4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

5 passos para uma avaliação formativa de qualidade

Foto: Google (reprodução)

Relatórios/Rotina pedagógica
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5 passos para uma avaliação formativa de qualidade

A avaliação na Educação Infantil possui algumas particularidades – dentre elas, a ausência de notas e a política de não reprovação. Empregar conceitos e comentários descritivos na hora de avaliar, ao invés de pontuar as tarefas realizadas, faz com que os educadores deem mais relevância aos processos de aprendizado e a evolução das crianças do que aos resultados finais obtidos.

Atividade: Nossas Regras

Fonte: Books

Atividades/Identidade e autonomia/Relatórios
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Atividade: Nossas Regras

Existe diferença entre obedecer e aprender. Quando uma criança faz o que o professor manda por medo de punição, ela não compreendeu realmente a regra – muito provavelmente, ela somente a cumprirá enquanto estiver sendo vigiada. Por outro lado, quando uma criança de fato entende os motivos por trás de um pedido, ela será capaz, dali em diante, de tomar decisões acertadas com relação a esse assunto.

A transição entre esses dois comportamentos só começa a se desenvolver quando os adultos estão dispostos a conversar com os pequenos. Embora seja muito mais rápido anunciar ordens (a curto prazo, logicamente), é proveitoso desperdiçar alguns minutos a mais para discutir as razões e as consequências dos nossos atos. É o que propões uma atividade típica do Red Balloon – um método de ensino de inglês, focado em crianças e adolescentes, que vem se expandindo no Brasil.

Em todos os níveis, as turmas participam de uma dinâmica chamada “We Rule” (“Nós mandamos”, ou ainda “nossas regras” em uma tradução não literal), em que os exercitam sua compreensão de regras através de um jogo e, a seguir, sentam-se juntos para escrever quais deveriam ser, na opinião delas, as regras da sala.

Para saber mais sobre o Red Balloon, clique aqui.

Foto: Google (reprodução)

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Área de Conhecimento

Identidade e autonomia.

Faixa etária

A partir dos 2 anos – com variações na complexidade das regras conforme a idade das crianças, é claro.

Material

  • Canetinhas coloridas ou lápis de cor;
  • Uma cartolina grande de qualquer cor clara, fácil de ler. 

Preparação

Leve a classe para um local confortável – a biblioteca, pátio ou sala de artes, por exemplo. Qualquer ambiente que a escola forneça onde as crianças se sinta à vontade – e peça para elas sentem em um círculo. Guie uma conversa sobre regras: por que precisamos delas? Quais regras vocês seguem em casa? Você acha que determinada regra é importante? Por quê? O que acontece se vocês não seguirem essa regra? Estimule a participação e elogie aqueles que se manifestaram, como reforço positivo.

Aproveite para inserir em seu próprio discurso que as regras são necessárias tanto em casa quanto na escola para garantir a convivência feliz de todos, e que toda regra existe por um motivo.

Atividade

Após as crianças terem discutido o assunto por tempo suficiente, proponha a atividade: elas devem sugerir regras para a turma seguir quando na escola. Dê uma sugestão – por exemplo, “eu acho que todos deveriam pedir por favor quando querem pegar o material do colega. O que vocês acham?”. Deixe que elas opinem, mas vá mediando o debate para evitar brigas e dar a todas chances de falar. Sempre que a turma concordar com uma regra, peça para quem deu a sugestão escrevê-la na cartolina (ou escreva, caso os alunos ainda não sejam alfabetizados, e convide-os para desenhar a cena).

Esforce-se para não ser peremptório, mesmo se eles fizerem provocações (do tipo “eu acho que todo mundo devia gritar na sala e bater nos outros!”, ditos para chamar atenção e desestabilizar a dinâmica). Aproveite a oportunidade para questionar o porquê de essa não ser uma boa regra de convivência.

Ao fim da elaboração das regras, leia o documento em voz alta, ou peça para as crianças lerem. Pergunte se todas estão de acordo e, enfim, peça para que escolham uma canetinha e assinem a cartolina. Caso demonstrem interesse, as crianças também podem decorar a página com desenhos. Cole o cartaz dentro da sala de aula, e recorra a ele sempre que alguma regra for descumprida.

Para avaliar

Trabalhar as regras é ideal para conhecer melhor as crianças e desvendar um pouco de suas famílias e sua educação em casa. Preste atenção em alunos que ficam na defensiva ou ironizam a atividade – apesar de não ser uma prova absoluta, isso pode indicar conflitos fora da escola. No mais, avalie:

  • As crianças conseguem expressar ideias claramente?
  • Sabem esperar por sua vez de falar?
  • Entendem o conceito de regras e sua necessidade?
  • São capazes de citar regras que seguem em outros ambientes?
  • São capazes de sugerir regras novas?
  • Mostram-se envolvidas na atividade?
  • (Nas próximas aulas) Lembram-se e seguem as regras estipuladas?

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Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Atividade: Caixa de Prendedores

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Matemática/Relatórios
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Atividade: Caixa de Prendedores

Certas atividades são tão simples que, talvez justamente por isso, não ocorram a muitos professores. Quando eu assisti, pela primeira vez, crianças de dois anos entretidas com prendedores de roupa, fiquei surpresa com a obviedade do exercício. Imaginava que seria uma proposta chata, mas, para os pequenos, é muito desafiadora – e, portanto, envolvente até que eles sejam capazes de executá-la com facilidade.

Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

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Registros/Rotina pedagógica
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Afinal, o que escrever em um registro pedagógico?

Ao visitar escolas de educação infantil e conversar com professores e coordenadores, notamos uma queixa surgindo com certa frequência – a dificuldade em preencher registros. Dispensadas ao patamar de tarefa burocrática, essas anotações deveriam, na realidade, servir como ferramenta pedagógica, auxiliando educadores na reflexão de suas atividades e do desenvolvimento das crianças.

Um registro se torna o suporte que o professor precisa para tomar decisões quanto às suas turmas, para traduzir o aprendizado aos pais de seus alunos e, eventualmente, para redigir os relatórios semestrais (ou trimestrais, em algumas escolas), que apresentam as conclusões do trabalho em sala de aula. Para cumprir essas funções, contudo, o registro deve ser bem estruturado. 

Foto: Google (reprodução)

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O que estou registrando?

Dependendo de sua finalidade, os registros podem ter enfoques distintos: na rotina, nas atividades ou nas crianças.

  • Registros com foco na rotina: mostram uma imagem geral da sala de aula naquele dia – quem estava presente e quem faltou, quem chorou, quem se alimentou ou se recusou a comer, problemas de comportamento, etc.. É interessante acrescentar ainda notas sobre dúvidas ou curiosidades que surgiram durante a aula, perguntas dos alunos ou conteúdos a pesquisar. Isso mantém o professor conectado ao interesses da classe, e mostra que ele está disposto a estimular seus interesses.

 

  • Registros de atividades: descrevem um exercício feito com as crianças. Devem incluir o objetivo da atividade, quais os materiais empregados (desde objetos até as músicas cantadas), quais ações os alunos deveriam realizar e o que realizaram, de fato. Explique como eles se organizaram, o que produziram e o que aprenderam enquanto produziam. Lance perguntas: a classe fez silêncio e se dedicou à proposta? Fugiram ao tema? Por quê (e para qual assunto)? As questões levantadas por eles foram pertinentes?

 

  • Registros sobre as crianças: eles pontuam o  comportamento e desenvolvimento de cada criança individualmente, e podem trazer considerações não só sobre o aprendizado cognitivo, mas, também, o emocional – e como ele está interferindo, positiva ou negativamente, no desenvolvimento. Algumas escolas fazem esse acompanhamento através de tabelas com listas de objetivos. Essa é uma forma visualmente simples, mas garanta que haja, complementarmente, espaço para comentários.

Todos esses formatos de registro são válidos e costumam ser feitos simultaneamente, já que têm diferentes propósitos. Registros da rotina, por exemplo, são os mais comuns e, por vezes, obrigatórios, porque expõem o cuidado diário da escola com as crianças. Uma série de registros individuais, porém, é mais útil e mais interessante em uma reunião entre pais e professor do que uma descrição do todo.

Foto: Google (reprodução)

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O que é relevante anotar?

O registro deve abranger os seguintes tópicos:

  • Processo de aprendizagem das crianças;
  • O trabalho do professor;
  • Portfólio e impressões da atividade;
  • Reflexão e planejamento futuro.

A trajetória das crianças não é feita só de sucessos, e os registros devem ser fiéis a isso. Valorize os processos: escreva sobre as tentativas e descobertas, não apenas resultados. Anote, inclusive, falhas e dificuldades ainda não superadas, pois isso é o que vai ajudar a discernir os próximos passos para aquela turma. Considere se eles se mostraram interessados e participaram, se conseguiram compreender orientações e se adquiriram algum novo conhecimento.

Registre também o próprio trabalho: qual foi a atuação do professor em sala, de que forma isso estimulou as crianças, como trabalhou problemas de relacionamento ou de aprendizagem. Dessa forma, além de criar um retrato das habilidades e desafios das crianças, os educadores são capazes de se autoavaliar e, se preciso, redefinir suas ações. Seja honesto, nem todas as aulas fluem tranquilamente. Houve imprevistos ao usar material de apoio? Algum acontecimento em que não soube como agir? Decisões que poderiam ser repensadas? A crítica momentânea ajuda a traçar um caminho mais consistente nas próximas aulas.

Inclua a produção das crianças – tanto os originais, no caso de pinturas ou colagens, quanto fotos das atividades. Apesar de esses resultados estarem claros agora, imagine tentar se lembrar do trabalho de cada uma daqui há um mês. As imagens facilitam esse acesso adiante. Outra ideia é anotar algumas falas das crianças que despertaram atenção. Elas são, afinal, o centro do registro.

Por fim, reserve algumas linhas para planejamento. Será que as atividades merecem continuação? Quais competências podem ser exercitadas a partir daí? Quais mudanças beneficiariam o processo de aprendizagem?

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Torne seus registros ainda mais rápidos e completos com ajuda da Eduqa.me. Adicione atividades à linha do tempo da turma, faça comentários sobre o comportamento e aprendizado das crianças e avalie o desenvolvimento delas de maneira formativa. Poste fotos e vídeos para acompanhar os relatos, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! 

Acesse a Eduqa.me e experimente os registros online em sua escola!

Leia mais (bibliografia):

Atividade: Mesa dos Sentidos

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Identidade e autonomia/Registros
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Atividade: Mesa dos Sentidos

Dos 2 até os 5 anos de idade as crianças estão no que é conhecido, dentro do método construtivista, como estágio pré-operacional e “egocêntrico”. Pré-operacional porque elas passam a usar linguagem e símbolos para representar o que conhecem – e egocêntricas não por serem egoístas ou más, mas simplesmente porque não conseguem compreender o ponto de vista de outros.

Ou seja, durante essa idade, os pequenos aprendem aquilo que eles mesmos experimentam. Daí o interesse desperto pelos seus cinco sentidos e o que cada um deles é capaz de perceber.

Para saber mais sobre o construtivismo e os períodos da infância, clique aqui.

Foto: Google (reprodução)

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Área de Conhecimento

A atividade Mesa dos Sentidos trabalha o conhecimento de si e de seus próprios corpos – mas fica a cargo do professor encaixá-la em uma aula de ciências, por exemplo, ou usá-la como um exercício de Identidade e Autonomia.

Faixa Etária

A partir dos 2-3 anos de idade (embora turmas de 2 anos exijam um acompanhamento mais próximo durante a prática).

Material

  • Cinco mesas baixas, para crianças, ou cinco toalhas/tapetes de cores distintas.
  • Objetos que utilizem principalmente o olfato: perfume, álcool, pot-pourri, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente o tato: massinha de modelar, blocos de madeira/plástico, argila, lixa, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente o paladar: frutas, biscoitos e outros lanches;
  • Objetos que utilizem principalmente a audição: chocalho, pandeiro, sinos, guizos, etc.;
  • Objetos que utilizem principalmente a visão: fotos e pinturas.

       Preparação

       Antes de a aula começar e as crianças chegarem, deixe as estações dos sentidos preparadas em cantos distantes da sala. Conte à turma sobre os cinco sentidos demonstrando cada um deles, e explique que, normalmente, nós usamos mais de um sentido por vez, mas que eles têm mais ou menos importância dependendo da tarefa que estamos realizando (por exemplo: eu posso pegar uma fotografia, mas a visão é o mais importante para reconhecer o que aparece nela; eu posso ver uma fruta, mas é o sabor que vai distingui-la de outras).

Foto: Google (reprodução)

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 Atividade

Leve as crianças de estação em estação e deixe que elas experimentem os objetos. Elas podem tentar usar mais de um sentido, e isso deve ser incentivado. Quando todos tiverem a chance de interagir com aquela estação, pergunte qual o sentido elas acham que foi mais importante ali, de qual elas mais precisaram.

Repita a atividade em todas as cinco estações, e lembre-se de incentivá-las a mexer em tudo. Faça perguntas sobre os objetos e ajude-as a compreender a relação entre as partes do corpo (olhos, nariz, boca, mãos e ouvidos) com as sensações que elas absorvem.

Variações

Depois que elas reconhecerem cada estação facilmente, coloque todos os materiais aleatoriamente no centro da sala. Revise quais são as estações dos sentidos, para que elas saibam para onde levar os objetos (as cores diferentes servem para ajudar a memorizar). Então, peça para que elas, uma por uma, vão até o centro e escolham algum dos objetos. Elas devem testar os sentidos até descobrir qual o mais relevante para percebê-lo e, então, levá-lo até a estação correta. Faça perguntas para guiar a atividade: você consegue sentir o cheiro?

Dá para ouvir alguma coisa?

Para avaliar

Preste atenção em como as crianças participam e realizam a tarefa proposta:

  • Elas estão dispostas a experimentar cada um dos cinco sentidos?
  • Compreendem que existem formas diferentes de perceber cada objeto?
  • Relacionam os sentidos com partes do corpo?
  • Ao perceber um material, sabem qual dos sentidos estão usando?
  • Identificam os nomes dos cinco sentidos e os conectam com as ações?

CLIQUE AQUI PARA TESTAR AGORA A PLATAFORMA EDUQA.ME Registre atividades na Eduqa.me - horizontal

Aproveite a duração da atividade não apenas para acompanhar e facilitar o aprendizado da turma, como também para registrar esse desenvolvimento. Fotos e vídeos são ferramentas simples que podem ser usadas durante a aula para gravar detalhes na evolução de cada aluno, facilitando o relatório pedagógico que será feito mais adiante! Acesse a Eduqa.me para ter registros completos, fáceis e rápidos de atualizar.

Atividade: Escute e Conte

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Atividades/Linguagem/Registros
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Atividade: Escute e Conte

A hora da história é uma unanimidade entre educadores infantis. A narrativa serve vários propósitos, desde estimular a fantasia e criatividade, até introduzir novo vocabulário. Existe, porém, uma relutância por parte dos educadores em utilizar qualquer material de leitura considerado “difícil demais” – com palavras longas, por exemplo, ou uma narrativa um pouco mais estruturada.

Música: desenhe esse som

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Atividades/Música e artes/Registros
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Música: desenhe esse som

A sugestão de desenhar o que se está ouvindo pode parecer abstrata demais para crianças pequenas, mas me foi proposta quando eu mesma tinha seis anos. Na época, estudava em uma escola que seguia linhas construtivistas mescladas ao ensino tradicional – como muitas vezes ocorre no Brasil, já que o país exige avaliações padronizadas, limitando a liberdade curricular das escolas.