Atividade: Do maior para o menor

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Atividades/Matemática/Registros
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Atividade: Do maior para o menor

Antes de começar a empregar números e realizar operações matemáticas, as noções de tamanho e quantidade já são discerníveis pelas crianças. Repare como, durante brincadeiras, elas dão sinais de distinguir objetos grandes dos pequenos; ou usam esses adjetivos para caracterizar algo ou alguém durante uma história.

Se esses comportamentos foram observados, significa que as crianças estão aprendendo matemática. E, quanto mais essa matéria for relacionada ao mundo palpável, mais fácil será compreendê-la – e depois evoluir, naturalmente, para noções mais abstratas.

Quase tudo pode ser transformado em uma prática matemática: contar os carros passando durante uma viagem de carro, empilhar blocos e peças de Lego, separar materiais de tamanhos ou formas distintos.

Use a criatividade para escolher apetrechos variados, que tornem as atividades divertidas!

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

As matrioskas, ou Bonecas Russas, são uma boa alternativa para comparar tamanhos (foto: Google/reprodução)

Área de conhecimento

Matemática.

Faixa etária

Em torno dos 3 e 4 anos de idade.

Material

Tente reunir “grupos” de brinquedos diferentes:

  • Bolas de vários tamanhos: de ping-pong, de tênis, de vôlei, de basquete, de praia;
  • Ursinhos de pelúcia de vários tamanhos;
  • Blocos de montar de vários tamanhos;
  • Carrinhos de vários tamanhos.
  • Frutas e vegetais de vários tamanhos: uva, ameixa, maçã, melão, abóbora.

Isso não só deixa a brincadeira mais interessante como também incentiva a repetição (as crianças terão que organizar do maior para o menor não uma só vez, mas quatro ou cinco, para arrumar cada grupo), fixando o aprendizado. 

Preparação

Divida a sala em estações – as estações podem ser as mesas das crianças ou os cantos da sala de aula. O importante é separar os grupos de objetos: ursos com ursos, blocos com blocos, e assim por diante. Eles não devem estar organizados por tamanho, mas sortidos aleatoriamente.

Explique para as crianças que vocês precisam arrumar os brinquedos do maior para o menor, começando com o bem pequenininho, até o muito grande. Use uma das estações como exemplo: pegue o menor objeto e compare-o com os outros com gestos bem amplos, para que as crianças notem a ação. Faça isso colocando a peça ao lado das outras, uma por uma, até “concluir” que ela é mesmo a menor. Você pode fazer perguntas para que a turma ajude, dizendo qual é maior ou menor, grande ou pequena. Repita a comparação com todos os brinquedos dessa estação, até que ela esteja completamente organizada do menor para o maior.

Atividade

Agora, é a vez das crianças. Divida-as entre as estações e deixe que elas arrumem os brinquedos na ordem correta. Caso veja que um dos objetos está na posição errada, faça perguntas, apontando os tamanhos e deixando que a turma perceba o erro.

Quando as filas estiverem prontas, continue praticando as noções de tamanho. Aponte para duas peças e inquira: “esse é maior do que esse?”, “qual dos dois é o menor?”, “esse carrinho é grande ou pequeno”?, “qual o maior de todos?”. Depois, volte a desorganizar as fileiras para que as crianças mudem de estação e repitam a atividade com novos brinquedos.

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

O método Montessori trabalha a noção de maior para menor com auxílio da Pirâmide Rosa (foto: Google/reprodução)

Para avaliar

Essa é uma atividade que possibilita que as próprias crianças reparem nos erros, já que a diferença de tamanho é bem perceptível, e elas mesmas também apliquem as correções. Ainda assim, cabe ao professor enfatizar essas diferenças, para que elas sejam cada vez mais óbvias à turma. Avalie:

  • As crianças conseguem distinguir tamanhos diferentes?
  • Entendem os conceitos de “grande” e “pequeno”?
  • Sabem apontar quais objetos são grandes e quais são pequenos?
  • Conseguem organizar os brinquedos do maior para o menor?
  • Identificam o maior de todos e o menor de todos?
  • Fazem comparações do tipo “esse é duas vezes maior do que aquele” ou “cabem quatro desses blocos dentro deste outro”?

Registre!

  • A turma compreendeu a aula e conseguiu realizar a atividade proposta? Demonstraram interesse pelos brinquedos escolhidos e souberam manuseá-los?
  • E quanto ao entendimento das regras da atividade? Mantiveram cada grupo de objetos na estação correta? Organizaram as fileiras conforme foi mostrado pela professora?
  • Houve algum comportamento marcante, bom ou ruim? Como foi o relacionamento entre as crianças durante a atividade? Elas trabalharam mais em grupo ou individualmente?
  • Elas usaram o vocabulário (grande, pequeno, maior, menor) relevante à essa aula? Souberam aplicá-lo corretamente? Fizeram comparações entre a lição e a vida privada (contando histórias sobre o que têm em casa ou o que viram em passeios)?
  • Tire fotos das crianças trabalhando nas estações e, se possível, anote assim que puder o que você pôde observar naquelas imagens e do que se recorda sobre o desenvolvimento de cada uma.
  • Faça uma atividade (em uma folha branca ou impressa) posterior ao trabalho, em que as crianças exercitem as mesmas habilidades – como, por exemplo, colar alguns recortes do maior para o menor, ou selecionar, dentre três figuras, qual a maior ou menor. Guarde esta atividade no portfólio das crianças.

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Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!

5 passos para uma avaliação formativa de qualidade

Foto: Google (reprodução)

Relatórios/Rotina pedagógica
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5 passos para uma avaliação formativa de qualidade

A avaliação na Educação Infantil possui algumas particularidades – dentre elas, a ausência de notas e a política de não reprovação. Empregar conceitos e comentários descritivos na hora de avaliar, ao invés de pontuar as tarefas realizadas, faz com que os educadores deem mais relevância aos processos de aprendizado e a evolução das crianças do que aos resultados finais obtidos.

Atividade: A bandeja de seres vivos

Fonte: Pinterest

Atividades/Natureza e Sociedade/Registros
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Atividade: A bandeja de seres vivos

Lecionar ao ar livre pode trazer mais benéficos do que você imagina. Sabemos que hoje, infelizmente, as crianças não são deixadas ao ar livre para experimentar o seu movimento e o movimento da natureza que vai se apresentando e fazendo a criança perceber seu próprio ritmo e tempo.

Essa ausência da natureza faz  com que percebemos como esse contato direto, criança e natureza, impacta no desenvolvimento infantil, não é verdade? Para que ainda haja espaço na Escola para essa troca e pertencimento vamos esbanjar ideias.

Já que Maomé não vai a montanha, vamos levar a Montanha até Maomé 😉

Os espaços da Escola e a criança

Lições envolvendo natureza costumam ser um sucesso entre as crianças – especialmente se a escola oferecer um espaço aberto, ideal para experiências práticas. O aprendizado sempre será mais profundo quanto maiores forem as possibilidades de elas verem, tocarem, experimentarem o que estão estudando.

Porém, boa parte das Escolas tem esse espaço muito limitado. A ideia para essas escolas mais urbanoides é a criação das bandejas de seres vivos, que pode ser feita facilmente com X objetos com figuras reais ou figuras de plástico (animais, plantas, pessoas) que representem as criaturas vivas.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

Área de Conhecimento

Natureza e sociedade.

Faixa etária

Em torno dos 3 anos de idade a criança já está familiarizada com animais (sejam eles reais ou de pelúcia) e provavelmente consegue identificar vários deles. Ela também entende, apesar de provavelmente não conseguir expressar, que uma mesa, uma pedra ou um sapato não são coisas vivas. Esse é o momento ideal para expandir seus conhecimentos, porque ela já é capaz de ouvir e compreender explicações um pouco mais extensas.

 Material

  • Duas bandejas de plástico ou outro material leve (para evitar acidentes) e, de preferência, de cores contrastantes,
  • Animais, plantas e pessoas de plástico, todos em tamanhos pequenos, que caibam na bandeja,
  • Objetos inanimados: pedrinhas, uma bolinha de gude, um envelope ou carta de baralho, frascos ou talheres, tecidos ou almofadinhas, etc..

 Preparação

Mostre às crianças o conteúdo da primeira bandeja, que contém seres vivos. Permita que elas peguem as figuras nas mãos e observem por algum tempo, passando adiante para os amigos. Diga a elas claramente que aquelas são coisas vivas, ou seja, elas nascem, crescem, alimentam-se, sentem, morrem.

Instigue-as: será que conseguem pensar em outras criaturas vivas? Quais animais elas conhecem? Os animais são seres vivos! E os irmãos, primos, tias? Também! E quanto às flores e plantas (esse conceito pode ser um pouco mais complexo para que elas identifiquem imediatamente, mas conte à turma que, sim, flores e plantas também são seres vivos e precisam de ar, luz e água para viver).

Explique existem algumas coisas de que todos os seres vivos precisam para a sobrevivência. Elas sabem quais são? Deixe que elas palpitem, e enfatize as respostas: ar, água e alimento.

 Atividade

Agora, traga as duas bandejas para a frente da classe, retirando, um por um, os objetos dentro de cada uma. Segure o objeto no alto e diga seu nome para que todas as crianças possam ver e ouvir – faça isso primeiro com todo o conteúdo de uma bandeja, depois com a outra.

Com todos os materiais espalhados pelo chão, faça o caminho inverso – mas, dessa vez, apenas questione e deixe que as crianças respondam a qual grupo eles pertencem. Por exemplo, segure um porquinho e pergunte: o porco precisa comer? Ele precisa de água? Ele nasce, cresce e morre? Então, o porco é um ser vivo ou um objeto? Faça o mesmo com os objetos inanimados.

O objetivo é que elas consigam concluir sozinhas a qual categoria cada um pertence. Coloque cada peça na bandeja equivalente.

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

 Variações

  • Natureza e sociedade: Hora de explorar! Após a atividade acima, convide as crianças para o pátio, o parque ou os jardins e peça para que elas mesmas encontrem seres vivos e objetos inanimados. Acompanhe-as, apontando para pequenas descobertas e orientando a classificação. Ajude-as a encontrar pedrinhas, folhas, flores, insetos, areia. Caso não haja esse espaço disponível na escola, esconda outros materiais dentro da sala de aula e faça uma caçada aos objetos sem sair do prédio.

Gostou dessa atividade? Acesse o nosso Baú de atividades e copie no seu planejamento com apenas um clique.

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 Para avaliar

  • As crianças conseguem citar nomes de animais com que já estão familiarizadas?
  • Percebem que há diferença entre um animal, por exemplo, e um objeto inanimado?
  • Compreendem que objetos inanimados não sentem, crescem ou se alimentam?
  • Compreendem que seres vivos nascem, crescem, alimentam-se, sentem, morrem?
  • Sabem distinguir seres vivos de objetos inanimados?
  • Após a explicação, são capazes de apontar novos seres vivos e novos objetos inanimados, classificando-os corretamente?

Quer saber mais ? Leia 4 Atividades para Explorar a natureza na Educação Infantil.

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Atividade: Nossas Regras

Fonte: Books

Atividades/Identidade e autonomia/Relatórios
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Atividade: Nossas Regras

Existe diferença entre obedecer e aprender. Quando uma criança faz o que o professor manda por medo de punição, ela não compreendeu realmente a regra – muito provavelmente, ela somente a cumprirá enquanto estiver sendo vigiada. Por outro lado, quando uma criança de fato entende os motivos por trás de um pedido, ela será capaz, dali em diante, de tomar decisões acertadas com relação a esse assunto.

A transição entre esses dois comportamentos só começa a se desenvolver quando os adultos estão dispostos a conversar com os pequenos. Embora seja muito mais rápido anunciar ordens (a curto prazo, logicamente), é proveitoso desperdiçar alguns minutos a mais para discutir as razões e as consequências dos nossos atos. É o que propões uma atividade típica do Red Balloon – um método de ensino de inglês, focado em crianças e adolescentes, que vem se expandindo no Brasil.

Em todos os níveis, as turmas participam de uma dinâmica chamada “We Rule” (“Nós mandamos”, ou ainda “nossas regras” em uma tradução não literal), em que os exercitam sua compreensão de regras através de um jogo e, a seguir, sentam-se juntos para escrever quais deveriam ser, na opinião delas, as regras da sala.

Para saber mais sobre o Red Balloon, clique aqui.

Foto: Google (reprodução)

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Área de Conhecimento

Identidade e autonomia.

Faixa etária

A partir dos 2 anos – com variações na complexidade das regras conforme a idade das crianças, é claro.

Material

  • Canetinhas coloridas ou lápis de cor;
  • Uma cartolina grande de qualquer cor clara, fácil de ler. 

Preparação

Leve a classe para um local confortável – a biblioteca, pátio ou sala de artes, por exemplo. Qualquer ambiente que a escola forneça onde as crianças se sinta à vontade – e peça para elas sentem em um círculo. Guie uma conversa sobre regras: por que precisamos delas? Quais regras vocês seguem em casa? Você acha que determinada regra é importante? Por quê? O que acontece se vocês não seguirem essa regra? Estimule a participação e elogie aqueles que se manifestaram, como reforço positivo.

Aproveite para inserir em seu próprio discurso que as regras são necessárias tanto em casa quanto na escola para garantir a convivência feliz de todos, e que toda regra existe por um motivo.

Atividade

Após as crianças terem discutido o assunto por tempo suficiente, proponha a atividade: elas devem sugerir regras para a turma seguir quando na escola. Dê uma sugestão – por exemplo, “eu acho que todos deveriam pedir por favor quando querem pegar o material do colega. O que vocês acham?”. Deixe que elas opinem, mas vá mediando o debate para evitar brigas e dar a todas chances de falar. Sempre que a turma concordar com uma regra, peça para quem deu a sugestão escrevê-la na cartolina (ou escreva, caso os alunos ainda não sejam alfabetizados, e convide-os para desenhar a cena).

Esforce-se para não ser peremptório, mesmo se eles fizerem provocações (do tipo “eu acho que todo mundo devia gritar na sala e bater nos outros!”, ditos para chamar atenção e desestabilizar a dinâmica). Aproveite a oportunidade para questionar o porquê de essa não ser uma boa regra de convivência.

Ao fim da elaboração das regras, leia o documento em voz alta, ou peça para as crianças lerem. Pergunte se todas estão de acordo e, enfim, peça para que escolham uma canetinha e assinem a cartolina. Caso demonstrem interesse, as crianças também podem decorar a página com desenhos. Cole o cartaz dentro da sala de aula, e recorra a ele sempre que alguma regra for descumprida.

Para avaliar

Trabalhar as regras é ideal para conhecer melhor as crianças e desvendar um pouco de suas famílias e sua educação em casa. Preste atenção em alunos que ficam na defensiva ou ironizam a atividade – apesar de não ser uma prova absoluta, isso pode indicar conflitos fora da escola. No mais, avalie:

  • As crianças conseguem expressar ideias claramente?
  • Sabem esperar por sua vez de falar?
  • Entendem o conceito de regras e sua necessidade?
  • São capazes de citar regras que seguem em outros ambientes?
  • São capazes de sugerir regras novas?
  • Mostram-se envolvidas na atividade?
  • (Nas próximas aulas) Lembram-se e seguem as regras estipuladas?

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Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Atividade: Caixa de Prendedores

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Matemática/Relatórios
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Atividade: Caixa de Prendedores

Certas atividades são tão simples que, talvez justamente por isso, não ocorram a muitos professores. Quando eu assisti, pela primeira vez, crianças de dois anos entretidas com prendedores de roupa, fiquei surpresa com a obviedade do exercício. Imaginava que seria uma proposta chata, mas, para os pequenos, é muito desafiadora – e, portanto, envolvente até que eles sejam capazes de executá-la com facilidade.

Atividade: Mesa dos Sentidos

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Atividades/Identidade e autonomia/Registros
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Atividade: Mesa dos Sentidos

Dos 2 até os 5 anos de idade as crianças estão no que é conhecido, dentro do método construtivista, como estágio pré-operacional e “egocêntrico”. Pré-operacional porque elas passam a usar linguagem e símbolos para representar o que conhecem – e egocêntricas não por serem egoístas ou más, mas simplesmente porque não conseguem compreender o ponto de vista de outros.

Ou seja, durante essa idade, os pequenos aprendem aquilo que eles mesmos experimentam. Daí o interesse desperto pelos seus cinco sentidos e o que cada um deles é capaz de perceber.

Para saber mais sobre o construtivismo e os períodos da infância, clique aqui.

Foto: Google (reprodução)

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Área de Conhecimento

A atividade Mesa dos Sentidos trabalha o conhecimento de si e de seus próprios corpos – mas fica a cargo do professor encaixá-la em uma aula de ciências, por exemplo, ou usá-la como um exercício de Identidade e Autonomia.

Faixa Etária

A partir dos 2-3 anos de idade (embora turmas de 2 anos exijam um acompanhamento mais próximo durante a prática).

Material

  • Cinco mesas baixas, para crianças, ou cinco toalhas/tapetes de cores distintas.
  • Objetos que utilizem principalmente o olfato: perfume, álcool, pot-pourri, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente o tato: massinha de modelar, blocos de madeira/plástico, argila, lixa, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente o paladar: frutas, biscoitos e outros lanches;
  • Objetos que utilizem principalmente a audição: chocalho, pandeiro, sinos, guizos, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente a visão: fotos e pinturas.

       Preparação

       Antes de a aula começar e as crianças chegarem, deixe as estações dos sentidos preparadas em cantos distantes da sala. Conte à turma sobre os cinco sentidos demonstrando cada um deles, e explique que, normalmente, nós usamos mais de um sentido por vez, mas que eles têm mais ou menos importância dependendo da tarefa que estamos realizando (por exemplo: eu posso pegar uma fotografia, mas a visão é o mais importante para reconhecer o que aparece nela; eu posso ver uma fruta, mas é o sabor que vai distingui-la de outras).

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

 Atividade

Leve as crianças de estação em estação e deixe que elas experimentem os objetos. Elas podem tentar usar mais de um sentido, e isso deve ser incentivado. Quando todos tiverem a chance de interagir com aquela estação, pergunte qual o sentido elas acham que foi mais importante ali, de qual elas mais precisaram.

Repita a atividade em todas as cinco estações, e lembre-se de incentivá-las a mexer em tudo. Faça perguntas sobre os objetos e ajude-as a compreender a relação entre as partes do corpo (olhos, nariz, boca, mãos e ouvidos) com as sensações que elas absorvem.

Variações

Depois que elas reconhecerem cada estação facilmente, coloque todos os materiais aleatoriamente no centro da sala. Revise quais são as estações dos sentidos, para que elas saibam para onde levar os objetos (as cores diferentes servem para ajudar a memorizar). Então, peça para que elas, uma por uma, vão até o centro e escolham algum dos objetos. Elas devem testar os sentidos até descobrir qual o mais relevante para percebê-lo e, então, levá-lo até a estação correta. Faça perguntas para guiar a atividade: você consegue sentir o cheiro?

Dá para ouvir alguma coisa?

Para avaliar

Preste atenção em como as crianças participam e realizam a tarefa proposta:

  • Elas estão dispostas a experimentar cada um dos cinco sentidos?
  • Compreendem que existem formas diferentes de perceber cada objeto?
  • Relacionam os sentidos com partes do corpo?
  • Ao perceber um material, sabem qual dos sentidos estão usando?
  • Identificam os nomes dos cinco sentidos e os conectam com as ações?

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Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Atividade: Escute e Conte

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Linguagem/Registros
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Atividade: Escute e Conte

A hora da história é uma unanimidade entre educadores infantis. A narrativa serve vários propósitos, desde estimular a fantasia e criatividade, até introduzir novo vocabulário. Existe, porém, uma relutância por parte dos educadores em utilizar qualquer material de leitura considerado “difícil demais” – com palavras longas, por exemplo, ou uma narrativa um pouco mais estruturada.