O papel da curiosidade na aprendizagem
Rotina pedagógica/Identidade e autonomia
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O papel da curiosidade na aprendizagem

Ei, psiu!

Aqui, prof, aqui!

Aqui ó, vem cá deixa eu te contar um segredo…
Aposto que você ficou curioso, né?
Entendo bastante o comichão que você sentiu aí. Também sou curiosa, na verdade sou mega curiosa.
O segredo que eu queria te contar é que a curiosidade tem um  papel fundamental na aprendizagem.
Isso mesmo.
E para explicar o porque fui atrás do significado de curioso e olha só que legal:
É interessante, né?
Quando ficamos curiosos a respeito de algo buscamos aquietar o desejo de saber sobre essa coisa.
E essa inquietação é que faz a gente ir atrás de algo, de formular perguntas, de assimilar conceitos e ideias. É a partir daí que surgem as ideias e também a partir daí que começamos a elaborar uma teoria e criar algo que antes não existia. Enfim, é a partir daí que o aprendizado acontece.
Aprendemos muito quando formulamos hipóteses, quando temos essa inquietação e esse desejo de saber, isto é, aprendemos muito quando somos curiosos!
Da curiosidade à criatividade.
Esta é a forma mais prazerosa de aprender \0/
Alunos curiosos não se contentam em apenas fazer perguntas, eles estão tão curiosos que decidem ir atrás das suas próprias respostas e, consequentemente, desenvolvem o protagonismo.
A curiosidade na sala de aula é tão importante quanto a inteligência. Ora, no mundo contemporâneo em que vivemos, conteúdo e repertório não é o problema, pois estes temos aos montes, certo?

Não são as respostas que movem o mundo e sim as perguntas!

https://www.youtube.com/watch?v=EVmejcPkkjI

Criação da F/NAZCA para o Canal Futura

Até hoje os cientistas e estudiosos de todas as partes do mundo discutem como a vida começou. E até hoje não temos certeza de onde viemos.

Sócrates, por sua vez,  dizia que se conhece um homem inteligente pelos questionamentos que ele faz. O quê? Como? Por quê? Onde? Quando?

Há quem diga que a curiosidade matou o gato.

Bom, se a curiosidade matou o gato eu não sei, o que eu sei é que a curiosidade é um “material escolar fundamental” que todo aprendiz deve ter – professor ou aluno.
Depois de todo esse papo eu fiquei curiosa com uma coisa:

Como você, professor, brota a curiosidade nos seus alunos?

Olha aí como eu brotei a curiosidade em vocês! =)

Vou deixar o comichão aí e espero que vocês busquem a reposta.
Enquanto isso você pode usar essa curiosidade para outro fim, que tal?
Você está convidado a iniciar uma jornada pela plataforma Eduqa.me e aprender um jeito diferente de fazer seus semanários, atividades e portfólios.
Por onde você vá, qual seja a aula que for planejar e a Escola que for lecionar haverá uma oportunidade incrível e inovadora de transformar a maneira de fazer os registros escolares.
Vem com a gente nessa porque você vai se apaixonar!

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem
Semanários/Movimento/Música e artes/Socioemocional
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O Papel do Corpo e do Movimento para a Aprendizagem

Quem já ouviu ou leu a seguinte frase: “Quem dança é mais feliz”??

Pois é a mais pura verdade. A dança tem uma grande contribuição no desenvolvimento cognitivo do ser humano, trazendo uma carga de sociabilidade e relacionamento enquanto pessoa no meio ambiente. Isso é muito importante quando aplicado como ferramenta da educação.

Agora vamos parar para pensar o papel da dança #NaEscola. 

Independente de ser uma instituição pública ou privada, sabe-se que muitas Escolas, contam com metodologias de ensino inovadoras, recursos e tecnologias acessíveis às crianças, projetos pedagógicos com bases internacionais de modelos produtivos em educação, enfim, a Escola evoluiu.

Mas, quando o assunto é o corpo e o movimento dentro da sala de aula, a modernidade volta à moda antiga.

É muito mais confortável para o professor quando as crianças estão imóveis e em silêncio, produzindo algo que ele supostamente acredita ser o conhecimento.

Ao falar de um corpo em movimento, automaticamente os professores de educação física são acionados. Afinal, lugar de bagunça é na quadra. Professores de educação física, não se zanguem, mas por muitos anos trabalhei com vocês e sei que a educação física é uma das disciplinas mais fantásticas e completas para o desenvolvimento da criança. Digo isso, sobre a bagunça, pois é o que muitos dos outros professores acham, por serem tomados por uma ignorância que não os permite ver o corpo como peça chave para o aprender. Por isso, nunca permita que uma criança fique sem as aulas de educação física “como um castigo” por ela não ter feito uma tarefa de matemática, por exemplo. A educação física é tão necessária quanto a matemática, e cada conflito deve ser resolvido dentro dos respectivos espaços; mas isso é outro assunto.

Voltando para o corpo, embora na educação infantil o movimento seja valorizado, há muitas práticas que colaboram com a importante crítica feita por Henri Wallon, psicólogo francês, ainda na transição do século XIX para o século XX: “Para a escola, a aprendizagem deve ser baseada naquilo que é imóvel. O movimento é visto como algo que atrapalha!”.

Wallon foi o primeiro teórico da Psicologia Genética a considerar não só o corpo da criança, mas também suas emoções como aspectos fundamentais para a aprendizagem. Sistematizou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam entre si: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu. A base teórica deste autor chama a atenção para olhar a criança como um todo, um ser que é completo e não dividido por partes.

criança dançando

Ainda para Wallon o MOVIMENTO é o primeiro sinal de vida psíquica na criança. Antes mesmo de falar, ela apropria-se do seu corpo para mostrar o que quer com gestos ou outros movimentos que ilustram o que ela esta pensando naquele momento. 

Veja se você se identifica com as falas abaixo:

-Professor: Não é para tirar o brinquedo da mão do seu amigo.

– Aluno: eu só queria ver.

-Professor: Eu não te pedi para fazer o desenho por ele, mas para mostrar o seu.

-Aluno: mas é isso que estou fazendo.

As crianças pequenas tem uma dificuldade muito grande de comunicar o que pensam de uma forma diferente do gesto. Para explicar este fenômeno, Wallon diz que o  ato mental se desenvolve a partir do ato motor, isto é, gestos. A criança não consegue ver o brinquedo com os olhos, é preciso tocar para ver. A criança não consegue mostrar o seu desenho para aquele amigo que ainda não sabe desenhar,  é preciso fazer por ele.

O toque, o gesto, os movimentos e todo o afeto presente nestas relações de aprendizagem devem ser permitidos e viabilizados dentro de sala de aula.

A escola ao manter a criança imobilizada numa carteira, o que  representa a disciplina,  limita fatores  importantes para o desenvolvimento completo da pessoa, como por exemplo, a impossibilidade da articulação entre a  emoção e a inteligência.

Algumas vezes, a escola limita certas posturas corporais e gestos dos alunos, pois encara o movimento como algo que atrapalha e que não pode estar presente dentro da sala de aula, já que aprender é baseado naquilo que é imóvel, segundo a crítica feita por Henri Wallon.

A escola apela para o uso exclusivo do cérebro e isso precisa ser erradicado de vez. Não podemos nos contentar com crianças de braços atados em si mesmas como se fossem contentores dos seus próprios corpos.

A inteligência não se desprende do movimento. Quando mexemos as mãos para falar em público, quando a criança levanta da carteira ou mesmo quando copia as coisas da lousa em pé, é uma forma de libertar o movimento para que se possa pensar e se comunicar bem.

Infelizmente, muitas crianças tem sido rotuladas inadequadamente como hiperativas ou com déficits de atenção por conta da falta de formação e conhecimento da importância do movimento para a aprendizagem.

O movimento tem um papel muito significativo para todas as fases do desenvolvimento humano, mas principalmente para as crianças em idade pré-escolar que é onde tudo começa.

Vamos afastar as carteiras e deixar o movimento entrar em nossas classes?

crianças dançando

Se conseguirmos proporcionar um bom começo, ou seja, inserir a criança num mundo de aprendizagens significativas, as experiências posteriores terão chances de sucesso também.

Falar de aprendizagem significativa é falar de um aprender que foi registrado pelo corpo.  O corpo é o gravador das nossas experiências com o mundo, ele acumula estas experiências e é capaz de revivê-las a qualquer momento dependendo das situações que for exposto.

O corpo tem um papel fundamental para aprender, pois do princípio ao fim a aprendizagem passa pelo corpo. É o tal gravador que já falamos. Entretanto, vale ressaltar que não é importante apenas que o seu aluno faça bem as letras ou os números, mas que sinta prazer nas respostas que dá, pois isso é corporizar o conhecimento.

Existem muitas formas de possibilitar isso. A psicomotricidade, a dança, a música e as brincadeiras em si, são excelentes recursos adorados pelos pequenos.  A dança por exemplo é a livre expressão da criança; é a oportunidade de encontrar em si mesma as respostas para a construção de um ser humano mais seguro, autoconfiante e com uma excelente imagem de si mesmo. Colabora com a melhoria da criatividade, imaginação, autonomia e socialização.

Quando se estuda as competências do professor para ensinar no século XXI, Pilippe Perrenoud, encontramos a necessidade de serem criativos, se comunicarem melhor, saber ouvir, saber usar novas tecnologias, ter um pensamento crítico, ser colaborativo e etc. Mas, é impossível colocar estes princípios em prática quando se desconsidera o valor do corpo em sala de aula.

Vamos promover o movimento em sala? Preparei uma atividade bem divertida para você e seus alunos e deixei no Baú de Atividades Eduqa.me.

Olha só: 

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Sugestão de leitura:

  • Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Isabel Galvão. Ed. Vozes, 1995.

A importância do Movimento no desenvolvimento psicológico da criança in Psicologia e educação da infância – antologia. Henri Wallon. Ed. Estampa.

  • DANTAS, Heloysa. A infância da razão. Uma introdução à psicologia da inteligência de Henri Wallon. São Paulo, Manole, 1990
  • GALVÃO, Izabel. Uma reflexão sobre o pensamento pedagógico de Henri Wallon. In: Cadernos Idéias, construtivismo em revista. São Paulo, F.D.E., 1993.WALLON, Henri. Psicologia. Maria José Soraia Weber e Jaqueline Nadel Brulfert (org.). São Paulo, Ática, 1986.
  • Philippe Perrenoud e Monica Gather Thurler. As competÊncias para ensinar no século XXI: formação dos professores e o desafio da avaliação. Editora Penso, 2002.

Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Social Mantra

Relatórios/Identidade e autonomia/Socioemocional
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A participação das famílias nas festas escolares

Fonte: Blog Unificado Kids

Fonte: Blog Unificado Kids

A escola tem um valor incalculável para o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. É neste ambiente rico em cultura e diversidade, que a criança vive os seus primeiros grandes conflitos e também a oportunidade para conhecerem e observarem um mundo diferente do seu.

A convivência entre os colegas provoca um choque entre os valores que foram aprendidos na família, e isto é saudável, já que possibilita o fortalecimento da compreensão das regras, do respeito e dos próprios valores internalizados.

Família na Escola

Toda a participação da família dentro da escola é um momento único para partilhar experiências fantásticas. Vivenciei e conheci um projeto em Portugal, muito significativo, que se chama “os tesouros da família”. A atividade basicamente era para que cada pai e mãe pudessem ir até a escola para: contar sobre a sua profissão e também contar algo de importante da particularidade da família e que quisesse dividir com o grupo da sala do seu filho.

Não imaginava como aquilo era importante para as crianças e principalmente na repercussão positiva que existiu no estreitamento das relações entre eles.

O que quero dizer com este exemplo, é que a criança a todo momento precisa e quer ser olhada. Tudo que ela faz, tem mais sentido, quando ela mostra para o pai e para a mãe, e estes, sem julgamentos, comemoram, conversam, questionam, elogiam e valorizam o que ela fez.

Aprovação

Esta aprovação que a criança nos pede, é importante para o seu desenvolvimento psicossocial, principalmente na construção da sua personalidade e do autoconceito. Todos nós queremos contribuir para um mundo com pessoas mais seguras, confiantes e felizes.

A participação das famílias nas festas escolares, é uma ótima oportunidade para reforçar esse olhar e vem justamente de encontro ao que já foi dito, e volto a sublinhar, um momento importante de partilha e envolvimento com o seu filho.

diadafamilia

Fonte: Assecom/RN

Não são todos os pais que valorizam estes momentos das festas na escola. Os fatores sócio-econômicos interferem na decisão de ir ou não na festa do filho. Entretanto, não pense que quando digo isso estou a me referir aos pais com menos possibilidades financeiras; na verdade, isso é bem equilibrado e em alguns casos, quanto mais posses, mais pessoas existem para substituir o papel dos pais. Estão sempre a trabalhar muito, ocupados e envolvidos com as suas rotinas; ou ainda, queixam-se que todos os anos são iguais, e como já foram no ano passado, não precisam ir novamente!

É emergente que a família esteja cada vez mais dentro da escola, para dividir a responsabilidade de educar as crianças sem isentar-se do seu papel; sem transferir para a escola, aquilo que é da sua responsabilidade.

A participação nas festas e o convívio proporcionado nestes eventos é o sinal mais sensível de saúde na família. Este envolvimento por parte dos familiares, influencia positiva ou negativamente o sucesso escolar da criança.

Refletir para Educar

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre algumas estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para as festas, reuniões entre outros eventos, mas, principalmente trazê-las para a vida escolar dos seus filhos. 

Mas isso fica para um próximo momento. No próximo post vou apontar 7 estratégias que podem ajudar a escola a promover a cooperação junto as famílias e trazê-las literalmente para dentro da Escola.

Gostou?

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Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil
Atividades/Relatórios
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4 Atividades juninas para o desenvolvimento infantil

 O dia a dia da escola é sempre repleto de muitos afazeres, não é verdade?

Existe um planejamento a ser cumprido e a boa administração das atividades gasta um tempo absurdo do professor para garantir que tudo caminhe bem.

Na época das festas comemorativas há mais trabalho ainda a fazer e se o professor não se organizar pode perder um tempo importante de trabalho com os seus alunos. Por isso, aproveitar o clima lúdico e de brincadeira para desenvolver a aprendizagem da criança é uma boa estratégia para aproveitar esse tempo de organização em tempo de aprendizagem também.

Os jogos tradicionais de festa junina são ótimos recursos para o professor trabalhar os conteúdos pedagógicos a serem desenvolvidos durante o ano, como conceitos da matemática, linguagem oral e escrita, música, movimento, arte e expressões, etc… Já vimos que conteúdos não faltam o que precisaremos é exercitar a nossa criatividade, e se tem um profissional que é um criador nato, este, é o professor.

Dentro de sala de aula, na hora do recreio e também em casa.

Além de pensar nestes jogos da forma tradicional da qual são propostos e temos acesso apenas nas festas juninas, vamos sugerir mais algumas maneiras divertidas de aprender e brincar em diferentes ambientes.

A grande maioria dos jogos convencionais de festa junina, possibilita que a criança desenvolva a coordenação motora fina e grossa, noção de força e lateralidade, equilíbrio, interação social, saber perder e vencer, enfim, habilidades necessárias para serem desenvolvidas e aprimoradas na educação infantil.

As dicas sugeridas abaixo estão organizadas para que a criança seja a grande protagonista de sua aprendizagem e possa participar da construção dos seus jogos e materiais para utiliza-los além da escola.

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Fonte: Pinterest

4 Atividades juninas para fomentar o desenvolvimento infantil:

#1 Pescaria:

Dentro de sala de aula, esta brincadeira também pode ser feita, transformando-a num outro jogo, como por exemplo, num jogo da memória com conceitos de número e quantidade.
Explore ao máximo as possibilidades que tiver: fale sobre peixe, onde ele vive, a pesca, a importância de ser consumido como alimento para o ser humano, envolva a culinária, música, cores, utilize diferentes materiais para a construção do jogo, para dar acesso as crianças com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem, enfim, proporcione uma vivência significativa.

#Dica: para as crianças com paralisia cerebral e outras deficiências que necessitam de mais apoio, use materiais com maior durabilidade, ou seja, o papelão, o EVA, assim, elas podem brincar e não ficaram chateadas por terem estragado os próprios jogos.

Outra atividade bem curiosa, ainda com o tema da pescaria, é trazer um peixe de verdade para a escola e fazer uma espécie de observatório de arte. O professor, antes de mostrar o peixe as crianças, pede para que elas desenhem um peixe da maneira que elas souberem, e depois disso feito, é apresentado o peixe real para que elas possam explorar, tocar, cheirar e observar bem detalhadamente para que um novo desenho seja feito. As crianças costumam gostar muito desta atividade. Aqui o professor trabalha a atenção, concentração, a expressão da criança ao demonstrar o conhecimento que tem sobre um determinado objeto, coordenação visomotora, coordenação motora fina, estimulação sensorial, observação, planejamento, artes, ciências naturais e outros conteúdos que ele tiver tempo de aprofundar. Sugere-se depois que seja feita uma exposição dos desenhos comparando o antes e o depois, além de um debate com as próprias crianças para falar dos detalhes e diferenças entre os desenhos.

Observação: para crianças que não sabem desenhar, ofereça figuras, ou mesmo as partes do peixe impressas para que possam montar; além de diversos materiais como a massinha, argila, reciclados, para que todas tenham acesso a atividade.

#2 Lata:

O jogo da lata também pode ser bem divertido e trabalhar com conteúdos distintos: ora a matemática, ora a alfabetização, ora os dois.

Para construir este jogo, peça para as crianças trazerem de casa, aquelas latas de molho de tomate com tampa. Cole pelo lado de fora os números, como no jogo convencional, mas dentro da lata, coloque alguns desafios. Veja alguns exemplos:

*Se o objetivo for trabalhar conteúdos da matemática, como a noção de número – quantidade, o professor deverá disponibilizar palitos, material dourado, entre outras coisas. Começa-se o jogo e ao atirar a bola, as latas que caírem serão o desafio daquele grupo. As crianças, com o material disponível devem colocar dentro das latas a quantidade de palitos (ou outro material) correspondente ao número que estiver na lata. Vence o grupo que fizer a correspondência correta.

*Ainda na matemática, podemos trabalhar com formas geométricas. Coloque dentro das latas cartões com uma figura geométrica. O processo é o mesmo, as latas que caírem devem ser abertas para o grupo visualizar a figura que tiver dentro. O desafio será encontrar dentro de sala de aula, objetos com a mesma forma na quantidade estabelecida pela lata.

Ex: lata número 2 com um triângulo dentro, o desafio é encontrar 3 objetos na sala de aula com forma de triângulo.

*Na alfabetização, existe também muitas possibilidades seguindo esta estrutura da brincadeira. O professor pode optar por trabalhar com as vogais e colocar estas letras dentro de cada lata (terá que repetir as letras devido a quantidade de latas). O desafio será encontrar objetos que comecem com a letra indicada. Em todas estas sugestões as crianças poderão fazer registros escritos.

#3 Tiro ao alvo:

No tiro ao alvo temos muitos conteúdos que podem ser trabalhados: a arte, o desenho, classificar e comparar números como maior, menor ou igual, coordenação motora, lateralidade, estimulação sensorial, formas geométricas, cores, etc.

#4 Boca do palhaço:

Com esta brincadeira o professor pode aproveitar para falar sobre alimentação saudável e substituir as bolas por brinquedos em forma de comida. Faça uma discussão sobre este assunto, converse com as crianças sobre o que elas comem e mais gostam de comer, prepare uma receita, cante uma música.

Faça também uma boca do palhaço diferente para explorar os sentidos, a criatividade e a imaginação.

Todo evento comemorativo pode oportunizar a possibilidade de desenvolver temáticas muito interessantes.

Não se atenha apenas a elaboração das festas, mas sim, ao rico conteúdo que está por trás dela e não se esqueça de criar os relatórios de desenvolvimento infantil individual.

Você pode fazer isso acessando a Eduqa.me.

CLIQUE AQUI PARA TESTAR Crie relatórios de desenvolvimento na Eduqa.me - horizontalA PLATAFORMA EDUQA.ME 

Bom trabalho e ótimo arraial!

E não deixe de ler  “o brincar para todos nas festas juninas” e aprofundar um pouco mais as suas reflexões.

 


Texto: Luciana Fernandes Duque para a Eduqa.me. Luciana é doutoranda em Educação Especial – Faculdade de Motricidade Humana pela Universidade de Lisboa – Portugal, Mestre em Educação – Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Psicopedagoga Clínica e Pedagoga com vasta experiência Educação Inclusiva. É autora de dois livros, um sobre inclusão escolar e outro sobre relação professor aluno.

Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Festa Junina Significado e Símbolismo

Semanários
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Tudo sobre a FESTA JUNINA!

Você já parou para se perguntar como surgiu a Festa Junina e quais são seus significados e simbolismos?

Nesse post você irá conhecer tudo a respeito dessa festa especial do mês de Junho. Com essas informações poderemos embasar e trabalhar a cultura, dança, comidas e as brincadeiras de um jeito mais pedagógico na escola.

Vamos compreender o que, de fato, as crianças podem aprender com essa festa e como podemos explorar cada vez mais esse tema e potencializar o aprendizado dos pequenos.

Vamos lá?

Como  surgiu a Festa Junina?

A festa junina é uma comemoração que acontece no Brasil desde o Brasil Colônia. A história nos conta que essa festa chegou por aqui pelos europeus e a ideia inicial  era reproduzir uma comemoração que já existia em diversos países da Europa.

Qual a origem do nome?

Na Europa a festa se chama Midsummer¹.  No Brasil há duas hipóteses para o nome Junino:
A primeira é que o  nome é oriundo do mês, Junho, que é o mês que a festa é comemorada. A segunda hipótese diz que junino veio de joanino que fazia referencia ao Santo homenageado – São João.

1- celebração do meio do verão

Brasil – Terra de todos os Santos

Embora predominantemente influenciada por portugueses outros povos europeus, como franceses e espanhóis, também contribuíram para essa festa. E claro que os povos africanos e indígenas não ficaram de fora da roda! Cada um colaborou com seus costumes e comidas. Esse mix cultural acabou transformando e resignificando a festa junina brasileira nesse evento tão singular que é hoje.

O espaço da festa

Arraial ou arraiá é o local onde a festa Junina acontece.  Geralmente é um espaço amplo, ao ar livre e com barracas delimitando um espaço circular.

A Decoração

As famosas  banderinhas de papel colorido que hoje são espalhadas por todo o arraial, antigamente eram apenas três grandes bandeiras que estampavam os rostos dos santos. 

Hoje além da abundância das  bandeirolas enfileiradas e espalhadas como varais, os balões de papel e os fitilhos também marcam presença e dão o tom colorido e divertido da festa. As barraquinhas armadas, justamente para esse evento, são feitas, na maioria dos casos, por madeirites ou bambus.  

Já a cobertura fica por conta das palhas secas dos coqueiros, lonas ou de um tecido chamado chita.

A Fogueira

Sabia que cada santo junino tem um tipo de fogueira diferente?

Pois é.. a mais comum é a quadrada que é a de Santo Antonio. Há também a redonda que representa São João e a triangular de São Pedro. A fogueira é um símbolo purificador nas culturas agrárias e é acesa para afastar os maus espíritos e  manifestar a gratidão pela fertilização da terra e das fartas colheitas. Também serve para aquecer e unir as pessoas ao seu redor para brincadeiras, conversas e até para compartilhar alimentos assados na brasa.

Fonte: Google

Fonte: Google

A Música

A música e os instrumentos usados, como a sanfona, triângulo, reco-reco, estão na base da música popular folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil lá no início. O Brasileiro, com sua criatividade, foi incrementando e somando novos instrumentos e ritmos.

Separamos uma lista de músicas para você aqui, mas você só consegue acessar se estiver conectada com a internet e usando e ou usando o spotify.

As Comidas Típicas

As comidas da Festa junina estão relacionadas, principalmente, à cultura campestre. Boa parte das comidas são feitas de grãos e raízes.

Já contou quantas delícias fazemos com esses ingredientes? Podemos fazer muitos pratos juninos como milho, arroz, amendoim, batata-doce e mandioca e etc… 

Fonte: Google

Fonte: Google

A Quadrilha

Essa atividade lúdica, teatral e festiva é um dos momentos mais aguardados da festa junina. A preparação é feita semanas antes e é o momento em que todos participam. Essa dança, que originou de uma dança de salão francesa, também é uma forma de agradecimento pela boa colheita.

Fonte: Google

Fonte: Google

Figuras da Sociedade rural

O padre, o noivo, a noiva, pais do noivo, pais da noiva, madrinhas, padrinhos, delegado, sacristão, entre outros são essenciais para movimentar essa festa.

As Brincadeiras

Sabemos que é nas brincadeiras que os pequenos aprendem e crescem. Por isso, para garantir o aprendizado e o sucesso do arraial as brincadeiras merecem ser diversas e divertidas. Os leilões, bingos, casamento, correio elegante, pau de sebo, simpatias, corrida do saco, pescaria e outras são algumas das mais tradicionais, mas não deixe de explorar algumas brincadeiras regionais e deixar espaço para as crianças criarem suas próprias brincadeiras.  O mais importante dessa festa é mesmo se divertir e difundir esta cultura brasileira que é tão rica.

No próximo post falaremos desse assunto na prática: Como aproveitar os jogos da festa Junina para o desenvolvimento e aprendizagem?

Aproveita para divulgar as fotos da festinha junina da sua Escola e marcar a gente com a Hashtag #FestaJuninaNaEscola

Agora que você sabe tudo sobre a festa junina, que tal entrar na Eduqa.me para fazer seu planejamento digital?

Legal, né?

Então que tal clicar AQUI e começar a fazer seus semanários na plataforma Eduqa.me? Tenha mais facilidade e dê visibilidade ao trabalho que faz em sala para que a coordenação pedagógica tome decisões pautadas em dados e fatos.

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Deborah Calácia para a Eduqa.me. Deborah é linguista e especialista em tecnologia e educação – Universidade de Brasília.

Professor deve planejar ou improvisar em sala de aula?

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

Registros/Rotina pedagógica
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Professor deve planejar ou improvisar em sala de aula?

O planejamento não é unanimidade entre pedagogos. Enquanto alguns não abrem mão de anotar sua rotina em sala de aula detalhadamente, outros defendem que trabalham melhor improvisando, alterando suas atividades de acordo com a resposta da turma. Esses encaram as tabelas e agendas impostas pela escola uma burocracia sem real necessidade.

Embora haja espaço para a criatividade dentro da escola, um mínimo de organização prévia só acrescenta vantagens à rotina do professor – e ao aprendizado infantil, por consequência. Saber qual o objetivo daquela lição e quais os conteúdos atrelados à ela permite que a aula se desenrole sem surpresas. Além disso, um educador que conhece bem seu cronograma e materiais consegue administrar facilmente os improvisos, brincadeiras e curiosidades que surgem durante o ano.

Como fazer um bom planejamento?

Orientar o processo de aprendizagem das crianças é intrínseco ao trabalho do professor de Educação Infantil – isso envolve selecionar conteúdos, elaborar atividades e definir, através de observações e avaliações, o curso a se tomar. Daí a necessidade de um planejamento, que guie as aulas até que essas metas sejam atingidas.

Há dois formatos de planejamento usualmente utilizados: a longo e curto prazo. Um cronograma a longo prazo (o período pode ser de um semestre ou até mesmo de um ano letivo) é menos detalhado, mas aborda os temáticas que serão levadas para a classe em cada área de conhecimento. Até o final de março, por exemplo, a turma terá encerrado o assunto “meios de transporte por terra” e, em abril, falará sobre “meios de transporte pela água” nas aulas de Natureza e Sociedade.

É útil incluir ainda os objetivos de aprendizagem para cada conteúdo, tais quais “saber identificar carros, caminhões, bicicletas, motocicletas como veículos que andam por terra” ou “citar meios de transporte que já utilizaram”. Em qualquer área de conhecimento, defina quais habilidades você espera que os alunos desenvolvam até o fim daquele período. Reconhecer letras do alfabeto, conseguir chutar a bola ou entender expressões básicas em inglês também se encaixam nos objetivos.

Uma terceira coluna deve trazer quais métodos de avaliação serão aplicados – a classe fará um cartaz, construirá carrinhos de sucata, fará uma visita a um museu? Relate brevemente como pretende acompanhar a evolução (por meio de registros no caderno, preenchimento de uma tabela, organização de portfólio).

Exemplo de planejamento anual para Educação Infantil. Repare que não há detalhes sobre as atividades, apenas linhas de guia (foto: Mais Professores)

Exemplo de planejamento anual para Educação Infantil. Repare que não há detalhes sobre as atividades, apenas linhas de guia (foto: Mais Professores)

Nesse momento, não é necessário detalhar as atividades (algumas, inclusive, podem ser remanejadas ou alteradas durante o percurso), embora sua presença no planejamento ajude a visualizar as aulas com a clareza necessária.

Planos a curto prazo

Enquanto isso, o planejamento semanal também deve ser feito, apenas para contemplar os próximos dias de aula – dessa vez, com muito mais minúcia. É preciso ter em mente o ponto de partida das crianças ao iniciar uma nova atividade, ou o “repertório” que elas trazem, seus conhecimentos anteriores.

Isso é feito através de uma avaliação inicial, que não necessariamente precisa ser aplicada no começo do ano, mas sim no princípio de cada novo assunto. São exercícios simples, rodas de conversa e atividades que podem ser realizadas para perceber o nível da turma quanto àquele tema. Nesse momento, o professor fará o diagnóstico de cada criança, determinando seu estágio de aprendizado e, com isso, poderá planejar as próximas lições dentro de parâmetros reais. Não adianta, por exemplo, introduzir palavras de duas sílabas a crianças que ainda estão aprendendo a reconhecer as letras do alfabeto.

Esse planejamento semanal, ou o semanário, conta com horários, espaços onde as atividades serão realizadas, material necessário e uma breve descrição do que será feito em cada dia (quer saber como fazer um semanário perfeito? Clique aqui para ler mais). Dessa maneira, a coordenação tem uma visão geral do que está ocorrendo na escola e quais materiais devem ser providenciados.

Tela da plataforma Eduqa.me, onde o professor pode registrar suas atividades e ligá-las a áreas de conhecimento (foto: Eduqa.me)

Tela da plataforma Eduqa.me, onde o professor pode registrar suas atividades e ligá-las a áreas de conhecimento (foto: Eduqa.me)

A Eduqa.me permite que o professor cadastre todos esses detalhes em uma única página, contando inclusive com espaço para descrição. A atividade fica salva para consultas posteriores e ainda pode ser vista pelo coordenador, diminuindo o tempo de comunicação entre a equipe!

Quando é correto improvisar?

Há situações em que a aula foge do controle do professor: machucados, brigas entre as crianças, distrações (como um coleguinha que voltou de viagem com presentes ou um aniversário). Esses momentos são inevitáveis, e o importante é que o professor mantenha a calma e lide com os imprevistos tranquilamente.

Quando o problema for de comportamento, retire as crianças participantes do ambiente e converse com elas em particular, fazendo-as compreender porque suas atitudes foram repreendidas (leia sobre como lidar com crianças agressivas aqui). Porém, tente interromper o conflito o mais cedo possível, antes que a excitação se espalhe entre os alunos. Ao separar os envolvidos, deixe outro professor ou auxiliar supervisionando as atividades da turma, para que o processo de aprendizado delas não seja interrompido.

Se a situação exigir, peça que eles aguardem a saída dos outros, no fim da aula, para arrumar o que bagunçaram (recolhendo lápis e canetas do chão ou empilhando livros derrubados). Certifique-se de que a tarefa possa ser feita sem perigos para a faixa etária! Do contrário, ainda assim peça que eles esperem e acompanhem a limpeza, para entenderem as consequências de seus atos.

Caso seja tarde demais para conter os ânimos e as crianças estiverem muito agitadas, recorra a atividades calmantes, como música ou artes manuais. Tenha os instrumentos necessários sempre à mão para ocasiões como essa. Trabalhos como esse tranquilizam e mudam a atmosfera da sala de aula. Com tudo sob controle, o professor pode reconsiderar seu planejamento e optar por retornar ao exercício anterior ou alterá-lo para ter melhores resultados.

Cadê o material?

A falta de preparo nunca deve ser motivo de improviso em sala! Saber onde estão guardados cadernos, materiais de pintura, papéis e cartolinas e tudo o mais que pretende utilizar é parte da obrigação do professor.

Por mais que esteja familiarizado com a organização da sala de aula, o professor deve reservar alguns minutos para conferir se os materiais estão aonde deveriam (foto: PLCA Preschool)

Por mais que esteja familiarizado com a organização da sala de aula, o professor deve reservar alguns minutos para conferir se os materiais estão aonde deveriam (foto: PLCA Preschool)

Normalmente, professores com mais experiência já conhecem bem a organização da escola. Ainda assim, a orientação é chegar com alguns minutos de antecedência para conferir se está tudo em seu lugar. E se alguém usou, ontem, a última folha de EVA verde de que você precisava? Quinze minutos de folga lhe permitem procurar um substituto ou repensar a atividade.

Aliás, é indicado que o professor tenha sempre um plano B para as aulas, especialmente as que exigem aparelhos eletrônicos (sistema de som, televisão e DVDs, projetores ou internet) que possam falhar na hora da lição. Cheque todos os equipamentos antes de as crianças chegarem.

Conheça bem os livros, apostilas e materiais didáticos usados pela escola – a ideia de que se pode só “ser criativo e improvisar” leva a aulas confusas em que nem as crianças nem o professor entendem bem o que deveria ser aprendido. Estudos já comprovaram que, quanto mais preparado o professor e a aula, mais o aluno aprende.

Tais resultados não significam que o professor deve ficar encaixotado – há espaço para espontaneidade e bom humor em sala de aula. Entretanto, os educadores não devem confiar apenas neles, e sim usá-los para complementar seu entendimento profundo do conteúdo que está sendo discutido. E, é claro: quanto mais experiência o professor tiver, mais confortável e seguro ele se sentirá improvisando.

Tive uma ideia brilhante

Às vezes, com o planejamento pronto, o professor tem uma ideia genial. Pode ter sido algo que um aluno sugeriu ou que ele assistiu em um filme, talvez uma dica online. É possível (e recomendado) alterar o planejamento para incluir essa nova atividade?

Depende. Se o exercício estiver de acordo com o que está sendo visto pela turma naquele momento – ou seja, ela têm o repertório necessário para acompanhá-lo – e se o aprendizado será correspondente ao de uma outra atividade já planejada, pode-se considerar a troca. Outras variáveis são a disponibilidade de recursos e o tempo do cronograma.

Essa é a vantagem de se ter o semanário ao lado de um outro planejamento mais extenso. Ao surgir um novo elemento, remanejar conteúdos sem perder de vista os objetivos de aprendizagem se torna mais fácil. Afinal, o professor e o coordenador veem claramente o que deve ser feito e em quantas aulas deve ser cumprido!

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

Uma ideia diferente de atividade pode surgir no meio do período letivo, quando o planejamento já foi concluído. Mas há espaço para mudanças, desde que de acordo com a coordenação (foto: So Love Center)

O mesmo ocorre quando uma ou mais crianças não estão se desenvolvendo no ritmo esperado. Nunca se deve esperar que todas elas atinjam seus objetivos ao mesmo tempo – porém, observe: se uma ou duas crianças, em particular, estão tendo dificuldade em acompanhar a classe, talvez elas precisem de atenção redobrada e apoio dos pais nas tarefas escolares (leia mais sobre problemas de aprendizado e quando encaminhar para um psicopedagogo). Por outro lado, se a incompreensão do tema for generalizada, é provável que as suas atividades não tenham se adequado ao perfil da turma. Lembre-se que nem sempre o que funciona para uma criança funcionará da mesma forma para todas!

Se a turma não estiver de acordo com o seu cronograma, altere-o para que este respeite a velocidade daquela. De nada adianta acelerar os conteúdos se eles não forem bem absorvidos . Dê uma boa olhada no planejamento semestral ou anual e encontre pontos de mudança, redirecionando as atividades.

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Leia mais:

Educar para Crescer – Planejamento escolar

Educar para Crescer – A arte da improvisação

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Atividade: Germes de Purpurina

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Atividades/Identidade e autonomia/Natureza e Sociedade/Registros
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Atividade: Germes de Purpurina

A partir dos 3 anos de idade, as crianças começam a demandar mais responsabilidade sobre seus próprios corpos: seja ao tentar se vestir por conta própria ou segurando a própria escova de dentes. A autonomia deve ser estimulada (sem que os adultos em torno se esqueçam, porém, de que elas ainda não são hábeis o suficiente para realizar essas tarefas sem supervisão alguma).

Cuidar de si mesmas e de sua higiene é um processo de desenvolvimento de autoestima e autoconhecimento. Contudo, nessa faixa etária ainda não está claro para elas a necessidade da limpeza – por que, afinal, elas devem lavar as mãos antes de comer ou se limpar após usar o banheiro? É preciso que pais e educadores criem situações para ensinar e promover essa rotina saudável.

Para ver outras sugestões de atividades sobre higiene, clique aqui.

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Quando a criança entende a importância da higiene, ela mesma se torna uma agente, lembrando e ajudando seus amigos a cuidar da saúde (foto: Google)

Área de conhecimento

Identidade e autonomia.

Faixa etária

A partir dos 3 anos até o fim da Educação Infantil.

Material

  • Purpurina,
  • Hidratante,
  • Guardanapos,
  • Água e sabonete,
  • Uma lona, toalha ou plástico para proteger a superfície de trabalho (sua escola vai agradecer!).

Preparação

Escolha uma área adequada para a atividade: uma mesa baixa, em torno da qual todas as crianças possam sentar, ou, se possível, o pátio ou outro espaço aberto. Antes da aula começar, cubra o local com uma lona ou toalha, para que ele não fique coberto de purpurina até o final do dia.

Então, despeje toda a purpurina em uma bandeja ou bacia – ou em várias, se a turma for grande e precisar ser dividida.

Já com as crianças, explique o que são os germes e qual a importância da limpeza. Diga que, apesar de elas não poderem vê-los, porque os germes são muito pequenininhos, eles podem ficar em seus corpos e causar doenças – por isso, é essencial que elas sempre lavem as mãos e tomem banho ao fim do dia: assim, vão se livrar das sujeirinhas que acumularam durante a brincadeira e ficar saudáveis.

Cite algumas situações em que as crianças precisam lavar as mãos, seja antes ou depois: após usar o banheiro, após fazer carinho em animais, após brincar no chão, antes das refeições ou antes de tocar os olhos e a boca. Peça sugestões a elas e converse sobre suas opiniões.

Atividade

Finalmente, anuncie que vai mostrar as elas como eliminar os germes. Distribua algumas gotas de hidratante para cada uma e ajude-as a espalhá-lo nas mãos. As crianças vão colocá-las na bandeja com purpurina e observar como o pó gruda em seus dedos e até nos braços.

Enfatize que os germes são como a purpurina, só que menor ainda – podem ser pequenos, mas se espalham por toda parte e são difíceis de remover. Peça para que elas batam as mãos ou espanem. Funcionou? Não muito bem. Quem sabe com um guardanapo? Também não.

A melhor solução é lavar as mãos com água e sabonete! Guie a turma até a pia ou um balde com água e ajude-as na limpeza. Oriente-as: é preciso esfregar bem entre os dedos e por baixo das unhas. Quando elas terminarem, faça uma caça aos germes que restaram, encontrando a purpurina que grudou na roupa, no rosto ou nos braços. Por isso, é fundamental que elas tomem também um ótimo banho, quando chegarem em casa! 

Variações

  • Autonomia (produção da turma): Após a atividade acima, por que não criar um cartaz com o que foi aprendido sobre higiene? Imprima e recorte imagens de alguns materiais usados para a limpeza pessoal, como sabonete, esponja, escova e pasta de dentes, toalha, guardanapos, etc.. Cada criança pode escrever seu nome ou trazer uma foto de casa para criar o mural da higiene. Assim, sempre que as crianças realizarem uma das tarefas representadas, elas podem colocar um adesivo no cartaz. Use o pôster algumas vezes por dia na sala de aula, após a hora do lanche e o recreio, por exemplo, e confira o resultado ao final de cada dia de aula.

Dica: use fita banana (fita dupla-face de esponja), pois, com ela, é mais fácil descolar os pontos das crianças ao fim de cada semana. Assim, não é necessário fazer um novo pôster a cada poucos dias.

Em casa ou na escola, as atividades de higiene devem ser prazerosas, em lugares iluminados e com água morna (foto: Google)

Em casa ou na escola, as atividades de higiene devem ser prazerosas, em lugares iluminados e com água morna (foto: Google)

Para avaliar

  • As crianças entenderam que devem lavar as mãos e ter práticas de higiene com frequência?
  • Compreenderam o motivo dessa rotina de limpeza e sua importância?
  • Mostraram interesse em realizar as tarefas por conta própria?
  • Já conseguem, de fato, cumprir alguns hábitos de higiene sem auxílio, apenas com a supervisão do professor?
  • Lembram-se, sozinhas, de lavar as mãos ou escovar os dentes?
  • Lembram e ajudam outros colegas com suas práticas de limpeza?

Registre!

Use o mural da higiene para acompanhar o desenvolvimento das crianças. O quanto elas ainda precisam ser lembradas e orientadas para realizar essas tarefas básicas de higiene? Parabenize constantemente os hábitos saudáveis e elogie os alunos sempre que eles tomarem a iniciativa, aproveitando para reforçar para toda a classe a relevância dessas atividades.

Em seu registro, reflita:

  • As crianças mostraram interesse e quiseram participar da atividade?
  • Compreenderam a intenção do exercício, relacionando a purpurina com os germes e bactérias?
  • Entenderam os rituais de limpeza e higiene demonstrados na aula e tentaram reproduzi-los por conta própria?
  • Com quanta autonomia elas já conseguem cuidar de sua saúde? Quais tarefas realizam sozinhas?
  • Tomam iniciativa para realizar outras tarefas sem ajuda (lavar os cabelos, amarrar sapatos, etc.)? Como você pode incentivar esse comportamento e lhes dar mais responsabilidade, com supervisão?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Quais os motivos para isso e de que forma você lidou com a situação? O que poderia ser feito de outra forma?
  • Através do diálogo com as crianças, os hábitos de saúde e higiene da família estão adequados? É preciso acompanhar mais de perto algum aluno específico? Como educar também estes pais ou responsáveis quanto aos cuidados com a saúde?

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Para criar registros completos, tanto para a turma quanto para cada criança, acesse a Eduqa.me e faça seu cadastro. Atualize as atividades realizadas em sala de aula e avalie o desenvolvimento das crianças. Depois, gere linhas do tempo com os textos, fotos e vídeos postados, além de gráficos e relatórios criados automaticamente para ajudá-lo a visualizar o crescimento delas com facilidade! 

Música: os copos musicais

Foto: Google (reprodução)

Atividades/Música e artes/Registros
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Música: os copos musicais

A música é uma das formas de expressão mais antigas da humanidade, e encantadora tanto para crianças quanto adultos. Na Educação Infantil, é um meio de trabalhar ritmo, rimas, linguagem, emoções e movimento. Ela estimula áreas do cérebro relacionadas ao raciocínio lógico (que, mais tarde, irão auxiliar no entendimento de várias outras matérias, inclusive matemática), assim como as responsáveis pela comunicação e criatividade. Além disso, os sons têm o poder de acalmar, animar ou disciplinar a turma.

Por consequência, é muito benéfico que, entre os 0 e os 6 anos, os pequenos sejam apresentados ao maior número possível de estilos musicais e instrumentos. Essa introdução não deve ser somente passiva: sempre que houver oportunidade, deixe que eles mesmos toquem e experimentem os barulhos.

Para saber mais sobre os benefícios da educação musical, clique aqui.

Garrafas ou frascos de vidro também podem utilizados na atividade (foto: Google)

Garrafas ou frascos de vidro também podem utilizados na atividade (foto: Google)

Área de conhecimento

Artes e música.

Faixa etária

A partir de 1 ano de idade (com maior supervisão), até o fim da Educação Infantil.

Material

  • 5 ou mais copos de vidro,
  • Anilina ou corante para alimentos (comestível),
  • Água,
  • Um lápis ou palito de madeira, ou ainda uma colher.

Preparação

Preencha os copos com diferentes quantidades de água e organize-os do mais vazio até o mais cheio, lado a lado, em uma superfície baixa (para que as crianças consigam observar facilmente).

Misture o líquido de cada copo com uma cor de anilina distinta (um azul, um roxo, um rosa, etc.), para que as quantidades fiquem ainda mais destacadas quando a turma olhar para os copos.

Atividade

Reúna as crianças em torno da mesa onde os copos estão expostos e lance a pergunta: será que se pode fazer música com água? É um bom momento para conversar sobre sons – tudo pode virar um instrumento musical! Mostre que os copos estão cheios, porém em alturas diferentes e explique que o som vai ser diferente ao bater com o lápis em cada um deles (isso é efeito do eco: nos copos mais cheios, a batida produzirá um som mais grave, nos mais vazios, um som mais agudo).

Diga a elas que é preciso ficar em silêncio para escutar a música; isso ajuda a praticar o respeito diante de uma aula, uma conversa ou uma apresentação – sempre há a vez de ouvir e a vez de falar.

Demonstre a atividade: dê batidinhas com o lápis em cada um dos copos, seguindo a ordem. Faça perguntas entre um e outro, comparando os barulhos. Qual foi mais grave, este ou aquele? Qual é o mais agudo de todos? Trabalhe bastante os conceitos de grave e agudo, para que as crianças saibam diferenciá-los.

Por fim, chame-as para mais perto e deixe que elas mesmas experimentem os sons. Isso pode ser feito individualmente ou em pequenos grupos, dependendo do tamanho da turma e tempo disponível.

Variações

  • Música e linguagem: Escolha uma música infantil ou cantiga e ensine à turma em uma aula anterior. Depois da atividade dos copos musicais, acima, sugira que elas toquem os copos enquanto cantam a canção. Isso vai ajudá-las a desenvolver o ritmo, tanto motor quando oral.
  • Motricidade: Combine uma série de movimentos de acordo com o som (por exemplo, no tom mais grave, todos devem pular, no próximo, todos batem palmas, no mais agudo, todos vão rodopiar e assim por diante). Transforme a atividade em um jogo – enquanto você bate aleatoriamente nos copos, elas precisam realizar o movimento correto. Isso irá melhorar a distinção de sons e o ritmo corporal.

 

Foto: Google (reprodução)

Foto: Google (reprodução)

Para avaliar

  • As crianças ficaram em silêncio e respeitaram o momento de ouvir a música?
  • Conseguiram reconhecer as diferenças entre os sons mais graves e agudos?
  • Relacionaram os conceitos de “grave” e “agudo” ao que escutaram?
  • Elas se envolveram na atividade, mostrando vontade de tocar e experimentar os sons?
  • Tentaram acompanhar o ritmo da música que foi cantada (na variação)?
  • Foram capazes de memorizar a letra da canção (na variação)?
  • Entenderam a história contada na música, são capazes de recontá-la (na variação)?

Registre

A melhor alternativa é filmar a atividade. Peça a um assistente ou outro professor acompanhar a aula para registrar na câmera os experimentos das crianças enquanto elas descobrem os sons. Filme-as também cantando (de preferência, em grupos pequenos, para poder distinguir suas vozes e avaliar sua desenvoltura).

Em seu registro, reflita:

  • A classe mostrou interesse pela música e teve curiosidade ao experimentar os barulhos nos copos?
  • Compreenderam o motivo de se fazer silêncio durante uma apresentação, e souberam a hora de participar ativamente?
  • Houve comportamentos marcantes, bons ou ruins? Quais foram eles e por que podem ter ocorrido?
  • Houve dificuldade ao perceber os sons graves e agudos? E ao relacioná-los aos termos? Isso precisa ser mais exercitado na próxima aula? Como você pode torná-los mais claros?
  • Como está o desenvolvimento oral das crianças? Elas cantam a cantiga até o fim? Cantam na ordem correta e sabem pronunciar as palavras? O vocabulário não é fácil ou complexo demais para elas?
  • Quais temas de músicas mais interessam as crianças? Procure canções que falem de coisas empolgantes a elas, para que se identifiquem com a atividade.

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Ebook Como evitar: o pânico da página em branco
Materiais para Download/Registros/Rotina pedagógica
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Ebook Como evitar: o pânico da página em branco

Como evitar o pânico da página em branco

Entre visitas a escolas e conversas com coordenadores e professores de Educação Infantil, ficou em evidência o quanto os registros pedagógicos são fundamentais para acompanhar a evolução das crianças e refletir sobre as alternativas que podem estimular seu aprendizado. Infelizmente, grande parte da equipe narrou, paralelamente, uma dificuldade básica que prejudica a tarefa: não saber como começar a escrever e o que é ou não essencial para um relato claro e útil ao seu papel.

Com isso em mente, a Eduqa.me preparou um material exclusivo que visa auxiliar os educadores no processo de escrita. Em poucas páginas (nós sabemos o quanto a rotina escolar é exigente), descubra quais os principais obstáculos que impedem um texto fluido, dicas para se preparar adequadamente antes do registro e de como organizar as informações da melhor forma para seus propósitos.

Você pode acessar o ebook gratuitamente clicando aqui: COMO EVITAR: O PÂNICO DA PÁGINA EM BRANCO.

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