomes (caso elas já saibam escrevê-los), ou de anotá-lo para elas. Ver seu trabalho exposto é motivo de orgulho para as crianças, e lhes dá a oportunidade de narrar a atividade para as colegas ou a família, mostrando o que realizou.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse pela atividade? Se não, foi por ela ser fácil demais ou complexa demais? O que pode ser feito nas aulas seguintes para dar continuidade?
  • Elas compreenderam o objetivo do exercício e tentaram executá-lo?
  • Tiveram dificuldades com a coordenação motora? Quais foram elas? Como elas podem ser desenvolvidas?
  • Houve algum comportamento que se destacou, positiva ou negativamente? Quais os motivos desse comportamento? Como você lidou com isso?
  • As crianças mostraram curiosidade, perguntaram sobre as sementes e frutas, descobriram palavras novas ou sugeriram variações? As sugestões delas podem ser realizadas ou são úteis para o seu aprendizado? Quem sabe você não pode atender algumas delas na próxima aula?

Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!