E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!
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E agora? Tenho um aluno com necessidades educativas especiais!

E agora? O que fazer? Como ensinar?

Para responder a estas perguntas, antes de mais nada é indispensável, despir-se de toda e qualquer ideia que leve à crença de que existe uma receita pronta, um único método ou um único caminho. Isso não existe, justamente por se tratar de pessoas. “Um modelo ou uma prática que funcione em uma sala de aula não necessariamente servirá para uma outra” (STAINBACK, 2006, p.9), o que torna o professor um profissional ativo e dinâmico.

Nada está pronto ou acabado. Obviamente que ao se trilhar os caminhos para o ensino na diversidade, as experiências de sucesso e insucesso serão guias, mas não verdades absolutas. E é aí que está a riqueza e o passo à frente que precisa ser dado!

Ainda assim, novamente, professores ao ensinar alunos com deficiência/dificuldades, a conquista por habilidades como a leitura e a escrita, esquecem-se de que “[…] existe um foco maior que nos ajudará a dominar estas habilidades como meio de aprendizagem e não como fim” (STAINBACK, 2006, p.9).

Além dos professores, os pais também precisam entender a leitura e escrita como meios de aprendizagem, para os quais os professores se empenham além de compreenderem as necessidades enfrentadas pelos filhos, oferecendo apoio. Uma sugestão sobre como ensinar trazida por Glat et al (2007), está nas parcerias entre os alunos e na importância do professor como mediador dos processos de aprendizagem.

Poderia se estabelecer em atividades de leitura e escrita, por exemplo, situações em que o trabalho fosse realizado de forma que os alunos mais adiantados pudessem apoiar os alunos com dificuldades e não o realizar por eles; fazendo com que estes alunos também possam, em algum momento, tornarem-se mediadores na relação ensino-aprendizagem, o que é significativo e proveitoso para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.

Na educação inclusiva é imprescindível compreender que:

“Como professores estamos sendo chamados a mudar nosso estilo de ensino” (STAINBACK, 2006, p. 10),

Para justamente atender às necessidades particulares dos alunos e serem capazes de estabelecer relações de mediação entre todos, alunos e professores.

Contudo professor, como já foi dito, não desconsidere o seu saber, como se nada do que aprendeu e acumulou durante a sua constituição na profissão fosse importante, pois tudo que você sabe é valioso.

O que se deve fazer é CONHECER O SEU ALUNADO, para traçar um perfil sobre como ele é, do que gosta, as dificuldades, os potenciais, para posteriormente se fazer um plano de trabalho. Tudo começa com o planejamento, traçando metas e estratégias, para depois se pensar como deverá acontecer o ensino.

E para fazer esses planejamentos focando em seu aluno especial traçando as estratégias e buscando novas perspectivas para trabalhar a prática educativa e reflexiva nada melhor que a Eduqa.me.

Sim, nos temos muito a colaborar no processo de ensino/aprendizagem. Por isso, nunca se esqueça de registrar como esse aluno tem se comportado em sala e durante as atividades.

É a partir dos registros que é possível compartilhar com pais e terapeutas o que foi uma prática legal e da mesma maneira é possível se inspirar na prática de colegas para tentar mudar algo que poderá ser mais efetivo na próxima vez. As fotos e os vídeos também vão colaborar para entender como este aluno está progredindo.

Na Eduqa.me essa tarefa é muito simples, com um clique você preserva uma foto, vídeo e também faz anotações individuais das crianças:

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A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário de práticas do professor ou auxiliar mais tarde o professor na hora de criar o portfólio de cada criança. Complementar os registros

O ensinar precisa estar permeado de criatividade e muitas tentativas até o “acerto”. Conheça, vivencie, experimente o novo, somente desta forma saberá o que fazer e como ensinar!

Experimente a Eduqa.me para aperfeiçoar seu trabalho na Educação Infantil, organize seus registros e projetos da maneira mais simples que existe.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpageLuciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

Jogo dramático: “Independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar
Atividades/Semanários
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Jogo dramático: “Independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar

 Independência ou morte!

Como vamos falar com as crianças sobre este tema histórico sem nos referirmos a esta frase? Impossível não é? Mas um pouco complexo, você não acha?

Para sairmos daquele padrão de atividades para pintar, vamos dar vida aquele  tradicional chapéu de dobradura que costumamos fazer através da voz da criatividade, espontaneidade e sensibilidade. O que você acha de usar os jogos dramáticos? Topa este desafio?

dia da independência

Digo desafio pois trabalhar com os jogos dramáticos em sala de aula é uma experiência muito desafiadora pois proporciona e favorece as relações interpessoais e isto por si só já é bastante complexo. Pensando nisso, você  já ouviu falar em Psicodrama?

O psicodrama é uma técnica psicoterapêutica que visa propiciar uma ação dramática no indivíduo ou num grupo. Trabalha com as relações interpessoais e também com ideologias particulares. Jacob Levy Moreno (1889-1974) foi o psiquiatra romeno, responsável pelo desenvolvimento e criação desta técnica.

Moreno, em seus estudos e técnicas traz a questão da espontaneidade como algo muito importante dentro do Psicodrama; e para explicar a origem de sua ideia, podemos tomar nota de um fato que acontece com Moreno quando ele tinha mais ou menos uns 5 anos de idade; ele estava brincando com outras crianças de ser “deus e anjos”; num momento quando Moreno era o “deus”, um dos anjos pediu que ele voasse e então ele voou, acabando por quebrar o seu braço direito. Neste momento Moreno refere-se bem humorado, dizendo que foi o “embrião de sua ideia de espontaneidade”.

7 de setembro

Quando incorporamos uma ideia e a vivenciamos, fazemos o registro desta experiência no corpo e isto por sua vez passa a ser extremamente significativo e benéfico para a aprendizagem.

Maria Alicia Romaña, por volta de 1963, foi a pessoa que começou a discutir o Psicodrama Pedagógico e a utilizar esta técnica. Os seus pilares básicos também estão centrados na tríade grupo-jogo-teatro, assim como o Psicodrama Terapêutico; mas a intenção de se estabelecer esta técnica foi em desenvolver uma alternativa metodológica para o educador, com características sociais podendo ser trabalhado da pré-escola  ao nível superior; mas não podemos confundi-lo como uma metodologia para os alunos e sim uma metodologia com os alunos; que se faz com eles.

#NaEducação

Como método educacional, o Psicodrama utiliza de atividades grupais, jogos e dramatizações; favorecendo as relações interpessoais, como já foi dito.

Utilizamos o Psicodrama Pedagógico para fixar e exemplificar o conhecimento (como é o caso da temática independência do Brasil); para ajudar alunos ou grupos com problemas disciplinares; para desenvolver novos papéis; para aprofundar e voltar a um tema estudado; para sensibilizar grupos; prevenir situações ansiógenas; elaborar mudanças; avaliar o trabalho em equipe e outras.

O Psicodrama de uma forma geral, traz os conceitos de empatia, espontaneidade e criatividade; que analisando nossa prática como professores, coordenadores, diretores e Psicopedagogos, percebemos a grande importância dos mesmos. A capacidade de se colocar no lugar do outro é algo que deve estar muito presente nas salas de aula.

Para sentirmos o prazer de estarmos vivos é preciso que nos reconheçamos enquanto agentes de nosso próprio destino e para isso devemos conhecer a nossa espontaneidade e nossa criatividade. Assim, nas palavras de Moreno:

“Espontaneidade é a capacidade de agir de modo ´adequado`diante de situações novas, criando uma resposta inédita ou renovadora ou, ainda transformadora de situações preestabelecidas”.

“A possibilidade de modificar uma dada situação ou de estabelecer uma nova situação implica em criar: produzir, a partir de algo que já é dado, alguma coisa nova. A criatividade é indissociável da espontaneidade. A espontaneidade é um fator que permite ao potencial criativo atualizar-se e manifestar-se”.

#NaEscola 

Aproveite a atividade abaixo e depois nos conte como foi a sua experiência!

Dinâmica: vivendo a história

Desenvolvimento: após o professor contar a história sobre o que foi a independência do Brasil de uma forma bem lúdica, divide-se a sala em pequenos grupos e cada aluno é convidado a pensar em qual personagem da história gostaria de ser.  Ao contar a história utilize objetos, música, imagens; inclusive pode-se fazer um chapéu e uma espada do D. Pedro com jornal no decorrer da história. Depois que todos escolherem os seus papéis, distribua desafios diferentes para cada grupo. Um grupo reconta a história da maneira que entendeu; o outro grupo, dependendo da idade das crianças, podem inventar uma forma diferente de recontar a história; para o outro peça para representarem apenas a situação do conflito e avalie como as crianças se inter-relacionam; enfim, use sua criatividade, permita o criar, co-criar, seja espontâneo e sensível, afinal, ninguém conhece melhor a sua turma do que você mesmo!

Recursos: Música, livros com a história da independência, figuras, objetos representativos como a bandeira do Brasil e jornal.

Objetivos: * Fazer um aquecimento grupal através da história interativa de maneira lúdica. * Representar através da dinâmica, um pouco do que as crianças entenderam sobre o conteúdo e a maneira que se relacionam umas com as outras .

Fonte: MORENO, Jacob Levy. Psicodrama. 4.ed.São Paulo: Cultrix, 1987.

Romaña, Maria Alicia. Psicodrama Pedagógico:  método educacional psicodramático. 2 ed. São Paulo: Papirus, 1987.

Aproveite  a data comemorativa para resgatar valores cívicos e incentivar o respeito aos símbolos do Brasil. Recorrer ao mundo da fantasia é sempre uma ideia bem-vinda.

No post anterior falei sobre ” Bandeira do Brasil: como trabalhar?”

E claro, registre as evidências e falas relevantes em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil
Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Semanários
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5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil

A independência do Brasil é comemorada no dia 7 de setembro. Neste dia, no ano de 1822, Pedro I declarou a separação política do país, que até então era uma colônia, de Portugal, gritando às margens do rio Ipiranga “independência ou morte!”.

Essa história já é um marco muito importante para o nosso país e em tempos políticos como vivemos agora torna-se ainda mais importante comemorar e resignificar a independência do nosso País com os atores da Escola e, principalmente, com as crianças.

As escolas, nas épocas de datas comemorativas, vivem o desafio de estabelecer o compromisso com o conhecimento e com a criatividade ao desenvolver tais temáticas. Por isso, este texto quer ajudar você professor, a pensar de maneira diferente, como abordar estes assuntos.

O tema bandeira do Brasil pode ser bastante aproveitado, embora a data do dia da bandeira seja em novembro, muitas escolas trabalham o assunto paralelo ao dia da independência.

As crianças tem muitas informações prévias sobre a bandeira do nosso país, ainda mais que acabamos de sediar os jogos olímpicos, a imagem visual da bandeira esteve muito presente; por isso, preocupe-se em trazer informação nova e formas distintas de explorar o assunto.

As dicas abaixo pretendem te ajudar justamente a pensar de forma criativa. Vamos lá?

# 1 Selecione o tema

Quais são os conteúdos que podem ser trabalhados paralelamente a bandeira do Brasil?

CONTEÚDOS: formas geométricas, cores, coordenação motora, atenção e concentração, diferentes tipos de associação e pareamento.

ALGUNS OBJETIVO(S) DE APRENDIZAGEM:  nomear formas geométricas e construir a bandeira do Brasil; relacionar cores; construir e montar um quebra-cabeça; associar a cor a forma; contar a história da bandeira e mostrar as diferentes bandeiras que existiram até chegarmos no modelo que temos hoje; explicar o porque das estrelas.

#2 Recorte as figuras geométricas e monte a bandeira do Brasil

Observação: esta atividade funciona muito bem para crianças com deficiência intelectual e desenvolvimental.

bandeira do brasil

  band

quadrado

círculo

amarela

#3 Ligue a imagem a cor 

Observação: para crianças com deficiências ou dificuldades de aprendizagem você pode inserir o desenho da bandeira ao lado da atividade para que a criança possa consultar as cores de cada parte da bandeira.

atividades cores

#4 Quadrinhos

A coleção “saiba mais com a Turma da Mônica” é bem interessante para abordar o tema da Independência do Brasil e da bandeira.

turma da mônica

#5 Jogos no celular ou tablet

Utilize também o computador ou tablet como recurso e baixe este jogo feito exclusivamente pra você!

BANDEIRA DO BRASIL

Boa aula!

Aproveite  a data comemorativa para resgatar valores cívicos e incentivar o respeito aos símbolos do Brasil. Recorrer ao mundo da fantasia é sempre uma ideia bem-vinda.

No próximo post falarei sobre o Jogo dramático: “independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar.

E claro, registre as evidências e falas relevantes em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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