Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais
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Hora do Desafio! Flag Time: uma proposta para as séries iniciais

Fonte: Google

O grande desafio que os professores enfrentam

Em todas as etapas da escolarização, é um desafio para os professores agir em relação às dificuldades e facilidades identificadas em relação a cada um dos estudantes. Nas turmas de Educação Infantil, por exemplo há grande variedade de estratégias que podem ser utilizadas, mas, na maioria das vezes, o conteúdo principal é trabalhado com todo o grupo, como se todos aprendessem da mesma forma, ou no mesmo ritmo. Para vencer esse desafio, a educadora Anne Baldisseri, em sua vivência na direção de escolas internacionais, deu início a uma experiência denominada Flag Time – Hora do Desafio®. Durante a proposta, “as crianças trabalham em uma tarefa escolhida pelo professor de acordo com suas necessidades acadêmicas, pontos fortes e interesses. Uma pequena bandeira (origem do nome Flag Time) com o nome da criança indica a atividade ou qual será o seu desafio do dia.”, conta Anne.

A educadora explica que o Flag Time fornece aos professores e alunos uma oportunidade diária de ensino-aprendizagem especializado. Trata-se de um curto e rico momento, quando cada criança trabalhará em uma tarefa meticulosamente planejada pelo professor. Agrupamentos de aprendizagem são cuidadosamente determinados a partir da avaliação formativa, levando-se em conta todos os aspectos da aprendizagem, como cognitivo, emocional, social, etc.

Esses grupos variam a cada aula em sua composição à medida da necessidade educacional dos alunos. Flag Time também gera uma oportunidade estruturada para que professores avaliem seus alunos, coletando dados e interferindo a partir deles.

Para o Flag Time você precisa de 6 etapas:

1. Avaliação: identificando os interesses dos estudantes, seus pontos fortes e suas necessidades acadêmicas.

2. Direcionamento e agrupamento: organizando atividades que estejam adequadas às necessidades individuais dos estudantes, utilizando uma pequena bandeira com o nome ou a fotografia do aluno, dependendo da faixa etária, para que este possa identificar a atividade produzida e escolhida especificamente para ele. Agrupá-los estrategicamente, de modo que todos sejam devidamente desafiados, mas ao ponto de serem capazes de executar e finalizar a atividade com sucesso.

3. Instruções e Comandos: descrevendo as atividades de cada um dos agrupamentos de aprendizagem  e explicando em relação à gestão do tempo.

4. Aprendizagem por meio de Flag Time: encorajando os alunos a identificarem suas bandeiras e iniciarem as atividades, sendo acompanhados, sempre que necessário, pelo professor. É essencial que o professor registre os resultados em uma planilha, para que possa personalizar a e oferecer novas oportunidades em aulas seguintes.

5. Monitoramento e Reflexão diários: ao término, sistematizar e retomar os aspectos importantes relativos à rotina da atividade executada durante o Flag Time. Cada aluno deve explicar suas reflexões para o professor ou para um colega.

6. Potfólio de aprendizagem individual semanal: convidar os alunos a escolherem uma das atividades concluídas na semana, por exemplo, a que mais gostaram, a mais interessante, etc. Pedir que escrevam um pequeno comentário sobre ela. Colar uma foto referente a atividade seguida do comentário do aluno, dependendo da faixa etária, pode ser interessante.

Competências específicas, Plano de tarefa, interesses e pontos fortes dos alunos

Anne reforça que essa abordagem difere de outros modos de instrução diferenciada em três aspectos significativos. Primeiramente, centra-se nas competências específicas que precisam ser corrigidas ou ampliadas, ao invés de versões mais fáceis ou mais difíceis de uma mesma tarefa. Em segundo lugar, o plano de cada tarefa possibilita que o aluno exercite a autonomia e a auto-regulação, ao realizar a auto-avaliação ao término do processo. O terceiro aspecto é que os interesses e os pontos fortes dos alunos são projetados para a tarefa de aprendizagem, favorecendo um maior engajamento.

Quando pensamos no uso de recursos digitais, em um modelo como o Flag Time é possível identificar momentos em que as tecnologias digitais podem ser inseridas no processo. Ao registrar as necessidades e as facilidades dos estudantes, podem ser propostas atividades utilizando-se recursos digitais que estejam mais adequados àquele momento do processo.

Para a seleção dos recursos digitais, é essencial pensarmos no papel de curadoria do professor. Não é qualquer recurso digital que vai atender aos objetivos de aprendizagem de cada aluno porém, ao exercitar a curadoria, o educador vai elaborando um acervo de recursos que podem ser utilizados sempre que necessário. Outra questão importante: alguns alunos podem ter uma proposta digital enquanto outros têm atividades que não envolvem tecnologias digitais, estimulando momentos de interação com os pares e colaboração na resolução de problemas, por exemplo. As aproximações do modelo Flag Time com a abordagem do Ensino Híbrido são inúmeras, além de ser considerado uma proposta que motiva os estudantes das séries iniciais.

Lilian Bacich é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP) e Mestre em Educação pela PUC/SP. Atuou por mais de 20 anos na Educação Básica e, atualmente, é Consultora de Metodologias Ativas pela Tríade Educacional, além de estar envolvida com as ações relacionadas ao projeto Ensino Híbrido. Co-organizadora do livro e Coordenadora do Curso online “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação”. Contato: bacichlilian@gmail.com

A escrita dessa coluna foi feita em parceria com:

Anne Taffin d’Heursel Baldisseri, doutora em zoologia, atualmente faz parte de um grupo de pesquisas na UNIFESP, onde pretende completar seu Pós-doutorado sobre bilinguismo, leitura e motivação. Anne foi diretora da Educação Infantil na St. Paul’s School e hoje é ‘Head of Primary Division’ na Avenues: The World School. Anne ministra cursos sobre instrução diferenciada e avaliação formativa, bem como sobre como construir uma cultura sustentável de alta performance com pais e professores. Contato: annebaldisseri@gmail.com.


Faça os registros dos pontos fortes e das necessidades de criança!

Esses registros serão fundamentais para a preparação da atividade do dia seguinte! Fazer anotações em meio a 25 alunos, na sala de aula naquele momento em que todos estão extremamente curiosos em busca de desafios e aprendizados?  Muitos professores anotam no caderno, mas mesmo fazendo as notações no papel fica bem difícil fazer a gestão e organização dessas notas e ainda lembrar o contexto em outro momento e por aí vai…

Na Eduqa.me além de resolver esse problema você nunca mais deixará escapar um fala, uma resposta, um comportamento de uma criança pois a Eduqa.me te ajudará a preservar cada momentinho de um jeito bem simples, bonito e organizado.

Veja o exemplo abaixo:

A atividade Flag Time encontra-se no Baú de Atividade Eduqa.me!

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4 brincadeiras simples para estimular a motricidade na Educação Infantil

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Atividades/Movimento/Natureza e Sociedade
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4 brincadeiras simples para estimular a motricidade na Educação Infantil

A motricidade se desenvolve naturalmente durante toda a primeira infância: a motricidade ampla, quando a criança corre, pula ou se equilibra, por exemplo; a motricidade fina ao amarrar os cadarços ou segurar os talheres para se alimentar sozinha. Porém, há infinitas opções de atividades para que pais e educadores incentivem ainda mais essas competências. E se engana quem acredita que elas requerem um grande investimento – hoje, selecionamos apenas brincadeiras feitas com materiais comuns, que todos devem ter em casa (ou no pátio da escola).

Essas brincadeiras fazem parte do site Massacuca, em que duas mães elaboram, testam e escrevem sobre atividades lúdicas para a primeira infância (nós já entrevistamos as criadoras do projeto no post A diferença entre brincar e ter brinquedos). Conhecemos a ideia do Massacuca no encontro Social Good Brasil Lab deste ano, em que 50 iniciativas sociais de todo o país – incluindo a Eduqa.me! – aprendem sobre como empreender e, ao mesmo tempo, trazer benefícios para a sociedade. Como estamos sempre em busca de novidades que possam melhorar a Educação Infantil, uma parceria foi inevitável.

Aqui estão selecionadas uma brincadeira para cada faixa etária.

#1 Saco sensorial

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Gel, bolinhas e pequenos objetos dentro do saco plástico fascinam as crianças pequenas (foto: Massacuca)

Só o que é preciso para essa atividade é um saco plástico grande e bastante gel de cabelo. Outros pequenos objetos podem ser adicionados para tornar o toque ainda mais interessante: na foto, há estrelinhas metálicas, compradas na papelaria, e bolinhas de gel. Lantejoulas, bichinhos de borracha, pompons ou botões são alternativas à mistura.

A dica é colar as extremidades do saco plástico no chão com fita crepe ou dupla face, para que as crianças possam engatinhar ou andar sobre ele com mais segurança. Também é possível usar várias sacolas menores, contendo texturas diferentes (areia, terra, gelatina) para que elas possam comparar uma à outra.

Idade indicada:

  • A partir dos 9 meses, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • É necessário que o plástico seja grosso, para não ser perfurado durante a exploração – caso isso aconteça, o melhor é interromper a brincadeira para que nenhuma criança engula as peças;
  • Dê preferência ao gel inodoro ou com perfume suave, especialmente se preparar a atividade para bebês.

# 2 Cortina sensorial com garrafas

Garrafas recheadas com todo tipo de material podem ocupar as crianças por horas em uma brincadeira coletiva (foto: Massacuca)

Garrafas recheadas com todo tipo de material podem ocupar as crianças por horas em uma brincadeira coletiva (foto: Massacuca)

Nesta brincadeira, garrafinhas cheias dos mais diversos materiais são penduradas formando uma cortina para que as crianças explorem diferentes texturas, pesos e temperaturas. Na foto, foram 50 combinações diferentes, dentre elas:

  • Garrafas leves, com penas, isopor, papel e folhas;
  • Garrafas pesadas, com areia, pedrinhas, farinha, água ou gel;
  • Garrafas sonoras, com grãos, macarrão, clipes de papel, botões, arroz, conchas ou palitos de dente;
  • Garrafas com água gelada e água morna;
  • Garrafas com “movimento”, em que grãos ou pequenos objetos flutuam na água, no gel ou mesmo no ar (no caso de penas e ou flocos de isopor);
  • Garrafas com pequenas reações químicas, como água e óleo ou água e um pouco de detergente (que causará espuma assim que for chacoalhado).

E por aí vai, é só dar asas à imaginação.

Idade indicada:

  • A partir de 1 ano de idade, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • As garrafas precisam ser bem lavadas por fora, já que crianças menores podem colocá-las na boca;
  • Garanta que as tampas estão bem fechadas e lacradas com fita adesiva, para não se abrirem durante a atividade – caso isso ocorra, retire aquela garrafa de circulação para que o conteúdo não seja ingerido!

#3 Carimbos naturais

Carimbos feitos de vegetais são uma atividade criativa que exercita a motricidade fina (foto: Massacuca)

Carimbos feitos de vegetais são uma atividade criativa que exercita a motricidade fina (foto: Massacuca)

(foto: Massacuca)

(foto: Massacuca)

Os formatos dos carimbos podem ser feitos com ajuda de uma faca pequena ou de cortadores de biscoitos (aqueles em formato de estrelas ou corações) – essa parte da atividade, é claro, deve ser preparada com antecedência por um adulto, porém as crianças podem ajudar escolhendo os formatos. Batata, cenoura, pimentão e erva-doce foram usados na foto acima, mas vale explorar outros vegetais disponíveis. A dica é aproveitar aqueles que você tem em casa, mas já não estão tão bons para o consumo.

Segundo as mães, brincar com os alimentos ajuda a fortalecer a relação com a comida e promove a alimentação saudável. Afinal, as crianças que tiveram contato com as verduras em um contexto divertido e de descoberta não devem achá-las tão “nojentas” na hora da refeição. Incentive as comparações entre cada alimento: qual tem a casca mais áspera, qual é macio, qual tem sementes, etc..

Idade indicada:

  • A partir dos dois anos, sempre com a supervisão de um adulto.

Cuidados

  • Lave bem as verduras e deixe-as secando sobre papel toalha antes de recortar os carimbos;
  • Use tinta guache ou tinta feita em casa – preste atenção nos rótulos para não expor as crianças a tintas tóxicas;
  • Vigie atentamente o grupo para que nenhuma criança coma os vegetais usados na brincadeira.

#4 Galhos e lã

Perfeito para trabalhar a destreza dos dedos, os enfeites de galhos e lã ficam lindos (foto: Massacuca)

Perfeitos para trabalhar a destreza dos dedos, os enfeites de galhos e lã ficam lindos (foto: Massacuca)

Para essa atividade, não há segredo: convide a turma para sair da sala de aula e recolher galhos de diferentes tamanhos no pátio. Então, sentem-se juntos para fabricar os enfeites com novelos de lã coloridos. A brincadeira consiste em enrolar os galhos com diferentes combinações de cores, exercitando a motricidade fina. Você também pode usar fitas e barbantes.

Idade indicada:

  • A partir dos 3 anos, sempre com supervisão de um adulto.

Cuidados

  • Cheque os galhos encontrados pelas crianças para garantir que eles estejam em bom estado, sem fungos ou insetos;
  • Dê galhos menores (gravetos) para os alunos mais novos, para prevenir acidentes;
  • Se houver espinhos ou pontas afiadas em alguns galhos, retire-as antes de entregá-los às crianças.

Gostou das ideias? Não esqueça de observar a atuação dos pequenos: a maneira como eles manuseiam os objetos explica seu desenvolvimento motor; assim, é possível compreender quem precisa de mais estímulo e atenção e quem já está pronto para novos desafios.

Quanto mais controle das mãos e pontas dos dedos, mais segura a criança estará para segurar o lápis e escrever, no futuro, quando chegar o momento da alfabetização.

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Matemática: operações na caixa de fósforos

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Atividades/Matemática/Registros
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Matemática: operações na caixa de fósforos

A matemática é provavelmente a disciplina mais estigmatizada como sendo difícil, e uma das grandes causadoras de reprovação durante o período escolar. Contudo, uma boa base e um ensino participativo durante a infância podem mudar o viés pelo qual a criança encara as operações e os números.

Durante a Educação Infantil, a turma está desenvolvendo sua habilidade de concentração e solução de problemas – e, é claro, ainda não consegue realizar pensamentos completamente abstratos. Por isso, deve-se escolher atividades lúdicas e com movimento para abordar a matemática. Além de atrair mais atenção e interesse por parte das crianças, as brincadeiras criam um ambiente mais leve em que o erro é permitido (e, consequentemente, as tentativas são mais frequentes e elas se sentem convidadas a participar e se apropriar do conhecimento).

A atividade Operações na Caixa de Fósforo é um ótimo exemplo de como transformar uma lição tradicional, expositiva, em um jogo que tenha apelo para os pequenos. Ela pode ser realizada a partir dos 4-5 anos, ou quando a criança mostrar habilidade para resolver contas simples de adição e subtração.

Área de Conhecimento

Matemática.

Faixa etária

A partir dos 4-5 anos.

Material

  • Caixinhas de fósforos,
  • Fósforos,
  • Papel e canetinhas coloridas.

Preparação

Em aulas anteriores, realize exercícios de adição e subtração com objetos maiores (bolas, cubos, brinquedos), relacionando as quantidades com os símbolos numéricos. Por ser uma atividade com fósforos, ela requer certa destreza dos alunos, então, certifique-se de que a coordenação motora fina deles já foi bem desenvolvida antes de propô-la.

Com antecedência, forre as caixinhas de fósforo com papel branco ou colorido, escrevendo operações matemáticas de adição ou subtração na frente. Separe o número de fósforos equivalente ao resultado da conta e coloque-os lá dentro. Use quantas caixinhas quiser!

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Uma alternativa para tornar a conta ainda mais fácil, visualmente, é pintar os fósforos de cores diferentes (foto: Atividades da Professora Bel)

Atividade

Sente-se com os alunos em círculo, no chão, e coloque as caixas de fósforo no centro. Explique a eles que eles irão “adivinhar” quantos fósforos há dentro delas através da dica (a operação) escrita na capa. Pegue uma para exemplificar:

  • Primeiro, deixe um punhado de fósforos disponíveis, à mão, para realizar a conta diante da turma. Também separe folhas em branco e canetas coloridas.
  • Escolha uma caixinha e leia a operação em voz alta. Ao ler os número, separe os fósforos correspondentes. Use os fósforos sobressalentes, não abra a caixa. (Ex.: 3+2 – leia o três, coloque três fósforos no chão, bem visíveis para as crianças; leia o dois, coloque dois fósforos no chão, abaixo, para que não se misturem imediatamente).
  • Então, conte em voz alta o número total de fósforos que você conseguiu como resultado (Ex.: 1, 2, 3, 4, 5… Temos cinco fósforos! Vamos ver se acertamos a conta?).
  • Diga às crianças que vocês irão abrir a caixinha para verificar se solucionaram a pista. Conte o número de fósforos lá dentro e pergunte a elas se ele é o mesmo a que chegaram? Sim? Acertaram!

Realize mais um exemplo, dessa vez, fazendo traços de canetinha em uma folha para representar os números – é assim que elas irão tentar resolver as operações. Siga a mesma ordem: não abra a caixa antes de ter um resultado.

Depois disso, anuncie que é a vez delas! Distribua uma folha de papel e duas cores de caneta para cada um e deixe que os alunos escolham uma caixa de fósforos. Se a turma for muito grande, você pode convidar um por um para ir ao centro e ajudá-los a solucionar a conta. Oriente-os a fazer traços (ou flores, ou corações, ou raios, etc.) representando os números escritos na frente da caixa, a contá-los e a concluir quantos fósforos irão encontrar.

Variações

  • Matemática: Crianças menores podem realizar a atividade apenas com números, sem operações. Apenas deixe as caixas espalhadas no centro do círculo e convide-as a apanhá-las, ver o número e dizer seu nome, e, por fim, abri-las e identificar as quantidades.
  • Portfólio: Se houver um número suficiente de caixinhas, uma alternativa de portfólio seria guiar uma atividade em que os alunos colem os fósforos em sua folha de papel, escrevendo o numeral abaixo e, assim, montando as operações.

Para avaliar

  • As crianças identificam os números (não os confundem com letras ou desenhos)?
  • Relacionam os numerais com as quantidades equivalentes?
  • Conseguem realizar operações matemáticas de adição? E de subtração?
  • Contam objetos? Acrescentam ou retiram objetos para chegar a um resultado?
  • E quanto à motricidade? Elas conseguiram manusear as caixas de fósforos com destreza?

Registre!

Se optar por fazer o portfólio de produção, guarde o material feito pelas crianças e, assim que possível, acesse-o fora da sala de aula, com tempo e tranquilidade para refletir e fazer anotações sobre o desenvolvimento de cada uma delas. Se não, observe, durante a atividade:

  • A turma desenvolveu suas habilidades de atenção e concentração?
  • Sentiram-se confortáveis para tentar resolver as operações, sem medo de errar? O que você poderia fazer para tornar o ambiente mais amigável?
  • Tomaram a iniciativa para escolher caixas e contar os fósforos, sem ajuda (ou com pouca ajuda) do professor?
  • Compreenderam as noções matemáticas trabalhadas na atividade? Alguém demonstrou mais dificuldade? Isso ocorreu porque a criança ainda precisa desenvolver raciocínio lógico-matemático, por questões de motricidade ou por medo e timidez? Quais atividades podem ser realizadas nas aulas seguintes para estimulá-la?
  • Elas conseguiram repetir todo o ritual de resolução mostrado pelo professor (ler a operação, escrever no papel, contar, conferir o resultado)?
  • Houve comportamentos marcantes, positivos ou negativos? Como você lidou com a situação e o que poderia ser feito diferente?

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Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade!