Jogo dramático: “Independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar
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Jogo dramático: “Independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar

 Independência ou morte!

Como vamos falar com as crianças sobre este tema histórico sem nos referirmos a esta frase? Impossível não é? Mas um pouco complexo, você não acha?

Para sairmos daquele padrão de atividades para pintar, vamos dar vida aquele  tradicional chapéu de dobradura que costumamos fazer através da voz da criatividade, espontaneidade e sensibilidade. O que você acha de usar os jogos dramáticos? Topa este desafio?

dia da independência

Digo desafio pois trabalhar com os jogos dramáticos em sala de aula é uma experiência muito desafiadora pois proporciona e favorece as relações interpessoais e isto por si só já é bastante complexo. Pensando nisso, você  já ouviu falar em Psicodrama?

O psicodrama é uma técnica psicoterapêutica que visa propiciar uma ação dramática no indivíduo ou num grupo. Trabalha com as relações interpessoais e também com ideologias particulares. Jacob Levy Moreno (1889-1974) foi o psiquiatra romeno, responsável pelo desenvolvimento e criação desta técnica.

Moreno, em seus estudos e técnicas traz a questão da espontaneidade como algo muito importante dentro do Psicodrama; e para explicar a origem de sua ideia, podemos tomar nota de um fato que acontece com Moreno quando ele tinha mais ou menos uns 5 anos de idade; ele estava brincando com outras crianças de ser “deus e anjos”; num momento quando Moreno era o “deus”, um dos anjos pediu que ele voasse e então ele voou, acabando por quebrar o seu braço direito. Neste momento Moreno refere-se bem humorado, dizendo que foi o “embrião de sua ideia de espontaneidade”.

7 de setembro

Quando incorporamos uma ideia e a vivenciamos, fazemos o registro desta experiência no corpo e isto por sua vez passa a ser extremamente significativo e benéfico para a aprendizagem.

Maria Alicia Romaña, por volta de 1963, foi a pessoa que começou a discutir o Psicodrama Pedagógico e a utilizar esta técnica. Os seus pilares básicos também estão centrados na tríade grupo-jogo-teatro, assim como o Psicodrama Terapêutico; mas a intenção de se estabelecer esta técnica foi em desenvolver uma alternativa metodológica para o educador, com características sociais podendo ser trabalhado da pré-escola  ao nível superior; mas não podemos confundi-lo como uma metodologia para os alunos e sim uma metodologia com os alunos; que se faz com eles.

#NaEducação

Como método educacional, o Psicodrama utiliza de atividades grupais, jogos e dramatizações; favorecendo as relações interpessoais, como já foi dito.

Utilizamos o Psicodrama Pedagógico para fixar e exemplificar o conhecimento (como é o caso da temática independência do Brasil); para ajudar alunos ou grupos com problemas disciplinares; para desenvolver novos papéis; para aprofundar e voltar a um tema estudado; para sensibilizar grupos; prevenir situações ansiógenas; elaborar mudanças; avaliar o trabalho em equipe e outras.

O Psicodrama de uma forma geral, traz os conceitos de empatia, espontaneidade e criatividade; que analisando nossa prática como professores, coordenadores, diretores e Psicopedagogos, percebemos a grande importância dos mesmos. A capacidade de se colocar no lugar do outro é algo que deve estar muito presente nas salas de aula.

Para sentirmos o prazer de estarmos vivos é preciso que nos reconheçamos enquanto agentes de nosso próprio destino e para isso devemos conhecer a nossa espontaneidade e nossa criatividade. Assim, nas palavras de Moreno:

“Espontaneidade é a capacidade de agir de modo ´adequado`diante de situações novas, criando uma resposta inédita ou renovadora ou, ainda transformadora de situações preestabelecidas”.

“A possibilidade de modificar uma dada situação ou de estabelecer uma nova situação implica em criar: produzir, a partir de algo que já é dado, alguma coisa nova. A criatividade é indissociável da espontaneidade. A espontaneidade é um fator que permite ao potencial criativo atualizar-se e manifestar-se”.

#NaEscola 

Aproveite a atividade abaixo e depois nos conte como foi a sua experiência!

Dinâmica: vivendo a história

Desenvolvimento: após o professor contar a história sobre o que foi a independência do Brasil de uma forma bem lúdica, divide-se a sala em pequenos grupos e cada aluno é convidado a pensar em qual personagem da história gostaria de ser.  Ao contar a história utilize objetos, música, imagens; inclusive pode-se fazer um chapéu e uma espada do D. Pedro com jornal no decorrer da história. Depois que todos escolherem os seus papéis, distribua desafios diferentes para cada grupo. Um grupo reconta a história da maneira que entendeu; o outro grupo, dependendo da idade das crianças, podem inventar uma forma diferente de recontar a história; para o outro peça para representarem apenas a situação do conflito e avalie como as crianças se inter-relacionam; enfim, use sua criatividade, permita o criar, co-criar, seja espontâneo e sensível, afinal, ninguém conhece melhor a sua turma do que você mesmo!

Recursos: Música, livros com a história da independência, figuras, objetos representativos como a bandeira do Brasil e jornal.

Objetivos: * Fazer um aquecimento grupal através da história interativa de maneira lúdica. * Representar através da dinâmica, um pouco do que as crianças entenderam sobre o conteúdo e a maneira que se relacionam umas com as outras .

Fonte: MORENO, Jacob Levy. Psicodrama. 4.ed.São Paulo: Cultrix, 1987.

Romaña, Maria Alicia. Psicodrama Pedagógico:  método educacional psicodramático. 2 ed. São Paulo: Papirus, 1987.

Aproveite  a data comemorativa para resgatar valores cívicos e incentivar o respeito aos símbolos do Brasil. Recorrer ao mundo da fantasia é sempre uma ideia bem-vinda.

No post anterior falei sobre ” Bandeira do Brasil: como trabalhar?”

E claro, registre as evidências e falas relevantes em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil
Atividades/Identidade e autonomia/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Semanários
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5 atividades divertidas de Bandeira do Brasil

A independência do Brasil é comemorada no dia 7 de setembro. Neste dia, no ano de 1822, Pedro I declarou a separação política do país, que até então era uma colônia, de Portugal, gritando às margens do rio Ipiranga “independência ou morte!”.

Essa história já é um marco muito importante para o nosso país e em tempos políticos como vivemos agora torna-se ainda mais importante comemorar e resignificar a independência do nosso País com os atores da Escola e, principalmente, com as crianças.

As escolas, nas épocas de datas comemorativas, vivem o desafio de estabelecer o compromisso com o conhecimento e com a criatividade ao desenvolver tais temáticas. Por isso, este texto quer ajudar você professor, a pensar de maneira diferente, como abordar estes assuntos.

O tema bandeira do Brasil pode ser bastante aproveitado, embora a data do dia da bandeira seja em novembro, muitas escolas trabalham o assunto paralelo ao dia da independência.

As crianças tem muitas informações prévias sobre a bandeira do nosso país, ainda mais que acabamos de sediar os jogos olímpicos, a imagem visual da bandeira esteve muito presente; por isso, preocupe-se em trazer informação nova e formas distintas de explorar o assunto.

As dicas abaixo pretendem te ajudar justamente a pensar de forma criativa. Vamos lá?

# 1 Selecione o tema

Quais são os conteúdos que podem ser trabalhados paralelamente a bandeira do Brasil?

CONTEÚDOS: formas geométricas, cores, coordenação motora, atenção e concentração, diferentes tipos de associação e pareamento.

ALGUNS OBJETIVO(S) DE APRENDIZAGEM:  nomear formas geométricas e construir a bandeira do Brasil; relacionar cores; construir e montar um quebra-cabeça; associar a cor a forma; contar a história da bandeira e mostrar as diferentes bandeiras que existiram até chegarmos no modelo que temos hoje; explicar o porque das estrelas.

#2 Recorte as figuras geométricas e monte a bandeira do Brasil

Observação: esta atividade funciona muito bem para crianças com deficiência intelectual e desenvolvimental.

bandeira do brasil

  band

quadrado

círculo

amarela

#3 Ligue a imagem a cor 

Observação: para crianças com deficiências ou dificuldades de aprendizagem você pode inserir o desenho da bandeira ao lado da atividade para que a criança possa consultar as cores de cada parte da bandeira.

atividades cores

#4 Quadrinhos

A coleção “saiba mais com a Turma da Mônica” é bem interessante para abordar o tema da Independência do Brasil e da bandeira.

turma da mônica

#5 Jogos no celular ou tablet

Utilize também o computador ou tablet como recurso e baixe este jogo feito exclusivamente pra você!

BANDEIRA DO BRASIL

Boa aula!

Aproveite  a data comemorativa para resgatar valores cívicos e incentivar o respeito aos símbolos do Brasil. Recorrer ao mundo da fantasia é sempre uma ideia bem-vinda.

No próximo post falarei sobre o Jogo dramático: “independência ou morte!” – a melhor forma de aprender é encenar.

E claro, registre as evidências e falas relevantes em sala. Essas anotações serão muito valiosas para o refletir sobre os avanços dos pequenos.

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno. É responsável pela fanpage Luciana F Duque Psicopedagogia e Inclusão.

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Social Mantra

Relatórios/Identidade e autonomia/Socioemocional
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A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Blog Unificado Kids

Fonte: Blog Unificado Kids

A escola tem um valor incalculável para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. É neste ambiente rico em cultura e diversidade, que a criança vive os seus primeiros grandes conflitos e também a oportunidade para conhecerem e observarem um mundo diferente do seu.

A convivência entre os colegas provoca um choque entre os valores que foram aprendidos na família, e isto é saudável, já que possibilita o fortalecimento da compreensão das regras, do respeito e dos próprios valores internalizados.

Família na Escola

Toda a participação da família dentro da escola é um momento único para partilhar experiências fantásticas. Vivenciei e conheci um projeto em Portugal, muito significativo, que se chama “os tesouros da família”. A atividade basicamente era para que cada pai e mãe pudessem ir até a escola para: contar sobre a sua profissão e também contar algo de importante da particularidade da família e que quisesse dividir com o grupo da sala do seu filho.

Não imaginava como aquilo era importante para as crianças e principalmente na repercussão positiva que existiu no estreitamento das relações entre eles.

O que quero dizer com este exemplo, é que a criança a todo momento precisa e quer ser olhada. Tudo que ela faz, tem mais sentido, quando ela mostra para o pai e para a mãe, e estes, sem julgamentos, comemoram, conversam, questionam, elogiam e valorizam o que ela fez.

Aprovação

Esta aprovação que a criança nos pede, é importante para o seu desenvolvimento psicossocial, principalmente na construção da sua personalidade e do autoconceito. Todos nós queremos contribuir para um mundo com pessoas mais seguras, confiantes e felizes.

A participação das famílias nas festas escolares, é uma ótima oportunidade para reforçar esse olhar e vem justamente de encontro ao que já foi dito, e volto a sublinhar, um momento importante de partilha e envolvimento com o seu filho.

diadafamilia

Fonte: Assecom/RN

Não são todos os pais que valorizam estes momentos das festas na escola. Os fatores sócio-econômicos interferem na decisão de ir ou não na festa do filho. Entretanto, não pense que quando digo isso estou a me referir aos pais com menos possibilidades financeiras; na verdade, isso é bem equilibrado e em alguns casos, quanto mais posses, mais pessoas existem para substituir o papel dos pais. Estão sempre a trabalhar muito, ocupados e envolvidos com as suas rotinas; ou ainda, queixam-se que todos os anos são iguais, e como já foram no ano passado, não precisam ir novamente!

É emergente que a família esteja cada vez mais dentro da escola, para dividir a responsabilidade de educar as crianças sem isentar-se do seu papel; sem transferir para a escola, aquilo que é da sua responsabilidade.

A participação nas festas e o convívio proporcionado nestes eventos é o sinal mais sensível de saúde na família. Este envolvimento por parte dos familiares, influencia positiva ou negativamente o sucesso escolar da criança.

Refletir para Educar

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre algumas estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para as festas, reuniões entre outros eventos, mas, principalmente trazê-las para a vida escolar dos seus filhos. 

Mas isso fica para um próximo momento. No próximo post vou apontar 7 estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para dentro da Escola.

Gostou?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Antes de ler e escrever, há muito o que fazer

Não é preciso adiantar conteúdos do Ensino Fundamental na primeira infância - as brincadeiras guiadas e livres estimulam todas as competências mais necessárias (foto: Beauvoir School)

Desenvolvimento Infantil/Relatórios
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Antes de ler e escrever, há muito o que fazer

Há muito para fazer e descobrir antes de ler, escrever e somar, considera Rita Castanheira Alves, psicóloga clínica especializada na área infantil e juvenil e de aconselhamento parental, autora de um projeto que está no site www.psicologadosmiudos.com, e que acaba de lançar o livro “A Psicóloga dos Miúdos”. Antes de entrar no 1.º ciclo, há competências a desenvolver e a estimular nas crianças. “Nos jardins de infância, seguem-se diretrizes e planos normativos, mas há muito espaço para abordagens e perspetivas diferentes. Em casa, há pais que estimulam desde cedo umas competências em detrimento de outras”. Há muito para descobrir desde a nascença até à matrícula no 1.º ciclo. “Dar os primeiros passos no desafio de descobrir quem é, no aprender a ser pessoa, a distinguir-se dos outros, a criar uma individualidade, a sentir-se gostada e a saber gostar”, especifica.

Assuntos de toda a vida e mais além

Rita Castanheira Alves considera que é tempo de desenvolver competências as quais chama de “assuntos de toda a vida e mais além”, ou seja, capacidades e aprendizagens que serão a base para a vida real, no mundo, com os outros e consigo mesmo. “Esta fase é essencial para os pais e educadores ‘trabalharem’, de forma natural, no dia a dia, em brincadeiras e nas rotinas com a criança, a tolerância, a frustração, a autoestima, a autoconfiança, a persistência, a solidariedade, a partilha, os limites e o saber errar.

Sem nunca esquecer a literacia emocional, dando-lhes a possibilidade de conseguir identificar em si ou nos outros, expressar e regular as emoções – competência transversal para todas as aprendizagens que se seguem, seja na educação formal ou na vida além escola”, refere.

Na primeira infância, é essencial cultivar as "habilidade para a vida", ou socioemocionais: perseverar, conviver em grupo, lidar com emoções (foto: Smart Start of Meck)

Na primeira infância, é essencial cultivar as “habilidades para a vida”, ou socioemocionais: perseverar, conviver em grupo, lidar com emoções (foto: Smart Start of Meck)

Desafios

Antes de se sentar na cadeira da escola, a criança dá os primeiros passos na autonomia e independência para que, desde cedo e de forma natural, se sinta segura, capaz de gerir os desafios que surgirão a qualquer momento. Na escola, também. “Uma criança feliz, tranquila, competente pessoal, social e emocionalmente terá maior probabilidade de ter sucesso acadêmico e estar preparada para os desafios mais formais da educação, porque serão também crianças mais motivadas intrinsecamente”.

Nesta fase, é importante criar desafios e situações adequados às características e fases de crescimento da criança para desenvolverem a sua capacidade de resolução de problemas. “A criança deve saber que pode ser difícil, mas que é possível tentar e, no meio disso, os adultos precisam ajudá-la a saber errar – até porque na escola ela irá errar para aprender. Como tal, saber acima de tudo errar, confrontar-se com o erro e com a nova tentativa e saber que isso faz parte da aprendizagem de todos nós, até dos pais”. Para a psicóloga, faz parte da educação “ajudar a criança a arriscar, a compreender os riscos e a tomar decisões com os riscos que tem, seja numa simples escolha de duas hipóteses de brincadeira”.

Nos primeiros anos de vida, é fundamental experimentar, desenvolver competências artísticas e a agilidade motora. É tempo de se conectar com outras crianças, jovens e adultos, desenvolver a socialização, saber estar e partilhar, ouvir e conversar. É tempo de brincar com meninos e com meninas, com bonecas, carrinhos, animais ou quebra-cabeças. “Nesta fase, a brincadeira com a criança é o maior motor de desenvolvimento de todas estas capacidades essenciais para o que se segue”. A brincadeira é um meio para tornar as aprendizagens naturais, descontraídas, fáceis, e eficazes, e ainda criar vínculos afetivos com a criança.

Se a criatividade e imaginação forem estimuladas, o interesse pela leitura, escrita e matemática vão surgir naturalmente (foto: Feel Good Health)

Se a criatividade e imaginação forem estimuladas, o interesse pela leitura, escrita e matemática vão surgir naturalmente (foto: Feel Good Health)

A criatividade e a imaginação também têm um papel importante. “Ajudar a criar e a imaginar, seja por histórias, teatros caseiros, brincadeiras de tapete ou músicas é fundamental para a preparação da criança para a fase das aprendizagens escolares. Na fase pré-escolar, a criatividade de todas as formas é um grande recurso e um ingrediente que se pode usar bastante, a par com a curiosidade”. Para isso, ajuda-se a olhar para o que a rodeia, estimula-se o questionamento, responde-se quando pergunta, pergunta-se também, procuram-se respostas.

Saber escrever o nome, decorar letras, contar até 20 sem enganos poderá vir noutro tempo, quando o 1.º ciclo chegar. Rita Castanheira Alves considera que há muito para se fazer antes disso. “Com o foco e investimento nestas competências pessoais, sociais e emocionais, gradualmente e antes do 1.º ciclo, a vontade da criança em saber o seu nome, em aprender a contar e a mostrar sinais de que está preparada para a aprendizagem escolar aparecerá espontaneamente. Vale a pena tentar”, diz.

Brincar é como respirar

Não é preciso adiantar conteúdos do Ensino Fundamental na primeira infância - as brincadeiras guiadas e livres estimulam todas as competências mais necessárias (foto: Beauvoir School)

Não é preciso adiantar conteúdos do Ensino Fundamental na primeira infância – as brincadeiras guiadas e livres estimulam todas as competências mais necessárias (foto: Beauvoir School)

Até aos 6 anos, a criança se encontra numa fase de acelerado desenvolvimento em vários níveis: físico, motor, social, cognitivo, emocional e linguístico. Desenvolvimento e aprendizagem andam de mãos dadas. As relações e interações que os  pequenos estabelecem entre si e com os adultos, as experiências proporcionam novas aprendizagens, tudo isso contribui para o desenvolvimento.

Para Cristina Parente, professora auxiliar do Departamento de Estudos Integrados de Literacia, Didática e Supervisão, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, é importante apreender quem é a criança. A criança quer conhecer e compreender o mundo que a rodeia, tem saberes e experiências e, por isso, faz perguntas e envolve-se em projetos para encontrar respostas para as suas curiosidades. A criança coloca desafios aos pais, à creche, ao jardim de infância, à comunidade. “Esta compreensão desafia os pais e os educadores a proporcionar as melhores oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, desde cedo, às crianças, tendo como referência a necessidade de educar cada um até ao limite das suas possibilidades, procurando, ao mesmo tempo, conseguir a integração de todos”.

A criança cresce, aprende, desenvolve-se através de interações que estabelece com as pessoas que a amam, que cuidam dela, que lhe dão segurança, que estão atentas às suas características e que a desafiam. “De fato, o processo de educação da criança ocorre entre os contextos de educação não formal e os contextos de educação formal, entre os quais se destacam a família e os centros de educação de infância”, refere Cristina Parente.

“Naturalmente, a criança constrói muitas aprendizagens e se desenvolve nos contextos da educação informal através dos processos de socialização nas relações intrafamiliares e extrafamiliares. Mas este tipo de resposta, por si só, parece não ser suficiente, tendo em conta as muitas solicitações das famílias e os limitados apoios na sociedade atual urbanizada, globalizada e multicultural. O contexto da educação de infância emerge como uma alternativa mais consistente e integrada para, em colaboração com as famílias, responder ao desafio da educação das crianças pequenas”, sublinha a professora do Instituto da Criança da Universidade do Minho.

Segundo Maria José Araújo, professora da Escola Superior de Educação do Porto, nos primeiros anos de vida, e não só, é importante brincar e criar condições para que as crianças brinquem. “Brincar é muito importante em todas as fases da vida, mas nesta fase é fundamental. Para a criança é como respirar”, garante. A socialização também tem uma palavra a dizer. “É com o grupo de pares, com outras crianças que criam e recriam as culturas da infância”. “É fundamental conversar com os filhos e garantir uma instituição de pré-escolar que valorize o brincar e o diálogo”, sublinha.

É através de atividades lúdicas e jogos que as crianças aprendem a seguir regras e respeitar o outro (foto: Washington Post)

É através de atividades lúdicas e jogos que as crianças aprendem a seguir regras e respeitar o outro (foto: Washington Post)

Os pais devem, na sua opinião, saber respeitar os tempos e os ritmos das crianças e compreender que brincar garante equilíbrio e bem-estar. Há um erro que convém evitar: há pais e encarregados de educação que procuram no pré-escolar conteúdos do primeiro ano do 1.º ciclo. “A escola é muito importante e é por isso mesmo que, antes de entrar para o 1.º ciclo do Ensino Básico, mas também durante, o mais importante é criar condições para que as crianças brinquem”.

É preciso, sublinha, valorizar as brincadeiras das crianças como elementos essenciais de relação com a natureza e com a cultura do mundo adulto. Ao longo da vida, elas precisam de atividades equilibradas. “As crianças aprendem regras de cooperação e respeito brincando. É essencial que os educadores compreendam isso e valorizem”. Brincar é, afinal de contas, um direito. “O brincar e as brincadeiras, enquanto manifestações coletivas, ajudam a criança a desenvolver relações sociais com o seu grupo de pares e com os adultos, apelando à memória coletiva”, realça Maria José Araújo.

Registre!

Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade.

Gostou? Então fique ligado!

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Perfis de turma e individual na Eduqa.me - horizontal

Fonte: Educare

5 atividades criativas de artes para Educação Infantil

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Atividades/Música e artes/Relatórios
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5 atividades criativas de artes para Educação Infantil

Por que ensinamos arte na Educação Infantil? Ao contrário da escrita e da matemática, as aulas de artes não têm uma aplicação objetiva na vida da criança – nem pais nem professores esperam que elas se tornem artistas quando adultas. Ainda assim, a pintura, o desenho e os trabalhos manuais são parte relevante do currículo infantil, inclusive destacado como uma das áreas de conhecimento do Referencial Curricular Nacional.

A pergunta não é retórica, nem uma forma fácil de começar o texto. É preciso ter bem claro qual o objetivo de se ensinar algo, porque é esse objetivo que vai ajudar o professor a traçar seu plano de aula. Por que você ensina arte à sua turma de 3, 4, 5 anos?

É comum que atividades artísticas sejam usadas com preparação para a escrita: o foco não é a arte em si, mas a motricidade fina, a destreza dos dedos para que, mais adiante, a criança consiga criar letras e números. Suas atividades de artes têm essa meta? Pense bem: as crianças são instruídas a copiar, traçar linhas retas, seguir pontilhados, pintar dentro das linhas de um desenho já preparado com antecedência, copiar modelos prontos? Esses exercícios são úteis para que elas sejam alfabetizadas – mas não as estão educando em artes.

Quando sua classe aprende a reproduzir imagens prontas, ela entende a mensagem de que há um certo e um errado no processo criativo, de que há obras de arte boas ou ruins de acordo com uma pequena lista de regras. Ninguém aprende, porém, quais as diferentes técnicas possíveis, a interpretação de acontecimentos ou sentimentos em imagens, a exploração da criatividade ou os vários espaços em que a arte pode se manifestar.

Conhecer ambientes culturais como museus, teatros e galerias, é importante para o repertório tanto do professor quanto das crianças (foto: Ecology of Education)

Conhecer ambientes culturais como museus, teatros e galerias, é importante para o repertório tanto do professor quanto das crianças (foto: Ecology of Education)

Isso significa que as crianças devem ficar soltas para brincar com tinta sem qualquer orientação? Também não – mas estamos chegando mais perto. Sem o professor como guia, é muito provável que a turma vá apenas reproduzir o que já vê em outras fontes: na televisão, nos brinquedos ou na publicidade. É preciso que elas tenham possibilidade de criar o que quiserem, mas sempre estimuladas a conhecer novas perspectivas e novos materiais, sempre encontrando novas formas de expressão.

Esse é o objetivo de ensinar arte às crianças: desenvolver o autoconhecimento, o senso crítico, a sensibilidade e a criatividade, habilidades que serão valiosas durante toda a vida adulta.

Para isso, o professor deve investir na sua própria formação; afinal, é a visão do professor que irá influenciar a visão da turma. É importante interagir com espaços culturais como museus, galerias, teatros, cinemas e praças para encontrar novos conteúdos e selecionar o que é interessante para cada faixa etária. Assim como os planejamentos de Natureza ou Matemática são pensados linearmente, com atividades articuladas entre si, o plano de Artes também deve considerar o desenvolvimento gradual das crianças e introduzir novos desafios com intencionalidade.

Para se inspirar, confira 5 ideias criativas para fazer arte na Educação Infantil.

 

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Explorando texturas 

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Conforme a idade das crianças, novas texturas podem ser adicionadas para tornar a atividade mais interessante (foto: Casa Marias)

Atividades com texturas são ideais para crianças de até 3 anos, quando o aprendizado está muito relacionado ao tato. Apenas tome cuidado com as turmas mais novas, para que elas não coloquem materiais perigosos na boca (para essa faixa etária, uma dica é usar tinta caseira, não tóxica, que não causa problemas caso seja ingerida).

Mesmo com crianças mais velhas, a brincadeira ainda desperta interesse, basta oferecer mais opções de texturas a serem manuseadas. Algumas possibilidades são:

  • Papéis de vários tipos: crepom, cartolina, lenço, celofane,
  • Tecidos: camurça, couro e mesmo retalhos de roupas velhas ou toalhas,
  • Recortes de revistas e jornais,
  • Lixas mais ou menos ásperas,
  • Serragem, grama, folhas diversas, palha,
  • Sobras de lápis ou giz de cera apontados.

O professor pode, por exemplo, deixar que as crianças explorem texturas na sala de aula ou no pátio e, então, reproduzam as mais interessantes em suas obras de arte. Incentive a curiosidade e a descoberta com perguntas e orientação – mostre a elas como, por exemplo, passar a mão por uma superfície e fechar os olhos para sentir. Também estimule o vocabulário apropriado: liso, áspero, macio, seco, úmido, etc..

Autorretrato

As crianças vão desenhar em uma transparência sobre a própria foto: elas podem contornar o rosto, decorar ou alterar suas imagens como quiserem (foto: Meri Cherry)

As crianças vão desenhar em uma transparência sobre a própria foto: elas podem contornar o rosto, decorar ou alterar suas imagens como quiserem (foto: Meri Cherry)

Apesar de dar algum trabalho, essa é uma atividade maravilhosa para estimular o autoconhecimento. É preciso que as crianças tragam uma foto impressa de si mesmas com antecedência – e o professor precisa providenciar transparências, sobre as quais elas irão desenhar.

Depois disso, não há segredo: use uma fita adesiva para colar a foto e a transparência na mesa e disponibilize materiais de pintura. Tinta guache, cola colorida, canetas marca-texto e glitter são algumas opções que podem ser usadas para que as crianças façam seu autorretrato.

Quando as pinturas secarem, outra ideia divertida para a exposição é usar caixas vazias de brinquedo (ou qualquer outra caixa em que a frente é de plástico) como moldura, com a foto original no interior da caixa e a pintura, na frente. Veja o exemplo abaixo:

Carimbos variados 

Outra alternativa para explorar o ambiente e experimentar métodos artísticos é buscar por materiais para fazer carimbos e utensílios de pintura:

  • Talheres de plástico,
  • Rolos de papel higiênico,
  • Botões,
  • Tampinhas de garrafa,
  • Rolhas,
  • Esponjas de cozinha, de banho, de palha de aço (Bombril),
  • Algodão,
  • Plástico bolha.
Rolhas, tampas de garrafa ou bolas de algodão são algumas das opções para fazer carimbos (foto: No Time for Flashcards)

Rolhas, tampas de garrafa ou bolas de algodão são algumas das opções para fazer carimbos (foto: No Time for Flashcards)

Lembre-se de colocar a tinta em um recipiente largo, para que as crianças mergulhem os objetos (foto: No Time for Flashcards)

Lembre-se de colocar a tinta em um recipiente largo, para que as crianças mergulhem os objetos (foto: No Time for Flashcards)

Mais uma vez, enfatizamos: cuidado com objetos pequenos que podem ser engolidos pelas crianças!

Estenda uma folha grande de papel craft ou cartolina branca no chão e despeje as tintas coloridas em pratos rasos de plástico, tigelas ou bacias em que a turma consiga mergulhar os objetos. Então, deixe que experimente cada um deles.

Uma dinâmica bastante rica é sugerir temas abstratos: como elas pintariam sentimentos como alegria, raiva ou medo? Como pintariam o que estão sentindo hoje? Como pintariam a sensação de voar ou mergulhar?

Crianças mais velhas, em torno dos 6 ou 7 anos, podem relutar bastante para trabalhar com ideias tão abertas caso não tenham esse tipo de experiência com frequência – as menores, por outro lado, costumam abraçar a proposta sem questionamentos. Se isso acontecer, frise que não há certo ou errado e que eles podem pintar conforme se sentirem. Evite comentários como “que lindo” e opte por perguntar o que está sendo representado.

Pintura ao ar livre

O giz molhado dá uma cor mais vibrante à pintura (foto: Happy Hooligans)

O giz molhado dá uma cor mais vibrante à pintura (foto: Happy Hooligans)

Há uma calçada ou muro que pode ser usado na sua escola? Leve as crianças para ilustrá-los – além de tentar a pintura em uma posição diferente, em outra textura, elas também têm a oportunidade de expor um trabalho para as outras turmas. É uma oportunidade de falar sobre as mais variadas formas de exposição de artes, desde um teto todo decorado como o da Capela Sistina até as paredes grafitadas da cidade.

O giz de quadro é perfeito para essa atividade, e o efeito é ainda melhor molhando a ponta do giz antes de desenhar. O professor pode levar potinhos pequenos (como os de iogurte ou forminhas de gelo, por exemplo) com água para ajudar na pintura: colocando o giz ali por um ou dois minutos, ele absorve a água, criando cores mais vibrantes e um toque mais macio.


Uma peque dica que pode te ajudar muito!

Desenvolver essas atividades pode proporcionar momentos incríveis com as crianças, você não pode deixar de registrar as falas, comportamentos e os momentos de interação entre os pequenos! Faça isso com anotações, fotos e até vídeos! Eu sei que pode dar um grande trabalho mas é justamente nesse ponto que você está enganada, use a Eduqa.me para registrar esses momentos!

É muito simples, você pode organizar todos os registros de maneira rica em um único lugar, depois de tudo organizado você consegue consultar com poucos cliques! Quer ver? Basta clicar aqui e acessar! Veja esse exemplo:

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Espaços negativos 

O professor pode escolher várias atividades para trabalhar a ideia de espaços negativos – quando você pinta em torno da imagem que quer representar. Para as crianças de até 3 anos, é indicado começar com propostas que exijam menos coordenação motora, como pintar em torno da própria mão ou da mão de um colega. Veja o resultado abaixo:

Colorir em torno da própria mão é uma versão mais simples da atividade, para crianças mais novas (foto: Fun-a-Day)

Colorir em torno da própria mão é uma versão mais simples da atividade, para crianças mais novas (foto: Fun-a-Day)

Após o conceito estar mais claro, é hora da experimentação! Uma ideia é usar fita adesiva para criar desenhos em espaço negativo: as crianças podem espalhar a tinta em torno da figura de um objeto ou animal (uma casinha, um sol, um cachorro criado com fita), ou dividir a página em formas geométricas e colorir cada área de uma cor diferente.

Elas ainda podem ser convidadas a buscar outros materiais para suas obras de arte: folhas e flores prensadas funcionam bem para essa atividade.

Alguns desenhos feitos com fita adesiva (foto: Red Ted Art)

Alguns desenhos feitos com fita adesiva (foto: Red Ted Art)

Leia mais:

Portal Cultura Infância

Portal Educação

 

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Como elaborar um planejamento com foco nas crianças

Ouça o que as crianças têm a dizer: quais assuntos interessam, quais seus questionamentos e curiosidades? As respostas podem ser chave para o planejamento engajador (foto: Beck 4 Congress)

Desenvolvimento Infantil/Rotina pedagógica/Semanários/Formação
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Como elaborar um planejamento com foco nas crianças

Todo professor se propõe a planejar o seu dia, as suas atividades – mas como fazê-lo quando este planejamento não se refere apenas a ele mesmo, mas a todas as crianças que estão, por boa parte do dia, sob sua responsabilidade? Cada uma tem uma vontade, um desejo e está em um estado de busca. Quando a proposta é fazer um planejamento que parte destas vontades, desejos e buscas, o educador muitas vezes sente como se estivesse tentando planejar o imprevisível.

Como escolher o que entra no planejamento?

Ouça o que as crianças têm a dizer: quais assuntos interessam, quais seus questionamentos e curiosidades? As respostas podem ser chave para o planejamento engajador (foto: Beck 4 Congress)

Ouça o que as crianças têm a dizer: quais assuntos interessam, quais seus questionamentos e curiosidades? As respostas podem ser chave para o planejamento engajador (foto: Beck 4 Congress)

O professor que tem a preocupação em orientar sua turma tem que estabelecer um ponto de partida. Se as singularidades de suas crianças são importantes, ótimo: esse ponto de partida já esta estabelecido.

São elas. Tudo começa com observar e escutar sua turma e o que brota nos momentos da rotina: as ações mais procuradas, os interesses, as demandas, as pesquisas e descobertas, os assuntos que estão bombando entre as crianças.

Leia mais sobre esse tema no nosso post Personalização do Ensino na Educação Infantil.

O olhar do professor ao observar seu grupo não é um olhar à toa, à espera de que algo chame sua atenção para, só depois, despertar interesse. É um olhar intencional, preparado. Juntamente com a observação está a pauta do olhar, ou o motivo do olhar, elaborada pelo professor para orientá-lo naquilo em que vai prestar atenção. Afinal, as crianças são muitas e vários são os interesses.

A elaboração da pauta do olhar está intimamente ligada ao planejamento do professor, ao seu modo de trabalhar.  Um jeito possível de trabalhar com a (in)formação começa por perguntar. É provocar o olhar e a escuta para ativar a percepção e despertar a curiosidade.

  • O que as crianças fazem com maior frequência? (que movimentos corporais fazem com maior prazer, em quais encontram dificuldades?)
  • Quais os brinquedos e brincadeiras são mais solicitados?
  • Como elas se articularam? Quem brincou com quem? Quem não quis brincar?

Além disso, é preciso deixar espaço para olhar o olhar individual.

  • Quais as crianças serão observadas com maior atenção neste dia ou durante esta atividade? Quais os seus interesses? Estão buscando um desafio?

Um cuidado especial pode ser garantir um olhar para o uso dos espaços e dos materiais utilizados.

  • Como foi o envolvimento e a participação das crianças nestes espaços (parque, refeitório, quadra, área externa, sala de referência) e quais os materiais explorados?
  • Eles preferem os materiais não estruturados?

A partir das respostas a estas e outras perguntas pertinentes à sua turma, você terá anotações e informações importantes para ampliar os desafios oferecidos para as crianças. Estas respostas são alguns elementos deste seu planejamento.

Quais outras fontes de informação você possui?

Observe quais os brinquedos, livros e outros materiais mais procurados pelas crianças. Qual o motivo desse interesse? Que desafios e possibilidades eles representam? (foto: The Guardian)

Observe quais os brinquedos, livros e outros materiais mais procurados pelas crianças. Qual o motivo desse interesse? Que desafios e possibilidades eles representam? (foto: The Guardian)

Você fez o registro das propostas anteriores neste ou em outros espaços da creche. Você tem uma fonte preciosa de informações e anotações sobre as pesquisas, descobertas, interesses e hábitos de cada um de sua turma. Alguém vai sempre para o mesmo brinquedo? Você já se perguntou o porquê? Há crianças que nunca usam algum brinquedo ou realizam alguma atividade? Novamente, você sabe por quê?

É claro que ninguém tem memória para guardar tudo o que vê e vivencia nas 10 horas da rotina, multiplicadas pelas 20 ou mais crianças da turma! Por isso a importância dos registros de acordo com a realidade da turma. Os registros contém tudo aquilo que o educador percebe – anotações, fotos, caderno de registros, produções dos alunos. Eles revelam as descobertas, as dificuldades, as conquistas e as possibilidades de cada criança e do grupo, e são sua matéria-prima para o próximo planejamento.

O que essas informações significam?

Com as respostas relacionadas às questões sobre os interesses atuais das crianças, mais os registros das atividades anteriores, mais os desafios identificados, você se pergunta: quais os encaminhamentos que essas informações indicam?

Sua resposta está em refletir e avaliar sobre quais dificuldades foram identificadas no grupo ou em uma criança e, a seguir, quais ajustes deverão ser feitos no tempo e na estrutura das respostas. E aí, bingo! Chegamos ao planejamento interessante, estimulador, adequado e repleto de possibilidades e brincadeiras. Não tem como dar errado!

Gaste seu tempo com o que realmente importa - horizontal

Fonte: Tempo de Creche

Mais brincadeira, menos consumismo: 6 atividades para comemorar o Dia das Crianças na Educação Infantil

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

Atividades/Movimento/Música e artes/Registros
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Mais brincadeira, menos consumismo: 6 atividades para comemorar o Dia das Crianças na Educação Infantil

O Dia das Crianças está chegando e, com ele, as discussões sobre consumismo e publicidade na infância esquentam. Não é de se espantar – nessa época, as propagandas na TV se multiplicam, lojas de brinquedos lançam suas novidades, e até mesmo redes de restaurantes e marcas de alimentos se associam a personagens queridos.

No Brasil, crianças passam em média 5 horas por dia em frente à televisão, sendo expostas a esse tipo de campanha. O problema é que, quando pequenas, elas não compreendem a diferença entre um anúncio e a realidade (a boneca não voa de verdade, o carro não realiza manobras sozinho) e, portanto, são mais suscetíveis às marcas.

A publicidade relacionada à alimentação também entra em debate: lanches que entregam bonecos e brinquedos como “brinde” não costumam ser os mais saudáveis. Isso em um país em que 15% das crianças já cruzou a linha da obesidade.

Propor um Dia das Crianças mais saudável e com menos consumismo é uma alternativa disponível a pais e escolas que querem transmitir valores sustentáveis: trocar e produzir, brincar e criar experiências ao invés de comprar. A Eduqa.me separou algumas ideias para celebrar a data com consciência na Educação Infantil.

Organize uma gincana ao ar livre

Leve sua turma para o pátio, divida times e lance os desafios. É importante pensar na faixa etária da sua turma antes de definir as brincadeiras: estas são indicadas para crianças de 4 e 5 anos, por exemplo.

Corrida de lata

(foto: Biblioteca Viva Itinerante)

(foto: Biblioteca Viva Itinerante)

Use duas latas com barbantes para criar os sapatos de lata de cada criança – é necessário ter ao menos dois pares para a corrida. O objetivo da brincadeira é que as crianças subam em seus sapatos de lata e caminhem com ele por um trajeto definido pelo professor. Você pode usar cordas ou fita crepe para traçar o caminho.

Parece fácil, mas não é: só faça essa brincadeira em áreas macias, como um gramado, nunca sobre concreto! Assim, caso as crianças caiam, não haverá acidentes. Também não delimite uma pista de corrida longa demais; sempre leve em conta as habilidades da turma!

Caça ao tesouro

Essa é uma atividade clássica que envolve toda a turma. Esconda pistas pela escola, sejam elas por escrito ou com imagens (caso as crianças ainda não sejam alfabetizadas). Cada pista deve levar os caçadores a um outro lugar, com uma nova pista, até que eles cheguem ao tesouro!

Deixe bem claro para as crianças em quais áreas eles podem procurar pistas para não perturbar outros professores e classes – se a brincadeira for apenas no parquinho, explique isso antes de começarem. Como prêmio, deixe de lado balas e pirulitos e continue com a proposta: que tal colocar o material da próxima brincadeira no baú do tesouro? Ou material de artes para que as crianças façam cartões para os colegas?

Missão impossível

(foto: Tempo Junto)

(foto: Tempo Junto)

Já assistiu a filmes de espiões em que eles precisam desviar lasers para entrar em um museu ou mansão? Esse é o espírito da brincadeira, mas os lasers serão tiras de papel crepom (barbante também pode ser usado, mas a vantagem do crepom é que ele se rasga facilmente, sem machucar as crianças caso elas tropecem).

Monte o desafio em um corredor ou quadra de esportes, adaptando o nível de dificuldade de acordo com a idade das crianças. O objetivo é atravessar os lasers sem encostar nos fios até chegar do outro lado!

Acerte o alvo

Pendure um bambolê em um galho de árvore, muro ou parede e dê bolinhas às crianças (essas de plástico, comuns em piscinas de bolinhas, ou outras opções de bolas pequenas e macias, que não machuquem). A brincadeira consiste em acertar o alvo: a bolinha deve atravessar o bambolê.

Essas são apenas algumas possibilidades para a gincana na Educação Infantil. Confira os sites Tempo Junto e Massacuca para mais ideias e inspirações.

Faça uma feira de trocas

O Dia das Crianças é uma oportunidade para conversar com sua turma de Educação Infantil sobre consumo consciente: quando é preciso comprar algo novo e quando podemos encontrar outras soluções? O que eu tenho é valioso para alguém? Alguém tem – e não usa mais – o que eu gostaria de ter? Por que não trocar?

Combine com os pais e a coordenação com antecedência para organizar uma Feira de Trocas na escola. É simples: cada criança escolhe, com ajuda dos pais, um brinquedo ou jogo que não utilize mais e o leva para a aula. As crianças podem expor o que trouxeram e cada uma vai escolher algo novo da pilha.

O professor também pode escolher um modelo de “amigo-secreto”, em que as crianças sorteiam o nome de um coleguinha para quem dar seu brinquedo; isso pode evitar conflitos caso várias crianças queiram a mesma coisa. Algumas escolas já realizaram a experiência – e há até sites que ajudam a planejar o encontro!

Pense ainda em fazer uma feira literária, em que as crianças trocam livros infantis ou gibis – além de divertido, incentiva a leitura!

Monte uma oficina de brinquedos

Que tal ensinar às crianças a fazer pipas, estilingues, bilboquês ou pandeiros? Escolha brinquedos simples, que você, seus pais ou avós costumavam ter quando eram pequenos!

Bilboquês são fáceis de fazer: as crianças só precisam de uma garrafa plástica com tampa e barbante (foto: Pensamento Verde)

Bilboquês são fáceis de fazer: as crianças só precisam de uma garrafa plástica com tampa e barbante (foto: Pensamento Verde)

Porém, lembre-se de pedir que as famílias contribuam apenas com materiais que já teriam em casa – de nada vale trabalhar o material reciclável obrigando os pais a consumir algo extra, que não faz parte da rotina da casa. Se cada criança contribuir com o que puder (garrafas pet, caixas de cereal, latinhas, copinhos de plástico, etc.), vocês com certeza terão opções divertidas do que construir!

Se a escolha for construir instrumentos musicais, junte a turma para fazer uma banda ao fim da aula. Toque músicas infantis e deixe que as crianças acompanhem o som com suas produções.

Crie um mural sobre infância

Pegue lápis de cor, canetinhas, pincéis, tinta, esponjas, recortes de revistas, cola colorida, purpurina, bolas de algodão… A imaginação é o limite. Estenda uma folha grande de papel craft no centro da sala de aula para que as crianças possam se sentar em volta e desenhar.

A proposta é que o professor dê um tema, que pode ser simplesmente “o que é ser criança” ou “qual sua brincadeira favorita” até um projeto mais longo, como, por exemplo, “como vivem as crianças do mundo”, em que a turma possa conhecer os hábitos da infância em outras culturas. Tudo isso será colocado no painel de acordo com a interpretação da turma – a obra final pode ser exposta no corredor da escola ou encontro de pais!

Faça massinha de modelar

(foto: Blog Elian)

(foto: Blog Elian)

As crianças adoram atividades em que podem colocar a mão na massa – e essa é bem literal. Coloque 1 xícara de água, 2 de farinha, meia xícara de sal e 1 colher de óleo em uma bacia grande e deixe que a turma misture a meleca até ganhar consistência.

Crie estações espalhando várias bacias pelo chão para que todas as crianças consigam se aproximar e participar. Cada estação pode ganhar uma cor de tinta guache para misturar à massa, fazendo massinha de modelar colorida. Depois, é só dividir e deixar que cada um crie o que quiser!

Vá passear

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

O Catavento, em São Paulo, é um museu interativo dedicado às ciências (foto: Catavento)

Passeios escolares precisam ser planejados com antecedência – o transporte e a alimentação, o número de professores para cuidar das crianças e a autorização dos pais são tópicos que devem estar muito bem resolvidos antes de a turma sair da sala de aula. Mas, superada a burocracia, não faltam lugares interessantes para as crianças conhecerem.

Considere passar o Dia das Crianças da sua turma no zoológico, jardim botânico, museus, planetários, teatros, bibliotecas, parques, corpo de bombeiros, aquário, etc., etc., etc. Ou, ainda, organize uma visita a um orfanato ou hospital infantil para que elas possam compartilhar seu tempo e doar roupas, alimentos, livros e brinquedos para crianças em necessidade: às vezes, só a companhia já um presente imenso. Já a sua turma vai ter uma grande lição de cidadania.

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O problema de alfabetizar as crianças cedo demais

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Atividades/Linguagem/Desenvolvimento Infantil/Desenvolvimento cognitivo/Socioemocional/Registros/Relatórios
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O problema de alfabetizar as crianças cedo demais

A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013 para identificar os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática de crianças entre 8 e 9 anos. Segundo o documento básico, disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o objetivo é “concorrer para a melhoria da qualidade de ensino e redução das desigualdades, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional”.

Testes nacionais para avaliar a alfabetização podem fazer com que pré-escolas comecem o letramento cedo demais para aumentar suas notas (foto: New Castle School)

Testes nacionais para avaliar a alfabetização podem fazer com que pré-escolas comecem o letramento cedo demais para aumentar suas notas (foto: New Castle School)

Porém, esta avaliação está reforçando uma visão que já existe em muitas escolas de educação infantil. Em entrevista para a Revista Educação, a professora Sandra Zákia Sousa, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), argumentou que a ANA faz com que os professores de Educação Infantil antecipem os processos de alfabetização e letramento, pulando etapas importantes no desenvolvimento da criança, como coordenação motora e capacidade de raciocínio e concentração. Na mesma reportagem, Luiz Carlos de Freitas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defende que essa avaliação deveria acontecer somente a partir do final do Ensino Fundamental.

O letramento precoce tem sido tema de diversos debates e motivou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STF) em fevereiro deste ano, que decidiu que crianças menores de 6 anos não podem ser matriculadas no Ensino Fundamental, ainda que tenham capacidade intelectual comprovada por avaliação psicopedagógica. A posição em relação ao tema tem influenciado os diversos formatos de escolas de Educação Infantil: enquanto há escolas infantis que antecipam lições ligadas à leitura, à escrita e à matemática na fase do antigo “pré-primário”, há instituições cuja linha pedagógica defende que a criança precisa priorizar o desenvolvimento de outras habilidades antes de se alfabetizar.

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Atividades lúdicas que estimulem a concentração e a motricidade fina são indicadas para uma pré-alfabetização saudável, que respeite o ritmo da criança (foto: The Learning Garden Kids)

Esse argumento tem embasamento teórico em filósofos como o austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), um dos introdutores da pedagogia Waldorf, que defende que crianças com até 7 anos de idade devem se preocupar somente em brincar.  Ao participar de jogos e atividades lúdicas, os pequenos desenvolvem a confiança em seu corpo e em suas potencialidades, o que é essencial para encarar a maior parte das atividades da vida, além das habilidades físicas e motoras, que são fundamentais para o desenvolvimento neurológico e sensorial. Se essa fase for vivida de maneira adequada, meninos e meninas terão maior domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, capacidade para se adaptar às situações.

Na mesma linha, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky defendia que a alfabetização fosse um processo gradual estimulado desde a primeira infância, mas sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhassem ou forçassem as etapas de desenvolvimento.

Ao estimular precocemente a leitura e a escrita, a criança pode sofrer problemas como deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse.

Por isso, a educação infantil deve se preocupar em proporcionar atividades condizentes com a fase de desenvolvimento da criança e respeitar as necessidades dessa etapa da vida, que é, sobretudo, brincar. Forçar o avanço na alfabetização antes do tempo pode criar traumas e dificuldades maiores no futuro.

Leia sobre Personalização do Ensino na Educação Infantil e entenda mais sobre o assunto.

Na Eduqa.me é possível fazer esse registro de um jeito simples, individual e  bem rico. Com poucos clique você faz anotações, fotos e vídeos. Com esses indícios organizados é possível compartilhar com seu coordenador e refletir sobre cada aluno percebendo quais habilidades eles possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

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